Ato V: Tola de Todos
Perfeita por natureza
Ícone de auto-piedade
Justamente o que todos nós precisamos
Mais mentiras sobre um mundo que
Nunca foi e nunca será.
Você não tem vergonha, não me vê
Você sabe que faz todos de bobo.
Olhe, lá vem ela agora
Curve-se e olhe maravilhado:
Oh, quanto nós a amamos
Sem defeitos quando está fingindo
Mas agora eu sei que ela
Ela nunca foi e nunca será.
Você não sabe como me traiu
De alguma forma, você faz todo mundo de bobo.
Sem a máscara, onde você vai se esconder?
Não poderá se encontrar, perdida na própria mentira.
Eu sei a verdade agora
Eu sei quem você é
E eu não te amo mais
Isto nunca foi e nunca será.
Você não é real e não pode me salvar
De alguma forma agora, você é mais tola entre todos.
(Everybody's Fool – Evanescence)
Lupin entrava em casa carregando mais um latão de poção contra decomposição, e levava para o porão. Snape, deitado no sofá, baixou sua revista de cruzadas, e comentou:
- ...Esse Ministério já está enchendo o saco. Precisa mandar tanta poção assim pro cadáver preferido deles?
- De certo porque o ministro tem medo que meu braço vá se enrijecer de novo, e eu fazer um exame de toque nele. – comentou Leah, vindo da cozinha.
Leah agora podia ir e vir dentro de casa, para alívio dela e, de certa forma, dos companheiros de casa, apesar de que quando ela deitava na tal banheira de poção, ficava com um cheiro bastante entorpecente.
Sirius entrou em casa, deslizando, com os braços abertos, como um bailarino. Tinha um envelope nas mãos.
- Certo, qual é a má notícia da vez? – murmurou Leah, de mau humor.
- Pra você. – sorriu Sirius, esticando o envelope – O ministro quer você lá na sala dele para uma reunião especial com o Arcebispo Joaquim. Ele nomeou um bruxo da elite para poder auxiliar, comandar e coordenar toda e qualquer ação contra esses capetas, de agora em diante. E você tem de ir na casa do referido novo chefe agorinha.
- Nossa, vou me sentir um Power Ranger. Um Changeman, um Flashman tendo um grupinho de caça-capetas com um Mané pra mandar em mim. – reclamou, rasgando o envelope.
Ao abrir o envelope e terminar de ler, Leah gritou. E gritou tão alto, que seu maxilar deslocou e ficou pendurado. Lupin e Snape deram um salto de onde estavam, ao escutar o grito dela seguido do "TLAC" do maxilar se rompendo.
Sirius disparou a gargalhar, enquanto Leah juntou as sobrancelhas, e olhou para Lupin e Snape, séria, mas com a boca aberta, deslocada. Emitiu alguns sons, mas ninguém entendeu nada.
- Calma. Calma. – gemeu Lupin, segurando a cabeça dela, enquanto Snape pegava o papel e lia.
- TIAGO POTTER?! – exclamou Snape, para também rir em seguida.
Outro TLAC foi escutado, e Lupin recolocou o maxilar de Leah no lugar, que prontamente gritou:
- VOCÊ ME MANDOU LER DE PROPOSITO, SEU PUTO! Sabia que algum pedaço do meu corpo ia cair. – xingou, olhando Sirius.
- É... eu sabia que você ia adorar. – sorriu.
- O que o ministro tem na cabeça pra nomear Tiago Potter como chefe meu e do Joaquim?
- Titica, naturalmente. – disse Snape – Não diga que você não sabia.
- Tiago jamais aceitaria uma coisa dessas! E de mais a mais, se eu ficar a menos de um quilômetro dele, ele me mata! Me parte em mil pedaços.
- Então não há muita coisa a ser feita. Você não está em desvantagem. Já morreu, mesmo. – comentou Lupin.
- Você acabou de me costurar de novo... tenha santa paciência. – gemeu Leah.
De fato, Leah quando enfrentava os demônios era sempre esquartejada, tinha algum membro amputado, era decepada e etc. Lupin sempre a costurava, agora, era estava muito pior que um Frankenstein, tinha costuras e rasgos por todo o corpo.
- Vamos lá, Leah, eu levo você até a casa de Tiago. – sorriu Lupin, dolorido – Não há de ser tão ruim.
- Não. Há de ser PIOR. Você vai ver. Nada é tão ruim que não possa piorar. – gemeu Leah, descendo para o porão, indo pegar suas coisas.
- Querem que eu vá também? – perguntou um sorridente Sirius.
- Se for para ajudar, sim. Se for para olhar e rir, não. – disse Lupin, sério.
- Ah, droga... – riu, girando os olhos – Eu fico, então.
Lupin chegou à porta da casa de Tiago, com Leah, encapuzada, atrás. Foi ele mesmo quem abriu a porta e, para surpresa da dupla, pareceu fingir que Leah não existisse.
- Vamos entrando. – convidou Tiago.
Lupin entrou, mas Leah ficou de fora.
- Você realmente quer que eu entre na sua casa? – perguntou, olhando Tiago.
Tiago parou e a olhou, com os olhos estreitos:
- Eu usei o plural, não usei?
- Você realmente quer que EU entre aí?
- Eu não acredito em você. – sibilou Tiago – Nem no fim do mundo, nem nos demônios. Você deve ser só um monstro criado por magia, com a infeliz coincidência de usar esse corpo como hospedeiro.
- Imagina! Meu charme é inconfundível. – sorriu Leah.
Tiago a olhou alguns segundos. Esticou a mão ao lado da porta da sala, num grande vaso onde ficavam guarda chuvas e puxou uma bengala preta e reluzente, que ele costumava usar corriqueiramente, acompanhado de seu terno bruxo e xale. A mesma roupa que ele usava na ocasião, aliás. Apoiou-se nela elegantemente, descendo as escadas da varanda da sala, na direção de Leah.
- ...Você tá tão velho assim, é? – desdenhou Leah.
O bruxo parou na frente dela, apoiando as mãos sobre a bengala. Nisso, ao lado de Lupin, já aparecia Lilian. Tiago olhou Leah, e deu um cínico sorrisinho. E, com um movimento quase imperceptível de tão veloz, puxou a mão direita da bengala, passando-a na diagonal. Em seguida apontou o queixo de Leah.
Uma fina e límpida lâmina apontava Leah. Na mão esquerda de Tiago, a bengala negra, oca, e, na direita, firme, uma longa e fina espada, disfarçada de bengala. Leah balbuciou alguma coisa, e seu rosto simplesmente se partiu, na diagonal, da boca até a cabeça, e a metade caiu no chão, fazendo o corpo dela balbuciar sem parar, andando sem rumo.
- Agora que você sabe que não é mais necessária, pode se conformar de ficar mesmo aí fora, sem questionar minha educação. – guardou a bengala, colocou-a no ombro, e subiu as escadas de novo – Muito bem, vamos entrando.
Depois de tomarem um chá, Tiago pediu licença para Lupin, e foi levar o filho, que adormecera na mesa, para o quarto, enquanto Lupin ajudava Lilian a tirar a mesa. Ao chegar na cozinha e colocar a louça na pia, Lupin não deixou de baixar os olhos na direção de Lílian:
- ...Por que ensinou Tiago? – perguntou, em voz baixa.
- ...Como? – perguntou em resposta, abrindo a torneira.
- Por que ensinou Tiago a usar uma espada? Ele sempre foi uma negação para isso.
- ...Não acho que seja algo que diga respeito a você. – respondeu, seca.
Lupin se envergonhou. Olhou Lílian alguns instantes.
- ...Você não é mesmo mais a Lílian de antes. – sussurrou – É mais Tiago do que Lílian. É uma pena.
E saiu da cozinha.
- Ás vezes, Lupin... – disse Lílian, depois de um instante de vacilo, fazendo o auror olhar para trás – A gente precisa mudar. Quando se escolhe um casamento e uma família, é inevitável.
Lupin pensou uns instantes também. Com as mãos no bolso, voltou a se aproximar de Lilian. Se aproximar dela o fazia sentir as pernas tremerem e ele ficar com medo de gaguejar. Ainda que décadas houvessem se passado, e ela já tivesse longe de ser a Lílian de antes... as pernas dele nunca deixaram de tremer perto dela. Mas ele respirou fundo, e disse, baixinho:
- ...João amava Maria. João lutou, lutou e lutou para conquistar Maria, e, um dia, João conseguiu fazer Maria se apaixonar. E então Maria se rendeu completamente ao João, e se amaram. João amava muito Maria, mas se incomodava um pouco com o jeito de Maria. Então Maria, pra agradar João, resolveu começar a mudar, fazendo tudo que João gostava e queria de Maria. E Maria amava e fazia tanto por João que, um dia, virou João. E então João não amou mais Maria, João se cansou e abandonou a Maria, porque a Maria não era mais a Maria, a Maria era o João. – Lupin piscou, e completou, antes de voltar à sala – Não se esqueça disso.
Ao voltar para a sala, Lupin deu de cara com Leah, com a cara emendada. Mal conseguia falar.
- Ué? Se auto - costurou? – perguntou Lupin.
- Estou ficando boa nesses feitiços. – murmurou – Cadê o viadinho do Tiago?
- Viadinho? Seria eu? – perguntou Tiago, desdenhoso, descendo as escadas – Quer ficar sem outra parte do corpo?
- Foda-se. Já morri, mesmo. – resmungou – Escuta aqui, desde quando você brinca de espadinha escondido, heim?
- Não acho que isso seja da sua conta. – disse Lilian, da porta da cozinha.
Todos os três a olharam, espantados.
- Escutou o que minha esposa disse. – sorriu Tiago.
- Brincadeira de espada com ele é o quê? Passatempo, Liloca? – perguntou Leah – Puxa vida! Que passatempo mais estranho. Se eu tivesse me casado, teria um passatempo mais divertido e prazeroso do que esse, com certeza. – e virou-se para Tiago – Mas também, como uma espadinha fina daquelas, eu entendo o porquê do tédio ter tomado conta daqui.
- Pelo menos eu tenho uma espada. – sorriu Tiago.
Lupin esticou os braços, na direção dos dois:
- Calem a boca vocês dois! Eu não vou deixar que uma discussão cheia de baixaria como essa aconteça aqui, na frente da Lílian, na casa da família dela.
- ...Quer ditar as regras da minha casa, Lupin? - perguntou Tiago.
- Se liga, bundão, essa barba sua não vale nada, Lupin tem cara de delicado, mas é muito mais macho que você. – disse Leah.
- Estão nos esperando no ministério, pode ser? – reclamou Lupin.
O silêncio tomou conta do lugar. Leah olhava Tiago fixamente.
- Sabe... eu não acredito que o mundo esteja acabando. – murmurou Tiago – Mas eu colaboro porque quero que isso acabe o quanto antes.
- Jura? – sorriu Leah.
- Escute... – disse Lilian, suspirando, pondo a mão no braço de Tiago – O que quer que seja, meu amor, vocês terão de acabar com isso. Pense nela como se de repente fosse uma... sei lá, grande arma do Ministério, que, de fato é o que ela é.
Todos olharam Leah, que de repente se sentiu um objeto de uma exposição de artes pitoresco.
- Ela pode ser útil. – concluiu Lílian.
- ...Ela é útil. – disse Lupin.
Tiago estreitou o olhar. Lupin pediu licença, pegou a bengala de Tiago, tirou a espada e, sem dó, enterrou-a na barriga de Leah, que gemeu e se encolheu, para em seguida se erguer de novo, com aquela espada atravessada no corpo. Os três a olharam, e Lupin comentou:
- Tá vendo? Ela agüenta. Apesar de que você fez coisa pior com ela.
- É melhor terem alguém como ela para até mesmo protegê-los. – disse Lílian – Seja lá que criatura for essa, ela ajuda.
Leah, alheia à conversa, disse, meio sem jeito:
- Olha, gente, assim, não vou fingir assim que não senti uma dorzinha...
- Não venha passar a perna na gente, não sentiu nada, Leah. – reclamou Lupin.
Tiago, impaciente, arrancou a espada da barriga de Leah, guardou-a no corpo da bengala e saiu para a rua:
- Certo, já chega, vamos embora logo. Quanto antes me livrar de vocês, melhor.
Lupin o seguiu. Leah olhou pra trás, e perguntou, antes de ir embora:
- Até quando vai ficar sem chegar a menos de dois metros de distância de mim, Lílian?
- ...Até que Deus resolva apagar de vez o universo. – murmurou – Não sei quem ou o quê é você, criatura. Mas sei que perto de você, eu não quero ficar.
Leah sorriu, um tanto forçada, e deu as costas, correndo até os outros dois:
- ...Agradecemos a preferência.
Os três entraram na sala do Ministro, e o Arcebispo Joaquim se ergueu:
- ...Bom vê-los bem. – sorriu, olhando Lupin e Leah.
- Padre! – exclamou Leah, feliz. Mas ao erguer os braços com rapidez para cumprimentá-lo, seu braço esquerdo simplesmente se despregou, indo parar com um som seco, do outro lado da sala - ...Oh mais que buceta!
- ...Que Deus me perdoe, mas fico feliz de vê-la de volta. – riu o Arcebispo.
Lupin foi pegar o braço de Leah, e o emendou de volta.
- Se já terminou, pode se retirar, Lupin. – disse o Ministro, sério – O senhor não deveria estar aqui.
Lupin fez que sim com a cabeça, e saiu:
- ...Sim, senhor, me desculpe.
Leah e o religioso abriram a boca, mas nada disseram. O ministro voltou a atenção para os presentes:
- Muito bem. ...Leah, Joaquim. Chamei vocês aqui para dizer que simplesmente não agüento mais esses monstros bizarros aparecendo por aqui. Tiago é meu bruxo de maior confiança. Quero ele sempre perto de vocês. Não me interessa quem esteja fazendo isso, quem sejam vocês ou o que sejam essas criaturas. Quero que vocês dêem um fim a elas, o quanto antes.
- Ora essa, onde estava toda aquela puxação de saco? – sorriu Leah.
- ...Vocês salvaram a mim e ao meu ministério. – disse, sério – Dou a vocês o que quiserem. Mas, em troca, quero resultados. Aceitá-los como heróis não é o que eu quero, mas é a única forma de salvar minha imagem perante a sociedade, e manter minha integridade física. O resto que se dane.
- Agora sim! – vibrou Leah – Finalmente você falou como um macho de verdade fala! Um macho broxado e desprezível, é verdade, mas ainda assim, um macho.
- A reunião está encerrada. – murmurou o Ministro, se levantando da mesa e balançando as mãos, impaciente.
Joaquim apenas suspirou, e se levantou, indo embora junto de Leah e Tiago.
Tiago estacionou o carro na garagem da sua casa, e desceu junto de Leah.
- Paraê, você não vai me levar em casa? – perguntou Leah.
- Naturalmente que não, criatura. Vá á pé.
- Ei, mas a casa deles é do outro lado da cidade, fala sério! – reclamou, correndo atrás de Tiago, que estava já na porta da sala, onde Lílian o esperava. Ao fundo, agarrado á grade da escada para o segundo andar, Harry.
- ...Eu sempre falo sério.- sorriu, cínico.
Leah estreitou o olhar. Olhou Tiago, olhou Lílian:
- ...Cês estão esquecendo quem eu sou. – murmurou Leah.
- Não interessa o quê ou quem você seja ou acha que é. – sorriu Tiago – Não passa agora de um monte de carne podre que trabalha para o Ministério.
- Nem a morte ou a carne apodrecendo tira o orgulho de um sonserino, seu grifinório certinho de pau pequeno.
- Conforme-se com a realidade de ser um grande monte de merda que não serve pra mais nada, Le...
Tiago não terminou. Leah, com uma explosão de energia, simplesmente o desequilibrou, ao andar. Ela avançou nele e, com força, enterrou a cara dele no chão, abrindo uma cratera, sacudindo a casa. Em seguida avançou e parou de pé na porta da sala. Lilian foi jogada de costas no fim do corredor, derrubando uma cristaleira sobre ela, e Harry se encolheu, nas escadas.
- Eu vou ter que lembrar vocês de quem eu realmente sou, seus escrotinhos do caralho? Esqueceram que eu voltei com muito mais poder do que antes? De todos esses demônios do inferno que voltaram, eu sou o mais fodão de todos. E a cada dia que passa, eu me arrependo amargamente de matá-los, porque eu deveria era me juntar a todos eles e comer as tripas de todos vocês por pura diversão!
Harry olhava Leah com os olhos brilhando. Lilian se ergueu, ferida.
- ...Não se atreva da dar mais um passo. – gemeu ela, com o rosto e os ombros cortados pelos vidros.
Leah sorriu:
- Vai fazer o quê, dona de casa embuchada? Você só serve pra lavar a cueca suja do seu marido, e parir as crias dele, agora. – e caminhou até Harry.
Mas antes que ela mesma se inclinasse para pegá-lo, sentiu algo bater contra o corpo. Um canhão de luz a jogou de lado, na parede. Ela quebrou a parede da sala, da cozinha, e parou com as costas na parede rachada da garagem. Um rastro de escombros ficou em seu trajeto. Leah sentia os pés rasparem o chão, e, segurando firmemente seu pescoço, erguendo-a no ar, estava Lílian, com o rosto contorcido de fúria.
- Gh... ora essa... interessante. – gemeu Leah, engasgando-se. Ela não sentia dor, claro, mas sabia da força que Lilian fazia – Não disse... que jamais ficaria a menos de um metro de mim, bruxa?
- ...Se você se atrever a se aproximar da minha família de novo... – rosnou, entre os dentes – Você vai se arrepender profundamente de me ver romper esse um metro de distância.
Ela soltou Leah no chão, deu as costas, e voltou caminhando para dentro de casa – pelos buracos abertos, sem olhar para trás. Leah sorriu, se reerguendo:
- Eu confesso que achei que você não era mais nada, Lílian!... Mas eu me enganei. Tu continua um tanque de guerra, um barril de pólvora, uma usina nuclear sobrecarregada. Você é muito esperta de esconder isso de todo mundo... principalmente de Tiago. Mas eu saquei porque você esconde. Tá certo. Não venho mais aqui. Mas vamos ver até quando o destino, Deus, o universo, ou seja lá o que mandar nisso aqui vai querer que a gente não se tope de novo. Tá ouvindo?
E, então, saiu da garagem, voltando para casa. À pé.
N.A 1: Por um instante achei que ia desistir da Dooms. Na verdade não sei se continuo, na boa. EdD também está parada, estou com N problemas em casa, na vida, no computador. Desânimo total. As coisas continuarão devagar, até não sei quando. Ás vezes coisas assim acontecem, paciência.
N.A 2: Muitas vezes a gente para pra pensar como ou porquê continuamos a fazer as coisas, e esse é um momento desses. Não sei por que escrevo, não sei por que continuo, não sei por que nada. Simplesmente não sei. Preciso desse tempo pra pensar se vale a pena ou não. As coisas não saem mais como eu quero e por muitas vezes eu penso "nossa isso só fica uma porcaria maior a cada dia que passa, por que que eu continuo fazendo?". Provavelmente estou finalmente passando por aquilo que todos os grandes fãs/fanartistas/escritores H² passaram ao fim de HP, e simplesmente desistiram de tudo porque perderam o tesão e sumiram do mapa. Perdi o ânimo por Harry Potter desde o livro 5, mas agora está muito pior, o tempo passa e não sinto a mínima falta, não faço a mínima questão. Quero coisas melhores, diferentes, mais bem feitas, e não só pra serem caça-níquel. E que se for pra ser caça-níquel, que ao menos seja bem feito!
N.A 3: De qualquer forma, vamos ver a que conclusão eu chego, se é que eu chego. Até.
