Capítulo 5 – Será?
"Droga, odeio este silêncio... Será que ele não pode falar NADA?".
Temari pensou, irritada. Não sabia muito bem o que dizer, ela não era boa com aquilo. E por mais que tivesse relutado, aquilo parecia um encontro. Eles andavam calmamente pela rua, Temari pensava onde poderia levar o garoto. Sua Vila não era exatamente turística e era um tanto parada, por tanto ela pensou no deserto... Havia uma duna de areia, era enorme... Era uma vista linda para o deserto. Podia levar o garoto para lá! Sim, ele iria gostar e acabar dormindo na areia...
– Shikamaru?
– Oe... – o garoto ainda estava tentando acordar, o que era difícil para ele. Também se sentia um pouco nervoso, aquilo parecia um encontro.
– Já sei aonde vamos, venha comigo... Vai ser uma caminhada longa...
– Saco... Precisa mesmo?
– Sim, mas antes passaremos em casa, quero pegar uma coisa... – ia pegar uma espécie de tapete de madeira bem leve, para que pudessem se sentar sobre a areia. Porém, para isso, teria de ir até sua própria casa.
"Como ela anda... Será que precisamos ir tão longe, só para ficarmos mais perto?".
Foi um pensamento estranho o do garoto, afinal, que diabos tinha sido aquilo? Ficarem mais perto... Devia ser o sono, com certeza.
Fizeram todo o trajeto até a casa da garota que não era lá muito longe dali. Quando chegou ela berrou por seus irmãos, mas viu que só tinha um pequeno bilhete na porta (do lado interno). Eis o que dizia:
"Temari,
Eu vou sair com uma garota hoje e vou demorar em voltar, então se vire aí. Ah, e o Gaara comentou algo sobre demorar também, parece que vai ficar até tarde cuidando das "coisas de Kazekage" como ele diz. Sei, só se essa coisa for loira, heh. Então parece que vai ficar sozinha hoje, maninha encalhada. Vê se não vai fazer besteira...
Um abraço, Kankuro."
Com uma leve irritação, a garota amassou e jogou o bilhete para trás. O garoto pareceu curioso com aquilo e perguntou:
– Yare, o que foi?
– Nada, é só o tonto do meu irmão... Eles vão deixar a casa vazia hoje e... – ela se calou, uma série de pensamentos veio em sua cabeça. Estaria sozinha em casa, ele com ela... Afinal, quem precisa ver dunas?
Pensamentos parecidos passavam na cabeça do garoto, menos sobre as dunas, pois nem sabia que ela queria o levar para lá. Eles ficariam sozinhos... Aquilo não iria dar em boa coisa.
– Então, pensando melhor... – rapidamente ela formulava uma mentira – Que tal ficar aqui mesmo? Ainda estou cansada e você sempre está...
– Oe, nem sempre... Mas de fato, é uma boa idéia. – ele não demorou em concordar, vai que a garota mudasse de idéia!
Fizeram um rápido "tour" pela casa, a qual Shikamaru achou muito bonita. Era engraçado, os dois agora conversavam com naturalidade.
– Então, esse é o quarto do meu irmão...
– Qual o ex-psicopata ou o que brinca de boneca? – Shikamaru simplesmente não pode resistir à piada, sentia-se mais vivo ao lado da kunoichi.
– Hah... – fez sarcasticamente, mas com um pequeno sorriso brincando nos lábios – Pela quantidade de peças e madeira, dá pra ter uma idéia...
– Sim, o afeminado...
– Hehehe, se eu não estivesse puta com ele, iria bater em você por isso. – rebateu a garota, apesar de serem seus irmãos ela estava irritada com os dois.
Foi entre piadas e risadas que ele conheceu a casa. Por fim, voltaram à pequena, mas confortável sala e se sentaram num sofá de dois lugares, um em cada ponta. Havia uma poltrona ali também, mas Shikamaru optou por ficar perto dela.
– É um lugar legal... – comentou ele, para que o silêncio não voltasse a prevalecer.
– Sim, dá pra passar os dias... Logo meus irmãos vão se mudar daqui e eu vou ficar sozinha. – havia uma nota de tristeza em sua voz, mas ela logo disfarçou.
Porém ele havia sido mais rápido e percebeu. Com gentileza, tocou a mão da garota, tentando a consolar.
– Relaxa, logo você vai voltar a ter companhia... – disse meio desajeitado com a situação o gênio de Konoha.
Ela, nervosamente, segurou a mão do garoto sem o encarar. Porém, a frase que ele disse soou meio estranha, talvez fosse à imaginação dela.
– O que quer dizer?
– Bem... – ele fez sua expressão entediada – Sabe como é, tem vários caras por aí e tudo mais... – girou os olhos para cima quando acabou de falar. Ele sentiu a mão quente da garota, mesmo com uma luva, e deu um pequeno sorriso.
– Bah, não sou desse tipo. Não preciso de um cara pra viver, fico muito bem sozinha.
"Como é arrogante! Não consegue admitir... Bem que queria fazer companhia pra ela e... Que diabos estou pensando?" .
"Nunca imaginei que ele fosse tentar me consolar... Heh, ele é desajeitado. Bem que ele podia me fazer companhia, não ia me incomodar e... Mas quê...? Devo estar é doida...".
Os dois, aparentemente sem motivo, estavam muito corados. Um olhou para o outro, meio sem reação, estavam tão próximos quanto naquele dia...
– Feh, problemática... – ele falou, sem tirar os olhos dela.
– Olha quem fala, idiota. – retrucou, assim como ele, não desviava o olhar.
– Sempre acabamos discutindo... – disse o garoto, cansado daquilo.
– A culpa é s... – ele colocou o dedo indicador sobre os lábios dela.
– Chega. Mas me diga... – ele sorriu de uma maneira um pouco maliciosa – Já sabe a resposta para a minha pergunta?
Ela se fez de desentendida, mas sabia muito bem do que o garoto estava falando. Claro, era sobre aquela pergunta que ele tinha feito dias atrás sobre os dois.
– Que pergunta? Está ficando louco além de idiota, é? – ela havia falado mesmo com o dedo dele sobre a boca dela.
– Yare yare, você não para mesmo... – suspirou, fitando-a com um olhar de tédio e tirando o dedo dos lábios dela – "É problemática assim ou quer apenas chamar minha atenção?". – recitou e ficou a espera de uma resposta. O que viria? Ele ficou curioso para saber... Talvez até apanhasse dela.
"Esse garoto... Quer mesmo morrer, não é possível. O que eu... Ora, isso é óbvio, eu sou desse jeito só porque ele é um idiota... Só por isso, claro.".
– Já te disse mil vezes, a culpa é sua por ser tão idiota... Se fosse de outro jeito, talvez eu fosse diferente com você!
"Problemática como sempre... O que é que eu esperava? Um 'Oh Shika, eu te amo essa é a verdade! '? Yare vamos ver como ela reage a isso então".
Ele estava quase brincando com ela, desafiando a garota com suas palavras. Era raro ele fazer algo do tipo, mas ela o instigava a ser diferente.
– Como você quer que eu seja então? – aproximou-se mais dela a cada palavra – Um garoto cheio de atitude e empolgado? Ou frio e sério como seu irmão? – claramente estava a provocando, deixando-a sem saída.
– Eu não... Seu... Pare com de falar bobagens. – estavam tão perto um do outro, ela não sabia o que pensar ou o que responder. Aquela proximidade toda estava deixando a garota nervosa. Podia ver todos os detalhes do rosto dele, que parecia sempre demonstrar a mesma coisa: tédio.
– Estou só dizendo o que você pediu, problemática... Não queria que eu mudasse? Ou se apegou ao meu jeito e só fala porque quer se esconder? – ele mantinha um sorrisinho irritante no rosto. Ele era inteligente, a garota sabia e temia cometer algum deslize.
– Quer parar com isso? Não sei do que está falando... Eu gostar de um idiota como você... – podia sentir a respiração lenta do garoto contra seu rosto. Estava perto, perto demais...
"Será...?".
– Não respondeu a outra pergunta... – o sorriso dele sumiu, sentia a proximidade com a garota, estava ligeiramente inclinado para poder ficar tão perto assim. Estava nervoso...
"Será?"
– Eu... – era o limite da proximidade entre os dois, seus lábios quase se tocavam. – Não... – ela não conseguiu concluir sua frase, acabou por inclinar-se e acabar com a distância que separava os dois, fazendo com que seus lábios finalmente se tocassem.
Ele pareceu surpreso, mas gostou de sentir os lábios da garota contra os seus e acabou por fechar os olhos e mover lentamente os seus próprios, iniciando um beijo entre os dois. Ela, para seu imenso alívio, correspondeu e passou os braços em torno do pescoço do garoto.
Não sabiam se era certo, só sabia que era o que queriam no momento. Foi neste momento que ouviram vozes e risos vindos da porta:
"Então eu falei para ele: 'Vem me enfrentar seu bastardo! Minhas marionetes acabam com você em um segundo!"
"Hahahahah! Você é demais Kuro... O que aconteceu depois?"
A garota abriu os olhos e se afastou dele, parecendo muito assustada.
"E agora? Se ele vir o Shikamaru aqui... Vai ver que não sou encalhada HAHAHAHA! Mas aí não vou mais poder ficar com ele aqui... Droga. Ah, já sei...".
Colocando o dedo sobre os próprios lábios pedindo silêncio, a garota indicou a escada que dava para os quarto com o polegar.
Ele, por mais que achasse estranho, não demorou em obedecer. Afinal, ele era um garoto, preguiçoso, mas um garoto.
Subiram silenciosamente as escadas, enquanto podiam ouvir os barulhos no andar debaixo. Logo ele entrou no belo quarto da kunoichi e esta trancou a porta.
– Pronto... Ele deve estar ocupado, não vai vir até aqui... – ela sentiu náuseas ao pensar no irmão beijando uma garota, mas preferiu anular aquilo da cabeça e encarou o garoto que já havia se largado sobre a cama dela – Cara, você é muito folgado!
– E você... – disse ele numa voz passiva e de olhos fechados – Gosta de mim assim.
Ela corou, mas não tardou a responder:
– Não sei da onde tirou isso...
– Aham... Claro que não. Só porque você me beijou...
– Foi apenas um... Um... Impulso!
– Que continuaria se seu irmão não tivesse chegado... – estava ficando com sono, aquela cama era tão quente e macia... Parecia frustrado, demorou tanto para fazer alguma coisa, e quando fez, o irmão dela apareceu. Não sabia o que fazer, além de esperar que a garota percebesse o que ele tinha percebido.
– Detalhes, detalhes... Já deve ser tarde, acho que você vai ter que passar a noite aqui... – ela sugeriu, controlando a malícia em sua voz e encerrando o assunto.
– Mas...
– Mas nada, quando amanhecer eu falo que você ficou bêbado e precisou dormir aqui para os meus irmãos. – dizendo isso, e sem dar atenção para os resmungos do garoto, ela pegou uma espécie de colchão muito fino do armário e estendeu no chão ao lado de sua cama – Vai deitar aí. – indicou com a cabeça o colchão e depois entregou para ele roupas de cama.
Deu as costas para ele, estava muito nervosa. Por que tinha feito aquilo? Não gostava dele, não podia gostar! Era simplesmente errado... E com pensamentos como este a kunoichi foi até o banheiro levando consigo a camisola roxa do dia anterior e soltou o cabelo. Ainda meio perdida foi até o quarto, o garoto já estava deitado a fitou com grande surpresa.
– Você... – ele parou de falar, ela estava tão diferente. O cabelo loiro e um pouco rebelde solto ia até um pouco acima dos ombros. Ela ficava bonita de qualquer jeito, mas aquilo surpreendeu o garoto. Principalmente porque a camisola que ela vestia não era das mais compridas e suas belas coxas estavam bem aparentes.
"Ela quer... O que ela pretende com isso?"
Quase perdeu o sono, ficando corado com os próprios pensamentos que ficaram cada vez mais pervertidos.
"Yare, estou andando demais com o Naruto..."
Logo se acalmou. Ela não comentou nada até deitar na cama dela.
– Que foi? – olhou para ele de cima.
– Nada, apague logo as luzes e vamos dormir... – virou-se de costas para ela, fechou os olhos e tentou dormir.
– Não tente mandar em mim idiota... – apesar de dizer isso, apagou as luzes e deitou de olhos fechados.
Ambos estavam acordados, sozinhos num quarto e com as luzes apagadas. O que aconteceria a seguir? Eles não podiam nem imaginar...
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n.n! Não pensem besteira, seus pervertidos xD. Ou pensem, sei lá o/.
Enfim, mais um capítulo, obrigada pelos comentários. Respondendo ao (à) Fox: Eu sei, fiz os dois brigarem mais porque acho que se encaixa melhor com dois. Mas a relação vai se suavizando com o tempo. Quanto ao GaaxIno, calma xD. Ainda terá uma explicação para os dois, mas ainda é muito cedo para que a Temari saia perguntando. Por fim, onde pretendo chegar? Terá hentai, decidi ontem, mas será algo leve, quase lime. Bem, acho que é só isso, obrigada pelo comentário.
Esqueci de uma coisa, gente o.o!! De dizer que "Naruto não me pertence" xP! Enfim, está aí o/.
Espero que curtam mais este capítulo, logo postarei o sexto o/! Comentem, certo n.n'?
Enjooy, see ya'.
