Já era tarde da noite quando Sam e Blaine tinham terminado de organizar as coisas deles no quarto B23. A suíte deles era de um tamanho consideravelmente bom, uma vez que eles dividiam o espaço com mais 4 alunos. Havia uma pequena sala comum em cada suíte e três portas que levavam a diferentes quartos onde cabiam duas pessoas. Aparentemente eles só não tinham chegado primeiro que um garoto grandalhão com um rosto sisudo chamado Pedro Mendes, um grande entusiasta da Física.
_Ei, as fraternidades e irmandades estão todas lá fazendo festas hoje, o que acha de irmos dar uma volta? Pode ser bom pra gente ser visado – comentou Blaine, olhando Sam e Pedro.
_Ah, acho que não é sensato, calouros não são recrutados em seus primeiros anos – disse Pedro ajeitando os óculos quadrados no rosto -_Pelo menos, não para as fraternidades que importam.
Sam sabia o que ele estava falando. Participar da fraternidade certa poderia facilitar muito a vida dos universitários até depois de formados. As mais concorridas tinham contatos que te levavam ao topo, amizades preciosas que te levam do lixo ao luxo. Ele tinha ouvido Blaine falar de algumas que tinham suas próprias casas no campus, financiadas e mantidas por seniores e membros já formados que nunca deixaram de participar das atividades da fraternidade. Participar de um grupo desse era coisa séria, levada para a vida toda. Ele secretamente temia os trotes aos iniciandos, já tinha lido sobre suicídios e mortes, provocados por situações humilhantes e sub humanas. A iniciação poderia levar de semanas a um ano e meio.
_Relaxa, cara, a gente só vai dar uma volta... não é como se a gente tivesse caçando problema nem nada, vem com a gente – disse Sam se levantando com Blaine, que já ajeitava o cabelo perfeitamente alinhado pelo gel.
Desceram os três para o gramado apinhado de estudantes bêbados jogando sabe-se-lá-Deus-o-que uns nos outros, havia barraquinhas no estilo quermesse para aqueles que ousavam a se inscrever em alguma das fraternidades ali. Os garotos podiam ouvir o som alto vindo de alguns alojamentos, que promoviam festas para os veteranos que voltavam aquele dia.
_Ei, ei, ei se não é o garoto do xixi – Sam ouviu uma voz dizer atrás dele e não se surpreendeu tanto ao encontrar Sansa Stark com as mãos nos quadris e o rosto de quem havia acabado de acordar de um porre -_Acho que está me devendo umas cervejas.
_Oi – disse Sam, meio encabulado – _Acho que não nos apresentamos... sou Samuel Evans, esses são Blaine Anderson e Pedro Mendes.
A garota sorriu para ele e acenou com a cabeça, puxando Sam pela mão.
_Me deixem roubar o garoto do xixi por um minuto, okay? Quero que ele conheça minha irmandade, venha Sammy – disse ela rindo e puxando ele pelo braço, caminhando depressa pelo gramado enquanto ele acenava para os amigos que soltaram risadinhas tímidas.
_Hmm, pra onde exatamente estamos indo? – perguntou Sam, ao ver que ela o levava a capela Battell do Old Campus -_Quer dizer, não parece exatamente que estamos indo para uma festa.
_É porque não estamos indo – ela falou, maliciosa, virando-se para ele. Eles passaram pelo confessionário e ela abriu a cabine, jogando-o ali mesmo.
_O que está fazendo? – assustou-se Sam, tomando impulso para levantar no mesmo momento.
_Oh, Sam Evans, não é óbvio? – ela jogou os longos cabelos ruivos para trás, a embriaguez fazendo-a perder o equilíbrio por um instante, e se jogou em cima dele, fazendo-o recuar – Tirou a sorte grande hoje, loirinho, aproveite-se de mim, vamos – ela gemeu no ouvido dele enquanto cavalgava por cima das calças dele e esfregava-se pelo corpo de um amedrontado calouro.
Sam estava excitado, ainda que não quisesse admitir, mas Sansa não estava só bêbada, estava embriagada. Aquilo ia contra seus mais altos preceitos. Ele empurrou a sósia da menina Stark e a encarou firme: _Não podemos fazer isso, mal nos conhecemos e eu nem sei seu nome. Além do mais, nunca me aproveitaria de uma garota bêbada.
Sansa desatou a rir e apoiou a testa no ombro do garoto.
_Você é o primeiro a me dar um fora – ela disse ajeitando as roupas em câmera lenta depois que saíram do confessionário – isso vai ter troco, mijão, e ouse espalhar para alguém...
_Não vai sair daqui, jur...
_Shh – ela retorquiu colocando o indicador entre os lábios dele -_Quem dá as ordens aqui sou eu, então fique quieto – ela disse, passando os braços por trás da cabeça dele, e o beijou lentamente, sugando os lábios dele demoradamente, até que as cabeças deles contrapunham uma a outra e ela o beijou até perder o fôlego, então levantou o rosto e sorriu maliciosamente -_E sou eu quem se aproveita de você aqui, meu caro.
Ela deu meia-volta, deixando-o ali, sozinho.
_Ei, não vai mesmo me dizer seu nome? – falou Sam mais alto, se sentindo elétrico, o proibido o deixava selvagem, excitado, ele sorria por dentro, a adrenalina de ser pego correndo as veias.
_STARK – ela falou sonoramente antes de sair pelos fundos – Emily Stark.
