Agatha -- Sim a senhora que apareceu por último é a governanta!! Obrigada pelo elogio e continue lendo hein!!!
Mackie Cullen -- Fique ansiosa mesmo pelo romance porque esse vai ser bom... esses dois são ótimos brigando... mas quando se dão bem... se são melhores ainda!
Ana gabi -- Fico feliz que esteja gostando... comente bastante que tudo vem mais rápido!
Dani -- Como pediu, está ai a atualização, mate sua curiosidade
Raísa -- Seus elogios me deixam até viadinha viu, muito obrigada!!! Essa fic tem 11 capítulos, qualquer dúvida só me perguntar!
Meninas, gosto de responder as reviews antes de começar o capítulo, mas os recados e todo o resto está depois do capítulo... então até daqui a pouco, apreciem sem moderação.
Capítulo Quatro
Oito horas e três minutos. Edward encontrou uma vaga e subiu as escadas que levavam à recepção dos escritórios da DreamLodge. A sala ampla e arejada impressionava. Silenciosa, era ao mesmo tempo simples e elegante. Clive James não construiu seu império baseado em mau gosto e tolices. Era o principal concorrente de Edward e era muito bom no que fazia.
Maleta em punho, vestindo seu melhor terno, cabelos alinha dos, Edward Cullen encaminhou-se para os elevadores. A direto ria ficava no 38- andar.
Apresentou-se à recepcionista. Esperava que a simples men ção de seu nome lhe abrissem as portas para uma reunião com Clive James, mesmo sem tê-la agendado.
— Vou ver se ele está livre, sr. Cullen. — A jovem recep cionista sorriu.
— Edward? — Aquela voz feminina deu-lhe arrepios.
Logo disfarçou a surpresa e procurou afastar-se da recepcio nista.
— Bella! Bem na hora!
— O que você está...
— Tive medo que você se atrasasse, meu anjo. — Ele lhe beijou a testa enquanto maquinava um plano de emergência.
— O que você está fazendo aqui? — perguntou Bella.
— O que você está fazendo aqui? — retrucou Edward. — E por que não está usando o anel de noivado? — Será que fun cionaria se ele parecesse ofendido? Nada melhor lhe ocorria no momento.
— Tenho uma reunião — respondeu ela.
— É. Eu soube.
— Quem lhe contou?
— A rede hoteleira é um mundo pequeno.
Bella franziu a testa.
— Não é não.
— É sim. Não acredito que você marcou uma reunião com James sem me consultar — reclamou ele, fingindo ter o di reito de estar chateado.
Para ser sincero, ele custava a crer que Bella tivesse marca do uma reunião com James em território inimigo. Será que ela não entendia as vantagens de se fazer negócios no próprio território?
— A empresa ainda é minha.
— E eu sou uma peça importante no jogo. Cadê o anel?
— Não temos nenhum compromisso
— Você aceitou minha proposta de casamento na frente de umas quinhentas pessoas! — Elas falariam sobre o anel mais tarde. Ah, se falariam!
Uma sombra abateu-se sobre a voz de Bella.
— Com certeza vamos falar a respeito. Mais tarde.
Edward deveria odiar quando ela falava naquele tom. Mas não. Aquilo o excitava, deixava-o ansioso pelo que viria "mais tarde".
— Tudo bem — concordou ele, mantendo o tom de voz im passível. — Mas agora temos uma reunião.
— Eu tenho uma reunião.
— Meu anjo, ontem foi seu último dia de reuniões sem a minha presença.
— Por quê? Você...
Ele a interrompeu com um beijo nos lábios. Lançou-lhe um olhar provocante e elevou a voz, para que a recepcionista os ouvisse.
— Não se preocupe. Pegamos o anel depois do almoço.
— Eu vou matar você — sussurrou Bella.
— Depois — ele devolveu o sussurro. — Deixe para me ma tar depois. — Edward tomou-lhe as mãos e dirigiu-se à recepcio nista. — O sr. James já pode nos receber?
Bella não podia acreditar que Edward tinha literalmente atro pelado sua reunião com James. Como a encontrou? Como sabia onde ela estaria? Ele não tinha que cuidar de seus próprios negócios?
Ela se sentiu uma perfeita idiota entrando no escritório de James um passo atrás de Edward. Ela de fato parecia uma perfeita idiota, pelo que percebeu da expressão de James. Ele telefonou para ela na semana passada dizendo-lhe que estivera fechando um acordo com o pai dela. Bella concordou com a reunião, disse-lhe que estava à frente dos negócios do pai cuidando de tudo. E agora, lá estava Edward, podando suas ações.
— James — cumprimentou Edward.
— Edward — respondeu James. Então olhou para Bella. — Srta. Swan?
— Futura senhora Cullen — respondeu Edward, um claro tom agressivo na voz.
Bella encarou-o, espantada. O que ele pensava que estava fazendo?
— As boas notícias voam — respondeu James.
Edward puxou uma cadeira e convidou Bella a sentar-se.
Ela cogitou recusar, mas achou melhor sentar-se, diante da expressão no olhar de Edward. Mais tarde conversariam sobre cer tos protocolos de negócios.
— Mas você marcou uma reunião com minha noiva — disse Edward, com frieza, ainda de pé.
— Edward! — Bella tentou interromper.
— Telefonei semana passada agendando a reunião para hoje — argumentou James, nitidamente tenso.
— As coisas mudaram desde então — retorquiu Edward.
— Sr. Clive — interferiu Bella, tentando acalmar os ânimos.
— Pode me chamar de James.
— Não, ela não pode — respondeu Edward.
Bella olhou para Edward em estado de choque.
— Quer parar com isso? — Virou-se em seguida para Clive. — Estamos aqui para ouvir o que o senhor tem a dizer.
Edward crispou os dedos no espaldar de uma das cadeiras.
— Estamos aqui para definir algumas coisas.
Bella olhou para Edward, cada vez mais espantada.
— Mas você nem sabe o que...
— O espólio da família Swan não está à venda. Não está à venda agora nem nunca estará.
À venda? Clive não comentara nada com ninguém.
— Você sequer ouviu a minha proposta — argumentou Clive.
Bella congelou. Como Edward sabia que estavam negocian do uma venda? Nem ela sabia que estavam negociando uma venda.
— Não precisamos ouvir a sua proposta. Na verdade, não temos nada a discutir — declarou Edward, estendendo a mão para Bella.
Bella olhava para os dois sem entender. O que James queria comprar? Por que Edward sequer queria ouvir a proposta dele?
— Será que alguém poderia me...
— Agora eu respondo por ela — informou Edward, lançando um cartão sobre a mesa. — Se quiser fazer negócios com as Swan, ligue para mim.
Clive nem tocou no cartão.
—Assim que saírem por aquela porta, podem considerar sem efeito a minha oferta.
Edward deu de ombros. Bella ficou se perguntando se aqueles seriam os termos usuais de negociação dele. Será que esperava que James fosse atrás deles?
— A oferta está bem acima do mercado — completou Clive, um sorriso malicioso nos lábios.
— Sua oferta não passa de uma ninharia e você sabe muito bem disso.
Nossa. Bella nunca conseguiria ser tão direta. Gostaria de saber sobre o que os dois falavam, mas fazia mais sentido ficar quieta e cooperar com Edward.
Saiu do escritório, de mãos dadas com Edward.
— E agora? — perguntou Bella enquanto aguardavam o elevador chegar.
— Agora, quero que você conheça uma pessoa. Bella olhou por sobre os ombros de Edward.
— Ele vai vir atrás da gente?
— Duvido.
— Mas...
— Mas o quê?
— Pensei que ele viria atrás da gente para aumentar a ofer ta.
— Ele não fez uma oferta.
— Mas ia fazer.
— É. Ele ia fazer.
— Você está me dizendo que saímos da sala sem ao menos saber qual era a oferta? — Bella se perguntava que jeito era aquele de conduzir uma reunião de negócios.
— Claro que sim. Vamos.
— Mas, talvez fosse...
— Pare de falar e entre no elevador.
Bella hesitou. Olhou para a recepcionista. Tudo bem. Brigar ali não era a melhor coisa a fazer. Mas o que afinal Edward estava pensando?
— Talvez fosse um bom negócio. Talvez fosse fantástico — gritou ela, com raiva, depois que se viram a sós no elevador.
Edward sorriu, irônico.
— O que você acha mais provável? Que James Clive fi cou rico comprando hotéis acima do preço do mercado ou que Clive é um homem experiente e perspicaz, tentando se aproveitar da sua inexperiência?
— Para se aproveitar da minha inexperiência ele teria de en trar na fila, não é mesmo?
— Eu não estou me aproveitando da sua inexperiência, Bella. Estou salvando você da falência.
— Meu benfeitor! — retribuiu Bella, toda melosa. — Até parece que você só pensa no meu bem-estar!
— Você conhecia as regras do jogo desde o início.
— E como vou ter certeza de que você não está se apro veitando da minha inexperiência? E quer saber? Você está me insultando! Estou nesse ramo de hotelaria desde que me entendo mo gente. E já fiz de tudo nesse meio. Desde administrar um bar até reformar uma estação de esqui.
— Este é seu cartão de visitas? Administrar um bar?
— Até pouco tempo fui vice-presidente de operações. Não sou nenhuma principiante ingênua.
— É mesmo? Então porque concordou em se reunir com James no escritório dele?
Bella não entendeu aonde ele queria chegar.
— Porque estava me reunindo com o sr. James.
Edward empurrou as portas de vidro duplo. Sentiram o calor e o barulho da rua.
— Você devia ter marcado a reunião no seu escritório.
— Que diferença faria?
— Vantagem tática. Erro de principiante — comentou Edward, sarcástico. — Ainda bem que eu estava lá para salvá-la.
— Você nem deixou o homem falar!
— Para quê? Não valia a pena. Eu vim de carro. E só atra vessar a rua.
— Você não pode saber.
— Sei sim. Tenho certeza de que vim de carro. Aquele Lexus azul estacionado logo ali.
— A oferta, Edward! Você não pode saber se valia a pena ou não!
Edward parou e virou-se para ela.
— Eu sabia da reunião. Sabia que ele queria comprar. Sabia como impedi-lo. Você por acaso não acha que eu posso ter uma noção, por menor que seja, do valor de mercado de um hotel?
— Um noção tão alta quanto tem de si mesmo? — Bella se arrependeu das palavras sarcásticas assim que as proferiu.
O ponto de vista dele estava correto.
Ela estava disposta a encarar o acordo com James. Mesmo sem saber qual seria a proposta dele, bem lá no fundo, tinha es peranças de salvar seus hotéis sem ter que dar metade deles para Edward ou continuar com essa farsa de casamento.
Mas a proposta de James não seria boa para ela. Ele queria apenas fazer uma compra. Estava em busca de uma barganha
Bella não iria admitir nada disto para Edward. Ele já estava numa posição bastante vantajosa.
— Como eu estava dizendo, quero que você conheça uma pessoa.
— Seu advogado? — Agora o contrato pré-nupcial era o pró ximo item da lista.
— Não. Minha governanta.
Para um homem com fama de durão e nervos de aço nos negócios, Edward parecia mais doce quando falava de sua gover nanta. Bem que ele tentava disfarçar, mas a inflexão da voz o entregava.
— Às vezes ela fica irritada e é tão crítica quanto qualquer pessoa que eu conheço. Mas eu ainda não tinha nascido e ela já trabalhava para minha família. Então eu tento ser divertido com ela.
— Porque ela deve deixar você em pânico.
— Não seja ridícula!
— O que ela sabe sobre mim?
— Ela sabe que estou casando com você por causa dos seus hotéis.
— Você contou?
— Na verdade, disse que estava ajudando você a sanar uns problemas financeiros. Ela acabou adivinhando a parte dos hotéis.
— Pelo menos não vou ter de mentir para ela.
— Você não precisa mentir para ninguém.
Essa agora! Isso foi a coisa mais ridícula que Bella já ouvira na vida.
— Eu vou ter de mentir.
— Vamos dizer às pessoas que vamos casar. Vamos dizer não podíamos estar mais felizes. Considerando-se o dinheiro isto não é nenhuma mentira. E vamos dizer também que vamos dividir a administração dos hotéis. Tudo perfeitamente plausível.
— E o que vamos dizer quando perguntarem sobre nossos sentimentos? Você vai agir feito o príncipe Charles?
Edward olhou-a de relance, erguendo as sobrancelhas.
— Príncipe Charles?
— É. Quando perguntaram ao príncipe Charles se ele estava apaixonado pela Diana ele respondeu "o que quer que 'apaixo nado' signifique".
Edward soltou uma gargalhada.
— Você dá uma de príncipe Charles para cima de mim e eu banco a sra. Nash para cima de você. Que tal?
— Como assim "bancar a sra. Nash"?
— Eu não sei, mas alguma coisa nela intimida você e eu vou descobrir o que é.
— Você é louca!
— Que nada! Sou esperta! Ei! Sua casa é maior que alguns dos meus hotéis.
— É por isso que comprei um apartamento em Manhattan.
— Para não se perder?
Edward riu.
A casa de três andares parecia ainda maior de perto. As co lunas de pedra brilhavam à luz do sol. Inúmeras janelas espalhavam-se pelos três, não, pelos quatro andares da casa. E tinha uma fonte bem no meio do jardim.
— É só mandar eu fechar os olhos, me girar umas três vezes e me soltar aí dentro que você nunca mais vai me encontrar
— Vou pensar no assunto.
Bella fez uma careta, mas Edward apenas sorriu para ela. Saíram do carro e começaram a subir a ampla escadaria
— Precisamos conversar a respeito — comentou Bella ten tando não se deixar levar pelo status e pelo dinheiro de Edward
— A respeito da minha casa?
— A respeito de tudo. Como esse casamento vai funcionar Quanto tempo teremos que passar juntos. Como vamos organi zar a agenda.
— Podemos organizar nossa agenda durante o café-da-manhã.
Bella pensara num telefonema matinal.
— A que horas você acorda?
— Por volta das seis.
— Eu costumo tomar o café-da-manhã por volta das sete Podemos conversar ao telefone durante o café.
— Ao telefone?
— Você prefere um e-mail?
— Eu prefiro tomar café com você, na mesma mesa, sabe? Pode ser na sala, na cozinha, à beira da piscina... Tanto faz.
— Do que você está falando?
— Estou falando do café-da-manhã, Bella. C.a.f.é-d.a-m.a.n.h.ã.
— Onde?
— Aqui, é claro!
Bella congelou.
— Aqui?
— Você sugere um lugar melhor?
— Minha cobertura.
— Você quer dividir seu quarto comigo? — perguntou ele, um sorriso nos lábios, enquanto abria a porta de casa.
— Não precisamos morar juntos.
— Claro que precisamos. Vamos nos casar!
O casamento era só fachada. E mesmo que fossem morar sob o mesmo teto, não seria ali.
Bella entrou na casa repleta de dúvidas. Definitivamente não podia morar ali, pensou, olhando ao redor.
— Pessoas comuns não moram desse jeito. Isto aqui mais parece um palácio.
— É porque meu tataravô Hamilton pertencia à realeza britâ nica. O segundo filho de um conde.
Bella passou os olhos pela fileira de retratos no corredor principal.
— Por que será que isso não me surpreende?
— O conde de Kessex. Um pequeno território bem ao sul da Escócia. O irmão mais velho do meu tataravô herdou a terra e titulo. Hamilton tornou-se comandante da Marinha britânica. Acho que ele sempre gostou dessa ostentação, porque comprou este terreno de oitocentos acres e construiu esta casa.
Bella percorreu o corredor devagar, olhando com atenção os velhos retratos da nobreza.
— Esse cara aqui — disse Edward, apontando para um senhor distinto num uniforme da Marinha repleto de medalhas e uma espada na mão esquerda. Ele parecia orgulhoso, sério, enérgico. Na verdade, sem o chapéu, o bigode, e tirando uns 25 anos, era extremamente parecido com Edward.
Bella recuou e olhou para o retrato e, depois, para Edward.
— É. Eu sei. Eu sei.
— Isso explica um monte de coisas. A genética explica sua energia para expandir o império da família.
—Ah! Eu gosto dela — disse uma voz feminina, com so taque britânico.
O comentário enérgico veio acompanhado do som de seus sapatos no assoalho de madeira.
Sem graça, Bella afastou-se de Edward. A mulher era mais alta que ela. O cabelo pintado de louro claro tinha um corte moderno, curto, emoldurando o rosto estreito quase sem maquiagem. Vestia uma saia reta e uma blusa de gola alta. Um par de óculos de leitura pendia de seu pescoço preso a uma corrente de ouro.
— Você não merece essa moça.
— Senhora Nash, quero que conheça minha noiva, Bella Swan.
Foi a primeira vez que Edward chamou-a de "noiva". Bella sentiu um frio na barriga.
— Você tem certeza absoluta de que quer isso? — perguntou a sra. Nash, o olhar atento à expressão de Bella.
— Certeza absoluta — respondeu Bella. De fato, tinha certeza absoluta. Havia um milhão de motivos contra aquele casamento. Mas o único motivo a favor era bastante atraente.
— Bem, deixe-me dar uma boa olhada em você, minha cara — comentou a sra. Nash, olhando Bella de cima a baixo.
— Sra. Nash! — protestou Edward.
— Amélia...
Bella olhou para Edward.
— Ela pode escolher o seu próprio vestido de noiva — reclamou Edward.
Vestido de noiva? Até então, Bella sequer pensara neste pequeno detalhe, nem na igreja, nas flores e no noivo. Particularmente no noivo. E no beijo do noivo. E na onda de arrebatamento que sentia ao pensar no beijo de noivado que trocaram sábado à noite.
— Se você for fazer isso, e que fique registrado que sou completamente contra você fazer isso, para o bem da família, faça a coisa certa — declarou a sra. Nash.
— Podemos fazer a coisa certa sem o vestido de Amélia — reclamou Edward.
— Não me diga que vai preferir o de Cassandra. Ou o de Rosalind.
— Estava pensando em Ferragamo ou Vera Wang — respondeu Edward.
— Novo? — indagou a sra. Nash, horrorizada.
— O que há de errado com os vestidos de Cassandra e Rosalind? — perguntou Bella, em parte para agradar a sra. Nash, mas também para colocar Edward em seu devido lugar. Se ele estava pensando em comprar o vestido de noiva, ele estava muito enganado.
— Rosalind morreu jovem, minha cara.
—Ah! Eu...
— Isso foi em 1942 — interrompeu Edward.
— Sei. Tudo bem. Creio então não ser necessário expressar os meus pêsames.
— E Cassandra foi uma criança muito infeliz — acrescentou sra. Nash, com um olhar que Edward conhecia muito bem. — E você já tem problemas suficientes sem o carma desse vestido.
— É uma oferta generosa — agradeceu Bella. — Mas tenho certeza de que poderei encontrar alguma coisa na...
— Vocês querem que o mundo acredite que estão casando por amor?
Bella hesitou, pensando na pobre princesa Diana.
— Queremos.
A sra. Nash espargiu seu desdém sobre os dois.
— Quero que saibam que, caso eu venha fazer parte desta sandice, vocês devem seguir o meu conselho.
Bella quase disse "sim, madame".
— Uma Cullen — continuou a sra. Nash —jamais entraria numa loja para comprar um vestido de noiva. Agora, deixe-me dar uma olhada no anel de noivado.
Edward lançou um olhar acusatório para Bella que, sentindo-se culpada, escondeu as mãos.
— É que... eu deixei em casa.
— Deixou em casa. — No lugar de fazer uma crítica contumaz, a sra. Nash ficou impassível. — Tudo bem. Vamos precisar de um diamante Tudor para a ocasião.
Bella não fazia idéia do que seria um diamante Tudor, mas ressoava a algo velho, sentimental e, com certeza, valioso.
— Eu não quero usar nada da família — reclamou Bella
— Mas é claro que vai usar!
— Não, eu não...
—A sra. Nash está certa, Bella — acudiu Edward, tocando-lhe o ombro.
Bella balançou a cabeça, lutando contra a reação de seu corpo àquele toque. Por que seu corpo sempre reagia daquela maneira ao menor toque de Edward? Era frustrante e não fazia o menor sentido.
E claro que ele era um homem sexy, atraente, que recendia a almíscar. Era rico e inteligente, com um senso brilhante de ética embora às vezes um pouco distorcido, que ela admirava.
Eventualmente ele parecia agir com a melhor das intenções Outras, deixava transparecer um humor sarcástico que ela ado rava. Bella não queria admitir, mas também não podia negar que Edward seria capaz de fazê-la sorrir.
— Você deve guardar essas jóias para sua noiva de verdade — insistiu Bella.
— A noiva de verdade é você, minha cara — arrematou a sra. Nash.
— Não, eu sou apenas...
Bella procurou apoio em Edward. Ele deu de ombros, deixan do-a completamente perdida. De repente aquele anel, herança de família, parecia ridiculamente extravagante.
— Precisamos nos organizar — disse Bella, finalmente.
— Talvez se fizessem uma lista... O contrato pré-nupcial, a ce rimônia de casamento, onde iriam morar, quanto tempo teriam que ficar juntos. Talvez então ela sentisse que as coisas estavam sob controle.
— Exatamente — concordou a sra. Nash. — E vamos come çar com o diamante Tudor. Está no cofre, no quarto Wiltshire. Edward, creio que você ainda se lembra da combinação, não?
— Eu me lembro da combinação, sra. Nash.
— Bem, como não guardamos as bebidas ali...
— Eu deveria tê-la demitido anos atrás — retorquiu Edward, num tom claramente afetuoso.
Aquelas brincadeiras carinhosas faziam Bella sentir-se uma completa intrusa.
— Tenho certeza de que o anel não...
— Você deveria dar uma olhada no restante da coleção, mi nha cara — acrescentou a sra. Nash, piscando furtivamente para Edward. — Nada melhor que esmeraldas legítimas para selar um compromisso.
— Vamos? — perguntou Edward.
Não. Ela não queria ir. Precisava diminuir o ritmo. Tinham que se organizar.
— Precisamos conversar — pediu ela, revigorada.
— Podemos conversar no quarto Wiltshire.
Um o que será que vai sair dessa conversa no tal quarto Wilshire??? Alguém arrisca um palpite ou melhor esperar??
Queria agradecer a todas que tem adicionado a história em seus favoritos e tem comentado bastante!!! Espero que gostem cada vez mais da história!
E já sabem, querem mais??? Basta clicar no botam com o escrito em verde e esperar que logo vem!
beijoss
Xarol !!!
