Capítulo 6: A chegada

O jovem Yagami Raito caminhou lentamente entre as lápides cinzentas até parar em frente àquela cujo nome gravado era L. Lawliet.

- Então, L, venci novamente.

O vento fustigou as árvores como se quisesse responder. O chão estava coberto de folhas secas que ora rodopiavam no ar conforme o vento queria.

- Ontem você quase foi pego, Raito...pensei que fosse seu fim hehehe – o shinigami não explicou o significado desse "fim". Ele teria de escrever seu nome no caderno caso as coisas se complicassem.

- Se nem L conseguiu me derrotar, você acha que Near teria esse poder hein, Ryuuku? Mais um que se opôs aos ideais de Kira e não está mais neste mundo aha!

- Mas quem acabou com ele não foi você, não é verdade?

- Sim. É uma pena eu não ter escrito o nome dele, queria ter tido esse privilégio. Todavia, seria mais difícil matá-lo após sair daquele galpão. Como Near disse, eu era a única pessoa capaz de escrever seu nome a partir de então e a chegada de um novo Kira foi bastante conveniente. Preciso encontrar essa pessoa.

- Tem idéia de...

- Calado, Ryuuku, alguém vem vindo.

- Engraçado, parece que o shinigami gosta de te seguir...

Raito não respondeu às insinuações de Gevanni.

- Bem, foi decidido que vocês devem se transferir para o QG da SPK. Isso facilitará as investigações e a cooperação entre os grupos. Além de podermos observá-lo mais atentamente, Yagami Raito. – o investigador encarou-o por alguns segundos.

- Sim, de fato é uma ótima idéia – disse calmamente, encarando-o de volta.

O filho de Souichiro olhou pela última vez a lápide de L e o acompanhou até a saída do cemitério, onde todos estavam esperando.

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Eram oito horas da manhã quando o grupo chegou ao QG da SPK munido de malas e mochilas.

- Precisávamos mesmo nos mudar? Eu gostava tanto do apartamento do Raito...

Ide: Não diga besteiras, Matsuda, estamos fazendo isso para o bem das investigações. Além disso, este QG é bem mais amplo.

De fato. O local comportava seis quartos com suíte, uma sala reservada, uma cozinha ampla, uma sala principal, repleta de computadores de última geração e incontáveis monitores, e por fim, duas celas onde Aizawa e Mikami eram cativos.

- Os seus quartos estão no final do corredor, à direita.

Matsuda: Obrigado, Lidner. Você é muito gentil.

A moça ergueu uma sobrancelha.

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- Matsuda, você não toma jeito! A Lidner é mais velha que você!

- Eu sei, gosto de mulheres maduras. – retrucou enquanto guardava suas roupas no armário.

- Você não tem chance com ela hahaha.

- Quer apostar, Ide? Eu tenho o meu charme para me garantir.

Ide riu quando Matsuda fez sua pose de nice guy*. Minutos depois, eles se dirigiram à sala principal para se reunirem com os outros.

Gevanni estava mostrando os monitores que captavam cada ângulo de Teru Mikami e Shuuichi Aizawa.

- Como podem ver, os prisioneiros estão sob vigilância 24 horas. As grades das celas só abrem se eu digitar uma senha aqui – Gevanni indicou o teclado – Quanto aos cadernos e, é claro, o fragmento encontrado no paletó de Aizawa, eles estão num cofre em segurança.

Raito: Bem pensado. Porém há uma questão a ser discutida.

- E qual seria?

- Com a morte de Near, quem liderará as investigações de agora em diante?

- Yagami Raito, caso não tenha reparado, o nosso colega Rester não se encontra aqui.

Mogi: Mas ele...?

- Não, obviamente necessitamos de alguém mais preparado, e é por isso que ele se encontra ausente. Chegará em instantes com essa pessoa.

Não foi preciso aguardar muito, pois logo a porta se abriu e Rester entrou aos tropeços, apressado.

- Desculpem a demora, o vôo atrasou. – o policial se virou – Entre, senhorita.

Uma jovem de aparentemente vinte anos entra no recinto e para a alguns metros do grupo. Ao percorrer os olhos em cada um, seu sorriso aumenta, e, após alguns segundos de observação, ela corre em disparada.

- Amorzinho!!! – gritou enquanto abraçava um homem de olhos claros muito constrangido e surpreso.

- Pare com isso, Layla, comporte-se como uma investigadora! – Gevanni corou.

- Ok, desculpe! – a jovem o solta, dá alguns passos para trás e faz uma longa reverência – é um prazer conhecê-los, meu nome é Layla e serei a nova líder do grupo – agora ela sorria educadamente.

A mudança de comportamento da moça deixa os presentes bastante surpresos, com exceção de um que a olhava com desdém.

"Uma mulher? Isso será fácil."

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*Pose famosa em animes como Naruto, quando o personagem sorri e faz um sinal de positivo com o polegar e dá uma piscadela.