Disclaimer: Ah, essa parte é chata e me deprecia, vou pular.

Nota: Não esperava que saísse tão "fofo", juro!

oOo

Acordei um longo tempo depois do ocorrido. Lágrimas secas em meu rosto eram visíveis, coisa que observei imediatamente ao me olhar no espelho.

Minha vida estava confusa. Antes eu era apenas uma pessoa triste e que bebia. Agora sou uma pessoa triste, confusa e que –ainda- bebe.

Essa confusão, apesar de ser apenas uma a se acrescentar mudou totalmente minha vida e eu já não posso negar.

Estou extremamente atraída pelo hanyou, coisa que não poderia acontecer. Não que eu seja alguém que tenha princípios contra casais apaixonados, mas eu não poderia fazer parte de um, simplesmente não podia!

Eu via meu mundo cair e meu coração acelerar toda a vez que pensava que estava prestes a me entregar para um cachorro ou melhor, meio-cachorro como Inuyasha. Minha cabeça doía mais quando eu imaginava como seria minha vida com e sem ele, que uma forte ressaca.

Eu estava perdida, e não tinha a quem recorrer, ótimo!

Kagome Higurashi não se cansa de se meter em enrascadas como essas. Ela simplesmente não cansa em aumentar ainda mais sua infelicidade e desespero.

Suspirei pensando que teria que encarar o hanyou mais uma vez, senão muitas. Lavei meu rosto e alisei a camiseta que me vestia. Sai do quarto então, enquanto meus olhos procuravam avidamente Inuyasha, a qual não encontrei.

Desci as escadas ainda sentindo pequenas pontadas de dor, nada comparado ao que sentia antes, mas ainda que perturbava.

Ouvi uma voz estridente vinda da cozinha e, mediante ao fato, apenas encostei-me na parede atrás da mesma, feito que estranhamente não fez o olfato de Inuyasha me descobrir. Não que eu adorasse escutar conversas, mas essa em especial me despertou um pingo de curiosidade.

- Você acha mesmo que não perturbarei se vir aqui mais vezes? – A voz feminina despertou meu interesse ainda mais. Fechei um pouco os olhos me pondo sentada agora.

- Claro que não Kikyou, afinal você sempre me foi uma boa companhia – A voz de Inuyasha me parecia diferente agora. Não tinha aquele tom de irritação ou curiosidade, apenas calma emanava do mesmo.

- Fico feliz em me receber tão bem depois de tudo o que fizemos juntos, ou até mesmo o que fiz com você. – Agora parecia arrependimento. Um amargo arrependimento jazia na voz da desconhecida, agora nomeada por Kikyou. Meu coração começou a bater com força, enquanto eu fechava minhas mãos com uma certa raiva (?).

- Passado é passado, minha cara. Sabe que tivemos muitas noites juntas e se preferiu Naraku, certamente não tenho mágoa de você. Claro, na época tive muita e admito que ainda é estranho te encarar, mas quem sabe possamos ser amigos... ou até algo mais. – Eu e minha ótima percepção sobre faces-do-hanyou indicaram que agora era de pura malícia.

- Eis o maior erro da minha vida!- Implicou a mulher. – Desculpe-me pela dor e sofrimento pela qual te fiz passar, mas digo-lhe que faz tempo que eu e ele não nos vemos e... – Inuyasha a cortou subitamente.

- Primeiramente sinto cheiro de Naraku em você, não duvido que não o veja faz tempo, mas que ele seja longo, sim. E não precisa me dar explicações de sua vida, eu não faço mais parte dela agora. – Um breve silêncio ameaçou se preservar entre as duas figuras prostradas no meio da cozinha.

- Sinto falta das suas carícias e... – Ela parou. – Tem certeza mesmo que posso vir mais vezes? Sinto falta de você, Inuyasha. – Ele abriu um pequeno sorriso, ao menos em minha mente doentia. – Talvez tudo seja esquecido e do passado sobre-nos o futuro! – Ouvi passos e esses eram de algum dos dois se aproximando.

- O que aconteceu antigamente não se repetirá novamente Kikyou, tirando as partes de nudez. – Ela riu baixinho, coisa que me fez espiar para dentro do local. Observei então o mais novo " casal " se abraçando, como se estivessem em um "caloroso e feliz" reencontro. Bufei enquanto rezava para que nenhum dos dois percebesse minha –indesejável- presença no local.

- Espero que das íntimas surjam as mais eternas. – Sim, eu entendi o recado. Ela estava literalmente dizendo para ele que através da relação seus laços amorosos se reatariam. Arregalei um pouco os orbes quando vi que ela ficava com a ponta dos pés afim de beijá-lo. Engoli seco ao reparar que ele fechou timidamente (apenas aparentemente) os olhos e enlaçou a cintura da mulher, esta que como ainda não citei, contendo uma fúnebre e grande quantidade de atributos que lembravam a mim entre eles, a cor e forma dos cabelos, e até mesmo o tamanho e cor de pele.

Sem saber qual reação tomar, levantei do chão gelado adentrando o cômodo. Como se não tivesse visto a cena, dei um pequeno pulo e levei a mão à boca, indicando susto.

- Me desculpe casal, não sabia que estavam se agarrando na cozinha, lugar que normalmente serve para comer... comida. – Ao invés de deixá-los a sós passei por ambos e abri a geladeira, apanhando o leite.

O Hanyou me observava, normalmente estranhando o fato, tal de eu ter entrado subitamente e por ter aberto a geladeira, sendo que quase não comia.

- Não sabia que tinha um caso. – A voz irritantemente estridente me aplacou. – Poderia ter me contado Inuyasha, assim não passaria por idiota. – Senti olhos grudados em minhas costas. Fechei a geladeira depois de ter apanhado o leite e dei ombros.

- Eu e ela não temos nada. – Olhei diretamente nos olhos de Inuyasha procurando alguma pista de que ele estava preocupado por eu estar ali. – Ela apenas ficará em casa por alguns dias, sem contar que ela quer ir embora o quanto antes. – Encarei minha "rival", tal que demonstrou apenas frieza.

- Engraçado saber que Inuyasha agora anda abrigando pessoas. – O pequeno sorriso não me atingiu. – Será que poderia nos deixar a sós, se possível? – Dei novamente ombros andando lentamente em direção a porta.

Esperei alguma voz dizendo para eu parar, esperei realmente para que acontecesse. Eu não estava parecendo ser eu, certamente que não.

Meus pensamentos, modo de agir e até mesmo de falar mudaram diante ao aceitar minha paixão pelo meio-youkai e por ter me deparado com a cena que não queria ter visto.

Pena dizer que esperei inutilmente e ainda mais penoso saber que quando fui dar uma última olhada, o casal se enlaçava enquanto o beijo ficava mais fervoroso.

Mordi meus lábios não sabendo que direção seguir, mas bem, eu sabia.

O bar não era tão longe assim.

oOo

Bêbada. Bêbada em um bar praticamente vizinho a casa de Inuyasha com a blusa que ele me dera e a calça que eu usava na noite anterior, já seca, porém totalmente rasgada.

A garrafa estava pela metade e minha mão direita encontrava-se em minha testa, demonstrando clara decepção.

Sentei em frente ao bar, esperando que "Kikyou" saísse da casa em que eu estava alojada. Minha casa estava longe e eu realmente não iria a pé até ela. Minha vontade de voltar para casa não era tão grande quanto antes.

Bebi mais um gole e atrás desse muitos que terminaram com mais dois copos.

Eu não beberia mais que uma garrafa hoje. Meu eu-interior gritava que eu estava viciada como nunca havia gritado antes, mas esse vício diminuiu quando pensei em tristeza. Era para aumentar de fato, mas eu não sentia nem ao menos vontade de beber.

Kagome, Kagome, porque deixou se iludir, sendo que nunca deixaste?

Deixei a garrafa e o copo de lado, ignorando totalmente o que as pessoas, em sua maioria homens, diziam.

Logo vi a sombra da mulher magra, branca e semelhante a mim saindo da casa de Inuyasha, lhe acenando com um sorriso em sua face. Virou-se em direção contrária a minha e seguiu em frente, saltitante.

O hanyou olhou diretamente para minha direção, não parecendo contente. Mas, o que ele poderia dizer agora, sendo ele causador de minha dor?

Levantei do chão caminhando em direção à ele, não o encarando.

- Foi divertido? – Perguntei demonstrando sarcasmo.

- Mais que você imagina. – Senti uma pontada atravessar meu orgulho. Passei por ele e caminhei até a sala. Joguei-me contra o sofá, sentindo pequenas tonturas que me invadiam hora ou outra.

- Quando vai me levar pra casa? – Perguntei, sem nenhuma intenção agora.

- Quando quiser. – Respondeu, passando pelo sofá e entrando na cozinha. Pegou o leite que eu havia deixando no chão e colocou dentro da geladeira.

- Hum... – Continuei vidrada em algo que eu não sabia o que era. Me joguei ainda mais no sofá, balançando minhas pernas e tirando a calça masculina de meu corpo. O silêncio pairou entre nós dois, que não pronunciávamos palavra sequer.

Eu porque realmente havia perdido ainda mais se possível, a vontade de viver. E Inuyasha por motivos que obviamente desconheço.

Senti um peso ao meu lado, e o dono dele que pegou levemente minha mão.

- O que houve? – Perguntou, chegando perto de mim. – Tudo bem o fato de estar quieta e de ter bebido, mas não estar respondendo as minhas claras provocações está me intrigando. – Colocou a mão em meu queixo, forçando a encará-lo.

- Nada que te interesse. – O fitei, sem esboçar reação alguma.

- Será que pode me dizer o que aconteceu? – Perguntou, cerrando os dentes. – Não tenho paciência com você, só sabe guardar seus segredos para si mesma! Não sei nada da sua vida e você insiste em não dizer, então se não quer me conte ao menos porque está aqui agora. – Ele começou a se desesperar quando viu que eu nada falava. – Kagome, por favor.... – Suspirei o encarando por um longo tempo antes de pronunciar algo.

- Eu comecei cedo, sabe? – Ele arqueou uma sobrancelha, não entendendo a que ponto eu iria chegar. – Aos 18 anos já tinha certeza que queria ser empresária, era um sonho que eu tinha! Estudei, estudei fervorosamente até completar os 18 para investir em meu maior sonho. Nunca tive interesse em namorar e meus pais me apoiavam sempre em minha escolha de dedicar-me aos estudos e não a uma vida mesquinha e sem objetivos.- Vi que Inuyasha apertou mais forte minha mão e mesmo não sendo youkai como ele, podia jurar que sentia até mesmo o cheiro de sua curiosidade.

Aquele olhar dourado se prendeu a mim, como o de uma criança interessada em um conto antes de dormir. Não parei, apenas puxei a mão que ele segurava contra mim.

- Enquanto eu completava o terceiro grau eu já investia em tudo o que podia. Meu sonho estava se realizando! Fui chamada a bons postos que me levariam a ser uma empresária com sucesso profissional! – Dei um pequeno sorriso desiludido, antes de continuar. – Enfim, quando estava completando quase vinte anos já estava sendo reconhecida. Uma empresa de design, olhe só! Fui chamada para trabalhar até em lugares a qual não tinha noção dos afazeres. – Inuyasha se acomodou mais no sofá.

O olhar comendo as informações que eu soltava, pouco a pouco.

- Eu não poderia negar que era incrível! Mas pessoas incríveis têm suas formulas inegáveis para tal, a minha era o isolamento e esforço. Eu trabalhava horas por dia, comia pouco e fazia muitas horas extras. Era viciada em café e em trabalho, simplesmente. Meu sonho tornou-se minha prisão e eu não percebi o quanto aquilo me prejudicava. Enquanto muitos tentavam se aproximar eu apenas os afastava. Não como agora, mas não era por prazer e sim porque apenas pensava nos meus afazeres. – Respirei fundo, olhando para um ponto qualquer no chão.

- E então, o que aconteceu? – Preferia não ter ouvido a voz do meio youkai, mas isso não me impediu que continuasse.

- Então, ao invés de ser parabenizada por meus feitos, apenas recebia mais cobranças, pois sabiam que se entregassem a mim eu faria e entregaria tudo no dia marcado. Fui até mesmo explorada, afinal eu gostava não gostava? Gostava de me afundar em vários papéis e fazer uns três relatórios por dia e vários pequenos serviços que trariam sucesso a empresa. – Passei a língua sobre os lábios.

Fechei os olhos por algum tempo, lembrando-me de cada momento frustrado que havia se passado por minha vida.

- Enfim, tinha poucos amigos lá dentro, porém esses não se importaram quando joguei tudo pro alto e decidi me afastar. Um ou dois ligavam pra mim perguntando como eu estava e dizendo preocupação. A imprensa ficou louca atrás de mim, que não lhes atendia e aos poucos tudo parou. Eu fiquei sozinha como queria. Meus pais já estavam mortos naquele tempo e eu, de outra maneira, também. – Encarei por alguns segundos Inuyasha. Ele demonstrava carinho e tristeza, coisa que claramente estranhei.

- Se quiser parar tudo bem. – Disse ele tentando por a mão em meu ombro, toque a qual desviei.

- Minha vida parou, mas o dinheiro que eu ganhei com todo esse aprisionamento que eu mesma proporcionei me sustenta até hoje. Aquele sonho tão delicioso na realmente era amargo. Eu pensei que tinha ganhado a vida quando me aceitaram, e tentando ser a melhor e mais prestativa, acabei me afundando. – Abaixei a cabeça, esforçando-me para que uma lágrima não caísse. – Bebo, quase me mato, mas a dor é menor que a de antigamente. – Inuyasha engoliu seco, sem reação alguma.

- Por que resolveu me contar? – Abri um pequeno sorriso debochado.

- Porque preferi contar meus "segredos" que dizer o porquê fiquei deprimida hoje! – A expressão de indignação em seu semblante foi exagerada. – Agora não pode dizer que não conto nada, afinal contei-lhe tudo. – Levantei do sofá lentamente, trançando um pouco as pernas. Ele se levantou, me abraçando por trás em um abraço acolhedor.

- Se quiser me abraçar tudo bem. – Fiquei apavorada com a atitude. Preferia ter repetido minha história cem vezes ao escutar o que havia escutado. – Olhe, está tudo bem, eu não queria te deixar triste. – Arrependimento! Aquela maldita voz de arrependimento e preocupação que fizeram meu coração balancear por aquele maldito invasor. Comecei a respirar rápido, com medo de qualquer atitude idiota que eu poderia tomar.

E foi isso que aconteceu, tomei a atitude mais hipócrita, nojenta e asquerosa que poderia.

Me virei para abraçar Inuyasha. Um abraço forte, a qual deixei com que as lágrimas caíssem de meus olhos enquanto a bebida me fazia exaltar ainda mais. Inuyasha acariciava meus cabelos em sinal de proteção. Meus braços me prendiam ao hanyou, que beijou minha testa e fez com que minha cabeça apoiasse sobre seu ombro.

Logo, me afastou do mesmo, se aproximando lentamente.

- Então minhas suspeitas estavam certas. – O pequeno sorriso amargo brotou em minha face. – Você me surpreende mulher! – Aproximou-se lentamente em mim demonstrando querer me beijar. A aproximação ficou perigosa e as forças que eu teria para corresponder, tornaram-se para empurrá-lo longe de mim.

- Mas você não! – Ele assustou-se com minha reação. – Você acha que eu sou o que, Inuyasha? – Ele entreabriu um pouco os lábios, sem saber o que dizer. – Pode ficar com ela, mas não tente se aproximar de mim. – Abri um sorriso sarcástico que percorria todo o meu rosto. – Você fede a mulher. – Me afastei dele, demonstrando nojo.

- Kagome, olha... – Eu o fiz parar quando tentou novamente me abraçar em meio ao seu desconcerto.

- Estou olhando, tanto que olhei muito bem antes de sair dessa casa. – A voz era uma mistura de zombaria com raiva. – Você nem ao menos se preocupou se eu estava lá ou não! Me agarrou antes de eu ir dormir, fez com que eu correspondesse e olha só! Mal eu acordo já está com outra nos braços fazendo juras de amo.... – Parei de falar ao lembrar exatamente do ocorrido. – Sexo! Juras de sexo e convites pra sua deliciosa cama ao lado esquerdo subindo a escada. – Aquele semblante assustado mudou-se para outro. Dos lábios do hanyou um pequeno sorriso surgiu, seguido de um olhar debochado.

- Então quer dizer que está com ciúmes? – Perdi a fala. Tentava falar algo, mas minhas palavras paravam antes de serem pronunciadas. – Não era você que mandava eu me afastar? Eu me afastei de você, oras. – Cerrei os dentes o fuzilando com o olhar.

- Isso não se trata de ciúmes e sim de honra! Você poderia ter esperado, sabe? Você vivia dizendo o quanto suas "prostitutas" lhe proporcionavam prazer, mas nunca imaginei que iria beijar uma na minha frente, sendo que antes dizia que estava fascinado por mim! – Dei ombros em um curto suspiro. – Tudo bem que uma ex-namorada é praticamente impossível de se rejeitar, principalmente como ela, que acredita que através de sexo vocês conseguirão se apaixonar novamente. – Ele fechou um pouco os olhos demonstrando desconfiança. Coloco a mão abaixo do queixo, aumentando ainda mais o sentimento.

- Bom, então quer dizer que estava ouvindo nossa conversa, não é? – Várias cores passaram por minha face, a deixando por último levemente azulada. Sim, azulada, o vermelho foi a minha primeira reação quando fui descarada por Inuyasha. Kagome e sua maldita e nojenta boca grande.

- Ouvi, ouvi sim. – Respondi com simplicidade após um tempo. – Qual o problema? Pessoas fazem isso, não fazem? Pensei até mesmo que você havia me percebido ali com o seu olfato super apurado. – Indaguei demonstrando despreocupação. Inuyasha me puxou pelo pulso, colando meu corpo ao dele.

- Ora, vamos, admita que está com ciúmes. – Disse ele se aproximando. – Pessoas sentem isso, não é de se estranhar que você também, já que apesar de ser diferente da maioria, ainda sim é um ser humano. – Torci meus lábios, sem saber que reação tomar. – O mais irônico da estória é que me contou tudo sobre sua vida para não contar porque estava magoada e acabou deixando escapar! – Aquele sorriso vitorioso me fazia pensar apenas em mandá-lo ao inferno, local apropriado para ele. Suspirei, dando pequenos golpes nele ganhando distancia.

- Não é ciúmes. Apenas pensei que fosse digno de confiança. – Os olhos dele ficaram triste e o sorriso desapareceu. Suspirei longamente,e resolvi que não valia a pena ficar guardando o que eu pensava e mesmo que eu sempre fizesse isso, as coisas mudavam quando eu estava com Inuyasha. – É normal. Você não foi o primeiro homem a tentar me beijar e também não foi o único que se aproximou para ganhar sexo com uma bêbada qualquer. – Meu sorriso murchou. – Você é homem, não precisa se preocupar em fingir que não é. –

- Kagome... – Chamou meu nome suavemente, sem palavras no momento.

- O que mais quer dizer? Quero subir ao meu quarto. – Ele me impediu, pegando minha mão.

- Não posso deixar você ir assim. Sei que te magoei e farei o máximo para que não se repita, Ká!- O apelido me fez sorrir por um instante. – Eu te adoro... eu te adoro muito. A Kikyou não é nada perto do que você representa pra mim, e se eu a beijei é porque você disse que me queria longe, então tentei te esquecer. – Curvei o pescoço o olhando nos olhos.

- Me esquecer beijando outra? Eu nunca fiz isso! – Coloquei as mãos na boca a tampando enquanto o sorriso de Inuyasha crescia.

- Então quer dizer que queria me esquecer, por que hem? –

- Merda. – Praguejei baixo. – Por que você apareceu na minha vida, Inuyasha? – Perguntei, desistindo de fazer aquele jogo entre nós. – Você simplesmente poderia ter me deixado ir, ou ter me esquecido em casa aquele dia. – Dei ombros. – Uma pena, mas não consigo te perdoar por isso. – Virei de costas agora caminhando. – Até mais tarde, Inuyasha. – Ele não disse nada nem segurou meu pulso.

Coloquei o pé no primeiro degrau desconfiada com a ausência de alguma ação bizarra de Inuyasha.

Coloquei o outro, subindo a escada, e relaxei quando me vi ao topo dela. Quando fui entrar no meu quarto senti uma pressão atrás de meu corpo me empurrando pra dentro dele, mas não sozinha. Um corpo se pôs sobre o meu, tomando meus lábios com fervor, enquanto segurava meus pulsos acima de minha cabeça.

- Achou mesmo que eu fosse te deixar ir? –

- Não. – Rebati de imediato. – Mas também não imaginava que fosse parar na minha cama. – Pronunciei baixo, tentando o afastar e não demonstrar que ao mesmo tempo em que sentia medo, também tinha curiosidade. Inuyasha passou a beijar meu rosto, distribuindo caricias por ele.

Levou as fortes mãos em meio das minhas pernas, as abrindo e se encaixando em meio delas. Soltou meus dois pulsos, fazendo um leve carinho em minha cintura, enquanto me beijava.

Me segurei para não corresponder ao desejo, mas parecia incontrolável. O pouco que havia bebido hoje me ajudou a não se controlar, já que me deixava mais vulnerável às carícias do hanyou.

- Olha, eu não quero. – Sussurrei, não fazendo esforço para tirá-lo de lá. – Gostaria que saísse de cima de mim. – Ele sorriu gentilmente.

- Você não quer porque tem medo de quê exatamente? – Olhei para o lado totalmente confusa.

- Você acabou de transar com uma mulher, Inuyasha, e ela não era eu. – Ele virou meu rosto em sua direção.

- Eu não transei com ela Kagome, nós apenas conversamos. – Ri debochadamente.

- Eu conheço essa história, normalmente contada por viciados em sex... – Ele me cortou antes que eu terminasse a súbita provocação.

- Eu e ela apenas conversamos. Kikyou era minha ex-namorada e terminou comigo no momento em que eu mais a amava para ficar com outra pessoa, que certamente já havia a beijado enquanto estávamos juntos. Creio que se meu olfato não fosse tão apurado, ela nem teria me contado. – Foi chegando mais perto a mim com a voz rouca. – Eu não fiz nada com ela e também não queria fazer isso me sentindo atraído por você. Errei ao beijá-la, mas não me afundei em erros maiores. – Engoli seco, ouvindo aquelas deliciosas palavras.

- Eu estou apaixonada por você. – Revelei sem me exaltar. – Eu não queria isso, eu apenas gostaria que minha vida continuasse do jeito que estava e eu realmente te odeio por ter me perseguido até acontecer esse trágico evento. – Ele me sorriu.

- No fundo você não me odeia. – Suas últimas palavras terminaram em um leve beijo repleto de ternura e amor.

Esqueci de toda aquela loucura e desisti de o afastar. Naquele momento, perdi a consciência de tudo. Esqueci o que poderia ou não fazer e deixei me levar.

As orelhinhas de Inuyasha vibraram ao receber meu toque e sorriu largamente entre meus lábios enquanto eu correspondia ao beijo.

Desceu para meu pescoço, fazendo com que nossa proximidade ficasse ainda maior se possível. Suas mãos passaram a massagear minhas coxas, as apalpando fortemente.

Gemi contra seus lábios, ato que Inuyasha não fez questão de fingir que não notou.

- Finalmente resolveu colaborar. – Olhei para baixo e o senti apalpar fortemente minha bunda contra seu corpo.

- Pena que você não deixou de ser um idiota. – Ele sorriu pegando minha blusa e a subindo. De momento a segurei, mas aquele olhar transmitindo segurança me fez soltar a blusa e deixar com que ele deitasse sobre mim novamente, agora comigo apenas trajando roupas íntimas.

- Não precisa ter vergonha, afinal já te vi nua. – Senti vontade de esbofeteá-lo.

- Pena que você ainda não deixou de ser idiota. – Respondi sem elevar o tom da minha voz. Inuyasha desabotoou meu sutiã me livrando dele. Observou meu corpo seminu, levantando-se um pouco.

- Você fica mais bonita assim que desacordada. – Sorri levemente. – Incrível como aquele ser magro possui tantos dotes que não faz questão de realçar a ninguém. – Abocanhou meu seio direito, enquanto eu fazia um leve carinho em seus cabelos.

Descaradamente colocou a mão dentro de minha calcinha massageando meu sexo, movimento que me fez gemer alto.

- Você não sabe a delicia que é esse seu cheiro único que exala inocência. – Não conseguia o encarar. Aqueles olhos zombeteiros que conhecia não estavam presentes em Inuyasha, nem a pessoa impostora que ele era. Parecia-me tão doce e perfeito que não tinha forças para olhá-lo diretamente nos olhos como costumava fazer sem receio.

Penetrou um dedo em mim, em um calmo movimento ainda sugando meu seio. O deixou então, colocando-se ao meu lado e ainda sim me masturbando.

- O que pensa que está fazendo? – Perguntei, virando o rosto para o outro lado.

- Te observando. – Respondeu. Senti um arrepio percorrer todo o meu corpo ao ouvir o tom possessivo que saiu de seus lábios. Tirou minha calcinha, me deixando agora inteiramente nua. Posicionou sua cabeça em meu sexo, o assoprando levemente.

- Não acredito que estou fazendo isso. – Ele sorriu passando a me lamber com varocidade. Apesar da nova carícia, a antiga se fez presente e ele me penetrava com o dedo enquanto me dava espasmos de prazer.

- Nem eu acredito. – Disse ele quando parou de me sugar, logo depois voltando ao ato. Respirava fundo, enquanto meus seios já estavam inteiramente rígidos e os arrepios iam e vinham todo o momento. Senti que não poderia mais agüentar e me apertei contra Inuyasha, que abriu ainda mais minhas pernas e segurou com força minha cintura. Chupou com força meu clitóris depois de ter me molhado totalmente com sua saliva. Meu sexo estava pingando de excitação e ele abriu minhas pernas o máximo que pode para lamber minha entrada. Entrei em êxtase e meu corpo se cansou já no primeiro ato do hanyou.

- É detestável saber o quanto você é experiente no assunto. – Ele se colocou por cima de mim, me dando um leve selinho.

- O mais incrível é saber que todos esses anos de experiência não me deram tanto prazer que você está me proporcionando agora, mesmo sem fazer nada. – Finalmente o encarei confusa. – Nunca imaginei que você seria minha, não totalmente. – Senti seu membro começando a penetração. Sentia-o rígido e me espantara observar o tamanho que ele possuía.

Tentava manter a calma mas não a alcançava. Inuyasha pressionou seus lábios contra os meus, voltando a me beijar.

- Fique calma, prometo que não vai doer muito. – Sorri ainda demonstrando um pouco de sarcasmo.

- Disso eu sei. – Ele riu, sussurrando em meu ouvido.

- Se sabe, então porque está tão apreensiva? Relaxe Kagome, eu estou no comando agora. – Inesperadamente pra ele, meus braços envolveram seu pescoço e eu me deixei relaxar. Inuyasha me abraçou também, passando a iniciar a penetração. – Vinte e quatro anos já era tempo! – Se fosse antigamente eu o bateria pelo comentário, mas apenas o que fiz foi sorrir. Fiz uma pequena careta perturbada, mas Inuyasha não parou.

Logo eu comecei a me acostumar com a presença do hanyou lá dentro, mas não poderia deixar de citar que ele realmente era grande, tornando assim a experiência um pouco mais dolorosa que deveria ser.

Quando senti que já estava bem o suficiente, minhas unhas lacraram-se em suas costas o fazendo gemer.

Deixou de me abraçar, colocando as palmas das mãos sobre a cama se levantando um pouco, mas ainda penetrando.

- Você é linda. – Disse-me em meio a outro gemido.

- E você é grande. – Ele riu maliciosamente.

- Eu sei. – Seu rosto se contorceu em uma grande tortura enquanto continuava com as estocadas lentas dentro de meu corpo.

- Pode ir mais rápido..., se quiser. – Ele deu um suspiro aliviado aumentando o ritmo. Gemi alto ao sentir a força com que ele me possuía, sendo essa deliciosa.

- Se eu fosse um pouco menos orgulhoso te colocaria por cima pra provar. – Passei as unhas em seus braços fortes e músculos, objetos atrativos de desejo.

- E o que isso tem a ver com orgulho. – Ele sorriu, enquanto cerrava os dentes perante as unhadas fortes que eu dava por seus ombros, agora.

- Eu não te darei a liderança tão fácil, minha Kagome. – Fiquei envergonhada rapidamente ao ele nomear-me sua. – Não agüento mai ..., esse seu cheiro de pureza se misturando ao meu cheiro está acabando comigo. – Eu lhe sorri, agora deixando fortes marcas em seu peitoral bem definido.

- Então termine com isso. – Ele sorriu, saindo de mim e me pondo de quatro. Não tive tempo de protestar quando o senti escorregar por dentro de mim. Era rápido e forte, tal que me fizeram novamente contrair e junto a Inuyasha, entrei novamente em êxtase, já que seu pênis deslizava ainda mais fácil para dentro de mim.

Meu corpo cansado caiu sobre a cama no momento em que gozei, já que Inuyasha tirou sem membro para assim fazer, mas era calculável que foi no mesmo momento.

Também cansado, seu corpo caiu sobre o meu, me abraçando por trás.

- Finalmente sinto cheiro em você. – Ele riu, fungando em meu pescoço. – Nunca me senti tão feliz. – Saiu de cima de mim pondo-se ao meu lado. Sorri delicadamente acariciando seu rosto.

- Nem eu... – Ele me abraçou forte ao ouvir o que eu havia dito e eu adormeci em seus braços.

Estávamos ligados por laços mais forte que a ironia e curiosidade, agora. Nem deus, nem o mundo, muito menos eu ou ele poderíamos negar.

oOo

Estou esperando meus presentes por ter feito o hentai. Ande, vamos, ouro e prata são bem vindos também D!

Ta, falando sério agora. Agradeço do fundo do coração as pessoas que estão mandando review, mas ultimamente o andamento do site está lento, e estou recendo de 3 a 5 reviews por capítulos apenas. Não que eu esteja achando absurdamente ruim, mas se continuar assim acho melhor finalizar a fic mais depressa que eu imaginava terminar e tentar outro projeto que agrade mais ao geral!

Se não fossem as pessoas que me mandam as poucas e preciosas reviews que recebo, essa fic já estaria deletada, confesso.

Mas enfim, deixando de lado o choro e a melancolia vou responder aos comentários e desejar que todos tenham gostado, claro!

Um beijos a todos e até mais!

MEYLLIN – UAHAUHAUAHUHA se recuperando do capitulo anterior? Quero ver você se recuperar desse XD! Mas realmente, a Kagome estava toda acabada e como mágica acabou sendo agarrada dentro de um banheiro, quem dera, não? Sua dúvida pelo hentai já deve ter sido esclarecida, já que saiu nesse capitulo! Sinceramente eu não achei que fosse sair tão cedo, nem mesmo queria, mas foi inevitável de acordo com o rumo que o capitulo estava indo, resolvi me entregar de vez então XD! O resto das revelações está nesse capítulos, tirando algumas coisinhas que ainda estão por vir, claro! Eu resolvi deixar mais sobre a Kagome e o Inu, mas colocar algumas partinhas que outros personagens participam só pra dar um ar diferente na fic (Acho que você é a única que lê minhas notas ¬¬) ! Vou continuar participando, pode deixar HAUHAUA! Beijos guria, e até o próximo!

AGOME CHAN- Sim, sim, sim eu parei numa parte dessas sem sombra de dúvida! HAUHAUAHAU, normalmente é engraçado e maquiavélico sentir a reação das leitoras quando paro em partes interessantes do capitulo, mas saiba que se eu não tivesse parado talvez esse capitulo tivesse tomado outro rumo e nem o hentai teria (Tmizinha tentando persuadir a leitora que não fez apenas por maldade HAUHAUA) ! Toma aí o capitulo novinho em folha pra você! E não se jogue muito no chão você pode acabar se machucando *risada maquiavélica*. Muito obrigada pela review moça, e espero que tenha gostado! Ah, claro, e até o próximo XD!

TAHLIANNAH – Ah claro, dragões são realmente fofinhos, quem sabe aqueles que costumam aparecer em forma de animação não é? ¬¬" E pare de passar a mão nesse "bicho" perto de mim, sinto que ele vai me devorar (e eu sei que se eu demorar ele vai) a qualquer instante em que eu estiver dispersa eu meus mais lindos e profundos pensamentos Ç_Ç. A Kagome ta ficando cada vez mais humana realmente! Demorei pra conseguir esse ênfase no fato de ela ter deixado de ter emoções, ainda bem que os leitores captaram a minha mensagem XD! Já acostumei com seu Nick, nem fico olhando mais pra digitar HAUHAUHAUHAUAH! Espero que tenha gostado (Não só do hentai ¬¬), e até o próximo capitulo!

MAYLOVE – LEITORA NOVA, LEITORA NOVA (comemora junto com a torcida do Corinthians). Você não sabe a extrema alegria que me deu quando eu vi que tinha tanto uma nova review como uma nova leitora, quase chorei *-* HAUHAUAHAU! Está amando a fanfic? Sério? Poxa, muita satisfação de minha parte ouvir isso, ainda mais na parte em que diz que eu escrevo bem, estou me esforçando para não cometer delitos que cometi nas primeiras fics que fiz XD! Gostinho de quero mais? Acredite, eu fui treinada pra fazer isso na pior maneira possível MUAHAHA ! Espero que tenha gostado do capitulo, ao menos eu não fiz vocês esperarem bem na hora que ia começar o hentai, pense positivo, sempre ùu! Kissus guria, continue acompanhando e até mais *_*!