Five years later… XD

Desculpem a demora pessoal, mas espero que gostem do capitulo.

Boa leitura!


Kaleido Star

A Lenda – Primeira Parte Deliriun

Capitulo 13: Tudo tem um preço.

.I – Recuperação.

Respirou fundo seguidas vezes, tentando se recompor. Agora entendia o objetivo da jovem ao leva-los ali.

Viu-a há uma certa distancia, conversando com algumas crianças, ela sorria acariciando suas cabeças, fazendo-as rirem, porém viu um brilho triste em seus olhos.

Humildade, realmente poderia ter anos de experiência no trapézio, mas a única coisa que se esquecera de aprender, fora ter humildade. Na época que sua carreira no Kaleido Star estava no ápice, não se importara com isso, alias, isso pouco importava. A única coisa que queria era vingar-se, mas agora os tempos são outros, seu objetivos e ambições também.

Passou a mão pelos cabelos e com a outra livre, segurou firme a venda.

-Yuri; Donna chamou, se aproximando.

Voltou-se para ela vendo-a com um olhar cauteloso sobre si. Assentiu para que ela continuasse.

-Esta tudo bem? –a jovem perguntou, hesitante.

-...; Assentiu, silenciosamente. -Me desculpe; Yuri falou quase num sussurro, que por pouco ela não pode ouvir.

-Como? -Donna falou, visivelmente surpresa com a mudança que ocorrera.

-Você estava tentando ajudar e eu só estou dificultando as coisas. Me desculpe; ele falou, dando um baixo suspiro.

-Não se preocupe com isso agora; Donna falou calmamente, suspirando aliviada por vê-lo finalmente deixar a prepotência de lado, o primeiro passo estava dado.

Pelo visto o tapa deveria ter sido bem forte, para colocar alguma coisa dentro da cabeça dele de volta no lugar certo; ela pensou, quase rindo disso.

-Posso começar de novo? –Yuri perguntou, hesitante.

-Claro que sim; Donna falou, sorrindo.

Voltou-se para Leon que estava não muito longe dali, em frente a uma torneira, dando água para o cachorro.

-LEON; ela chamou.

Ele virou-se em sua direção, esperando-a continuar.

-Descanse um pouco, nós já continuamos; Donna avisou.

-Ta certo; Leon respondeu, enquanto afastava-se rapidamente do cachorro que chacoalhou os pelos molhados após terminar de tomar água.

.II – Cumplicidade.

Estava a uma distancia relativa da pista de caminhadas, observando o acrobata a distancia. Não sabiam ao certo o que ele e Sora haviam conversado, mas algo mudara.

-É, o Yuri não pretende desistir sem lutar; Anna comentou com Mei, que estava a seu lado.

-Realmente, é difícil saber qual dos dois ela escolheria; Mei comentou. –Mas estive reparando em uma coisa;

-No que? –Rosetta perguntou, aproximando-se, enquanto arrumava a fantasia de laranja melhor no corpo, antes que saísse rolando por ai de novo.

-Deve ser só impressão a minha, ou não, mas tem uma certa cumplicidade entre a Sora e o Yuri que eu não vejo entre ela e o Leon, embora eles já sejam parceiros de palco há bastante tempo; ela comentou, intrigada.

-Não entendo; Mariun falou confusa.

-Uhn! Uhn! Uhn!

-Nem a Yunathan; ela completou, apontando para a foquinha, que batia freneticamente as patinhas em cima de sua cabeça.

-Como assim Mei? –Rosetta perguntou, confusa.

-Não sei explicar direito, mas sabe... Eles se olham, conversam e agem como se soubessem o que o outro estivesse pensamento e sentindo, mesmo antes de acontecer, como se já esperassem por isso e tivessem uma resposta certa para qualquer indecisão. Aquela cumplicidade entre pessoas que confiam cegamente uma na outra, sem hesitar; Mei falou, surpresa com a própria conclusão que chegara.

-Vendo por esse lado, a Sora sempre admirou muito o Yuri; Anna comentou, com ar pensativo, como se sua mente vagasse para alguns anos atrás. –Aquela vez que ele e o Carlos se desentenderam, quem ficou mais abalada com isso foi ela, mas...; Ela fez uma pausa.

-Mas...? –Todas perguntaram curiosas.

-Não sei, concordo com a Mei de que existe algo, algo que nós não sabemos, que explique isso. Eu lembro que no começo, quando fizemos a Cinderela, a Layla fez de tudo pra tirar a gente da peça...;

-Sério? –Mei perguntou surpresa.

-...; Ela assentiu. –Mas conseguimos continuar com o 'Tripla Ilusão' da Mia;

-Hei, eu lembro disso; Mariun falou animada. –Naquele dia o Yuri deu a maior força para vocês, eu estava na arquibancada na hora, lembro que ele disse o seguinte 'Aquelas meninas tem um toque mágico'. Ai o Carlos mandou vocês aperfeiçoarem a técnica, deixando vocês entrarem na peça e depois teve aquilo que aconteceu na pequena sereia; ela completou.

-É, a Sora poderia ter se machucado ou até morrido aquele dia, se o Yuri não tivesse feito aquilo; Anna comentou, com ar pensativo.

-Mas ele pode ser só o amigo; Rosetta sugeriu.

-Ou essa cumplicidade, quer dizer algo mais; Mei completou, intrigada.

-Não importa, para essas coisas não existe padrão. Não adianta a gente ficar analisando a relação que ela tem com os dois, porque não é algo que possua uma lógica para nos dizer quem ela escolheria; Anna falou, suspirando.

-HEI MENINAS, VAMOS; Sora chamou, vendo-as paradas há tanto tempo ali, como se estivessem meditando sobre as verdades da vida.

-Anna tem razão; Mariun falou.

-É, vamos meninas; Rosetta falou, dando um baixo suspiro, seguindo para onde ela estava.

Era melhor pararem de procurar por respostas que simplesmente não conseguiram achar.

.III – Com Você.

Sentou-se em um banco, vendo Donna e Yuri se distanciarem. É, ele não iria desistir; Leon pensou, afagando distraidamente a cabeça do cachorro a seu lado.

-"O que será que eles conversaram?"; Leon se perguntou.

Lembrou-se que ouvira apenas o som do tapa e quando vira, Sora já se distanciava.

-Ah Sora; ele suspirou. Como queria saber o que passava pela cabeça dela.

-Chamou? –ela perguntou.

-SORA? –Leon quase gritou, dando um pulo do banco, ao vê-la parada a seu lado, apoiando os braços em cima da costa do banco, olhando-o com curiosidade.

-Pensei que tivesse me chamado; Sora comentou, inocentemente.

-Bem, eu... É que...; Ele começou, sem saber o que dizer.

-O que esta achando de treinar aqui, Jovem Leon? –ela perguntou, sentando-se ao lado dele.

-Bom, fazia já algum tempo que não treinava fora de um ginásio; Leon comentou, com um olhar vago.

-E o que esta achando? –Sora perguntou, vendo o cachorro cair com as quatro patas para cima, esperando que ele lhe acariciasse a barriga.

-Poderia estar melhor; ele comentou, casualmente. Abaixou-se fazendo festinha na barriga do cachorro que parecia completamente alheio a conversa dos dois.

-Uhn! –ela murmurou, confusa. –Algum problema?

-Pensei que iríamos treinar juntos; Leon continuou, com ar impassível, vendo de soslaio a face dela aquecer-se levemente, quase o fazendo sorrir.

-Ah! É só isso; Sora respondeu, com simplicidade, tentando ignorar a ambigüidade daquele momento.

-Como assim, só isso? –ele perguntou, um tanto quanto frustrado.

-Se for só isso, é fácil de resolver; ela falou, levantando-se.

-O que vai fazer? –Leon perguntou, confuso.

-Vamos treinar, oras; Sora respondeu, estendendo-lhe a mão para que ele se levantasse.

Piscou confuso, ela estava falando sério?

-Ou prefere que eu chame a senhorita Donna, para você voltar a treinar com o Jovem Yuri? -ela perguntou casualmente, porém ele estranhamente notou um 'Qzinho' de malicia nessa sugestão.

-Não; Leon falou prontamente, segurando a mão dela e levantando.

-Então, vamos treinar; Sora falou, animada.

Definitivamente, certas coisas não deveriam ser explicadas; ele pensou, com uma gotinha escorrendo na testa.

Assentiu, vendo o cachorro levantar-se, já descansado.

-Coloque a venda; Sora falou, apontando para a mão dele.

-Ahn! Poderia me ajudar? –ele pediu inocentemente, puxando os cabelos prateados para frente.

-...; Assentiu, pegando a venda das mãos dele, porém a primeira tentativa, não deu muito certo, tentou alcança-lo, mas a diferença de altura entre os dois era grande. –Ahn! Jovem Leon pode abaixar um pouco? -Sora pediu, apoiando a mão nos ombros dele.

-Claro; ele respondeu, abaixando-se um pouco.

Fechou momentaneamente os olhos, sentindo uma doce essência de flor de cerejeira invadir suas narinas e as mãos da jovem tocarem levemente sua face, enquanto ela lhe vendava.

-Jovem Leon, está bom assim? –Sora perguntou, quase sussurrando em seu ouvido.

-Es-ta; Leon respondeu, com a voz mais tremula do que desejava.

-Vamos então; ela falou, afastando-se. Puxando-o pela mão, ate chegarem na rua que iriam caminhar.

.IV - Surpresas.

-Então, como eles estão se saindo? –Sr Kennedy perguntou, curioso.

-Não sei; Carlos respondeu, suspirando frustrado.

Quando chegara, fora vê-los no ginásio, mas nenhum dos dois estava no Kaleido Star. Aonde perguntando para uns e outros, mas a resposta era a mesma, só os viram logo cedo no refeitório e depois, ninguém mais sabia de nada.

-O que acha que a Sora vai fazer? –o idoso perguntou, chamando-lhe a atenção.

-Ela é imprevisível, eu nunca sei o que a Sora esta aprontando; Carlos respondeu. –Mas é evidente que ela não vai desistir de nenhum dos dois.

-Imagino; Senhor Kennedy comentou de maneira enigmática. –Estive pensando uma coisa;

-No que? –Carlos perguntou.

-CARLOS, LIGA A TV; Sarah gritou, invadindo a sala do namorado.

-Sarah, o que é isso? –ele falou, quase dando um pulo da cadeira.

-Você não vai acreditar no que ta acontecendo lá no centro; ela falou, ignorando o olhar dele.

-Como? – o idoso perguntou.

Foi até um canto da sala ligando a TV e começando a rodar os canais.

-Sarah; Carlos chamou, mas parou quando a viu colocar no canal de noticias.

-Boa tarde telespectadores. Hoje iniciamos o jornal falando sobre o abrigo de animais. Hoje pela amanhã havíamos anunciado sobre os problemas que o envolve e o fato da prefeitura ter retirado o patrocínio da instituição, obrigando-a a fechar as portas, desabrigando muitos animais, dos quais, alguns cachorros que eram treinados como cães guias por um grupo de voluntários. Todos os voluntários e equipe que trabalham no abrigo fizeram uma pequena feira para tentar arrecadar fundos para impedir o fechamento do abrigo, o que levou muitas outras pessoas a aparecerem para ajudar. Entre elas estão as estrelas do Kaleido Star e sua equipe de palhaços.

-Hei, palhaço é a mãe; o brócolis gigante com recheio de Mei gritou, lá de trás, enquanto o cameraman, deixava a câmera correr pelo local.

-Her! Bem...; O repórter pigarreou. –Logo ao fundo, podemos ver Yuri Killian e Donna Walker. Donna já foi uma das integrantes do Kaleido Star há alguns anos atrás e Yuri Killian, alguns informantes relevaram que faz pouco tempo que retornou de Paris para disputar ao papel de protagonista para a peça sigilosa que eles estão produzindo; o repórter falou em tom confidencial.

-Mas o que ele esta fazendo lá? –Carlos perguntou, literalmente de queixo caído.

-Deve ter algo a ver com a Sora; Sarah respondeu calmamente, sentando-se em frente a tv para poder ver melhor o que estava acontecendo.

-Como? –Sr Kennedy perguntou interessado.

-Não sei ao certo, mas ouvi meio por cima que a Sora ia dar um jeito de aplicar uma injeção de humildade naqueles dois, acho que isso deve ter algo a ver; ela respondeu, sem dar muita atenção aos dois.

-Uhn! Interessante; o empresário idoso murmurou.

-Do outro lado podemos ver Sora Naeguino e Leon Oswald, utilizando uma das pistas de caminhada para treinamento; o repórter continuou, indicando para o cameraman mover-se, porém a imagem de uma grande laranja bloqueou a visão.

-Oi mãe, to na TV; Rosetta falou sorrindo, acenando.

-Hei garota, sai daí; o repórter falou, tentando espanta-la com um aceno.

-Her! Chefe, estamos ao vivo; o câmera avisou.

-Vamos para os comerciais e já voltamos...; O repórter falou, sorrindo sem graça.

-Droga, tinham de cortar agora; Sarah falou emburrada.

-Não entendo; Carlos murmurou, com ar pensativo . –"O que ela esta pretendendo?"; ele se perguntou.

-Senhorita, quanto tempo a Sora pretende ficar no abrigo? –Sr Kennedy perguntou, chamando a atenção de Sarah.

-Ela disse que hoje e amanhã; ela respondeu, voltando-se para ele confusa, se indagando o porque do interesse.

-Uhn! –ele murmurou, levando uma das mãos ao queixo.

-Em que esta pensando senhor? –Carlos perguntou, intrigado.

-Essa idéia da Sora realmente me surpreendeu, lidar com esses dois em um lugar publico não deve ser nada fácil; o empresário falou, mais para si do que para os outros dois. –Vai ser interessante ver até onde isso vai;

-Do que esta falando? –Sarah perguntou.

-Poderiam me arrumar o numero do celular da Sora? –ele pediu, sem esconder um meio sorriso que se formava em seus lábios.

-...; Sarah e Carlos assentiram.

.V – Diferentes.

-Não sei porque esse terror todo; Leon falou, para a jovem a seu lado que olhava para todos os lados vendo se ainda eram observados.

-Eu, bem...; Ela começou com a face levemente rosada. –Só não gosto de chamar a atenção;

-...; Arqueou a sobrancelha, um tanto quanto descrente quando o que ela falara. –Então, escolheu a profissão errada, não acha? –ele perguntou, em tom de provocação.

-Não é bem assim; Sora falou, ficando emburrada. –Gosto de divertir as pessoas e tudo o mais, só detesto quem fica aparecendo à toa. Esse negócio de ficar dando entrevistas, das pessoas mal te conhecerem e ficarem te adulando só pra chamar a atenção, essa atmosfera de hipocrisia, não é pra mim; ela completou, suspirando aliviada ao ver que o repórter não estava mais por perto. –Por isso prefiro as crianças;

-Entendo; ele murmurou, fitando-a intrigado.

Era estranho pensar em como eram tão diferentes nesse aspecto, faziam a mesma coisa, eram bons naquilo que faziam e todos sabiam disso, mas com relação a esse quesito a diferença era gritante.

Nunca se importou de receber as glorias que suas performances requeriam. Os gritos eufóricos dos fãs, as palmas extasiadas depois de executar alguma acrobacia extremamente perigosa. A adulação dos fãs mesmo que nunca os correspondesse, era auto-suficiente demais para isso até conhece-la.

Fora naquele dia, o primeiro dia que iria se apresentar no Kaleido Star, encerrando o reinado de Yuri e Layla naquele lugar, como assim considerava. Surpreendera-se, ninguém nunca lhe desafiara, todos temiam seus olhares gelados, o tom sombrio de sua voz e seu titulo nada simpático 'Deusa da Morte', talvez fosse realmente tão ou pior que o próprio Thanatos, mas até então...

Ela não lhe temera ao contrario, diferente de suas demais parceiras que o idolatravam como um Deusa, enchera a boca para falar 'Eu não gosto de você', jamais esquecera essas palavras.

A jovem atacara diretamente seu ego, destruindo seu brio. Mesmo com os obstáculos que colocara em seu caminho, ela não se deterá e ainda fizera com que engolisse as próprias palavras. Estava errado a seu respeito e ela provara que ainda existiam algumas pessoas dignas de confiança.

Realmente, eram bastante diferentes... Mas será que fora do palco, não havia nada que tivessem como interesse comum? –ele se perguntou.

-Jovem Leon; Sora chamou, passando a mão em frente a seus olhos.

-Uhn! –ele murmurou, piscando seguidas vezes.

-Parecia longe, algum problema? –ela perguntou, intrigada.

-...; Negou com um aceno, entreabriu os lábios como se fosse dizer algo mais, quando o celular no bolso da jovem começou a tocar.

-Só um minuto; ela pediu, pegando o aparelho rapidamente. –Alô;

-Como vai Sora? –a voz rouca e misteriosa do empresário idoso soou do outro lado.

-Senhor Kennedy, bem... E o senhor? –Sora perguntou, cordialmente, sentindo o olhar atendo do acrobata sobre si.

-Perfeitamente bem; o empresário respondeu, sem esconder uma segunda intenção por trás disso; -Sora, você por acaso esta perto da Donna Walker?

-Estou, mas como sabe? –ela perguntou confusa, olhando para os lados, o procurando.

-Isso não vem ao caso agora; ele falou, esquivando-se. –Mas por gentileza, poderia passar o telefone para ela?

-Claro, só um minuto; Sora respondeu, voltando-se para Leon, que lhe questionava com um olhar. –É o senhor Kennedy;

-O que ele quer? –Leon perguntou, engolindo em seco, lembrando-se do puxão de orelha do dia anterior.

-Falar com a senhorita Donna; Sora respondeu, balançando levemente a cabeça para os lados, ignorando os recentes pensamentos. -Bem, vou levar lá pra ela, já volto; ela completou.

-Espera, vou com você; ele falou prontamente, sabendo que Yuri ainda estava com Donna.

.VI – A Proposta.

-Você esta indo muito bem; Donna falou animada com o progresso gritante do acrobata, o que uma força de vontade não fazia? –ela pensou, sorrindo ao vê-lo tirar a venda. –Vamos fazer uma pausa;

-...; Yuri assentiu, mas engoliu em seco ao ver Sora se aproximar.

Respirou fundo, fitando-a intensamente, ignorando a presença de Leon a seu lado. Era estranho, mas sentia que ela também hesitava um pouco em se aproximar.

-Senhorita Donna; Sora chamou.

-Sim; ela respondeu, voltando-se para a acrobata.

-Senhor Kennedy, pediu para falar com você; a jovem respondeu, estendendo-lhe o celular.

-Estranho; Donna murmurou, pegando-o das mãos da garota. –Alô;

-Como vai Donna?

-Bem Senhor Kennedy, e o senhor? –ela perguntou, observando os três de soslaio.

-Bem, mas gostaria de tratar um assunto importante com você;ele respondeu.

-Sobre o que seria?

-Que pretendo patrocinar o abrigo de animais. Com todos os fundos necessários, equipamentos, funcionais especializados em veterinária entre outras coisas; ele falou, em tom sério.

-Sério? –ela perguntou animada, mas parou por um momento, intrigada. Porque ele estava fazendo aquilo? –afastou-se um pouco para não ser ouvida. –Qual o preço?

-Bem...; O idoso começou, fazendo-se de hesitante. –Nada que não consiga;

-Sabia; ela falou, dando um baixo suspiro.

-Minha cara, no mundo dos negócios tudo tem um preço, mas esse vai ser muito baixo, se relacionado com o que costumo cobrar; ele falou, em tom enigmático.

-E o que é?

-Quero apenas que convença Leon e Yuri a estarem ai, amanhã o dia todo, ajudando na feira;

-Só? –ela perguntou, surpresa.

-Como disse, não é nada que você não consiga; ele completou.

-Mas...;

-Então, aceita ou não? –ele insistiu, não lhe dando tempo para pensar muito.

-Claro que sim; ela respondeu prontamente.

-Ótimo, Carlos já me passou seu telefone, meus acessores ainda esta tarde estarão entrando em contato com você para acertar os pormenores das doações; ele avisou.

-Está certo; Donna respondeu, ainda lidando a acreditar. –Obrigada pela ajuda senhor Kennedy;

-Não me agradeça ainda, quando convence-los ai tudo bem; o idoso completou, com um meio sorriso do outro lado.

-Não se preocupe, conheço um método de persuasão, irrecusável, ainda mais no caso dos dois; ela completou, lançando um olhar por cima do ombro.

-Ate mais então;

-Até; Dona respondeu desligando e voltando-se para os três. –Aqui esta Sora, obrigada; ela falou.

-Por nada; a acrobata respondeu, sorrindo. Evitando cruzar olhares com qualquer um dos dois, uma atmosfera de tensão caiu entre eles desde que ficaram sozinhos.

-Bem, acabamos de arrumar um patrocinador; Donna começou, optando por fazer um jogo aberto, assim ficaria mais fácil.

-O senhor Kennedy vai patrocinar o abrigo? –Sora perguntou surpresa.

-...; Donna assentiu, vendo o olhar intrigado dos dois.

-A que preço? –Leon e Yuri perguntaram juntos.

-Como? –Sora murmurou confusa, voltando-se para os dois.

-Não é só pela caridade, tem algo mais não é? –Yuri perguntou, já era de se prever que o empresário estaria aprontando alguma.

-No mundo dos negócios, tudo e todos tem um preço; Leon completou.

-Realmente, tem um preço; Donna falou, sorrindo.

-Porque? –a acrobata perguntou, num muxoxo contrariado. Será que ninguém podia fazer algo apenas pelo prazer de ajudar alguém, tinha de ter uma segunda intenção por trás;

-Mas não é nada muito complicado; Donna continuou.

-E o que seria? –Sora perguntou, impaciente.

-Ele só pediu se vocês dois não poderiam ajudar o pessoal amanhã, sabe, organizar as coisas, se apresentarem um pouquinho, coisas do tipo, não vai fugir muito da rotina de vocês; ela falou, gesticulando displicente, apontando para os dois acrobatas.

-Como? –Yuri e Leon perguntaram, ainda processando o que haviam ouvido.

-Só? –Sora perguntou, arqueando a sobrancelha.

-...; Donna assentiu.

-Jovem Leon. Jovem Yuri; Sora falou, voltando-se para os dois, com um olhar capaz de impedi-los de recusar qualquer coisa que ela pedisse. –Por favor, se não for atrapalha-los poderiam nos ajudar amanhã?

-Bem...; Leon começou, ignorando completamente que deveria estar treinando.

-Sabe, Sora...; Yuri começou, passando a mão nervosamente pelos cabelos.

-Apesar de que... Bem; ela parou, com ar pensativo. –É realmente uma pena senhorita Donna, mas acho que eles não vão poder, eles têm que treinar; Sora falou, voltando-se para ela, vendo de soslaio o olhar horrorizado dos dois.

-Que pena; Donna murmurou, dando um baixo suspiro.

-Mas será que só pode ser os dois, porque acho que se eu falasse com o Jovem Jill ele poderia vir ajudar; ela falou, com ar pensativo, pegando o celular, como se fosse ligar para o acrobata. –Além do mais, ele pode me fazer companhia na volta, já que vou pra lá depois;

-NÃO; Leon e Yuri falaram juntos, quase tomando o celular da mão dela.

-Ahn! –ela murmurou, surpresa com a atitude dos dois.

-Não tem problema, temos outros dias pra treinar; Leon falou, gesticulando displicente.

-Isso mesmo e não faz mal algum ajudar o próximo; Yuri completou, com um sorriso angelical.

-Como se você não quisesse algo mais com isso; Leon resmungou, somente para ele ouvir.

-E você não? –Yuri rebateu, ainda mantendo o sorriso.

-Idiota;

-Bem, mas é muita responsabilidade. Vocês podem se desgastar de mais e depois, no dia do teste terem problemas; Sora falou, com ar sério.

-Eu posso agüentar perfeitamente Sora, mas o Yuri... Não sei; Leon falou, com um 'Qzinho' de sarcasmo.

-Estou em ótima forma para os eu governo; ele respondeu com os orbes estreitos.

-Bem...; Donna falou, interrompendo os dois. –Então, amanhã as oito; ela falou.

-Ótimo; os dois responderam, fitando um ao outro com um olhar de superioridade.

-Jovem Yuri. Jovem Leon. Obrigada; Sora agradeceu numa respeitosa reverencia.

-Não precisa agradecer, faria qualquer coisa por v-... AI; Yuri gritou, indo ao chão num baque seco quando Love e um outro cachorro vieram correndo na direção deles e Love passou por baixo das pernas de Yuri, enroscando a guia na perna dele.

-Bem feito; Leon falou, rindo.

-É, parece que o Love gostou mesmo de você Jovem Yuri; Sora falou, vendo o cachorro parar ao lado de Yuri, dando-lhe uma lambida nada discreta no rosto.

-Já disse Sora, é o magnetismo entre animais; Leon falou, debochado.

-Her! Bem...; Donna começou, antes que os dois se atracassem. –Porque não fazem uma pausa para o almoço depois recomeçam? -ela sugeriu.

-Ótimo; os dois responderam, prontamente.

-"Vão ser os dois dias mais longos da minha vida"; Donna pensou, vendo Yuri se levantar, enquanto Leon convidava Sora para almoçar, acabando pelos dois começarem a discutir, sobre quem a levaria, enquanto a jovem discretamente se afastava, encontrando com Rosetta e as demais.

-Cadê a Sora? –Yuri perguntou, vendo que ela não estava mais por perto.

-Ela estava aqui agora mesmo; Leon falou, franzindo o cenho.

-Queria saber de quem ela ta pegando essa mania? –Yuri comentou pensativo.

-Não faço idéia, mas isso não é legal; ele completou, vendo-a longe.

Definitivamente, seriam longos os dois dias...

Continua...