Kaleido Star
A Lenda – Primeira Parte Deliriun
Nota: Os personagens de Kaleido Star não me pertencem infelizmente, mas amo esse anime demais.
Capitulo 14: Longo Dia.
.I.
Entrou em casa rapidamente, deixando num canto qualquer da sala a sacola cheia de cordas. Ergueu os braços para cima, alongando o corpo e suspirando relaxada, mais um dia chegando ao fim; ela pensou.
-Fool, cheguei; Sora avisou, enquanto ia até o quarto.
Definitivamente, precisava de um bom e demorado banho de banheira para descarregar todos os seus 'chis' tensos pelo dia exaustivo. Não fora nada fácil ficar naquele fogo cruzado, se bem que, já descobrira uma boa forma de fazer aqueles dois pararem de fazer graça.
Olhou para os lados, vendo que o espírito do palco não estava presente. Para sua surpresa encontrou um recadinho em cima da escrivaninha, avisando que ele sairá com Rosetta. Estranho, a garota não lhe falara nada, enfim, melhor assim, assim não corria o risco daquele pervertido espiar-lhe enquanto tomava banho.
Ainda precisava arrumar as malas, Mia conseguia adiantar o voou e graças a isso não precisaria ir amanhã tão cedo, seu voou estava marcado para as dez, então, ainda teria tempo.
.II.
Deixou as chaves em cima de um aparador, enquanto caminhava até o sofá. O dia fora muito cansativo; Leon pensou, dando graças aos céus pelo segundo dia ter chegado ao fim.
Não que estivesse reclamando por isso, mas fora cansativo, entretanto algo não saia de sua mente, algo que acontecera.
-Lembrança-
Nunca viu um sorriso tão alegre como aquele; ele pensou, observando a jovem de melenas rosadas brincando com algumas crianças não muito longe de onde estava.
Já a vira sorrir de varias formas, ela tinha um sorriso doce e encantador para os amigos. Seus olhos tinham um brilho diferente quando seu sorriso era triste e mesmo assim ela não se abalava e sim, transmitia segurança. Havia também aquele sorriso infantil, ou melhor, inocente, quando estava envergonhada e aquele contagiante, quando estava com alguma criança.
Era como se o tempo parasse quando a via sorrir assim; o acrobata concluiu.
Ainda se perguntava quantos mais ela tinha, franziu o cenho sentindo alguém lhe puxar a mão. Abaixou a cabeça, deparando-se com um par de olhinhos grandes e brilhantes, de uma garotinha de cabelos castanhos.
-Oi; ela disse sorrindo ao ter a atenção dele para si.
-Oi; Leon respondeu com sua habitual seriedade, esperando-a se afastar, entretanto surpreendeu-se ao vê-la piscar os olhinhos seguidas vezes, como se quisesse pedir algo e não soubesse como. -Você quer alguma coisa? –ele perguntou arqueando a sobrancelha levemente, pensando na possibilidade dela estar perdida e querendo ajuda para encontrar a mãe.
-...; A garotinha assentiu, meio incerta.
Franziu o cenho ainda mais, olhou para os lados vendo que era o único à toa por ali, abaixou-se, até ficar na mesma altura que ela.
-O que quer? –o acrobata perguntou, fitando-a com atenção.
-Posso te dar um abraço, moço? –ela perguntou, inocente.
Equilibrou-se rapidamente, apoiando um dos joelhos no chão para simplesmente não cair ali mesmo. Esperava qualquer coisa, menos aquilo; ele concluiu.
Viu o olhar de expectativa da menina, tão brilhantes e inocentes, era impossível negar qualquer pedido, assim.
-"Estou ficando mole"; Leon concluiu, passando a mão pela franja prateada, antes de voltar-se para a garotinha, abrindo os braços.
Que ninguém visse isso, pois ainda tinha uma reputação para zelar; ele pensou, engolindo em seco.
Viu-a abrir um largo sorriso e os orbes amendoados cintilaram como os de alguém que conhecia.
Sentiu os bracinhos envolverem-no pelo pescoço, eram tão quentes e reconfortantes. De imediato não era capaz de lembrar-se quando sentira-se tão bem com um gesto de afeto desse tipo, alias, sempre procurava manter distancia das pessoas para saber o que era isso, feito com sinceridade.
Não soube quantos minutos se passaram, apenas que sentiu algo diferente, algo que mudara e não sabia explicar o que era, mas sentia o coração se agitar.
A garotinha se afastou, com um sorriso ainda maior que o primeiro, era como se uma aura brilhante a envolvesse.
-Obrigada; ela agradeceu, numa respeitosa reverencia, antes de sair correndo saltitante.
Sentiu-se confuso, o que alias, isso vinha acontecendo com bastante freqüência nos últimos dias.
-Fim da Lembrança-
Deu um baixo suspiro, alongando os braços para cima, era melhor tomar um banho e cair na cama, precisava acordar bem disposto para treinar no dia seguinte; ele pensou, mas rapidamente franziu o cenho ao ver o relógio em cima do aparador num canto da sala.
-"Uhn! acho que ainda da tempo"; ele pensou, levantando-se rapidamente.
.III.
Andou a passos calculados pelo portão de embarque, qualquer garota que o visse ali e com aquele sorriso do tipo 'arrasa corações', certamente iria suspirar, mas definitivamente ele não se importava com isso e seu sorriso se alargou ainda mais ao ver a poucos passos de onde estava uma jovem de melenas rosadas.
-Ai. Ai. Ai; ele a ouviu resmungar, tentando puxar a mala cor-de-rosa com uma das mãos e com a outra equilibrar dois grandes pacotes, com fartos laços vermelhos.
Adiantou-se rapidamente ao vê-la perder o equilíbrio e certamente tudo iria ao chão, se não tivesse segurado os pacotes e por conseqüência, ela também.
-Desculpe; Sora murmurou envergonhada, tentando equilibrar-se, mas sentiu que os pacotes escapavam de sua mão quando ergueu os olhos.
-Esta tudo bem, Sora; Yuri respondeu, pegando os dois pacotes dela para que não caíssem, enquanto acertava a alça de uma mochila de viagens no ombro.
-Jovem Yuri? –ela falou, surpresa.
-Eu mesmo; ele respondeu casualmente.
-Esta indo pra onde? –Sora perguntou, confusa.
-Nossa que coincidência; Yuri falou, como se houvesse acabado de se lembrar de algo importante. -Ainda bem que consegui te encontrar antes de embarcar; ele continuou, adquirindo uma expressão quase trágica.
-Aconteceu alguma coisa? –a jovem perguntou, preocupada.
-Na verdade sim; Yuri falou, vendo-a empalidecer e quase jogou os pacotes no chão, para segurá-la, ao ver que ela poderia desmaiar.
-O-o q-ue? –Sora perguntou, com a voz tremula.
-Espero que não se importe, mas vou com você; ele completou, alargando o sorriso.
-O QUE? –ela berrou, ao assimilar o que ele acabara de falar.
-Isso mesmo, Carlos me mandou acertar umas coisas com o Sr. Park e cá estou, mas é melhor nos apressarmos podemos perder o avião se ficarmos aqui; Yuri completou, puxando-a pela mão, enquanto equilibrava na outra os pacotes.
-Mas... Mas...; Sora balbuciou, enquanto deixava-se levar.
O que Carlos estava tramando? Até ele sabia que o acrobata precisava treinar e o mandava sair em viajem estando a cinco dias do teste final, aquilo era um absurdo; ela pensou.
-Façam uma boa viajem; a comissária de bordo falou assim que passaram do portão de embarque.
-Obrigada; Sora falou, vendo-o soltar-lhe, já que não poderiam transitar um ao lado do outro no corredor do avião.
-Qual o acento? –Yuri perguntou casualmente, enquanto via sua própria passagem.
-Vinte e nove; Sora respondeu, franzindo o cenho, enquanto passava de poltrona em poltrona, buscando pela sua.
-Que coincidência; Yuri comentou.
-Porque? –ela perguntou confusa.
-A minha é a trinta; ele respondeu, com um sorriso sugestivo, que imediatamente foi substituído por uma expressão frustrada, pois a jovem não estava prestando atenção, alias, iria jogar pra fora do avião assim que pudesse, um certo distinto inconveniente que rapidamente tirara a atenção da jovem de si.
-Já tem alguém na janela, deve ser o acento vinte e oito então; Sora comentou, apontando para alguém quase completamente coberto por um jornal, no acento da janela.
-"Quem será o idiota que comprou o vinte e oito?"; Yuri se perguntou, sentindo uma veinha saltar na testa ao lembrar-se que a muito custo descobriu qual era o vôo da jovem, para em seguida comprar a passagem e descobrir que só conseguira no corredor porque o vinte e oito já havia sido comprado.
-Por favor, senhores passageiros, tomem seus devidos lugares; uma comissária pediu, passando as orientações necessárias para o vôo.
-Com licença; Sora falou sorrindo, enquanto sentava-se ao lado do estranho.
-Há vontade; uma voz conhecida dos dois respondeu.
Voltou-se para o lado, quase dando um pulo ao ver o jornal ser abaixado.
-Jovem Leon? –Sora falou, fitando-o com os olhos quase arregalados de surpresa.
-Que coincidência; o acrobata falou, fitando a jovem com um fino sorriso nos lábios, mas sua expressão logo tornou-se carregada ao ver por cima do ombro dela, uma outra pessoa. –Yuri; ele completou, seco.
-Leon; Yuri falou, aborrecido.
-Pelo visto hoje é o dia das coincidências; Sora comentou inocentemente, sem notar o clima tenso entre os dois, acomodando-se despreocupadamente. –O Carlos mandou o Jovem Yuri para falar com o Sr Park; ela comentou com Leon.
-Jura? –Leon perguntou, fuzilando Yuri com o olhar, vendo-o sorrir vitoriosamente. –Vai ver que é por isso que o Carlos me mandou junto, para garantir que ele não faça alguma besteira; ele completou, fazendo o sorriso do outro morrer.
-O que? –Yuri perguntou, com os orbes serrados.
-Ah, mas o importante é que vamos todos juntos, garanto que vocês vão se divertir lá; Sora comentou animada.
-É; os dois falaram sem o mínimo de empolgação ao verem que ambos os planos que tinham para aquela viajem haviam sido cruelmente frustrados.
-Por favor, coloquem o cinto, sim; uma comissária avisou, passando por eles.
-Claro; Sora falou, acertando o seu rapidamente, enquanto ouvia um resmungou estranho vindo dos dois. Franziu o cenho, eles estavam rosnando? –ela se perguntou, para em seguida balançar a cabeça para os lados, ignorando essa idéia.
-Quanto tempo de vôo? –Leon perguntou, recriminando-se mentalmente pelo fato de não ter comprado a passagem para o acento trinta, só por garantia; ele pensou.
-Uma hora, mas até chegarmos até lá, da uma hora e meia; Sora respondeu, recostando-se no assento, dando um baixo suspiro, porque será que tinha a leve impressão de que esse seria o vôo mais longo de sua vida. Nem a ultima viagem que fizera para o Japão lhe dera essa sensação.
-Vai ser um vôo longo; ela ouviu Yuri murmurou e intimamente teve que assentir.
.IV.
Ouviu dois toques na porta e mandou entrar, jogou alguns papeis sobre a mesa, recostando-se na cadeira executiva, o dia fora realmente cheio.
-Carlos, eles não estão no Kaleido Star; Sarah avisou, entrando na sala.
-Aonde será que esses dois foram? –ele se perguntou.
-Com licença; Ken falou, entrando na sala.
-Sim? –o chefe falou, esperando que pelo menos ele encontrasse um dos dois.
-Carlos, liguei para o celular do Yuri, mas ele não atende, provavelmente desligou o celular; Ken avisou.
-E o Leon? –Carlos perguntou, já imaginando que o acrobata estaria aprontando alguma coisa, então teria de confiar na racionalidade de Leon, de que pelo menos ele estaria treinando conforme o combinado.
-Também; ele respondeu.
-Só por curiosidade, aonde a Sora esta? –o chefe perguntou, massageando as tempôras.
-Esqueceu? –Sarah perguntou, sentando-se confortavelmente no sofá próximo a mesa dele.
-Do que?
-Sora avisou que iria até o 'Lona do Teatro', porque era o aniversário dos gêmeos e só volta na sexta; Ken respondeu, arqueando a sobrancelha.
-Ah não, que não seja o que eu estou pensando; Carlos resmungou, retirando os óculos e jogando sobre a mesa junto das folhas.
-Você não acha que os dois... Bem; Sarah comentou, achando estúpida a própria conclusão.
-Sem duvidas; Ken falou, antes mesmo que Carlos falasse alguma coisa. –Esses dois estão brincando com fogo e não vai demorar para se queimarem; ele completou.
-Do que esta falando, Ken? –Sarah perguntou confusa.
-Em vez de estarem treinando para o teste, ficam competindo um com o outro para ver quem chama mais a atenção da Sora, mas vai chegar uma hora que ela vai perder a paciência; ele respondeu com ar sombrio.
-A Sora? –Carlos perguntou incrédulo, se bem que a ultima vez que ela perdera a paciência e surtara, poderia jurar que Leon perderia um ou dois dentes se Mia e Ken não tivessem segura ela.
-Acredite, não falta muito para isso acontecer; Ken completou. –Até mais; ele despediu-se, saindo da sala.
O casal trocou um olhar sério, vendo a porta se fechar.
-Ele esta falando sério; Sarah falou, antes que o noivo perguntasse.
-Mas...;
-Acredite, ontem ela quase amarrou os dois juntos, para fazê-los pararem de brigar, então não duvide; ela esclareceu.
-Se você diz, só quero ver esses dois depois reporem o tempo perdido; Carlos resmungou, recolocando os óculos.
-Sabe...; Sarah começou, com ar distraído.
-O que?
-Pode ser bom para eles irem até lá; ela continuou. –Lembra aquela vez que você mandou a Sora para lá?
-...; Ele assentiu.
-Você lembra como ela voltou, não?
-Lembro, mas não sei se três dias lá vão ser suficientes para dar um jeito nesses dois; Carlos comentou.
-Milagres acontecem; Sarah falou, de maneira enigmática.
-Esta sabendo de alguma coisa? –ele perguntou curioso.
-Não; a cantora respondeu num largo sorriso, fazendo-o se segurar na mesa, para não cair da cadeira com a resposta.
.V.
Deu um baixo suspiro, fechando os olhos, embora todos os seus sentidos estivessem concentrados na jovem a seu lado e no inconveniente do outro lado dela.
Apoiou um bloco de folhas em branco sobre o colo e distraidamente começou a rabiscar. Fazia já algum tempo que não desenhava ou ao menos pintava. Desde que terminara aquele quadro em Paris há alguns anos atrás, ficara um pouco afastado das 'belas artes', ainda mais ao retornar aos Estados Unidos, quando passara a se concentrar apenas no Kaleido Star e nela, é claro; ele lembrou-se.
Muitas coisas mudaram desde aquela época, entre elas a perspectiva que tinha de sua própria vida. Quando fizera aquela promessa a jovem de retornar quando houvesse se perdoado, durante muito tempo foi um de seus maiores temores, mas depois dela ir para Paris e tornarem-se parceiros no festival internacional de circo, achou que aquele era o momento certo.
Não poderia permitir que ela perdesse a fé novamente, como perdera uma vez, sabia perfeitamente o quanto ela deveria ter sofrido, até recobrar a confiança, preferindo começar do zero.
Aos poucos os dedos finos corriam a folha com o lápis, dando forma aos rabiscos que lentamente eram reforçados e ganhavam traços delicados e marcantes.
Era estranho, durante um bom tempo passou se perguntando porque Layla tornara-se tão obcecada por ela. Seria só pelo desafio de competir pelo papel principal, não, porque ela era profissional suficiente para encarar isso com superioridade, embora o orgulho não a permitisse tal milagre, mas existia algo mais.
E um dia descobriu, ou melhor, compreendeu o porque. Ela tinha a habilidade de mudar tudo ao seu redor, dar cor até as paisagens mais secas e devolver o brilho, aos olhos daqueles que já perderam a esperança. Ela era tudo que Layla sabia que jamais seria, por isso tornou-se o maior demônio que Sora poderia encontrar em seu caminho.
Nem ele, muito menos Leon, conseguiriam chegar num nível que os igualasse aquelas duas, quando elas decidiam rivalizar no palco. Ainda se perguntava porque o poltergaist pervertido lhe escolhera.
Tudo bem, não negava que demorou a acreditar em toda aquela história, embora já soubesse que a acrobata se comunicava com o espírito do palco, mas ao pensar que seu pai também o vira e lembrar-se de tudo que acontecera, pelo simples fato dele ter perdido a confiança em si mesmo no ultimo momento, era inquietante.
Não sabia definir o que sentia a respeito disso, queria conversar com Sora sobre isso, deve ter havido um momento que ela deixara de ver o Fool e era sobre isso que desejava falar com ela. Queria saber o que ela sentira, mesmo que fosse difícil tocar no assunto; ele pensou.
-Tea ou Coffee? –uma comissária de bordo perguntou, parando a seu lado com um carrinho de bebidas.
-Ahn nenhum dos dois, obrigado; Yuri respondeu, acenando.
A comissária assentiu, passando reto ao ver que os outros dois ao lado do acrobata estavam 'aparentemente' dormindo e não quis incomodá-los.
Passou a mão sobre o papel e com a ponta do dedo criou uma leve sombra em uma das extremidades do desenho, deu um baixo suspiro o observando, estava começando a ter fixação por anjos de novo, mas também pudera; Yuri pensou, quase sorrindo com isso, enquanto assinava sua mais nova criação.
Virou a pagina, protegendo com a capa do bloco de folhas, o desenho que acabara de fazer, não queria que em hipótese alguma ele ficasse danificado.
Balançou a cabeça levemente para os lados, sentindo o pescoço estalar devido a posição que estava, faltava pouco para desembarcarem, mas sentia como se o vôo fosse bem mais longo do que realmente era.
Olhou de soslaio a jovem ainda dormindo, suspirou, ainda conseguia se lembrar do calor que emanara de seu corpo quando a abraçara, era algo que não sabia definir ao certo, mas era incrivelmente reconfortante; ele pensou, lembrando-se da caminhava que haviam feito a pouco tempo atrás na praia e aquele abraço ocorrera de forma tão espontânea, que jamais o esqueceria.
Era incrível como ela tinha aquela capacidade de lhe reconfortar, mesmo se nada falassem sobre o que pensavam, mas sempre fora assim, desde que se conheceram.
Mal notou quando o corpo relaxou e aos poucos começou a pegar no sono, seriam poucos minutos, mas seria o bastante para lhe renovar as forças.
Continua...
Domo pessoal
Tenho um comunicado importante a fazer, ontem pouco antes de finalizar esse capitulo, encontrei algo que me deixou realmente inquieta na internet.
Atualmente no Japão, foi lançado o novo Ova de Kaleido Star que se chama 'A Lenda da Fenix', alguns sites de vídeos já estão divulgando alguns clipes sobre o assunto.
A história é basicamente a que vimos no ultimo Ova exibido pelo Cartoon, a história se passa após o Lago dos Cisnes, com Sora e Laila de protagonista, mas agora Sora ira aperfeiçoar a técnica do Fênix Dourado e criar uma super nova, para surpreender a todos, enquanto na Broadway, Laila ira fazer a mesma coisa.
Esse Ova conta o passado da Laila e porque ela se tornou aquela pessoa amarga, sem contar algumas coisas que não quero estragar a surpresa para aqueles que tiverem a oportunidade de assistirem.
Mas o problema é o seguinte, o projeto da A Lenda surgiu no ano retrasado, embora eu só tenha começado a posta-lo em janeiro do ano passado (2006), para comemorar os trinta anos do Cirque du Soile, que seria também em março de (2006).
Foi uma, digamos assim, 'feliz' coincidência o novo Ova ser sobre isso. Eu não fazia idéia da existência dele e pra mim, essa informação tem bastante peso.
Quando planejei a Lenda, estava certa de que nada mais iria influenciar os planos que tinha para essa história já que Kaleido Star havia terminado com o Ova 'A Princesa e Fool', de certa forma 'A Lenda da Fênix' não influência tanto, mas digamos que é meu ego ferido falando agora.
É frustrante saber que depois de passar tanto tempo trabalhando uma idéia e quando começa a posta-la, a produtora oficial do anime já pensou a mesma coisa, não que isso seja ruim, somos nós otakus que ganhamos com isso, por saber que a série ainda não teve fim.
Mas enfim, estou passando por um momento de bloqueio criativo, depois de uma semana extremamente estressante, tenho mais um capitulo pronto de A Lenda, mas infelizmente não sei se vou continuar com a história depois disso.
Eu sei que não é legal começar uma história e não chegar até o fim, mas creio que vocês podem entender o problema. Vou aproveitar o intervalo desse para o próximo capitulo e rever algumas coisas na fic, se ela será muito alterada e o quanto isso vai influenciar no andamento da trama. Se compensara mais deletar-lá e começar do zero novamente, com outra idéia.
Obrigada pela atenção pessoal e pelos reviews super gentis, desculpem a demora também pra postar.
Kisus
Já ne...
