Capitulo doze: Confronto
Severus saiu ao corredor, como todos os dias para tratar de encontrar ao insofrível fedelho que levava se escondendo desde que McGonagall lhe deu asilo no castelo. Tinha decidido que quando James se recuperasse, eles se sentariam a falar de tudo o que passou. Mas, nem bem Potter pôs um pé no castelo, se transformou em uma couraça que nem sequer lhe viu e desapareceu por um dos corredores, arrastando ao recém recuperado rapaz com ele.
Tinha tratado de falar-lhe, mas não resultou, Potter conhecia a maneira de esquiva-lo em qualquer lugar. Conhecia passagens que ele não conhecia. Sabia quando se acercava e por isso mesmo desaparecia, estava seguro que isso se devia à maldita capa de invisibilidade que tinha herdado de James Potter avô.
Se lhe revolvia o estomago a cada vez que recordava que seu único filho tinha o nome desse depreciável homem. De fato, apostaria sua magia por que Harry Potter nomeou assim ao garoto, só por que sabia que se ele se chegava a inteirar em algum momento, lhe causaria tanto desagrado como lhe estava provocando agora.
—Encontrei-te. —disse dando volta por um corredor, justo quando James e seu pai caminhavam em direção às habitações de Gryffindor.
Não tinha podido lhe sacar a Minerva o lugar em onde pai e filho se estavam alojando. A mulher tinha alegado que bastante tinha que assumir Harry, após que se inteirou de que agora o garoto levava seu sobrenome.
Minerva estará de pé, com as mãos sobre a mesa, enquanto Severus sentava-se em frente a ela com os braços cruzados, esperando que a mulher terminasse de ler o documento que agora repousava sobre a mesa.
— Por que o fez isso, Severus? —Perguntou-lhe, depois de digerir a informação.
—Se vou lançar-me a uma missão em que o a qual, tanto Potter como eu podemos morrer, o mínimo é deixar ao garoto protegido.
—Então faz por James —disse soltando um suspiro — Ainda que é nobre de sua parte…
—Não é nobreza, não se confunda. Ninguém dirá que em minha vida deixei um assunto sem resolver.
—Fala como se fosse um tramite.
— E não te parece? —Disse-lhe cruzando um pé sobre o outro. —Nunca conheci ao garoto em sua vida, não sei que gosta, não sei que sonha, nem o que espera do futuro. É um completo desconhecido com o que compartilho um vínculo consanguíneo.
—Que mal soa…
—Mas é verdade. —disse cortante —De modo que agora tenho muitas coisas que arranjar —disse se pondo de pé
— Que fará, Severus? E por favor que não seja seguir interrogando a James. O garoto esta baixo muita pressão.
—Não lhe farei nada —disse com ar desesperado —só tomarei dele um cabelo dele.
— Um cabelo? —Perguntou-lhe duvidosa, e depois voltou-se a pôr de pé — Poção polissuco!
—Assim é — disse quase chegando à saída — Vou encontrar a Potter, e terá que me dar muitas explicações.
—Severus, por favor, não quero que também pressione a Harry.
— Que não o pressione? —Perguntou ao tempo em que se girava com fúria — Como acha que fiquei quando me inteirei que tinha um filho de quinze anos ao que não conhecia? Perdoa-me, Minerva —disse chamando por seu nome —, mas ele tem muito que explicar.
—Só te peço…
—Não, não me peça nada agora. Só pensa em como se sentiria você, se nem sequer recorda o momento de sua concepção. É o que eu sinto.
Severus tinha saído do despacho furioso, e depois tinha ido ao hospital para dispor tudo, mudar a James de habitação e tomar seu lugar, usando a poção que tinha preparado para o propósito.
Agora seguia Harry, que tinha deixado a James em uma habitação perto à de Gryffindor e depois se encaminhou a um banheiro de mulheres, lhe estranhou e ficou escondido depois da entrada. Viu-o sussurrar algo, lhe parecia que ao grifo da pia.
Logo o impensável passou. Os cubículos da pia separaram-se e deixaram uma entrada, pela que Potter se deixou cair. Seguiu-o a prudente distância, mas fez afinal de contas. Era um lugar asqueroso, uma gruta, onde podia habitar quiçá que bicharraco.
— Que faz me seguindo? —Disse-lhe uma voz às costas.
Severus girou-se, não entendendo em que momento Potter se tinha ocultado e lhe tinha esperado a perseguição.
—Evidentemente não quer que te encontre —disse se cruzando de braços — Se esconderá até que se vá?
—Era a ideia, mas aparentemente nada te deterá. —disse passando por seu lado e se encaminhando mais para o interior da cloaca.
Severus não se perguntou a onde iam, nem sequer tinha que o fazer, intuía muito bem em onde estavam e quiçá este lugar lhes daria a privacidade que precisavam para poder falar.
Passaram cerca de vinte minutos, nos que Harry se dedicou a percorrer a estância, ao igual que Severus, tratando de se gravar as entradas, saídas e os diferentes possíveis obstáculos ao tratar de fugir.
— Agora sim este disposto a falar? —Perguntou parando-se em frente ao mais jovem que lhe olhou com uma sobrancelha levantada.
—Não deveria nem sequer permitir que esteja cerca de mim ou de meu filho.
—Mas como não tenho ideia do que quer dizer, não me fica mais que escutar sua versão das coisas.
— Minha versão? —Perguntou, rindo-se com ironia. — Não o recorda?
—Obviamente não, Potter —disse de má vontade —o ultimo que lembro sobre ti é quando estava em sétimo, te dava classes e nada mas a parte disso, muito menos o que compartilhássemos algo mas que a relação de aluno e professor.
—Então —disse pondo-se a caminhar ao redor de Severus, enquanto parecia analisar as coisas, pondo sua mão em seu queixo. —Tenho que achar que não recorda nada de nada… mmm… já vejo.
—Não faz falta que seja sínico.
— Nem você que me trate como um estúpido! —Disse-lhe empurrando-o pelo frente — É a ultima vez que te digo, Snape, não te volte a acercar a nós!
—É muito tarde, Potter —Disse sustentando do braço com força —Pois me dirá agora mesmo o que passou entre nós no passado, por que não o recordo e como foi que esse menino chegou ao mundo.
Foi então que Severus notou algo. Harry estava branco como um papel e o olhava de uma maneira diferente a como o fazia dantes. Estava tremendo e podia notar como começava a transpirar.
—Você não me odeia —disse abrindo os olhos —, você me tem medo —afirmou, muito seguro de suas palavras — Que foi o que fiz, para que me temesse assim?
Harry abriu os olhos ainda mais. Para valer estava tremendo, e Severus tinha visto seu temor, mas não sabia como o combater.
Nota tradutor:
Hummmmm e agora o que será que vai acontecer nessa conversa?
Vejo vocês no próximo capitulooo
Ate breve!
