Raísa Olha que tal eles começarem a se apaixonarem tipo assim... agora? Agora quanto a parte de quem vai sofrer primeiro, acho que aqui ele vai ceder mais rápido pelo menos. (chega de spoiler)

As outras cadê??? Sumiram foi ???


Capítulo Cinco

— Definitivamente, você tem que incluir isso aqui no con trato pré-nupcial.

Sentada na beira da cama de quatro colunas, Bella desistiu de discutir com Edward. Estava entretida com um colar de rubis e diamantes em forma de serpentina. Ela teria de ser cega para não admirar o fulgor das jóias em contraste com a sua pele. Uma pessoa mais interesseira já estaria arquitetando uma maneira de ficar com aquele colar.

Sem dúvida a rede hoteleira do pai permitira que Bella e Rosalie levassem uma vida confortável, mas era uma empresa pe quena e mais de uma vez passaram por períodos difíceis. Não conseguia imaginar algum tipo de ameaça à fortuna dos Cullen. Edward acabara de mostrar um colar de esmeraldas que pare cia ter mais de cem anos. Bella conseguia ter apenas uma vaga idéia da fortuna que se guardava naquelas caixas de veludo que ele tirara do cofre.

— Incluir as jóias no contrato seria bom para você ou para mim? — perguntou Edward, tirando mais uma caixa do cofre.

— Eu sou uma opção? — perguntou ela, brincando. — Porque uma garota acaba se apegando a esse tipo de coisa.

Eles já haviam descoberto um pingente de safira, vários braceletes de diamantes, um anel masculino de rubi e até mesmo uma tiara com tantos diamantes incrustados que, para Bella, deveria estar exposta num museu.

Mas o colar de rubis e diamantes brilhava mais do que todos.

— Receio que só posso emprestar essas jóias — comen tou Edward com um sorriso nos lábios e uma névoa no olhar que Bella começava a apreciar. — Mas, já que aceitaremos alguns convites, você poderá exibi-las nas festas.

— Só se você contratar um guarda-costas — comentou, te merosa de usar aquela jóia em público.

— Você não precisa de um guarda-costas. Você tem a mim.

— Tudo bem. — Bella sorriu. — Mas só se você levar a espada do seu tataravô Hamilton.

— Você não acha que atrairia a atenção de todos?

— Eu acho que atrair a atenção de todos é a missão da sua vida.

Edward abriu mais uma caixa de veludo.

Touché!

— Venho tentando manter a classe e a discrição em relação ao nosso noivado — disse Bella, cedendo à tentação de expe rimentar o colar.

Edward pousou a caixa de veludo na beira da cama e pediu que Bella se virasse.

— Deixe-me ajudá-la.

Bella ficou de pé, de costas para ele. Edward afastou-lhe o cabelo da nuca e roçou-lhe os dedos ao pegar as pontas do colar.

— Obrigada — sussurrou, permitindo-se apreciar o toque das mãos e o calor de seu hálito.

Ele acomodou o colar no pescoço de Bella e virou-a de lado para que pudesse se olhar no espelho oval da penteadeira.

— Dê uma olhada.

Bella tocou o colar. Ele reluzia com o fulgor das gemas perfeitas. Aproximou-se do espelho, observando os diaman tes refletirem a luz e o brilho à medida que ela se movimen tava.

— Deslumbrante — disse ela, com um suspiro.

— Deslumbrante — concordou Edward, quase num sussurro. Bella levantou o rosto e seus olhos se encontraram no es pelho.

A névoa cinzenta do olhar de Edward transformara-se em lava incandescente. Fitou o colar e, com movimentos suaves, lentos afastou algumas mechas de cabelo e inclinou-se sobre Bella

Ela sabia que deveria impedi-lo. Tinha de impedi-lo. Mas seu corpo ansiava pelo sabor daqueles lábios macios e quentes roçando a curva delicada de seu pescoço. A volúpia apossou-se dela. Ficou parada, esperando, desejando.

Os lábios de Edward roçaram a pele dela, afastando o colar. Um beijo suave, delicado. Bella agarrou-se à penteadeira. Buscava algum tipo de equilíbrio já que o desejo que sentia por ele dei xara-lhe as pernas trêmulas.

Foi só um beijo. Não. Agora, ele roçava a língua na pele ao redor do colar e assoprou de leve. Ela sentiu o corpo contrair de paixão. Edward foi roçando os lábios até o outro lado do pescoço de Bella, beijando-o com extrema volúpia.

Do pescoço passou para o queixo, depois para o rosto. As mãos acariciavam-lhe os cabelos enquanto ele lhe procurava os lábios.

Quando seus lábios se uniram, paixão e desejo afloraram por todos os poros do corpo de Bella. Ela lhe segurou os bra ços, sentindo a força de seus músculos. Deixou-se levar pelo abraço.

Uma das mãos segurava-lhe o queixo; a outra, envolvia-lhe a cintura, colando-a ao seu corpo. Bella podia sentir cada fibra dos músculos de Edward. Eram duros feito aço e estavam em cha mas. Ela podia sentir os sinais irrefutáveis de desejo aflorando no corpo dele.

Os lábios de Edward procuraram os de Bella com sofreguidão, ela respondeu com voracidade. O contato de línguas explorava os recônditos mais profundos, todas as possibilidades, emitindo e transmitindo sinais da mais ardente volúpia. Sem sentir, Bella amoldou-se ao corpo de Edward, pressionando cada centímetro do seu corpo contra o dele.

O mundo lá fora ficou em suspenso. Apenas Edward ocupava seus pensamentos. Seu maravilhoso perfume, seu poder desmedido. O sabor da sua pele — salgado, forte, inebriante, sacia va sua fome de paixão e afastava qualquer resquício de bom senso. — Bella. — Ela pôde ouvir o seu nome vibrar nos lábios dele. As mãos de Edward agora exploravam seu corpo, apertando-a com força contra o dele. Ele a desejava. Bella podia sentir clara mente. Aquela percepção tomou-a de surpresa. Virou-a de ponta-cabeça, fazendo-a arder de paixão.

Ela lhe tomou o rosto nas mãos, sentindo a pele áspera, viril. Acariciou-lhe os cabelos e beijou-o com uma voracidade cada vez maior. Bella podia sentir uma aura de magia naquela pai xão lasciva, algo que ela nunca sentira.

Em algum canto da sua mente ela sabia que tinham de parar. Mas não agora. Ainda não.

A respiração de Edward ficou ofegante. Ele a pegou no colo, encaixando-lhe as pernas ao redor de seus quadris. Os dedos deslizara para dentro da roupa de Bella. Os músculos dela retesaram-se àquele toque.

Edward, ainda ofegante, soltou um palavrão.

Bella não disse nada.

— Temos de parar com isso — resmungou ele, com um ge mido.

Ela balançou a cabeça. Não sabia se conseguiria articular as palavras.

Os dedos de Edward continuavam a explorar o corpo de Bella e ela gemeu.

Não faça isso — murmurou ele.

Então pare — ela gemeu mais uma vez. Ele parou e olhou-a nos olhos.

— Eu quero você — confessou, sem rodeios, esperando a reação dela.

Bella respirou fundo uma vez. Respirou fundo de novo, ten tando, desesperadamente, recuperar a compostura.

— Isso não pode ser bom.

— Ao contrário — respondeu ele enquanto a devolvia ao chão, — Eu sinto que isso pode ser muito, mas muito bom.

Ela se afastou.

— Você não pode falar assim.

— Não falar a respeito não vai mudar nada.

Talvez não, mas era tudo que possuía. Não podia levar aquilo adiante. Nunca se sentira tão livre em toda a sua vida. Naquele momento, poderia dizer qualquer coisa, prometer qualquer coi sa, fazer qualquer coisa.

— Não podemos fazer isso de novo. Nunca mais — murmu rou ela.

— Essa é uma solução — concordou Edward. Mas então a voz ficou mais rouca e ele se inclinou suavemente sobre ela. — E podemos fazer tudo de novo. E ir até o fim da próxima vez.

Quando os olhos se encontraram, pareciam emitir faíscas Por um momento, Bella de fato hesitou. Ouviram barulhos no corredor.

Sr. Cullen — gritava a sra. Nash ainda no corredor. Aos passos rápidos dela seguiam-se outros, mais vagarosos e podia-se ouvir o metralhar de uma litania em francês.

— Philippe — exclamou Bella enquanto Edward corria para a porta.

A sra. Nash entrou no quarto, afobada.

— O senhor poderia por favor informar a este homem abominável que as cerimônias de casamento dos Cullen remontam a William, o Conquistador, e que enquanto eu viver não iremos servir aos convidados porções microscópicas de crustáceos embebidos em molhos bizarros!

— Um pedaço de carne e um punhado de farinha? A senhora ousa chamar isso de comida? — ironizou Philippe.

— Eu chamo isso de uma Refeição de Princesas — retorquiu a sra. Nash.

— Vocês, britânicos, só sabem fazer comida cozida em água fervente.

— Vou cozinhar você em água fervente! Seu...

— Posso saber o que está acontecendo aqui? — interrompeu Edward.

Aparentemente, Philippe recobrou a compostura usual.

— Perdoe-me, sr. Cullen. Mademoiselle. Eu sou Philippe Caenon assistente de chef de cuisine, formado pela Sorbonne aprendiz de John-Pierre Laconte. Já cozinhei para princesas e presidentes. E estou a seu inteiro dispor.

— Eu o contratei — admitiu Bella.

— Você o contratou — repetiu Edward.

— Fiz mal? — Antes mesmo de concluir a pergunta sabia que soava ridícula. A sra. Nash estava a ponto de convocar a Armada Britânica e Philippe estava ficando roxo.

Edward não respondeu. Apenas arregalou os olhos.

A sra. Nash torceu o nariz.

—A srta. é a noiva, é claro.

Bella podia ser a noiva, mas era fácil perceber que ferira sentimentos importantes. Ela não queria contratar ninguém. Foi um ato de auto-preservação.

No entanto, tinha de admitir que Philippe era maravilhoso. Livrara-se dos intrusos e dos repórteres num piscar de olhos e, desde então, mostrara-se extremamente profissional e solícito. Não queria demiti-lo.

Por outro lado, a sra. Nash, que reinava absoluta na mansão dos Cullen, tinha planos bastante concretos para o casamento de Edward. É claro que Bella não queria deixá-la de fora.

Procurou apoio em Edward. Nada. Ele obviamente aguardava a decisão dela.

Olhou para a sra. Nash e para Philippe.

— Será que poderíamos chegar a um acordo? — perguntou Bella finalmente.

Edward pigarreou.

— Você quer que um inglês e um francês cheguem a um acordo sobre comida?

— Fiz mal, de novo, em pedir isto?

Ninguém parecia disposto a responder.

Após um longo suspiro, Philippe finalmente falou:

— Estou disposto a fazer, como direi, algumas concessões.

Bella olhou aflita para a sra. Nash, que fez um biquinho.

— Sra. Nash? — chamou Edward.

— É a tradição! — reclamou ela, aborrecida.

Bella tentou apaziguar os ânimos.

— A senhora poderia cuidar da refeição principal e Philippe ficaria encarregado da sobremesa.

Mon Dieu! Será minha ruína!

— O almirante vai se revirar no túmulo — resmungou a sra. Nash.

— Alguma outra idéia brilhante? — perguntou Edward.

— A culpa é toda sua. Você fez a proposta na frente de todo mundo! Você soltou os cachorros!

— Que cachorros?

— Philippe me salvou. Ele se livrou dos repórteres e de todos os outros...

— Trinta e cinco anos — interrompeu a sra. Nash. — Traba lho para os Cullen há 35 anos.

— Pudim inglês e repolho cozido não entram na minha cozi nha! — exclamou Philippe.

Sua cozinha? — gritou a sra. Nash. — Acho que quis dizer a cozinha do sr. Cullen.

— Podemos voltar aos cachorros? — pediu Edward.

— Foi só uma maneira de dizer — respondeu Bella.

— Eu entendi muito bem — retrucou ele, mastigando as pa lavras.

— A mídia — acudiu Philippe, entre gestos dramáticos. — Eles estão por toda a parte. A srta. Swan teve de se escon der. Eu a salvei.

— É. Ele me salvou — concordou Bella. E ela não estava disposta a demiti-lo por um problema que Edward tinha criado. Acreditava que quatro pessoas adultas poderiam chegar a um consenso.

Bella virou-se para a sra. Nash.

— Por que não separamos umas receitas e...

— Água, sal e um grande naco de carne — interrompeu Phi lippe.

— Pelo menos não estamos falando de pernas de anfíbios...

— Chega! Philippe, sra. Nash, vocês vão trabalhar juntos. Quero três sugestões para um acordo entre vocês e quero isto na quarta-feira pela manhã — exigiu Edward.

Os dois pararam de discutir e se entreolharam, desconfiados.

— Sim ou não?

— Mas é claro — respondeu Philippe, de nariz em pé. — Fa rei o que estiver ao meu alcance para ajudar.

— É claro que podemos discutir o assunto — disse a sra. Nash, igualmente empertigada.

— Então, eu agradeço. E agora, se nos dão licença, eu e Bella estamos escolhendo algumas jóias.

Depois que os dois se retiraram, Edward confrontou Bella:

— Um francês?

— Como é que eu ia adivinhar que você tinha uma gover nanta fanática?

— Você tem razão. Tolice minha. O que mais posso fazer por você? Um motorista grego? Um florista romeno?

— O que a sra. Nash tem contra os romenos?

Edward estava de costas para ela, mas Bella podia sentir que ele achara graça neste comentário.

— Talvez seja prudente me consultar antes de colocar em prática as suas idéias.

— E me sujeitar à sua natureza extravagante e controla dora?

— Só quero evitar assassinatos e decapitações durante a ce rimônia. Ah! Achei!

A curiosidade de Bella falou mais alto. Aproximou-se do cofre.

— O que foi que você achou?

— O diamante Tudor.

Bella ficou sem fala. Era simplesmente deslumbrante.

Antigo, exclusivo, exuberante, deslumbrante.

Era ornado com filamentos de platina entrelaçados, formando um intrincado padrão Celta. Vários rubis davam o contorno do anel, iluminando o centro, onde reinava um diamante relu zente, oval, perfeito.

O diamante Tudor.

— Experimente — pediu Edward.

Ela negou, balançando a cabeça. Noivas de mentira não toca riam uma jóia como esta. No mínimo, seria sinal de má sorte.

— A sra. Nash está certa. As jóias da família conspiram a nosso favor.

De novo, Bella se negou. O coração batia, acelerado. De forma alguma. Sem chances. O anel que ele lhe dera na noite do Cassino era suficiente.

— Está no seguro.

— Contra má sorte?

— Que má sorte? Não passa de metal e pedras.

— É uma herança de família. Uma herança preciosa.

— É da minha família. E eu quero que você use.

— Você não decide isso.

— Decido sim. O anel é meu. As jóias são minhas. O cofre, a casa. É tudo meu e posso dar para quem eu quiser.

Ela não podia aceitar. Simplesmente não podia.

— Não estou falando de posse. Estou falando de decência. É imoral.

A frustração na voz de Edward era gritante.

— Por que você acha imoral usar um anel meu?

— Por que eu estaria desrespeitando todas as noivas que vie ram antes de mim.

Edward piscou, surpreso e um pequeno sorriso tomou forma em seus lábios.

— Bella, você realmente acredita que é a primeira noiva da família a se casar por dinheiro?

Ela não estava se casando por dinheiro. Não do jeito que ele insinuara. Ela possuía seu próprio dinheiro. Ele simplesmente estava... Bem, ele a estava ajudando, em troca de algo valioso. Isso era tudo.

Ambos sairiam lucrando e não queria que ele a fizesse acre ditar que não seria assim.

— O casamento por dinheiro já virou tradição na família. Até o meu pai... Dê-me sua mão, Bella.

— Eu não quero!

Mas ele lhe tomou a mão e colocou o anel. Bella manteve os olhos fixos na mão de Edward sobre a sua, nos rubis e no diamante que cultuavam sob a luz.

—Acredite em mim. Você apenas está dando continuidade a uma tradição de família.

O anel ajustara-se como uma luva.

—Aí está. Agora sim, estamos noivos.

Edward herdou a fortuna e a aparência de Hamilton; já Emmett, seu primo em terceiro grau, herdou a vida de Hamilton. Segundo filho do atual conde de Kessex, Emmett teve de co meçar do zero, tal qual Hamilton fizera, há tantas décadas.

Com o restante do dinheiro do espólio da família, Emmett fundou uma empresa de cruzeiros marítimos, a Kessex Cruise Lines. Depois partiu para uma frota comercial, a Kessex Shipping. Rapidamente fez uma imensa fortuna e adquiriu muito po der. Hoje, ele domina a indústria de transporte marítimo de Paris a Auckland — principal porto da Nova Zelândia. E a indústria de transportes era o centro nervoso do comércio mundial. Edward sabia administrar com sucesso uma rede hoteleira; mas Emmett podia manipular o mundo inteiro.

Emmett colocou nas mãos de Edward um grosso dossiê da DreamLodge e partiu. Deveria voltar hoje. Sua presença deixa va Edward nervoso, pois Emmett só se detinha numa coisa se ela lhe interessasse. E, via de regra, o que interessava a ele costu mava dar calafrios em Edward.

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Emmett e Ryan encontraram-se no escritório de Edward.

— O que está acontecendo? — perguntou Edward ao primo.

— O nome "Jacob Black" lhe é familiar? — retrucou Emmett.

— O namorado de Rosalie Swan? É claro.

— Estou de olho nele — respondeu o primo.

— Por quê? — indagou Ryan.

— Ainda não sei.

— Pura intuição? — indagou Edward, já sabendo a resposta.

A intuição de Emmett já era uma lenda na família. Costu mava fazer fortunas com base em nada mais nada menos que uma vaga idéia.

No início, essa sorte desmedida costumava incomodar Edward Mas o primo lhe contara que era apenas o somatório de inúmeras observações inconscientes. Uma expressão facial, padrões de comportamento, artigos de jornais, oscilações na bolsa. Ele mesmo não sabia explicar. Só sabia que funcionava.

— Pura intuição. Vocês sabiam que ele foi contratado recen temente pelas empresas Swan?

— Para fazer o quê? — perguntou Edward.

— Marketing internacional. Projetos Especiais.

— O que ele fazia antes? — Edward gostaria de saber o que Bella achava daquilo.

— Algum tipo de gerenciamento medíocre num projeto para a firma de consultoria de Leon Gage.

— Eles o demitiram?

— Não. Ele pediu para sair.

— E as irmãs Swan foram atrás dele?

— E ofereceram um salário bem mais polpudo.

— O cara é um parasita. Pega um trabalho fácil, um bom salário e ainda namora a dona da empresa — desdenhou Ryan.

Edward detestava a idéia das empresas Swan bancarem um executivo parasita. Mas não queria se meter nessa briga.

— Era o que eu tinha a dizer a vocês — concluiu Emmett levantando-se.

— Você está incomodado com isto não está? — perguntou Edward.

— Não existe nada pior do que um frangote se escondendo atrás de um rabo de saia. Acho que você devia ter uma conversa com Rosalie. Mandar ela dar um fora no infeliz.

— Até parece! —Edward soltou uma gargalhada.

— Ela tem um péssimo gosto para homens.

— Ela também é dona de cinqüenta acres de terra de frente para praia na ilha Kayven. Por mim, ela pode até casar com o poodle dela. Por falar na ilha Kayven, como vai o projeto?

— Uns probleminhas com o sindicato dos portuários, mas já dei o meu jeito. E da sua parte? Tudo correndo conforme o planejado? — indagou Emmett.

— Pode apostar. Bella já está usando um anel de noivado e as fotos estão estampadas em três grandes jornais.

— Então, meus caros, hora de partir. Um avião e uma bela garota me esperam no terminal do aeroporto.

— Obrigado pelas informações — agradeceu Edward.

— Às ordens. A gente se vê.

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Quarta-feira à noite, Rosalie olhava, encantada, para o anel na mão de Bella.

— É sério? Um conde de verdade? E Edward deu para você uma herança de família?

— Pode parar por aí. Ele só me emprestou. E depois, como ele mesmo disse, todas as noivas da família se casaram por di nheiro.

— Só isso?

— Queria mais?

— Pensei que fosse falar sobre sexo, escândalos e assassi natos.

— Lamento. Nenhum assassinato. Bem, quem sabe a sra. Nash, a governanta. Tenho a impressão de que ela até seria ca paz de matar alguém.

— E ela ficou aborrecida com você?

— Nem tanto. Mas se eu fosse o Philippe, tomaria algumas precauções.

— Eu acho que o Philippe sabe se cuidar.

— E então? Como foi o dia no escritório?

— Chamei o Jacob para trabalhar com a gente.

— O seu Jacob?

— É. O meu Jacob.

— Mas ele já trabalha para o Leon Gage.

— Pedi para que ele se demitisse.

— Por que fez isso? — Bella não gostou muito da idéia Jacob parecia um bom rapaz e era óbvio que Rosalie estava apai xonada. Mas trabalhar juntos? Isso seria bom para um casal?

— Porque precisamos dele — respondeu Rosalie, num tom de voz que beirava a petulância.

Bella gostaria que Rosalie tivesse conversado com ela antes. Não que ela quisesse contrariar a irmã, mas talvez tivesse con seguido refrear a natureza impulsiva dela.

— Você ao menos consultou o Recursos Humanos? Nosso departamento é muito bom.

— Por quê? Eu posso casar com ele, mas não posso contra tá-lo?

Bella trincou os dentes. A função do departamento de Re cursos Humanos era checar referências e encontrar a pessoa mais adequada ao trabalho. O que fariam se Jacob não se adap tasse?

— Qual o cargo?

— Vice-presidente de Projetos Especiais Internacionais.

— Sei...

— Ele tem uma excelente rede de contatos na Europa e em todo o Caribe.

Bella não sabia de problema algum na Europa e no Caribe.

— Ele vai participar das convenções e vistoriar os clubes.

— Você não acha que vão ficar tempo demais juntos?

Bella queria que Rosalie fosse feliz. De verdade. Mas alguma coisa naquela situação a incomodava. Pelo bem de Rosalie. Pelo bem da empresa.

— Você e Edward vão trabalhar juntos — retorquiu Rosalie.

— Mas eu e Edward não estamos...

— Casados?

— Apaixonados.

— E daí? O amor que eu e Jacob temos um pelo outro vai tomar ainda mais fácil a convivência no trabalho.

Bella tentou contrariar aquela lógica. Tecnicamente, não havia nada de errado. Rosalie e Jacob se amavam e se respeita vam. Já ela e Edward viviam às turras.

— Quer saber, Bella, se é para se preocupar com esse negó cio de trabalhar junto, eu me preocuparia com você e Edward.

Bella já estava preocupada com isso. Na verdade, se preo cupava cada vez mais.


Olha se vocês sumirem vão perder o melhor da festa hein!!!

beijos

Xarol