Capitulo dezesseis: A verdade

Severus deu-se conta de que Harry não seguia avançando e se girou, sem lhe dizer nada ao Auror que os estava escoltando e que seguia caminhando.

— Que passa? —Perguntou sustentando do braço, ao notar como retrocedia.

—Não posso o fazer. —disse sem olhar à frente, e sem tomar em conta o homem que estava a seu lado.

—Tens que a enfrentar…

— Por que? —Perguntou-lhe olhando-o de frente — Para que me diga uma estúpida razão pela qual destruiu minha vida e a de meu filho?

—Foi também a minha. Não quero ir deste lugar sabendo que tive medo à verdade, como tal parece que você esta fazendo.

—Você não entende nada…

—Você se encarregou disso. —lhe disse o soltando. — Sabe que ela é a chave, mas te aterroriza. Não recordava que fosse um covarde.

—Quando se trata da mulher que me destruiu, sim, sou um covarde.

Severus olhou-o fixamente, era incrível o frágil que parecia Harry Potter neste minuto. Nunca o imaginou assim, muito menos após as vezes que lhe tinha enfrentado desde que chegou. Por alguma razão queria que esse homem soubesse a verdade, fosse boa ou má para si mesmo. Após ter visto suas lembranças, sabia que o garoto merecia um pouco de paz interna.

—Escuta —pediu-lhe, parando-se em frente a ele, para que o homem não pudesse ver mais adiante. —, essa garota conseguiu algo que você não esperava fazer, e estou seguro que a maioria do mundo também não. Escapou deste mundo e se escondeu, como um covarde que não é. Não lhe dê mais armas para te atacar de novo. Pensa que ela, em onde estará, não será capaz de te fazer dano novamente, nem a ti, nem a James.

Harry negava com a cabeça, mordendo-se o lábio inferior e fechando os olhos com veemência. Negava-se a ver a verdade, a sentir que por sua culpa seu filho tinha sofrido ao não ter outro pai a seu lado.

— Olha-me —pediu-lhe Severus, ao ver que o homem não parecia querer reagir. — Sei que aqui —lhe disse pondo um dedo sobre seu peito, à altura de seu coração —, muito no fundo, ainda confia algo em mim, pelo menos agora, que esta a ponto de saber a verdade. Não te deixarei só, diga o que diga essa mulher.

—Vá —disse soltando um bufo —, isso foi justamente o que te disse quando queria que o nosso se acabasse, por que tinha medo de que Voldemort o descobrisse.

Severus sorriu de lado, ao que parece, recordar os bons momentos fazia-lhe bem a Harry.

—Pois agora é meu turno. Temos que enfrentar a essa mulher.

Harry assentiu, não tão seguro do que fosse passar, mas certamente estava um pouco mais disposto a deixar que as coisas se descobrissem.

Quando chegaram a onde o Auror lhes esperava, com muito má cara, cabe acrescentar, lhes deu entrada a um quarto que Harry reconheceu como a sala de interrogatório. Só tiveram que esperar um par de minutos para que a mulher se parasse em frente a eles.

—Perguntava-me quanto tempo esperariam antes de vir a visitar-me —disse depreciativa, depois de que o Auror que a trouxe, os deixasse aos três a sós.

—Pois estamos aqui para saber a verdade.

—Pois você sabe muito bem, Harry —disse com voz melosa —, estiveste em primeira fila sempre, não o recorda? —perguntou passando a língua pelos lábios e depois começou-se a rir escandalosamente. Severus acercou-se rapidamente e verteu na boca da mulher, o conteúdo da poção que a fez engasgar. Tratou de cuspir, mas pouco ou nada saiu de sua garganta — Que demônios me deu, Snape?! —Gritou desesperada — Tenta envenenar-me para que seu amante não saiba nada?!

—Primeiro, não é meu amante, e você tem muita culpa disso. Segundo, para que te assassinar se me regozijar ante a ideia de que passe toda sua vida em prisão, sofrendo quiçá que classe de descredito?

—É um porco miserável. —disse com desprezo.

—Pois agora poderá aclarar-nos muitas dúvidas —disse se sentando em uma das cadeiras dispostas no lugar, parecendo completamente relaxado.

— Que farão comigo? —Perguntou tomando assento na outra cadeira, e foi quando Harry aproveitou para amara-la ao lugar, para que a miserável não se pudesse tratar de escapar de seu interrogatório. — Que pretende? —Perguntou-lhe olhando aos olhos.

—Assegurar-me, somente —disse apoiando na muralha que estava cerca da porta.

—Acho que é tempo —disse Severus, sentando-se mas direito — Diga seu nome e idade.

—Pansy Anne Parkinson —disse sem trapaça, abrindo os olhos com assombro —, 32 anos —terminou de contestar — Deste-me Veritaserum, desgraçado! —gritou desesperada.

—Medidas que devemos tomar faz tempo. —disse Harry com descaro.

— Que foi o que fizeste para me separar de Potter?

—O ataquei no dia que o te disse que estava esperando um filho.

—Então não era um sonho —viu como Harry se acercava e a dúvida impregnada em suas facções. — Faz dias sonhei com uma cena na que você me dizia que estava grávido, mas depois alguém aparecia atrás de ti e nos atacava.

— Por que o fizeste? —Perguntou Harry com ira, encarando à mulher, que a esta alturas se via assustada.

— Por que Draco devia ter sido meu!

— Que demônios tem que ver Malfoy aqui?!

— Você devia te ter combinado com a estúpida fedelha que lambia o chão por onde caminhava, mas não, te tiveste que meter na cama de Snape e ela, sem nenhuma trava, se deitou com Draco e o engatou!

— Esta demente! —Gritou ao tempo em que se lançava a seu pescoço, mas Severus, sendo mais rápido, o deteve antes de que a mulher perdesse a vida em mãos de Harry — Me solta, ela tem que pagar!

—Ainda não sabemos nada mais —lhe disse com voz tranquila, tratando de entender como esta louca lhe tinha engenhado para os separar de maneira tão rápida. — Como foi que nos atacaste?

—Os aturdi e depois apaguei de suas memórias ultima-a conversa. Meu irmão ajudou-me em tudo…

—Você não tem irmão —disse Snape.

—Não que você saiba, mas sim um bastardo que teve meu pai com um sangue sujo.

—Nicholas —disse Harry, apertando os dentes.

—Exato. Sabe? Esteve a ponto de violar-te quando te conheceu, estava obsedado contigo. —disse rindo-se.

—Nunca o tivesse conseguido. —disse com os dentes apertados.

—Claro que sim, de fato esteve a ponto do fazer.

— Que quer dizer com isso? Por que Nicholas esteve a ponto de violar a Harry?

—Por que ele era o Severus que estava quando nos descobriu.

A verdade chegou-lhes inesperadamente, ambos, por diferentes motivos se sentiram aliviados.

—Isto é que eu não fui o que enganou a Potter.

—Foi meu irmão tomando sua imagem, de fato, o garoto que estava conosco era você, com a imagem de Nicholas.

— Como fez para que Severus tomasse a poção? —Perguntou Harry, sem dar-se conta que chamou a seu antigo amante por seu nome. Coisa que sim notou o aludido, mas por respeito à situação não disse nada.

—Quero que nos digas tudo o que passou desde que nos atacaste.

—Foi tudo no mesmo dia. —disse a mulher, começando com seu relato. — Segui a Potter quando foi a te ver, ninguém mais sabia de sua relação e a mim me convinha que se mantivesse assim. Pelo que sempre estive ao pendente de vocês para que minha vingança se visse satisfeita.

—Nesse dia você ia eufórico e não notou que te seguia, Snape também não o notou quando entraste atropeladamente a seu estudo e te puseste a dar voltas por todos lados após deixar de beija-lo. A porta tinha ficado aberta e pude vê-lo tudo. Disseste-lhe que estavas esperando um bebê e os ataquei, um simples feitiço de ataque e ambos caíram ao chão. Snape viu-me, mas cobriste a Potter e não te dei tempo a que se defendessem. Depois chamei a meu irmão por uma carta, enquanto dedicava-me a modificar estas últimas lembranças. Ele me ajudou, quando estavam os alunos em Hogsmeade a levar a Potter de volta a sua habitação. Estava segura que ele voltaria para comunicar a boa nova —disse irônica — O demais foi mais rápido. Meti-me no laboratório de Snape e roubei a poção polissuco e dei-lhe a beber a Nicholas e Snape. Depois mantive a Snape com um império, foste testemunha de todo o que meu irmão fez, inclusive quando tratou de violar. Quando Potter se foi apaguei as lembranças de Snape, de toda sua relação com Potter. Minha ideia é que Potter voltasse e que Snape lhe desprezasse publicamente, mas o desgraçado se escapou e desapareceu. Foi quando a organização liderada por um idiota nos contatou a mim e Nicholas, mas meu irmão tinha morrido faz anos.

Harry estava com a cabeça apoiada na muralha, recordando todo o que tinha passado, enquanto Severus se encarregava de chamar a um Auror para que se levasse à demoníaca mulher que se ria de sua desgraça. Quis-se acercar a Harry, mas o soluço deste lhe fez se deter. Não sabia como consolar a ninguém, e duvidava muito que Potter lhe permitisse.

Nota tradutor:

Fala sério, como odeio a Parkinson! Sempre odiei essa menina, muito metida meu... affs

Mas enfim já se descobriu a verdade, então bora para os reviews?

Vejo vocês no próximo e penúltimo capitulo!

Ate breve!