Disclaimer: Isso virou uma tortura!
Prometo que – para a (in)felicidade geral ou não – o próximo capítulo terá várias pitadas de sal !
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A claridade bateu forte em meus olhos através da fina cortina em frente à janela. Sentei-me na cama, com o cabelo extremamente amassado e os olhos temendo encontrar mais claridade que aquela.
Levantei-me da mesma e caminhei até a janela, tentando fazer com que a fina cortina tornasse-se grossa, inutilmente.
Observei-me lentamente, me descobrindo nua e lembranças vieram com voracidade em minha mente. Lembranças de uma noite repleta de carinhos que não deveria ter acontecido.
Claro, tirando o fato de eu a ter adorado, posso citar vários motivos para odiá-las.
O principal delas é o fato do hanyou ter consigo me "ter" completamente, depois de se enlaçar com sua ex-namorada extremamente prepotente e fazer com que além de eu revelar minha vida, também revelasse meus sentimentos.
Se antes eu achava que não sabia que rumo tomar, hoje vejo que tenho na verdade, certeza.
Peguei o camisão que vestia na noite anterior antes do meio-youkai tê-la arrancado de mim, e a coloquei novamente.
Bocejei, andando até a porta do quarto. Nada mais romântico, ser uma alcoólatra vivendo sentimentos ridículos e inevitáveis após acordar na cama a qual perdera a virgindade vergonhosamente aos seus 24 anos, e o pior, sozinha.
Sim, o senso de romantismo de Inuyasha ao que me dei conta limitava-se até o outro dia, quando me deixaria solitária e desceria as escadas fazer não sei o quê e não sei onde.
Não poderia dizer se eu estava repleta de felicidade ou incertezas. Também não sabia se me sentia arrependida ou concretizada.
Confusa, confusa, como sempre costumei ser.
Relaxei os ombros descendo as escadas, apoiando-me no corrimão. Minhas finas canelas bambeavam, não de embriagues, mas sim de sono.
Vi Inuyasha aparecer na batente da porta me encarando furioso.
- O que houve, pensou que me daria dinheiro e eu sumiria? – Perguntei, arqueando a sobrancelha. Minhas palavras foram mais rápidas que meu próprio pensamento, ditas com certa provocação.
- Não, Kagome. – Disse, ainda não tirando a máscara indicando braveza. – Apenas suba novamente ao quarto. – Levantei as duas agora, com um leve sorriso formando-se em minha face.
- Oh! O que houve, alguma nova mulher "no pedaço"?- Inuyasha deu um longo suspiro, balançando a cabeça lentamente.
- Sabia que você não era a típica mulher apaixonada que viria correndo, me daria um beijo e diria que ficaria comigo pra sempre. Mas também não achei que viesse com tantos espinhos pra cima de uma pessoa tão inocente quanto eu. – Passei a língua sobre os lábios, debochadamente.
- Vamos concordar que a pessoa que existe em você pode realmente ser inocente, mas a parte youkai nem tanto. – Ele se pôs a sorrir agora, apoiando-se na parede. Uma sensação estranha de alegria me abateu ao ver o enorme sorriso que ele adotou para si.
- Apenas quero que suba, pois diferentemente de você sou uma pessoa romântica. – Cocei a garganta, dando pequenos passos até ele.
- Ah claro. Havia me esquecido que na primeira regra do romantismo existe a passagem que diz claramente o quão se é romântico abandonando sua amada sozinha no lugar que a possuiu no dia anterior. – O sorriso dele brilhou quando este passou a aumentar.
- Estava apenas tentando... – Frisou com força a última palavra, após continuar o que estava dizendo. – ... terminar o seu café da manhã antes que você acordasse. Pena que foi um fracasso. – Deu ombros, com seu semblante repleto de uma falsa depressão. – Vejo que nunca acerto quando estou com você. – Não agüentei o olhar de Inuyasha e também sorri.
Senti que seus olhos ficaram fixados ao meu sorriso, algo que me fez lembrar o pouco que eu havia sorrido verdadeiramente perto de Inuyasha.
Não me importei, talvez pela única vez depois de tanto tempo, afinal.
Todas as pessoas que já havia conhecido se deram ao luxo de amar, sem exceção de uma sequer. Senti minha melancolia pela vida indo embora lentamente de meu corpo, me deixando para ao menos viver intensamente um momento de minha vida.
Ri ao imaginar que até mesmo minha tristeza tivesse se orgulhado a me ver feliz. Então, embriagada com o perfume que Inuyasha exalava o vi aproximar-se de meu corpo e me abraçar com força, a qual retribui.
Histórias de amor nunca foram minha preferência, e eu podia afirmar que nem ao menos gostava delas.
Mas viver todo aquele "açúcar" foi deixar o peso em que eu carregava em minhas costas. Foi deixar de me esconder às escuras e evitar dar os deliciosos trocados que Bankotsu recebia quase que diariamente. Foi até mesmo... ver-me feliz, num instante qualquer.
- Adoro sentir seu cheiro. – Sussurrou em meu ouvido, preso a mim.
- Sério? – Perguntei, sem abandonar o sorriso em meus lábios. – Poderia saber que cheiro eu possuo? – Ele riu. Uma pequena risada abafada em meu ombro.
- Sabe... cheira a jasmim. – Revelou-me. – E ficou ainda mais gostoso aspirar seu perfume com meu cheiro impregnado a ele. – Deferi um pequeno tapa em seu braço.
- Você é muito exibido. – Dei um nó em minhas sobrancelhas, com o nosso abraço já desfeito.
- Apenas quando estou apaixonado. – Piscou o olho, virando-se e entrando na cozinha. – Vem, pode vir. Já estragou minha surpresa, mesmo. – Senti o aborrecimento divertido em sua voz.
Virou então, com um prático banquete em mãos. Aquele tradicional prato com alguns pães, manteiga, torradas, café e fatias de frutas. Achei graça no esforço que deve ter tido em deixar tudo perfeitamente arrumado, mesmo que eu tivesse que desfazer seu trabalho para comer o que havia preparado.
As orelhas balançando no topo de sua cabeça eram irresistíveis a meu ver, e não agüentei me segurar nem mais um segundo para tocá-las. Inuyasha fechou levemente os orbes, com a respiração um pouco descompassada.
- Sinta-se honrada. Nem minha mãe podia as tocar. – Esperei o semblante debochado, mas não o encontrei. Senti um leve "ronronar", e observei Inuyasha colocando o prato em cima da mesa para que as mãos livres abraçassem minha cintura livremente. – Assim você vai me fazer levá-la novamente pra cama sem comer. – Soltei minhas mãos de suas orelhas, pegando a refeição.
- Você pode até mesmo não acreditar, mas fez o milagre de me deixar com fome. – Ele sorriu, completamente malicioso.
- Eu sei que sim. – Não evitei que o deboche tomasse conta de minha expressão. Ele molhou os lábios com leite que jazia em um copo que até então eu não havia percebido. – Mas acredite que desta vez até eu fiquei esfomeado. – Piscou o olho como havia feito anteriormente, e logo me conduziu até a sala. Acomodamos-nos no sofá onde toda a discussão havia começado.
Voltou a me encarar no momento em que eu degustava do sabor de cada pequena refeição contida no prazo.
Sentimentos invadiam furiosamente o meu ser a todo o momento, e por mais que eu me calasse, eles não se permitiam calar.
O meio-youkai delicadamente me puxou para si, fazendo com que eu ficasse praticamente deitada sobre ele, enquanto comia. Não poderia negar que era estranho aquilo pra mim, e também que me irritava o fato de não ser para ele, mas resolvi continuar a ver as coisas pelo lado positivo, coisa que eu literalmente não costumava fazer.
Da noite pro dia, uma relação tão balanceada torna-se totalmente amável? Bom, preferi realmente esquecer.
Qual é o problema em ser feliz uma vez em minha miserável vida?
Por enquanto, acho que nenhum.
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Lábios unidos, mãos se apertando com suavidade e uma felicidade surreal. Um momento novo e prazeroso que devolveu a mim tantos anos perdidos em meio há falsas alegrias e esforços em vão.
E incrivelmente, tudo foi quebrado pelo som nada nobre na campanhia, que soou por toda a casa, até chegar aos delicados ouvidos de Inuyasha, que mexeram-se em desgosto.
- Atenda. – Pedi suavemente em um fio de voz, separando-me dele. O olhar pidão era algo difícil de negar. Sua respiração se tornou mais forte quando o som viera novamente, agora de forma mais frenética.
- Tem certeza que é isso que quer? – Perguntou calmamente. Entendi que a visita tratava-se exatamente da pessoa que menos queria por perto. Porém, dei-lhe ombros, insinuando para que abrisse, sentando-me no sofá. Inuyasha abriu a porta, receoso.
Kikyou como de seu feitio, ou ao menos como eu o imaginava, entrou sem esperar qualquer tipo inusitado de convite. Ridicularizando ainda mais o que meus olhos poderiam ver, abraçou Inuyasha quase deferindo um pequeno beijo em seus lábios, esse a qual, para minha felicidade foi bruscamente negado.
- Por que? – Perguntou com o tom decepcionado, o encarando confusa. Logo, a direção dos orbes castanhos achou o que tanto procurava. Pousando-os sobre mim, não conteve o leve riso em seu semblante endurecido pela própria frieza. – Está fazendo algum tipo de piada sem graça, Inuyasha? – Perguntou, se aproximando novamente do hanyou depositando as mãos em seu peitoral.
Mantive-me em silêncio, como deveria ficar. A única atitude tomada por mim fora observar cada movimento de ambos. Inuyasha parecia-me nervoso, sentimento que poderia me agradar ou não.
- Não estou fazendo piada. – Finalmente pronunciou, aproximando-se de meu corpo que não se movera até então. – Existe algum problema eu querer me relacionar seriamente com outra pessoa? – O estridente riso poderia ser ouvido há uma boa distancia de onde nós nos encontrávamos, atitude a qual apenas me fez sentir um incômodo nojo.
- Você quer mesmo que eu acredite nisso? – Perguntou, com passos largos e firmes, em nossa direção. Segurou meu rosto com certa força, fazendo a encará-la nos olhos. – Você quer que eu diga que acredito que me trocou por uma prostituta qualquer, Inuyasha? – Antes que ele pudesse agir em meu favor, peguei a mão da mulher em minha frente com força, a fazendo tirar as mãos imundas de meu rosto.
O olhar de ódio direcionado a ela não passou despercebido por nenhum dos dois. Afastou-se, então.
- Você por acaso tem noção da idiotice que acabou de dizer? – Perguntei engolindo seco. – Não sei se percebeu, mas o único tipo de prostituta, extremamente escandalosa, oferecida e vulgar presente aqui cabe a você e não a mim. – Torci meu rosto, segurando-me para não avançar em "Kikyou", que parecia não ter se importado com o que eu havia dito.
- Inuyasha, Inuyasha, quantas você precisa ter em um dia para se contentar, hem? – Deu ombros, virando as costas para nós dois, já se encontrando na porta em que havia entrado. – Não vou continuar vendo essa cena ridícula de vocês dois, sinceramente Inuyasha... não pensei que cairia a esse ponto. – Deu ombros balançando a cabeça em negação. – Quando perceber que não a ama e apenas está com ela por sua estranha fascinação por pessoas diferentes, me avise. Estarei te esperando. – Antes de esperar qualquer resposta saiu fechando a porta atrás de seu corpo.
Suspirei deixando meus ombros caírem, tentando apagar da memória cada cena que acontecera no local, infelizmente não com muito sucesso.
- O que ela quis dizer com fascinação por pessoas estranhas? – Perguntei enquanto meu coração batia com força. Não queria dar ouvidos a ela, realmente não queria. Não era de minha índole, e não queria estragar os únicos momentos em que sentia-me liberta por causa de palavras que vieram da boca de Kiyou, que era símbolo de egocentrismo e ridicularidade.
Porém, era forte a sensação de medo que pulsava em minhas veias, após lembrar-me que bem, a regra 1 do jogo baseava-se em Kagome Higurashi nunca ser feliz.
Inuyasha me abraçou com força, como se eu pudesse escorrer por entre seus dedos e sumir, de vez. Não tentei fazer com que me soltasse, e senti que o coração dele também encontrava-se de certa maneira acelerado.
- Não dê ouvidos a ela. – Pediu ele, me encarando nos olhos, agora. – Acredite, eu nunca encontrei alguém tão perfeita como você, Kagome, e não quero te perder. – Perfeita? Uma pessoa sem passado e possivelmente sem futuro sendo considerada perfeita?
- Inuyasha eu não sou... – Colocou a mão em meus lábios, enquanto seus olhos marejavam de cristalinas lágrimas teimosas.
- Você foi à única mulher que realmente me encantou, apesar de todo o tipo de ironia e tentativa de se afastar de mim. Eu nunca lutei mais que duas horas pra ter alguém comigo, e por mais que seja extremamente repugnante ouvir isso, é a verdade. Você me fez querer descobrir pouco a pouco de você, e não apenas vomitou verdades, mentiras e frustrações em cima de mim. Eu me descobri apaixonado por seu modo totalmente duro e igualmente inocente de ser, e eu não sei como seria te ver longe de mim depois de tudo que fiz pra você me notar da forma com que eu te notava Kagome, me querer como te queria. – As lágrimas então caíram lentamente, sujando seu rosto de tristeza.
Deixei-me sorrir.
- Tudo está acontecendo rápido demais, não é? – perguntei em um meio sorriso, o que fez sorrir também. – Eu não estou me reconhecendo, acredite. – Disse em um desabafo. – Eu às vezes tento me convencer que tudo está bem, tento sonhar um pouco, mas tudo não passa de medo. – Inuyasha passou a mão em meus cabelos ondulados, procurando palavras.
Não as encontrando, pareceu incomodado, movendo os orbes com a respiração decerto descompassada.
- Acha isso certo? – Perguntei, passando a língua sobre os lábios. – Não que eu tenha me arrependido, ou que queira voltar à vida melindrosa que costumava ser. Mas... não faço idéia o que pensa a respeito. – Puxou fundo o ar em suas narinas, tentando passar o máximo de sua confiança.
- Qual o problema em temer? – Oh, aqueles olhos indicando ironia, pois então, me deram a alegria que eu pensava que não reconquistaria tão cedo.
- Nenhum, nenhum. – Respondi, levantando-me do sofá. – Aliás, se pretende me prender aqui pra sempre, poderia ir até a minha casa e pegar alguma roupa que me sirva realmente? – perguntei-lhe, abrindo os braços e mostrando a única roupa que eu usava desde o dia que havia chego em sua casa.
- Claro madame, problema nenhum. – Os caninos afiados foram mostrados novamente, e aquela "fofura" do meio-youkai me aplacou. – Nunca se relacionou com ninguém, bruxa? – O olhar curioso me fez dar ombros.
- Bom, na realidade, não. Porém não posso negar que houve casos em que fiquei com a corda no pescoço, de tanta pressão que me colocaram. – Confessei, e ouvi um pequeno rosnar, esse a qual ignorei. – Naraku, era o nome dele. Um pouco mais persistente que Kouga, outro que não me deixava em paz, entretanto Naraku chegava a ser paranóico, tentando a todo custo me ter apenas para ele. – Encerrei o assunto, ou pelo menos foi isso que pensei.
- Vamos, conte mais. – Pediu, com o costumeiro semblante.
- Porque deveria? Não poderei receber nada em troca, já que seus casos foram tantos que se quisesse os contar nos dedos, não conseguiria. –
Sim, sim meus caros. Sendo antigos ou não, os casos que ele tivera me deixavam deveras perturbada. Tal meu ciúmes, esse que eu não assumiria, e nem mesmo achei que fosse capaz de ter.
- Bom, você pode. – Ótima conclusão, Inuyasha. – Vamos, me conte mais um pouco sobre esse homem. –
- Pois bem. Apenas antes, se puder, sirva-me de alguma bebida, se possível. – Fingi não ter visto seu olhar estreito em minha direção, devorando-me.
- Você não precisa disso. – Replicou, dando-me as costas, parecendo magoar-se. Coloquei minha delicada mão em seu braço direito, o fazendo virar novamente. – Por que quer beber tanto? – Se tentasse ser mais sincera, não conseguiria, não mais que fui no momento.
- É como perguntar por que respiro, ou até mesmo por que o céu é azul. - Poderia não ser considerada resposta, mas sim uma singela explicação perante o que eu sentia sobre meu próprio vício. – Seria perguntar o porquê vivo. -
Sem relutar mais, completou um copo com algum tipo de licor que possuía em sua luxuosa estante, o estendendo em minha direção.
- Eu mal entrei na sua vida e quero que seus vícios saiam como demônios, devo estar sendo ridículo. –
- Em partes, apenas quando diz que sou viciada. – O olhar tentado que lancei em direção ao copo foi extremo. O apanhei delicadamente, apreciando o gosto do álcool.
- E você afirma que não? – Perguntou-me, irônico.
- Claro. Você me conhece, sabe que não pode me considerar alcoólatra! – Um olhar debochado percorreu seu semblante.
- Justamente por conhecer que a considero. – Me puxando com força para seus braços, depositou um leve beijo em meus lábios, sentindo o cheiro de meu hálito. – Mas acredite que um dia estará tão viciada em mim, que nem lembrará que um dia teve o pudor do beber um gole sequer de tudo o que já ingeriu em sua vida. – Um sorriso cruel fez com que eu cortasse até mesmo minha respiração por alguns instantes.
- Isso é algum tipo de ameaça romântica? – Ele negou, virando-se bruscamente.
- Não, apenas um aviso. – Brincou comigo, me deixando angustiada ao deparar-se com suas costas. – Uma pequena faísca de todo o romantismo que ainda lhe darei - Ao que percebi, já havia esquecido completamente de o porque serviu-me de bebida. Havia esquecido até mesmo da própria curiosidade.
Já que nunca fui acostumada com o amor, discutir sobre tal não sei.
Portanto o fim da conversa foi com o "aviso" que Inuyasha me dera.
E eu realmente não tive vontade alguma de respondê-lo.
Da maneira que fosse.
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O dia passou então, sem mais nenhum tipo bizarro e desagradável de interrupção.
Inuyasha foi a minha casa, esta a qual eu não quis ir. Não queria voltar pra ela tão cedo, que ironicamente seria tarde, se fosse há algumas horas atrás. Pegou algumas roupas, e trouxe a notícia que meu banheiro continuava totalmente arrebentado.
Vamos fingir que ele poderia, de alguma forma sobrenatural se reconstruir, apenas pra fazer a notícia inteligente do meio-youkai valer de alguma coisa.
Sentia-me em paz, então. Não conseguia me livrar da sede de álcool que eu alimentei por tanto tempo, mas isso ainda não me preocupava tanto.
As tosses repletas de sangue, ah, também nem pararam, tampouco as súbitas e inevitáveis vontades de vomitar hora ou outra. Nem achei que parariam, afinal seria infantilidade de minha parte acreditar que fossem.
Kagome Higurashi vivendo um romance! Se eu ainda estivesse na imprensa, seria primeira página nas revistas. Ou talvez não... depois que descobri que me esquecer é tão fácil, esse tipo de pensamento virou uma dúvida para mim. Sim, mais uma.
Inuyasha tomava banho enquanto eu esperava na sala, sentada em frente à televisão fingindo, como de costume, assistir alguma coisa.
As dúvidas que o hanyou me trouxe hoje me lembraram uma parte de minha vida que eu não queria lembrar. Não exatamente uma parte, mas sim uma pessoa, Naraku.
Não que ele seja um monstro, ou um ser que se alimente de sangue humano. Ele se alimenta da alma, persegue, insiste e sufoca. Incrivelmente, depois da visita de Kikyou essa tarde, senti que o homem não se encontrava tão longe de mim.
- Oras, estou ficando paranóica agora? – Sim, só poderia ser, afinal não o via há mais de 1 ano, e seria algo surreal ele se materializar em minha frente, como um velho fantasma.
Arrepiei-me então quando me lembrei da ameaça de Kikyou antes de ir embora. Parecia-me extremamente confiante de que conseguiria Inuyasha de volta, mesmo depois de tê-lo traído, sabe-se lá com quem.
Enfim, não gosto de me pegar pensando em coisas meramente banais, como essas.
Senti fortes mãos por cima de meus olhos, os tampando. Dei um meio-sorriso, colocando minhas mãos sobre seus pulsos.
- Oh! É tão difícil saber quem é, sendo que nessa casa só estamos eu e mais uma pessoa ... – As mãos soltaram-se e um peso "extra" foi posto ao meu lado.
- Que coisa sem graça brincar com você! – Disse, fazendo uma pose excessivamente magoada. – Pensei que demoraria pra descobrir quem era! –
- Não vou nem perder meu tempo comentando a respeito. – Apoiei minha cabeça em cima de seu ombro, me aconchegando no hanyou.
- Seu tempo é muito valioso para ser perdido com alguém tão insignificante como eu, não é? – Perguntou, ainda fazendo "charme". – Tudo bem! Se é assim, não irei mais te perturbar, faço minhas malas e volto pra casa. –
- Ah, cale a boca!- Inuyasha riu, se acomodando no sofá, junto a mim. Uniu suas mãos as minhas, fungando levemente em meu pescoço.
Novamente o estranho arrepio me percorreu. Não por conta da carícia de Inuyasha, mas sim por outro motivo, que irritantemente não sei citar qual é.
Olhei para trás, sentindo-me observada.
Ri largamente, voltando minha atenção ao meu "companheiro", o enlaçando pela cintura e deixando que ele se colocasse por cima de mim.
A minha esquizofrenia poderia ser do tamanho que fosse, mas ela não tinha olhos biônicos que atravessavam as paredes da casa de Inuyasha e olhava o filme em que nós encenávamos.
Eu odiava estar errada.
Mas agradeceria se dessa vez eu estivesse.
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Pessoal, pessoal, sem palavras para agradecer as reviews, que me encheram de vontade de prolongar a fic!
Pena que esse capítulo foi extremamente difícil de se fazer, mesmo não parecendo.
Mudar a personalidade dos personagens para poderem viver um envolvimento mais real foi um desafio pra mim, assim como está sendo incluir Naraku agora.
Porém, farei o máximo pra conseguir colocar um rumo nessa fic. PROMETO òó!
Perdoem-me o capítulo curto, o próximo será mais comprido, garanto!
Enfim, as reviews!
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THATA – Oi Oi! Você está me acompanhando desde o começo, sério? Poxa, que ótima notícia moça! O hentai foi bom, é? XD! Fica preparada, porque ainda vem muito por aí AUAHUHUA! Sobre mandar review tudo bem, o site complicava o sistema mesmo ¬¬' Espero que tenha gostado do capitulo viu? E até o próximo !
LORY HIGURASHI – Não precisa se desculpar por não ter mandado review moça, eu sabia que não ia me abandonar xD! Eu também não imaginava o hentai tão cedo, e o foda é que ele acabou me ferrando ¬¬, mas enfim! Acredite , a Kikyou vai ser a mais vadia possível HAUHUAHUA! Espero que tenha gostado do capitulo, e pode deixar que vou atrasar o fim da fic ! Beijos guria, e até mais!
MEYLLIN – Tempo pra se recuperar do capitulo? Imagine, ficou tão inocente, não sei por que o espanto XD! Já tirei a idéia de finalizá-la mais cedo, garanto! Ownnn, gosta tanto da minha fic é? (olhos brilhando)! Fiquei feliz agora HAUAHUAH! Mas não precisa ficar angustiada, já prolonguei mesmo o tempo de vida dela XD! HUAHAUHA Inuyasha é um exemplo de modéstia, cá entre nós! Demorei um pouco, mas ao menos postei no prazo de uma semana, não é XD? Beijos guria, e até a próxima!
ÓPTIA – Não! Não acabarei a fic logo, depois das reviews que recebi, nem teria mais como! A troca de "elogios" entre os dois de fato está divertida, pena que tive de a deixar um pouco "fora" este capitulo, coisa que me doeu fazer, portanto ela estará presente até o último capítulo, isso ao menos posso lhe garantir! A Kikyou entrou pra apimentar mais a história, realmente, papel que Naraku vai exercer também, com certeza xD! Meus erros básicos me perseguem, falo sério, precisava seriamente de uma beta pra me ajudar, porém como ninguém se habilita eu me ferro totalmente com eles, mas agradeço pelo elogio, viu? O capítulo tardou mais que os outros, porém está aqui, prontinho pra você XD! Espero que tenha gostado, apesar de o mesmo infelizmente não ter me agradado muito ! Enfim, até a próxima, e muito obrigada pela review!
BECKY BAH – MORENAA! HAUHAUA e teria como me esquecer de você? XD! Eu lembro sim, claro que lembro! Creio que você ainda está apegada ao nosso grande amigo "café", não é mesmo? Maldito que nos persegue! Pode ter certeza que a fic não vai se finalizar MAIS cedo que planejo, realmente, eu ia a terminar logo, mas depois que vi as reviews desisti da idéia! XD! Me manda de novo teu MSN guria, pra eu te add, ta? Voltaremos as noites insanas que tínhamos antes, sem sombra de dúvida AHUEHA! Espero que tenha gostado desse capitulo viu? E até a próxima, mundícia XD!
TAHLIANNAH – Ahh, demorou nada! Pense pelo lado positivo, era pra aparecer lá pelo décimo capitulo só, adiantei metade AUHAUHU! Não existe nenhum problema com dragões, tirando o fato que eles podem acabar com minha vida em míseros segundos hehe AHUEHUAHEUA! A fic está ótima? Obrigada moça XD! Não pretendo matar a Kikyou, esse não seria o pior castigo pra ela ¬¬! Também acho que a Kagome não devia ter deixado, mas quem resistiria ao Inuyasha, hem? AHEUHAUEH! Espero que tenha gostado hem? E deixa esses dragões em paz (recuando de medo) ! Até a próxima AUHEUHAEA!
LADY BELLA-CHAN – Ae ruiva maldita xD! AHUEHAUHEUA! Postei enquanto você estava nadando como uma bela sereiazinha ¬¬ AHUEHAUHEA! Bom, o hentai sempre é favorável, se bem que eu também pensei bem antes, já que ele tinha beijado a Kikyou, PORÉM, foi maior que eu, e eu tive que fazer, tava no clima, no momento ideal, eu não tive culpa, culpe aos hormônios da Kagome x.X AHUEHUAHEa! Espero que tenha gostado do capítulo, afinal, sabe que eu me fodi pra fazer ele, não? ¬¬'! Também amo tu, manows! Até o próximo !
AGOME CHAN – Olá, olá XD! Acompanha minha fic desde o começo? Oh! Que delicia saber que tenho mais seguidoras! E eu não vou acabar com a fic pode deixar, mas por favor, pare de me ameaçar com dragões Ç_Ç! Você já é a segunda HUEHUAHEA! Me ameace com facas e espingardas, é mais agradável T_T! Amou o hentai? Que bom! Pois é a única coisa que eu sei escrever que presta ¬¬! Um filhote de dragão? Acho que é genético eles me odiarem, não quero ter um AHUEHUAHEA! Enfim, me dê uma armadura que eu farei a fic ficar do tamanho que você quiser XD! Até a próxima guria! Kissus!
