Sorry pela demora queridas!!! Vou deixar dois capítulos para compensar a falta!!!!
Capítulo sete
Edward ficou paralisado. Os olhos se estreitaram enquanto enca rava Bella.
— Você está me desafiando?
Bella forçou-se a manter a calma.
— Você vai tomar alguma atitude ou vai ficar só falando? Porque você parece...
Edward interrompeu-a com um beijo ardente, apaixonado. Os braços eram fortes, musculosos, mas ele a envolveu com cuida do e ternura. Os corpos colados emitiam sensações indescrití veis. Sua língua simulava um bale vigoroso e as mãos ampara vam com firmeza a cabeça de Bella.
O quarto girava e o mundo lá fora deixara de existir.
Isto sim é que era ação.
— Admita — pediu ele, num sussurro.
Ela balançou a cabeça, negando mais uma vez. Edward envolveu os seios de Bella nas mãos, acariciando-lhe os mamilos sobre o fino tecido da roupa. Bella ardia em desejo.
— Diga que você me quer — tentou ele de novo.
Ela se esforçava para parar de tremer, mas se recusava a ad mitir que o desejava.
— Então seja feita a sua vontade — murmurou ele, beijando-a mais uma vez.
Ela provou o sabor adocicado da bebida, inalou o perfume do corpo dele e sentiu os dedos firmes acariciando-lhe os seios. As mãos eram quentes. O corpo de Bella ardia de desejo e pedia mais.
E Edward ofereceu mais até Bella gritar de prazer.
—Admita — exigia ele, os lábios roçando os dela.
— Não.
Ele a tomou nos braços e deitou-a na cama, os olhos fixos nela enquanto a desnudava. O olhar de Edward flamejava ao des velar-lhe os seios.
— É só admitir, Bella — pedia Edward, ofegante.
Ela começou a acariciar-lhe o peito por sob a camisa. Queria proporcionar-lhe um pouco do prazer que estava sentindo. Mas Edward não deixou.
— Não estamos discutindo o meu desejo por você. Droga.
Os dedos de Edward começaram então a explorar o corpo de Bella, que se contorcia em êxtase. Os olhos dele se deleita vam com a pele cor de mel e seus tons de rosa, com o peito que arfava — fruto do prazer que os dedos e os lábios de Edward provocavam nela.
— Tudo que você precisa fazer é dizer que me deseja — re petiu ele.
Em resposta, Bella arqueou os quadris. Sua satisfação era tão intensa que não se sentia capaz de falar, mesmo que quises se. E ela não queria falar. Não queria que ele vencesse, mas sem dúvida não queria que ele parasse.
E ele não parou. Enterrou o rosto em seu pescoço, cobrindo-a de beijos ardentes, sentindo-lhe o corpo úmido e quente.
Ela o abraçou com força e percebeu os músculos se retesarem e pulsarem quando os dedos de Edward encontraram e exploraram o centro de seu prazer.
— Bella. — Foi tudo o que ele conseguiu dizer enquanto a beijava com sofreguidão.
Depois daquele beijo, os olhos de Edward escureceram e a pe numbra do quarto acentuou os ângulos do rosto dele.
— Ou você diz que me quer ou eu paro agora — murmurou ele.
Ele não faria isso.
Ele não podia fazer isso.
O corpo de Bella clamava pelo de Edward.
— Eu quero você — admitiu ela finalmente, a voz rouca de paixão.
— Obrigado. — Edward beijou-a com voracidade e explorou cada centímetro do seu corpo.
Ela lutou com os botões da camisa de Edward e acabou rasgando-a. Abraçou-o com força, pressionando o corpo dele contra o seu, sorvendo-lhe os beijos com sofreguidão. Ele pegou um preservativo no bolso da calça antes de arrancá-la e atirá-la longe.
Ele trilhava todo seu corpo com beijos e carícias a fazendo gemer cada vez mais alto. Ela envolvia seu corpo explorando cada milímetro com as mãos e boca.
Bella revolveu-lhe o cabelo, roçou a pele na barba por fazer acariciou-lhe os lábios com as pontas dos dedos. Edward sorveu-lhe os dedos, beijou-lhe as mãos, os pulsos, os cotovelos. Os dois estavam prontos para o amor. Puro êxtase.
— Bella... — suspirou Edward.
Uniram as mãos, entrelaçaram os dedos, fundiram os corpos num só. Bella também murmurou o nome dele. A música a festa, o mundo desapareceram, engolfados pela bruma da paixão, que fazia os corpos pulsarem num frenesi crescente.
Ela fechou os olhos, e cada centímetro do seu corpo explodia em êxtase. Pequenas explosões que tornavam-se cada vez mais arrebatadoras até que o céu, o mundo inteiro explodiu em luz cor e som.
Os movimentos que ele fazia eram constantes e precisos. Bella arfava a cada estocada perdendo cada vez mais seu juízo.
— Vamos Bella, diga meu nome, diga quem lhe dá esse prazer. – Ele sussurrou em seu ouvido enquanto com o dedão foi até o centro de seu prazer a estimulando enquanto continuava os movimentos.
Ela nada disse, apenas estava aproveitando cada minuto que seu futuro marido lhe provocava de prazer. Ela apenas pedia por mais e gemia alto.
De uma só vez, Edward inverteu as posições sentindo que o clímax estava cada vez mais próximo. Aumentando o contato entre os corpos e mantendo o estimulo com Bella cavalgando sob seu corpo.
— Edward — bradou ela, triunfante. — E o gemido que es capou das entranhas de Edward revelava que tinham mergulhado juntos nas profundezas abissais do prazer.
Os corpos se acalmaram. A música, o som das pessoas rindo na festa... Tudo voltava ao normal.
Bella queria prolongar o momento. Queria prolongar a sen sação prazerosa do peso do corpo de Edward sobre o seu. Seu cor po queria continuar submerso nas vagas da paixão.
— Tudo bem?
Ela meneou a cabeça. Sim. Tudo estava bem.
— Mas não se mexa. Ainda não. — Bella tinha medo de quebrar o encanto daquele momento.
— Tudo bem — respondeu, acariciando o cabelo dela. — É tão bom saber que eu venci.
Bella bem que tentou esboçar algum sinal de indignação, mas estava plenamente saciada.
— Você bem que podia dar um tempo, não é mesmo?
— Você não é fácil, Bella Swan.
— Engraçado. Estava aqui pensando justamente como eu fui "fácil".
— Fácil? Nunca na vida eu me esforcei tanto para conseguir fazer amor com uma mulher.
— Está certo.
Edward virou-se para o lado e suspirou, satisfeito.
— Você me deseja.
—Ai, Edward! Dá um tempo!
— Você admitiu. Eu ouvi muito bem.
— E você também me quer.
— É claro que eu quero.
— Então estamos quites.
— Não é bem assim. Você não quer admitir que me deseja.
— Foi a noite... o champanhe... um cruzeiro em alto mar _ comentou ela, sarcástica.
— Está querendo me dizer que não passou de uma aventura em alto mar?
— É. Estou. — Tinha que ser. Ela não podia desejar Edward no decorrer do casamento. Só de pensar... Não. Era inconce bível. — E foi uma viagem bem curta — completou, num tom áspero.
Edward ficou em silêncio por uns instantes.
— É. Foi mesmo curta. Sequer zarpamos. —Acho que devemos voltar para a festa.
— Nossas roupas estão molhadas. Bella fez uma careta.
— Vou chamar a camareira. Ela pode nos arrumar uma muda de roupas.
E voltar para a festa com outra roupa?
— Acho que prefiro ficar escondida aqui — declarou Bella.
— Você só pode estar brincando. Vai ser perfeito.
Bella virou-se, os olhos arregalados. Por que tudo que era perfeito para Edward tinha de ser tão embaraçoso para ela?
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Eu fiz amor com Edward.
Não. Talvez fosse melhor dizer: Aconteceu uma coisa engra çada ontem à noite, sabe... Edward e eu... nós... por acaso..
— Bella?
Em estado de choque, Bella olhou para Rosalie. Há cinco mi nutos sua irmã estava tentando falar sobre a pousada em Knaresborough, na parte central da Inglaterra.
— Você está bem? — perguntou Rosalie.
— Estou. — Bella devia reagir, não podia deixar transpare cer que guardava um grande segredo.
— Você ouviu o que eu disse?
— Claro que ouvi. A pousada em Knaresborough.
— Isso. Ela já tem mais de duzentos anos e o Jacob estava dizendo que...
Bella nunca tivera segredos para Rosalie. Não que aquilo fosse exatamente um segredo. Mas sempre que acontecia algo como o que acontecera na noite passada, a irmã era sempre a primeira pessoa a saber.
— Porque com a nova concorrência, vai demorar uns cin qüenta anos até que os custos com a reforma se paguem — con cluiu Rosalie.
Bella piscou.
— Cinqüenta anos faz sentido para você?
—Ah... acho que não. Rosalie, eu queria...
— Eu também acho que não. Vou contar para o Jacob.
Jacob? Espera ai. Não. Bella queria falar sobre Edward.
— Podemos partir amanhã de manhã.
—Edward?
Rosalie ficou observando a irmã por uns instantes.
— Jacob.
— Para onde?
— Para Knaresborough, é claro. É claro. A reforma.
— Tudo bem, mas antes eu...
— Vou pedir ao Jurídico que providencie uma autorização e trago para você assinar.
— Claro, mas...
— Podemos conversar mais tarde? Ele vai ficar tão feliz!
— Rosalie...
— Conversamos no almoço?
Bella suspirou.
— Não posso. Prometi que passaria na casa do Edward. — Rosalie ficou esperando, a mão pousada na maçaneta.
— Você sabe... Os convites, as flores, a recepção...
— Você está se divertindo, sabia?
— É. Estou.
Como se divertir, encarando Edward depois de terem feito amor? Como se divertir, olhando Philippe e a sra. Nash simularem uma nova batalha de Hastings? Como se divertir, experimentando um vestido de noiva sabendo que Amélia Cullen deveria estar se revirando no túmulo?
Nada disso parecia promissor.
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Parecia que Amélia fora uma mulher petulante e rebelde. Bella gostava daquilo.
Seu vestido da década de 1920 era uma graça, de seda bege com o corpete bem longo de renda crua. Sem mangas, era ador nado com fitas nos ombros e nos quadris e ainda tinha uma saia rodada que esvoaçava sobre os tornozelos.
— A senhora estava certa — admitiu Bella, olhando-se no espelho e deleitando-se com o toque do cetim em sua pele.
— Caiu feito uma luva — concordou a sra. Nash. — E é perfeito para uma cerimônia ao ar livre.
— Obrigada por entender meu ponto de vista sobre um casamento na igreja.
— Podemos mentir para o mundo, minha cara, mas não pre cisamos mentir aos olhos de Deus.
— Eu não concordei de imediato com a proposta de Edward.
— Mas acabou aceitando.
— Foi.
— E, mais uma vez, Edward acabou conseguindo o que queria.
— Ele sempre consegue o que quer?
— Ele é bilionário. É claro que sempre consegue o que quer.
— Mas não com a senhora.
— Nunca.
—Acredito que ele goste; quer dizer, goste de ter alguém que o chame à realidade.
— Ele detesta. Assim como o pai detestava. Mas a mãe dele não deixou que me demitissem.
— É óbvio que ela apreciava a sua ajuda.
— Não. Foi só para irritá-lo.
Bella não sabia o que dizer.
— Ela era uma mulher desorientada. E ele, um velho amargo
— Mas então, por que...
— O dinheiro, minha cara. Ela queria o dinheiro. Ele possuía o que ela queria. Ela só não pensou no... no resto.
Bella engoliu em seco. Lembrou a si mesma que tinha sua própria vida, seu próprio dinheiro, seu próprio negócio. Edward não exerceria influência alguma sobre ela.
— Suspeito que ela pensou que ele morreria antes.
— E como ela morreu? — perguntou Bella, embora temes se a resposta.
— Acidente de cavalo. Pobrezinha. Edward tinha apenas dez anos. Aquele velho cínico...
Bella tremeu. Custou a encontrar as palavras.
— Será que vou me deitar com o demônio?
— Eu diria que você já fez isso.
Bella ficou sem fala. Será que a sra. Nash tinha sido literal em suas palavras? Mas como ela podia saber?
— Esse é o problema com o demônio, minha cara — con tinuou a sra. Nash, enquanto ajeitava os botões do vestido de Bella — Ele é irresistivelmente charmoso. Até mesmo para uma velha como eu.
Mas Edward não podia machucar a sra. Nash. Não da forma como podia machucar Bella, se ela não tomasse cuidado; se ela não conseguisse resistir ao seu encanto.
Bateram à porta do quarto.
— Os convites chegaram, madame.
— Obrigada, Sarah — agradeceu a sra. Nash. Virou-se para Bella — Philippe e Edward estão esperando lá embaixo.
Edward percebeu que havia um problema assim que viu a ex pressão de Bella.
— Seiscentos e vinte e dois?
— Pode acrescentar mais nomes, se quiser — respondeu a sra Nash, examinando uma das amostras. — Afinal, não será um convite manuscrito em papel pergaminho com uma flor-de-lis púrpura — concluiu, com um olhar mordaz para Philippe.
— Quem são essas pessoas? Suas ex-namoradas?
O comentário era despropositado e fez Edward trincar os den tes.
— Dificilmente.
— A flor-de-lis é um símbolo honrado, belo. Simboliza íris, a deusa —justificou Philippe.
— Eu não conheço seiscentas pessoas. Sequer conheço tre zentas! — exclamou Bella.
A sra. Nash piscou os olhos ao olhar o convite.
— Meu bom Deus, essa borboleta me irrita.
— Preto e branco? — perguntou Philippe.
— Prateado — respondeu a sra. Nash.
— Argh! —retrucou Philippe.
— Talvez um azul escuro. Uma coisa mais nobre. Não essa explosão de cores cafonas, exageradas.
— Por que estão tão preocupados com os convites? — perguntou Edward.
— São 622 convites.
— O jardim é bem grande.
— Não é esta a questão.
— E qual é a questão? — Edward queria mesmo saber. Que diferença ter cinqüenta ou seiscentos convidados?
O Bife Wellington! — exclamou Philippe.
Bella arregalou os olhos. A sra. Nash ficou paralisada.
— Um acordo — explicou Philippe. — Eu desisto da flor-de-lis e a senhora concorda com o meu bouefem croúte no lugar do seu pudim inglês.
— A receita do duque de Wellington? — perguntou a sra Nash.
— A receita que ele roubou de Napoleão.
— Depois de derrotá-lo na guerra.
Edward interrompeu aquele duelo verbal.
— Vamos selar logo esse acordo?
— E eu também quero propor um acordo — disse Bella.
Edward arqueou as sobrancelhas.
— Trocar os seus 622 convidados por um casamento em Vegas.
— Trezentos convidados são seus — informou a sra. Nash.
— O quê?
— Falei com a sua irmã e com a sua secretária.
— Pode me matar agora! — exclamou Bella.
— Imagine, mademoiselle — rebateu Philippe. — Não é para tanto. A senhorita vai estar linda. A recepção será magnífica. E todos vão nos perdoar pelos convites insossos.
— E as flores? — interveio Edward, antes que a sra. Nash tradu zisse em palavras o seu olhar de indignação.
De pé na imensa varanda, Bella observava os preparativos para o casamento: a grama sendo aparada, o local onde seria realizada a cerimônia, os ajustes no gazebo para acomodar a banda de músicos. Se não chovesse, armariam um palco próxi mo à escada de acesso à varanda.
A gráfica trabalharia dia e noite para aprontar os convites. Os convidados poderiam ter outros planos para o sábado à tarde, mas com certeza cancelariam. Ninguém ia querer perder uma cerimô nia de casamento nos jardins da propriedade de Edward Cullen.
Edward contava com isso.
E como dissera a sra. Nash, sendo um bilionário, via de re gra conseguia o que queria.
— Tudo bem? — perguntou Edward, a voz grave. Bella gargalhou.
— O que poderia dar errado?
— Achei que gostaria de saber que os dois chegaram num acordo a respeito das questões importantes.
— É mesmo?
— Rosas brancas e lilases. Você concorda?
— Não tenho uma opinião formada sobre essas "questões importantes".
— Mas deveria.
— Por quê?
— É a sua festa.
— Você está se divertindo, não está?
— Com o quê?
— Com essa fraude.
— Um pouco. Eu não acho...
— Você não acha que estamos infringindo a lei.
— Estamos dando uma grande festa, estreitando relações co merciais e oferecendo uma boa matéria para distrair os jornais por umas duas semanas. Não vejo mal nisso.
Bella tampouco via mal algum nisso. Não do ponto de vista lógico que ele bem definira. Mas havia um problema que deita va raízes mais profunda.
— Acho que devo perguntar quem está pagando.
— Pagando o quê?
— A festa. O casamento. Os seiscentos convidados. Estamos dividindo as despesas?
— Esta é por minha conta — comentou Edward, o olhar perdido no horizonte. — Você paga o outro.
— O outro casamento?
— O outro jantar.
— Duvido que teremos seiscentos convidados.
Edward deu de ombros.
— Precisamos conversar sobre isso — insistiu Bella.
— Sobre o jantar?
— Sobre como vamos lidar com tudo isso. Onde vamos mo rar.
— Aqui. Achei que já havíamos resolvido esse assunto.
— Você resolveu.
— E o que você acha?
— Eu acho que mereço opinar, também.
— Vou bancar o Philippe.
— Como é que é?
— Um acordo. Passamos os finais de semana aqui. Durante a semana ficamos na cidade, numa das coberturas.
Bella tinha de admitir que a proposta parecia razoável.
— Você sabe que temos que morar juntos não sabe? Pelo menos no início.
— Eu sei. Parece uma boa solução.
— Já parou para pensar na lua-de-mel?
— Nem um segundo. — Na verdade, Bella estava evitando pensar na lua-de-mel. Não era exatamente o que se podia cha mar de um sonho.
— Um dos resorts da minha família?
— Isso mesmo.
— Achei que fosse lutar com unhas e dentes para ficar no seu território.
— Temos algum compromisso de negócios no período da lua-de-mel?
— Não tenho nada agendado.
— Então, não vejo mal algum em você ficar no seu território.
— Não é um dos nossos melhores resorts. — Paris era maior e o Whistler acabara de ser reformado. — Gostaria de dar uma olhada na ilha.
— Só uns dias. Vou fazer as reservas. Mas vou levar meu notebook.
— Com medo de ficar entediada se ficarmos sozinhos?
Uma lufada de vento atraiu uma brisa salgada. A imagem da noite de sexta-feira, quando ficaram a sós no navio, flanou pela mente de Bella.
—Edward.
O semblante de Edward parecia dizer que ele lera os seus pen samentos.
— Sobre a noite de sexta...
Ele esperou.
— Ela não pode se repetir.
— Quer apostar?
— Edward!
— Só estou dizendo que podemos. Se quisermos.
— Nós não queremos.
— Você tem certeza?
— Tenho! Eu tenho certeza. Foi uma loucura. Uma tolice.
— Eu achei excitante e prazeroso.
Bella sabia que fora excitante e prazeroso. Mas isto não mu dava o fato de que não poderia voltar a acontecer.
— Só por curiosidade — pediu Edward. — Por que você não quer que se repita?
— Porque é um trato. Um negócio.
— Mas também é um casamento.
Bella balançou a cabeça. O que estavam fazendo não lem brava em nada um casamento. Ele estava cuidando dos interes ses dele e ela, dos dela. Simples assim.
— Se misturarmos as coisas, ficaremos confusos. Um de nós vai acabar se machucando e tenho certeza de que serei eu.
A brisa esvoaçou o cabelo de Bella e Edward afastou-o do ros to dela.
— Eu não vou machucar você, Bella. Apesar da suavidade daquele toque, Bella sabia que ele es tava mentindo.
— Vai, sim. Vamos encarar os fatos. Dentre todas as mulhe res de Nova York, você não escolheu se casar comigo. Aliás nem quando a escolha estava restrita à minha família.
— Não foi bem assim.
— Edward, não vamos reescrever a história.
— Eu não...
— Ao menos tenha a gentileza de ser honesto. Você quer os meus hotéis. Pois bem, eles serão seus. E isso significa que eu também serei sua, por uns tempos. — Bella estava se apai xonando por Edward. Não podia mais negar. Mas a idéia de que Edward também poderia se apaixonar por ela era absurda. Ele po deria ter qualquer mulher em Nova York, qualquer mulher no mundo. E ele gostava de mulheres glamourosas, sofisticadas, elegantes.
Ele estava sendo correto agora porque, no fundo, era um cara decente. E parecia gostar dela. Às vezes, até demais.
Mas ela não se deixaria iludir, não queria sofrer. Ambos sa biam que Edward não cairia de amores pela insossa Bella Swan só porque estavam se casando. O coração ficou pesaroso quando se forçou a falar a verdade nua e crua.
— Mas não finja que isto é mais que um negócio, como outro qualquer.
Edward ficou em silêncio por um longo minuto; os olhos som brios lembravam um mar revolto — indecifráveis.
— Tudo bem — disse ele finalmente. — Eu pago a festa. Você vem morar na minha casa e vamos levar nossos laptops para a lua-de-mel.
Bella ficou feliz. Disse o que precisava ter dito e esclareceu as coisas entre eles. Era a única maneira de seguir em frente.
De verdade.
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Edward sabia que precisava recuar. Estava pressionando Bella demais. Estava indo rápido demais. Mas ansiava descobrir o que estava acontecendo entre eles. Para ser sincero, hoje, Bella seria a mulher que escolheria dentre todas as mulheres sobre a face da Terra; não importava o lugar ou o momento. E isso o deixava em pânico.
Desde a noite em que fizeram amor, soube que ultrapassara a barreira dos assuntos estritamente comerciais. Alguma coisa estava acontecendo e precisava descobrir o que era.
Precisava conversar com Bella. Mas ela não queria conversar com ele. pior ainda. Não queria conversar com ele a respeito dos dois.
Os dois.
Que idéia!
Edward sacudiu a cabeça. Ele não conseguia imaginar a idéia de um "nós". Claro que gostava de Bella. Respeitava-a e, definiti vamente, ela o excitava. Mas o que isto significava?
Significava que deveria dar uma chance ao casamento? Ou que ele estava demasiadamente envolvido com toda aquela farsa?
Olhou para a varanda onde Bella fitava o mar, o cabelo ao vento. Seu coração disparou ao vê-la. Edward tinha certeza de ape nas uma coisa: não conseguiria entender o que estava aconte cendo com ela por perto.
Recuar deveria ser uma boa idéia, ao menos em prol de sua sanidade mental. Já haviam atraído a atenção de toda a mídia. Do ponto de vista estritamente comercial, só faltava o casamento.
Depois viria a lua-de-mel e eles estariam juntos. Talvez tudo começasse a fazer sentido. Se não, teriam bastante tempo para conversar. Afinal, Bella deixara bem claro que não fariam nada além disso.
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Depois que Philippe e a sra. Nash se uniram, os preparativos para o casamento engrenaram e Bella quase não tinha tem po de respirar. Sempre que podia, refugiava-se no trabalho. Era menos estressante que definir a música de fundo no momento em que diria o "sim".
Eram muitos os afazeres e a sra. Nash preparara uma série de fichas orientando a rotina de Bella até o grande dia. Mas as fichas não a orientavam em relação a como se sentia diante de Edward.
— É aqui que você vai morar? — perguntou Rosalie, quando a limusine entrou na propriedade de Edward.
— Só nos finais de semana e apenas por alguns meses — res pondeu Bella, com convicção.
Nesta última semana, ela redefiniu suas prioridades. Manti nha o foco nos negócios. Edward não passava de um instrumento para se atingir um objetivo.
Procurou não pensar nos dois juntos, fosse à mesa do café, na beira da piscina tomando um vinho, ou mesmo no quarto, em meio aos lençóis, abraçada ao corpo nu e ardente de Edward.
— Posso visitar você de vez em quando? — perguntou Rosalie.
— É claro — respondeu Bella, carinhosa. Mas Rosalie se re feria apenas a ela. — E o Jacob?
— Tem trabalhado muito ultimamente.
O trabalho de Jacob estava interferindo na vida pessoal dele?
— Ele trabalha para você — lembrou Bella.
— Não se preocupe. Não é nada demais. Às vezes ele fica com os amigos no clube.
— Está tudo bem? — perguntou Bella, preocupada.
— Está tudo ótimo. Está tudo fantástico! Amanhã será o ca samento do ano! Ande, mexa-se!
Bella concordou. Podia fazer isso. Estava pronta.
O celular tocou. Era de Paris. Os negócios em primeiro lugar. Como devia ser.
