ANNABETH ME FAZ UMA SURPRESA
Fui até a janela e me deparei com a planta que Calypso me dera, há muito tempo atrás. Ela crescera bastante agora que minha mãe estava cuidando. Ah, sim, eu não podia nem tocar no nome Calypso perto de Annabeth sem que ela me olhasse com olhos duros feito aço e um rosto vermelho de raiva, quanto mais aguar e podar as flores prateadas que brilhavam ao luar.
- Nico já foi? – Annabeth perguntou de algum lugar atrás de mim. Ela parecia envergonhada.
- Hm, sim... – Eu disse, me virando para ela.
Quase cai pela janela quando olhei Annabeth. Esperei que meu rosto não ficasse tão vermelho à ponto de demonstrar o que eu senti, algo como ''Oh, cara! Nossa... Uh-oh!''
Ela usava um mini-short, eu digo mini mesmo. O cabelo loiro estava solto, caindo pelos ombros em cachos macios e ela vestia uma camiseta branca de alças finas. Eu estava boquiaberto. Onde estava a Annabeth de jeans surrados e rabo de cavalo? Não que eu estivesse reclamando! Eu gostava de Annabeth de qualquer jeito, especialmente assim.
Ela caminhou ao meu encontro e encostou seu corpo ao meu, abraçando-me e sussurrando para mim:
- Diga alguma coisa, cabeça de alga. – Disse ela, olhando para baixo.
Eu estava confuso demais para dizer qualquer coisa. O que Annabeth estava fazendo?
- Hã, você está... Muito bonita. – constatei. – Mas qual é a ocasião?
Ela não me olhou.
- Bem, eu pensei que... depois de dois anos e tudo mais... Você sabe, eu gosto mesmo de você. E eu acho que estou, hã, estou pronta para isso, Percy. – Ela disse.
- E ''isso'' seria...? – Perguntei mais uma vez. Eu não queria constrangê-la, mas talvez eu estivesse entendendo tudo errado e acabasse estragando seus planos. Acredite, Annabeth sempre tinha um plano.
- Ah! Percy, você é mesmo um cabeça de alga! Eu acho que posso mostrar melhor que explicar.
Ela ergueu o rosto e me beijou. Foi diferente. Foi intenso. Acho que foi nessa hora que eu entendi do que ela estava falando. Parecia que meu coração ia explodir, minhas mãos suavam e eu não conseguia pensar muito claramente. Eu iria estragar tudo se continuasse nesse caminho, então decidi deixar as coisas acontecerem sem me preocupar em pensar muito. Eu não era muito bom nessa coisa de pensar, de qualquer maneira.
Inclinei-me para chegar a seu pescoço e então ela ofegou. Eu tremi. Annabeth escorregou os dedos por minhas costas e prendeu-os aos meus cabelos. Deuses! Eu devia estar sonhando.
Levantei-a em meus braços e... Ei! Um pouco de privacidade, certo? Eu já falei demais.
