Capítulo 3 – Twins

- Como eu poderia tê-la matado? Sesshoumaru, não minta para mim! - Isso não poderia ter acontecido, não era possível.

- Não minto para você. Os médicos disseram que seu cérebro não suportou o fato de que você a tinha matado e apagou muitas de suas memórias... Mas, Inuyasha, foi você quem a matou. Se for isso que queria ouvir. – Arrependeu–se no momento em que disse. Não sabia agora o que o irmão faria.

- Como assim? – incrédulo. – Quem disse isso? Quem viu isso? – Não sabia mais o que pensar. Parecia, de fato, entrando na insanidade.

- Nós não vimos tudo. Deixamos você sozinho com ela e sei que vocês entraram no prédio. As pessoas falaram que você a empurrou lá de cima. Ela caiu nove andares, morte instantânea.

- Eu... Não posso ter feito isso! Eu a amava! – Passou a mão pela mesa à sua frente derrubando o que seu braço poderia alcançar. Não se importava, precisava descontar sua raiva, sua indignação.


- Inuyasha, aqui tem uma visão tão linda... É uma pena que não poderei...

- Então, Kagome, daremos um jeito nisso. Você nunca mais terá isso de novo. Eu estou fazendo tudo que posso. Vai dar tudo certo pra você, para nós. – Ela afastou-se.

...

- Que coisa horrível! – Uma dama cobria seus olhos com as mãos enluvadas.

- Não olhe querida. – O homem ao seu lado abraçou-a, assumindo feições enojadas.

- Como isso pôde acontecer? – Uma terceira pessoa pergunta na multidão.

- FOI ELE! – Alguém gritou apontado para o alto.

- Só pode ser! O rapaz lá no alto! Ele a empurrou! – Inuyasha ainda em estado de choque.

- Eu os vi conversando antes da garota cair! Foi ele quem a matou!

...

- Kagome! Não me deixe, por favor! Preciso de você! KAGOME! - Abraçou-a forte... Seu sangue molhava suas roupas.

- Como ele se atreve? – Uma mulher indigna-se.

- Assassino! – gritou um rapaz ao fundo.

- Afaste-se dela!

...

- O que aconteceu? – Sesshoumaru chegara.

- Oh Meu Deus! Kagome! – Sango chorava. – O que aconteceu com você? Não nos deixe! Kagome! Responda!

- Sango... Ela se foi. – Sango abraçou forte Miroku. Chorava muito.

Ocorreu que Miroku estava pelos arredores quando viu uma pequena aglomeração em frente ao prédio. Ao certificar-se do que houve, ligou imediatamente para Sesshoumaru e Sango.

- O que houve com ela Inuyasha? Responda! – Miroku, percebendo Inuyasha afastado pelas pessoas, banhado em sangue que pelo que se podia notar, não era dele, segurou-o firme pelas roupas, sacudindo-o.

- Kagome... – Inuyasha não parecia estar ciente da realidade.

- Responda! – Mais uma tentativa fracassada de Miroku.


- NÃO! EU NÃO A MATEI! NUNCA PODERIA TER FEITO ISSO! NUNCA! – Gritava.

- Sinto muito. As pessoas que nos falaram. Mas por perder a memória, foi alegado que você não poderia ser julgado. Como eu havia dito, seu cérebro entrou em choque e esqueceu parte de suas lembranças. Estima-se que você não se lembra a partir de seus 18 anos.

- Porque nunca tinha me dito isso? - Estava mais que desacreditado, estava decepcionado. Haviam mentido muito além do que ele poderia imaginar. Pensou que, se não tivesse flashes de memória, não teria ao menos sabido da existência de Kagome em sua vida.

- Não queria que se lembrasse. Ou você iria parar de novo. Você ficou um ano em coma. Eu temi sua vida! Tentei te proteger! – Sesshoumaru tentava desesperadamente explicar. Mas fazê-lo entender é difícil.

- Você não me protegeu! Privou-me de minhas lembranças! Mas saiba, vou recuperá-las! – Saiu sem esperar resposta.

Inuyasha não queria mais saber de nada. Um turbilhão de coisas acontecia no mesmo momento. Primeiro começara a lembrar de certa garota, Kagome, que descobriu ser mais que uma simples namorada, descobriu uma noiva, descobriu um crime e ainda não conseguia engolir que ela estava morta. E pensou principalmente nisso. Estava vendo Kagome. Mas eram apenas lapsos de memória ou estava louco? Deveria mesmo acreditar em tudo que lhe diziam?

------------------------------------ Dia seguinte --------------------------------------

- Não sei o que acontece com você! Acho que está ficando louco! Diz que pode ver Kagome! Como pode ver quem morreu? – Sesshoumaru invade o quarto de repente, quer explicações.

- Eu a vejo! Você não acredita em mim! Mas eu posso vê-la! Vou te provar que não foi eu quem a matou!

----- MAIS TARDE -----

- Inuyasha! O que faz aqui? – Ela novamente surge.

- Kagome! – Assustou-se com a chegada repentina da moça. - Sabia que ia te encontrar aqui. Disseram que foi aqui que conheci você.

- Bom, não sei do que está falando. A verdade é que sempre passo por aqui. Mas é sempre bom te ver. Como está? – Ela parecia despreocupada.

- Eu estou bem. Agora melhor. Queria te ver sempre. Você está livre?

- Sim, estou. Por quê? - Respondeu sorrindo.

- Porque queria que saíssemos um pouco. Se você quiser é claro. – Levantou-se.

- Eu adoraria! Que bom que te encontrei! – Alegrou-se.

- Ótimo... Então, aonde quer ir?

- Há uma feira aqui perto! Queria me divertir um pouco.

------------------------- Em outro lugar --------------------------------

Sesshoumaru adentrou. Olhou e encontrou quem queria. Eles o estavam esperando. Sentou em frente ao casal.

- O que aconteceu Sesshoumaru? Você nunca nos liga, ainda mais para marcar um encontro.

- Sango, Miroku, estou receoso. – Apoiou as mãos sobre a mesa da lanchonete. – É o Inuyasha. Estou muito preocupado.

- Ele continua com problemas de memória? Está tendo ataques? – Sango era sempre mais preocupada.

- Não exatamente. Ele ainda tem leves flashes, mas esse não é o problema, pelo menos agora. Meu maior medo é que ele está dizendo que vê Kagome. E não é apenas uma vez...

- Como assim Sesshou? Ele vê Kagome? Quer me dizer que ele está louco? – Miroku precipitou-se.

- Não foi isso que eu disse, mas não sei mais. Ele diz que fala com ela e ela não se lembra dele. Como se ela tivesse o mesmo problema que ele tem com as memórias. Se recusa a aceitar sua morte.

- Mas ele se lembrou da morte dela? – Sango ouvia atenciosa.

- Não. – Respondeu Sesshoumaru. – Eu contei.

- Por que fez isso? - Miroku perguntou irritado. – E se foi isso que o fez criar a imagem de Kagome na cabeça e vê-la andando por aí?

- Ela já via Kagome antes disso. O dia que ele desmaiou, disse que tinha visto a noiva antes de desmaiar!

- Miroku. – Sango cutucou. – E se foi isso que ele quis mostrar no cinema? – Miroku concordou com a cabeça.

- O que houve no cinema? – Perguntou Sesshoumaru curioso. Sango respondeu.

- Ele nos chamou para apresentar alguém que estava ao seu lado. Mas quando ele olhou novamente, e pessoa não estava lá. Ele nos falou "olhem quem está aqui" com se já a conhecêssemos.

- Pode ter sido Kagome que ele tanto vê. Ou acha que vê. Não consigo mais dormir fazendo pesquisas sobre a doença de Kagome, sobre amnésia, sobre insanidade. Eu preciso ajudá-lo. Mas nem ao menos sei diagnosticar o que ele tem.

- Mas Sesshoumaru, você já resolveu inúmeros problemas de perda de parentes. O que há de diferente? – Miroku pergunta.

- A diferença, Miroku, é o mundo que girou em torno de Inuyasha no momento da perda até agora. A doença de Kagome já o estava afetando e depois sua amnésia que deu uma série de complicações. Mais tarde, como se não bastasse, as memórias voltam atormentando-o, e agora, começo a pensar que meu irmão está louco.

- Calma Sesshoumaru, ele pode estar recuperando as memórias de uma maneira forte, então está confundindo a realidade com o passado.

- Miroku pode estar certo. – Disse Sango. – Psicólogos nem sempre ajudam seus próprios familiares.

- Espero que seja mesmo isso. Estou farto de vê-lo sofrer daquela forma, mesmo sendo apenas meu meio-irmão. Ao mesmo tempo, queria ser forte para revelar toda a verdade... Talvez tenha sido demais para a cabeça dele, deveria ter dado um espaço, mais um tempo.

- Ele iria descobrir de uma maneira ou de outra. O que fazemos com essa Kagome, então?

----------------------- Outro Lugar --------------------------

- Ah Inuyasha, me diverti muito! – Caminhavam de volta.

- Não foi nada. Eu me diverti muito com você. Mas porque não quis os presentes? – Perguntou.

- Ah, eu tenho muitos bichinhos, acho que não tenho mais onde colocá-los. Minha mãe quer jogar todos, imagina se eu levar mais? – Falou divertida.

- Mas não tem irmão ou irmã, mais nova?

- Ora, Inuyasha, se fosse mesmo meu noivo, deveria saber. – Ela riu. – Eu tenho uma irmã. Mas ela é crescidinha, então não vai querer.

- É mais velha? – Puxou o assunto.

- Não, é gêmea.

----------------- Outro lugar ------------------

- Por um momento me lembrei de algo importante. – Miroku tomou a palavra. – Kagome... Tem uma irmã.

- Sim, a Ka me contava sobre sua irmã. Mas sempre falava com pesar, já que fazia tempo que não a via. – Recordou Sango.

- Isso mesmo, Miroku. Já sei aonde quer chegar. – Sesshoumaru falou. – Eu lembro quando ela soube da irmã. Por mais que estivesse chocada, preocupou-se com Inuyasha.

- Esperem, não compreendo. – Sango tentou entrar na conversa. Miroku virou-se e começou.

- Kagome tem uma irmã que mora com uma tia no estrangeiro. O nome dela é Kikyou, você deve saber. Mas, o que você não sabe é que Kagome e Kikyou são gêmeas, e também que Kikyou sempre foi apaixonada pelo Inuyasha.

- Isso mesmo. – Completou Sesshoumaru. – E não se tem notícias dela desde que tentamos chamá-la para o velório. Ela se preocupou muito com Inuyasha ligando inúmeras vezes e prometendo vir confortá-lo. Mas Inuyasha já tinha perdido a memória.

- E o que ela tem a ver com isso? – Sango ainda não entendia.

- Seria muito provável – Miroku olhou para Sesshoumaru. – Que ela estivesse se passando pela Kagome.


Eita gente!

Recorde de três anos sem post. Nem tenho cara para falar com vocês.

Por isso vou logo.

Beijo espero que gostem.