EU PRESTO ALGUNS ESCLARECIMENTOS

Acordei com a luz do dia em minha cara. Por algum motivo eu me esquecera de fechar as cortinas... É, um motivo muito bom. Annabeth dormia com a cabeça em meu ombro e os seus cabelos estavam esparramados pelo lençol e por suas costas. Ela estava linda, eu não podia acreditar que ela fosse minha.

Acariciei seu rosto e ela abriu os olhos.

- Bom dia, sabidinha. Como está? – Perguntei, dando-lhe um beijo na testa.

- Hm, olá. – Ela sorriu – Estou com fome, eu acho.

- Fique aí, eu vou buscar o café-da-manhã. – Pisquei e ela sorriu se ajeitando em seus travesseiros enquanto eu me colocava a caminho da cozinha.

Encontrei minha mãe e Paul tomando café.

- Percy! –minha mãe gritou – Chegamos e não encontramos você em casa, era tarde e não queríamos incomodar Annabeth, eu fiquei tão preocupada! Aconteceu alguma coisa? Onde você estava?

- Bom dia. Eu estava em meu quarto, acalme-se. Provavelmente estava dormindo, por isso não ouvi. – Ou talvez não, pensei.

- E onde está Annabeth? Porque você não estava no sofá?

- Annabeth está no quarto, óbvio. – disse eu, então percebi que talvez não fosse tão óbvio assim e que minha mãe não imaginava o que, hã, aconteceu.

Paul engasgou e quase cuspiu o que estava comendo.

Minha mãe arregalou os olhos e ficou vermelha. Depois tentou recompor sua expressão.

- Hã, bem, então eu acho que está tudo bem com vocês... – disse ela, agora muito ocupada guardando bolachas em um pote.

-Sim, está tudo maravilhosamente bem. Vou tomar café. – disse eu.

Peguei pão, leite, biscoitos, geléia e pasta de amendoim e voltei ao meu quarto antes que meu rosto ficasse mais vermelho. Eu realmente não havia pensado em ter que explicar nada a ninguém pela manhã.

Encontrei Annabeth sentada na cama, ela vestia jeans e uma blusa azul. Tomamos café enquanto ela ouvia sobre a reação de meus pais e me dava uns tapas por eu não ter sido discreto.

- Francamente, o que você queria que eu dissesse? ''Ah, cai na secadora e passei a noite inteira lá dentro, sacolejando... '' – Sugeri.

Ela me socou. E então riu.

- Além do mais, acho que nem um furacão causaria tanto estrago. Se não fosse pela minha invulnerabilidade eu estaria morto, com certeza. – Olhei seu rosto tomar um tom vermelho.

- Não tenha dúvidas disso, cabeça de alga. – Ela se levantou – Agora, vamos! Você vai comigo para minha ultima inspeção no Olimpo.