Disclaimer: Se me pertencesse, o último capítulo não teria terminado com ele em cima de uma árvore ao lado de Kagome. Ao menos, não com roupas.

Dedicado: A Becky. Graças a ela o hentai não aconteceu nesse capítulo. Se me quiserem me lançar algum objeto, lancem nela. Ela é a culpada, e não falemos mais nisso.

oOo

- Ele não me ama! – Suspirou ela, derrotada. Naraku a encarou, cansado. – Ele simplesmente não está nem aí para mim! Nós saímos, sabe? Voltamos até a ser como antes, mas...- O homem aproximou-se dela.

A penumbra da rua era gigantesca, e provavelmente encontravam-se em um local bem distante da cidade.

- Mas o que, minha querida? – Perguntou com aqueles olhos violeta, cheios de curiosidade. Ela abaixou a cabeça, respirando fundo.

- Mas foi só por um dia. – Deu ombros. Sentou-se no chão, envolvendo suas pernas. – Tudo o que ele fez foi por um único dia! Depois pegou e me deixou sozinha... – Ele se sentou, colocando a mão no ombro da mulher.

- Será que ele está junto com ela novamente? – A observou friamente. Kikyou estremeceu. Sabia bem que Naraku era louco por aquela mulher, mesmo não se importando com isso.

- Acho que não. – Contorceu a face. – Nós a vimos quando ficamos juntos... ele a encarou, e até mesmo acenou pra ela, me abraçando logo em seguida. Se ele tivesse pretensão de voltar aquele relacionamento, não faria isso. – Ele grunhiu.

- Então vocês a viram? Onde? – A feição curiosa não passou despercebida, apesar da maneira inexpressiva que Naraku sempre levava consigo.

- Não me lembro direito... mas é perto daquela boate... Tessaiga, se não me engano. – Ele sorriu vitorioso. Aquele olhar possessivo em junção com o sorriso era uma coisa completamente assustadora. Mordeu os lábios calmamente, beijando a face da mulher.

- Muito obrigada, querida. Você tem sido muito útil pra mim. – Ela relaxou com o beijo, apesar de frio.

- Espero que tenha mesmo, Naraku. – Sorriu tetricamente. – Você vai ficar por aqui até quando? – Perguntou, lembrando-se do ambiente que estava. Ele olhou para o alto.

- Até as coisas melhorarem, não quero ser pego... nunca tive vontade de ser preso, se é que me entende. – Ela sorriu, levantando-se e passando as mãos pelo vestido, no intuito de limpá-lo.

- Tenho que ir... – Disse cuidadosamente. O homem abriu um sorriso cínico, levantando-se com ela.

- Você fica. – Ela arqueou a sobrancelha.

- Como é? – Afastou alguns passos afim de se distanciar de Naraku. Ele a puxou pelo pulso firmemente.

- Não pode ficar vindo e indo como acha que pode. Fique, não quero me prejudicar por causa de suas asneiras. – Ela puxou seu pulso, com raiva.

- Eu vou indo, Naraku. Não voltarei a te perturbar, tenha certeza. – Ele sorriu calmamente, estalando os dedos.

- Pena que já atrapalhou. – O corpo de Kikyou caiu lentamente desmaiado no asfalto, enquanto Naraku a colocava em seus ombros, a arrastando para algum lugar.

Não foi dito mais nada naquela noite entre ambas figuras, tão doentias. Antes pudera... se ela ao menos tivesse aberto os olhos.

oOo

Era um dia frio. Um dia bom para ao menos se refletir sobre a vida. Um dia bom para... tudo. Não sou uma pessoa digna de dizer que gosto de calor... sol. É tudo muito sufocante, muito... claro.

Encarei a porta pela milésima vez. Estava prestes a roer as unhas, mesmo esse não sendo um hábito. Kouga havia me ligado ontem... e pelo que parece, apareceria aqui por qualquer momento.

Ele não é exatamente meu irmão. Seria um "meio-irmão" resultado da "pulada de cerca" que meu pai havia dado antes mesmo de eu ter nascido. Ele era dois anos mais velho que eu... e bem, sempre fomos muito íntimos.

Íntimos até demais.

Não que eu tivesse tido algum pensamento completamente impuro perto dele nas noites que passávamos juntos em casa. O problema era que ele parecia ter.

Kouga era um homem que parecia ter uma grande paixão por mim, mas isso na infância. Ele sumiu... desistiu de viver conosco, então deixei de crer na suposição de um amor da parte dele.

É muito bom ouvir novamente sua voz... sempre protetora. Foi uma das únicas pessoas que realmente me deu forças para lutar por outras coisas, mais inúteis, sabe? Lutar por uma liberdade longe do trabalho, longe dos estudos.

Infelizmente, como os outros, também se foi.

E diferentemente deles, voltou.

Meu coração disparou ao ouvir as batidas frenéticas contra a porta. Me aproximei com lentidão, olhando por através do olho mágico.

As imagens eram perfeitas... quando eu não me encontrava bêbada.

Os cabelos haviam crescido, e aqueles olhos castanhos estavam ainda mais bonitos. Não podia ver o seu sorrido naquele momento,mas estava com uma feição máscula... mais adulta, bela.

Sempre o considerei um lindo youkai-lobo, por motivos óbvios.

Abri a porta, e observei o grande sorriso estampado em seu semblante. Ele era mesmo lindo.

Quebrou a distancia entre nós me abraçando fortemente, me levantando em seus braços. Ria alto, adentrando em minha casa.

Aquela antiga sensação de proteção veio mais rápido que eu poderia imaginar. Ele era um irmão, para mim, sem duvidas. Não meio... e sim, irmão.

- K-chan, quanto tempo! – Disse ele, sentando-se no sofá, comigo ainda em seus braços. Não evitei sorrir. Estava encantada com aquele momento, tão mágico.

- Você diz isso? Imagine eu, Kouga! Quantas saudades eu senti de você, meu irmão! – Dei um beijo estalado em sua bochecha. Aquela de fato, não parecia eu.

Uma Kagome Higurashi feliz, não parece, de fato, uma Kagome Higurashi.

- Como você está magra! – Disse ele, me pondo em pé e analisando meu corpo. – K-chan... você emagreceu demais. – A expressão dele de felicidade logo se contorceu, em preocupação. – Você está com um cheiro... diferente. – Senti minha face ferver. Malditos youkais, não nos deixam nem ter um pingo de intimidade.

- Sim... eu, bem, me envolvi esses tempos. – Ele rosnou baixinho. Parecia borbulhar em ciúmes.

- Você ainda está nesse... "relacionamento"?- Perguntou cautelosamente. – Quem foi o desgraçado que tocou em você, hem? – Arqueei a sobrancelha. Ótimo. Além de agüentar ciúme de um hanyou, ainda tenho que agüentar de um youkai lobo, ironicamente meu irmão.

- Não, eu não estou mais nesse "relacionamento". – Frisei a última palavra, do mesmo modo que ele havia feito. – Ele não merece um pingo de amor. – Mordi o lábio inferior, tristemente. Ele pareceu se acalmar ao perceber que eu ainda estava abalada com o ocorrido. Me puxou para sentar ao seu lado.

- Desculpa perguntar, Ka, eu não sabia que ficar triste. – Dei ombros, derrotada.

- Tudo bem Kouga, entendo sua preocupação. Não nos vemos há... mais de quatro anos, não? Era de se esperar que ficasse preocupado. – Ele deu um sorriso amarelo. – Mas e você, como anda a vida? Me conte... o emprego, sua casa, suas namoradas! Aliás, está com cheiro de várias mulheres pelo corpo, garanhão. – Pisquei um olho, divertida, quando o vi arregalar os orbes.

Era realmente engraçado dizer isso para youkais.

- Bom.. – Pareceu pensar por um instante, acalmando-se depois do que eu havia dito. – Eu trabalho em uma empresa, junto com minha mãe. – Sorriu largamente. – Tive algumas namoradas de fato... mas a última foi Ayame. Nós tivemos que terminar, não dávamos mais certo, e ela compreendeu isso, depois de muitas brigas em um único final de semana. – Dei um pequeno sorriso também. Ele parecia feliz. – E sua mãe... nosso pai? – Perguntou curioso.

- Bom... eles sumiram, também. – Ele pareceu se assustar ainda mais, dessa vez.

- Você está brincando, não está? – coloquei os pés em cima do sofá, olhando para o chão.

- Antes fosse... mas não me fazem falta. – Senti os olhos de Kouga presos em mim, normalmente havia observado a grande mudança em mim. – Eles resolveram desaparecer, depois que minha avó morreu. Mamãe ganhou uma grande fortuna com isso, e nosso pai também pareceu se alegrar bastante. Eu estaria feliz até hoje se eles não tivessem resolvido me deixar sozinha sem deixar rastro algum. Resolveram sumir com o que ganharam... mas eu não me abalo, com isso. Já me acostumei com o fato, não eram os pais perfeitos, você sabe. - Ele concordou, pegando em minha mão direita. – Acho até que morreram. – Ele colocou a mão em meu queixo, fazendo com que eu o encarasse.

- Me perdoe pelo tempo que te deixei, K-chan. – Eu arqueei as duas sobrancelhas.

- Imagine, Kouga! Você fez o que achou que devia fazer. Sumir de perto daquela droga de família não é motivo para se desculpar. Fico feliz por sua mãe e por você , também. – Ele me abraçou forte, suspirando.

- Você tem cheiro de flores, sabia? – Sussurrou em meu ouvido. Suspirei, lembrando que Inuyasha o comparava a sakuras.

- Não, não sabia. – lancei-lhe um sorriso torto, quando se afastou.

- Mas então... já está pronta? – Arqueei a sobrancelha. Eu estava horrível. Provavelmente cheirando a álcool , fato que estranhei que Kouga não tivesse perguntado. Minhas roupas estavam amassadas, e eu tinha olheiras grande embaixo dos olhos.

- Pronta pra quê? – Perguntei com o tom um pouco elevado e estridente.

- Para irmos comer algo. Você achou mesmo que eu iria te encontrar magra desse jeito e não te levar para comer? – O mesmo que Inuyasha... – Vamos K-chan, tire esse rosto de defunto e vamos comemorar nosso reencontro. – Me puxou pelo pulso, me pondo em pé. – Vá, rápido. Estou morto de fome, desde a minha chegada que não como. – Antes de qualquer reação, deixei meus ombros caírem.

- Tudo bem, Kouga. Logo desço. – Ele sorriu vitorioso.

- E vê se melhora esse astral. Não quero sentir esse cheiro de ressaca em você, novamente. Você é a caçula, vou cuidar de você. – Deu tapinhas em minhas costas, fazendo com que eu andasse.

Segui em direção ao quarto.

Por mais que eu amasse Kouga... ele nunca seria como Inuyasha. Infelizmente, não chegava nem perto.

oOo

Não era um local tumultuado. Parecia uma lanchonete um pouco mais evoluída... aquele tipo de lugar que eu me sinto bem.

Na realidade, não. Mas Kouga estava me levando, e eu nunca iria fazer qualquer menção de desfeita perto dele, de maneira alguma.

Ele pegou em minha mão, me puxando pra dentro de lá.Sorriu marotamente, ato que me fez arquear a sobrancelha.

- Dois hambúrgueres duplos, por favor. – Arqueei a sobrancelha. Ótimo, ele queria me transformar em algum tipo de leitoa. Engraçado.

- Kouga... – Sorri torto. – Eu sei que estou magra, mas como de acordo com a minha proporção... – Ele colocou a mão em meu ombro.

- Por favor, também quero batatas-fritas pra acompanhar... e dois copos de 500 ML de coca-cola... – Estreitei os orbes. – O que puder incrementar, sinta-se a vontade. – Me observou, abrindo um largo sorriso. Eu apenas suspirei, dando ombros.

- Tudo bem, gaste toda sua fortuna em lanchonetes comigo. – Me virei, andando até a mesa mais próxima. Ele me sorriu, sem abandonar aquele largo sorriso.

Não contendo ironia, como eu era acostumada a ver em Inuyasha.

- Então Ká... como andou sua vida nesses últimos tempos? Não me dei ao menos ao luxo de perguntar. – Eu sorri amarelo.

- Foi bom... apenas algumas dificuldades bobas. – Senti que ele não acreditou muito em minha resposta, já que foi completamente forçada. Mas resolveu não continuar.

- Todos temos, não K-chan? – Pegou em minha mão, levemente. Eu concordei, puxando-as de volta. – Senti muita sua falta.. seu cheiro, seu sorriso. Voltei, mas você me parece tão diferente. – Os olhos dele pareciam poder ver minha alma. – Não sei... além dessa magreza toda, tem algo a mais. Seus olhos não têm mais aquele brilho, entende? Espero que, se for uma época ruim, eu ajude a melhorá-la. –Não poderia negar que Kouga era realmente um cavalheiro. De maneira alguma.

- Você sempre será uma grande lembrança... linda, e eterna, Kouga. Você sempre vai ser meu irmãozinho protetor. – Levantei da mesa e bati levemente em sua cabeça, passando a mão por suas orelhas devagar. Ele continuou sorrindo.

- Sim... hoje eu sei que sim. – Preferi não perguntar o que ele quis dizer com aquilo. Depois de um tempo, a gente sabe o que é saudável ou não se perguntar, certo?

- Como assim? – Oh. Eu e minha maldita incapacidade.

- Eu amava muito você, sabe? – Perguntou em um leve desabafo. Estremeci. – Eu realmente te amava... ou ao menos achava amar. Sentia muito ciúmes... pensava em você a todo momento. Eu não te protegia apenas como irmão Ká... você sabe disso. – Afirmei com a cabeça, encarando minhas mãos. – Mas hoje, entendo que não é certo. – Levantei o semblante aliviado.

Mais um seria algo que eu não toleraria.

- Sim, eu sei Kouga. – Ele me encarou. – Ainda bem que me vê apenas como irmã... não queria magoar alguém que gosto tanto. – Ele puxou novamente minha mão, pondo-a entre as dele.

- Você nunca iria me magoar... mesmo se quisesse. – Ele olhou para trás vendo a moça desastradamente trazer os pedidos. Eram realmente lanches enormes. Pareciam suculentos... mas nada que eu colocasse "pra dentro" sem ter que vomitar, mais tarde.

Apanhei um com cautela, mordendo um pedaço, com muito sacrifício.

Ele ria baixinho, observando meus movimentos. O mastiguei, apreciando o gosto. Muito bom! Delicioso, mesmo.

- Faz décadas que não como um como esse. – Kouga começou a rir freneticamente com a minha feição abobalhada (a qual com certeza ficaram vestígios de pão), mas eu apenas o acompanhei.

Ele deu uma mordida enorme no dele, bem maior que a minha. Arregalei os orbes. Será que é a raça que os deixam tão gulosos daquela forma? Inuyasha também comia muito rápido, ao que me lembro.

Não, eu não lembro de nada. Odeio Inuyasha.

Relaxei o corpo, tentando dar mais uma mordida, um pouco maior. Quando consegui, encarei meu irmão vitoriosa. Quando estava prestes a engolir, senti uma mão grossa em meu ombro.

- Hm? – Pronunciei com a boca cheia, olhando para trás. O hanyou me encarava sério,e Kouga o observava da mesma maneira.

- O que quer com ela? – Perguntou Kouga, sem aquele sorriso que sempre o acompanhava. – Se quer dinheiro, eu tenho. – Inuyasha arqueou a sobrancelha.

- Incrível. Eu sempre sentia seu cheiro, mas de uns tempos pra cá sempre vem acompanhado, não? – Perguntou o hanyou, ignorando o outro. Estreitei completamente os orbes, com a sobrancelha curvada.

- Que bom. Já falou o que tinha pra falar? Agora pode pedir seu lanche, ou, ir embora. – Ele pareceu se inquietar. Cruzou os braços rispidamente.

- Você não pode estar falando sério. Você está mesmo com esse lobo?- Ousou ainda mais, se sentando na cadeira em meio a nós dois. – O que vocês realmente têm? – Engoli vagarosamente o lanche, respirando fundo.

- Cai fora daqui, cachorro sarnento. – Kouga segurava fortemente seu braço, o apertando. – Suma daqui, e de perto da minha ... – Arregalei os olhos.

- Namorada! –Ambos me encararam fixamente. – Isso mesmo, Inuyasha, nós somos namorados. Pena que você não tem absolutamente nada a ver com a minha vida, não é mesmo? – Perguntei. Ele rosnou.

- Não tente me enganar, humana. – Frisou o "humana", puxando seu braço, que ficou um pouco marcado graças as garras de Kouga. – Você sequer tem o cheiro dele, não tente me fazer de idiota. – Encarou o outro. – E cale a boca antes de me chamar de cachorro, seu lobo fedido. – Kouga levantou da mesa, batendo com força contra ela.

- Do que me chamou? – Inuyasha imitou o gesto, ficando de frente a ele.

- De lobo fedido, e é mesmo o que você é. – Começaram a se aproximar, perigosamente. A mulher da lanchonete não ousou se aproximar.

Me coloquei em meio aos dois, abraçando a Kouga.

- Não fique assim, amor, ele não sabe o que fala. – Afastei Kouga de Inuyasha, que me encarava repleto de ódio.

- Mas Kagome o que você está... – Inuyasha começou a rir, me deixando nervosa.

- Ele diz que eu não tenho o seu cheiro, não é? – Perguntei. Meu irmão arqueou a sobrancelha, concordando.- Então posso ter, não é? – Rocei meus lábios aos dele, passando as mãos por seu pescoço.

Não o aprofundei, apenas dei um longo selinho, molhado. Kouga se afastou, com os olhos arregalados.

- Kagome... – Observei Inuyasha, que me encarava perplexo. – Você não acha isso errado? Você sabe que eu... – O calei, colocando um dedo por sobre seu lábio.

- Você é maluca ? – Perguntou o hanyou, em um pequeno sussurro. Parecia inquieto e levemente perturbado. – Você está com um homossexual, é isso? – Kouga se desvencilhou de mim, o olhando com raiva.

- HOMOSSEXUAL É VOCÊ!- Gritou, espantando praticamente metade da clientela. – Você quem está maluco, seu ANIMAL. – Inuyasha cruzou os braços, mantendo a pose, mas agora completamente sério.

- Vejo que eu não sou o único por aqui. Você tem orelhas... se é que sabe disso. – Senti Kouga ferver. Sentei-me na mesa, comendo o lanche e apanhando algumas batatas. Os dois me olharam.

- Continuem brigando. – Me virei completamente, ignorando a presença dos dois. Senti dois olhos pesarem em minhas costas. – O que foi? – Perguntei friamente. Senti a raiva de Kouga morrer naquele instante.

- O que houve K-chan? – Perguntou temeroso. Apenas suspirei.

- Nada Kouga. – Kouga respirou fundo. Fundo até demais, me olhando e logo depois olhando para o hanyou.

- Então foi você o maldito que relou as mãos na minha irmã? – O meio-youkai arqueou a sobrancelha, agora um pouco assustado. – Eu te M-A-T-O. – Não pensou uma segunda vez antes de tentar acertar a face de Inuyasha, que conseguiu desviar. Porém, o soco que tentou dar no estômago do outro pegou em cheio, e eu apenas percebi isso, graças aos reflexos rápidos, quando ouvi o gemido de dor de Kouga.

Ele conseguiu levantar e acertar o golpe em Inuyasha, acertando em cheio seu semblante, a qual o fez tombar para o lado.

Agora só restávamos nós, dentro daquela lanchonete.

Suspirei, completamente desanimada.

- Estou indo. – Disse simplesmente, caminhando até a porta. – Olha Inuyasha... você é incrível. – Ele me olhou. Kouga estava sentado em uma cadeira, segurando a própria barriga, enquanto dos lábios do hanyou escorria um filete de sangue. – Até em um dos meus momentos mais importantes, você conseguiu ser um desgraçado, e o destruir completamente. – O olhei com desgosto. – Suma da minha vida, droga. – Virei agora, de uma única vez, andando lentamente de volta para casa.

Senti passos firmes atrás de mim, em uma pequena corrida.

- Me deixe Kouga. Preciso pensar... e quero que você, como irmão, me entenda. Volte amanhã... hoje eu sinceramente não estou com saco algum – Senti o corpo parar bruscamente, e percebi que havia acertado.

- Me desculpe, Ká. – Ouvi o sussurro ficar cada vez mais longe. Ao menos ele me respeitava, ele sim.

Pensei no melhor caminho para chegar em casa..., passando antes, claro, pelo bar de Bankotsu.

oOo

- E então foi isso que aconteceu. – Desabei o corpo em cima do balcão, derrotada. – Eu desisto disso, sabe? Eu quero minha vida de volta Ban.. – Choraminguei, me agarrando a blusa do barman, que em minutos havia virado o "melhor amigo" que eu nunca tive.

Ele me abraçou, me puxando para o outro lado, e sentando-me em uma cadeira com apoio

- Olha K-chan, não fique assim, ta bem? Nenhum te merece, você não entende? – Ele me encarou, ajoelhando-se em minha frente. – Eu sei que fui um chato nesses tempos, mas você é realmente uma pessoa muito especial, merece alguém a seu tamanho...- O olhei com um enorme "beiço". Não sabia que era exatamente isso que whisky misturado com absinto faria. Banko disse que eu até veria uma fada verde, mas não acreditei muito.

- Alguém da minha altura? Bankotsu, você só pode estar brincando! Eu sou uma alcoólatra que rejeita a todo mundo, magra, desalinhada e mal vestida. O Inu ele... ele ganha horrores com tampas de milkshake, se veste bem e tem carros grandes e elegantes. – Ele colocou a mão em minha testa, medindo minha temperatura.

- Kagome... você está pior do que todos os dias em que a vi em toda a minha vida. – Senti meus olhos vesgos. Ou minha visão turvada, tanto faz. – Sabe... eu nunca te imaginei, nem nos meus sonhos, falando desse jeito tão... manhoso. – Ele parecia ter medo de mim.

Me joguei em seus braços, o abraçando. Tudo bem, qual o mal em chorar? Todas as pessoas fazem isso, e eu realmente cansei, cansei de tudo, de todos... de tudo de novo. Eu verdadeiramente cansei dessa monotonia.. eu não agüento o peso em meus ombros.

Não mais.

- Homem Banko! Homem é o fenômeno que definitivamente estragou minha vida! Eu posso ter me demitido, viver as custas de aguardente e centavos, mas... nada disso me fez sofrer tanto. – Meus olhos estavam completamente lacrimejados, e logo mais lagrimas escorriam por minha face.

Ele sentia medo. Um medo real, perante as minhas atitudes. Sorriu, então.

- Você o ama Kagome... – Realmente estranho ouvi-lo me chamar sempre pelo nome. – É isso! Você parecia uma defunta andando por aí, será que não enxerga? Por mais que você esteja sofrendo agora, você ao menos sente... entende? – Arqueei as sobrancelhas.

- Eu odeio isso! – Alterei o tom de voz, me colocando em pé. – Você quem não me entende! Eu estava bem, Bankotsu, eu gostava de ser sozinha, será que ... que não vê? – Minha voz saiu em um fio, ignorando ainda todo o resto, que se fazia extremamente ridículo no cenário.

- Eu não vejo nada. Você se trancou Kagome, você se trancou de tal forma, que se contentou... com a tristeza. – Ele parecia triste. – Você vinha, trocava meia dúzia de palavras e ia embora, levando sua essência que nem se fazia presente, junto. Por mais que você chore e se comporte como uma "dondoca", você apenas está voltando a ser o que era... eu lembro de quando você ainda trabalhava Kagome... era sorridente, e chorava , as vezes. Se irritava... e xingava também. Você era um ser humano... pare de tentar negar isso. – Suspirei, derrotada.

Me joguei contra o chão, me sentindo mais confortável. Se aquelas palavras tinham o intuito de me fazer bem, simplesmente não funcionaram.

Eu estava incrivelmente e deliciosamente bem, mas não por elas. Claro que já havia bebido absinto algumas vezes mas... naquela intensidade, creio que nunca.

" Que maldita alcoólatra exatamente eu sou?"- Ri baixo, observando lentamente as coisas girarem.

- Kagome? – Ouvi uma voz lenta e grossa parar em meus ouvidos. Bankotsu me olhava curioso e preocupado, se é que existia alguma preocupação naquele olhar.

- Oi? – Cheguei perto dele o puxando para baixo. Ele caiu por cima de meu corpo, se pondo ao meu lado. – Oi. – Respondi para mim mesma, rindo ainda mais alto.

Bankotsu engoliu seco, abrindo meu olho e o examinando.

- Um tanto quanto vermelho... se te encontrarem assim acharão que fumou maconha.- Ri abobada. Me levantei, encostando as mãos na parede, procurando equilíbrio. Bankotsu colocou meu braço por seu ombro, me levantando.

- Estou indo, obrigada por tudo. – Abri um sorriso amarelo, andado até o outro lado do balcão. Bankotsu negou com a cabeça, me encarando.

- Acho melhor que melhore antes, Kagome... você não está em condições de chegar em casa! – Dei ombros, me jogando contra uma mesa, repleta de rapazes.

- Estou em perfeitas condições. – Pisquei um olho (ao menos tentei), me esquivando da mesa e voltando a caminhar. Os homens me encaravam, me comendo pelos olhos. – Até mais Banko!- Acenei e o ouvi suspirar.

Ele não iria fechar o bar, nem tentar me manter ali. Por mais bondoso que fosse, e amoroso como foi comigo, não tentaria me forçar a nada, nem que fosse por meu bem.

Ele era pior que eu, sempre senti isso em suas atitudes, tanto antes, quanto depois de nossa amizade se firmar.

Trancei as pernas pelas ruas, até conseguir finalmente reconhecer minha casa. Não sei por quanto tempo andei, não conseguia ao menos sentir minhas pernas. Eu não sentia nem via absolutamente nada.

- Senhorita Higurashi? – Meu corpo curvou para trás ao ouvir um rapaz, que corria em minha direção. – Você parece péssima! – Pronunciou ele. Não me lembro de onde vem. Sei que o conheço... mas, era com certeza alguém que não valia a pena se lembrar.

Abri a porta lentamente, que não estava trancada, graças a minha preocupação com minha própria residência, e tropecei no tapete da sala. O rapaz continuava me seguindo, murmurando palavras estranhas e completamente incompreensíveis.

- Quem é você , afinal? – Ele pareceu espantado. Não sei se por minha voz, se por meus olhos ou pela maneira completamente rude com que falei com ele. – Não estou nos meus melhores dias, pode me deixar só? – Ele concordou, tristemente. Tentou dizer mais uma palavra ou outra, mas resolveu se afastar.

Eram todos uns grandes pau-mandandos. Todos, todos e todos.

- Todos. – Sentei no sofá, mordendo os lábios, encarando a parede e batendo minhas mãos contra as coxas. – Todos fazem como eu quero... todos, todos, todos. – Olhei para todos os lados. Aqueles olhos vermelhos e inchados. – Menos ele. – Dei mais algumas olhadas insanas para o meu redor, com aquelas lágrimas ainda ameaçando voltar a cair. Por fim levantei, caminhando até o banheiro.

Claro que errei algumas portas. Mas quem não erra o caminho da própria casa?

Tirei lentamente a roupa, sem antes me desequilibrar algumas vezes. Não consegui tirar minha calcinha e sutiã, mas o fato pareceu não ser importante. Coloquei um pé dentro da banheira, e logo me sentei, ligando a água e deixando com que enchesse lentamente.

Estava fria demais... mas tão relaxante.

Ri largamente enquanto sentia que estava prestes a cair em um profundo sono.

Se eu forçasse um pouco mais a visão, juro que aquela ali atrás da pia, rindo e apontando, era a tal fada verde que Bankotsu tanto falou....

Mas tanto faz. Acho que fadas não são tão sacanas assim...

oOo

- TIRE AS GARRAS DELA! – Acordei um pouco zonza, sem entender direito o que acontecia. A fada verde veio me resgatar desse mundo? Ou será que finalmente morri? – Não tente tirá-la daí, seu cachorro sarnento. – Ouvi ainda uma voz rosnar, perigosamente.

- VOCÊ ESTÁ LOUCO? – Perguntou alguém. As vozes iam e vinham na minha mente. Eram palavras difusas e cada uma que fosse, fazia um eco insuportável em minha cabeça. – SE EU NÃO TIRÁ-LA DAÍ ELA MORRE, SEU LOBO FEDIDO! VOCÊ MEDIU A TEMPERATURA DESSA ÁGUA? – Abri os olhos agora. Aquela luz a feri-los e rostos embaçados praticamente em cima de meu corpo.

- Oh, senhorita Higurashi. Que bom que está acordando. – Uma voz bem miúda aproximava-se de mim, mas não chegou muito perto, já que grandes braços fortes jogaram a figura para o outro lado do banheiro.

- NÃO PENSE EM RELAR NELA, ISSO É SÉRIO. – Engoli seco. Molhei meus lábios com a língua e tentei lentamente me levantar.

- Kouga?- Minha voz saiu fraca, fraca até demais. E rouca. Kouga sorriu vitorioso, encostando a mão em mim.

- Você está bem, K-chan? – Abracei meu corpo com força, batendo os dentes.

- Com frio... – Pisquei os olhos mais algumas vezes. – Inuyasha? Houjo? – Os dois outros homens me encararam. Houjo parecia surpreso... Inuyasha, preocupado.

- Você poderia ter morrido afogada, humana. – Estreitou o olhar. Eu dei ombros, começando a tossir. Não me espantei ao ver o sangue se espalhar em minha mão. Limpei lentamente na água , que estava transbordando.

- Não fale assim com ela, seu imbecil. – Kouga deu um empurrão forte em Inuyasha, que escorregou com a água no piso, e caiu por cima de Houjo.

- Seu... – Respirou fundo. – Se não fosse por mim, ela poderia ter afogado nessa água, ou será que se esqueceu, seu ingrato? – Mostrou os dentes, completamente incrédulo.

- Isso nem teria acontecido se você tivesse parado de frescura e me deixado ir atrás dela. – Arqueei a sobrancelha quando notei que ambos estavam cruelmente feridos. Algumas marcas, nos olhos, e até pequenas aberturas na pele que deixariam cicatrizes.

- Eu não te deixei ir atrás dela, ou será que foi o CONTRÁRIO? – Inuyasha se levantou, empurrado Kouga com força, dessa vez.

Não passaram minutos até que todos ficassem completamente ensopados.

- Parem vocês dois... – Murmurei. – Que droga. – Me sentei agora, com leveza. Coloquei a mão na testa, sentindo a dor da febre e da ressaca me atingir.

- Viu o que você faz? – Ouvi o sussurro da parte de um dos dois. O rapaz jogado no canto até então não havia feito qualquer outro movimento.

- Alguém me tira daqui. – Pedi, enquanto tremia incontrolavelmente dentro da água. – Parem de fazer isso um motivo pra discutirem. – Olhei finalmente para os três, já um pouco mais lúcida. Meus olhos estavam completamente vermelhos, e minha pele estava começando a ficar "azulada", devido à temperatura da água.

O hanyou então passou os braços por baixo de meu corpo, e me levantou, enlaçando meu corpo junto ao dele.

Os outros dois o seguiram, quietos, sem fazer mais qualquer objeção. Logo, me vi colocada em minha cama. Kouga trouxe uma toalha e a colocou sobre meu corpo. Rezava cruelmente para que minha calcinha não estivesse transparente, naquele momento.

Sequei o corpo, ainda com frio. Vi-me cercada por um harém de homens , que sentaram-se um em cada ponta da cama.

- Vou a minha casa. Tenho ótimos remédios para febre, Higurashi. – Apenas concordei com a cabeça, não a balançando com muita força. Houjo se levantou, indo em direção a porta.

Inuyasha estendeu um edredom, colocando-o por cima de meu corpo. Me abracei nele, aquecendo meu corpo aos poucos.

- Me perdoe. – Pediu Kouga, segurando minha mão, por baixo do edredom. – Eu deveria ter ignorado esse idiota, K-chan, me perdoe, mesmo. – Abaixou as orelhas, enquanto deitava-se ao meu lado. Inuyasha rosnou.

- O único idiota aqui, é você. – Meu olhar foi de completa censura. – Me desculpe, Kagome... – Tudo bem, agora eu me surpreendi. – Eu não queria te fazer sofrer tanto... – Suspirei.

- Mas faz... – Ele também se deitou, encarando Kouga com raiva. Houjo chegou logo depois, com uma leve expressão de susto.

- Oh... atrapalho alguma coisa? – Inuyasha arqueou a sobrancelha, enquanto Kouga apenas suspirou. – Trouxe alguns medicamentos. – Se aproximou da escrivaninha, jogando vários comprimidos. Tossi algumas vezes, vendo o hanyou selecionar alguns.

- Pegue água, pirralho. – O que me surpreende, é a delicadeza. Apanhou um dos remédios, me encarando. – Acho que você melhora. – Concordei, fechando as pálpebras de meus olhos.

Houjo chegou correndo com o copo, e estendeu para Inuyasha. Kouga passou a mão por cima de meu corpo e o apanhou.

- Dê logo pra ela. – O hanyou colocou o comprimido lentamente dentro de minha boca, enquanto o youkai pressionava o copo, fazendo com que eu engolisse a água. Minha garganta ardia.

- Você está melhor? – Ouvi a voz de Inuyasha mansa, enquanto fazia um leve carinho em meus cabelos molhados.

- Unhum.. – Deitei a cabeça para o lado, deixando me entreter com as pequenas carícias dele.

- É tudo culpa sua. – Abri um olho ao ouvir os sussurros de Kouga, mas resolvi ignorá-los completamente.

- Ou será que é sua? – Suspirei, aninhando-me contra o corpo de Inuyasha, ainda com o edredom. Pude sentir seu sorriso vitorioso provocar Kouga.

- Será que ela vai ficar bem? – Houjo deu um olhar de piedade para os outros dois homens, que concordaram em silêncio.

- Preciso falar com você. – O hanyou arqueou a sobrancelha. – Depois... – Abri um pequeno sorriso cansado, enquanto novamente me via prestes a dormir.

Também pudera... além de uma grande ressaca, Naldecon dava um sono desgraçado...

oOo

Quando acordei, senti dois corpos me abraçando com força. Estava com muito calor, e minhas bochechas encontravam-se fervendo. Senti que minha cabeça doía menos, e meu corpo não estava tão dolorido quanto antes.

Levantei os orbes e observei a face de Inuyasha dormindo tranquilamente. Ousei virar um pouco a cabeça, encontrando Kouga, com uma expressão um pouco mais perturbada.

Houjo estava sentando ao lado da cama, dormindo abraçado com as próprias pernas. Aquilo era um tanto quanto... "assustador", eu diria.

Quem dera alguém me visse dessa maneira com tantos homens? Não me espantaria se Houjo me contasse que as vizinhas andaram falando que sou "promiscua", "prostituta", ou algo do gênero.

Me remexi desconfortavelmente ou sentir a respiração do hanyou bater na parte frontal de meu pescoço, enquanto a de Kouga batia na de trás. Era constrangedor, e verdadeiramente estranho pra mim.

Vi os olhos dourados abrirem-se lentamente, me olhando surpreso.

Levantou-se, deferindo um tapa na cabeça de Kouga, que abriu os olhos irritados.

- Levante daí, lobo. – Ele rosnou, se levantando, mas me puxando contra seu corpo protetoramente.

- Suma daqui, cachorro sarnento, não quero ver você relando suas patas em minha irmã novamente. – Suspirei. Houjo já se colocava em pé, com a expressão cansada.

- Fico feliz que tenha melhorado, Higurashi. – Abriu um sorriso terno. Foi então que os outros observaram melhor minha face. Eu realmente havia melhorado.

- Obrigada Houjo-kun. – Fechei os olhos, pendendo minha cabeça para o lado. – Será que podem me deixar a sós? – Vi algumas orelhas dobrando-se curiosamente. – Ou será que se esqueceram que estou apenas com roupas intimas...? – Foi uma questão de segundos para todos estarem saindo pela porta. Não por respeito, mas creio que por um não querer que o outro ficasse por perto.

Quem diria... tudo mudar tão rápido... de maneira tão drástica.

Me encarei no espelho, levemente rachado, que se encontrava perto da instante. Meus cabelos estavam horríveis, pelo fato de eu ter dormido com eles molhados... e eu estava com uma face mais "envelhecida", talvez por ter bebido demais, ou até mesmo pela gripe "mal-passada".

Peguei uma blusa roxa de dentro de meu armário, sem antes trocar o sutiã e a calcinha. Coloquei uma calça jeans, que ficava um pouco larga, mas que moldava meu corpo.

Penteei meus cachos, que estavam completamente sem forma. Dei ombros, já que estava acostumada com aquela visão.

Fui em direção a sala. Encontrei os três, sentados. Inuyasha e Kouga se encaravam, como se pudessem se machucar com o olhar. E Houjo... bom, estava sentado, encolhido, esperando por minha volta.

- Então, rapazes... – Eles me encararam. Os olhares curiosos, todos. – Muito obrigada por tudo. – Relutei, mas agradeci. Sei que pode parecer ingratidão não querer agradecer, ainda mais quando se é merecido, mas eu realmente estava cansada daquele circo que minha casa havia virado. Circo e ringue, claro.

- Você está melhor? – Meu olhar se direcionou ao jovem. Ele parecia ter a expressão completamente relaxada ao me ver em pé. Concordei levemente com a cabeça. – Que bom, Higurashi, não me perdoaria se te visse mal. – Sorriu, então. Pendeu a cabeça para o lado, graciosamente. Levantou-se. – Quer que eu me vá? – Suspirei.

- Olha Houjo... sei que é chato dizer, mas seria bom agora. Preciso pensar um pouco nas coisas e...- Ele me cortou, decidido.

- Fique despreocupada Higurashi, você terá meu respeito sempre que precisar. – Fez uma leve reverência. – Sabe onde me encontrar se precisar de algo. – E outro sorriso. A porta se fechou atrás de seu corpo em questão de segundos.

Ele era mesmo rápido.

- E então...?- Perguntei passado algum tempo, quando vi os outros dois me fitando, sem fazer qualquer ação. – Vocês pretendem ficar me encarando por quanto tempo? – Cocei a garganta, e me sentei onde Houjo estava. – Podem abrir a boca? – Me senti levemente incomodada quando nenhum dos dois o fez.

- Bem... – A voz do meu irmão saiu baixa. – Eu fico feliz que tenha melhorado, K-chan. – Mexeu as mãos, incomodado. – Por favor, tome cuidado da próxima vez... eu me sinto muito responsável, ainda mais por ter te deixado só por tanto tempo. – Desabafou, sincero.

- A culpa não é sua. – Minha resposta foi fria. Deu um sorriso vitorioso ao hanyou. – E nem de Inuyasha. – Outro sorriso, da parte do outro. – Vocês simplesmente acham que causam muito efeito em minha vida. Será que não conseguem ao menos colocarem na cabeça que eu sobrevivi por mais de três anos nesse estado emocional, e não morri? Será que podem parar de querer me ajudar por... dó? – Então, saiu. Saiu como um raio de minha boca.

Eu estava cansada de me tratarem com pena. O começo do meu relacionamento com Inuyasha foi por pura pena, e aquele olhar em Kouga, não era o que eu conhecia. Não era sincero.

- Nós... eu, não tenho como não agir de outra forma, entenda. – O youkai lobo forçou uma expressão calma. – Eu te deixo, daí quando volto você não está como eu te deixei. Era pra eu chegar e te ver em um bom trabalho, com um namorado, noivo, até mesmo! Mas não, eu te encontro triste, sozinha e completamente desidratada. O que quer que eu faça? Você acha que meus instintos e sentimentos não são nada? – Engoli seco, apertou ainda mais as mãos.

- Se for pra me tratar como uma "coitada", meus perdões, mas prefiro que volte pra sua vida, Kouga. – Era impossível agir de maneira menos rude. Ele arregalou um pouco os olhos.

- Isso apenas me faria sentir culpa. – Passou a língua nos lábios, já secos. – Eu tenho que concertar o que errei com você, depois vou embora. – Se colocou em pé, estendendo os braços para o alto. – Você está maluca se pensa que vou te deixar sozinha perto desse panaca. – Apontou o dedo par ao hanyou, que apenas cruzou as pernas.

- Faça como entender. – Dei ombros. – Apenas não pense que dependo de você. Por mais que te ame, como amigo e irmão, sabe que eu não sou mais a mesma, nem tão forte, mas também não tão criança. Não gosto da idéia de ter alguém perseguindo meus passos, achando que pode me proteger. A única pessoa que dei essa honra, acredite, não foi capaz. – Inuyasha se mexeu desconfortavelmente.

- Não vou fazer isso. – Sorriu, dessa vez, parecendo real. – Eu não quero ser um fantasma Kagome. – Era realmente estranho o ver me chamando pelo nome. – Não quero que me odeie, como parece odiar a ele. – Pareceu engraçado a afirmação que ele acabara de fazer. O rosto um pouco deformado, com ainda um pouco de sangue na cicatriz "nova" em sua sobrancelha.

- Obrigada Kouga. – Meus olhos agora pararam na direção exata de Inuyasha, mas ele apenas encarava as longas garras.

- Nem pense em pedir o mesmo. – Arqueei uma sobrancelha. – Sou ótimo em ser um fantasma. Se você não queria isso, recrimine-se pelo jeito que me tratou no bar a primeira vez que nos vimos. – Fiz uma careta de desgosto. Ele era um grande insolente.

- Você ainda quer jogar a culpa de seus atos "nojentos" em cima daquele incidente? – Concordou, ainda não me olhando nos olhos. – Olha, Inuyasha, você é mesmo um canalha. – Cuspi. Kouga riu, alto. O hanyou apenas o olhou de esguio com arrogância.

- Sim, eu sei. – Fiquei sem resposta. – Eu não lembro de ter te dito que não era um. – Nada de me encarar. Exatamente nada.

- Você é o único que consegue me irritar, sabia? – Ele suspirou. – De todos que já tentaram, nenhum conseguiu fazer com que eu sentisse a mesma irritação, nem que fosse dez por cento dela, que você me faz sentir. –

- Sim, eu sei. – Fechei as mãos com força. – Não conseguiram porque você não sente nada por eles... ou estou errado? – Finalmente desviou o olhar das garras.- Sim ou não? – Perguntou, pausando as palavras.

- Não, não está errado. Eu realmente nunca senti tanto ódio de ninguém. – Observei a mudança de humor na face dele. – Me encarar te perturba tanto assim?- Ele deu ombros.

- Não tanto quanto imagina. – Voltou para as garras. Aquele clima tenso estava me incomodando.

- Então, Ká... – Pronunciou Kouga. O que quer que eu faça? – Perguntou com relutância. Eu apenas me levantei, e o abracei com força.

- Volte depois. Preciso conversar com Inuyasha... – Ele estreitou os olhos. Ótimo.

- Não acho uma boa idéia... – Rangi os dentes. – Tá, está legal. – Colocou as mãos pra cima, gesticulando. – Tente não se matar até a minha próxima visita. Você é mais importante pra mim que imagina... – Sorriu. Encarou Inuyasha, com raiva. – E você, não pense em encostar essas suas mãos nojentas em cima dela, senão te quebro em três... – Ele apenas levantou o olhar.

- Como quebrou na lanchonete? Diga isso pra sua sobrancelha ligeiramente destruída. – Kouga rosnou, quase o atacando, mas freou.

- Seu cachorro fedido... – Puxou o ar fundo nos pulmões. – Apenas se contente com seu lugar. – Virou as costas, caminhando. – Boa sorte, K-chan, não são todos que agüentam tanta idiotice projetada em uma única pessoa... se é que pode-se chamar assim essa réplica de ser humano. – Acenou com a mão, abrindo a porta. – Qualquer coisa, grite. – Olhou pra trás, dando uma piscadela.

Homens realmente gostam de fazer isso.

- Pode deixar. – Disse-lhe, antes de bater a porta. – Isso é fácil. – Dei um último sussurro, tensa. Virei os pés na direção de onde Inuyasha estava, ainda sentado.

- E então? – Perguntou, também parecendo estar preocupado. – O que quer? – Sentei ao lado dele.

- Você é um grande idiota, sabe? – Ele me fitou debochadamente. – Mas vejo que não preciso te odiar tanto... – Continuou com a mesma expressão. – É impossível deixar de te odiar depois do que fez comigo... mas não precisamos entrar em conflito. – Apoiei as costas contra o sofá.

- E o que sugere? – Perguntou. Se antes ele não me olhava, agora era o que mais fazia.

- Sugiro que sejamos... amigos. – Ele não evitou arquear a sobrancelha. – Nada tão sério... algo mais que "conhecidos", entende? Não quero que fique me assombrando, Inuyasha. Eu te perdôo por ter me deixado ir com Naraku, mas não que tenha me magoado de uma forma tão intensa. – Deixei meus ombros relaxarem. Ele pegou em minha mão. Queria relutar ao ato, mas preferi não me precipitar.

- Você estava certa. – Agora eu me virei completamente em sua direção. – Se fosse com você, eu não agüentaria ouvir algo tão ridículo quanto " beijei ela, mas pensei em você", entende? Eu ficaria louco de ciúme, e não iria mais querer te encarar por um bom tempo. Não sei se perdoaria também... tanto que nunca perdoei Kikyou. – Riu, sem graça. – Eu fui um grande imbecil. – Deu ombros, apertando minha mão com força. – Mas não consigo deixar de me preocupar com você, nem de sentir ciúmes, Kagome. Eu estou em divida com você, e meu sentimento não é apenas pena... eu te amo demais. Ficar longe de você foi meu pior castigo. – Ele se aproximou um pouco, mas eu coloquei a mão em seu peito, o empurrando.

- Vai continuar sendo. – Ri, sem jeito. – Não é qualquer pedido de desculpa ou demonstração de arrependimento que vai me fazer confiar em você novamente Inuyasha, se eu pudesse ser o mais sincera possível, eu diria que é quase impossível voltar a confiar em você. – Ele baixou o olhar. – Eu prefiro viver como estava... você é sofrimento demais pra mim. – Ele soltou minha mão, e logo pegou na própria calça, a apertando.

- E como diz que podemos ser amigos, se eu não consigo suportar o que sinto por você? – Ele parecia extremamente confuso. – Eu não posso e não consigo fazer isso. – Eu dei ombros, encarando o teto.

- Se não consegue, não faça. – Ele ficou com ainda mais dúvidas. – Não se aproxime mais. – Me afastei um pouco.

Ele continuou parado, olhando para o chão. Podia sentir sua angustia, ainda tão grande quanto a minha. Podia sentir sua respiração descompassada e sua grande vontade de chorar. Eu podia, demais. Podia sentir até mesmo meu amor por ele, e meu coração se desmanchando pelo poder que meu consciente age sobre meu corpo. Mas não podia admitir isso, não podia voltar a manter um relacionamento indesejado.

Nem que eu corresse o perigo de o perder. Pra sempre.

- Talvez eu te devesse esse esforço. – Começou, pensativo.

- Não quero nada que seja por dever. Quero que fique claro. – Ele me olhou profundamente.

- Então você o merece. – Se levantou, colocando as mãos nos bolsos. – Quer ficar sozinha? – Perguntou, melancolicamente. – Eu não quero ser um fantasma tão grande... – Deu ombros.

- Sim, quero. – Ele suspirou. Me pus em pé, ficando ao seu lado. – Vou tomar um banho... quente, dessa vez. E lavar meu cabelo. Estou ainda sentido uma ressaca terrível, como se meu fígado fosse pular pela minha boca a qualquer instante e fazer um grande estrago. – Ri baixo.

- Você deveria se cuidar. – Mantive o sorriso nos lábios.

- Algumas pessoas já me disseram isso. – Nós nos encaramos longamente. – Enfim, se quiser ainda ter algum tipo de relacionamento comigo, que seja no limite que propus. Não quero sofrer à custa de nada. – Ele puxou meu pulso.

- Isso não é nada pra você? Uma pena... muito grande. –

- Não tão grande como você imagina. – Ele concordou com a cabeça.

- Tudo bem, então. – Tossiu um pouco. – Apenas não me peça para não acertar o rosto daquele infeliz que é seu irmão. – Abaixei o olhar, em negação.

- Eu não pediria isso. – Fizemos um intervalo, quietos. – Pode se retirar, então. Preciso de um banho. – Quando fui me virar em direção ao hanyou, senti dois braços bruscamente me jogarem contra o sofá. O corpo do meio-youkai cobriu o meu, enquanto suas mãos prensavam meus pulsos. Sua boca veio inesperadamente contra a minha, fazendo uma pressão grande contra ela.

Colocou a língua dentro de minha boca, a explorando. Tentei me soltar, mas apenas o senti forçar ainda mais o beijo. Desisti de lutar quando minha sanidade desapareceu, e eu retribui ao odiado beijo, que não deveria em circunstancia alguma ter acontecido.

Finalmente, quando se cansou de se "divertir", me soltou, deixando-me com uma expressão confusa, e logo enraivecida para ele.

- Não sei o que pensei quando tentei negociar com alguém tão sujo quanto você. – Levantei, apontando-lhe o dedo, ele apenas sorriu.

- Não vai acontecer novamente, prometo. – Piscou um olho, de maneira detestável. – Eu apenas precisava ter certeza de algo. Agora que tenho, vou embora. Me perdoe a insolência, mas nunca fui de viver com dúvidas. – Rangi os dentes.

- Bom pra você, hanyou. – Ele sentiu que eu havia verdadeiramente odiado o grande "gesto" de amor. – Agora caia fora. – Ele foi se afastando, a medida que eu me aproximava.

- Tudo bem, tudo bem. Mas ei! Você quem disse que poderíamos ser amigos. – Apertei minhas mãos com força, com os dentes rangendo em maior intensidade.

- Fora. Já!- Ele riu, e quando abri os olhos me dei conta de que ele não estava mais lá.

Joguei-me contra o sofá, completamente esgotada.

Ele era um completo idiota.

oOo

Well, well. Pra compensar o anterior, vinte páginas de Word com o capítulo, desta vez.

Perdoem-me a demora, mas eu tive uma semana um tanto quanto ocupada com a faculdade, e um fim de semana um tanto quanto ocupado com a ressaca.

Mas enfim, trouxe o capítulo, e decente!

Muito obrigada para todos os que acompanham, e claro, aos que me mandam reviews!


Ah, antes, eu gostaria de avisar que a fanfic tem previsão de ter aproximadamente quinze capítulos, e daqui a no máximo três, ter o hentai!


Kissus, Já Ne!

oOo

NANDA MEIRELLES – Te adiciono no MSN sim, guria. Só me falta você me passar ele, caso contrário não será tão fácil quanto imagina XD! Eu vivo me perdendo com senhas, também, mas finalmente achei a solução. Um caderno de anotações, e pronto, tudo perfeito! E olha, faculdade de direito? Meu deus, que loucura. Eu não faria isso, nem por dinheiro! Muita sorte pra você, viu? AHUEHUAHEUHAUEA! Logo você consegue um namorado. É o destino, viu. Beijos guria! E me passa seu MSN que eu adiciono, sim! Até o próximo, e muito obrigada pela review.

NANA-CHAN – Sim, sim, eu postei! E postei de novo, agora HAUEHUAEA! Nossa, eu posso ser o mais cruel possível, mas nunca tive tantas tendências homicidas e sádicas como você! Castrar é algo muito cruel, e eu até tentaria, se ele não fosse tão forte XD! Táticas de torturas são ótimas, quando não são comigo, claro! Fascinantes, até mesmo... XD! Quer fazer medicina? Por deus! Complicação demais! O bom é o dinheiro que rende depois do esforço, claro! Psicologia é complicado, mesmo. Eu tenho que gastas kilos em Xerox, é desgastante XD! E eu conheço o berço de Judas sim, claro! Como não poderia conhecer, é quase impossível AHHEUAHUEHAUHEUAHEUA, espero que no futuro eu não seja algum tipo de serial Killer, mesmo! Enfim, muito obrigada pela review, e fico feliz que você adore a fic, viu? Espero que tenha gostado do capítulo! Kissus guria, até o próximo!

LADY BELLA-CHAN- Hey, manows xD! Olha, que lindo, quando você me escreveu esse review você ainda lia aos textos de psicologia! Quase que uma coisa bonita e gratificante. Quase AHUEHUAHUEHAEA. O Kouga é gostosão, mesmo. Mas pior que isso é ter o três na sua cama (como você vai ver no capítulo). Só em fanfic, mesmo, pra alguém ter tanta sorte, cara u.u! Quanto ao incesto, não, não vai rolar. Vai ter uma fic própria pra isso AHUEHAUHEUHAEA. Ah, claro, nossa fic vai sair, sim. Quem sabe depois do natal ¬¬! Espero que tenha gostado, manows. Também te amo, vadia! Beigosmeligaantesdesairdecasa.

BECKY BAH – Ahá! Você já tinha lido mais da metade desse capítulo! AHUHEUAHUEHA! Eu disse que eu colocaria um aviso que você me deu a dica sobre o hentai. Não reclame se estiver cheia de hematomas semana que vem! E viu, consegui postar ainda hoje, mereço um prêmio ¬¬!Quanto ao Kouga, você ficou ainda mais feliz ao não ver apenas ele, mas sim ele e aqueles outros dois grandes homens com a K-chan HAUEHUAHEUHAUHEA! Enfim, espero que esteja gostando, viu? Eu AMO suas fics, estou devendo review, mas li o capítulo que já adianto que ta foda! *.*! E ainda bem que posso ter certeza que minha review vai chegar antes do capítulo, né ¬¬? Que bom que está adorandoo ! Espero que tenha gostado do rumo do chapter! Te amo Becky! Lembranças do celular!

AGOME CHAN – Inuyasha com ciúmes é bom mesmo! Um tanto quanto irritante... mas bom demais! Antes fosse comigo, não? AHEUHAUEHA! O Kouga chegou na história pra ter esse papel, mesmo. E olha que é irmão! Imagine se fosse algum primo apaixonado, hem? O hentai não vai mesmo. Daqui há uns três capítulos, nem isso, o hentai vai acontecer. Sim, sim, psicologia. Um tanto quanto devastador, mas estou mesmo cometendo esse delito XD! A reconciliação vai ser dura, mesmo. É complicado, ainda mais com a escritora sendo mulher. Cansei de Kagomes fáceis por aí AHEUHAUEHA! Bom, espero que o chapter tenha tido um tamanho melhor, dessa vez! Kissus, guria, e até a próxima!

ÓPTIA 1 – Sim, sim! Se por um lado você foi rápida ao ler o capítulo, eu fui lenta pra postar o próximo! Fico muito feliz por todos os elogios que lançou por um único capítulo! Eu me esforcei muito, admito, pra fazer com que o desentendimento entre a Kagome e o Inuyasha fosse impactante. Se muitos esperavam por uma reconciliação, infelizmente não é da minha índole fazê-lo de modo tão simples. Uma das coisas que mais me felicita é quando dizem sobre a personalidade das personagens. A minha maior preocupação é o fazer ficar forçado demais, e me alegra muito saber que consigo manter um limite para as mudanças entre elas! A Kagome "ex-vegetativa" finalmente está tomando o rumo que eu quero. Uma mais "humana", que sente, e sente como todas nós. Estou contente demais com o resultado, logo dou até um tiro na cabeça de tanta alegria! (Okay, menos). Uma caminhoneira contando suas desventuras seria realmente ótimo para o fim de um drama como esse XD, ou como nomeou "tragicomédia", a qual não evitei rir ao ler. Frase impactante? Realmente, Kouga sendo o irmão, foi um choque e tanto. E sim, eu já havia dito o nome de Kouga na fanfic. Ele era o tal "menos exagerado que Naraku". Ainda vão ter "trocas de confidências" a qual Kagome vai falar sobre o " fato de ele não a deixar em paz" no passado. Ela nunca o odiou, mas Kouga tinha um forte amor platônico por ela, isso, antes de sumir. Quanto ao seu habito, querida, nem se você tentasse, ficaria ruim!

ÓPTIA 2 – Há! Olá de novo. Sim, eu sei muito bem como você se sente. A comparação ao jogo de futebol foi incrível! Sua imaginação é muito boa, acredite XD! Você não fez nada de errado, e as informações que devem ter te confundido, são exatamente as que você acha que são. As reviews foram realmente poucas! Essa crise está assolando mesmo assolando as fanfics, mas nada que me faça desistir de escrevê-la. Existem sempre os altos e baixos, não? É muito bom escrever, sabendo que tenho pessoas como você no público, esperando sempre por mais capítulos; estes sendo pequenos, ou não.O LCFA é um lugar muito bom, mas estressante. Eu tenho um lugar especial lá, já que não sou apenas escritora. Mas me contenta saber que muitos viciados tiveram suas iniciativas com minhas humildes fanfics, nem tão bem estruturadas quanto eu queria que fossem XD! Eu já havia notado a mensagem, e realmente... é o melhor presente que você pode me dar. Sem nenhum tipo de dúvida, ele está certo (como em raros momentos). Muito, muito e muito obrigada MESMO pelas reviews, e espero que tenha gostado do capítulo! Até o próximo!

MIIH 1 – Bom, vou dar inicio a grande lista de respostas as suas gratificantes reviews. Primeiramente, não escondo o susto ao ver que perdeu seu tempo lendo minha fic, ainda mais comentando penosamente capítulo por capítulo, fato que me deixou extremamente feliz, admito! O fato de Kagome ser uma alcoólatra um pouco quanto incomum em fanfics, uma idéia geniosa? Eu pelei ao tê-la, mas tenho que dizer que não chega aos pés da sua, quanto ao aborto, querida! Idéia de identificação, exatamente. Eu ter feito a fic em primeira pessoa foi exatamente para isso! Acertou em cheio, senhorita, com toda a certeza, como sabia que faria! E Inuyasha realmente apareceu oferecendo tudo, e você não se enganou. Pena que não conseguiu dar o que Kagome realmente queria, não ao menos por enquanto. Minhas fanfics, drogas viciantes? Pois saiba que estou trabalhando em corrigir muitas delas. Eu comecei do baixo, acredite. Vai se espantar em conhecer algumas de minhas "criações", longe de ser boas, infelizmente (E não, não é nenhum tipo de "falsa modéstia" que eu poderia te dar!). Sobre a frase, foi realmente pra causar humor. Pessoas bêbadas realmente se esforçam, e fico imensamente feliz ao saber que riu com isso, afinal, atingiu meu objetivo! Eu também te amo, senhorita! E quem disse me odiar foi a Loren, também escritora de fanfics. Sou acostumada com isso, acredite HAUEHUAHEUHAUEHUAHUEA! Beijos, querida, vou continuar respondendo as reviews numeradas, abaixo! Merece, afinal, a mesma consideração que teve ao me enviar, uma por uma!

MIIH 2 – Well, well... um casal fora do normal? Sim, sim e sim! Nada de meiguices e açúcar por enquanto. Eu reservo um final um tanto quanto "feliz" para o casal, não posso ignorar isso, mas fora dos padrões convencionais. Eu não iria dar para uma alcoólatra completamente perdendo os sentidos um homem completamente cavalheiro que lhe desse rosas! Seria contraditório, terrivelmente contraditório, e de fato, o que eu na gosto é cair em contradições, mesmo que sejam inevitáveis! A história de Kagome é mesmo revoltante, em muitos pontos. Se deu ao luxo de "cair" de uma forma detestável. Inuyasha entra na historia para ser uma das únicas pessoas que diz a ela isso... talvez por isso a "paixão" que se iniciará por ele. O amor deles se concretizará, "diferente", de fato, mas é amor. Você ainda tem muito o que ler, espero que não se desaponte até lá!

MIIH 3 – Um amor muito estranho. Você não mente ao afirmar isso, já que ele realmente o é. Você gostou da personalidade de Bankotsu? Fico contente, já que não faz idéia da personalidade que o acompanha por esses capítulos! Ele é realmente adorável, e se for masoquismo gostar de homens assim, o que eu direi de mim mesma? Também os adoro, acrescentando o fato de meu namorado ser um tanto quanto irônico da mesma forma, também. E você acerta, novamente. Os pensamentos de Inuyasha são exigentes, mesmo. Ele tem uma fixação enorme, ele quer que Kagome melhore, não posso negar isso, seria ridículo! Diálogos maravilhosos? Maravilhosos e cheios de espinhos, claro. Adoro dar ênfase a cada fala da personagem, deixa a fanfic mais "viva" ao meu ver, e fico extremamente feliz que esteja gostando, ou até mesmo "amando", como diz estar. Por deus, me deixa repleta de felicidade! Minha mãe exigia que eu estudasse até a quarta série, hoje ela já desistiu de se empenhar nesse ramo AHUEHUAHEA! E sim, nada de espiadelas! Seria feio, até demais! E "admiração", oh! É o que exatamente sinto por você.

MIIH 4 – Capítulos concentrados em Inu-Kag são raros, mas eu adoro os manter. Nossa, e como adoro! Cômico vê-los brigar? Ah, sempre são! Fico feliz que em " Boa noite, Cinderela" eles se amem ao ponto de não ficarem brigando como cachorros de ringue. Eles se estragam, sabe? Você realmente consegue se superar, e como consegue! (Falando nisso, logo que postar irei ler ao seu novo capítulo. Que felicidade, ao vê-lo postado!). A Kagome é terrível. Tem todos os motivos pra ser feliz, mas é triste. Uma ironia, realmente. Inuyasha SEMPRE aparece. Ah, é assim desde que conheço o anime, porque mudaria algo tão... essencial XD? Seria homicídio, eu diria. HAUEHUAHA, a frase que Sango falou foi realmente boa. Inuyasha é o típico cara-irônico. E agora você me lembrou que tenho que voltar a Sango na fanfic, já que ela vai ser um tanto quanto "importante" no papel que irá exercer. Engraçado ver você pedir por hentai sem ter idéia de que seria no próximo. Adoro causar essa reação nas pessoas xD!

MIIH 5 – Ah, a decepção. Kikyou ainda vai ser motivo para MUITA decepção. Antes fosse a irmã da Kagome, nessas horas. Ele parecia um cara legal, mas não é tão santo quanto parece. E olha, ela o amar foi um dos pontos mais complicados de se narrar. Para alguém que se contentava com o "nada" admitir sentir amor, foi sufocante! O hentai é uma das coisas que eu mais gosto de fazer, acredite! E o casal é realmente perfeito, não ouso descordar de você! Sou apaixonada por eles, completamente! Obrigada por dizer que a fic está perfeita *.*! Ah, como é delicioso ouvir isso...

MIIH 6 – Inuyasha não é uma (quase)pessoa que nos deixa com ódio para a eternidade. Sabemos disso. Sempre com aquela mania de ser perfeito nas horas em que se menos espera, não? Ele serve exatamente pro papel canalha-perfeito! Eles são completamente problemáticos, e por mais que Kagome tenha seus problemas, é evidente que Inuyasha também tenha os seus! Não precisa ter medo da Kikyou. Ela sempre causa estragos, mas nem sempre pode-se dizer que são por pura e completa maldade. Ela não chega ao problema que se chama "Naraku". E você sabe bem porque eu digo isso XD!

MIIH 7 – Faltam dois! Dois capítulos e duas reviews (agora três) que serão respondidas no próximo capítulo! O Naraku TINHA que aparecer. Ele é o famoso vilão clichê, não? Como eu poderia tê-lo deixado de fora? Não, não e não. Me enche de felicidade ver o quanto você gosta da relação dos dois XD! E o mais cômico é que vai querer me matar ao ver que "rumo" o casal levou até esse último capítulo postado. Sarcasmo é algo impossível de se negar. Adoro frases sarcásticas... soam tão "rude", mesmo não sendo estúpidas. Ai, adoro isso! A Ká infelizmente desacreditou em Inuyasha, mãããããs, você sabe que isso muda. Em respeito a você, a eles, e a todos os leitores eufóricos pelo casal! HAUAHUAHA! Enfim, essa foi a última (deliciosa) review que recebi sua. Quando as outras vieram, faço questão de responder no outro chapter. Agradeço também pelas reviews em "Sake". Acho que nunca fiquei tão feliz com uma one-shot! A ponto de imprimi-la, wow! É fato. Amo você também, senhorita. E suas fics, claro, como não? Te amo, novamente, senhorita, e te vejo no próximo capítulo! Até lá... se ainda não tiver desistido XD! Au revoir!