Depois de 2 meses, apareci para actualizar a fic. Então, vamos às desculpas, né?! Em primeiro lugar, depois que a escola começou não tenho tido muito tempo para nada!! Isto de estar no primeiro ano do liceu é mais difícil do que parece. Em segundo lugar, eu simplesmente não tive vontade de passar a história para o PC (é, ainda sou do tempo do papel e lápis! Lol [Curta xS). Terceiro lugar, eu sou muito, muito preguiçosa e há alturas em que não apetece fazer nada… Mas hoje decidi deixar a preguiça de lado, pois as minhas queridas férias de Natal já estão a acabar!!! E então cá estou eu, e com um capítulo para vocês! Não vou responder aos comentários. Apenas agradeço a quem comentou e a quem lê. Obrigada. E depois de lerem os capítulos quero Comentários!!

Ok! Eu deixo de ser chata, já podem ler…

7. O Cão da Semana

Na escola, a nossa turma estava fora de si na semana seguinte. Penso que a onda de calor afectara o cérebro de todos.

Começou na aula de Ciências quando o stôr Dixon perguntou se alguém sabia a fórmula química da água.

Gabby Jones levantou a mão. – HIJKLMNO – respondeu, orgulhosamente.

- Hã, podes dizer porquê? – perguntou ele.

- Ontem – respondeu Gabby – o senhor professor disse que H a O era a fórmula da àgua.

- H2O – suspirou ele, escrevendo depois no quadro. – H 2 como no número e O. Está bem, última pergunta sobre a água. Que podemos fazer para poupar água quando há falta?

- Deitar menos na chaleira – propôs a Lucy.

- Excelente. Mais alguém?

- Não utilizar a mangueira – sugeri.

- Outra boa resposta. Mais algumas para poupar o nosso abastecimento de água?

A mão de Jade Wilcocks levantou-se rapidamente. – Diluí-la, senhor professor – disse ela.

O senhor Dixon abanou a cabeça, mas percebi que estava a fazer um esforço para não se rir.


Depois, fomos para a sala de reuniões da escola ver um filme sobre o cosmos e todos os planetas e estrelas. A seguir, a stôra Watkins fez-nos perguntas para ver se tínhamos prestado atenção, pois acho que algumas raparigas utilizaram a escuridão como pretexto para dormir uma soneca.

- O que é um cometa? – perguntou a stôra.

Sabia a resposta e levantei a mão.

- Uma estrela com cauda, senhora professora.

- Correcto. E alguém sabe o nome de algum?

A Candice Carter, uma das que eu tinha visto a cabecear, estendeu a mão. – Mickey Mouse, senhora professora – respondeu e todas desataram a rir.


Mas o melhor foi em ER. Foi outra vez a stôra Watkins a dar a aula e perguntou se alguém sabia qual o nome de Deus.

Desta vez, foi o Mo Harrison quem levantou a mão.

- Andy, senhora professora.

- Andy? Por que razão Andy seria o nome de Deus?

- Está em todos os hinos, senhora professora – disse o Mo. – Andy a caminhar comigo. Andy a falar comigo… Há montes de exemplos.²

- Não, Mo – reprovou miss Watkins, virando-se para a Marlene que chorava a rir. – Marlene McKinnon, já que claramente achas isto muito engraçado, qual pensas ser o nome de Deus?

- Hã, não tenho a certeza – disse a Marlene, parecendo ter sido apanhada desprevenida. – O que é que acha?

- Não acho – corrigiu a stôra. – Sei.

- Também acho que não sei – riu-se a Marlene.

Toda a turma foi castigada, mas valeu a pena. Pareceu-me ter passado a manhã toda a rir à gargalhada.

Nunca chegámos a saber qual era o nome de Deus.


- Como te estás a entender com a revista? – perguntou a Izzie enquanto nos sentávamos a escrever o castigo no intervalo do almoço.

- Assim assim. Tenho algumas ideias, mas preciso de pô-las no papel – repliquei.

- Vem a nossa casa no fim-de-semana – convidou a Lucy. – Tenho a certeza que o James gostaria de voltar a ver-te e ele pode ajudar. E eu, a Izzie e a Marlene também.

A oferta de ajuda era tentadora. Estávamos a menos de duas semanas da entrega das propostas e ia haver muita competição. Discussões intensas e conversas murmuradas aconteciam por toda a parte.

- Podia fazer-te uma página de horóscopo, se quiseres – ofereceu-se a Izzie.

- Isso seria óptimo – concordei. – E talvez faça um artigo sobre o Canil de Battersea.

Mostrei à Lucy e à Izzie as fotografias do Mojo. Em breve, todas queriam vê-las, pelo que passaram por toda a turma. Todas exclamaram «Oh» e «Ah» até chegar a vez da Wendy Roberts.

- Rrr, que querido – disse em voz alta. – O novo namorado da Lily. Eh, Lily. Isto é tudo o que consegues? Precisa de se barbear.

Algumas raparigas riram-se com pouca vontade mais por alinharem do que por acharem a Wendy Roberts divertida. Por que estava ela a ser tão horrível para mim? Era porque o Sam gostara da minha resposta e não da sua? Ou porque tivera uma classificação baixa depois copiar o meu trabalho de casa? Eu não tinha culpa de ser um zero à esquerda em Matemática. Esforcei-me por encontrar uma resposta divertida para parecer que não me importava, mas não consegui pensar em nada rapidamente. Bolas e bananas, como a Hannah costumava dizer. Por que não me ocorrem as palavras certas quando preciso delas?

Depois do castigo, saímos todas para os últimos dez minutos do intrevalo. Comi as minhas sanduíches e estendi-me ao sol, mas não pude deixar de reparar que algumas raparigas faziam circular um pedaço de papel, olhando-me depois rindo.

Oh, que se passava agora, pensei, enquanto a Izzie se me juntava no banco.

- O que se passa? – perguntei.

- Oh, é a Wendy. Sabes que também vai concorrer a editora. Tem apenas inveja…

- Não ligues – aconselhou a Lucy, vindo juntar-se a nós. – Não precisas de saber, Lily. É uma vaca e devias ignorá-la.

- Não, quero ver – retorqui, levantando-me e aproximando-me do grupo de raparigas que estava à volta da Wendy a olhar para o pedaço de papel. Espreitei por cima do ombro da Wendy. Tinha a fotografia de um cão sem cabeça e com a minha em seu lugar. Recortara a minha fotografia de grupo da revista do mês anterior. Por baixo, a Wendy escrevera «O Cão da Semana».

- Que te parece, Lily? – perguntou a Wendy, rindo. – Como tens um cão, ocorreu-me a ideia. Na revista, em cada mês escolhemos alguém para ser O Cão da Semana. Que achas?

Enquanto procurava a resposta apropriada, uma voz atrás de mim chegou primeiro. – Acho, Wendy, que mesmo que tentasses, não conseguirias ser mais estúpida.

Virei-me e dei de caras com a Marlene. Parecia furiosa.

Pegou no papel e, para grande espanto da Wendy, rasgou-o. – Isto não tem graça nenhuma, Wendy. E tu bem sabes que não. Não é jornalismo. É apenas maldade. Vem, Lily. Não te rebaixes a respirar o mesmo ar desta forma de vida inferior.

Fiquei tão estarrecida como a Wendy, mas afastei-me com a Marlene e segui-a até ao banco onde a Lucy e a Izzie estavam sentadas.

- Obrigada, Marlene – agradeci -, mas não valia a pena. Eu consigo lidar com a Wendy Roberts.

- Eu sei. Mas tenho estado à espera de uma oportunidade para te mostrar que estou do teu lado. Lamento o que se passou no outro dia. Por vezes, as palavras saem-me da forma errada.

- Mas agora não – ri-me. – Foi óptimo. Gostava de conseguir dizer coisas assim. Só me ocorre aquilo que deveria ter dito tarde demais, tipo quando estou a adormecer ou assim…

- O talento especial da Marlene é defender as amigas – brincou a Lucy. – O seu defeito é a língua afiada.

- Bem, eu sei o que é ter uma sádica como a Wendy a descarregar em ti – disse a Marlene.

- Não sei porquê. Nunca lhe fiz nada.

- Com o feitio dela, não precisas de fazer nada – esclareceu a Marlene. – Provavelmente, tem inveja.

- De mim? Não sejas tonta.

- És bonita e tens miolos – afirmou a Marlene. – Uma combinação fatal.

Senti-me mesmo orgulhosa. Afinal, talvez ela não achasse que eu era demasiado horrível.

Depois, olhei para a Wendy que nos fulminava com o olhar do outro lado do pátio. Esperava que isso não fosse o começo de alguma coisa.

A seguir, olhei para a Lucy, a Izzie e a Marlene que fulminavam com o olhar como se fossem as minhas melhores amigas. E esperei que isso fosse o começo de alguma coisa.


De: Lily

Para: Hannah

Data: 18 de Junho

Assunto: nadadespecial

Querida H,

O tempo está lindo. Gostava que estivesses aqui.

Lily


De: Hannah

Para: Lily

Data: 18 de Junho

Assunto: nadadespecial também

Querida Lily,

O tempo está aqui. Gostava que estivesses linda. Ão ão.

Tenho de ir. Vou ao cinema. Ao ar livre.

Grandes abraços e hihihasta la vista baby.

Hannah

Título de livro:

Problemas peitorais de Ivor Tickliecoff [significado «Tenho uma tosse coceguenta»


De: Marlene

Para: Lily

Data: 18 de Junho

Assunto: sexta-feira à noite

Olá, cabeça vermelha,

Queres vir dormir a minha casa na sexta-feira à noite? A Iz e a Lucy vêm. Por volta das 7?

Marlene


- Trocadilho fonético entre a preposição «to» e o algarismo «two», que em inglês se pronunciam do mesmo modo;

²- Trocadilho fonético entre o nome próprio «Andy» e a expressão «And Thee» («E Vós»), que em inglês se pronunciam do mesmo modo.


N/A: Comentem... O proximo vem ainda este ano!!

Juh Moony