Capitulo catorze: A dor persiste

James notava que seu pai estava mau, o tinha estado desde faz pelo menos em uma semana. Não lhe disse nada, mas estava seguro que Severus Snape tinha muito que ver com a condição atual de Harry. O assunto é que não sabia como o ajudar. Tinha uma vadia ideia do que podia passar, mas não queria que fosse isso, por que tinha claro que seu pai tinha sofrido durante muitos anos por que Snape o recusou e enganou a seu pai com outra pessoa. Por isso o odiava, por que não podia achar que alguém se atrevesse a ver a outra pessoa tendo a Harry Potter como companheiro. Além de sua dor própria ao sentir-se recusado por seu pai.

Ainda assim, apesar que tudo isso, estava atento a todo o que passasse a seu ao redor, não por não ver com seus olhos, podia fazer com sua alma, podia sentir nas mudanças de voz das pessoas, seu nervosismo, suas pausas, tudo tinha um significado a sua forma de ver. Tinha que saber que é o que lhe fez esse homem a seu pai. Mas para isso, precisava que alguém o levasse, e claramente não seria seu pai.

—Papai —chamou a Harry quando lhe sentiu perto — Me poderia levar com Louis ou com Scorpius?

— Para que quer ir com eles? —Perguntou estranhado.

—Soa molesto —disse chegando ao lado de Harry, que estava na orla da cama — Por que te molesta que os garotos se levem bem comigo?

—Não me molesta Jimmy —disse o abraçando e o fazendo sentar a seu lado —, mas não gosto que de alguém mais tenha sua atenção —disse divertido, lhe dando um forte beijo na bochecha. James sorriu ante isto e se acomodou melhor, escutando o bater do seu coração.

— Como são eles, papais?

—Horríveis, umas completas aberrações, te daria medo se os visse. —disse fingindo asco, conseguindo que James se gargalhasse. — Não, são realmente bonitos. Sim que tens bom gosto.

—Não gosto, de nenhum. —assegurou.

—Pois seu rosto esta completamente vermelho.

—Não posso o dizer por que não me vejo, de modo que o nego completamente.

Harry sorriu ao vê-lo cruzar-se de braços e sentar-se, afastando-se dele. Era incrível como tinha crescido seu filho. Se faz nada que lhe mudava as fraldas e lhe ajudava a dar seus primeiros passos. Acercou-se ao garoto e abraçou-lhe pelo lado.

—Não há nada de mau com que goste de um garoto, James, mas gostaria de saber qual é o que gosta.

E James não soube que responder.

… -\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\-\\-\-

Não entendia que é o que estava fazendo aí. Minerva tinha-o chamado faz uns minutos, mas a mulher não parava de dar voltas por todo o despacho, sem deixar de se apertar as mãos, alegando não se que coisa sobre irresponsáveis, que não pensam nos demais e quiçá que quanta coisa indecifrável mais.

—Minerva, por favor. —chamou-lhe, ao ver que a mulher não lhe tomava em conta, após ter sido ela mesma quem lhe chamasse.

—Isto é mau, Harry —disse volteando-se para ele. —, não sei que é o que falaram você e Severus…

—Se é para falar sobre ele, não quero o saber.

—Mas Harry…

—Não —disse indo à saída —, não quero saber dele…

O plof do aparecimento de um elfo domestico impediu-lhe seguir com seu furioso discurso.

—Harry, ela é Mime, é a elfa que atende a Severus.

—Disse-lhe que…

— Escuta-me um momento, Harry! —Deteve-lhe histérica —Chamei-te por que quero saber que é o que falaram, para saber por que Severus não aparece desde faz três dias.

—Não é minha culpa…

— Não te estou culpando! —Disse desesperada. —Só te peço que me dê uma pista, algo para saber sobre como tratar a este homem. Pergunto-lhe a Mime, mas ela tenta se golpear para tratar de me advertir e os feitiços que estão sobre sua habitação, são as únicas provas que tenho de que esta vivo —disse abatida, mas viu que Harry bufava — Por Merlin, Harry! Não te dá curiosidade pelo menos?

—Não há nada que me importe menos.

—Não o posso crer —disse negando com a cabeça — Achei que Severus comportava-se de maus modos, mas você…

— Eu que?! —Perguntou de má vontade, encarando-a —Não venha a me reclamar nada, por que não sabe nada do que foi minha vida.

—Mas então diga-me que foi o que lhe disseste.

—Nada que ele não soubesse…

—Pois duvido muito, Harry —disse entendendo um pouco a situação. — Quero pedir-te que me escute, só uns minutos —Harry não disse nada, mas também não se moveu de seu lugar — Desde que James chegou aqui, Severus encarregou-se de afastar-se o mais possível dele, de tratar de não o tomar em conta nem nada, mas assim que soube que era seu filho…

—Ah… disse-te —disse irônico e cruzando-se de braços.

—Sim, disse-me e o por que ele reconheceu como seu filho.

—Algo que eu não pedi.

—Sei-o, mas quero que saiba algo. Severus nunca soube o que passou contigo, não soube que James era seu filho, e temos certeza de que ele foi enfeitiçado para que não recordasse nada.

—Isso explicaria por que reagiu assim quando se meteu em minha cabeça, sem minha permissão.

—Mas ainda assim, estou seguro que ele precisa saber a verdade.

—E sabe, e não acho que seja a razão pela que desapareceu.

—Mime —chamou à elfa, ignorando ultima-las palavras de Harry —, quero que me diga que é o que tem feito Severus em todos estes dias.

A elfa apertava-se as mãos e depois o curto vestuário que lhe cobria.

—Mime não pode o dizer, o amo ordenou que Mime não abra a boca.

— Vê? Ele não quer que nos inteiremos.

—Basta, Harry, estou preocupada para valer. Em todos estes anos, Severus nunca se comportou desta maneira.

Harry negou com a cabeça e acercou-se à elfa.

—Se não me diz neste momento que é o que passa com Snape, me encarregarei de que te deem a roupa —disse com voz séria.

— Harry! —Lhe reprendeu a mulher. —Não pode a ameaçar.

— Quer saber que lhe passou ao desgraçado, ou não?

—Mas não é a forma.

—Pois não tenho outro método mais rápido.

A mulher negou, mas a elfa, que chegava a transpirar do medo a que as intimidações de Harry se fizessem realidade, não escutava as tentativas da mulher de que não a ameaçasse.

—Não o faça —lhe pediu a elfa, sustentando do braço —, eu levarei com ele.

— Que? Não…

Mas foi muito tarde, por que em um plop se viram transportados às habitações de Severus.

Harry cobriu-se a cara ante o fedor do lugar. Apestava a álcool e outros desagradáveis cheiros. Então viu a Snape, sentado no solo e apoiado em uma muralha, com uma garrafa de Whisky na mão. Estava quase inconsciente.

— Que… que fazem... aqui?

Harry notou que o homem não podia estar mais ébrio, era lógico que se tivesse passado nesses dias encerrado naquele lugar, emborrachando-se como um tipo qualquer.

—Dá pena, Snape —disse com desprezo, pateando da mão a garrafa, que foi dar contra a outra muralha, mas Severus nem sequer se imutou, olhando a Harry como se não o conhecesse.

— E eu… você quem…?

—Oh, santo Merlin, deixa esta estupidez, Quer? —Disse-lhe apontando-o com a varinha —aguamenti —O chorro de água que saiu de sua varinha lhe deu de cheio na cara, quase afogando a Severus no processo.

—Vai afogá-lo —disse a elfa preocupada.

—Não o farei —disse terminando com seu feitiço — Arranja este lugar, por favor, que Snape se de um banho de água fria e depois que vá com Minerva —lhe ordenou enquanto se dirigia à lareira. Conhecia tanto esse lugar, mas fazia-lhe demasiado dano o seguir ali.

—Não se vá —lhe pediu sustentando do braço —, eu não fui… não o fiz.

—Basta…

—Não seria capaz… esperava a James.

—Isso não te importaste —disse tirando seu braço de maneira brusca.

—Te provarei, que não era eu. Que não seria capaz.

Harry encaminhou-se à lareira sem molestar-se em voltear, deixando a Severus sumido em seu infortúnio.

Nota tradutor:

Harry é tonto ou que? Por que não deixa o Severus se explicar?

Bem vejo vocês no próximo capitulooo

Ate breve!