Do dia em que receberam as cartas até ao dia da ida à Diagon-Al o tempo passou a correr na opinião de Ginny. Ela tinha receio que aquele estúpido sentimento a perseguisse até Hogwarts e assim lhe complicasse a vida, nomeadamente os estudos.
Ela não era propriamente feliz em Hogwarts. Sempre se sentia posta de parte porque consideravam-na fraca, inocente e extremamente sensível. Era sempre a Pequena- Ginny, irmã mais nova de seis irmãos. Ela sabia que havia amadurecido um pouco desde o seu quarto ano. Não, que não continuasse a ser sensível e insegura, mas sentia-se um tanto mais forte do que era... ou pelo menos pensava que assim fosse. Se ela queria ser mais respeitada em Hogwarts não se podia deixar envolver emocionalmente naquele estúpido sentimento. Tinha de ter controlo sobre si mesma!
Nessa manhã de finais de Agosto, Ginny acordou com um dos gémeos a bater na porta do seu quarto para que esta se apressasse. Depois de se levantar da cama e se vestir contrariada, desceu as escadas que a levavam à cozinha e lá encontrou apenas os seus três irmãos e o Harry já sentados à mesa e a comerem o pequeno-almoço.
Onde estão a mãe o pai? – perguntou enquanto puxava uma cadeira para se sentar. Foi o George quem respondeu.
O pai foi trabalhar e mãe precisou de ir ao Ministério da Magia e disse–nos, imagina tu, para que tenhamos juízo e sabes porquê?
Porque ela pediu-nos para levar a ti, ao Ron e ao Harry, à Diagon-Al comprar as vossas coisas – respondeu o Fred antes que Ginny pudesse abrir a boca.
Ou seja, estamos responsáveis por vocês os três... – concluiu o George com um sorriso enquanto o Fred fazia uma careta de pessoa importante.
Com a saída dos gémeos da escola, Mrs. Weasley ficou relutante e furiosa mas acabou por aceitar, ao fim de muito tempo, a opção de vida dos filhos. Os gémeos, por sua vez, ficaram radiantes com o êxito da sua loja de brincadeiras mágicas cujas vendas iam de "vento em popa".
Mas porque é que mãe iria fazer o disparate de vos mandar ir connosco à Diagon-Al? – perguntou a Ginny a sorrir. Fred inchou o peito, fez uma cara de indignação e depois séria imitando assim o Percy:
Minha jovem irmã, além de sermos suficientemente crescidos (crescidos mas só de físico – acrescentou o George) adivinha quem te vai comprar o fato de gala!
Não acredito! Vocês não...
Pois é – continuou o Fred a sorrir – a mãe há muito que precisava de ir ao Ministério e, aproveitando o facto de nós querermos comprar para ti e para o Ron (que abriu os olhos e se engasgou com o sumo de abóbora mal ouviu o seu nome) qualquer coisa, optámos pelos fatos – concluiu, piscando o olho ao Harry. Afinal, tanto Fred como George, prometeram-lhe assim que aceitaram o dinheiro do prémio do Torneio dos Três Feiticeiros comprar um fato de gala novo ao Ron. Por sensatez, também quiseram comprar um fato à Ginny, já que o negócio da sua loja estava a render –lhes bastante dinheiro.
Ron e Ginny ficaram de boca aberta, surpresos com a novidade. Ron disse "obrigado" num murmúrio quase inaudível. Harry só ria com as caras dos amigos.
Mas bem, pelas vossas caras vejo que, pelo menos, não ficaram tristes com a novidade – disse o George sorrindo – agora se não se importam, podiam comer mais depressa... hoje temos muito que fazer!
Chegados à Diagon-Al, os quatro Weasley e o Harry começaram as suas compras na Flourish and Blotts. Faltava a Ginny entrar na loja quando ouviu alguém a chamá-la.
Ginny! Heii, Ginny! – era Hermione que corria ofegante em sua direcção segurando uma enorme sacola preta – espera! Vais comprar os livros? Óptimo, vamos comprar nós as duas porque eu também não os comprei ainda – disse sem conseguir respirar ao alcançar Ginny - 'Tás bem?
Sim, 'brigada. Hermione reparou que ela não tirava os olhos espantados da sua sacola.
Ah, isto são os ingredientes novos para poções e uns tónicos para o Crookshankes. Ele não tem estado muito bem, sabes? E ultimamente tem comido pouco. Mas agora com o tónico deve melhorar, foi o que a bruxa da loja das criaturas mágicas disse. E o Harry e o Ron estão bem? Estão ali dentro? Perguntou apontando com a cabeça para a livraria.
Ginny respondeu-lhe que sim e entraram ambas para o interior quente e abafado pelos os livros. A livraria continuava atafulhada de livros e pergaminhos empoeirados como a Ginny sempre a conheceu. Por todo o lado havia estantes até ao tecto preenchidas por livros de todos os tamanho possíveis e cada estante pertencia a um determinado assunto. Quando Ginny entrou, já o gerente procurava os livros do Harry, do Ron e, agora por último, de Hermione enquanto o George e o Fred liam, no canto oposto à entrada, um livro de brincadeiras e diabruras mágicas. Harry, Ron e Hermione encontravam-se no sétimo e último ano de Hogwarts, o que exigia que os livros fossem maiores e mais completos. Ginny ficou espantada com a grossura dos livros deles. Tinha a sensação que se juntasse os livros de História da Magia dos dois últimos anos dela, conseguiria alcançar a grossura do livro do sétimo ano. Enquanto esperava pela sua vez de ser atendida pelo gerente, começou a andar por entre os enormes armários até que se aproximou de uma estante discreta, que ficava perto das traseiras da biblioteca e que lhe chamou a atenção. Por cima da terceira prateleira podia ler-se "Magia do Amor" escrito em letras grandes com tinta vermelha e contornadas a dourado. Os livros dessa secção possuíam capas que variavam em vermelho, branco e rosa-claro como "Amor, uma magia natural" em tom vermelho e rosa ou "Almas-gêmeas. Conquista-as de uma forma simples e eficaz" em tom branco e vermelho. Ginny continuou a ler as lombadas dos livros até encontrar um que a fez arrepiar-se. Na única lombada preta lia-se "Amor entre rivais" em letras vermelhas cor-de-sangue pela professora Andrea Lovemoon, Ginny retirou-o da prateleira e abriu-o numa página ao acaso onde leu no alto da folha "Encantamentos para privar locais" escrito a tinta vermelha.
"Encantamentos para privar locais
Sendo de fácil aplicação, é um tipo de encantamento muito usado por feiticeiros e bruxas que pretendem esconder o amor de familiares e outros, que sejam contra o seu relacionamento.
Consiste em privar um local como esconderijo para namorarem aos olhos de ninguém a não ser deles próprios.
Contudo, é um encantamento facilmente aniquilado, deixando de ter efeito se e, só se, alguém que seja contra o relacionamento se aproximar a três metros do local e disser o nome de uma pessoa do casal.
Procedimento:
O casal deverá começar por escolher um local de acordo. Nesse sítio, deverão sentar-se um frente ao outro e de olhos fechados devem concentrar-se na sua cara-metade e no respectivo local. Enquanto se concentram, devem tocar três vezes com a varinha no chão, e dizer a cada batida: Privamorata. Na última batida, abrem os olhos fixando-os no parceiro.
Feito isto, um círculo branco deverá formar-se à volta do local, tendo o casal como centro, e desaparecerá de seguida."
No final da leitura, Ginny sentiu as suas pernas fraquejarem. Ficou com tonturas tendo que se segurar à estante para não cair. Mas porque raio o livro lhe afectara daquela maneira se ela nem sequer namorava? Porque andava a sentir-se estranha ultimamente?
Ah, está aí! – disse o gerente ao encontrá-la. Desprevenida, assustou-se fechando com força o livro provocando barulho e arrumou-o rapidamente – Estava à sua procura. O seus irmãos e amigos já foram atendidos, falta a menina.
Ginny entregou-lhe a lista e seguiu-o pensando ainda no que lhe acontecera hà pouco.
Depois de se despedirem do gerente da livraria, cada um com a sua sacola cheia de livros, com excepção dos gémeos que levavam uns livros de tamanho de uma gema de ovo que ninguém sabia o que eram e da Hermione que levava duas enormes sacolas, dirigiram-se ao boticário para comprar os ingredientes para poções de Ginny, Ron e Harry. A última loja a entrar foi a da Madame Malkin a fim de comprarem os fatos de gala. No caminho, Ginny e Hermione conversavam entusiasmadas sobre o fato que iam escolher e Ron ouvia-as murmurando entre dentes "mulheres..." para Harry. Por fim alcançaram a loja da Madame Malkin.
Façam o favor de entrar, jovens senhoras – disse o Fred inclinando-se para a frente numa vénia, enquanto o George abria a porta, fazendo um movimento com a mão para que entrassem.
Hermione entrou a sorrir seguida de Ginny. Os restantes rapazes, contra a sua vontade, entraram também.
Ao contrário da livraria, era uma loja muito mais ampla e fresca. As paredes eram forradas por altos armários até ao tecto divididos em duas partes, onde se encontravam os mais variados géneros de mantos, fatos e vestidos com várias cores, tamanhos e formas. Assim que entraram, a dona da loja, uma bruxa de rosto amável e sempre sorridente, aproximou-se do grupo.
Hogwarts? – todos acenaram que sim – creio que vieram comprar os fatos para a gala, não é assim?
Uma vez mais, todos acenaram que sim. Dito isto, a bruxa chamou uma das suas ajudantes e com a mão sobre a Ginny e outra sobre Hermione, levou-as até a um armário feminino, situado noutro compartimento, enquanto a ajudante ocupava-se de Harry e do Ron e os levava ao armário masculino. Os gémeos sentaram-se numas cadeiras de veludo negro ao lado da porta de entrada, onde, de cabeças juntas, cochichavam sobre o pequeno livro que compraram.
Passado um quarto de hora, a ajudante que levou os dois rapazes regressou ao balcão a fim de receber o dinheiro dos fatos. Harry foi o primeiro a pagar, tendo optado por um fato verde da cor dos seus olhos. Quando recebeu o troco, olhou para o seu lado direito mas não viu o seu amigo Ron. Olhou em várias direcções até que o viu ao pé de Fred, tentando tirar-lhe o dinheiro que este segurava na mão, com o braço esticado, obrigando-o a pedir-lhe por favor.
Então e elas? – perguntou o Fred ao Harry, depois de ter dado o dinheiro ao Ron e este ter ido, finalmente, pagar o seu fato azul escuro e de golas de um tom de azul mais claro – ainda não se despacharam? George, não ficámos de nos encontrar com o Lee Jordan na loja de Quidditch?
Sim, por isso é que é bom que elas se despachem – respondeu, olhando preocupado para o relógio de pêndulo feito em madeira de carvalho, que se encontrava pendurado sobre o balcão – esperemos mais dez minutos...
Passados cinco minutos, já George e Fred olhavam desesperados para o relógio enquanto Ron caminhava de um lado para o outro, murmurando palavras que só ele ouvia e Harry olhava soturnamente para o chão.
O.k., para mim chega! Podemos ir embora? – perguntou o George ao fim de nove minutos, com um olhar esperançoso.
Vamos sim – respondeu-lhe o Fred, levantando-se e preparando-se para sair – Ron, ficas aqui à espera delas, para entregares o dinheiro à Ginny.
Desculpa?
Toma, segura! – ordenou o George, entregando-lhe trinta galeões – penso que deve ser o suficiente. Harry se quiseres podes vir connosco.
Eu não vou ficar aqui à espera delas à seca – disse irritado, olhando para Harry como em busca de apoio.
Não é preciso ele ficar aqui – alertou o Harry, dirigindo-se aos gémeos – basta um de nós entregar o dinheiro à Ginny e ela depois que pague o fato.
Olha, que até é uma boa ideia – afirmou o Fred virando-se para George – não é que o rapaz até pensa?
É um rapaz prodígio! – respondeu com um olhar de um pai com orgulho no seu filho – nada parecido com o nosso irmão Ron! – concluiu, piscando o olho ao Harry e dirigindo-se ao local onde estavam as raparigas. A cara do Ron adquiriu uma tonalidade escarlate.
George regressou passados dois minutos.
Nem me deixaram entrar. "Não entres! Espera, que eu vou à porta buscar o dinheiro" – disse imitando a voz da Ginny – só consegui ver o olho da Ginny a espreitar pela porta entreaberta e o braço estendido para segurar o dinheiro. Mas bem, vamos embora que já perdemos tempo suficiente.
Quando eles saíram, Ginny e Hermione ainda experimentavam os vestidos. O local, outrora arrumado, encontrava-se rodeado das mais variadas roupas, desde vestidos longos em tons mais escuros e tristes aos mais coloridos e alegres. A dona da loja passeava entre Ginny e Hermione, entregando, ajustando ou dando palpites em relação às roupas, sempre com um sorriso.
Experimente este, querida – disse ela sorridente, ao entregar um vestido preto e branco à Ginny – não filha, esse vestido tem apenas uma alça – alertou à Hermione que teimava em puxar o vestido para cima do ombro esquerdo.
Ginny não gostou do vestido preto e branco que a bruxa lhe deu. O tecido era áspero e ela nem gostava muito da cor preta. Enquanto a dona da loja ajustava o vestido da Hermione, ela decidiu observar os restantes vestidos que os longos armários sustentavam nos seus cabides invisíveis. Ela não tinha uma ideia muito certa do género de vestido que queria para o baile. Provavelmente seria um vermelho, pois desde pequena que adorava essa cor. Lera numa revista que o vermelho era a cor não só do amor e, mais ainda, da paixão como também da fúria e da raiva, mas não era por isso que gostava. Talvez por ter sido influenciada pelo facto de viver numa família só de cabelos ruivos ou então simplesmente porque gostava e quem gosta realmente, não consegue dar explicação.
Continuou a olhar para as roupas até que reparou nuns vestidos, situados discretamente num dos armários ao fundo do compartimento. Ao aproximar-se, não pôde deixar de reparar num vestido vermelho que contrastava com os restantes vestidos de tons escuros. Ao tocá-lo, reparou em como era suave e ia jurar que a cor se intensificou, ficando mais brilhante.
Ah menina, se fosse a si optava por outro vestido – alertou a bruxa, olhando séria e sem o seu habitual sorriso, retirando o vestido do cabide e mostrando-o à Ginny – repare que nem é muito bonito.
Mas era para ela. Era aquele que ela queria. Simples e discreto.
Não, mas eu quero-o. Levo esse.
Tem a certeza de que não prefere outro? Temos mais vestidos em tons vermelhos. E claro, mais bonitos que este!
Tinha de ser aquele. Era um vestido de alças e longo, completamente liso e de uma única cor. Não podia ser outro.
Bem, já que o quer tanto. Venha comigo, vamos escolher os seus sapatos.
Ginny seguiu a bruxa até à Hermione, que já havia escolhido o tal vestido de uma só alça e agora provava os sapatos.
Foi ao fim de meia hora que Ginny e Hermione se dirigiram ao balcão para pagar as suas roupas. Não que Ginny tivesse demorado muito a escolher os sapatos, até porque rapidamente optou por uns vermelhos de salto não muito alto, mas sim por causa das indecisões de Hermione relativamente à escolha dos sapatos que melhor combinavam com o seu vestido amarelo.
Hermione pagou o seu vestido e dirigiu-se para fora da loja, onde esperou por Ginny, avisando que precisava de apanhar um pouco de ar. Mas Ginny sabia que ela apenas saiu com esperança de conseguir ver o Ron, nem que fosse de longe. Não percebia porque Hermione e Ron não davam o braço a torcer ao facto de gostarem um do outro. Por ainda querer surpreender o Ron, é que ela demorou tanto tempo a escolher o vestido. O que Ginny não sabia, é que o Ron também fizera perder tempo ao Harry pela mesma razão, mesmo não tendo demorado tanto tempo a escolher o fato como ela. Interrompeu os seus pensamentos sobre Hermione com a dona da loja a pedir-lhe o dinheiro.
São 16 galeões. Obrigada – inclinou-se para perto da Ginny e disse num sussurro – Sabe, este vestido é muito mal visto nesta loja. Diz –se que quem o criou transferiu os seus sentimentos conforme a cor do vestido que fazia... por ninguém o querer, pusemo-lo juntamente com os outros, no armário onde o encontrou.
Que tipo de sentimentos? – perguntou, incrédula.
Bem, não sei se sabe, mas a cor vermelha representa não só paixão e amor como também raiva e fúria e... bem, é o que se diz! Tome o troco.
Ginny murmurou "obrigada", agarrou o troco de catorze galeões e saiu da loja, segurando a sacola dos livros e o saco pequeno do vestido. Como se não bastasse o que a atormentava, ainda tinha de ouvir histórias de bruxas doidas que enfeitiçavam vestidos. Assim que saiu, guardou o troco no bolso para depois dar aos gémeos e fez um aceno a Hermione, para irem ter com os rapazes na loja de Quidditch. Hermione caminhava calada ao seu lado, "não deve ter visto o Ron... pudera, só o tempo que perdeu a escolher o fato para o baile...", pensou Ginny olhando pelo canto do olho para a sua amiga que continuava de olhos postos no chão.
«« as rosas negras... espinhos »»
Pareceu a Ginny que o seu coração tinha parado. Que imagens eram aquelas que lhe apareceram na sua cabeça? Que rosas eram aquelas? E os espinhos? Que lhe estava a acontecer?
»-» angústia e medo «-«
Não! Não podia estar a acontecer-lhe aquilo novo. Porque tinha de voltar a sentir aquilo outra vez? Porquê com ela? Não parava de questionar-se. Voltou a sentir o que a tem atormentado desde o início das férias. Aqueles sentimentos de angústia e medo voltavam a correr nas suas veias, percorrendo todo o corpo. A dada altura, começou a ver tudo desfocado pois os olhos haviam humedecido, obrigando-a a piscá-los repetidas vezes. O medo invadiu-a.
Hermione, felizmente, não reparou em nada pois continuava a olhar distraidamente para o chão.
«« ela a chorar »»
«« os arranhões no pulso esquerdo »»
As imagens tornaram-se mais nítidas e os seus olhos criaram ainda mais água. Ela não queria chorar. Não queria mesmo, mas estava difícil resistir. Para que ninguém visse o seu estado, inclinou a cabeça para chão como se estivesse interessada em encontrar galeões perdidos. Uma lágrima rolou até ao seu queixo, mas logo foi retirada com a sua mão.
«« a luz branca e aqueles espinhos »»
»-» tristeza, dor e revolta «-«
As imagens rodavam dentro da sua cabeça como um turbilhão. Os sentimentos intensificaram-se mais. Parecia-lhe que o estômago minguara enquanto a tristeza, a dor, a revolta e todos os outros, estúpidos, sentimentos tomavam conta do seu corpo. Deixou cair os sacos que segurava, espalhando tudo em seu redor.
Só teve tempo de se agarrar ao ombro de Hermione para não cair.
