Ato III: Prelude 12/21
Isso foi o que eu te trouxe: pode pegar pra você.
Isso foi o que eu te trouxe: pode me esquecer.
Eu prometi partir, me prometa só uma coisa:
Beije meus olhos e me faça dormir.
Isso foi o que eu te trouxe: pode pegar pra você.
Isso foi o que eu te trouxe: pode me esquecer.
Eu lhe prometi meu coração; me prometa só uma coisa:
Beije meus olhos e me faça dormir.
Beije meus olhos e me faça dormir.
Isso foi o que eu pensei,
Eu pensei que você precisava de mim,
Isso foi o que eu pensei; e você achou que eu fosse ingênuo,
Eu te prometi um coração, e você prometeu ficar.
Beije meus olhos e me faça dormir.
Beije meus olhos e me faça dormir.
Beije meus olhos e me faça dormir.
(Prelude 12/21 – A.F.I)
O ministério era um belo prédio abandonado em algum canto remoto de Londres. Vários andares de subsolo, mas a entrada principal, enfeitiçada, dava saída para um grande prédio abandonado, com madeiras nas janelas e a entrada principal vedada. Se algum trouxa olhasse de cima, pelas janelas de vidros esfumaçadas de pó e teias de aranha, não veria anda além de um prédio velho sem nada dentro, além de entulhos. Mas um bruxo viria com perfeição o saguão de entrada.
As duas carroças pararam num beco ao lado do prédio. Os três jovens de preto saltaram, sem emitir som algum. Dumbledore olhou para trás, e indicou para eles a quantidade de vigias. E estavam alguns do lado de fora, no saguão, e outros no telhado. Longbotton também desceu, tirou da capa preta três esferas verdes que mais pareciam um bolo de mofo e as colocou no cano da calha de chuva. Ao tocá-las com a varinha, pareceram criar vida, criando perninhas pretas como aranhas e escalando loucamente os canos, até entrarem no prédio e sumirem.
- Vocês têm, sete minutos para entrarem e saírem sem ativar qualquer armadilha mágica. – advertiu, sussurrando.
Os três concordaram com a cabeça. E, velozes, subiram pelas paredes, agarrando-se aos canos e janelas fechadas. Lá em cima, tiveram de andar agachados, sorrateiros, entre as paredes do telhado, nas chaminés. Dois bruxos caminhavam, vigiando. Snape e Sirius avançaram, pelas costas deles, com as moas brilhando, e os calaram, para em seguida arrastá-los para um canto. Usar magia com a varinha seria arriscado. Ao voltarem, Lupin já estava sobre a janela de vidro do telhado, limpando a poeira e olhando lá dentro.
Os outros dois se aproximaram. Lupin colocou o dedo na boca, pedindo silêncio. Olharam para baixo, e três bruxos caminhavam pelo saguão. As tais boinhas que Longbotton soltou nos canos apareceu em forma de vapor. E em segundos os bruxos desmaiaram.
- Certo. – disse Lupin, abrindo um pedaço da janela do telhado com magia – Temos quatro minutos.
- Mais que suficiente. – sussurrou Sirius, tirando as costas uma besta que carregava, apontando uma das grandes chaminés e atirando. Amarrou o grosso cabo na cintura, e desceu pelo vidro da janela, com uma outra máscara sobre o rosto, mais forte, e óculos escuros. Lupin o guiava e dava apoio para a corda.
- Snape, desça. – disse, olhando Snape, que fez só um sinal e desceu pela parede do prédio, agarrado ao cano da calha.
Longbotton olhou Snape, e sussurrou, perguntando:
- E aí?
- ...Já estão dentro. – sussurrou.
Sirius pôs os pés do chão, caminhou até onde estava a cabeça de Leah, abriu com cuidado o vidro, também usando magia, e tratou de colocar a cabeça dela num saco preto, e subiu.
Lupin o agarrou, puxando-o para fora, e fechou a janela, vedando-a novamente. Olhou o relógio e se apressou:
- ...Dois minutos. Vamos!
Lá debaixo, Snape olhou para o alto.
- Já estão vindo. – disse Dumbledore.
- Snape! – chamou Sirius – Pegue!
Ele ergueu os braços, e pegou algo que o colega jogara. Ao olhar, era o pano preto com a cabeça de Leah. Ele imediatamente deu um alto e fino grito de pavor, jogando a cabeça longe, que Longbotton habilmente acabou pegando. Em seguida os dois rapazes desceram, também pelos canos.
- ...Que bichice, Snape. – disse Sirius – E que falta de respeito com ela!
- Pro inferno, animal! – xingou Snape, tremulo – Isso lá é coisa que se jogue pro outro como se fosse uma goles?
- Um minuto! – disse Lupin, saltando para a carroça de Longbotton - Vamos!
E assim os três saltaram para as carroças, sumindo de vista na penumbra da noite.
Na manhã seguinte, Lilian arrumava o café, quando o correio coruja chegou, com um exemplar do Profeta Diário. Ela, como sempre, pegou o jornal e foi deixar sobre a mesa, ao lado da xícara de Tiago. Sequer lia o jornal, fazia isso só depois que ele terminava de ler e ia para o trabalho. Como sempre, retirou o jornal do embrulho, abriu-o e colocou na mesa. Mas ao abri-lo, deu de cara com a imagem do saguão do Ministério, cheio de bruxos, faixas de isolamento, repórteres. E a manchete: "ATAQUE ÀS SEDES DO GOVERNO: OS PEDAÇOS DO CORPO DO DEMÔNIO EXPOSTOS SOMEM!"
Lílian arregalou os olhos e parou, com o jornal nas mãos. Quem poderia fazer uma coisa dessas. E pra quê?
- Bom dia, amor. – sorriu Tiago, já de terno, lhe dando um beijo na cabeça e se sentando - ...Que foi? ...Me passa o jornal.
Lílian o olhou, um tanto espantada. Talvez tivesse até medo da reação dele. Entregou-lhe o jornal, e Tiago ficou pálido de repente.
- ...Impossível.
Ele abriu o jornal na mesa, trêmulo. Corria os olhos pelas notícias. Depois sentou, e suspirou, tremendo:
- Mentira. Isso só pode ser brincadeira.
Lílian automaticamente deu as costas, indo buscar as torradas e o leite.
- ...Impossível. Impossível. – dizia, balançando a cabeça – Ninguém é capaz de entrar no Ministério. Nenhum bruxo, nenhum... absolutamente NINGUÉM!
- ...A segurança no Ministério não é tão boa assim. – disse Lilian, se sentando.
Tiago a olhou, como se ela abrir a boca fosse um pecado. Lilian percebeu que deveria ter ficado quieta:
- Bom... na minha época... não achava grande coisa.
- NENHUM lugar do Mundo Mágico é mais bem guardado que o ministério! NENHUM! – disse, bravo.
Tiago silenciou. E murmurou, olhando a esposa:
- ...Vocês. – falou, ainda trêmulo - Vocês poderiam entrar lá?
- Vocês... quem? – estranhou Lilian.
- Vocês. Aurores Supremos. – disse, como se pronunciasse aquela elite fosse uma grande ofensa.
- Não. Claro que não. – disse, para depois se engasgar – Quer dizer... não sei. De repente...
Tiago se levantou, agressivo. Pegou sua pasta, seu casaco, e saiu de casa, batendo a porta:
- Então vamos ver se esses Aurores são Supremos em ocultação de cadáver, também.
Lílian não se moveu. Suspirou, percebendo que deveria ter ficado quieta. Minutos depois, terminou o café, arrumou a cozinha, e pegou o jornal, para ler, no quarto de Harry, que dormia.
Todos os pedaços de Leah haviam sumido. Os guardas ou acordaram zonzos, com a memória abalada e confusa, ou acordavam sem ter visto absolutamente nada. Complicados foram os guardas que acordaram nus, em Gringotes. Havia uma trágica e hilária foto deles na frente do banco, com as mãos na frente do corpo, enquanto os bruxos do ministério chegavam. Lílian olhou tudo aquilo, leu a notícia e pôde imaginar direitinho como fora a noite de "furtos". E balançou a cabeça, rindo, tendo certeza de quem tinha feito essa traquinagem:
- ...O que esses malucos estão querendo?
Tiago esmurrou a porta da casa dos aurores, mas ela estava trancada. Tudo fechado. Tentou abrir com magia, não conseguiu. Chutou, esmurrou, nada. Correu para o meio da rua, e se aprontou para bater o ombro na porta, derrubando-a no modo trouxa de ser. Correu a toda a velocidade, mas ao chegar na porta, ela se abriu, e ele foi parar no meio da sala, entre cambalhotas, espalhando pastas e papéis para todos os lados.
De pé, segurando a maçaneta, estava Snape, com a cara amassada, e um camisolão muito, muito ridículo e manchado, provavelmente de gordura do seu nojento e ensebado cabelo.
- ...Mas o que deu em você, criatura? – resmungou Snape, visivelmente cansado e bravo.
Tiago se ergueu, tonto, e Lupin e Sirius – com pijamas normais – desciam as escadas, também confusos.
- ...Que zona é essa, porra? – xingou Sirius, espantando-se em seguida - ...Tiago?
Tiago ofegou, olhando todos, com o cabelo atrapalhado, os óculos tortos:
- Vocês! – apontou, cada um deles – Foram vocês!
- ...Fomos nós que o quê? – perguntou Sirius.
- Não mintam! – urrou – Vocês invadiram o Ministério! Vocês roubaram o corpo dela!
- Além de chato virou alcoólatra? Ou drogado? – murmurou Snape – Que invasão? Que corpo?
- Não se façam de idiotas! O Ministério, e todas as entidades do governo foram atacadas ontem de noite, e roubaram os pedaços do corpo em exposição.
- ...Roubaram o presunto? – perguntou Snape.
- Shh. Esperem. – disse Lupin, pedindo silencio, com sono – Tiago, sente-se. Vamos conversar. O que houve?
- PAREM DE AGIR COMO IDIOTAS! – urrou – EU SEI QUE FORAM VOCÊS!
- Tiago. É nossa folga em escala. – murmurou Lupin – Estávamos dormindo. Você sabe que horas são?
Tiago pareceu desconfiar que algo estava errado. Eles pareciam estar realmente com sono, e pareciam confusos com aquilo.
- Vocês... não leram os jornais? – perguntou.
- ...Não. Nem acordamos ainda! – disse Sirius – Se algo de errado aconteceu e precisam da gente, Dumbledore virá chamar.
- ...Roubaram todos os pedaços do corpo dela, e nocautearam os vigias. Está um reboliço único no mundo mágico. Um caos.
- ...Corpo de quem? Da Leah? – perguntou Snape.
- NÃO PRONUNCIE ESSE MALDITO NOME! – vociferou Tiago.
Snape começou a praguejar, dando de ombros:
- ...Ah não pode falar o nome do presunto? Qual o problema em falar? Tá bom então, eu não falo o nome do presunto, eu mudo o nome dela, senhor problema, vamos lá, posso chamar ela de Cláudia, de Rita, de Maria, de Aparecida, de...
- ...Onde vocês estavam? – perguntou Tiago, olhando Lupin, sério, enquanto Snape continuava praguejando vários nomes – Eu tenho certeza de que isso foi coisa de vocês. Nem que seja apenas para mostrarem que são bons.
- Por que iríamos roubar um corpo que estava em exposição em vários lugares da região, Tiago? E a troco de quê, mostrar que somos bons? Em quê? Pra quê?
- Não sei. Mas algo me diz que foram vocês. – rosnou - Além do quê, vocês ainda têm a ajuda de alguém que durante anos sempre foi muito chegado no lado negro, esse Snape ensebado.
- ...Creuzodete, Marazelândia OPA. – disse Snape, parando de praguejar nomes bizarros e olhando Tiago – Ensebado? Sou eu?...
- ...Ele poderia muito bem ter feito a cabeça de vocês para darem uma de vândalos e sumirem com o corpo.
- ...Ensebado? – murmurou Snape, cruzando os braços – Tá com inveja do meu cabelo? Sabe como mantenho ele assim? Usando o sebo da banha da sua esposa.
Tiago avançou em Snape como uma cobra dando o bote:
- NÃO SE ATREVA A OFENDER MINHA –
- PERAÊ, AMIGÃO! – quem gritou isso foi Sirius, que antes que Tiago encostasse em Snape, colocou-se na frente deles, e bateu a mão no peito de Tiago, jogando-o de volta ao sofá, falando grosso – Tu chega aqui na nossa casa antes das sete da manhã da nossa tão rara e amada folga, quebrando nossa porta, gritando com a gente, acusando a gente de ter invadido a merda do ministério, que é o lugar que PAGA nosso amado salário, chamando a gente disso e daquilo, ofendendo a gente e ainda quer tirar satisfação com alguém que revida tua ofensa? Vá se foder, seu almofadinha do caralho!
Tiago parou, com os olhos pregados em Sirius. Ele parecia realmente ofendido. Lupin parecia se conter, para manter a pose serena de sempre. Só Snape estava indiferente.
- ...Pelo que você está falando, roubaram todos os pedaços do corpo da Leah. – disse Lupin, parecendo retomar o raciocínio.
- Não fale o nome da... – rosnou Tiago.
- A casa é nossa e a gente fala o nome que quiser. – cortou Lupin – Enfim. Roubaram todas as partes do corpo dela. E você acha que foi a gente. – Lupin parou, pensou, e olhou Tiago – Você realmente acha que a gente seria TÃO BOM ASSIM?
Tiago não entendeu. Ofegava. Sirius coçou a orelha, sem ânimo:
- É, levando em conta tudo isso... cê tá presumindo que nós três fomos em TODOS os lugares, entramos, nocauteamos os guardas, que NÃO SÃO pouca bosta, catamos os pedaços da Leah e sumimos sem deixar vestígio. Convenhamos, somos Aurores Supremos, mas não TÃO supremos assim.
- Jamais daríamos conta de invadir tantos lugares assim, numa só noite, em poucas horas, Tiago. – disse Lupin, balançando a cabeça – Precisaríamos de muita ajuda. E quem ia querer o corpo dela? Ainda mais aos pedaços? Sem contar que os lugares onde estavam os pedaços do corpo eram muito bem vigiados.
Sirius concordou, enchendo a bola do ministério:
- Você mesmo trabalha lá, Tiago, sabe o quanto eles são bem organizados. Segurança máxima. Total.
Tiago olhou cada um deles.
- ...Mas se você quiser nossa ajuda, quando voltarmos da nossa folga... ajudaremos achar o culpado. – disse Lupin.
- Não. – disse Tiago, respirando fundo, pegando suas coisas e saindo da casa, apressado – Não precisamos da ajuda de vocês. Vou indo, antes que eu me atrase. Vamos achar o culpado, e acabar com ele.
Snape pôs a mão na cintura:
- Ah, e desculpe por sermos tão deselegantes: obrigado por acordar a gente tão cedo de forma tão cordial.
Tiago olhou Snape, com ódio. Mas deu as costas e foi embora.
Ao perceberem que Tiago não estava mais lá, eles se olharam, respirando profundamente.
- Que sufoco. – murmurou Snape, bravo, indo para o quarto – Quem contou a ele? Ou será que um de vocês deixou vestígio?
- Claro que não, Snape. – reclamou Sirius – Merda. Além de acordar a gente cedo, agora ainda teremos ele no nosso pé.
- Não acho. – disse Lupin, ainda no sofá. – Ele veio nos xingar por impulso. Mas aposto que eu sei quem pode ter dado essa idéia a ele...
- ...Lílian? – estranhou Sirius.
- Sem chance, aquela mulher só sabe esquentar a barriga no fogão e esfriá-la no tanque. – disse Snape, desdenhoso.
- Tiago não está mais aqui. – disse Lupin, sério – Mas se você ofender Lilian de novo, que vai te bater sou eu.
- Talvez Snape tenha uma certa razão. – disse Sirius – No sentido de que Lílian não está por dentro do que se passa entre não há anos. Acho que ela já enferrujou, e acabou adquirindo a visão que Tiago tem de tudo.
- ...Sei não. – disse Lupin, com as mãos no queixo - ...Pra mim Lílian que levantou essa possibilidade. Talvez até... sem querer.
- E você acha que ela ficaria do lado de quem? Se ela realmente ainda consegue agir e pensar como a gente, estaremos encrencados. Ela jamais ficaria do nosso lado.
- Não acho que ela vá interferir. – suspirou Lupin – Pra nossa sorte, ela vai continuar fingindo que é alheia a tudo.
- Bom, vou dormir. – murmurou Snape – Não irei deixar que mais nada atrapalhe meu dia de folga.
Sirius bocejou, e se espreguiçou:
- É... vou voltar pra cama, também.
Lupin suspirou profundamente, olhando a luz do dia, entre as cortinas da janela. Se ergueu, e foi atrás de Sirius:
- Tem razão. Vamos pra cama de novo. Acho que merecemos, afinal. – riu.
O arcebispo mantinha a cabeça baixa, apoiado em seu cajado dourado. Estava novamente na caverna onde dizimaram a seita de bruxos das trevas. E aquele altar estava novamente montado. Junto dele, dois homens com túnicas pretas. Um deles se aproximou:
- ...Senhor Joaquim?
Joaquim ergueu o olhar, e Dumbledore tirou seu capuz, olhando-o, reconfortante:
- ...Não o obrigamos a fazer isso. Mas, se já estamos aqui... não podemos sair sem fazer.
O religioso concordou com a cabeça, suspirando. Caminhou até a frente do altar. Olhou ao redor, as tochas ainda estavam apagadas. Dumbledore caminhou até a lateral do altar, ficando de frente para Longbotton – o bruxo que estava lhes acompanhando, também de túnica preta.
Joaquim abriu o grande livro do Umbral, e o folheou. Suava, tremia. Mas sabia que simplesmente não tinha outra saída. Ainda que fosse cometer o pior dos pecados, era a única esperança de, talvez, salvar o mundo do Juízo Final.
- Senhor... – murmurou pra si mesmo, fazendo o sinal da cruz – Escute-me: estou fazendo isso... porque acredito que salvarei meus irmãos, e teus filhos, pobres pecadores, de toda essa hora de demônios. Entrego minha alma em tuas moas: faz dela o que Quiseres, quando eu morrer. Aceitarei de bom grado toda e qualquer punição, caso esteja cometendo o pior dos pecados.
Ele respirou fundo e disse, olhando o altar, com o amontoado de panos sujos:
- ...Tudo posso Naquele que me fortalece. – e ergueu as duas moa,s na direção do altar - ...Que comece a cerimônia.
Foi só ele começar a pronunciar as palavras em latim, que as tochas se acenderam. Dumbledore e Longbotton se olharam, sentindo um arrepio na espinha, e o ar do lugar ficar carregado. Joaquim começou pronunciando palavras em latim, que em pouco tempo se tornaram palavras desconexas, numa língua irreconhecível.
As tochas se acenderam sozinhas, e, do chão, uma fumaça preta surgiu, dançando como serpentes, subindo pelo altar. Envolveram o altar de pedras e o corpo que nele estava, como se o abraçasse. Imediatamente, do chão, pareceram surgir bustos de pessoas, que tentavam se agarrar às serpentes negras, como se tentassem sair dali também. O Arcebispo suava, seu suor pingava de seu queixo, e seus braços tremiam. Uma série de pequenos raios luminosos, vermelhos, pareceram brotar o maligno livro, e também se arrastou pelo chão, subindo pelo altar. Pareceu eletrificar aqueles vultos que tentavam subir, fazendo-os gritar e gemer e sumir, e imediatamente se espalharam por todo o corpo do altar.
O Livro do Umbral se fechou violentamente, espalhando poeira. O arcebispo Joaquim fraquejou, caindo de joelhos, apoiando-se em seu cetro. A fumaça preta e os raios desapareceram, e as tochas apagaram. Silêncio completo na caverna. Ele ergueu o olhar para Dumbledore e Longbotton, que ainda permaneciam nos seus lugares, mas o olhavam. Suspirou profundamente, erguendo a mão para eles, indicando que estava bem, e se ergueu, indo até o altar. Não pronunciavam uma palavra, apenas o silêncio tomava conta daquele lugar. Aproximaram-se da grande mesa de pedra, parecendo decepcionados.
Com um grande gemido e uma forte respiração, como alguém que acaba de sair sem fôlego de um afogamento, Leah se ergueu, com os olhos arregalados, pondo-se sentada no altar. Os três bruxos saltam para trás, assustando-se. Ela continua respirando ofegante, a boca aberta, os olhos arregalados, olhando as próprias pernas, envoltas no encardido pano do ritual. Ao levantar os olhos, dá de cara com Joaquim, que se levanta, chocado. Ela olhou dos lados, e igualmente vê Dumbledore e Longbotton retirando seus capuzes, também assustados.
- ...Deus. – murmurou Joaquim, pondo a mão na boca.
Leah fechou a boca, mas ainda parecia ter dificuldades para respirar. Olhou as próprias mãos, encolheu as pernas, olhou ao redor, ainda sem reação ou palavras. Voltou a olhar para frente, e passou a mão no rosto, colocando o cabelo para trás. Esforçou-se, parecia que ia vomitar, mas tentava falar. Com dificuldade, sua voz foi ouvida, rouca, fraca:
- ...O... que... ...Aconte...ceu?
Olhou Dumbledore, e ele, chocado, não conseguiu dizer nada além de:
- ...Bem vinda de volta ao mundo dos vivos.
Leah juntou as sobrancelhas com dificuldade – parecia que seus músculos estavam rígidos demais, e qualquer expressão precisava de um esforço maior para sair, e murmurou:
- ...Tá z... zoando...
Sirius, Lupin e Snape permaneciam com as sobrancelhas juntas, e braços cruzados. Todos olhavam o mesmo lugar: Leah, sentada numa cadeira, no porão da grande casa dos aurores. Ela usava um pano úmido sobre as costas, que tinha um cheiro muito forte, e ainda vestia os farrapos da roupa de presidiária. Seu rosto estava com cor de cadáver, acinzentado, seus cabelos estavam secos e sem brilho, e os cortes que ela ganhara nas ultimas batalhas antes de sua morte ainda estavam abertos, vermelho escuro. Ainda se movia e falava com dificuldade, como se não tivesse força pra se endireitar.
- Snape. - disse Dumbledore, atrás de Leah, olhando o seu ex-aluno – Eu e Longbotton precisamos de vocês. Leah terá de passar, ou talvez dormir em alguma poção mágica, para manter a consistência do corpo dela. Seus órgãos não funcionam mais, é como se ela estivesse dentro de uma casca, e, tal como o corpo de um cadáver, temos de tomar cuidado para ele não enrijecer-se.
- Isso quer dizer o quê? – murmurou Leah, virando o rosto – Vou ter que dormir numa banheira de formol?
- ...Quase isso. – sorriu, simpático.
- ...Bizarro. – murmurou Sirius – Ela se mexe, olha pra gente, fala... mas não respira, não pisca...
- Escutem aqui... chega de ladainha. – gemeu Leah – Pelo canto mais longínquo dos quintos dos Infernos... como e pra quê vocês literalmente... me tiraram do além-vida?
Dumbledore pigarreou, e se sentou à mesa, para dizer:
- De uns tempos pra cá, Leah, várias criaturas estranhas e poderosas aparecem por portais, devastando o mundo bruxo e trouxa. Elas não fazem parte de nenhuma fauna. Nem mágica, nem trouxa. De acordo com o Arcebispo Joaquim, e de acordo com nossas próprias experiências ao tentar deter essas criaturas, esses monstros são antigos demônios. Demônios mesmo, criaturas que vieram do tão famoso inferno, presente em tantas crenças. Tanto que cada demônio desses se apresenta com um nome, e quando vamos pesquisar... está lá, em alguma religião, em alguma época, o registro desse demônio.
- E vocês acharam ruim alguém ficar chamando esses demônios e resolveram invocar o próprio demônio, como se eu fosse um Pokémon? – perguntou, irônica.
- Seja lá o que for esse Poke alguma coisa, Leah... – cortou Lupin, calmo – Não, não é o caso. Ninguém invoca esses demônios. Algum caminho entre esse mundo e o mundo espiritual, sei lá, entre esse mundo e o inferno... algum caminho está sendo aberto. Esses demônios, por enquanto, são fracos. Mas vai chegar uma hora que não teremos mais condições de fazer nada.
- Então, se me chamaram aqui pra perguntar "conta então pra gente como é morrer", eu digo: não é tão legal assim. E não só não é legal como eu realmente ficaria puta de saber que vocês me ressuscitaram só pra que eu possa morrer de novo! Morrer... é horrível! Quer dizer... Enquanto eu estava lá, era normal. Afinal, eu ia pra onde?
- Na verdade, precisamos de você porque é muito mais forte que a gente. Vai saber agora, então, que voltou do outro mundo. Deve estar mais forte ainda. – disse Lupin – Você é nossa única esperança.
- Lamento informar, mas não fiz nada no mundo de lá. – murmurou Leah – Não enxergava nada, só sentia dor, não me mexia, só agonizava... enfim... melhor eu não ficar descrevendo o que aconteceu.
- De acordo com a doutrina espírita, de um homem chamado Allan Kardec, os espíritos depois de sua morte poderiam sofrer os reflexos dos atos da terra. Você teve que ser executada, mas se suicidou sendo envenenada. Nesse caos, a punição é a pior que... – e pensou, com o dedo na boca – Não, espera... isso também bate não só com a doutrina espírita, mas também com os infernos da cultura da Grécia antiga e de Roma. As almas, ao chegarem ao outro mundo, são enviadas a vários lugares do inferno, de acordo com o que fizeram em vida...
- Eu não vou ser sua cobaia de estudos de como é a outra vida, Lupin. – grunhiu Leah, impaciente, curvada sobre si mesma.
- Jamais nos atreveríamos a trazer você ou quem quer que seja do mundo dos mortos por puro capricho, Leah. – disse Dumbledore, com voz grave. Leah se assustou – EU matei você. Ainda que tenha sido por capricho seu, EU me dispus a te dar o veneno. E você não sabe o quanto me pesa isso nas costas até hoje! Mas estamos tão sem saída, encurralados, que tivemos de fazer uma... uma coisa dessas, que eu não sei nem que nome podemos dar. De uma vez por todas, nós queremos ter você lutando ao nosso lado, para salvar esse mundo. Somos os únicos que acreditam que o fim dos tempos se aproxima, e ninguém se mexe, ainda que esses demônios causem uma destruição sem tamanho.
Leah olhou Dumbledore, assustada. Parou, pensou, e fechou os olhos:
- Pra que me trazerem do outro mundo se vocês têm a Lílian? – e reergueu o olhar, olhando dos lados – Falando nisso... cadê ela? – depois de um instante de silêncio - ...Vão dizer que ela morreu também.
- ...Lílian deixou de ser Auror. – disse Sirius, cruzando os braços, meio amargurado – Um tempo depois que se casou com Tiago, largou da carreira para poder cuidar da família, engravidou... Tiago tem um cargo bem alto no ministério. E virou um idiota.
- Idiota sempre foi. – comentou Leah – mas ora essa, se vocês que eram os melhores amigos dele confessam que ele virou um idiota, bem, é porque ele realmente ultrapassou todos os limites. E... bem... eu não acredito que Lílian tenha largado de ser Auror. Ela cuida do filho, e volta, nunca ouviram falar em licença maternidade?
- ...O tempo passou, Leah. – lamentou Lupin – O filho deles já tem mais de um ano. E, bem também faz mais de um ano que você... morreu.
- Em um ano tudo mudou tanto? Duvido. – murmurou.
- Lílian é carta fora do baralho. – disse Dumbledore, se levantando – Somos apenas nós, Leah. E o Arcebispo Joaquim, que está lá em cima, descansando. Ele tem sofrido muito. Não o reconheceu?
- Arcebis... ARCEBISPO? – guinchou Leah – Jesus me abraça, aquele é o padre Joaquim? Bem que achei ele familiar!
- ...E então. Contamos com você?
Leah pensou:
- ...Sei lá. Eu tenho escolha? Se dissesse não, vocês fariam o quê? Me enterrariam de novo? Se o Apocalipse tá chegando, daqui a pouco eu iria sair do túmulo de novo, de qualquer jeito.
- ...Ela vai ficar onde? Aqui em casa? – murmurou Snape – Como vamos esconder ela aqui?
- Ela pode ficar aqui no porão. – disse Dumbledore – Iremos arrumar toda a estrutura de segurança e... bem, de conservação dela.
- ...Peraê, tão insinuando o quê? – murmurou Leah – Que eu posso o quê? Me decompor?
Os bruxos foram subindo as escadas do porão, deixando Leah, em sua manta molhada, no mesmo lugar.
- ...Vai saber. Não é? – riu Dumbledore – Fique aí, voltamos já. Não tire essa manta por nada.
- Ei, voltem logo! Não vão me deixar aqui mofando, heim? – ela olhou dos lados, se olhou, e gritou, apavorada – E eu devo mofar MESMO! Literalmente falando!...
Era uma tarde quente em Londres, e Lílian ajudava a empregada a separar as roupas sujas nas bacias, enquanto Harry se refrescava numa grande tina d'água, batendo os braços sem parar, brincando.
- Acabou o sabão. – disse a ruiva – Vou buscar mais lá dentro, Matilda.
- Sim, senhora. Vou estender algumas roupas no varal. – respondeu a empregada.
Lílian, entrou em casa e foi para os armários na dispensa. Matilda começou a estender as roupas, quando Harry virou-se e apontou, rindo sem parar:
- Aranhinha, aranhinha, aranhinha.
Escutando aquilo, a empregada vou tirar o menino do grande balde de madeira, dizendo:
- Harry, se achou alguma aranha, não brinque com ela, porque pode te machucar.
- Aranhinha. –sorriu, apontando as árvores – Lá.
A empregada ergueu a cabeça, e deu de cara com uma gigantesca aranha de pernas finas e longas, e um rosto semi-humano cheio de olhos e chifres, no fim de um longo pescoço.
- ...O quê... é isso? – murmurou. – SENHORA POT-
A empregada foi pegar o menino e correr, mas a aranha foi mais rápida. Cuspiu pela boca uma grossa e gosmenta teia, e puxou a mulher na sua direção, lhe cravando as presas na cabeça, devorando-lhe o corpo dos ombros pra cima.
Ao pôr os pés fora de casa, Lílian largou o que tinha nas mãos. O demônio aranha parou de girar o que girava nas patas e boca, fazendo um casulo, e também olhou Lílian. O pequeno casulinho, aliás, era Harry, que agora só tinha a cabeça para fora, e gemia e ria, aparentemente muito contente de ser girado numa velocidade enorme, ao ser coberto pela teia.
- Que criatura... HARRY! – gritou Lílian, que avançou.
Mas cinco passos depois, a aranha lhe deu uma cusparada, jogando-a de costas no chão, com a viscosa teia presa em sua mão direita e em parte do seu rosto. Lílian, num reflexo ainda bem ágil, conseguiu pôr a moa na frente do rosto, e a teia não lhe sufocou. Mas não conseguia se livrar. A viscosa teia branca grudou seu braço no chão de concreto do passeio da casa. Lílian reparou que a aranha largara Harry no chão, em seu casulinho, e ele estava em meio aos pedaços de madeira da tina d'água e dos pedaços das pernas e braços da empregada, já devorada.
A aranha pareceu achar Lílian mais suculenta que Harry, e avançou, com suas oito enormes pernas, caminhando veloz. Mas ao se aproximar, alguma coisa veloz lhe decepou as patas de trás, fazendo seu grande traseiro pesar e ela literalmente cair sentada, guinchando.
Alguém cheio de teias brancas penduradas nos braços e pernas, aparentemente muito mal humorado, aparecia de pé, atrás da aranha, embainhando uma espada. Usava um sobretudo preto, parecendo mais pesado que o de uma pessoa normal, e tinha os cabelos meio cinzas, sem vida, e a pele do rosto quase cinza, também. Um aspecto bem... cadavérico.
- Odeio mulher infiel. – reclamou a pessoa – Mal me deixou de lado e já veio correr atrás de outras sirigaitas! Ta querendo ir pra onde, infiel? Pro puteiro? Sua vaca!
A aranha guinchou, mostrando seus dentes afiados, babando, e avançou de novo. A pessoa sorriu, sacana, e inclinou o corpo para trás:
- Ah, vaca não. Vacas são legais.
O demônio aranha bateu a cabeça com fora contra os braços de Leah, cruzados em seu rosto, e a arrastou pela grama dos jardins, jogando-a contras as moitas e árvores do fundo da casa. Onde ela foi jogada, uma nuvem de poeira e folhas se levantou.
Lílian fez fora, e se despregou do chão. Mas ao se encostar na parede, a teia grudou de novo. Um clarão a cegou, e a aranha foi jogada de costas do chão. Uma poderosa magia veio do amontoado de terra e folhas dentre as árvores, e do meio dela, Leah se reergueu:
- Nahemah. – disse, puxando de dentro do grande sobretudo que usava um caderninho pequeno de anotações – Um demônio feminino grego da sedução. Sedução? Só se for culpa dessa sua teia nojenta. – murmurou, olhando a aranha, que guinchava, se reerguendo, com os pêlos do rosto chamuscados.
A bruxa sorriu e puxou do chão sua espada japonesa, que havia caído de seu cinto:
- Muito bem, belezinha, chega de brincadei... QUE É ISSO?
Leah puxou do chão sua kataná, e, pregada na sua ponta debaixo, na bainha negra, um pequeno casulinho branco.
- Oooooooooohhhhh... – fez Harry, ao ser levantado com força.
Leah colocou a espada na vertical, na frente de seu rosto, e olhou Harry, cara a cara, estupidamente indignada:
- ...De ONDE você saiu, CRIATURA?
- HeHeHe! – riu Harry, gostoso – Aranhinha!
Leah tombou a espada – com Harry pendurado, e olhou a aranha.
- ...Você ia ser tira-gosto dela?... – e voltou a olhar a criança, que ria - ...E agora?
Ela tentou arrancar o moleque, mas estava muito grudado. A aranha avançou. Leah saltou na direção da rua, com a espada e o bebê pregado na ponta. E ao tocar o chão de novo, sacou a espada, ficando com a arma na mão esquerda, e a bainha, na vertical, com Harry na ponta, em sua mão direita.
- SAI, PORCARIA! – xingou Leah, chacoalhando a bainha. Harry sacudiu, em sua trouxinha de teia, e riu. Leah, injuriada, sacudia sem parar a bainha, mas nada dele cair – SAI! SAI! SAAAAAAAAAAAAAI!
Leah olhou para trás, e viu a aranha saltar em sua direção. Já sentia o bafo dela.
- Ah, MERDA! – gritou. Mas alguma coisa jogou a aranha no ar. Um feitiço. Leah olhou para frente, e viu que a mulher que estava para ser atacada segurava firmemente a varinha na mão – Hum... valeu, dona.
As duas bruxas finalmente se encararam. E o mundo pareceu parar.
Nahemah caiu com estrondo, fazendo um buraco na grama e rachando o asfalto da rua. Mas nem esse barulho e o tremor de terra fizeram as duas pararem de se olhar. Pareciam chocadas demais para perceber o mundo.
- Vem cá, eu te conheço? – perguntou Leah, em tom baixo, sem tirar os olhos da mulher.
Lílian permanecia parada, em estado de choque, na mesma posição em que atacou a aranha.
Leah continuava de pé, olhando Lílian, com Harry preso á sua bainha, que, agora, olhava de uma para a outra, também sem dizer nada. Apenas com um olhar pra lá de curioso.
A ruiva piscou, e endireitou o corpo, sem tirar os olhos de Leah. Foi abrir a boca para dizer alguma coisa, mas alguém simplesmente aparatava do outro lado da rua, numa pequena explosão azul. Lílian tombou o rosto, e novamente se apavorou. Leah entortou o nariz, finalmente parecendo entender o que se passava:
- ...Você...
Mas antes de continuar, Leah virou-se para trás, para olhar onde Lílian também olhava. E deu de cara com um homem empalidecido de espanto e ódio. Um homem jovem, bonito e de barba.
Leah olhou dele para Lílian, de Lílian para o bebê, e do bebê para o homem. E disse, na mesma hora em que Nahemah se reerguia, guinchando e fazendo aparecer novas e gosmentas pernas:
- Ah é muito azar prum pobre cadáver só...
N.A 1: Desculpem a demora! Tá, na verdade não desculpam, porque eu vou continuar demorando! Tanto a Dooms, como a EdD Brasil como a EdD Azkaban na Floreios, estão todas abandonadas, e continuarão juntando moscas. É que eu estou estudando muito pra concurso público, e simplesmente não tenho mais tempo pra computador. Sempre que uso ele acaba sendo para ver algum e-mail ou informação de concurso. Acreditem, se vocês acham vestibular foda, é pq nunca tiveram a infelicidade de terem de prestar concurso publico. Isso sim arranca o couro.
N.A 2: Eu estava querendo participar de um concurso de mangá que vai ter, e iria adaptar a Fantasma do Navegante, mas estou com 80 por cento de certeza que não vou fazer, porque o tempo é curtíssimo, tem que entregar tudo dia 20 de fevereiro, eu acho. E, bem, tempo eu realmente NÃO TENHO. Entoa, não esperem nada. :(
N.A 3: Vou tentar passar o capitulo da EdD esse fim de semana pro computador, faltam muitas páginas, mas tentarei fazer isso sábado de noite ou domingo de noite, que é quando eu "respiro". Daí tento publicar no final de semana que vem. E falando em EdD, eu também não tenho escrito mais ela no caderno, justamente por falta de tempo. Mas já estou no penúltimo capitulo da Brasil!. :)
N.A 4: Bem, até o próximo capítulo! Sem previsão.
