Capítulo oito

Edward ouvia o burburinho da casa com os preparativos. Todos estavam agitados. Apenas Bella parecia calma e serena ao pas sar pela fileira de retratos no corredor.

O casamento era amanhã e ela conversava com alguém em Paris, conferindo detalhes de negócios.

Ela riu de alguma coisa que disseram ao telefone e seu sorri so iluminou o ambiente.

Edward tentava se lembrar quando foi a última vez em que sua casa irradiava tamanha felicidade. Talvez quando ele era crian ça. Talvez quando a mãe ainda era viva. O pai odiava festas mas sua mãe as planejava mesmo assim, às vezes para mais de cem convidados. Edward lembrava-se dos argumentos da mãe e de como o pai se irritava quando os convidados chegavam.

Lembrava-se de ficar à espreita no alto da escada, observan do as mulheres e os homens elegantemente vestidos, bebendo e conversando animadamente.

Sua mãe era feliz naquelas noites. E a casa parecia viva, aconchegante. Como agora — com a presença de uma mulher.

Sentiu um calor agradável percorrendo-lhe as entranhas ao pensar em Bella naquela casa por uns tempos. Ela sorriu para ele antes de falar alguma coisa em francês ao telefone.

Bella falava francês e parecia inabalável no meio do caos.

Talvez pudessem se divertir juntos. Não havia mal algum nisso. E bons contatos de ambas as partes só fariam bem aos negócios.

O celular de Edward tocou.

— Oi! Sou eu, o padrinho!

— Oi, Emmett. Onde você está?

— Acabei de chegar. Estou aqui nos fundos, na garagem.

Você sabe que os repórteres estão circulando por toda parte, não sabe? Tem até helicóptero rondando por aqui.

— Eles podem circular por onde quiserem. Escute, você viu uma pequena caminhonete branca aí na garagem?

— Vi. O que tem ela?

— É o "Bife Wellington" do Philippe. Preciso de ajuda para pegar.

— Logo estarei aí — disse Emmett, desligando o telefone.

— Sra. Nash! — chamou Edward.

Bella tampou um dos ouvidos e dirigiu-se ao quarto.

Edward atravessava o corredor quando quase foi atropelado por Rosalie.

— Você pode me ajudar a enfiá-la na banheira, por favor!

— Ela está ao telefone. Você viu a sra. Nash? — perguntou Edward encaminhando-se para a cozinha.

— Eu sei que ela está ao telefone. Este é o problema!

— Eu não posso fazer nada. Preciso...

A cozinha estava um rebuliço, repleta de gente trabalhando, podia distinguir a voz da sra. Nash, dando ordens a um rapaz.

— Edward! A cabeleireira vai chegar em menos de uma hora! — exclamou Rosalie.

Edward saiu da cozinha. Foi atrás de Bella e arrancou-lhe o telefone das mãos.

— Já para o banho! — ordenou ele.

— Edward! — reclamou Bella.

— Oi, primo! — cumprimentou Emmett. —Ah! Esta deve ser Bella — ronronou ele, tomando Rosalie pelas mãos.

— Eu sou a Rosalie — corrigiu ela.

— Claro! — respondeu Emmett, olhando de soslaio para o primo.

— Claro por quê? — indagou Rosalie.

— Eu sou Bella. Edward sempre falou muito bem de você.

Emmett beijou-lhe as mãos.

Você é mais bonita do que eu imaginava. E uma adorável mentirosa.

Claro por quê? — Rosalie repetiu a pergunta.

Espere a sua vez — retrucou Emmett, com um olhar cortante.

Como é que é?

Emmett simplesmente a ignorou.

— Você faria uma coisa por mim? — perguntou Bella, com doçura.

— Faria qualquer coisa por você.

— Diga para Edward devolver o meu celular.

Edward segurou-lhe os ombros e virou-a na direção da escada.

— Hora do banho! — ordenou. Em seguida, voltou-se para o primo. — E você, tire as suas mãos da minha noiva.

— Ela é uma graça — suspirou Emmett, voltando-se então para Rosalie. — O "claro" significa que eu já tinha ouvido falar de você.

Rosalie quase perguntou de onde. Edward podia ver a pergunta estampada nos olhos dela. Mas para a frustração de Emmett ela não engoliu a isca. Ficou em absoluto silêncio; empertigou-se toda e subiu as escadas, de braços dados com a irmã.

— Você está perdendo o jeito — comentou Edward.

— Já sabemos que ela tem um péssimo gosto para homens.

— Você é quem sabe. Agora preciso de ajuda para trazer aqui para dentro a montanha de carne que o Philippe comprou.

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Depois do ensaio para o casamento e do jantar no clube, Edward estava pensativo, recostado na varanda. Já passava da meia-noi te. A casa estava às escuras, mas os jardins ainda estavam ilumi nados e algumas nuvens ocultavam a lua.

— Nunca é tarde para desistir — disse Emmett oferecendo-lhe um copo de uísque.

— Eu não vou desistir — respondeu Edward. Na pior das hipó teses faria um negócio de milhões de dólares. Na melhor das hipóteses... aceitou a bebida e sorveu um longo gole.

Na melhor das hipóteses, Bella decidiria dar uma chance de verdade a eles.

Edward pensara muito a respeito de toda a situação naquela úl tima semana antes do casamento. Já sabia que havia algo entre eles que ultrapassara os limites dos negócios e até mesmo da amizade. Estava decidido a descobrir exatamente o que era du rante a lua-de-mel.

— A irmã é mais bonita — comentou Emmett.

Edward lançou um olhar aborrecido ao primo.

— Como é que é? — perguntou Edward.

Emmett soltou uma gargalhada.

— Bella é deslumbrante — afirmou Edward.

— Por acaso você se apaixonou por ela?

— Só estou dizendo o óbvio.

— Que ela é deslumbrante? E Rosalie é a irmã sem sal?

Edward tomou mais um gole. Ele algum dia dissera que Rosalie era a mais bonita? Ela sequer chegava aos pés da irmã. Bella era aquele tipo raro de mulher que fica mais bonita à medida que você a conhece melhor. Seu sorriso era inebriante, os olhos brilhavam quando estava feliz e faiscavam quando ela gargalha va. Bella possuía um brilho interior inigualável.

— Rosalie é a irmã sem sal.

Emmett ficou sério e tenso.

— Você já se esqueceu que ela tem os motivos dela?

— Rosalie?

— Bella.

— Eu sei perfeitamente quais são os motivos dela. — Ela es tava fazendo exatamente o que prometera. Não havia segredos entre eles.

— Eu só...

— Pode parar, Emm.

— Só estou avisando.

— Então pare de avisar. Minha mulher não está armando contra nós.

— Todos estão armando contra nós.

— Você é um paranóico.

— Ela está casando com você pelo dinheiro.

— Porque eu forcei.

— Fique de olhos abertos!

— E você vá cuidar de seus malditos negócios!

Emmett balançou a cabeça e os lábios abriram-se num sor riso que Edward conhecia muito bem.

— O que foi agora?

— É irônico — comentou Emmett.

Edward ficou em silêncio.

— É irônico que você tenha se apaixonado por ela.

— Eu não estou apaixonado! — zangou-se Edward.

Tudo bem. Não havia porque negar. Ele se apaixonara por Bella, mas isso não afetou o seu discernimento. Pela primeira vez na vida, ele enxergava tudo com muita clareza.

Estaria casando com Bella pela manhã e isto era a coisa certa a fazer.

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Bella repetira para si mesma inúmeras vezes que aquele não era um casamento de verdade. Mas, de alguma forma, isto não diminuiu a dor que sentia pela ausência do pai.

Casamento de verdade ou de conveniência, ele deveria estar lá para conduzi-la ao altar e tranqüilizá-la, mesmo que, lá no fundo, ela soubesse que nada mais seria como antes.

O tempo ajudou. Sob o céu azul, sem nuvens, a banda come çou a tocar a versão tradicional da Marcha Nupcial — ali tinha o dedo da sra. Nash, sem dúvida.

Aquela era a dica para Rosalie entrar em cena, caminhando so bre o tapete azul escuro que dividia setecentas cadeiras forradas de branco. Nelas, acomodavam-se amigos sorridentes, parentes e parceiros comerciais. Fitas lilases pendiam das extremidades dos arranjos- florais, que esvoaçavam ao sabor da brisa. Bella mantinha os olhos fixos no vestido lilás de Rosalie, no mesmo estilo do vestido da década de 1920 do vestido de Bella, só que mais curto e mais simples.

Mais uma prova cabal do poder de Edward, o vestido foi con feccionado por uma equipe de costureiras, em menos de uma semana, apenas para combinar com o de Bella. E ficar perfeito em Rosalie.

As duas optaram por prender os cabelos no alto da cabeça. Bella não quis usar o véu tradicional. Preferiu uma tiara de diamantes para combinar com o vestido de cetim bege.

Aproximava-se o momento de Bella entrar em cena. Em nenhum momento olhou para os convidados ou para Edward. Fal tava-lhe coragem. Daria tudo no mundo para que o pai estivesse ao seu lado. Ao menos esperava que ele se orgulhasse do que ela estava fazendo.

Quando chegou ao altar, os olhos estavam marejados de lembranças e remorsos. Soberbo em seu fraque, Edward tomou-lhe as mãos, encarando-a, o olhar inquisidor, perplexo. Bella forçou um sorriso. Estava tudo bem. Ela superaria este casamento e a vida voltaria ao normal. Ou quase.

Deu-se inicio à cerimônia de casamento. Bella começou a ficar desconfortável à medida que o padre ia discorrendo sobre as obrigações e os deveres do casal. Será que Edward estava ouvin do o padre? Será que não dava para acabar logo com isso?

Quando Edward começou a repetir os votos religiosos, o som da voz dele, profundo, gutural, penetrou em cada poro da sua pele. Sentiu um arrepio ao ouvi-lo prometer amá-la e honrá-la.

Nada daquilo era real. Repetira isso inúmeras vezes para si mesma. Mas ao repetir o juramento de amá-lo e honrá-lo, ao receber o anel em seu dedo, sentiu que algo mudara em seu íntimo. Agora tornara-se uma Cullen. Por pior ou melhor que fosse.

A multidão urrou de alegria quando o sacerdote declarou-os marido e mulher. Edward inclinou-se para beijá-la.

— Quero que fique registrado — sussurrou ele, tomando-lhe o rosto nas mãos e aproximando os lábios dos dela. — Eu me casei com a mais bonita.

Edward a beijou com suavidade. Por um breve momento ao apoiar a cabeça no seu peito, sentir a força que emanava da queles braços, inspirar o perfume daquela pele e ouvir o pulsar do coração dele, Bella deixou-se levar. Acreditou que pode ria ser verdade. Foi então que ouviu os helicópteros e percebeu que tudo não passou de uma encenação para as lentes dos fotó grafos.

Terminada a cerimônia religiosa, dirigiram-se à varanda para receber os cumprimentos de embaixadores, celebridades e renomados empresários.

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— Você esteve ótima — agradeceu Edward, umas duas horas depois, quando a festa reinava, soberana.

— Tive vontade de subir na primeira mesa e confessar tudo — declarou Bella, sentindo-se cada vez mais culpada.

— Eu não recomendaria tal atitude.

— Com medo de que eu manchasse a reputação dos Cullen?

— Com medo de que você convencesse seiscentas pessoas de que estava louca. E eu seria forçado a convencê-las de que você estava bêbada. A situação podia ficar feia.

— Eu não bebi nada. Edward, você não se sente nem um pouco culpado?

— Neste exato momento eu sinto... que isso não interessa a ninguém.

— Mas você os convidou para o seu casamento.

— Para comer e beber, não para julgar os meus atos.

— Eles são seus amigos, sua família.

Você é a minha família a partir de agora.

— Não diga isso — pediu Bella, sentindo um aperto no coração.

Edward tomou-lhe as mãos e beijou-as.

— Edward! Não! — A atuação dele fazia-a desejar coisas que nunca teria.

— Bella, agora somos eu e você. E podemos tomar qual quer decisão que quisermos.

Se fosse possível. Mas eles não estavam sozinhos.

— E o que me diz da Rosalie? Do Ryan? Do Emmett? Edward suspirou.

— Você vai sempre ser do contra?

— Meu comportamento surpreende você?

— Para isso existe o verbo "obedecer" nos votos de casa mento — murmurou ele.

— Aí estão vocês — exclamou a sra. Nash. — Vocês são aguardados na mesa principal.

— Emmett escreveu um longo discurso — disse Edward. — Vai me chamar de sortudo e vai dizer que você é graciosa e linda.

De repente, Bella lembrou-se das palavras de Edward "eu me casei com a mais bonita". O que ele queria dizer?

Rosalie estava simplesmente adorável. Embora acompanhada de Jacob, metade dos homens na festa não conseguia tirar os olhos dela — incluindo Emmett, que parecia aborrecido.

— Você é linda — continuou Edward, com suavidade. — E eu sou um homem de sorte. Esta é a verdade, Bella.

— Mas todas essas "verdades", como você as chama, são baseadas numa grande mentira.

— Bella, Bella. Não me desaponte agora.

Todos os discursos foram feitos. O bolo foi cortado, a comi da estava deliciosa e Bella resistia bravamente.

Assim que começaram a tocar a primeira valsa, Edward tomou-a nos braços.

— Está quase acabando — sussurrou ele, numa clara des culpa para tê-la só para si. Edward sabia que a única obrigação de Bella agora era jogar o buquê.

Mas, para alegria dele, ela se amoldou ao seu corpo, acompanhando-o no ritmo da valsa que ele mesmo escolhera. Uma valsa curta, porém sugestiva, que falava sobre alguém colorir o mundo de outra pessoa. Era o que Bella fizera com o seu mundo, estivesse ele apaixonado ou não.

Quase não ouvia as exclamações de admiração das pessoas ao redor. Mas cada fibra do seu corpo tinha consciência da mulher dócil e sensual que estava em seus braços.

Beijou-lhe o cabelo com suavidade. E claro que daria uma ótima foto mas, para ser sincero, não premeditou aquele beijo. Estava impressionado com a graciosidade de Bella durante toda a cerimônia e já estava fazendo planos para que as duas em presas desenvolvessem, juntas, alguma atividade de cunho social.

— Vamos passar a noite aqui? — Edward podia sentir o cansaço na voz dela.

— Não. Vamos pegar um helicóptero direto para o aero porto.

— Tem um helicóptero no seu quintal à nossa espera? — perguntou ela, um sorriso sincero nos lábios.

— Isso mesmo.

— Tudo bem. Não vou reclamar. Não esta noite. Pode me mimar à vontade.

— Você merece.

Bella ficou aliviada quando Rosalie e Emmett juntaram-se a eles na pista de dança.

Edward percebeu que Jacob estava furioso. O comportamento de Emmett era malicioso, mas Jacob merecia. Onde já se viu se aproveitar da namorada para conseguir um belo emprego?

— Posso? — perguntou Emmett, fazendo menção de tirar Bella dos braços de Edward para dançar com ela.

Num impulso, Edward apertou Bella contra o seu corpo. Não queria parar de dançar com ela. Não queria entregá-la ao galanteador do Emmett.

— Mas é claro — ele acabou cedendo. Trocaram de pares. Agora Edward dançava com Rosalie.

— Bela festa!

— Obrigado.

— Edward, qual é a do seu primo inglês?

— Como assim?

— Ele faz muitas perguntas.

— Ele fez perguntas sobre a Bella?

Emmett estava flertando ou ainda achava que Bella era uma ameaça? E por que ela sorria tanto?

— Está com ciúmes?

— Não seja ridícula.

Emmett não iria flertar com sua noiva. Ou iria? Será que arquitetara algum plano maquiavélico para provar que ela era uma oportunista?

— Vocês dois são um caso sério.

— O quê?

— Vivem grudados.

— Como é que é?

— Você ouviu o que eu disse.

Será que Bella contou à irmã que eles tinham feito amor?

— Desista, Edward. Você não engana ninguém.

O coração parecia querer saltar do peito. Rosalie sabia. Mas será que também sabia como ele se sentia? Nem ele sabia.

— Você entende... O que aconteceu no navio... não foi nada demais.

Rosalie recuou, confusa.

— Mas o que aconteceu no navio?

Edward percebeu que ela não sabia e tentou consertar a boba gem que disse.

— Nós... nós brigamos.

— Grande novidade! Vocês vivem brigando. Edward, o que aconteceu naquele navio?

— Nada.

Mas já era tarde demais. Edward percebeu o exato momento em que Rosalie compreendeu tudo.

— Minha nossa!

—Não é o que...

— E ela não me contou? Eu vou matá-la!

— Não! Por favor, não diga nada.

— Por que ela não me contou?

— Por favor, Rosalie, ela teve um dia cheio.

— Só existe um motivo para ela não ter me contado — mur murou Rosalie.

— Porque ela se arrependeu do que fez — concluiu Edward. Bella estava com medo de que Edward pudesse machucá-la. Mas ela também poderia feri-lo.

Eles teriam de se arriscar. Precisavam resolver esse assunto Sozinhos.

— Não. Não foi por isso — retorquiu Rosalie.

Edward começou a rodopiar pelo salão na direção de Bella.

— Ah, não! Você não vai me empurrar para ele de novo!

— Ele estava dançando com você.

— Ele estava me crivando de perguntas.

— Rosalie, por favor, não diga nada a Bella sobre o que aconteceu no navio. Foi um erro. Nós dois cometemos um erro.

Rosalie chegou a esboçar uma resposta, mas calou-se.

— Emm — chamou Edward.

— Quer sua garota de volta?

— Acho que já a perturbou o suficiente.

— Por que não pergunta a ela?

Mas Edward já tomara Bella de novo em seus braços, obrigan do Emmett a voltar para Rosalie.

—Ah! Minha doce Rosalie! Onde estávamos mesmo? — per guntou Emmett, rodopiando com ela pelo salão.

— Poupe o seu tempo. Você não faz o meu tipo. Nem que fos se o último homem sobre a face da terra — resmungou Rosalie.

Ela tentava manter distância de Emmett, mas, rodopiando pelo salão, ele a aconchegou em seus braços.

— Você não devia fazer promessas que não consegue cum prir.

— O que está acontecendo, afinal? — perguntou Bella, sur presa, para Edward.

— Acho que o Emmett não gosta do Jacob.

— Você também não.

— Não gosto de homens que se escondem na barra da saia de uma mulher.

— Ele fez mestrado e é um gerente de projetos conceituado — respondeu Bella com um suspiro.

— Então por que se esconde na barra da saia da Rosalie? Por que não corre atrás do seu próprio negócio?

— Estou cansada demais para discutir o assunto.

— Desculpe.

— Edward! Você precisa ver isto!

— O que foi?

— Philippe está dançando com a sra. Nash.

Era verdade. E estavam rindo.

— Acho que finalmente encontraram algo em comum — co mentou Edward.

— Que bom. E então? Quando parte nosso vôo para Kayven?

— Quando você quiser.

— Você ainda não comprou as passagens?

— Não preciso. Eu tenho um jatinho.

— É claro. Você tem um jatinho. — Bella relaxou, fechou os olhos e aconchegou-se a Edward, do jeito que ele gostava. — Também não vou reclamar disso.

Edward roçou as mãos pelas costas de Bella.

— Eu devo admitir que adoro sua atitude.

— Mas não se acostume. Tudo que eu preciso é de uma boa noite de sono.