Disclaimer: Inuyasha não me pertence. Ele pertence à Rumiko Takahashi. ( E daí?)

- Preparem-se para uma Kagome histérica. Provavelmente ela aparecerá nos próximos capítulos. Não, não vai ser legal. ( A não ser, claro, que eu mude meus planos).

oOo

Não vou mais te perdoar, Você foi longe demais

Meu amor, não sou tão só assim

Não consigo entender me trocar por outro alguém

Traição já é demais, então você me diz

Que me ama, que sem mim você não vive

Que foi apenas um deslize, que você preza pelo meu amor

Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo

Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti

A saudade vai bater mas o meu amor se vai

Tempo voa e quando vê já foi

Não me fale de nós dois, não preciso mais saber

Indo embora, deixo-te um adeus ao vir dizer

Que me ama, que sem mim você não vive

Que foi apenas um deslize, que você preza pelo meu amor

Tenha dó, não mereces o afago nem de Deus nem do Diabo

Quanto mais da mão que um dia eu dei pra ti...

Laiá... laiá... laiá...

Laraia...

Laiá... laiá... laiá...

Lararaia...

( Los Hermanos – Tenha dó)

oOo

- Precisamos conversar! – Repetiu com a voz mais alta, batendo o pé com ainda mais esquizofrenia. Bufei, enquanto estalava lentamente cada dedo da minha mão direita.

Houjo olhou para nós dois parecendo curioso a respeito. Dei ombros, passando a língua sobre os lábios com o intuito de molhá-los.

- Suma daqui. – As palavras vieram ásperas, mas Inuyasha apenas cruzou os braços, demonstrando que não sairia do local onde estava.

- Não dificulte as coisas. Você e sua mania de sempre atrasar as coisas, isso tudo para mim não passa de simples charme! – Dei algumas tossidas forçadas e indignadas, o encarando.

Charme? Como assim, "charme"?

- Então está dizendo que depois de tudo o que aconteceu entre nós, e após eu ter visto a cena mais nojenta e repugnante da minha vida toda, você se acha no direito de abrir minha porta sem permissão, e ainda por cima dizer que tudo o que estou fazendo é por puro "charme"? – Ele apenas me encarou duramente antes de assentir.

Apertei minhas próprias mãos, tombando para o lado esquerdo enquanto tentava manter o equilíbrio, ainda que inutilmente.

- Então tudo bem, vamos facilitar as coisas! – Houjo apenas assistia a conversa, permanecendo sentado no sofá sem fazer qualquer movimento brusco. Inuyasha abriu um largo sorriso vitorioso, desencostando da batente da porta.

- E esse "pirralho", vai permanecer aqui? – Lançou um olhar retalhador para o jovem, que apenas encolheu-se, arregalando um poucos os orbes. – Não quero nenhum tipo de intrometido metido a besta aqui ! – Rosnou, começando a se mover lentamente.

Em alguns passos incertos parei em sua frente, ficando entre ele e o rapaz. Me encarou interrogativo.

- Eu disse que iríamos facilitar as coisas, mas não da sua maneira! – Arqueou a sobrancelha, aparentando ficar com cada vez mais raiva da situação. – Se você acha que é fácil esquecer do meu "charme" e conversar com você, sinto que mais fácil que isso é você ir embora. Eu não te quero perto de mim, você tem a Kikyou a hora que quiser e não sei por que você está aqui e não na sua querida residência. Eu não te chamei aqui e não me lembro de dizer que queria, ou até mesmo aceitava conversar com você... – Estreitei os olhos, pegando agilmente uma de suas orelhas com força.

- Kagome, solta! – Ordenou rangendo os dentes, ato que apenas me fez apertá-la ainda mais. – Kagome, eu estou FALANDO SÉRIO! – O olhar maníaco não fez com que eu recuasse. Apanhei o conhaque bebendo um gole do mesmo e o devolvendo até a mesa. Todos os gestos que eu fazia levava o Inuyasha comigo, ignorando totalmente os pequenos gemidos de dor.

- Kagome, você está brincando com fogo, sabe muito bem que quando eu me soltar você vai sofrer duramente as conseqüências.- Abri um pequeno sorriso irônico enquanto o arrastava até a porta. Suspirei em tédio quando ele estava do lado de fora do local.

- Você estava se achando no direito de me tratar como uma "qualquer" e depois aparecer aqui como se nada tivesse acontecido? – Ele afirmou levemente, com medo de se ferir. – Pois bem, Inuyasha. Você entrou aqui já expulsando Houjo, que sinceramente está aqui dentro porque eu o convidei, já que EU moro aqui, e não você. – Mostrou os caninos enquanto lançava outro olhar fuzilante para o rapaz, que brincava com cautela com a garrafa que eu havia depositado na mesa. – Vá embora de uma vez, seu desgraçado! – Soltei-o na mesma hora em que o empurrei para trás. O vi pegar em sua orelha levemente a massageando.

Não esperei que me olhasse para fechar a porta com força. Quem sabe ele não voltasse, assim como fez quando eu estava no hospital?

E tão fácil, não é mesmo? Então simplesmente que me deixe em paz. Talvez sofrer não seja algo tão difícil quando se está com ódio.

- Que cara é essa, Houjo-kun? – O garoto que até então não havia se proliferado virou o pescoço velozmente a fim de me encarar. Abriu um sorriso imenso, enquanto me entregava a garrafa.

- Não foi nada senhorita! – Respondeu-me educadamente, enquanto sentávamos novamente um em frente ao outro. – Me deixou com muito calor no coração a forma com que me tratou agora, gostei muito do modo com que disse meu nome, parece-me realmente um doce! – Não sabia se ficava assustada ou arrependida, mas no momento apenas queria aproveitar-me no fato de que Inuyasha estaria ouvindo ou não à conversa, mas o mais provável é que estivesse escorado na porta, diante aos fatos e a maneira em que havia agido.

- Obrigada, Houjo! – Respondi enquanto hora olhava para ele e hora olhava para a porta, esperando o hanyou raivoso entrar por ela.

Eu sei que o queria por longe, e sei muito bem o rancor que estou nutrindo no momento por ele, mas como toda a mulher certamente não consegue aceitar o fato de ser totalmente esquecida, caí nessa rede de peixes melancólicos, que certamente esperavam que ao menos pudessem descontar na pessoa que as deixaram desse modo toda a raiva que engoliram até o momento.

E incrivelmente, eu não pensava em nada mais a não ser vingança. Inuyasha conseguiu me balancear, conseguiu me fazer sentir-me amada e protegida, mas tirou tudo de mim, sem pingo qualquer de piedade.

Eu pedi, de fato, para que fosse embora, mas não esperava que ele fosse tão frio a ponto de aparecer com Kikyou a minha frente, como se simplesmente tivesse "brincado" comigo, coisa que, infelizmente, aconteceu.

- Está se sentindo bem? – A voz baixa tirou-me do devaneio em que estava, e apenas lhe sorri, um sorriso um tanto quanto amarelo e torto, mas ainda que apareceu acalmá-lo. Senti minhas mãos formigando e uma deliciosa sensação de felicidade me invadir.

- Sim, sim, estou! – Disse-lhe enquanto soltava alguns risos altos. O rapaz me encarou curioso quando eu virei à cabeça o observando, e voltei a rir. Levantei-me do sofá caminhando até a cozinha, fazendo um esforço tremendo para que minhas pernas não trançassem e eu caísse.

Ótimo, os efeitos começaram, e justamente na presença de Inuyasha, mesmo que fora do recinto.

Maravilha total.

- Senhorita, desculpe-me a pergunta, mas porque chegou abatida a sua casa pela manhã? Tinha algumas gazes no corpo, foram ferimentos? Perdoe-me realmente a insolência, mas está com roupas maiores agora, e não consegui ver se eram realmente hematomas. – O encarei, com a expressão alegre. – Sofreu algum acidente? – Aproximou-se perigosamente de mim com o semblante curioso. Então ele me observava até mesmo quando eu chegava em casa?

Wow.

- É, um acidente! – Balancei levemente a mão e logo depois me apoiei na mesa da cozinha. Houjo aproximou-se repousando a mão em minhas costas, praticamente me abraçando.

- Espero que esteja melhor! – Sorriu, e quando eu me vi soltando mais uma pequena risada ouvi passos duros em direção aos dois.

- Ótimo, ótimo. Agora dá para pararem com esse teatrinho ridículo? – Os olhos âmbares me fizeram graça, e as orelhinhas mexeram-se no topo da cabeça. Os caninos estavam à mostra, e ele mexeu os dedos levemente, mostrando as garras. – Tire a mão dela, seu pirralho! – Houjo olhou para mim e logo depois para ele.

- Por que deveria o obedecer? – Perguntou simplesmente. Inuyasha pareceu por um momento ficar sem fala, mas logo se recompôs.

- Por que ela não te quer por aqui! – O olhei com tédio, ensaiando um leve bocejo. – Diga a ele Kagome! Droga, eu me esforcei demais pra conseguir conquistar sua simpatia, daí você vem e da maneira mais simples possível o trata desse modo? Diga a ele que não o quer por aqui! – Tive uma súbita e quase incontrolável vontade de rir, só que dessa vez com motivos claros.

Então o meio-youkai se acha no direito de fazer o "caralho a quatro" comigo para depois vir aqui e tirar satisfação sobre a maneira que trato outros homens? É realmente muito hilário.

- Fique, Houjo. – O enfrentei com o olhar, e nós ficamos em atrito. – Inuyasha, desculpe o modo com que estou te tratando, mas acho que não é nada mais merecido que isso! – Ele pareceu tentar controlar todo o ódio que segurava dentro de si, e era cômico saber que ele nunca havia perdido o controle daquela forma perto de mim.

- Droga Kagome! – Praguejou antes de não agüentar mais a pressão que eu o fazia e puxar o rapaz para longe de mim, o jogando para a porta da cozinha, enquanto se aproximava. – Eu quero conversar, que mal existe em eu querer me explicar? – Senti uma leve tontura, e meu corpo caiu levemente para o lado. Inuyasha, porém, foi rápido e me apanhou antes que eu encontrasse o chão.

- Me larga, seu maldito! – Apenas abriu um pequeno sorriso sarcástico. Então novamente reconheci o Inuyasha, não o de antes, mas sim aquele Inuyasha. – Eu não pedi por sua ajuda, e não quero que toque em mim! Se quer a droga de uma conversa, então tudo bem, mas não ouse relar novamente suas garras em meu corpo. – Disse-lhe ríspida. As palavras embaralhavam-se no meio da fala devido ao consumo do álcool, e eu ao menos sabia tomar uma posição fiel as atitudes que realmente queria tomar.

Atitudes que o levariam para longe de mim e acabariam com meu sofrimento.

- Houjo-kun.. – Assim que proferi o apelido, olhei de soslaio para o hanyou, que tentava não parecer irritado. – Poderia nos deixar a sós? Agradeço muito a companhia, mesmo! Mas estou com alguns problemas, e prefiro os resolver logo, senão fico com a cabeça quente! – Houjo me olhou tristemente, mas percebi que ele entendia a situação. Sorriu mais uma vez me dando um beijo no rosto. Minha voz havia saído mole, e era ridículo imaginar como eu estava naquele exato momento.

Mas assim, como antes, não me importava.

- Caso queira alguma ajuda ou algum tipo de remédio senhorita Higurashi, pode me procurar! – Começou a se afastar e me deu um leve aceno. – Moro logo à frente, pode me chamar quando quiser! – Concordei lhe acenando também, e o vi fechar a porta atrás de si.

Agora somos apenas eu e ele. Perfeito.

- Não acredito que ficou com conversinha com esse moleque! – Disse-me pegando em meu pulso de modo com que eu o encarasse. – Você queria que eu me afastasse pra quê, pra "arrastar asas" pra qualquer outro que aparecesse em sua frente? – Levantei as duas sobrancelhas, me sentando na cadeira.

- Não, Inuyasha, não por isso, mas agora vai começar com esse teatrinho de ciúmes? – perguntei observando minhas unhas, que estranhamente aumentaram de tamanho e dimensão. Pisquei os olhos rapidamente fazendo-as voltarem ao normal. – Sinceramente, eu pedi para que me deixasse em paz, e não é que você realmente o fez? – Perguntei esnobe, o encarando. – O pior não foi ter me dado as costas, e sim ter voltado, Inuyasha, e ainda por cima com Kikyou, que por mais engraçado que soe, foi o motivo da nossa "separação". – Sorri em escárnio para o meio-youkai, que apenas suspirou.

- Se eu vim aqui conversar com você, não foi à toa, e de toda a forma, se me pediu para que fosse, apenas obedeci sua vontade. Desde que nos conhecemos Kagome, eu tenho vindo atrás de você apesar de todo o tipo de "coice" que você tenha me dado, sem contar todas as vezes que mandou para que eu me afastasse de você, e bem... acontece que dessa vez eu finalmente o fiz. – Rangi os dentes, o fitando com um rancor mortal.

- Então quer dizer que você me "atazanou" esse tempo todo hanyou, para apenas quando no momento em que eu depositei todo o meu amor, até então que eu nem sabia que possuía, e confiança em você, resolver ir embora? A questão não foi nem mesmo você ter me deixado no hospital, até mesmo porque eu confesso que eu queria mesmo que se afastasse, e digo-lhe com toda a certeza que era essa a minha vontade, porém aparecer por aqui com Kikyou, mulher que sempre vai atrair Naraku a mim? Você é algum tipo de retardado mental por acaso? – Eu sentia meu corpo queimar e um vasto calor me atingir. Minhas mãos tremiam de nervosismo, e minha face se contorcia em raiva.

Levantei-me rapidamente da cadeira e fiz um sinal para que Inuyasha não me seguisse. Apanhei o maço de cigarros que havia deixado no sofá para voltar ao local da conversar e acender mais um, com o objetivo de tentar me manter mais calma.

- Olha Inuyasha. – Traguei lentamente e observei meu mundo girar. Engoli seco quando senti minha visão fraquejar, mas me recompus antes que algo pior acontecesse. – Se você a ama, ótimo, fico muito feliz por saber que ama alguém, mas não venha querendo tomar parte em minha vida, se você, hanyou "de merda", foi o causador de toda a dor que eu estou sentindo agora. – Começou a bater os dedos contra a mesa, respirando calmamente.

- Kagome, seu sofrimento não é apenas culpa minha, me desculpe por tudo o que te fiz passar, mas apenas fiz o que você queria. E eu não a amo eu sei que... – Peguei sua mão, mas não no intuito de fazê-lo sentir-se bem, mas sim de calá-lo, a apertando fortemente.

- Cale a boca, seu demente. – Inuyasha arregalou um pouco os orbes diante aos insultos que eu lhe dirigia vez ou outra, mas nada realmente preocupante ou que fizesse questão de ser notado. – Não é apenas culpa sua, imagine que não! – Ri em uma ironia fajuta. – E você também não a ama! Esqueci que você me amava, mas bastou ela aparecer para que deixasse eu me "foder" na mão de Naraku, não é? Não é amor, imagine que não... é simples dizer que ama uma pessoa mas na presença de outra esquecer desse amor. – Cuspi as palavras em sua face, levantando-me rapidamente.

- Kagome, eu não vim para discutir, e sim para explicar essa porra toda que está acontecendo. Eu não estou com Kikyou por amor, vi que errei, e gostaria muito que você entendesse exatamente o engano. – Tombei meu corpo pra frente, dando um longo trago enquanto o encarava.

- Dane-se seus motivos, você a abraçou, a beijou e certamente fizeram sexo, se fez isso ou não por uma boa causa, eu simplesmente não ligo, seja pelo motivo que for, eu não vou te perdoar! – Cada palavra que eu dizia soava com uma ironia gritante, e até mesmo dava ênfase que aquilo se tratava de um aviso, e não apenas de uma conversa.

Inuyasha se levantou, ficando frente a frente comigo, de maneira com que nossas respirações se chocassem.

- De fato, eu a beijei, mas foram pouquíssimas vezes, e nenhuma vez deixei de pensar em você, Kagome. Nós não fizemos sexo, toda a minha felicidade forçada não chega ao ponto de suportar tamanho arrependimento se assim o fizesse. – Ri alto, caindo ainda mais pra frente. Nossos lábios de tocaram levemente, mas eu recuei.

- Então é fácil e simples assim? " A beijei, mas pensei em você!". Ora hanyou, eu já cai nessa uma vez e definitivamente não cairei nessa merda de erro novamente! – Estreitei os olhos arranhando a mesa feita de madeira. – Se é tão normal isso pra você vou pegar e beijar três ou quatro homens e dizer que o fiz, mas pensando em você e no amor que nutro no meu peito que anseia por nós dois! – A respiração dele começou a ficar descompassada, e senti que ele começava a se descontrolar. – Grande merda o que você anda fazendo, hanyou, mas eu tenho nojo, raiva e magoa de todas essas atitudes nojentas e egoístas. Você diz com simplicidade porque é fácil você entender que VOCÊ faz isso por algum motivo que eu nem sei qual é, mas se fosse eu a fazer o mesmo, não entenderia. Seu mundo sempre foi esse, seu mundo cheio de "luxos", não é? Me esquece!- O empurrei com força, e meu corpo tombou pra trás.

Observei o cigarro saindo do meio dos meus dedos, já totalmente enfraquecidos , tal como minhas pernas, que nem meu corpo mais agüentavam sustentar.

Perdi totalmente o foco e meus olhos fecharam-se assim que a grande " luz branca" os atingiu.

A última coisa que senti foram dois musculosos braços me apartarem rapidamente e um murmúrio ao pé de meu ouvido.

- Me perdoe, minha Kagome.. eu te amo demais, me perdoe. – O clarão acabou quando senti uma lágrima, não minha, caindo em meu ombro e eu me encontrar já totalmente inconsciente.

oOo

Acordei com a cabeça latejando. Não era algo do tipo que eu iria me orgulhar mais tarde, e nem um fato que me deixou assustada, afinal, aquilo não era novidade.

Meus olhos avermelhados percorreram cada centímetro do meu quarto, e gemi baixo lembrando-me da conversa totalmente desagradável que eu havia acabado de ter.

- Maldito hanyou. – Mordi os lábios já sentindo a ânsia invadir meus sentidos. Grande coisa! Isso mesmo, grande coisa! Ninguém se preocupava.

Simplesmente ninguém estava "nem aí".

A não ser, claro, o vizinho que nutria um grande amor platônico por mim. Fora ele, só um hanyouzinho que achava mesmo que eu acreditava no que ele dizia.

Procurei por ele por toda a extensão da casa e ri sozinha ao notar que ele definitivamente não estava por lá.

Olhe só, grande e infinito amor que ele sente por mim. Eu pego, desmaio e ele vai embora. E então nós vemos a ridicularidade desse amor fajuto. Há!

Muito boa, muito boa mesmo.

Arqueei a sobrancelha ao notar um jornal esticado sobre a mesinha central da sala. Normalmente quando as coisas ficam "jogadas" assim é para serem vistas.

Apanhei o jornal amassado e dei uma olhada rápida na coluna.

- Oh, puta que o pariu! – Murmurei enquanto meus olhos abriam-se lentamente. – Naraku escapa das grades. – Eis que de meus lábios saíram as linhas que eu havia acabado de ler. Tudo bem, eu seria uma covarde se estivesse com medo dele e não o entregasse pra polícia.

O engraçado é que nem mesmo a polícia sabe onde ele está agora.

Inuyasha certamente queria me dizer algo com essa notícia. Usar a Kikyou, talvez? Mas bem, dependendo ou não da situação, eu não iria me rebaixar e perdoar novamente o meio-youkai, muito menos em uma troca fajuto de proteção.

Joguei-me contra o sofá sentindo meus ombros pesarem.

Naraku é um tipo de psicopata que quer me empalhar e guardar-me como enfeite na estante da casa dele, tudo bem. Mas apesar de ser louco, burro certamente não é. Apareceria sim, mas tardaria a isso. A única felicidade que posso comemorar é por ele não saber onde eu moro.

E enfim, ser uma total esquecida valeu-me de algo.

A depressão voltou-me aos poucos quando eu me lembrei dos momentos breves que estive ao lado de Inuyasha. Talvez... talvez eu devesse realmente esquecer.

Quem sabe me reerguer?

Tudo bem, piadas a essa altura do campeonato não servem de nada. Nem mesmo para despertar o humor.

Sinto-me melhor às vezes, quando lembro que ao invés daquela tamanha depressão também sou capaz de sentir raiva. Irônico, mas um sentimento só em peso de vez em quando não é muito saudável.

Tudo bem, "felicidade" fora algo que eu senti brevemente. Nem quando minha mãe fingia que me amava que soube o que era felicidade como há dias atrás.

Sabe-se lá onde ela anda agora. Minto ao dizer que em um caixão, mas assim prefiro.

Para mim, soa igual.

Levantei-me com aquela deliciosa dor de cabeça. Observei todo local que me rondava, e me senti estranha. Aquela solidão, aquela tristeza. Aquela vida que eu levava.

Tossi fortemente sentindo o sangue ensopar minha mão, que acudiu minha boca. Minha face pálida era assustadora. Morrendo, quem sabe.

Lavei as mãos respirando fundo. O telefone começou a tocar, e eu decidi, como sempre, ignorá-lo. A caixa postal era a única que realmente o atendia.

Aquela sensação de que era Inuyasha apenas me trazia ódio. É fácil, não é? É fácil mesmo você usar e abusar dos sentimentos de uma pessoa e depois voltar dizendo que a ama. É fácil demais.

Até eu faria isso, se fosse para meu próprio bico.

- Alô, K-chan?- Arqueei a sobrancelha rapidamente. Olhei pra trás com a boca entreaberta, fitando o telefone, assustada. – Sei que não apareço há um bom tempo. Sei mesmo que não ligo mais, não mando cartas... mas é sempre bom encontrar o nome de uma parente praticamente desaparecida em uma lista telefônica antiga, não? – Engraçado como ninguém havia pensado nisso. Ninguém, fora ela. – Uma parente um tanto quanto próxima... sinto saudades. Talvez você nem lembre de mim, né? Fui tão imaturo ao te deixar, mas era preciso, e talvez você me entenda. Espero que você esteja bem, agora. – Meu coração batia descompassadamente.

Corri em direção ao telefone, o apanhando com força.

- Kouga? – Minha voz saiu tremula. Nunca vou saber se de emoção, tristeza ou ressaca. – Kouga, é você?- Ouvi uma baixa risada, e me pus a sorrir também.

- Vejo que já me perdoou... – As lágrimas escorriam por minha face. Tanto tempo sem vê-lo, sem senti-lo.

- Há muito, mas muito tempo mesmo... – Pude sentir, mesmo de longe, que ele sentia-se feliz. Mais que eu, já que parecia conhecer o verdadeiro significado dessa palavra.

- Sinto muita saudades de você... irmã

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Sim, eu sei que o capítulo foi curto, e sim, eu sei que demorei.

Perdões e perdões queridos leitores, prometo não cometer essa falha novamente!

Espero que todos tenham gostado e muito obrigada a todos que me mandam reviews! Sem elas, eu nada seria. (Drama)!

Mas eu amo todas, isso eu digo com toda a certeza do mundo!

Kissus e Já Ne!

oOo

CAROLSHUXA – Hey, hey! Como vai guria, tudo bom? XD! Amou a fic? Ainda mais prazeroso de se ler que alguém amou o capítulo, e ver que alguém amou a fic! Muito obrigada por dizer que está ficando linda, sério! Eu surto toda a vez que vejo que tem mais leitores! Eu demorei pra postar pois estava com problemas com o computador, mas ta tudo certo agora, desculpe a demora, espero que tenha valido a pena, apesar do chapter curto! O incrível é que por mais que a gente saiba que no fim tudo vai dar certo, é delicioso ver as partes em que tudo da errado, né? AHUEHAUHEUA! O Inuyasha não foi falar merda, pelo o que você pôde ver, mas infelizmente não valeu de nada. E coitada da Izayoi mesmo, porque o tanto que a chamam de puta não é fácil de agüentar não, viu! HAUEHUAHUEA! Obrigada pela review, e espero que continue acompanhando, ta? Kissus e até o próximo!

NANA-CHAN – AHUAHUAHA! Ainda bem que eu postei, mesmo. Se eu demorasse muito mais que isso não sei se estaria viva pra terminar essa fanfic, viu! A Izayoi realmente tem sofrido com as pessoas a chamando de puta. Logo, logo ela se acostuma, ninguém mandou ela ter um filho como Inuyasha, não? XD! Eu também sou apaixonada por táticas de tortura... mas não gostaria de ser vítimas de nenhuma delas, claro AHEUHAUEA! Eu faço faculdade de psicologia (acredite se quiser), e você, pretende fazer de que? Vestibular nem é tão difícil mesmo, mas camela mesmo, porque eu não camelei nada HAUEHUAHUHA! Acho que o ff cortou sua review, mas não tenho certeza! Da uma olhada nas reviews depois, viu? ( FF sempre da esses coices na gente!). Enfim, obrigada pela review e por estar acompanhando, viu guria? Kissus e Já Ne!

AGOME CHAN – Ainda bem mesmo, viu! Mas eu estou planejando mais maldades da parte do Naraku, só que um pouco maléficas demais... enfim, enfim! Sobre ele desistir, realmente, você está certa! Não teria nexo ele desistir tão facilmente, fato. Eu havia imaginado que o 'sim, minhas crianças" iria dar a impressão de que seria o final de capítulo, mas foi inevitável XD! O Inuyasha não saiu com a Kikyou pra provocar ciúmes, tanto que ele conhece o temperamento suicida da Kagome, mas digamos que quando ela estiver "melhorzinha" talvez ele faça dessas com ela (dicazinha). Eu sei como é essa vida de quase não ter vida. Estou morrendo com minhas aulas de psicologia, e olha que elas nem começaram! Acho interessante mudar modelos com photoshop. Vou começar a te usar pra modificar minhas fotos em troca de algumas sessões ( - Ah, claro, eu te induzo a fazê-las, inclusive!). Maneiras de acabar com Naraku e Kikyou normalmente não faltam, pode acreditar XD! E espero que o capítulo não tenha demorado muito! E sim, o hentai não vai demorar mesmo (HAUEHUAHEA)! Enfim, muito obrigada pela review, viu? E claro, pela dica de como mexer no avatar. Ser loira nunca ajuda nessas horas ._.! AHUHEUHAEA! Kissus guria e continue acompanhando! Até o próximo!

LADY BELLA-CHAN – Há! Eu sei que desse você gostaria. Você adora barraco, mundicia HAUHEUAHUEHAU! Normalmente o Inuyasha sempre ouve tudo o que eles conversam, fato. Mas acho que ele já viria arrombando portas, paredes e quebrando janelas, então coloquei como se ele tivesse "acabado de chegar", mesmo. Ainda bem que gostou do chapter, manows, e espero que tenha aproveitado o banho AHUEHAUEa ¬¬! To lendo aquela fic que você me mandou agora. É cruel saber que amanhã terei que ler aqueles textos imensos. Droga ¬¬! Beijos manows. Me liga. Beijosmeliga. Que seja HUEHUAHUEHAUHEA! Te Amo!

MEYLLIN – Olá, olá! Sabia que mesmo com pressa você viria. Incrivelmente é reconfortante saber que sempre haverá reviews suas por aqui! De fato, eu adoro fazer suspense, afinal, sem suspense a fic fica altamente sem graça... e leitores não matam neurônios a toa. AHUEHUAHEUA! Sobre as formas de reconciliação elas ainda não vieram! Eu até pensei em colocar já as "pazes" entre os dois, mas é difícil ver que em fanfics o Inuyasha sempre apronta dessas cagadas e sai impune sendo que quando é a Kagome que faz ela tem que ralar pra voltar com ele ( e olha que normalmente é sempre o vilão que rouba beijo!). Enfim, enfim, sua imaginação passou pela minha também, tenha certeza disso! Fico feliz que tenha adorado, e espero muito que tenha gostado desse também, viu? Beijão guria, e até a próxima viu? XD!

LIS MARTIN – O QUE? EU TIVE A HONRA DE SER A ESCRITORA DE UMA FIC QUE FOI SUA PRIMEIRA? A puta merda, morri! Poxa, não sei dizer o quanto isso é gratificante! Normalmente leitores novos que se deparam com fanfics "chatas" nunca mais voltam a ler, e eu fico realmente feliz que você tenha adorado. Sério, simplesmente surtei XD! Quanto a Kagome ser uma "Amy Whinehouse" apenas espere, porque os surtos dela apenas tendem a piorar, acredite. Inuyasha é bem possessivo mesmo, e é de se reparar isso já no anime ( e olha que ele realmente AMA a Kikyou lá). O pior é ele querer satisfações depois de ter feito "merda", digno do "Y" dos homens ¬¬! Eu não detesto a Kikyou, sabe? Na minha fic passada (ambição) ela se deu bem no final, e todos sabemos que ela não é "ruim". Ela apenas ama o Inuyasha, mas como a tendência é torcer pra Kagome ficamos revoltados com o fato do Inuyasha continuar correndo atrás da outra. E olha que a culpa é da Rumiko, porque se ela desse mais oportunidade ao casal ninguém odiaria a Kikyou, fato. já dessa idéia de parar com a fic. Apeguei-me a ela, agora é tarde demais (droga!). Inuyasha sempre tem seus talentos, ele nunca falha (Uau!). Eu faço faculdade de psicologia, e você, faz alguma? Espero que tenha gostado do capítulo, viu? E muito obrigada pela review! Até o próximo!

NANDA MEIRELES – Ahhh menina! Mas é LÓGICO que eu lembro de você, e como não? É impossível esquecer esse seu "nomezinho" que antigamente sempre via na tela do meu computador! Me passa seu MSN guria, precisamos nos contatar novamente! Esquecer a senha do ff é tendência, mesmo. Eu por exemplo SEMPRE esqueço a minha. É incrível, mas minha burrice permanece sempre ¬¬! Que bom que você está acompanhando desde o começo, viu! Espero que esteja gostando, cara, sério mesmo ! Novidades? Ah, nenhuma! Só que meu namoro continua e que agora estou fazendo faculdade de psicologia! E você, me conta alguma nova? Beijos guria e até o próximo!

ÓPTIA – E oh, finalmente você. Você e suas reviews que sempre valem a pena, não? Pensei que não voltaria, e não sei expressar tamanha felicidade ao ver que não sumiu! Quanto ao seu pedido de desculpas, não se preocupe! Apenas sua volta é motivo suficiente para eu a perdoar, tanto que eu entendo pelo o que passa, já que muitas vezes a atrasada sou eu, e tenho que me contentar com fins de semana para escrever reviews que sejam dignas. Eu gosto de narrar em terceira pessoa, acho muitas vezes que sou até mesmo melhor nesse tipo de narração, mas adorei me arriscar novamente a ditar os pensamentos da Kagome, porém seria impossível deixar claro os planos de Naraku e Kikyou se não fosse a mudando, e fico feliz que tenha gostado! Diálogos reduzidos apenas funcionam em primeira pessoa, e você está certa, fato. Quanto ao emprego de Inuyasha, sim, foi pra rir! Mas é engraçado ver que realmente existem pessoas que ganham sem fazer absolutamente nada. Eu pensei em colocá-lo em algum serviço digno, mas não explicaria sempre essa presença dele em todos os momentos, então dei meus pulos para evitar qualquer dúvida! O "chove-não-molha" entre Inuyasha e Kikyou não poderia ser desprezado, já que suas raízes vem do anime. Não gostaria de ignorar esses detalhes. E oh, os esteriótipos, como os amo! Herói, vilão e mocinha, sempre tão iguais, não é mesmo? Kagome destemida foi algo que eu temi fazer, normalmente da errado. Mas gostei de fazer dessa forma, já que Kagome realmente já havia posto (há tempos, inclusive), que sua vida não fazia sentido, ainda mais depois do "coice" que Inuyasha deu, deixando-a ser levada embaixo de suas próprias fuças. O fim do relacionamento depois foi inevitável (-infelizmente, ou não).

Capitulo 8- Sim, sim e sim, Bankotsu realmente mais atencioso. Há tempos eu estava planejando isso, já que a relação Bankotisu-Kagome não é apenas uma relação de vendedor-comprador. Eles são amigos, sim, e ora ou outra Bankotsu demonstraria que adorar irritá-la significa a odiar. Quanto a frase, seria realmente verdadeira. Ficar dizendo sempre que ela estava no fundo do poço seria demasiadamente repetitivo, e logo esse ênfase já não faria sentido. Eu pensei várias formas de colocar Houjo, e fiquei em dúvida entre ele ou Kouga, mas como já deve ter percebido, Kouga faz parte de outro "plano" meu. Fico extremamente feliz em saber que considera minha fanfic melhor que no começo. Imaginar que ela estava decaindo seria péssimo pra mim. E por fim, é claro que eu a respondi daquela, por que não o faria? Novamente, muito obrigada, muito obrigada MESMO, amo todas as reviews que recebo, e ainda mais as grandes, sendo elas válidas para mais de um capítulo um não! See ya, óptia, e até o próximo!