Oi Pessoas!
Capítulo Maravilhoso!
Boa Leitura.
Edward
Ele estava certo. Enfiei os pensamentos de Bella na parte de trás da minha mente e coloquei a minha cara no jogo. Rose estaria me observando, e eu precisava tirá-la do rastro. Se ela pensasse que eu queria Bella, ela botaria a sua bunda para entrar no meu negócio. Eu amava a minha irmã, mas ela era um inferno quando tinha algo em sua cabeça.
Bella
Não houve festa naquela noite. Eu esperava uma, mas o barulho nunca veio. Eu ouvi os pés andando no andar de cima em torno da meia-noite, mas foi isso. Nada mais. Jake tentou ser casual com suas perguntas, mas eu poderia dizer que ele estava curioso sobre Edward. Minhas respostas foram para apaziguá-lo.
Quando ele me acompanhou até a porta, ele me beijou. Como antes, isso tinha sido bom, e a proximidade tinha sido boa. Seu gosto era quente, e os toques suaves de sua língua contra a minha tinham sido emocionantes. Eu tinha sido feliz em ficar de fora e beijá-lo durante horas. Mas Jake tinha terminado o beijo e, em seguida, deixou escapar um profundo suspiro antes de me beijar na testa e dizer boa noite.
Ele tinha sido o meu primeiro encontro, e tinha sido tudo o que eu esperava que fosse. Jake tinha encontrado todas as minhas expectativas. Eu gostava de sua companhia, e eu realmente gostava de seus beijos. Jake não era nada como Edward. No entanto, eu ainda me sentia como se eu estivesse esperando para ele perceber que eu não valia a pena o seu tempo, como Edward tinha.
Preocupar-me com a perda de algo que eu realmente não tinha, era inútil. Hoje eu não tinha que ir para o escritório. Aos sábados era fechado, porque o Pastor Black se preparava para o seu sermão de domingo. Eu tinha passado os meus últimos sábados estudando, mas hoje eu queria fazer outra coisa.
Ontem foi dia de pagamento, e era hora de eu gastar em mais algumas peças de roupa. O Pastor Black não havia reclamado sobre os meus jeans, mas nos dias em que eu usava o meu vestido ou uma das saias que eu tinha na igreja de casa, ele fez questão de mencionar que ele gostava de como eu estava vestida. Ele nunca disse isso sobre os meus jeans.
Fui amarrar meu tênis quando uma batida na porta me assustou. Eram dez da manhã de um sábado. Eu não tinha amigos. Eu não conseguia pensar em uma pessoa que estaria na minha porta a esta hora. Apertei meus cadarços, levantei-me e fui abrir a porta.
Edward estava lá, em pé, vestindo um par de jeans, parecendo incrivelmente tentador para qualquer mulher. A camisa que ele estava usando encaixava bem o suficiente para que cada um de seus músculos abdominais de tanquinho fosse delineado. Eu odiava essa camisa. Isso me fez pensar sobre 'coisas'. Coisas que eu tinha que parar de pensar sobre Edward.
— Bom dia, - disse ele com um sorriso lento.
Ele me pegou admirando seu abdômen. Merda.
— Bom dia, - eu respondi, e forcei os olhos para ficar em seu rosto. Não no seu corpo. Se apenas seus olhos não fossem tão bonitos.
— Você já tomou café da manhã? - Ele questionou.
Eu balancei minha cabeça, enquanto eu olhava para ele, confusa. Edward não se levantava as dez, nunca. Eles festejavam durante toda a noite e dormiam a maior parte do dia.
— Bom. Há este lugar que eu conheço que tem panquecas incríveis, e eu quero algumas panquecas, - disse ele, em seguida, apontou para as escadas que levavam até o estacionamento. — Vamos. Venha tomar o café da manhã comigo.
Eu deveria perguntar por que ele estava lá. Por que ele queria tomar café da manhã comigo, depois que ele deixou claro nestas últimas duas semanas, que ele não foi feito para esta coisa de amigos que tínhamos. Eu deveria perguntar-lhe se isso era porque eu tinha estado em um encontro ontem à noite. Mas eu não fiz nenhuma dessas coisas. Em vez disso, peguei a minha bolsa e coloquei-a sobre o meu braço. Em seguida, virou-me para ele.
— Ok, - eu respondi.
O sorriso nunca deixava de me surpreender. Ele deu um passo para trás e deixou-me fechar e trancar a porta. Talvez ele planejasse explicar sua saída da minha vida. Talvez houvesse uma razão para ele ter fugido de mim como se eu tivesse uma doença.
— Eu vou dirigir, - disse ele.
Franzindo a testa, eu parei.
— Você tem um carro? - Tudo o que eu o tinha visto conduzir era uma motocicleta.
Ele sorriu.
— Não mais. Vendi-o, - ele respondeu. Então ele passou o polegar sobre meu rosto. — Você está com medo de minha motocicleta? - ele perguntou.
Ele estava me tocando. Deixei meus olhos caírem sobre os seus lábios. Eles eram mais cheios do que os de Jake. Eles sempre pareciam tão macios. Sua boca também era mais ampla do que a do Jake. Será que ele beijava de forma diferente? Será que seu gosto é tão bom? O flash de metal em sua boca, que eu tinha visto antes em sua língua. Eu poderia senti-lo quando sua língua tocasse a minha?
— Bella. - Sua voz soou mais profunda do que antes.
Eu puxei meus olhos de sua boca e olhei de volta para ele.
— Sim?
Ele soltou uma risada trêmula e murmurou algo que eu não entendi.
— Você vai andar na motocicleta?
Sua motocicleta? Ele quis dizer a sua grande moto assustadora. Eu iria? Eu queria. Isso me deixava envolver meus braços em torno dele e sentir seu abdômen. Ok, talvez a morte valesse a pena para sentir o abdômen de Edward. Eu consegui um aceno de cabeça.
— Você tem um capacete extra?
Edward deslizou o braço ao redor dos meus ombros e começou a me conduzir em direção ao estacionamento.
— Querida, eu não iria colocá-la na minha moto sem algo para proteger esta linda cabeça.
Ele cheirava bem. Eu respirei fundo e inalei seu aroma limpo. Eu não tinha certeza de que sabonete ele usou, mas lembrava-me do mar.
— Será que você gostou do seu encontro de ontem à noite?
Eu balancei a cabeça, com medo de que se eu dissesse a coisa errada, ele iria retirar seu braço ao redor dos meus ombros e, em seguida, eu não iria mais sentir o seu cheiro.
— Alice disse que Jake é um cara legal.
Eu balancei a cabeça novamente e decidi que eu deveria aderir a esta conversa, em vez de apenas responder com gestos de cabeça.
— Sim, ele é.
— Bom, - foi sua resposta.
Bom. Essa simples palavra parecia engraçada no meu peito. Não era uma sensação agradável. Por quê? Será que eu quero que ele não goste de Jake? Isso seria tolice.
Ele não disse mais nada, mas ele não se afastou de mim. Quando chegamos ao lado da sua moto, ele tirou o capacete menor. Era prateado e muito feminino. Eu não esperava isso. Ele devia ter isso para as meninas que ele dava carona.
Eu coloquei o capacete na minha cabeça e começei a prendê-lo, quando Edward afastou as minhas mãos para longe e fez isso por mim. Em seguida, ele apertou as correias. Eu vi seu rosto quando ele parecia focado em garantir que o capacete ficasse agradável e seguro. Meu coração oscilou um pouco, coisa que eu não podia ajudar.
— Bom, - disse ele, quando acabou. Em seguida, ele piscou e lançou sua longa perna por cima da moto. Isso me lembrou de todos os filmes que eu já tinha visto, dos bad boys sexys subindo em suas motos. Edward estendeu a mão para mim.
— Vamos lá, amor.
Enfiei minha mão na sua e conseguiu subir na parte de trás, sem fazer papel de boba. Eu nunca tinha montado em uma motocicleta.
— Você vai ter que deslizar até perto de mim. Envolva seus braços em volta da minha cintura e segure firme, - disse ele, por cima do ombro.
Eu tinha alguns centímetros entre nós. A ideia de ficar sentada com as pernas abertas como eu estava e Edward encaixado perfeitamente entre elas era tão aterrorizante quanto era emocionante. Lembrei-me que isso era apenas um passeio. Ele tinha meninas em sua moto o tempo todo. Não era grande coisa. Coloquei minhas duas mãos em sua cintura. Ele estendeu a mão e agarrou-as, me puxando contra ele até que o meu peito estava pressionado contra suas costas. Então ele pegou minhas mãos e colocou-as em seu estômago. Eu tive que tomar uma respiração profunda quando senti as ondas sob minhas mãos. Era quase o suficiente para me fazer esquecer o fato de que eu estava colada contra o traseiro de Edward.
— Assim é melhor, - disse ele, com um som de prazer em sua voz. Então ele ligou o motor. A vibração percorreu meu corpo, me fazendo agarrar apertado nele.
A risada veio dele antes de começar a se mover. Fechei os olhos, e tentei pensar em outra coisa. Eu tinha certeza de que se eu visse os carros em movimento em torno de nós, eu entraria em pânico. Nós batemos um solavanco na estrada, e meu peito e virilha saltaram contra seu duro traseiro, tirando-me do meu medo e me jogando direto em outra coisa, algo totalmente diferente.
Chupando em uma respiração rápida, deixei o calor do corpo de Edward escoar para mim. Ele parecia muito, muito bom. Melhor do que qualquer outra coisa que eu poderia lembrar. O abdômen duro como rocha sob minhas mãos era tão tentador. Eu queria puxar a camisa apenas o suficiente para que eu pudesse deslizar a mão por baixo. A pele com uma tatuagem colorida de uma cobra tinha sido queimada em minha memória.
Agarrei sua camiseta com força no meu punho para não fazer isso. Eu não podia senti-lo. Ele pensaria que eu estava louca. Se eu quisesse mandá-lo fugir de mim mais uma vez, tudo o que eu tinha que fazer era algo assim. Ele não estava me paquerando. Eu sabia a diferença agora. Jake flertava comigo. Seus olhos sempre tinham um brilho brincalhão que me dizia que estava interessado em mim. Que ele queria passar mais tempo comigo, e ele gostava de estar perto de mim.
Os olhos de Edward não tinha aquele brilho. Ele era apenas amigável. Talvez fosse isso. Talvez eu tivesse pisado sobre algum tipo de linha invisível de amigo que eu não sabia, antes, e então ele tinha fugido. Será que ele estava me dando outra chance para provar que eu poderia ser uma amiga e não tratá-lo como qualquer outra menina lá fora?
Era isso o que ele queria de mim? Para eu ser uma fuga da sua realidade? Eu deixei de segurar firme em sua camisa, alisei o tecido, sem esfregar seu estômago. Eu não pressionei minhas mãos tão firmemente nele, e aliviei para longe dele, para que meus seios não estivessem tocando as suas costas. Edward precisava de um amigo. Alguém que não era de seu mundo, alguém que não esperava que ele bebesse, festejasse e entretê-lo.
E eu queria ser esta para ele. Eu não pensaria sobre seu corpo musculoso ou o seu piercing na língua. Estes estariam fora dos limites. Eu penso nele como um amigo. Alguém que eu não tinha que impressionar e que não têm qualquer expectativa de mim ou eu dele. Nós apenas aceitamos um ao outro.
Edward entrou no estacionamento de uma lanchonete bonitinha. A cor azul litorânea do edifício com estrutura em madeira tinha guarnição branca e uma grande varanda. Se não visse a placa grande na frente que dizia: SUNNY-SIDE UP, eu teria pensado que esta era a casa de praia de alguém. O estacionamento ainda tinha vários carros do lado de fora, mesmo que já fosse tarde para o café da manhã e muito cedo para o almoço.
Uma vez que Edward tinha estacionado, ele pegou uma das minhas mãos e me ajudou a sair da moto. Minhas pernas se sentiam um pouco engraçadas, mas o sentimento foi embora rapidamente. Comecei a tirar o capacete, quando Edward virou e terminou a tarefa para mim.
— Obrigada, - eu disse, sorrindo para ele, com o que eu esperava lhe dissesse que queria ser sua amiga. Eu estaria disposta a ser o que ele precisava. Ninguém nunca tinha precisado de alguma coisa de mim antes. A ideia de que ele poderia precisar de mim para alguma coisa, me fez sentir especial.
— Você gostou? - Perguntou ele, pendurando o capacete no guidão antes de olhar para mim.
— Sim. Depois que eu percebi que eu não estava a ponto de morrer, - eu respondi honestamente.
Edward riu em seguida, pegou minha mão.
— Vamos, amor. Vamos comer. Você vai adorar a comida daqui.
Edward
Eu deveria ter fodido alguém na noite passada. Isso estava virando a minha cabeça. Levantar-me no meio da manhã só para que eu pudesse tomar café da manhã com Bella era uma loucura. Eu poderia ter conseguido dormir um pouco e leva-la para jantar. E tê-la na parte de trás da minha bicicleta era uma péssima ideia. Devíamos ter usado o seu carro.
Esta ia ser a minha tentativa de salvar a amizade que tinha começado. Pensando em como os seus seios pareciam bem naquela blusa e quanto melhor eles se sentiam nas minhas costas, não era como devia ser. Eu ia ter que chamar Tanya quando isso tivesse terminado. Ela iria apagar isso. Acho.
— Você é realmente talentoso. Eu gostei de ouvir você cantar na noite passada, - disse Bella com aquela voz doce e musical.
Eu esperava que o fato de que eu estar imaginando-a nua e enrolada no meu corpo não estivesse em todo o meu rosto.
— Estou feliz por você ter ido. Minha irmã gostou de conhecê-la. Eric tinha mencionado a nossa nova vizinha, e ela é sempre curiosa. - Ainda mais quando Eric disse a Rose que eu estava inventando razões para ir visitar a nossa nova vizinha todo o maldito tempo.
— Ela é muito boa. Vou almoçar com ela esta semana, - disse Bella, sorrindo, mas eu podia ver o olhar nervoso em seus olhos. — Eu quero dizer... Espero que esteja tudo bem. Eu não quero dizer nada com isso. Só que ela me pediu para ir almoçar. Ela parece realmente boa e tudo. E eu não tenho nenhuma amiga, exatamente.
Aquilo doeu. Eu merecia isso, mas ainda picava.
Seus olhos se abriram mais, e ela balançou a cabeça com uma expressão de horror em seu rosto. Porra, ela era adorável.
— Eu quero dizer. Você é, claro. Quer dizer, eu acho que nós somos, quer dizer, você é, eu quero dizer, uh. Eu sei que você é um... Amigo... Mais ou menos... - Ela parou de tentar fazer sentido de suas divagações. Então ela apertou os lábios e baixou os olhos para a mesa.
Eu tinha fodido com a sua cabeça, fugindo como eu estive. A maioria das meninas teria aparecido na minha porta pedindo atenção. Bella tinha acabado por aceitar a minha ausência e ido em frente com sua vida. Ela não exige nada de ninguém. As meninas que se bonitas como ela, normalmente usavam a sua beleza como armas. Ela não fazia qualquer sentido. Ela agia como se ela merecesse ser mal tratada.
— Sobre isso, - eu disse, sabendo que eu precisava pedir desculpas. Ela não levantou os olhos para encontrar os meus. — Desculpe-me, por eu ter saído naquela noite e não ter ido vê-la desde então. Eu tinha alguma merda acontecendo na minha cabeça, e eu estava preocupado... Eu só não sabia... Foda-se. - Eu precisava apenas dizê-lo. Tirar isso de lá. — Eu não quero que você tenha uma ideia errada sobre o que estávamos fazendo. Sobre por que eu estava aparecendo com jantar e chegando tanto por aí. Você não é o... - Eu não ia dizer que ela não era o tipo de garota que eu fodia porque soava errado. — Eu gosto de estar perto de você. Você me faz sorrir e eu gosto disso. Eu senti sua falta nessas últimas duas semanas e eu ainda gostaria de ser seu amigo. Se você me considera como um amigo, isto é, - eu terminei.
Ela levantou os olhos para encontrar os meus, e o olhar aliviado neles me disse tudo o que eu precisava saber. Ela não queria mais do que uma amizade comigo de qualquer maneira. Eu não iria machucá-la. Ela sabia que era boa demais para mim. Mesmo que ela parecesse completamente no escuro sobre sua beleza, ela sabia que eu não era o tipo de cara que ela merecia.
— Eu gostaria disso. Eu me divirto com você também. E eu senti sua falta. Eu não espero nada além de amizade.
O prato de panquecas que pedi foi colocado diante de mim, e a mesma ordem foi colocada na frente de Bella. Não havia nenhuma maneira que ela pudesse comer tudo isso, mas eu percebi que se ela não terminasse, eu faria.
— Isso parece realmente bom, - disse ela, sorrindo, e depois uma risada escapou de seus lábios. — Eu não posso acreditar que têm chantilly sobre elas. E manteiga de amendoim.
Eu pisquei para ela antes de pegar o garfo e a faca.
— Querida, se panquecas não têm chantilly e manteiga de amendoim sobre elas, então elas não são dignas de comer.
Ela lambeu os lábios, fazendo-me quase largar o maldito garfo derretido com um pedaço gosmento, no meu colo. As fantasias que eu tinha sobre a sua língua. Merda! Eu tinha que ir com calma.
— Na verdade eu nunca comi panquecas, - ela admitiu.
Desta vez eu deixei cair o garfo.
Bella
O Pastor Swan não tinha me ligado no mês que eu tinha ido embora. Não que eu esperasse que ele fizesse, realmente, porque nós nunca tínhamos falado muito, mas mais uma vez, ele tinha sido meu tutor por toda a minha vida. Será que ele não se importa se as coisas estavam dando certo para mim? Ou estava apenas feliz que eu tinha ido embora? O mais provável era o último.
Eu só tinha uma foto de minha infância, e foi uma professora quem tinha tirado de mim com meus colegas de classe, na quarta série. Ela deu a cada aluno uma cópia em uma moldura em forma de coração, no Dia dos Namorados. Eu nunca recebi um celular com uma câmera, e coisas como Facebook eram fora dos limites para mim. Se a Sra. Swan me visse fazendo algo assim, eu teria de pagar por isso.
Olhando em volta do meu apartamento, eu percebi que havia uma frieza nele. Eu não tinha nada para mostrar sobre a minha vida. Nada para recordar. Eu queria as memórias que eu poderia estimar. Não havia nenhuma razão para estar triste por causa do meu passado. O que eu precisava fazer era foco na minha vida agora. Eu tinha amigos agora. Eu também tinha um celular com uma câmera e um laptop.
Quando entrasse pela porta, eu queria que houvesse fotos de pessoas em minha vida que me fizeram sorrir. Eu queria ver momentos que eu sempre lembrasse. Eu não queria ser diferente, então eu precisava aprender a viver como uma pessoa normal. Eu tinha pensado em vir aqui, me esconder no meu apartamento e escrever, era tudo que eu queria fazer.
Eu sabia agora que eu estava errada. Eu não sabia sobre as coisas da vida: como o quanto era bom um beijo suave ou o quanto era bom se sentir compreendida por alguém. Eu nunca tinha tido alguém para me falar sobre si mesmo e me ouvir falar em troca. Tendo tido um gosto de ambos, eu não estava disposta a voltar a ser aquela garota que se fechava para o mundo e todos que possam machucá-la.
Eu também tinha certeza de que a Sra. Swan estava errada sobre mim. As pessoas gostavam de mim aqui. Ninguém se encolhia ou sussurrava sobre mim quando me viam chegando. Muitas vezes as pessoas se voltam para olhar para mim e sorrir. Eles não viram o mal feio que a Sra. Swan sempre reivindicou estar dentro de mim. Eu estava quase convencida de que ela estava mentindo. Ela me odiava por causa da minha mãe, mas eu não era uma pessoa má. Boa gente gostava de mim. Ninguém me tratou como se eu fosse um pecado ambulante.
Talvez eu fosse digna de amor.
Edward tinha me levado para o café da manhã de ontem, e nós tínhamos ido então por um longo passeio em sua moto ao longo da estrada da praia. Quando tínhamos voltado, ele tinha entrado e tínhamos falado sobre minhas aulas. Ele leu a letra de uma música que ele estava escrevendo e me perguntou o que eu pensava. Era fim de tarde quando ele saiu para obter um cochilo antes de seu desempenho naquela noite.
Jake tinha ligado mais tarde naquela noite para perguntar se eu queria ver um filme. A ideia de começar a estar perto de alguém e me sentir novamente ligada tinha soado maravilhoso, então claro, disse-lhe que sim. Ambos, Jake e Edward, tinham estado em torno de mim o suficiente para saber se havia mal em mim. Eles já teriam visto e se revoltado com isso. Ambos pareciam gostar de mim realmente.
Uma batida na porta me tirou dos meus pensamentos, e eu olhei para cima da minha tela de computador, onde eu tinha a intenção de escrever um pouco do meu livro. A porta se abriu, e Edward enfiou a cabeça para dentro. Seus olhos percorreram a sala, até que me encontrou, e então ele sorriu. O sorriso que sempre me fazia sentir como se mel quente estivesse correndo através de mim.
— Você realmente deveria trancar a porta, - ele disse, quando ele entrou.
— Por quê? Para manter a ralé fora? - Eu perguntei provocativamente, então levantei uma sobrancelha para ele.
Ele deu de ombros.
— Bem, você deixou destrancada e veja o que aconteceu.
Eu balancei a cabeça e dei-lhe uma carranca séria.
— Eu posso ver o que você quer dizer. Talvez eu devesse ter um parafuso extra, - eu respondi.
Edward agarrou seu coração.
— Ai, - disse ele, em seguida, caiu para trás na cadeira, de frente para mim. — Isso foi profundo, amor. Fodidamente afiada.
Revirei os olhos e recostei-me na cadeira.
— Você vai sobreviver. Eu tenho certeza disso.
Edward apoiado ambos os pés sobre a mesa de café na frente dele e me estudou por um momento.
— Venha hoje à noite e ouça a banda. Estamos no Live Bay novamente por causa de uma mudança de programação desta semana. Você pode sentar-se com Rose. Você não chegou a ouvir muito na outra noite.
Este era o lugar onde nós sermos amigos ia ser difícil. Dize-rlhe que tinha um encontro com Jake, para ver um filme não devia ser um grande negócio. Mas por alguma razão, era difícil dizer isso em voz alta. Eu não quero que ele pense que Jake é mais importante, embora eu tivesse uma sensação de Jake não estava me convidando para sair de novo, porque ele queria apenas ser meu amigo.
— Você já tem planos não é? - Disse ele antes que eu pudesse pensar em algo para dizer que não era estranho.
— Jake pediu-me para ir ao cinema com ele hoje à noite, - eu admiti. Eu não tinha nenhuma razão para me sentir mal sobre isso. Nenhuma razão em tudo... Mas eu sentia. Caramba.
Edward soltou um suspiro.
— Tudo bem. Ele perguntou primeiro. É tudo de bom. Mas quinta-feira eu vou estar tocando no Live Bay, e eu quero que você venha.
Ok. Nós poderíamos fazer isso. Ele estava tornando mais fácil, e eu estava fazendo o mais duro do que o que tinha que ser.
— Acordo feito, - eu concordei.
Edward assentiu, mas ele não parecia feliz.
— Você vai comer neste encontro, - ele questionou.
Jake não tinha dito nada sobre jantar. Ele tinha acabado de me convidar para um filme. Eu balancei minha cabeça.
Edward puxou o telefone do bolso.
— Bom. Estou morrendo de fome. Que horas ele vai estar aqui?
— Seis, - eu respondi.
— Isso nos deixa com duas horas, - disse ele, e um sorriso tinha substituído sua carranca. — Tailandês ou italiano? Ou você deseja obter essas fajitas daquele lugar mexicano de novo?
Ele estava pedindo para viagem. Eu não queria sentir aquela sensação suave no meu peito que me fez sentir formigamento. Pelo menos não onde Edward estava preocupado. Mas por incrível que pareça, ele era a única pessoa que conseguia desencadear esse sentimento.
— Não é uma resposta tão difícil, amor, - disse ele, lembrando-me que eu precisava de lhe responder.
Eu tive más lembranças de comida tailandesa.
— As fajitas soam bem.
— Essa é minha garota, - ele disse, enquanto discava o número para o lugar mexicano. Eu sabia que ele não quis dizer nada com isso, mas eu nunca tinha sido referida como se pertencesse a alguém antes. O simples 'minha garota' significava mais para mim
do que ele poderia perceber. Na verdade, se ele soubesse o quão profundo isso me atingia, ele teria fugido de novo, e desta vez ele possivelmente nunca mais voltasse.
Estudei minha tela como se eu estivesse realmente pensando sobre o que escrever a seguir, mas eu escutei Edward fazer o pedido da comida. Ele agia como se pertencesse a minha casa. Talvez isso devesse me assustar, mas isso não aconteceu. Isso fez exatamente o oposto.
Quando desligou, eu tinha reunido coragem suficiente para que eu pudesse voltar-me para ele e deixar escapar antes que eu percebesse o quanto estúpida eu soava.
— Posso tirar uma foto de nós no meu telefone? Eu não tenho uma foto de nós... E eu gostaria de uma.
Edward olhou ao redor da sala, como se notando pela primeira vez que eu não tinha uma foto minha com ninguém, e então seus olhos se voltaram para mim.
— Só se você me enviar para que eu possa ter isso também.
Sorrindo de alívio por ele não rir de mim ou correr de novo, eu me levantei e fui até ele. Antes que eu pudesse descobrir como tirar a foto exatamente, Edward agarrou minha mão e me puxou para baixo em seu colo.
— Vou tirá-la e enviá-la para você, - disse ele, em seguida, deu um beijo na minha bochecha e tirou uma foto com o seu telefone. Rindo, eu me afastei para dizer a ele que eu queria uma em que eu pudesse ver seu rosto, mas ele agarrou minha cabeça e pressionou meu rosto no seu rosto, como se estivesse beijando-o e tirou outra foto.
Quando ele soltou minha cabeça, eu vi o brilho malicioso em seus olhos e riu mais ainda. — Olhe para a câmera, amor, - disse ele antes de botar a língua para fora e lamber o lado do meu rosto.
Empurrando-o de cima de mim e limpando meu rosto com a palma da minha mão, eu não conseguia nem fingir ter nojo. Foi à primeira visão de perto que eu tinha de seu piercing de língua, e eu estava um pouco mais do que fascinada.
— A maioria das mulheres me implora para lambê-las, eu dou a você de graça e você me afasta, - disse ele com um beicinho falso em seu rosto.
— Você é louco. - Eu ri.
— Eu sou o bom tipo de louco, apesar de tudo.
Eu não ia discutir com ele sobre isso. Ele era definitivamente o tipo bom de um monte de coisas.
— Pronto, eu lhe enviei todas as três. E eu estou postando uma no Instagram do Jackdown, porque eu não sou tão fotogênico.
Eu não concordo com isso.
— Hmmm, - foi o melhor que eu poderia fazer em resposta. Dizendo que ele era nada menos do que bonito era uma mentira. Eu precisava de me levantar fora dele. Comecei a mexer, quando sua mão apertou o cerco contra a minha perna.
— Ei. Eu não disse que você poderia levantar-se ainda, - ele disse enquanto mexia com seu telefone. Uma mão firme em mim, como se isso fosse tudo o que tinha para me manter aqui.
Quando ele acabou de postar a foto, ele olhou para mim.
— Qual é o seu Instagram?
— Eu não tenho um.
Sua sobrancelha perfurada disparou.
— Todo mundo tem Instagram. Por que diabos você não tem? Um rosto como o seu precisa ser compartilhado todo dia.
Como ele podia dizer as coisas mais doces um minuto e as coisas mais sujas do próximo? Dei de ombros e esperava que eu não estivesse corando.
— Nunca realmente fiz mídia social. Nunca.
Edward não me empurrou para dizer mais, embora eu podia ver que ele quisesse. Era como se ele soubesse dos meus limites e não os atravessava. Um dia, se eu estivesse pronta para falar sobre o meu passado, ele era a única pessoa que eu podia imaginar estar ouvindo. Mas não agora. Eu não estava pronta ainda.
— Quer ver uma foto minha com o cabelo longo? - ele perguntou, mudando de assunto e deslocando a sua atenção de
volta para seu telefone. O olhar divertido em seu rosto quando ele perguntou isso me fez querer tirar uma foto dele. Eu amava como ele era expressivo.
— Olhe para isso, - disse ele, puxando-me mais perto para que ele pudesse me mostrar o seu telefone em vez de entregá-lo para mim. Eu tentei não pensar em tudo que estava sendo abraçada por ele, e eu me concentrei na imagem.
Seu cabelo era da mesma cor, mas roçava os ombros. Ele parecia um surfista desaparecido. Seu rosto era mais jovem também.
— Há quanto tempo tirada?
— Cerca de três anos, eu acho. Eu odiava, mas as meninas gostavam, - explicou, como se isso fosse resposta para tudo. As meninas gostariam dele até sem cabelo. Certamente ele sabia disso.
— Eu gosto mais agora, - eu disse a ele, e me virei para trás. Estando tão perto dele que sua respiração fez cócegas na minha pele.
Bateram na porta, e Edward beliscou o interior da minha coxa.
— A comida está aqui, - disse ele antes de tomar-me pela cintura, me levantando.
— Já?
Edward me lançou um sorriso torto e encolheu os ombros.
— A filha do proprietário e eu nos conhecemos.
Não é de estranhar.
Eu não estaria solicitando comida mexicana novamente.
Não! Espere.
Essa não era a resposta correta. Eu não deveria estar me preocupando com o que as mulheres que conheciam Edward. Ele e eu éramos amigos. Eu não ia estragar a nossa amizade para ele ou para mim.
— Eu vou pegar os pratos, - disse ele.
— Você tem chá doce, - ele gritou atrás de mim.
Eu parei e pensei em mentir para ele. Dizendo-lhe que não tinhas as coisas para fazer. Mas eu não queria mentir, e havia também uma chance de que ele poderia ver os sacos de chá, se ele abrisse os meus armários.
— Não, eu não tenho nenhum feito, - eu respondi, então corri para a cozinha.
Edward
Se ela tivesse apenas dito não, então eu não teria notado. Mas ela parou e congelou-se em mim por um minuto. Isso foi pouco antes de ela se afastar. E eu me sentia como um pedaço de merda. Eu era um pedaço de merda. Droga. Ela adorava chá doce, e ela tinha estado tão orgulhosa de si mesmo por fazer isso direito. E eu tinha ferrado tudo com ela por ser um idiota.
Bem, ela ia fazer mais chá doce, maldição. Eu ia ficar ali com ela, enquanto ela fazia isso. Se eu tivesse que ficar em cima dela diariamente, ela ia manter chá doce em sua geladeira porque ela gostava. Eu não queria que ela associasse isso a uma má recordação. Não quando ensiná-la a fazê-lo era uma das minhas memórias favoritas.
Eu coloquei a comida na mesa e me dirigi para a cozinha. Ela estava pegando dois pratos, e a carranca no rosto dela me disse que ela estava se preocupando com a coisa do chá doce. Eu não merecia seu tempo. Eu não era bom o suficiente para obter seus doces sorrisos, mas ela os dava para mim de qualquer maneira.
— Onde estão os saquinhos de chá, amor, - eu perguntei, caminhando até ficar atrás dela.
Ela ficou tensa.
Eu coloquei minhas mãos em seus ombros e gentilmente apertei.
— Eu fui um idiota. Você me assusta, e eu não sabia como lidar com isso no começo, mas estou bem agora. Eu não vou fugir de você novamente. Eu não acho que possa até mesmo se quiser. A ideia me faz até mal do estômago. - Eu parei, porque tinha aberto a minha boca e fui dizendo todo tipo de merda. Reagrupando, eu terminei. — Nós vamos fazer um chá doce. E cada vez que eu venha aqui, é melhor ter o seu chá doce na geladeira. Não é para mim, mas porque você gosta. Eu quero que você tenha as coisas que lhe fazem feliz.
Ela relaxou sob minhas mãos e, em seguida, ela balançou a cabeça.
— Foi bobagem. Eu deveria ter continuado a fazer isso, - disse ela, em seguida, virou-se para me matar com o mais sincero e honesto sorriso precioso da porra da face da Terra.
Havia um sentimento doloroso de aperto no meu peito que era completamente desconhecido, mas doía para caralho e a respiração estava difícil.
— Eu vou pegar os sacos de chá e açúcar. Você ferve a água, - ela me disse, algo completamente inconsciente estava acontecendo no meu corpo, isso estava me assustando como o inferno.
Eu consegui balançar a cabeça e passar para o fogão. Atrapalhado, eu enchi uma panela com água. Não havia razão para o aperto no meu peito estar lá. O que estava errado? Ela sorriu para mim. Era isso. O doce sorriso que eu já tinha visto, mas ainda assim, era apenas um sorriso.
— Na outra noite, foi o meu primeiro encontro. Não apenas com Jake, mas o meu primeiro encontro de sempre. Eu não sou boa com os caras. Eu não os entendo, e às vezes eu faço as coisas que eu não deveria fazer e são ridículas, e eu não percebo isso. Então, se eu fizer algo estúpido ou disser a coisa errada, diga-me. Eu prometo, vou ficar melhor.
Eu não podia virar e olhar para ela, ainda. Eu sabia que precisava porque esse era o máximo que ela tinha compartilhado comigo sobre seu passado, mas porra, como eu poderia olhar para ela enquanto eu processava isso? Fúria, confusão, perplexidade e puro ciúme gelavam-me de uma vez.
Seu primeiro encontro? Como diabos isso era possível? Ela tinha quase vinte anos de idade. Ela era mantida trancada em um sótão?
Tentei duramente não deixar que o fato de Jake ter sido seu primeiro em alguma coisa me comesse vivo. Eu não ia sair com ela. Eu não namorava, para começar. Eu tentei isso uma vez, e me dei mal. Mas eu não gostava de partilha-la também.
Ela era minha.
Não, ela não era.
Ela era minha amiga.
Limites.
Eu precisava de alguns limites na minha cabeça. Bella era minha amiga. Ela me fazia feliz. Mas ela não era minha. Ela nunca seria, porque eu não queria que alguém fosse minha.
— Você não está se movendo. - A voz de Bella parecia preocupada. Eu a estava preocupando.
Deixei escapar um suspiro e relaxei meu rosto no que eu esperava fosse uma expressão casual. Olhando para trás, por cima do meu ombro, eu dei-lhe um sorriso tranquilizador. — Pelo que eu vi você está muito perto da perfeição. Não se desculpe. Tudo o que aconteceu com a gente antes é porque eu sou um fodido. Não é você, amor. Nunca você.
Voltei-me para a panela de água e acendi o gás no fogão. Eu não podia ficar lá e ver a água ferver, então quando eu já tinha feito, eu me virei para encará-la. Ela estava torcendo as mãos e me olhando.
Chegando mais perto, peguei uma de suas mãos para fazê-la parar.
— Eu quis dizer o que disse. Quando eu agir como um idiota, é porque eu sou todo o tipo de fodido. Você é perfeita, Bella. Eu juro. Pare de se preocupar, e vamos encher nossos pratos. Essas fajitas estão com um cheiro incrível.
A tensão em seus ombros aliviou.
— Tudo bem, - respondeu ela, e começou a caminhar em direção à mesa. Ela parou e olhou para mim. — Eu não acho que você está fodido. Acho que você é perfeito demais.
Portanto, não era o que eu precisava ouvi-la dizer. Ela ia matar-me lentamente e eu não ia deixá-la, porque eu não ia ser capaz de ficar longe dela.
Era hora de eu enfrentar os fatos.
Eu era viciado em Isabella Marie. Mais viciado do que eu tinha sido a qualquer coisa na minha vida.
BELLA
Jake não apareceu no trabalho na segunda-feira, mas ele me mandou mensagem de texto várias vezes. Ele teve que ir ao Mississippi para o seu pai, nos próximos dias. Ele não me deu detalhes, e eu não pedi nada. Algo sobre seu texto parecia que ele estava tentando evitar uma explicação. Dois encontros e alguns donuts não me tornava sua namorada. Eu não tinha motivos para esperar uma explicação.
Edward, no entanto, apareceu para o jantar naquela noite, com cheeseburgers e batatas fritas. Nós comemos na mesa como sempre fizemos, e ele perguntou sobre o meu trabalho e me fez rir com histórias sobre seus companheiros de banda. Eu ficava sempre triste quando chegava a hora de ele ir embora, mas não o deixei saber.
Terça-feira, às 11h15min, eu puxei até o Pickle Shack. Eu estava incrivelmente nervosa sobre comer com a irmã de Edward. Eu tinha falado com ela por uns dez minutos, no Live Bay. Se ela começasse a fazer perguntas sobre Edward e eu, poderia responder a verdade, mas estava com medo que minhas bochechas rosadas lhe dissessem outra coisa.
A esperança de que ela poderia ser uma amiga e talvez a minha primeira amiga de verdade, superava todos os meus outros medos. Eu queria fazer isso. Eu só precisava me preparar para as perguntas sobre a minha amizade com Edward.
Na caminhada até o restaurante, eu imediatamente avistei Rose. Seu cabelo loiro e lindo rosto eram difíceis de perder. Ela acenou para mim, e eu expliquei para a dona de casa que eu estava encontrando uma amiga antes de andar até lá.
— Você veio, - disse ela, sorrindo radiante para mim, como se ela achasse que eu não iria aparecer. Mas eu achava difícil acreditar que qualquer pessoa jamais a rejeitou. Masculino ou feminino.
— Sim, desculpe, estou um pouco atrasada. O tráfego para sair do estacionamento depois da aula foi intenso.
Ela deu de ombros como se não fosse grande coisa. — Não se preocupe. Acabei de chegar. Eu tive que fazer alguns cupcakes para a aula de Daisy. É seu aniversário hoje. Minha filha Daisy, - ela explicou.
Rose não parecia mais velha do que vinte e quatro, no máximo. Eu não conseguia imaginar como ela tinha um filho já na escola.
Seu sorriso cresceu, e ela se inclinou sobre a mesa para mim.
— Eu sei o que você está pensando. Daisy é realmente a minha filha mais nova, - disse ela, com um brilho nos olhos. -Brent tem dez e Jimmy tem treze. Minha Daisy May fez nove hoje. - Ela fez uma pausa, enquanto eu pensava sobre o fato de que tinha um filho de treze anos de idade.
— Emmett e eu os adotamos há dois anos, - disse ela com um suspiro feliz. — Você conheceu Jasper no Live Bay na outra noite. O cara bonito, com cabelo de surfista. Lembra-se dele?
Eu balancei a cabeça. Esse tinha sido o cara com o braço em torno de Alice. Ele era difícil de esquecer.
— Jimmy, Brent e Daisy são todos, seus irmãos mais novos. Sua mãe era... Ela não era mentalmente saudável. Ela tinha alguns vícios, e a única razão por eles sobreviverem com ela, foi porque Jasper sacrificou tudo para cuidar deles. Quando sua mãe faleceu, ele estava para ficar com todos, mas Emmett e eu estávamos tentando engravidar, e o médico tinha acabado de nos dizer que seria impossível. Eu queria essas crianças,- disse ela, enquanto as lágrimas brotaram em seus olhos. — Daisy May ainda não tinha sido capaz de falar direito naquela época. Ela tinha sido negligenciada por sua mãe, e ela agarrou-se a atenção que tem de mulheres. Agora, não me interprete mal, aos seus olhos, Jasper caminha sobre a água. Ela adora Emmett e até mesmo o chama de papai, mas ele sabe que Jasper é o seu número um. - Rose enxugou os olhos e riu em seguida, balançou a cabeça. — Desculpe. Eu me emociono quando falo sobre isso. Especialmente quando eu percebo como sou abençoada por tê-los.
Eu vi como essa bela mulher falou sobre essas crianças que necessitavam de uma mãe, e fiquei espantada com o quanto ela os amava. Eles não eram seus filhos, mas ela os amava como se fossem. Eu não sabia que era possível. Eu sempre disse a mim mesmo que a Sra. Swan me odiava porque eu não era dela. Porque ela não tinha me dado à luz. Mas vendo Rose chorar falando sobre essas crianças que ela, obviamente, adorava, fez meu coração apertar, mas também me fez sentir vazia por dentro.
— Uau, - eu consegui dizer. Eu sabia que precisava dizer alguma coisa. Ela tinha acabado de me falar muito nos dez minutos eu estava sentada aqui. — Isso é realmente uma grande história. Essas crianças têm muita sorte de ter alguém como você e seu marido em suas vidas. Muitas crianças não entendem isso. - Eu parei de falar quando eu percebi o quanto eu estava prestes a dar.
— Posso pegar algo para vocês beberem? - Perguntou uma garçonete, interrompendo o meu deslize. Eu nunca, na minha vida, tinha sido tão agradecida por ser perguntada sobre o que eu queria beber. Eu sabia que tudo o que eu dissesse a Rose ia ser sobre Edward. Por mais que eu quisesse uma amizade feminina, não tinha isso, ainda. Eu não estava pronta para confiar nela com a minha história.
— Coca Diet, - Rose disse a ela. — E alguns picles, por favor.
— O chá doce, - eu respondi.
A garçonete se virou e saiu, e Rose olhou para mim.
— Os picles fritos são surpreendentes. Você vai amá-los. De qualquer forma, o suficiente sobre mim. Conte-me sobre você. Tudo que eu sei é que você se mudou para cá para estudar, e meu irmão tomou um grande interesse por você. A propósito, o que nunca acontece então você me tem completamente fascinada.
Eu não tinha muito que poderia dizer a ela sobre mim. E eu precisava esclarecer a minha relação com o seu irmão antes de ela ficasse mais confusa, mantendo em mente que ela repetiria essa conversa para Edward. Coloquei um pouco de cabelo atrás da minha orelha e juntei meus pensamentos.
— Bem, eu cresci em uma pequena cidade na Carolina do Sul. Extremamente pequena. Temos dois semáforos na cidade, se isso lhe diz o quanto é pequena. Minha mãe morreu durante o parto. Houve complicações. Ela não tinha pais ou outros membros da família que estivessem vivos. Ela era órfã e foi criada no sistema desde que ela tinha dez anos. A igreja que ela participou era a maior igreja da cidade. - Fiz uma pausa, porque sinceramente eu não sei por que o pastor Swan e Sra. Swan tinham me levado. Eles não me queriam. Isso era óbvio. Eles nunca disseram nada nem remotamente como o que Rose tinha dito sobre seus filhos. E eles também nunca tiveram seus próprios filhos. Eu não tinha certeza se isso era porque não podiam ou porque a Sra. Swan não era do tipo maternal.
— Hum, e bem, eu não sei por que exatamente, mas o pastor da igreja e sua esposa levaram-me para casa. Eu não fui adotada nem nada, mas eles me mantiveram e me criaram. - Eu não iria dar-lhe mais detalhes sobre essa parte da minha vida. A mágoa era verdadeira, e escondê-la era impossível. Eu era muito expressiva. — Eu queria ir a algum lugar diferente para a faculdade e estar perto da água. Eu não tinha crescido perto de água. Pastor Swan é amigo de Pastor Black, então ele alinhou um trabalho para mim aqui com ele, e eu me matriculei na faculdade local. Então é isso, - eu disse feliz com a minha explicação, e esperando que ela não cavasse mais.
A garçonete botou as bebidas e pequenas rodelas fritas de picles na nossa frente. Eu nunca tinha comido picles fritos antes, e eu não tinha certeza se eu gostava da ideia. Parecia errado.
— Vocês já sabem o que querem comer? - A garçonete perguntou.
Olhei para o menu e percebi que não tinha sequer olhado para ele.
— O que é bom? - Eu perguntei para Rose.
— Você come atum? - ela perguntou.
Eu balancei a cabeça. Eu tinha comido um monte de conservas de atum enquanto crescia, e eu não era uma fã, exatamente, mas eu não queria dizer isso a ela. Eu gostava bastante. Eu só tinha comido por ter muito. Ela me deu um sorriso tranquilizador e voltou-se para a garçonete.
— Dois paninis de atum grelhado, por favor. Com chips, - disse ela, em seguida, virou-se para mim. — Confie em mim. - Ela piscou.
Eu não tinha ideia de como era um atum grelhado, porque não tinha isso em uma lata. Eu balancei a cabeça e devolveu o sorriso para Rose. Era difícil não sorrir para ela.
— Ok, - eu respondi.
Uma vez que a garçonete se afastou, Rose virou os olhos para trás de mim.
— Há algumas coisas que parecem estranhas sobre a sua história, mas tenho a sensação de que você está me dizendo o que você se sente segura para me dizer agora. Eu respeito isso, então eu não vou cavar. Agora, fale-me sobre você e Edward.
Ela era seriamente contundente. Era tão assustadora quanto era refrescante. Você não tinha que saber o que ela estava pensando, isso era certo. Ela iria apenas dizer-lhe.
— Edward é meu amigo... - Eu comecei. — Ele foi muito gentil e atencioso, desde o primeiro dia. Ele me faz rir, e ele sempre parece saber quando eu preciso rir. Ele é especial. Eu não imagino existirem muitos caras como ele por aí. Eu não tenho muito... Bem, qualquer experiência realmente com caras, mas pelo que eu posso ver Edward não é como a maioria deles. Ele tem um coração muito grande, e ele parece não perceber o quanto especial ele é. O que o torna ainda mais especial. - Eu estava divagando, e pelo olhar de olhos arregalados no rosto de Rose, eu não estava fazendo um bom trabalho de esconder meus sentimentos por seu irmão.
— Especial, - ela repetiu lentamente, como se ela precisasse deixar a palavra afundar. Meu rosto ficou quente, e eu sabia que minhas bochechas estavam em chamas. Maldição.
— Eu não acho que me lembre de uma vez em minha vida alguém ter chamado meu irmão de especial e senti-lo da maneira que você acabou de fazê-lo. - O olhar de satisfação no rosto dela fez-me acalmar um pouco. Talvez ela entendesse o que eu estava tentando dizer. Ele era um bom amigo.
— Eu precisava de um amigo, quando me mudei para cá, e ele percebeu isso e preencheu o vazio. Eu não imagino a maioria dos caras, especialmente os que se parecem com ele, fazendo algo assim para alguém como eu. Ele tem belas garotas em seu braço o tempo todo. Elas se atiram para ele. No entanto, ele tem tempo para ser meu amigo. - Muito melhor. Senti-me como me dando tapinhas nas costas.
Rose olhou para mim como se ela estivesse tentando me dissecar mentalmente. Eu decidi que iria comer um daqueles picles agora, porque eu precisava de algo mais para pensar que não seja a irmã de Edward lendo muito em minhas palavras. A última coisa que eu precisava era que ela fosse dizer a ele que achava que ele era especial.
— Posso lhe perguntar uma coisa? - Ela finalmente disse, quebrando o silêncio constrangedor.
Eu balancei a cabeça, e mastiguei os picles fritos, que era surpreendentemente saboroso.
— Você realmente quer dizer o que você disse?
Engoli em seco e olhei para ela. Será que eu pareço que estou inventando?
— Uh, sim, eu quis dizer isso. Ele é... - Eu não poderia dizer especial novamente. Eu parecia uma idiota. Eu precisava de mais adjetivos no meu vocabulário. Bem, eu tinha mais de onde Edward estava em causa, mas eles não eram seguros para uso em torno de sua irmã, muito perspicaz. — Edward é maravilhoso. Mas então, você é a irmã dele. Você sabe disso.
Um sorriso lento se estendia através de seu rosto.
— Sim, eu sei, - respondeu ela.
Antes que as coisas pudessem ficar mais intensas e eu pudesse me fazer de idiota ainda mais, a comida chegou.
— Hoje à noite nós estamos tendo uma festa para Daisy May na casa da mãe de Alice. Ela tem uma piscina, e Alice queria que Daisy tivesse uma festa na piscina. Será para amigos e familiares. Eu adoraria se você pudesse vir. Edward tem uma coisa esta noite, então ele só vai parar e dar a Daisy um presente e, conhecendo-o, pegar um pedaço de bolo. Mas eu quero que você conheça a todos. Meus amigos. Alice amou você, e já que você é nova, eu sei que conhecer pessoas que fazem parte desta cidade seria bom.
Eu não gostava de multidões e festas, mas ultimamente eu estava ficando melhor. Festa de aniversário de uma criança não era como as festas de Edward, e Rose estava certa. Eu gostaria de conhecer mais pessoas. Eu não estava fazendo um esforço para conhecer os meus colegas de aula. Eu tenho a minhas aulas na hora e saio correndo assim que termina. Este tipo de cenário parecia seguro.
— Obrigado. Eu adoraria ir.
Edward
Tanya desabou em cima de mim enquanto ela lutava para recuperar o fôlego. Eu não era de carinho depois do sexo, mas eu daria a ela um minuto antes de movê-la de cima de mim para que eu pudesse tomar um banho. Eu não tinha planejado fazer sexo com Tanya hoje, mas ela apareceu em torno de quatro, havia basicamente se despido, e depois ficado de joelhos ali na minha sala.
Eu estava reprimido, e desde que ela estava muito disposta e determinada, deixei que ela me ajudasse a descontrair. Virando a cabeça, olhei para o relógio. Era quase cinco. Merda! Eu precisava de algo para jantar e ir até a Bella.
— Pode ir, - eu disse a Tanya quando eu a tirei de cima e sai da cama.
— Espere. Eu quero uma segunda rodada, - disse ela em uma voz que eu sabia que era para ser sexy, mas agora eu tinha coisas mais importantes em minha mente.
— Eu tenho planos, querida. Mas obrigado. - Fiz uma pausa e acenei para a cama. — Por isso.
Peguei o meu telefone, eu fui para o chuveiro. Eu precisava passar uma mensagem de texto para Bella e deixá-la saber que eu estaria com poucos minutos de atraso. Mais como meia hora. Foda-se, eu nem sequer tive tempo para falar com ela hoje.
Meu telefone se iluminou, e eu olhei para baixo para ver o nome da minha irmã. Abri a mensagem de texto.
Rose; Não esqueça que a festa da Daisy é na casa da mãe de Alice.
Merda! Eu joguei o telefone no balcão e liguei o chuveiro. Eu não tinha comprado um presente para Daisy ainda, e ela me disse que queria uma bolsa rosa com gloss brilhante, quando eu perguntei a ela na semana passada. Eu não sabia onde diabos ia comprar uma bolsa rosa brilhante.
Tomei o banho mais rápido da história e enrolei uma toalha em torno de mim. Então eu peguei meu telefone passei uma mensagem de texto para Bella. Eu não ia ser capaz de trazer o jantar hoje à noite. Não é que eu tinha dito a ela que eu estaria lá, mas agora era apenas uma espécie de uma coisa entendida entre nós, novamente. Eu não quero que ela me espere e então eu não apareça.
Eu: Não vou poder aparecer para o jantar hoje à noite.
Eu odiava enviar-lhe uma mensagem. Ela era minha amiga e apenas uma amiga, e que era normal para mim dizer-lhe que não poderia aparecer com uma mensagem. Eu esperei por uma resposta, mas uma não veio de imediato, assim que eu fui para pegar algumas roupas e me vestir.
Tanya estava puxando a saia curta e os saltos de prostituta que tinha usado aqui. Como ela andava com aquilo sem quebrar o tornozelo, eu não sabia.
— Por que você tem pressa para sair? Você tem horas antes de ter que estar no clube, - disse ela quando ela puxou o sutiã de volta.
Meu celular vibrou, e puxei-o para fora do bolso da minha calça jeans onde eu tinha acabado de colocá-lo.
Bella: Isso é bom. Eu lhe vejo mais tarde.
Foi isso. Ela não perguntou o porquê ou ficou chateada. Ela estava bem com isso. Por que isso fazia o inferno fora de mim, que ela não esperava mais de mim? As mulheres sempre esperavam mais. Era o que me impedia de ficar muito perto de uma. Eu não queria dar-lhes mais. Mas Bella... Ela não esperava nada. Porra, isso me deixava louco.
Era agora dez minutos depois de cinco horas, e eu ainda tinha de encontrar uma bolsa rosa brilhante e brilho labial. Onde diabos eu deveria sequer procurar por isso?
Tanya se aproximou de mim com um sorriso satisfeito no rosto. Por que ela ainda estava está aqui? Tínhamos terminado, e eu não tinha nada para fazer.
— Aonde você vai com tanta pressa? - Ela perguntou novamente, quando ela deslizou a mão pelo meu braço e no meu cabelo.
Encolhendo-me, peguei minha carteira e coloquei-a no meu bolso de trás.
— Minha sobrinha tem uma festa de aniversário, - eu expliquei. Veja, isso era normal. Tanya queria saber por que eu estava saindo. Onde eu estava indo. Ela estava exigindo respostas por não conseguir ficar na minha casa. Isso era o que as mulheres faziam.
Não Bella.
Mas, então, eu não tinha... Inferno, eu não podia nem pensar nisso. Se eu me deixasse pensar em estar com Bella do jeito que eu era com Tanya, poderia ter um tesão do inferno. Balançando a cabeça, me afastei de Tanya e fui para a sala de estar.
— Você parece com raiva. Normalmente, você fica mais descontraído e feliz, depois de foder, - disse ela, enquanto me seguia.
— Normalmente, você faz a sua merda e sai, - eu respondi para ela.
Tanya revirou os olhos e colocou as mãos nos quadris.
— Você está mal-humorado porque você tem que ir para a festa de aniversário de uma criança?
Eu abri a porta.
— Eu tenho que ir encontrar uma bolsa rosa brilhante, Tanya. Eu não tenho tempo para vinte malditas perguntas, - eu rosnei, na esperança que ela pegasse a dica e saísse.
Ela riu e caminhou até a porta.
— Você nunca vai encontrar uma bolsa rosa brilhante por conta própria. Pela primeira vez na sua vida, você precisa de mim, Edward Cullen. Vamos lá, eu vou lhe mostrar onde encontrar essa bolsa.
Claro Tanya saberia onde procurar a bolsa. Por que eu não tinha pensado nisso? Ligeiramente aliviado, eu comecei a descer as escadas atrás dela. No momento que a porta de Bella entrou em foco, o meu mau humor estava de volta. Eu gostava das minhas noites com Bella. Vendo seu sorriso e ouvindo a sua conversa. Isso era o que eu esperava pelo dia todo. Se Tanya não tivesse aparecido e começado a chupar o meu pau, eu não teria corrido contra o tempo. Desgostoso comigo mesmo, eu fui até o estacionamento.
— Estamos indo na sua moto? - ela perguntou.
Não. A última garota que tinha estado na minha moto tinha arruinado isso para mim, com mais alguém. Eu não gosto da ideia de qualquer outra pessoa, que não Bella, estar envolvida em torno de mim quando eu montava.
— Vamos levar o seu carro, - eu disse, e caminhei em direção ao seu Camaro prata.
Bella
Eu tinha quase desistido de ir para a festa.
Ouvir Edward e uma garota fodendo lá dentro, quando eu fui ao seu apartamento antes, tinha me feito mal. Eu não estava pronta para enfrentá-lo ainda. Conhecer os sons que ele fazia durante o sexo me fez sentir engraçada. Eu admiti para mim mesmo que eu estava louca de ciúmes de quem quer que estivesse gritando o seu nome.
Sua mensagem de texto dizendo que ele não seria capaz de jantar comigo me deixou pensativa. Ele não tinha que dizer nada. Não era como se ele tivesse dito que ele estaria lá. Eu não queria responder a ele, porque eu sabia que ele estava me mandando à mensagem de texto depois de seu sexo selvagem. Ignorar ele foi rude, no entanto. Ele estava sendo bom, então eu não podia ser rude. Eu tinha digitado minha resposta três vezes e apagado todas as três, finalmente escrevi algo simples. Como amiga.
Eu tinha certeza de que Rose lhe tinha dito que eu ia estar na festa, e assim ele poderia esperar para me ver lá. Deixar de ir agora, também seria rude. Rose tinha sido tão boa hoje e tinha até se recusado a deixar-me pagar a minha refeição. Ela insistiu que ela me convidou para almoçar e ela estava pagando. Estendi a mão e peguei o presente que eu tinha enrolado em papel brilhante. Ele tinha me levado uma hora esta tarde na loja de brinquedos, para decidir sobre algo para esta menina que eu nunca tinha visto. Eu não queria chegar de mãos vazias para sua festa de aniversário.
Depois de muito debate, eu tinha resolvido por um kit de fazer joias. Tinha até suprimentos para que ela pudesse pintar as pedras com desenhos próprios. Eu teria adorado algo assim quando criança. Eu esperava ter comprado à coisa certa para uma menina de nove anos de idade.
Um toque na minha janela me assustou, e me virei para ver o rosto de porcelana perfeita de Alice. Seu sorriso amigável aliviou minha ansiedade, e eu abri a porta e saí.
— Estou tão feliz que você veio. Rose disse que ela a convidou. Ela realmente apreciou o almoço de hoje. Estou indo para o próximo almoço, - disse Alice, enquanto eu fechava a porta do carro atrás de mim.
— Foi muito divertido. Rose é realmente uma grande pessoa. -Olhei para a casa grande. — Foi muito legal da parte dela me convidar.
— Você é amiga de Edward. Ele não tem muitos amigos... Do tipo mulher, isso é. Com toda a honestidade, estávamos curiosos, mas agora que Rose passou um tempo com você, ela vê por que o irmão tem ficado ligado a você.
Eu tinha que esclarecer isso antes que entrasse naquela casa e Edward aparecesse.
— Oh, ele não está ligado a mim. Isso não é nada disso. Ele está apenas sendo gentil. Eu sou nova na cidade, e ele é um cara legal, - eu expliquei. Se Edward entrasse nesta festa e todo mundo agisse como se eu fosse outra coisa senão sua amiga, ele poderia fugir de mim novamente. Eu não queria isso.
Alice balançou a cabeça, mas um sorriso permaneceu nos lábios. Ela não estava conseguindo.
— Não, eu quero dizer isso. Realmente, eu juro, ele é apenas um amigo.
Alice começou a dizer algo, quando um Camaro prata parou na calçada indo um pouco rápido demais e fazendo uma parada perfeita para se encaixar no último espaço do estacionamento. Voltei a olhar para Alice, que estava olhando para o carro, franzindo a testa. Aparentemente, ela concordou que estava dirigindo um pouco rápido demais em uma garagem.
A porta do motorista se abriu e duas longas pernas saíram antes do resto de um corpo de modelo alta e magra que vinha com elas.
Ouvi Alice murmurar alguma coisa, mas eu não conseguia me concentrar, porque a visão de Edward saindo da porta do passageiro, vestindo um par de óculos de sol e parecendo como o deus do sexo, estava obviamente, me tirando o fôlego. Não só porque ele usava calça jeans melhor do que qualquer homem na Terra, ou que ele me fizesse lembrar cada fantasia de infância de um bad boy com seus óculos de aviador, mas porque ele estava saindo de um carro com ela. Eu nunca o vi com a mesma garota duas vezes, mas eu o tinha visto com ela antes. A primeira vez que eu tinha estado em seu apartamento, ela estava em seu colo.
Era com ela que ele estava fodendo em seu apartamento? Eu rasguei meu olhar de cima dele e olhei para ela. O sorriso de satisfação que ela usava no rosto disse que sim, era ela, na verdade quem eu tinha ouvido gritar seu nome e pedindo-lhe para fazê-lo mais duro. Meu rosto aqueceu, e eu me virei para olhar a casa. Eu tinha que lidar com isso. Era a vida como amiga de Edward.
— Bella? - A voz de Edward chamou meu nome, e eu fiquei tensa. Porra, droga, merda. Eu não queria falar com ele ainda. Meu estômago ainda se sentia doente e amarrado. Eu tinha certeza de que meu rosto estava vermelho também. Por que o meu rosto estava vermelho? Não era como se eu tivesse algo para me envergonhar. Eu odiava o fato de que agisse como uma idiota em situações que não estava familiarizada.
A mão de Alice tocou meu braço, e eu sabia que se eu quisesse salvar essa amizade com Edward, eu tinha que virar e agir como se nada estivesse errado. Como vê-lo com essa garota que eu o tinha visto antes, não é difícil para mim. Forçando um sorriso no meu rosto, me virei para olhar para ele.
— Ei, - eu respondi, enquanto o assistia caminhar em minha direção, em passos propositalmente largos, como se ele estivesse com medo de que eu estivesse prestes a fugir e ele precisasse chegar a mim antes que eu pudesse. O saco de presente listrado de cor de rosa e branco em sua mão me chamou a atenção. Parecia tão feminino e fora de lugar com ele. Isso me fez realmente sorrir.
— O que você está fazendo aqui? - Ele perguntou, e isso me tirou do equilíbrio. Ele parecia irritado. Oh, não. Eu estava pisando longe demais vindo aqui? Eu deveria ter perguntado a ele se isso era certo. Achei que ele não se importaria, mas ele não me pediu para ir com ele. Ele havia pedido a deusa alta para vir com ele.
— Uh, Rose me convidou. Almoçamos hoje. Eu, uh... - Ele ainda parecia chateado. Isso era ruim. Eu tinha bagunçado novamente. E dessa vez eu sabia o que eu tinha feito de errado. — Eu sinto muito. Eu deveria ter perguntado se estava tudo bem em vir. Pensei que sua irmã teria dito.
Edward passou a mão pelo cabelo com um olhar frustrado em seu rosto, que só se intensificou. Eu precisava sair.
Virei-me para Alice e entreguei o meu presente para ela.
— Leve isso, você entrega? Diga a Rose que eu agradeço muito por me convidar, mas tenho algo que eu esqueci que não posso perder. Uma coisa de estudo para uma das minhas aulas, - eu soltei, e disparei para Edward um sorriso de desculpas. — Eu realmente sinto muito, - eu disse, esperando que as lágrimas de repente obstruindo minha garganta não fossem óbvias.
— Quem é você? - A garota que agora estava agarrada ao braço de Edward perguntou em um tom entediado.
No entanto, outra situação para Edward, que ele não tinha sido preparado. Ele me manteve ordenadamente em uma determinada parte de sua vida. Ele não me convidou para outras partes da mesma. Eu deveria ter pensado sobre ele e lhe perguntado.
— Eu só... Eu sou sua vizinha. Uh, tudo bem. Eu vou, - eu respondi incapaz de olhar para ela.
— Não, você não vai, - disse Alice, enquanto sua mão apertada ao redor do meu braço com firmeza, surpreendentemente firme para alguém tão pequena como ela era. — Esta é minha amiga Bella. Ela também é amiga de Rose, e ela está aqui para a festa de aniversário porque a queremos ela. Agora, se você nos der licença. Ela virou-se e dirigiu-se para a casa, puxando-me com ela. Eu não tinha certeza que eu poderia pegar meu braço livre de seu aperto, mesmo se eu tentasse. — Não olhe para trás. Basta entrar, - ela sussurrou.
O quê? Eu precisava sair. Ela não entendeu.
— Realmente, Alice. Eu preciso ir. Ele não me quer aqui, e esta é a sua família. Eu deveria ter perguntado a ele. - Eu estava implorando agora. Se ela não me deixasse ir, eu ia começar a mendigar.
— Edward é um asno. Ele sempre foi um idiota. E Tanya Puta tem uma coisa para cantores. Ela tem estado atrás de Edward por anos. Por que ela está com ele, eu não tenho nenhuma ideia, a não ser para dizer que ele é um idiota.
Isso foi errado. Edward não era um idiota. Eu o tinha pegado de surpresa. Ele reagiu da maneira que qualquer um faria.
— Ele não é um idiota. Eu sou. Eu deveria ter perguntado a ele se isso era certo. Eu, às vezes, não penso.
Alice abriu a porta da frente e me puxou para dentro. Então ela se virou para olhar para mim. Ela olhou para mim por um minuto, em seguida, um sorriso triste tocou seus lábios.
— Você, portanto, não é uma burra. Eu amo Rose, mas você é muito boa para Edward, - disse ela, em seguida, acenou com a cabeça em direção ao som de pessoas. — Vamos lá dentro. Esta é a casa da minha mãe, mas você é bem-vinda. Vamos ver a aniversariante e dar-lhe este presente brilhante, ela vai amar, - disse ela, entregando o presente de volta para mim. — Então, vamos pegar-lhe a uma bebida. Eu preciso de uma depois disso.
Nós viramos a esquina e entramos em uma grande cozinha que parecia algo saído de uma revista. Balões estavam por toda parte, e era tudo cor de rosa. Um bolo de três camadas de altura no balcão com listras cor de rosa e branco em uma camada, e rosa e bolinhas brancas em outra camada. Em seguida, a camada superior era branca e tinha o número nove e o nome Daisy em cor rosa. Uma coroa rosa brilhante estava no topo. Era o bolo de aniversário dos sonhos de uma menina.
— Esse é um bolo fabuloso, - disse Alice, quando entramos na sala. Rose virou, e seu sorriso iluminou quando nos viu.
— Não é? Você pode acreditar, Emmett encomendou isso? Ele foi até a padaria e tudo, há duas semanas. Eu disse a ele para comprar-lhe um bolo de princesa. Ele com certeza é um perfeccionista, - disse ela com uma risada. — Estou contente por Alice encontra-la e ajudá-la a encontrar o caminho até aqui. Eu ia ligar para Edward e ver se você poderia simplesmente vir com ele, mas depois me esqueci.
Oh, não. Não é uma boa coisa para dizer, quando Edward estaria vindo atrás de nós a qualquer momento.
— Provavelmente foi bom que você não disse. Ele veio com alguém. Tenho certeza de que Bella não iria querer vir com eles. - O desgosto na voz de Alice não passou despercebido por Rose. Ela parou e olhou para Alice. As perguntas estavam lá em seus olhos, mas ela não ia fazê-las comigo em pé lá.
— Se eu soubesse que ela precisava de uma carona, eu a teria trazido, - disse Edward quando ele entrou na sala. Havia um tom duro em sua voz quando ele atirou um olhar para Alice.
Eu não conseguia olhar para ele. Eu empurrei minha cabeça de volta ao redor para olhar para qualquer coisa,menos Rose ou Edward. Eu não pertencia àquele lugar. Eu não pertenço a lugar algum. Eu sabia disso. Eu sempre soube disso. Estar lá estava errado
.
— Não sabia que você estava trazendo uma convidada, - disse Rose com uma voz firme. Exatamente o que eu precisava. Ela ficar chateada com ele também. Eles estavam todos pulando sobre ele como se ele tivesse feito algo errado. Não era justo. Eu arruinei tudo. A Sra. Swan tinha me dito que mais de uma vez. Eu queria acreditar que ela estava mentindo para mim, mas eu podia ver que ela tinha razão.
— Não sabia que você tinha convidado Bella, - ele repetiu em um tom cortante.
Eu estremeci. Ele estava irritado com isso. Por que eu não tinha perguntado a ele sobre isso em primeiro lugar?
Rose deu um passo para ele, com seus olhos apertados, e ela parecia prestes a esbofeteá-lo.
— Esta é a festa de aniversário de Daisy May. Não é um lugar que você traga uma hóspede não convidada. Uma que eu deveria ter sido informada sobre. - Rose tinha levantado sua voz. Isso não era bom. Eles estavam prestes a lutar. Eu podia ver a expressão no rosto de Edward, e ele não ia recuar a partir disto. O marido de Rose era enorme, e eu não imaginava que ele iria ficar bem com Edward levantando a voz para Rose.
Essa bagunça foi culpa minha. Eu tinha que consertá-la.
— Não faça isso. Por favor. Eu acho que vocês têm a impressão errada aqui, e Edward está sendo tratado injustamente. - Eu olhei para Rose. — O que eu lhe disse hoje era a verdade. Eu não estava tentando guardar um segredo. Eu estava sendo honesta. Edward e eu somos amigos. É isso aí. Ele também não esperava que eu estivesse aqui. Eu não lhe perguntei se ele estava bem, se eu viesse. Eu deveria ter. - Eu acenei com a mão até onde ele estava com a garota. — Como você pode ver, ele trouxe alguém. Alguém de sua escolha. E isso é bom, porque ele é apenas um amigo. Ele não está fazendo nada de errado. Eu sou a estranha aqui. Eu sou a única que não pertence a este lugar. E se você me convidou porque pensou que Edward me queria aqui, então eu sinto muito que eu lhe dei essa impressão. - Eu respirei fundo, depois olhei para Edward. — Eu realmente sinto muito. Eu, às vezes, não penso. Eu disse que iria embora, porque eu nem sempre sei a coisa certa a fazer. - Eu botei o presente em cima do balcão. — Obrigada por me convidar. Eu realmente gostei de passar um tempo com você hoje. Mas esta é uma festa para amigos e familiares. Eu estou fazendo isso ficar tenso e desconfortável com a minha presença, - eu disse, enquanto olhava para Rose, querendo que ela entendesse.
Então eu caminhei até a porta, certificando-me de que eu não ficasse muito perto de Edward ou da garota. Eu só queria voltar para a segurança do meu apartamento. Os ouvi cochichando, e andei mais rápido. Eles estavam falando de mim, e isso era algo que eu estava acostumada.
Felizmente, eu consegui sair e ir para o meu carro antes que Alice pudesse decidir me impedir de sair novamente. Eu tinha deixado à porta aberta, o que eu nunca fiz. O choque de ver Edward com essa menina me fez esquecer tudo sobre ele. Subi no interior, grata pela segurança do meu carro, para que as lágrimas queimando meus olhos pudessem cair em paz. Vasculhando no meu bolso, peguei minhas chaves e me atrapalhei com elas através das lágrimas, agora fluindo livremente e atrapalhando minha visão. Uma vez que eu tinha a chave do carro, eu consegui empurrá-la na ignição. O carro ligou.
Em seguida, a porta do passageiro se abriu e Edward estava sentado ao meu lado.
Edward
Ela estava chorando.
Santo inferno, algo no meu peito explodiu. Eu a tinha feito chorar. Minha doce Bella, perfeita e preciosa. O filho da puta inútil doente fez alguém como ela chorar? Eu e minha bunda inútil. Deus! Eu deveria ter ficado longe dela. Eu tinha sido egoísta e queria estar perto dela por causa de como ela me fazia sentir, como estar perto dela me enchia e me fazia ter um sentimento completo. Mas eu sacrificaria minha alma para nunca ter que vê-la chorar. Mas saber que eu fiz isso era pior. Mil vezes pior.
— Bella, - Eu consegui dizer através do aperto na minha garganta. — Eu sinto muito, querida. Por favor, Deus, amor, por favor, não chore, - eu implorei, e estendi a mão para enxugar as lágrimas escorrendo pelo seu rosto. Eu não queria fazer isso. Eu queria abraçá-la. Corrigir isto. Deus faça alguma coisa para fazê-la sorrir e esquecer que isso aconteceu.
Abri a porta do carro e sai. Dei a volta para o lado dela. Alcançando, eu peguei a mão dela e puxei-a para fora e para os meus braços. Eu precisava segurá-la apenas por um minuto. Eu estava nos levando para casa, mas primeiro eu tinha que senti-la perto de mim. Ela estava rígida em meus braços, isso me cortou como uma lâmina quente. Eu merecia. Eu a tinha tratado completamente errado. Eu sabia de suas inseguranças, e eu não as levei em consideração, quando eu reagi da maneira que eu fiz. Ela me entendeu mal.
— Edward! - A voz de Tanya lembrou-me que ela ainda estava lá. Merda. Bella se moveu para ficar longe de mim, mas eu segurei-a com força contra o meu peito. Ela estava muito confusa sobre Tanya, e eu pretendia esclarecer isso. Mas primeiro eu tinha que fazê-la parar de chorar.
— Vamos, eu estou dirigindo, - eu disse a Bella quando eu envolvi meu braço em torno dela e colocou-a ao meu lado para impedi-la de fugir de mim. Ela foi, mas ela era como um robô. Ela não se moldou ao meu lado ou se agarrou a mim de qualquer maneira. Ela estava tão tensa, isso doeu.
Depois que eu coloquei Bella no banco do passageiro de seu carro e fechei a porta, eu fui para o lado do motorista. Tanya estava com as mãos nos quadris e uma carranca no rosto. Eu não tinha tempo para o drama dela. Bella provavelmente fugiria de mim, se eu não conseguisse este carro em movimento.
— Obrigado por me ajudar a encontrar a bolsa. Eu tenho uma coisa importante que eu tenho que lidar. E eu tenho que ir, - eu disse, sem olhar para ela, enquanto eu subia para o assento do motorista.
— Importante! Realmente! Você me fodeu como um homem selvagem em sua cama, apenas duas horas atrás, e agora você está caindo fora, porque ela está chorando?
Fechando os olhos, agarrei o volante com força para não estender a mão pela janela e estrangulá-la. Isso não era o que eu queria que Bella ouvisse. Eu tenho que ficar o inferno longe de Tanya e sua boca. Ela costumava ser fácil. Agora ela era uma dor na minha bunda. Hoje foi a última vez que eu a levei para a minha cama. Foi um erro enorme para começar.
— Eu sinto muito por ela, - eu disse, odiando que eu mesmo tive que trazê-la em torno de Bella.
— Não faça isso. Está tudo bem. - Ela fungou, e eu olhei para ela para vê-la limpando o rosto com ambas as mãos. — Você não deveria estar saindo, Edward. É festa de aniversário de sua sobrinha, - ela disse suavemente.- Eu acabei de estragar tudo. - A dor em suas palavras era obra minha.
— Nunca, nunca, diga isso de novo. Você me entende? Nunca mais. - Engoli em seco e respirei fundo. Eu tinha que ganhar o controle das minhas emoções. — Você faz tudo melhor. Por que você não pode ver isso? Quem fodeu a cabeça tão ruim que você não pode ver o quanto incrível você é? E Raios, Bella, você é incrivelmente linda, e você não sabe disso, também. Como isso é possível, amor? Você tem um espelho. Você pode ver que o pacote exterior é tão bonito como o seu interior. Não deve ser possível para você ser cega assim, maldição, quando se trata de si mesmo.
Ela não disse nada. Olhei para ela, e ela estava olhando para mim como se eu tivesse perdido minha mente. Seus olhos estavam arregalados e confusos. Mesmo com o inchaço vermelho ao redor dos olhos não a impedia de parecer adorável. Será que ela precisava que alguém gritasse que era bonita? Droga, eu precisava que ela tivesse um defeito. Qualquer coisa. Algo para me colocasse no mesmo campo, jogando com ela.
— Foda-se, você é mesmo perfeita, até quando você está com os olhos inchados. Não é justo, amor. Como lidar com isso? Hmmm? -Voltei-me para a estrada e me foquei em chegar ao apartamento. Eu precisava arranjar um pano e limpar o seu rosto coberto de lágrimas. Então eu precisava segurá-la. Eu queria ouvi-la rir. Agora eu iria me contentar com um sorriso. Qualquer coisa que não seja isso dói olhar em seus olhos.
Quando eu tinha saído do Camaro de Tanya, e Bella estava lá olhando para mim com um olhar de pânico em seu rosto, eu não estava preparado para isso. Eu estava frustrado que eu não tinha tido tempo para Tanya me levar de volta para o apartamento para que eu pudesse pegar minha motocicleta. Ela teve que vir comigo, e a frustração multiplicou quando vi Bella olhando para Tanya.
Eu não a queria perto de Tanya. Tanya era uma parte da minha vida que eu não gostava que Bella visse. Bella era a parte boa da minha vida, e Tanya era parte da escuridão que eu não queria que tocasse em Bella. Isso tudo me atingiu de uma vez, e eu não tinha tratado Bella corretamente. Ela assumiu a culpa completamente. Por quê? Vindo a uma festa que minha irmã a tinha convidado? Como entraria na cabeça de Bella que ela estava errada por isso? Eu era um jumento, e Alice e minha irmã estavam em completo acordo.
Bella tinha pegado a raiva para mim e andava como meu anjo vingador, para se certificar de que ninguém me culpasse. Ela não ia deixá-los me atacar de qualquer maneira. Mesmo que eu merecesse. Eu tinha saído da festa com a intenção de alcançar Bella e corrigir a confusão. Mas então ela tinha ido de sua natureza tímida para levantar-se em uma sala cheia de pessoas que ela não conhecia muito bem. Bella me defendeu com um olhar em seu rosto, que ninguém descaradamente se atreveu para discutir o fato de que eu não era inocente.
Ninguém na minha vida nunca tinha feito isso. Nem mesmo minha irmã. Eu tinha certeza naquele momento. Quando minha doce e calma Bella se levantou, falando para uma sala cheia de pessoas que me conheciam melhor, que eu era um cara legal e que fui tratado injustamente. Eu iria segui-la para fora da borda de um penhasco, se ela me pedisse.
Puxei em seu local de estacionamento sob os apartamentos e rapidamente sai do carro e dei a volta para buscá-la. Ela já tinha começado a sair, mas eu peguei a sua mão e puxei-a para perto de mim. Então eu tranquei o carro, antes de botar as chaves no bolso.
— Vamos, - eu disse suavemente, e enfiei a mão por meio da dela. Ela não estava tão dura quanto antes, mas ela não estava se aquecendo para mim. Ela deixou-me segurar sua mão, mas ela manteve a distância.
Quando chegamos à porta dela, peguei as chaves e abri-a, em seguida, fui para dentro, levando-a comigo. Fui diretamente para o sofá e sentei-me, trazendo-a comigo e colocando-a em meu colo. Eu passei meus dois braços ao redor dela. Baixei a cabeça e pousei-a na curva de seu pescoço e garganta, e inalei seu perfume doce.
Eu estava completamente obcecado por ela. Viciado não era uma palavra forte o suficiente. Ela superou minhas tendências viciantes, e eu era maduro e obcecado. Não havia nada que eu não faria por ela. Tudo o que ela tinha a fazer era pedir. Eu daria qualquer coisa só para conseguir segurá-la assim novamente.
— Edward, - ela disse em uma voz calma.
— Sim, - eu não estava pronto para parar de cheira-la ainda. Meus lábios estavam pressionados contra a sua pele macia, e eu gostava de tê-los lá.
— Você tem que ir. Você tem que cantar hoje à noite, - ela me lembrou.
Eu tinha esquecido. Eu nunca tinha esquecido um show antes, mas esta noite era a última coisa em minha mente. Não havia espaço para outra coisa senão Bella. Suspirando, eu me inclinei para trás, e com uma mão cavei meu celular do meu bolso. Com a outra mão, eu a segurei por medo de que ela se levantasse e se afastasse de mim.
Eu pressionei número de Eric.
— Diga a Daisy May que eu disse feliz aniversário, - disse Eric ao telefone. — E agora, traga seu traseiro para cá.
— Eu não estou indo hoje à noite, - eu disse a ele, levantando os olhos para bloquear Bella.
— O quê? O que quer dizer que você não pode vir hoje à noite?
— Eu tenho algo mais importante. Alguém mais importante que precisa de mim agora, - eu disse a ele.
Ele não respondeu, e eu sabia que, naquele momento, ele percebeu do que e quem eu estava falando.
— Bem, merda, - ele resmungou. — Tudo bem. Vou ver se eles vão ficar bem comigo, cobrindo esta noite. Você vai lidar com... - Ele fez uma pausa. — Você sabe o que está fazendo, certo? Não a quebre.
Seus grandes olhos confusos estavam me observando de perto.
— É comigo que você deve se preocupar. Se eu pular de um penhasco, você já sabe?
Ele soltou um assobio.
— Droga. Ok. Eu vou falar com você mais tarde.
Eu terminei a chamada e deixei cair o telefone. Então eu coloquei a minha mão no rosto de Bella.
— Eu preciso que você entenda uma coisa, - eu disse a ela. — A partir do momento que você entrou na minha vida, nunca arruinou nada. Você acende as coisas que você toca. Vai confiar em mim o suficiente para me dizer por que você parece ter essa visão completamente distorcida de si mesmo. Mas eu vou ganhar essa confiança em primeiro lugar.
Ela se inclinou para o meu lado, e pela primeira vez um pouco da tensão em seu corpo diminuiu.
— Eu acho que você está muito confuso sobre mim. Eu não sei por que você não me vê corretamente, - disse ela em voz baixa.
Eu odiava isso. Eu odiava que ela pensasse que eu vi algo que ninguém mais viu. Minha irmã se apaixonou por ela hoje. Estava tudo no rosto de Rose quando entrei naquela cozinha. Ela estava pronta para tomar um lado, e não ia ser o meu. E Rose sempre esteve ao meu lado. Hoje ela encontrou outra pessoa que estava disposta a defender-me. E, em vez de me deixar louco, isso me fez querer rir. Não era só a mim, Bella encantou a todos. Mas ela não parecia vê-lo, porra. Alice tinha chegado perto de tomar um bastão e bater em mim. Ela a ganhou em menos tempo.
— Eu vou passar a minha vida para convencê-la de como você está errada, - eu disse a ela.
Bella mordeu o lábio e abaixou a cabeça. Ondas castanhas caíram sobre seu rosto, me impedindo de ver os seus olhos, e eu não poderia ter isso. Coloquei o cabelo para trás da orelha. Eu não era digno dela, mas eu precisava dela. Eu não podia continuar assim. Eu queria estar com ela o tempo todo. Eu não queria ter que arranjar desculpas para vê-la.
— Essa coisa com você e Jake...? - Eu comecei a perguntar, então parei. O que eu faria se ela dissesse que eles estavam falando sério? Respeitar isso? Claro que não. Jake pode ser bom para ela, mas que ele precisa dela para respirar?
Ela encolheu os ombros.
— Ele é um amigo. Tivemos dois encontros, - respondeu ela.
Isso foi o suficiente. Eu não queria que ela pensasse muito sobre isso. Ela pode perceber que Jake era a melhor opção. Eu deslizei minhas mãos em seu cabelo e puxei sua cabeça para mim. Então eu peguei o seu rosto em minhas mãos novamente. Meu coração começou a bater contra as minhas costelas como a respiração dela flutuou sobre a minha pele. Ela estava tão perto. Então, muito preciosa.
Inclinando minha cabeça, eu pressionei meus lábios nos dela, e a ingestão aguda da respiração, em seguida, a resposta imediata de seu corpo enquanto suas mãos voaram para agarrar os meus ombros e o aperto me fez ficar tonto.
Ela tinha gosto de sol de verão quente e maçãs torradas. Toda a bondade que eu tinha visto de longe, mas nunca experimentei, estava lá com o toque suave de sua língua contra a minha. Eu queria mergulhar neste momento e devorá-la toda de uma vez. Eu
passei meus braços em torno dela e puxei-a com força para mim até o seu peito pressionar contra o meu e seu batimento cardíaco irregular corresponder ao meu.
Eu não conseguia o suficiente dela. Rasguei minha boca da dela, e um gemido de protesto escapou de seus lábios, enquanto eu beijava o seu pescoço. Eu provei-a com minha língua e corri minhas mãos para baixo em seus lados e para trás de novo, me esforçando para mantê-las seguras. Ela era inocente. Se eu me deixasse ir, eu iria assustá-la, e isso era a última coisa que eu queria. Ganhar a confiança dela era tudo. Eu queria ser digno de algo. Se eu pudesse ser digno de sua confiança, talvez isso fizesse tudo ficar bem.
O BEIJO
Foi mal parar aí.
Fica de boa Cheivinha do meu core.
Irei postar outro capítulo amanhã.
Beijos e até
beijos e até
