Domo pessoal

Finalmente saiu o segundo capitulo de "A Lenda", sinceramente espero que gostem.

Boa Leitura!


Nota: Os personagens de Kaleido Star não me pertencem, infelizmente. Mas não deixem de votar no Votatoon para que ele seja exibido no Cartoon esse final de semana, hein.

Capitulo 2: Ajuda Inconsciente.

I – Yuri.

Ele dissera que iria treinar, mas não parecia muito disposto a manter-se concentrado. Resolveu por fim passar na sala do chefe já que tinha ainda algumas coisas para resolver.

-Está ocupado? –ele perguntou para Carlos, ao passar em frente à sala do mesmo e encontrar a porta entreaberta.

-Não, pode entrar; o chefe respondeu.

-O que está fazendo? – o acrobata perguntou curioso.

-O planejamento para a exibição da peça, Mia esteve me passando parte do roteiro e como a peça será exibida somente um dia, estava fazendo alguns cálculos; ele respondeu.

-Só um dia, porque? – Yuri perguntou confuso.

-Exatamente daqui a três meses, no dia de comemoração dos 25 anos do Kaleido Star, ocorrerá um eclipse lunar, que poderá ser visto em determinado horário por ser verão, então Mia pensou em seguir o mesmo padrão do cenário que a peça do Lago dos Cisnes, abrindo as comportas para executar a técnica principal; ele respondeu.

-Entendo! Mas para uma peça assim, tem de ter uma técnica à altura? – ele perguntou, com um olhar interessado.

-Sem duvidas, mas isso não é meu departamento; ele respondeu com ar cansado.- Mas me responda, está realmente certo de que quer voltar? –Carlos perguntou com um olhar curioso.

-Pode ter certeza que sim; ele respondeu convicto.

-Entendo, mas você deveria estar treinando ou está tão confiante assim de que vai vencer o Leon? – o chefe perguntou com um meio sorriso.

-Ha mais coisas em jogo aqui do que o papel principal, mas não pretendo ser arrogante a ponto de achar que isso já esta ganho, vou lutar até o fim; ele respondeu.

-"Realmente ele mudou muito depois que voltou de Paris"; Carlos pensou. –Como foi em Paris?

-Bem, acredito que muitas coisas vão ser diferentes a partir de agora; Yuri respondeu. –Enfim, não quero mais atrapalhar, você tem coisas demais pra fazer e eu tenho que treinar; ele completou. – Até mais.

-Até; Carlos respondeu voltando a olhar os papeis, mas parou por um momento. –"Fico me perguntando se a Sora já percebeu isso?".

II –Leon.

Mal sairá do ginásio já pensava em uma maneira de criar uma técnica capaz de lhe garantir a vitória no teste que ocorreria dali dois dias, mas infelizmente nada lhe ocorria. Seus pensamentos pareciam voar para qualquer lugar bem distante dali.

-"Como o Sol e a Lua"; ele pensou, quando notou estar novamente no terraço do Kaleido Star. –"Porque tenho a nítida impressão de conhecer essa história?"; ele se perguntou. Olhando com calma as ondas lá em baixo quebrarem-se nas pedras. –"O que será que ela está fazendo agora?"; ele se perguntou, mas parou balançando a cabeça para os lados. –"Agora preciso me concentrar no teste, por mais difícil que seja"; ele concluiu, voltando para o ginásio treinar.

No ginásio...

O local estava um completo deserto, o resto do elenco provavelmente deveria ter se distribuído nas outras salas, deixando aquele prédio completamente livre. Já vestido com a roupa de treino, Leon subiu no andaime que lhe encaminharia até a base do trapézio.

A barra do trapézio jazia fria, tão fria quanto a si mesmo, alguns anos atrás. Num impulso suave sentiu a barra tremer sobre a pressão de suas mãos, indo e vindo, deixando que seus pensamentos voassem e sua mente fosse para longe, sem ao menos prestar atenção nas acrobacias que já fazia de olhos fechados.

Depois de exatos três anos ainda se perguntava quando tudo começou, se fora por seu jeito arrogante ou a docilidade dela. Apenas, não sabia. Mais um impulso fê-lo trocar de barra, passando para a outra extremidade do ginásio como se voasse com leveza entre um e outro trapézio. Não sabia o que fazer e como sempre Carlos não falara nada sobre que tipo de técnica que seria avaliada no teste. Quando sem perceber, perdera a concentração e não alcançaria o trapézio se um par de mãos delicadas não o houvesse segurado.

Leon olhou confuso para cima, encontrando a jovem de madeixas rosadas lhe observando com um olhar sereno.

-Parece confuso, Jovem Leon; ela comentou, vendo-o abrir a boca para falar algo, mas voltar a fechar sem emitir som algum. –Isso é normal, ainda mais quando não temos certeza de qual caminho é o certo a seguir; ela continuou.

Agora eles jaziam apenas balançando no trapézio, com Sora o segurando de cabeça pra baixo, indo e vindo por toda a extensão do ginásio.

-Mas quando a vida imitar a arte, você saberá o que fazer; ela completou com um doce sorriso, dando um grande impulso e soltando os braços de Leon, que automaticamente segurou-se no outro trapézio, mas ao voltar seu olhar para onde a jovem estivera não encontrou ninguém.

-"Quando a vida imitar a arte"; ele pensou. –"Agora entendo a verdadeira história por trás dessas lenda"; ele pensou dando um terno sorriso. –"Obrigado Sora, você me ajudou muito mais do que eu poderia merecer, agora só preciso treinar"; ele concluiu concentrando-se no treinamento.

III – Sora.

Alguns minutos atrás...

Depois de jogar Fool pela janela, Sora ficara andando de um lado para outro no apartamento, sem conseguir ficar quieta ela resolveu dar uma volta nos ginásios e ver o ensaio do pessoal, como o seu só começaria dali a dois dias, não podia fazer nada quanto a isso.

Como que por intuição, ela começou a seguir até uma das salas, onde ouvia barulhos feitos pelo trapézio. Uma frestinha na porta mostrava quem estava lá dentro treinando. Era Leon.

-"Ele parece confuso, que estranho, nunca vi o Jovem Leon assim"; Sora pensou, ao vê-lo com o olhar distante enquanto trocava as barras. A jovem olhou para todos os lados, antes de entrar silenciosamente no ginásio. –"Infelizmente não posso ajudar nem um nem outro no teste, mas conversar não vai fazer mal algum"; ela pensou.

Embora estivesse saltando de trapézio em trapézio. Leon não notou que errara o tempo de um pra outro e cairia, mas Sora o segurou antes disso.

-Parece confuso, Jovem Leon; ela comentou, vendo-o abrir a boca para falar algo, mas voltar a fechar sem emitir som algum. Os olhos violeta do rapaz tinham um brilho confuso, porém intenso. Hipnotizante. –Isso é normal, ainda mais quando não temos certeza de qual caminho é o certo a seguir; ela continuou. Não sabia ao certo o porque fizera aquilo apenas sentia a necessidade de faze-lo. –Mas quando a vida imitar a arte, você saberá o que fazer; ela completou sorrindo, dando um impulso e o soltando em seguida. Antes de sair do ginásio o viu olhar para o trapézio e não encontra-la, mas o viu sorriso e não pode deixar de sorrir também.

Sem fazer barulho algum Sora saiu do ginásio. Continuou caminhando por entre os prédios, porém ao virar a esquerda acabou por trombar com alguém que vinha pelo mesmo caminho, teria ido ao chão se o mesmo não a houvesse segurado, ficando numa situação um tanto quanto constrangedora.

-Desculpe! – ela falou erguendo os olhos, deparando-se com um par de orbes violeta a fitando.

-Tudo bem, mas você não se machucou, Sora? – Yuri perguntou preocupado.

-Não, estou bem; ela respondeu dando um sorriso sem graça e afastando-se um pouco, para ele soltá-la.

-Ahn! Você estava treinando? – Yuri perguntou curioso, porém com uma pontada de decepção ao vê-la se afastar.

-Estava só dando uma volta, por enquanto não posso treinar até o resultado do teste sair; ela respondeu com a mão na cabeça dando um sorriso sem graça.

-Entendo!

-E você? –ela perguntou, vendo-o com as roupas de treino.

-Eu pretendia treinar, mas não estou com cabeça pra isso; ele respondeu ficando sério.

-Quer dar uma volta? –ela perguntou displicente.

-Claro! –Yuri respondeu prontamente.

Logo os dois começaram a caminhar, atravessando num completo silencio a ponte que os levaria a praia. Um cálido vento passou por suas faces, fazendo-os fechar os olhos. Um suspiro relaxado foi emitido pelos dois.

-Como foi a viajem, Jovem Yuri? – Sora perguntou, enquanto eles caminhavam pela areia.

-Melhor do que eu esperava; ele respondeu com um doce sorriso. –Acabei descobrindo coisas das quais não pensava que podiam existir; ele respondeu misteriosamente.

-Que bom,você parece mesmo diferente; ela respondeu eloqüente.

-"Ela percebeu"; Yuri pensou observando de esguelha a jovem. –Como assim, diferente?

-Não vejo tristeza ou culpa em seus olhos, diferente de quando você partiu; ela respondeu, parando e voltando seu olhar para ele.

-Sora, eu...; Ele ficou sem saber o que responder, mas ela continuou.

-Por um tempo eu pensei que você não fosse mais voltar; ela falou continuando a caminhar. – Mas eu achei normal, às vezes a gente precisa de um tempo desligado de tudo para achar o caminho certo a seguir;

-Realmente, acho que precisava mesmo disso; ele concordou.

-Sabe, um amigo um dia me disse o seguinte; ela começou. –Quando a vida imitar a arte, nós saberemos o que fazer; ela completou sorrindo. –Sabe! Eu ainda não entendo o que isso quer dizer, mas quem sabe para você isso possa fazer sentido; ela disse, voltando-se para ele sorrindo, mas parou ao ver Yuri parado com o olhar vago.

-"Quando a vida imitar a arte"; ele pensou, lembrando-se de tudo que vivera até agora. –"Um momento de confusão, cansando de viver num mundo parado e fugido para algo novo, alguém que lhe guie e que lhe mude o modo de viver, uma busca e um encontro. Como não pensei nisso antes"; ele concluiu, sorrido para a jovem que o olhava com confusão. –Muito obrigado Sora; ele falou.

-Uh! Pelo que? –ela perguntou confusa.

-Por sempre me dar à mão; ele respondeu, se aproximando da jovem e lhe abraçando.

Um ato impulsivo, porém bem significativo. Sora ficou levemente corada, ainda mais ao corresponder o abraço. Não entendia o que Yuri queria dizer, apenas sentia que as coisas seriam bem diferentes. Com calma eles se afastaram, Yuri deu um sorriso sem graça por ver a jovem constrangida.

-Ah! Jovem Yuri não é melhor você começar a treinar, falta pouco tempo para o teste e eu não queria ser responsável por atrapalhar você; Sora respondeu sem graça.

-Você não me atrapalha em nada, Sora; ele disse com um sorriso charmoso, se aproximando da jovem e erguendo-lhe o rosto delicadamente.

-Jovem Yuri; ela murmurou, com a face enrubescida.

-"Ainda não"; ele pensou. –Vamos voltar então; ele completou com um olhar calma, caminhando ao lado da jovem.

IV – Espionagem.

Não muito longe dali um grupo de quatro garotas vestidas com capas pretas e usando cada uma um binóculo, observavam o casal na praia.

-Vocês não acham que ta rolando alguma coisa entre eles, acham? –Rosetta perguntou, voltando-se para Mei, Anna e Mia.

-Não sei; Mia comentou, com ar pensativo.

-Bem, se tratando da Sora é difícil saber o que ela sente; Anna respondeu.

-Como assim? –Mei perguntou curiosa.

-Ahn! Como posso explicar; a acrobata falou pensativa. –Bem, desde o começo a Sora e o Yuri eram grandes amigos, apesar de todas as coisas que aconteceram antes da Técnica Fantástica, por isso é difícil saber se ela sente alguma coisa por ele que vá alem da amizade; ela completou.

-Uh! – Mei murmurou.

-O que foi? –Rosetta perguntou curiosa.

-Vocês viram o que aconteceu mais cedo quando a Sora e o Leon chegaram; a acrobata comentou.

-Não; Mia e Anna responderam.

-Eu sei; Rosetta falou empolgada. –Eles estavam de mãos dadas; ela respondeu.

-O que? – Mia e Anna quase gritaram.

-Hei! Falem mais baixo, vai que eles nos ouvem; Mei falou com um olhar mortal.

-Ta certo, mas será que ta rolando alguma coisa entre a Sora e o Leon, então? – Anna comentou.

-Ai, ai, ai; Mia murmurou balançando a cabeça desesperada.

-O que deu nela? –Mei perguntou com uma sobrancelha arqueada.

-É muito difícil; Mia começou. –Como que eu posso escrever o roteiro se eu não sei o que se passa na cabeça dos protagonistas; ela completou, vendo as outras três caírem no chão com uma gotinha. –O que foi?

-E você ainda pergunta, nós aqui pensando que você tava passando mal e você da uma dessa; Mei falou revoltada.

-Her! Desculpe; ela falou sem jeito.

-Mas então, a gente precisa descobrir por qual dos dois a Sora ta apaixonada; Rosetta falou empolgada.

-Mas e se não for nenhum dos dois; Mei sugeriu, mas engoliu em seco ao receber um olhar entrecortado das outras três. –Her! É só uma sugestão;

-Bem, nós precisamos investigar; Anna falou com ar pensativo, colocando a mão no queixo.

-Meninas, eles já estão quase no Kaleido Star; Rosetta falou apontando para os dois.

-Vamos; Mei falou saindo correndo, sendo seguida pelas outras três, que pareciam bem dispostas a descobrir, quem fora o escolhido.

V – O Admirador.

Sem ter mais o que fazer, Sora resolveu voltar para o apartamento, assim que se despediu de Yuri.

-Vejo que já voltou; Fool falou, aparecendo ao lado da jovem, que acabara de se jogar na cama.

-É; ela respondeu meio vaga.

-Aconteceu alguma coisa, Sora? – Fool perguntou curioso.

-Mais ou menos; Sora respondeu, olhando pro teto.

-E o que seria esse mais ou menos? – o espírito do palco perguntou curioso.

-Não sei, tenho a impressão de que ajudei o Jovem Leon e o Jovem Yuri de alguma forma; ela comentou.

-Como assim? – Fool perguntou, franzindo o cenho.

-Eu encontrei com o Jovem Leon no ginásio, ele parecia confuso; ela começou. –Daí eu resolvi conversar com ele;

-Só isso?

-Não, lembrei daquilo que você me falou e falei pra ele também; Sora respondeu. –Só não consigo entender o porque falei isso; ela completou.

-"As coisas estão indo mais rápidas do que imaginei"; o espírito do palco pensou. –Mas e o Yuuri, o que tem a ver com isso?

-Encontrei com ele depois que sai do ginásio, fomos das uma volta na praia; ela respondeu, sem conseguir evitar enrubescer ao lembrar-se do abraço. –E acabei falando a mesma coisa pra ele; ela completou.

-Uh! – ele murmurou.

-Fool, você sabe de alguma coisa e não esta querendo me contar? – Sora perguntou com um olhar curioso.

-Impressão sua Sora; ele respondeu suando frio.

-Fool; a acrobata falou em tom de aviso.

-Sora, me responda uma coisa; Fool começou mudando de assunto, adquirindo uma expressão seria.

-O que? –ela perguntou, sentando-se em cima da cama, sobre as próprias pernas.

-O que você sente pelo Yuri? –o espírito do palco perguntou.

-Eu...;

-SORA! –a voz de Rosetta e Mei soou atrás da porta.

-Já vou; Sora falou, levantando-se e indo abrir a porta.

-"Pelo visto não vai ser hoje que eu vou saber qual dos dois é"; Fool pensou frustrado.

-O que foi meninas? – Sora perguntou, vendo as duas entrarem no apartamento quase a derrubando na entrada.

-Conte-nos tudo e não nos esconda nada; Mei falou puxando uma cadeira para sentar-se.

-Do que você ta falando, Mei? – Sora perguntou assustada.

-Ai; Mei resmungou, recebendo um chute de Rosetta por baixo da mesa. Ao voltar-se pra ela com um olhar assassino, viu a mesma mandando ela ficar quieta.

-Ahn! Bem, nós queremos saber se você já pensou em uma técnica pra peça nova; ela desconversou.

-Não, ainda não consegui pensar em nada; Sora respondeu desanimada.

-Mas conta pra gente, você tem alguma preferência? – Rosetta perguntou casualmente.

-Quanto ao que? –Sora perguntou confusa.

-Oras; Mei falou bufando. –Quanto a quem vai ser o seu parceiro; ela falou a queima roupa.

-Uh! – Sora murmurou pensativa. –Não; ela respondeu sorrindo, fazendo as duas caírem da cadeira com gotinhas da cabeça.

-Como não? –Mei perguntou, com uma veinha saltando na testa.

-Eu não sei, não sou eu que vou escolher quem vai ser meu parceiro; ela respondeu dando de ombros.

-Mas...; Rosetta foi contestar, mas foi interrompida.

-SORA! – a voz de Ken soou atrás da porta.

-O que foi Ken? – Sora perguntou curiosa, ao abrir a porta e encontrar o jovem com um enorme buquê de rosas vermelhas na mão.

-Acabou de chegar e é pra você; ele falou entregando a ela.

-Quem mandou, Sora? – Rosetta perguntou empolgada, olhando por cima do ombro da jovem pra tentar enxergar o cartão.

-Não sei; ela murmurou tentando ler o cartão.

Curiosos Ken, Mei e Rosetta apenas observavam a jovem tentar abrir o pequeno envelope branco e matar a curiosidade unânime deles.

-"Há mais coisas entre o céu e a terra, do que supõe nossa vã filosofia"; ela leu em pensamentos. –"O que isso quer dizer?"; a acrobata se perguntou.

-E então, Sora? – Rosetta perguntou impaciente.

-"Do seu maior admirador"; ela concluiu a leitura em pensamentos. –"Quem poderá ser?"; ela se perguntou confusa.

-Quem é Sora? – foi à vez de Mei demonstrar sua impaciência.

-Não sei; ela respondeu, fazendo os três caírem no chão.

-Como assim? – Mei perguntou com os dentes arreganhados.

-Isso mesmo, não tem assinatura; ela respondeu mostrando o cartão, que quase foi arrancado de sua mão por Mei.

-Uh! – a acrobata murmurou, olhando todos os lados do cartão, procurando alguma pista. –Realmente, não tem assinatura;

-Isso já é meio obvio, não? – Sora falou com a sobrancelha arqueada.

-Bem, meninas eu to indo; Ken falou saindo do quarto acenando para elas.

-Tchau; as três responderam.

-Então Sora, não faz a mínima idéia de quem possa ter mandado? –Mei perguntou com um sorriso maroto.

-Não; ela respondeu dando de ombros.

-Puff; Mei resmungou. –"Como ela pode ser tão devagar?"; ela se perguntou balançando a cabeça descrente. –Rosetta, vamos; ela chamou, puxando a garota para fora do quarto.

-Mas...;

-Tchau Sora; Mei falou, lançando um olhar significativo a jovem.

-Tchau; ela respondeu com uma gotinha na cabeça.

-Admirador Secreto, hein? – Fool falou aparecendo atrás da jovem.

-O que quer Fool? –Sora perguntou desconfiada da cara que ele fazia.

-Nada, mas se você quiser tomar um...; Ele não completou a frase, pois Sora simplesmente o enfiara de cabeça pra baixo dentro de um vaso com água que ela acabara de arrumar para colocar as flores. -So-ra, n-não p-pra res-pi-rar; ele falou se debatendo dentro do recipiente.

-Assim você aprende a deixar de ser um pervertido; ela falou indo até a cozinha pegar outro vaso para colocar as flores.

Enquanto isso...

Ken acabara de sair do quarto de Sora e descia com calma as escadas, até ouvir uma voz atrás de si.

-E então?

-Ela não imagina quem seja; ele respondeu sem ao menos voltar-se para trás.

-Obrigado; o desconhecido falou.

-Não me agradeça ainda; o jovem responde seco. –Mas já vou lhe avisando, Sora é minha melhor amiga, por isso não ouse brincar com os sentimentos dela; ele completou.

-Não se preocupe Ken, nunca faria isso; ele respondeu desaparecendo, da mesma forma que surgira.

-"Assim eu espero"; Ken pensou, terminando de descer as escadas, voltando para os ginásios fazer a supervisão do equipamento.

Continua...