Passei o olhar pelo escritório perfeitamente decorado com total indiferença. Apesar de todo dinheiro investido para tornar o ambiente agradável, o único sentimento que o local me transmitia era um profundo tédio.
O que realmente chamava minha atenção era a vista que o vigésimo andar proporcionava. O belo parque e a mistura de prédios antigos e maravilhas arquitetônicas ultramodernas que o rodeavam, acalmava meu interior trazendo uma estranha sensação de paz.
E essa era a única forma de aplacar as intermináveis horas enfadonhas que passo no escritório 'trabalhando'. Depois de meu noivado, a promoção foi imediata, e a melhor parte era que eu não precisava fazer absolutamente nada. Como futura sócia, esperavam que eu sentasse nessa cadeira confortável e assinasse alguns papeis, nada mais.
O som da porta abrindo me trouxe de volta a realidade.
Não precisei olhar para saber quem ousava interromper brutalmente em minha sala, reconheci instantaneamente o perfume que mexia com seus nervos, embriagando minha mente. E mesmo que o cheiro não fosse familiar, a única pessoa que passava por Jéssica, minha secretária fofoqueira, sem ser anunciado era ele.
Respirei profundamente tentado encontrar a calma que a paisagem não conseguia mais me proporcionar, e o perfume me atingiu com maior intensidade. Eu tinha sorte de estar sentada, minhas pernas ficavam estranhamente fracas perto desse homem.
- Bater na porta antes de entrar é um sinal de educação, Edward.
- Desde quando pessoas como você sabem o que é educação?- questionou ele com cara de deboche.
Ignorei a tentativa de ofensa e virei para encara-lo, quanto mais rápido ele partisse melhor.
- O que você veio fazer aqui?
- Vim te parabenizar, não tive tempo no jantar de noivado.
- Só isso?... Missão comprida, agora pode se retirar.
O comentário fez Edward sorrir.
- Não terminei ainda. – respondeu ele andando até o meu lado, sentando-se na mesa a minha frente.
Mesmo sabendo que ele fazia de propósito para me desnortear, não pude evitar o tremor de desejo que atravessou meu corpo com a proximidade masculina.
- Como eu estava dizendo...Parabéns Isabella! Você está cada vez mais perto de arrancar todo o dinheiro que minha família levou séculos para acumular - felicitou Edward com um sorriso cínico. - Eu tenho que reconhecer, você foi extremamente rápida.
"Eu também acho", não verbalizei o pensamento, sabia que ele podia ler em meus olhos, como a rapidez com que tudo aconteceu também me chocava.
- O que eu posso dizer, sou encantadora. Todos da sua família me adoram, principalmente sua mãe.
- Mamãe sempre foi muito ingênua, não consegue ver o obvio nem que esfreguem na cara dela.
- Acho sua mãe muito amável e educada.- defendi minha futura sogra, e acrescentei em um sussurro - Pena que ela não conseguiu passar isso pra você.
- O que você disse?
- Nada. - lancei um sorriso falso na esperança que ele me ignorasse e continuasse falando.- Você dizia?
- Que você fez um ótimo trabalho aparentando ser dócil e educada. Se não soubesse a vadia manipuladora que você é tinha caído no seu teatrinho. – continuou ele levantando e parando atrás de minha cadeira.
Eu sabia o que ele estava fazendo, tinha previsto que isso aconteceria no momento em que ele entrou sem ser anunciado, afinal esse era o nosso jogo.
Senti as mãos dele deslizando por meu pescoço e um arrepio atravessou meu corpo. Levantei para afastar a tentação que sua proximidade me causava e parei perto da mesa.
- Olha quem fala, você não é melhor do que eu, Edward. Até onde eu sei você é um bastardo que convive com essa família de favor – minha fraca tentativa de distraí-lo para impedir seu progresso foi inútil, como se nada tivesse saído da minha boca ele me acurralou contra mesa.
- Um bastardo e uma vadia. – murmurou ele acariciando minha perna sob a saia – Formamos uma dupla perfeita.
O calor percorreu meu corpo. Fiquei tonta quando os lábios de Edward seguiram a linha do meu pescoço, e sem perceber me inclinei para lhe dar maior acesso. As mãos dele subiram mais por minha perna acariciando-a, fazendo as partes tocadas formigarem de prazer.
- Edward.... Pare, aqui não é lugar para...
As palavras fugiram dos meus lábios, não tinha sentido tentar impedi-lo. Sabia que não resistiria a tentação do corpo forte contra o meu, a vontade de senti-lo era maior que tudo. Os lábios dele se desviaram para minha boca provocando-me com um beijo intenso, fazendo o calor entre minhas pernas aumentar.
Quando os dedos de Edward tocaram minha entrada meus quadris se impulsionaram sozinhos em sua direção, implorando por mais fricção.
- Hum...molhada, do jeito que eu gosto.
Um gemido escapou dos meus lábios ao sentir os dedos dele dentro de mim enquanto o polegar acariciava meu clitóris. Nunca me acostumaria a sensação desses dedos longos no meu interior, a habilidade de Edward com eles superava minha compreensão.
O barulho estridente do telefone nos interrompeu, e me contive para não gritar de frustração. Jéssica estava do outro lado da porta pronta para espalhar qualquer rumor pela empresa, e isso era o último que eu precisava depois de todo o trabalho que tive para chegar a noiva de Mike.
Com esforço me separei de Edward e tirei o telefone do gancho.
- Diga Jéssica.
- Desculpe interromper Srta. Swan, mas a Sra. Cullen esta na outra linha e deseja falar-lhe. Posso passar a ligação?
- Sim, passe. – bati nas mãos de Edward quando elas insistiram em me acariciar e acrescentei para somente ele ouvir – Pare, é a sua mãe!
Sorrindo maliciosamente ele me ignorou e dirigiu suas mãos para o meu sexo molhado.
- Edw... Alo, oi Esme!
- Oi querida, espero não estar te interrompendo.
- Cla...claro que não, você jamais incomodaria. – Edward moveu os dedos mais rápido e me esforcei para controlar minha voz. – No que posso ser útil?
- A verdade é que eu espero ser útil, estava pensando... – nesse momento deixei de ouvir a voz da Esme, os malditos dedos estavam me levando ao orgasmo mais rápido que o normal e imaginar que Esme poderia descobrir tudo só aumentava meu prazer. Senti os espasmos atravessando meu corpo, não conseguia segurar mais. – Então, você concorda?
- SIM! – gritei quando o poderoso orgasmo me atingiu.
- Obrigada querida, você não sabe como estou emocionada com esse casamento. Pode deixar que eu e Alice vamos cuidar de tudo, você não vai precisar mover um dedo.
Tentei entender o que ela dizia enquanto controlava minha respiração e a moleza que tomava meu corpo. Eu tinha concordado que elas poderiam cuidar dos preparativos do casamento? Merda! Minha esperança de uma cerimônia simples e rápida foi para os ares, mas como doce que sou respondi o mais educadamente que a situação e meu temperamento permitiam.
- Tudo bem Esme, sei o quanto vocês gostam de promover festas e estão emocionadas com o casamento. Hoje a noite eu passo na sua casa para conversarmos melhor.
- É uma ótima idéia, vou ligar para Alice vir também.
Despedi-me da Esme, e virei para passar um sermão em Edward sobre irresponsabilidade. O encontrei sentado em minha cadeira lambendo os dedos, com fingida inocência.
- O que você tem na cabeça? Eu estava falando com sua mãe, ela poderia ter desconfiado de algo!
- Primeiro, não venha com sermão porque até onde me lembro você estava adorando, acho até que você gozou mais rápido que o normal. Segundo, como eu já disse, minha mãe é muito ingênua, tenho certeza que ela não desconfiou de nada.- Ele lenvantou e foi caminhando para a porta - Terceiro, achei bem excitante, podemos experimentar outra vez, quem sabe com o Mike do outro lado da linha?
- Seu... - Antes que eu pudesse terminar a frase ele já tinha saído da sala com a mesma rapidez que entrou. – Desgraçado.
Se não tiver comentários vou parar de postar!
