Capítulo 9 – Problemático...
– Oe!!! Shikamaru!!! – a garota esmurrava a porta do quarto dele, sem nem ao menos se preocupar com as pessoas nos outros quartos.
"Por que ele não abre essa porta?? Está tarde e eu quero... Preciso falar com ele!".
Falar... O que iria dizer? "Eu te amo, seu idiota..." Claro... Muito romântico... Mas quem ligava? Ela nunca tinha sido romântica mesmo. Mas a ninja não queria dizer... Admitir a verdade seria doloroso. Moravam em Vilas distantes, aliadas, mas distantes. Não poderiam se ver toda hora... E quem garantia fidelidade? Não sabia o que fazer, e por isso descontava sua raiva esmurrando a porta.
Shikamaru abriu os olhos, assustado com o forte barulho vindo de sua porta. Quem diabos poderia ser? Alguma missão de emergência ou recado? Ele se levantou o mais rapidamente que conseguiu, mas ao escutar uma voz forte e feminina vinda da porta, ele soube que se tratava de sua problemática.
"Minha? Yare yare, o que é que estou pensando...?".
De qualquer maneira, agora mais calmo, ele abriu a porta e deu de cara com ela. A garota quase o socou porque ia novamente bater na porta, logo, ele teve que segurar o pulso dela. As pessoas nos outros quartos estavam na porta, olhando a cena entre curiosos e irritados.
– Entre logo, problemática... – o garoto resmungou, puxando-a pelo pulso para dentro de seu quarto.
– Solte-me, idiota... – falou irritadamente, soltando o pulso da mão dele.
Um segundo se passou enquanto os dois se encaravam, o clima era pesado. Ambos tinham muito a dizer, mas coragem nenhuma para fazê-lo. Shikamaru sentou sobre a cama, com as pálpebras baixas de sono.
– Oe, o que veio fazer aqui há essa hora? – ele perguntou, lançando à garota um olhar cansado.
– Você não fez nada o dia todo, não reclame... Enfim, vim trazer o pergaminho de respostas... Você deve... Deve... – ela pigarreou, não queria que ele fosse embora – Ir para Konoha com a Ino, amanhã, e entregar este pergaminho à sua Hokage.
O garoto ficou sem reação por alguns segundos. Ele teria de ir embora? Largar a garota... Justamente agora que eles estavam tão próximos, apesar de todas as brigas, parecia que talvez... Talvez algo fosse acontecer. Mas já sabia, ou melhor, esperava que isso fosse acontecer. Afinal, ele não era nativo dali e sentia falta de sua Vila. Apesar de sua confusão, ele resolveu continuar a conversa. Tinha a impressão que havia algo mais que ela ia dizer.
– Feh, certo... Cadê o pergaminho? – estendeu a mão, esperando que ela o entregasse.
"Esse idiota! Sabe que vai embora e só o que diz é isso... Será que ele realmente gosta de mim?".
Agora, além de todas as incertezas, somou-se a insegurança. Será que ele realmente a amava? Não podia ter certeza... Mas precisava falar, afinal, era a última noite do garoto ali. Estendeu a entrega para ele, e conseqüentemente suas mãos se tocaram. A mão dela tremeu de leve com o suave toque e seus olhares se cruzaram. Ainda segurando o pergaminho, a garota começou:
– Shikamaru eu... – as palavras faltaram-lhe, ela parecia um tanto confusa. Limpou a garganta e começou de novo, tentando fazer com que as palavras saíssem – Eu acho que... – nova pausa, aquilo seria mais difícil do que ela imaginara...
– Quê...? – ele pareceu nervoso, o que ela queria dizer? Poderia ele estar imaginando coisas ou ela estava envergonhada?
"Seria possível que ela... Não, devo estar imaginando coisas...".
Ela respirou fundo, ele tinha de ser tão idiota? Podia ao menos facilitar as coisas para ela, seria bem melhor. Mas não, precisava ser um lerdo até nisso... Fechou os olhos e soltou o pergaminho. Deixando-se levar por um breve impulso, falou tudo de uma vez:
– Euachoqueamovocê.
Para ela poderia fazer algum sentido, mas para ele não fazia nenhum. Ainda mais porque ele ainda estava meio tonto de sono.
– O que foi que disse, problemática? – ele a olhou com a testa franzida.
– Eu disse que... – hesitou alguns segundos – Acho que te amo, idiota.
O garoto perdeu a fala, parecendo muito surpreso.
– Ah? Você... – parou uns segundos, tentando compreender o que a garota dizia – Me ama... – concluiu e logo depois um pequeno sorriso apareceu no canto da boca dele – Aha, sua problemática... Sabia que gostava de mim, era tão óbvio... – brincou, apenas para provocá-la. Na verdade, por dentro conflitavam felicidade e ansiedade. Era novo naquilo, não sabia bem o que fazer. Além do básico, claro.
– Haha, você é hilário! – frizou a última palavra, enquanto corava furiosamente ao encarar o garoto novamente. Para sua surpresa, viu que o ninja usava uma regata verde escura e um pequeno short preto.
Ele estava realmente bonito, com os cabelos soltos e desarrumados, pois estava dormindo há uns minutos atrás. Sentiu-se corar o máximo que podia, um calor subiu rapidamente por seu corpo, deixando-a ainda mais sem graça. Foi então que resolveu fazer a pergunta que a perturbava:
– E... Você? Eu sei que é um idiota e tudo... Então não sei se falou sério da última vez... – falou, de maneira não muito firme. Parecia estar temendo alguma coisa.
– Yare yare, deixe de ser insegura... Claro que falei sé... – ele soltou um grande bocejo e jogou o pergaminho que segurava sobre a cama – Sério. Eu te amo, sua problemática.
Novo silêncio. O que ela pretendia que acontecesse? No fim, ele era só um preguiçoso idiota... Provavelmente não tomaria nenhuma atitude.
"Como fui me apaixonar por um cara desses e...".
– Kage Mane No Jutsu... – ele anunciou, com as mãos formando o selo do rato e a sombra já prendendo a da garota, pois a janela do quarto estava aberta e a luz da Lua entrava por ela.
"Quando foi que ele...? Mas que diabos esse idiota pretende fazer??".
– O que quer fazer, idiota? – ela perguntou, sem poder se mover. Estranhou muito a atitude do garoto, por que ele faria algo assim?
– Ahhm... Garantindo que você não fuja, seria um saco... – ele deu de ombros e o mesmo fez a garota – Agora fique quieta um pouco...
– Como se eu tivesse muita opção além de ficar aqui parada e... – ela ia começar a reclamar, quando ouviu uns barulhos no corredor e se calou.
"Mas quê...? Quem será que está fazendo este barulho?".
– Yare yare, quem está fazendo todo este barulho? – o garoto traduziu em palavras os pensamentos dela.
– Se você ficar quieto podemos ouvir, idiota! – rosnou, enquanto se esforçava para escutar. Não podia se mover, por tanto dependia dos movimentos dele – Será que dá pra desfazer este jutsu idiota?
De fato, ele estava gastando chakra à toa no momento, mas não se importou, afinal... Teria sua recompensa.
– Feh, esquece isso, problemática. Deve ser só mais um casal... – com as palavras "mais um" deixou subentendido que eles haviam feito um estardalhaço parecido.
A garota corou e só o encarou porque este fazia o mesmo e ela não podia se controlar. Olhou-o com o máximo de arrogância que podia, mas sua situação na era das melhores. Foi quando ambos ouviram um baque na porta que deveria estar ao lado do quarto deles e um grito:
– Ai, Gaara! Vai com calma...
Eles reconheceram imediatamente a voz, que era de Ino. O que o saudoso Kazekage fazia naquele hotel? Eles deveriam tentar ser mais discretos... Aquela garota parecia tirar a razão do irmão mais novo de Temari. O que ela fazia? A ninja ficou curiosa... Foi quando percebeu um olhar atento sobre ela, e perguntou:
– Que foi?
Os pensamentos de Shikamaru seguiram outra linha, pois imaginou na hora o que os outros dois iriam fazer ali. Pensamentos maliciosos passaram na cabeça do garoto e ele se assustou com aquilo. De fato, tinha virado um pervertido por causa daquela garota mandona... Porém, já tinham gasto tempo demais com aquilo. Gaara e Ino poderiam fazer o que quisessem desde que não os atrapalhassem. A única coisa que deixou o garoto curioso foi o barulho causado, o que Gaara havia feito? Eles deveriam ser mais discretos...
–Bem, acho que estamos perdendo tempo cuidando da vida deles... São bem grandinhos, já. E afinal, temos coisas mais importantes para fazer agora... – ao fim desta fala, um sorriso malicioso apareceu na boca do garoto, fazendo com que Temari estremecesse.
Um ruído seco foi ouvido, a porta ao lado se fechara. Agora não teriam mais distrações e ele parecia ter algo em mente, a garota já adivinhara o quê.
– Você virou mesmo um pervertido, não? – perguntou, conformando-se com a situação. Na verdade, até que poderia ser proveitosa para ela.
– Você vai descobrir o quanto... – com isso o garoto deu um passo à frente, fazendo com que ela o mesmo fizesse. Logo, estavam frente a frente e o garoto deu um pequeno impulso para frente com a cabeça, fazendo com que os lábios dos dois se tocassem, iniciando o que seria uma longa noite.
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E a fic está chegando ao seu fim! Pelo menos, da parte um. Finalmente os dois, com muito custo, admitem o que sentem um pelo outro! No próximo capítulo, haverá hentai. Quem não gosta, pule e leia o resto que acho que gostará xD!
Sem muitas considerações... Obrigada quem sempre comenta aqui!
Enjoy o/!
See ya'...
