Capitulo quinze: Buscando uma confissão
—Preciso que me acompanhe.
Harry deteve seu caminho, ia com James em direção aos terrenos de Hogwarts, queria ir visitar a Hagrid quando Snape lhes cortou o caminho.
— Que é o que quer agora?
—Já te disse a última vez…
—Ah… Podes-te lembrar da última vez —disse irônico —pois como eu mesmo te disse e espero que o recorde também, não se esforce em demonstrar o indemonstrável.
— Poderia, por uma vez em sua vida, deixar-me falar e deixar de pôr-te à defensiva?
—Pois não, te fixa que estou ocupado e…
—Demasiado tarde —disse acercando-se a eles e sustentando a James do braço.
— Não o toque!
—Não grite, Potter, ou a gente se acerca a olhar e me dará a razão que só importa-te ser o centro de atenção.
James, que só era mero exportador de tudo isso, pôde notar quão tensos estavam os dois. Seu coração doeu em entendimento. Seu pai ainda não esquecia completamente a Snape e o mais provável é que ainda o amasse. Deus, como lhe faria sofrer isso, por que estava seguro que seu pai não daria seu braço a torcer muito fácil. O assunto aqui era Snape sentia o mesmo?
—Eu… —sua voz chamou a atenção dos adultos, que ao notar quando apertado tinham ao garoto, o soltaram ligeiramente — obrigado —disse se soltando ou pouco mais, não se tinha dado conta que ambos eram muito fortes —, acho que ambos têm que falar, e eu não quero estar presente, de modo que poderia me deixar com Hagrid, papai, de todas formas ele sabia que iria hoje.
—Filho…
—Papi, nada perde, já o tinha perdido tudo como é, após tudo, de modo que fala com ele, diga tudo o que tens que lhes dizer e depois nos vamos, não se supõe que voltaríamos a nosso lar? Quero que o faças sem nenhum tema pendente aqui.
Harry adorava a seu filho, era tão maduro e sensível que lhe davam vontade de encerrar em uma caixinha para que ninguém lhe olhasse muito.
—Espera-me aqui —ordenou-lhe a Snape, antes de partir com James, retomando seu caminho fazia a cabana de Hagrid.
Snape viu-os afastar-se e perguntou-se, que o fez apaixonar desse garoto no ponto de ter um filho em comum? Por que sabia que se se tinha deitado com Potter, não foi por simples aquecimento. Ademais estava de novo essa lembrança, sim, já sabia que era uma lembrança. Harry saltava de um lugar ao outro e depois acercava-se a ele para pôr uma de suas mãos sobre seu ventre, para que ele mesmo sentisse como começava a crescer essa nova vida. Logo a pessoa que os atacava, ou pelo menos é o que ele pensava, por que depois disso só tinha luz.
Agora que o via se acercar de novo, sem James, se disse que evidentemente o homem era aposto, mas não recordava ter sentido atração física para nenhum homem antes, era isso o que mais lhe incomodava e molestava, por que quem lhe enfeitiço, também apagou esse gosto pelo sexo oposto que tinha, ou pelo menos isso é o que ele pensava.
— Pronto? —Perguntou-lhe Severus quando chegou a seu lado.
—Sim, de modo que fala rápido por que não quero deixar a meu filho sozinho por tanto tempo.
—Não falaremos aqui, de fato, nem sequer falaremos.
— Ah não? Então diga-me que se supõe que vamos fazer —disse se cruzando de braços, incomodo por recordar as palavras de seu filho.
James e ele estavam em frente à cabana de Hagrid, esperando que o homem lhe abria, quando o menino se volteou para ficar em frente a ele.
— Que passa? —Perguntou Harry, ao ver como o cenho de seu filho se franzia.
—Papai, você me diria se esta apaixonado, verdade?
—Por suposto, filho, por que, me dirá quem gosta a de ti? —Perguntou divertido.
—Não, por que não gosto de ninguém —disse pese ao corado de suas bochechas —, mas não gostaria que por pensar que a mim me molestasse, de você deixasse passar a possibilidade de voltar a se apaixonar.
—Não se a que te refere, filho, mas certamente é algo que não passaria.
— Nem sequer se fosse Severus Snape? —James notou que o lugar ficou em um silêncio total, o que lhe dizia que até a respiração de seu pai estava atorada em sua garganta — Papai?
— Por que me diz isto, James? —Perguntou, sentindo como um nodo lhe estivesse asfixiando.
—Por que uma vez me disseram que um grande amor nunca se esquece, por muito dano que este te faça. Se para valer o ama, nunca deixaria de fazer.
Depois disso Harry tinha beijado a testa de seu filho, mas não disse anda mais, por que nesse momento chegou Hagrid e lhe pediu que cuidasse a seu filho por uns minutos, quando voltava ao colégio, viu como Scorpius e Louis seguiam a direção à cabana onde deixou a James. Não lhe tomou importância, muito menos quando as palavras de seu filho ainda rondavam em sua cabeça.
— Vamos? —Chamou Severus, acordando-o de seu letargo.
—Ainda não me diz a onde quer me levar.
—Iremos ao ministério. Consegui que me deixassem falar com os responsáveis por seu sequestro.
—Ah, Parkinson — disse com desprezo —, não será que quer ver a seu amante…
—Vais deter-te com tudo isto —disse o sustentando com força do braço —me esta julgando do que não sou culpado…
—É o que eu vi… —lhe disse se soltando inesperadamente —ninguém me tirará da cabeça —lhe dizia se golpeando a cem com um dedo —quando te encontrei com esses dois, quando me queria fazer abortar…
—Que pouco me conhece, Potter. Seu erro foi crer e não averiguar.
— E qual foi seu erro, Snape? —Perguntou com desprezo — Qual foi?
—Isso é o que quero averiguar —disse baixando a cabeça —, mas nunca, o escuta bem, nunca atuaria dessa maneira, se estive contigo, não estaria com alguém mais.
—É o que eu cria nesses anos. Quão equivocado estava —disse negando com a cabeça.
—Sei que agora nada te fará mudar de opinião, mas sei que se falarmos com essa mulher, posso a obrigar a dizer a verdade.
— Como o fará? —Perguntou olhando-o com rancor.
— Recorda o que te falei desta garrafa —disse balançando uma pequena garrafa de cristal.
— Veritaserum? Lhe dará Veritaserum?
—É a única maneira que tenho de saber a verdade, sem nenhum intermediário.
— Que fará se o que digo é verdadeiro? Se para valer se comportou de maneira tão… depreciável?
—O assumirei, mas antes deverei saber por que.
Harry manteve completo mutismo, até o momento em que chegaram ao ministério de magia, não tinha dito nada, não se preocupou se o homem caminhava ou não depois dele, nem sequer lhe prestou atenção aos repórteres que trataram de lhe cortar caminho, tratando de conseguir uma entrevista ou se queira umas palavras do desaparecido herói do mundo mágico. Harry em sua fúria internou não podia mais que sentir asco por este tipo de pessoas, que nem sequer lhe buscaram, estava seguro que um par de chamadas, um mínimo de comunicação e eles se teriam inteirado de que estava na Itália, não é como se para valer estivesse escondido, pelo menos não desde faz bastantes anos.
Severus ia submergido em seu próprio mundo, tratando de entender uma razão, por muito ilógica que fosse, para que essa mulher tivesse atentado contra sua felicidade. Sempre quis uma família, e a ela lhe devia o que não a tivesse.
—Senhor Snape, senhor Potter —saudou um Auror, que estava lhe esperando em um dos corredores, e que se encarregou de que os repórteres fossem mantidos a raia. —, sigam-me, por favor —disse fazendo-lhes um sinal com a mão para que o acompanhassem.
Chegaram aos aposentos dos presidiários, um lugar deplorável, com cheiro a enxofre e caloroso como o inferno mesmo. O lugar perfeito para as pessoas que estavam encerradas neste lugar.
—Preciso um tempo a sós com Parkinson —disse Snape.
—Recorde que um Auror deve estar com vocês.
—Pois então que o Auror Potter me acompanhe.
Harry viu a Severus, pela primeira vez, como se realmente não tivesse esperado que dissesse algo como isso. Não se lhe passou pela cabeça que conseguiriam ficar o suficiente tempo com a presa, sem a companhia de alguém mais, de fato, tinha pensado que tinha contatos dentro do ministério que lhe permitiriam o usar a poção com essa tipa.
—Bem, nesse caso —disse o outro Auror, lhe tirando importância ao assunto.
Harry disse-se a si mesmo que a segurança no ministério de magia de Londres, era certamente deficiente, por que qualquer pessoa pôde ter entrando tomando sua aparência. Foi nesse momento em que seu estomago deu um puxão e suas próprias palavras lhe traíram.
Qualquer pessoa pôde ter tomado sua imagem.
E se Snape dizia a verdade?
E se o Snape que viu tendo sexo com Parkinson era outro?
Deteve-se inesperadamente e sua mirada desviou-se ao homem que estava a seu lado e sentiu temor, sentiu pânico de descobrir que todo isso foi seu erro.
Nota tradutor:
Nossa agora que se dá conta senhorito Potter? Realmente!
Seja bem vinda Sofhia Lefhair espero que esteja gostando da tradução!
Vejo vocês no próximo capitulo!
Ate breve
