Capitulo dezessete: Convivendo
Harry lia sem poder crer o documento que lhe tinha chegado desde o ministério de magia.
Como esses idiotas se atreviam ao julgar psicologicamente?
Como era de se esperar, as fofocas dos idiotas que o tinha sequestrado, tinham consigam semear a dúvida na comunidade mágica. Por isso agora tinha em suas mãos uma solicitação para se apresentar com James para se entrevistar com o Wizengamot em pleno.
—Não permitirei que meu filho se exponha a isto —disse lhe atirando o documento ao Auror que lhe tinha levado a situação em pessoa.
—Não pode se negar, Auror Potter —disse o prepotente tipo, que lhe olhava com debocha mau dissimulada. — Você sabe os procedimentos destas coisas… se o garoto é filho de…
—Acho que ficou claro que James é filho de Harry Potter e meu. —disse Severus, que também se encontrava presente e que tinha e suas mãos o mesmo documento.
—Se deu-se-lhe uma cópia da situação, é por que o garoto este registrado baixo seu sobrenome, mas não por isso tem que o ser biologicamente. —O desprezo do tipo era notável, com ambos. —com quem se deitou o senhor Potter em sua juventude, não é meu problema.
— Como se atreve?
—Calma —disse Harry levantando uma sobrancelha, ante as palavras daquele tipo, enquanto punha uma mão para que Severus não encarasse ao tipo em questão. —Evidentemente você não tem por que inteirar de minha vida privada, e isso inclui a meu filho e seu pai.
—Diga-lhe a seus superiores que não exporei a meu filho a sua morbosa investigação, por que vocês não querem mais que satisfazer curiosidade.
— Não pode fazer isso!
—Claro que pode —disse Severus, cansado da presença desse homem, que não fazia mais que lhes desprezar —, além de mim, por suposto, que não permitiria que James se expusesse a seu escrutínio —disse veemente, enquanto se acercava ao sujeito e esquecendo da magia lhe mirou um deprecado em plena mandíbula, que mandou ao tipo ao chão, se sujeitando a cara com incredulidade. — Uma afrenta mais ao pai de meu filho e não serei tão misericordioso com você, Auror.
O sujeito retirou-se, ferido fisicamente e em seu orgulho próprio. No despacho da diretora, ficaram Harry e Severus, ainda liam os documentos que lhes tinham deixado o estúpido que já não estava aí.
—Não deixarei que James seja examinado de novo, foi demasiado traumático quando era um bebê, mas agora ele o recordará tudo.
—Então há que o afastar de tudo isso —disse com decisão.
—Essa é a ideia, mas agora sabem inclusive onde vivia.
—Bem, nesse caso… terá que o esconder até que se lhes passe tudo isso dos julgamentos.
—Insisto, Snape, já não tenho onde…
—Em minha casa —disse cortando o discurso de Harry, que agora lhe olhava levantando uma sobrancelha.
— A mansão Snape?
— Como sabe dela?
—Fui teu amante, claro que sei muitas coisas das que tens, incluindo uma casa em uma zona da América do sul da que nunca me falou. Segundo você, iríamos quando terminasse o colégio.
Tinham chegado ao acordo que tratariam de se levar bem por James. O garoto não tinha a culpa de tudo o que tinha passado, mas o que menos queria fazer Harry era falar do passado, coisa que se lhe esquecia como nesta ocasião. Severus deu-se conta que isto passava a cada vez que sua mente estava em James e deixava de pôr atenção a seu ao redor.
—Então levemo-lo a América. Que te parece se lhe peço a Minerva que me deixe me retirar em umas semanas antes? Acho que Lucius poderia suprir-me por uns dias antes de que no ano escolar termine. De todos modos as qualificações dos alunos já estão.
— Conosco? —Perguntou confundido — Os três?
—Não lhe vejo o mau.
—Supõe-se que trataríamos de levar a festa em paz, mas se estamos tanto tempo juntos, duvido muito que isso passe.
—Pois acho que é todo o contrário. Sei que você recorda todo o que passou, mas eu não, e não quero ter que passar toda minha vida na inópia.
— E que pretende?
—Conhecer-nos de novo, tratar de levar-nos bem —disse acercando ao homem e esticando a mão —Severus Snape.
Harry não podia entender bem que é o que passava. Desde que separou desse homem as coisas foram de pior a melhor e depois veio-se tudo abaixo, mas agora estava aí, com sua mão esticada esperando uma nova oportunidade para partir desde zero, para se conhecer e fazer o possível por que seu filho não tivesse que passar por maus momentos. Que lhe ficava a ele antes de mais nada isto? Nada, é o que e ficava, por que nem seus múltiplas defesas podiam fazer algo neste momento.
Severus viu como Harry levantava sua mão com dúvida e parcimônia, mas depois a encaixava com a sua.
—Harry Potter.
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— Por que temos que nos ir? —Perguntou James, ao sentir como seu papai começava a fazer as malas e guardar rapidamente suas coisas.
—Digamos que nos vamos de férias —disse guardando toda a roupa de seu filho. Tinha-se acostumado a tratar a James e suas coisas a modo muggle, tratava de ocupar a magia o menos possível.
— Mas a onde?
—Não o sei —disse terminando de fechar uma bolsa e deixando ao lado da cama. — Vejamos, esta a roupa, nossa documentação, minha varinha…
— Papai! —Harry saltou em seu lugar ao escutar o grito de seu filho — Pode pôr-me atenção por um momento?
—Sinto muito, tesouro —disse chegando rapidamente a seu lado e fazer sentar no cadeirão de três corpos que estava cerca deles — Agora sim, diga-me o que queira me dizer.
— Como que não sabe a onde iremos?
—Em parte não o sei. É casa de seu pai, de modo que não estou seguro onde se encontra.
— De Snape? —Perguntou levantando uma sobrancelha. Harry perguntava-se às vezes se a genética era algo tão poderoso, por que evidentemente seu filho não viu fazer isso a ninguém, pelo que isso o deveu ter herdado de Snape.
—Escuta, James. —disse tomando ar, não tinha querido falar com seu filho de nada, mas era hora de que arranjasse seus erros. O maior destes foi ter intoxicado a James contra Snape. — Inteirei-me de muitas coisas neste mês —disse tratado de dar-lhe ordem às coisas —, resulta que teu pai nunca me enganou. Fomos atacados e não recordávamos nada. Quem eu pensei que me atacou e que quis que te abortasse, era o irmão de uma das pessoas que me sequestrou e que atuava por meio da loucura.
— Então? —Perguntou indeciso — Agora resulta que o é uma santa pomba?
—Não —disse divertido —Snape é tudo menos uma pombinha branca —disse divertido —, mas ele não recorda nada do que viveu comigo, pelo que obviamente não sabia de ti.
James não podia dizer nada nesse momento, se sentia completamente abrumado por toda a informação que estava recebendo nesse momento.
—O importante agora é que queremos sacar do olho público e ele ofereceu sua casa na América, mas não sei onde está precisamente.
—Chile —disse uma voz desde a porta. — Harry viu como o homem entrava com Minerva, que parecia angustiada nesse momento. —É um povo à orla do oceano pacifico. Janelas, para ser mais preciso.
— O mar? —Perguntou James emocionado — Estranho poder nadar.
—Pois lá o poderá fazer, é uma praia muito tranquila e no povo não nos conhecerá ninguém.
—Espero que possam estar tranquilos por um tempo —disse a mulher, enquanto encerrava em um abraço ao menor. — Sempre será bem-vindo aqui, James —disse lhe dando um beijo na bochecha, e depois se volteou a Harry. —, você também, Harry, as portas de Hogwarts sempre estarão abertas para ti.
—Obrigado, diretora —disse o maior —já nos despedimos de Hagrid, de modo que não há nada…
—Espera um segundo, papai —disse o garoto, mostrando-se evidentemente nervoso —eu quisesse…
—Estão lá fora —disse Severus, com voz desesperada —, são claramente insuportáveis.
—Vá com eles, filho, mas não demore muito.
—Obrigado. —disse o garoto, caminhando à saída. Tomou ar e soltou-o relaxando-se, era uma situação claramente incomoda, mas tinha que o fazer antes de se ir por quiçá quanto tempo.
—James.
—Jimmy.
—Olá, garotos —disse com voz clara, mas por dentro morria-se de nervos. — É hora de despedir-nos.
—Não é necessário fazer isso, pequeno —lhe disse Louis, acercando ao garoto e lhe dando um abraço —nós seguiremos aqui e teus pais sabem muito bem onde vivemos.
—Não é como se não te fôssemos ver nunca mais, tesouro —lhe disse Scorpius, que agora o abrasava a falta de seu primo —, ademais é filho de meu padrinho, somos quase família.
—Obrigado —disse sorrindo —, passei-a muito bem com vocês.
—Te estaremos esperando, Jimmy —lhe disse Louis dantes de se acercar e lhe dar um piqueto nos lábios, conseguindo que o garoto se corara furiosamente.
—Ey, que eu também quero um —disse Scorpius, antes de imitar o movimento de seu primo e beijar a James, que não achava onde meter a cabeça.
—Não façam isso —lhes pediu, morto de vergonha.
—Não é a primeira vez que te beijamos, Jimmy. Ademais… —disse-lhe acercando-se e notando como a porta se encontrava entreaberta — melhor te digo depois —lhe disse lhe dando um beijo na bochecha —tens uns pais muito sobreprotetores —lhe sussurrou.
—Sim —disse sorrindo.
—Conseguiremos que meu avô nos leve a onde esteja, James. Não se escapará tão facilmente de nós.
James sorriu ante as palavras destes garotos e sentiu quando estes se afastavam. Ainda lhe surpreendia todo o que tinha aprendido deles. Claro, muito as escondidas de seu papai, por que estava seguro que se morria se sabia que era parte de uma estranha relação com os primos esses.
Foi uma surpresa para ele, se inteirar de que eles tinham perdido seu virgindade a mãos do outro. Bem mais surpreendeu-lhe quando ambos lhe pediram uma oportunidade para manter um trio. Pensou que isto acarretaria problemas em algum momento, mas eles foram francos desde o primeiro momento. Eles não pretendiam o ter a escondidas, mas teriam que esperar um pouco para dizer ao mundo que Louis Weasley, Scorpius Malfoy e James Snape, eram companheiros.
— Esta pronto, filho? —Perguntou Harry desde a posta.
—Já vou, papai —disse respirando forte, para se sacar as ideia subidas de tom que tinha com esses garotos, que a base de beijos e caricias lhe tinham ensinado que ser cego, era o melhor à hora de ser mimado.
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Quando os três chegaram a Chile, via avião, cabe assinalar, o fizeram quando acaba de terminar a temporada de praia, pelo que quando chegaram a Janelas, o povo a onde ficariam, as ruas estavam menos transitadas do que seguramente estiveram faz um par de semanas.
A Harry pareceu-lhe um lugar muito cômodo. Uma longa rua que ia em subida desde a praia e que se perdia em uma curva. A praia não se via muito grande, de fato, rapidamente podia ver onde começava e onde se perdia depois de outra curva. Um grande cerro, repleto de pequenas casitas que se viam desde a parada de ônibus que os trouxe da capital, e o comércio que se estendia ao longo da única avenida.
—Isto se vê tranquilo.
—E é, de fato —disse Severus, ajudando a James a baixar as escadas do ônibus.
—Para valer —disse o garoto — não é necessário que me guie.
—Mas sinto-me comprazido de fazê-lo —disse o maior, sem deixar com muitos mais argumentos ao menor. —Agora temos que subir esse cerro.
Harry suspirou sonoramente e James imaginou-se que seria uma longa caminhada.
Quando chegaram à cume, Severus se recordou ver o assunto de um automóvel, não tinha a idade nem o estado físico para subir a empinada rua que os levava à que seria sua residência por um tempo. Não que fosse demasiado, de fato, James não se via tão cansado como se o estavam Harry e ele, pelo que culpou tudo à ociosidade que lhes dava a magia, e a idade, claro está.
—Esta é a casa —disse Severus, quando chegaram à cima e uma quantas casas conformavam a área habitável do lugar. —não contaremos com muitos negócios para nos abastecer aqui acima, a não ser que sejam ovos e queijos, que a mesma gente do povo prepara em seus lares.
—Que bem cheira —disse James, tomando uma longa arfada de ar.
—É eucaliptos, Jimmy —disse-lhe seu papai —a casa esta em frente a uma espécie de bosque, mas não é demasiado denso e está repleto de altos arvores de eucaliptos.
—Será muito relaxante passear por aqui.
—E é, mas devem ser cuidadosos —disse Severus, enquanto metia a chave na fechadura da entrada —segundo lembro há lobos por aqui.
— Lobos? —Perguntaram pai e filho.
—Sim, animais não mágicos, não se se os conhecem —disse irônico, se ganhando um bufo duplo —, bem, esperem um momento para ventilar a casa. Não a habito desde faz anos —disse apontando com sua varia, para que as janelas se abrissem e se ventilara o lugar —deixaremos nossas coisas aqui e iremos por provisões, é necessário ventilar a casa pelo menos por uma hora antes de entrar.
— Por que? —Perguntou James, enquanto passava-lhe sua mochila a Severus.
—Aqui em Chile há uma doença chamada Anta, que é contagiado pelas fezes das ratas e é melhor prevenir o que não estejam na casa.
— Não seria bom um feitiço para filtrar o lugar? —Perguntou Harry.
—Fazemo-lo só como medida de precaução, -disse depois de fechar a porta — Prontos para conhecer o povo?
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Para Harry e James foram as melhores duas semanas que tinham tido em sua vida. Tudo era muito cômodo, relaxante, a tal ponto que não passava por suas cabeças que deviam voltar a suas vidas.
Severus por sua vez, estava a cada vez mais convencido de que tinha sido a melhor cria que tinha tido em muito tempo. Claro que também estava a dúvida como sempre. A cada dia que passava, se sentia mais e mais cômodo em companhia de Harry. Tinham estado conversando e inteirou-se de como James deu seus primeiros passos, de qual foi sua primeira palavra, a primeira vez que se caiu, sua primeira petulância, os pesadelos que aprendeu a controlar… todo o que tinha que ver com seu filho. Evidentemente isso acarretou longas horas de conversa na noite em companhia de Harry, quando James estava dormindo em sua habitação. Severus comprazia-se de ver a Harry banhado com a luz da lua, que nesse lugar alumbrava como nunca dantes tinha visto, e o céu fazia perfeita combinação com seus verdes olhos, brilhantes ao igual que o manto de estrelas posado sobre suas cabeças.
Sem querê-lo nem esperá-lo, estava-se apaixonando do homem que lhe deu um filho. Irônico e tal como soava, por que conquanto o garoto foi concebido no meio de uma relação, esta não estava em suas memórias, e agora, quase dois meses após ter chegado a esse lugar apartado do mundo, tinha que lutar contra si mesmo e seu desejo de beija-lo quando se perdia em seus relatos sobre a infância de seu filho.
— Passa algo, Severus? —Perguntou-lhe Harry, ao chegar com uma taxa de café, esta noite era particularmente fria, mas ambos estavam aí, para entravar conversa até a madrugada, e às vezes o amanhecer, dependendo de que tão cansados estavam.
—Nada —disse inalando e depois soltando o ar, enquanto tomava a taxa que Harry lhe estendeu, rosando seus dedos no processo. Viu com deleite como a mão do mais jovem tremia ante o contato, o que lhe dava mais valor para ter um mínimo de avanço, mas sua consciência era mais forte e se limitou ao contemplar enquanto via para o horizonte, se carregando na varanda de terraço na que se encontravam. Enquanto o brilho do mar na escuridão da noite, refletia-se com fulgor em sua mirada.
—Está muito raro desde faz em uns dias —disse entrecerrando os olhos —Molesta-te que sigamos aqui?
—Para nada —disse com segurança, tomando a mesma posição que o jovem, deixando sua postura direita, na entrada da casa, -me agrada estar aqui, e sabe.
—Digo-o por nós —disse o olhando de lado —Quiçá a companhia te esta começando a molestar.
—Não é moléstia, isso é claro —disse tratando de encontrar as palavras precisas para não confundir a Harry —, mas quiçá você se te sentiria incomodo com meus pensamentos.
—Acho que passei disso —disse sorrindo de lado —, desde que chegamos aqui, e que o mundo pareceu deixar de importar, seus pensamentos são os que menos me molestam.
— E se meus pensamentos envolvessem-te diretamente?
— A mim? —Perguntou girando-se, apoiando as costas e cotovelos no trilho.
— Que me diria se te dissesse que almejo te beijar?
Harry não se esperava tanta sinceridade por parte do homem. Uma forte pulsada atacou-lhe no ventre, e o fogo subiu-lhe às bochechas de maneira pressurosa.
—Diria que esta confundido.
—Pois não o estou —lhe disse se parando direito —desde que estava em Hogwarts, me gritando a cada dois por três, incluindo a vez que me encontraste em meu despacho, tenho sentido que te preciso a meu lado.
—Severus…
—Deixa-me falar, faz favor —disse-lhe pondo um dedo sobre seus lábios, os quais estavam úmidos e suaves e tentaram ainda mais a Severus. — Sei que não me quer ter perto, mas penso que isso era antes de que soubesse o que tinha passado, mas percebo sua tensão quando estamos perto, e sei que também quer tratar de recuperar o tempo perdido.
—Isso soou convencido —disse submergido nesses olhos negros que tanto lhe hipnotizaram em sua juventude, mas depois negou com a cabeça e riu com nervo — Recuperar o tempo de que, Severus? Você nem sequer está seguro do que sente, quiçá só seja calor…
—E quiçá só esta buscando uma escusa para se proteger —disse se acercando e encurralando contra a varanda. —, mas me conhece, inclusive mais que eu mesmo.
—Isso é impossível —disse nervoso, vendo fixamente os lábios que se acercavam pouco a pouco.
—Sabe de mim, mas do que eu creio me conhecer —disse se acercando um pouco mais, até apoiar seu frente com a de Harry —, você pode ver algo que outros não puderam ver.
—Não tive que ver muito mais lá —disse em um sussurrou, enquanto sentia como seus lábios eram tocados pelos daquele homem.
Se beijaram por longos minutos, enquanto Harry recordava, Severus começava a desfrutar. Esteve por muito tempo esperando isto, e agora se lhe fazia incrivelmente familiar. Não pôde se conter e o aferrou pela cintura, acercando a seu corpo de maneira fugaz, conseguindo arrancar dos lábios de Harry um gemido satisfeito e que este passasse seus braços por seu pescoço, para que seu beijo se fizesse, mas profundo e intenso.
—Isso foi… sublime —disse Harry, com os olhos fechados, movendo seus lábios sobre os de Severus, que ainda o tinha contra seu corpo.
—Mas ainda não é suficiente —disse o acercando de nova conta e beijando-o de maneira arroladora.
Harry não foi capaz de dizer nada, só se entregou à paixão que desbordava nesse momento. Também não foi capaz de dizer nada quando Severus o levou a sua habitação, nem quando se beijavam se arrancando a roupa. Não pôde dizer nada quando esses beijos desceram por seu pescoço e se encalhou em um de seus mamilos. Mas ele se deteve.
— Que…?
—Não sei como seguir —lhe disse em um sussurrou, enquanto acariciava sua bochecha —, pelo que neste momento seria o pior dos amantes.
Harry sorriu com ternura. Merlin, isto soava tanto ao Severus que é recordava.
—Então terei que fazer que recorde.
Severus viu-se volteado, e agora ele estava deitado na cama com Harry sentado a furas sobre seus quadris.
—Esta é uma boa vista —disse pondo as mãos nos quadris de Harry, que se movia sobre seu membro, conseguindo que se arqueira de prazer.
—Acha-me que será muito melhor —disse descendo para beija-lo nos lábios, enquanto com uma de suas mãos começava-se a preparar para seu amante —, só ou farei desta vez, por que depois você fará que me corra de sentir teus dedos em meu interior.
Severus sentia-se arder. Atrás ficava todo o que pôde ter imaginado do sexo com um homem. Ver a Harry com as bochechas acendidas e com seus lábios abertos, gemendo devagar para não acordar a seu filho que dormia a umas habitações, sem saber que ele mesmo se tinha encarregado de isolar para não traumar a seu filho com seus gritos. Por que estava seguro de que o conseguiria, faria gemer a Harry e gritar seu nome.
Depois do que pareceu ser uma eternidade para ambos, Harry elevou seus quadris para que o mesmo Severus acomodasse seu pênis em reta para empalar ao mais jovem, que não o defraudou e foi baixando lentamente por isso quente e duro troço de carne.
Os gemidos por parte de ambos não se fizeram esperar. Severus não abandonava sua posição baixo Harry, enquanto este, apoiando as mãos sobre o peito de seu amante, se impulsionava para subir e baixar à medida que seus corpos lhe exigiam.
Eventualmente as investidas fizeram-se mais erráticas e seus gemidos pareciam choros. Ambos deviam descarga e não demoraram no fazer. Harry não precisou mais estimulação que ver o rosto contorcionado de prazer de Severus para sentir como seu pênis explodia, banhando o peito de seu amante com seu sêmen, sentindo o liquido quente de Severus embarga-lo por dentro.
Harry deixou-se cair a um lado de seu amante, ficando virado pra cima, ao igual que Severus, que não podia apagar o sorriso de lado que tinha nesse momento, vendo de lado como o homem que respirava erraticamente a seu lado, tratava de abrir os olhos anfractuosamente.
—Foi muito melhor do que imaginei. —disse quando teve a oportunidade de usar sua voz para outra coisa que não fosse gemer, e esta saiu rouca e grossa.
—Disse-te. —recordou-lhe, enquanto deitava-se de lado, olhando a Severus que fazia o mesmo — Está bem o que fizemos, verdade? —Perguntou-lhe movendo seus dedos sobre seu peito, enredando-os nos belos de seu peito.
— Por que teria de estar mau? —Perguntou-lhe acercando a seu corpo, para depois esticar as cobertas e cobri-los a ambos —Temos um filho em comum, estamos algo bem como apaixonados e fomos separados por terceiros e por razões que não nos incluíam. —lhe disse claro, conseguindo que Harry sorrisse de lado —Posso te pedir algo? —Perguntou, enquanto corria uma mecha de cabelo de sua cara e punha-o depois de sua orelha. Sem dizer nada até que Harry assentiu — Me poderia contar como foi que começamos nossa relação, quando era meu aluno?
— Para valer quer sabê-lo? —Perguntou-lhe acomodando-se melhor e viu como este assentia —Bem… me deixa te contar.
Nota tradutor:
Também queria saber eu? Como foi que eles começaram uma relação?
O próximo capitulo é o final!
Ate breve!
