Não pude evitar o sorriso que surgiu em meus lábios. Eu tinha certeza que ao acorda encontraria a cama vazia, mas Edward me surpreendeu. O corpo quente contra minhas costas e a mão masculina estrategicamente posiciona sobre meu seio, me fez despertar completamente excitada.

Fiquei quieta por um momento, não querendo acordá-lo. Eu estava ferrada. Nosso relacionamento estava muito sério, eu tinha medo de que isso interferisse nos meus planos. Quanto mais tempo eu passava com Edward, menos eu desejava chegar perto do Mike.

Eu tentava fugir e me manter afastada, mas o desgraçado vinha me procurar com sua voz rouca e suas mãos habilidosas. Como eu poderia resistir?

Senti sua mão massagear meu seio e descer acariciando minha barriga plana.

- Bom dia, pequena. – ele murmurou contra meu ouvido. Sempre adorei as manhas que passávamos juntos, ele parecia outra pessoa, tão carinhoso.

- Bom dia - respondi empurrando meu traseiro contra sua ereção matinal.

- Hum. Não faça isso, se não vou ter que te comer todinha.

- E por que você não faz isso? – perguntei abrindo um pouco as pernas permitindo que a cabeça de seu membro encostasse na minha entrada molhada.

- Porque primeiro vou te alimentar, quero você com bastante energia para foder o dia inteiro. – respondeu dando um tapa na minha bunda e levantando. Ele ia mesmo me deixar na vontade pra cozinhar?

O segui praticamente correndo. Não é todo dia que se tem um homem nu, gostoso e excitado cozinhando pra você.

Parei ao encontrá-lo na sala com um porta retrato na mão.

- O que está fazendo? – arranquei a foto de suas mãos e a olhei com tristeza. Nela havia uma pequena garota abraçada por um casal que transbordava amor – Você não tem o direito de mexer nas minhas gavetas – disse guardando o retrato em seu devido lugar.

Ele ignorou meu ataque e simplesmente perguntou:

- É você?

- Sim. Com meus pais. – respondi curta e grossa, não queria falar sobre o assunto.

- Quer falar sobre eles?

- Você que conversar? –perguntei surpresa. Raramente ele se mostrava interessado no que eu tinha a dizer. E essas suas súbitas mudanças de comportamento me assustavam.

- Sua surpresa me ofende. Você realmente pensa que meu único interesse em você é sexo? Eu me preocupo com você Isabella, quero saber o que te deixa triste.

Sua expressão séria me deu a certeza de que ele falava a verdade, mas esse não era um assunto que eu estava disposta a compartilhar.

- Você já sabe que eles morreram. Olhar essa foto me fez lembrar-los e fiquei triste. Não é o suficiente? – tentei evitar a conversa indo pro sofá e ligando a televisão.

Ele me seguiu, tirando o controle de minhas mãos

- Você nunca me contou como aconteceu. Nem como foi sua infância.

Eu realmente nunca falei do assunto com ele. A dor que o tema provocava e o medo de que ele usasse isso contra mim futuramente me impedia. Ao longo da vida aprendi a ficar com um pé atrás com todos, e Edward não era exceção, não se ganha a confiança de alguém em cinco meses.

- Por favor. Eu gostaria de saber.

Sua expressão preocupada me fez mudar de ideia. Como já disse, não consigo resistir a esse homem, muito menos quando ele fazia essa carinha de cachorro desolado.

- Vamos fazer um acordo. Eu conto tudo o que quiser sobre mim se me contar sobre você e o Carlisle. – Se ele queria que eu me abrisse e contasse meu mais doloroso segredo ele teria de fazê-lo também.

Por um momento ele ficou tenso, mas logo seu corpo relaxou.

- Você já sabe de tudo. Pelo que sei minha querida prima não conseguiu manter a boca fechada.

Ele tinha razão, Alice me contou o drama da família durante uma tarde que tomamos chá juntas.

- É verdade. Mas ela não pode me dizer o seu ponto de vista, ou como você se sente em relação a tudo isso.

- Tudo bem, mas você começa. – aceitou resignado - Como seus pais morreram?- perguntou com voz suave.

Esperei nunca ter de contar essa estória. Respirei fundo tentando acalmar a dor que as lembranças traziam e comecei a falar.

- Quando eu tinha cinco anos meu pai faleceu, ele era um homem bom, honesto, mas um dia quando voltava para casa ele foi assaltado e morreu depois de receber três tiros - levantei e fui observar a vista pela janela, não queria ver seu rosto cheio de pena enquanto contava as tragédias da minha infancia. - Minha mãe, antes da morte dele era carinhosa, doce, mas ela não suportou a perda. Tive que assistir ela se deteriorando até virar uma sombra da mulher que era.

Parei por alguns instantes, pois as lembranças do lamentável estado da minha mãe ainda me assolavam. Com esforço continuei, queria acabar logo com isso.

- Ela nunca trabalhou, passava os dias cuidando de mim, então quando o dinheiro que meu pai deixou acabou, ficamos atoladas em dividas. Mamãe ficou desesperada por não conseguir cuidar de mim sozinha, por nos deixar na miséria. Foi quando ela conheceu James, ele era gentil e educado, ela achou que ele poderia ser um novo pai para mim. Quando eu era pequena senti certa raiva dela por essa atitude. Mas agora percebo que ela fraca demais para cuidar não só de mim mas também dela mesma.

Edward murmurou um entendo, me incentivando a continuar.

- Depois de algum tempo James se 'revelou' e começou a chegar bêbado em casa, batendo em nós duas. Um pouco depois do meu sétimo aniversário, eu estava na cama pronta para dormir quando ele chegou. Naquela noite ele estava pior do que nos outros dias. Ele começou a bater em nela, assim que escutei os gritos corri para sala querendo ajudar. A encontrei nua coberta de sangue, James a estava espancando. Fui na vizinha pedir socorro e ela chamou a policia, mas já era tarde demais. Minha mãe morreu no caminho do hospital. James foi preso e faleceu três anos depois em um briga da cadeia. Depois disso eu passei por vários orfanatos, fugi de alguns deles, morei na rua, e trabalhei em alguns lugares que não valem a pena ser mencionados.

Quando terminei senti um imenso alivio. De repente tive a certeza de que Edward me entenderia e guardaria meu segredo. Olhei para ele esperando por sua reação.

- Obrigada por me contar. – disse quando o olhei, um sentimento desconhecido brilhava em seus olhos. Ele realmente parecia se importava com meus problemas e sentimentos.

- Obrigado por me ouvir. – Eu realmente estava agradecida por ele insistir em saber a verdade, me sentia muito melhor após lhe contar. Mas agora era a vez dele sentir esse alivio. - É a sua vez. – murmurei voltando para o sofá.

Sei que é hipocrisia mais fiquei com raiva quando Edward se levantou e foi observar a paisagem. Eu queria olhar-lo nos olhos e apoiá-lo, mas ele precisava de espaço e eu lhe daria.

- Minha mãe biológica, Elizabeth, era empregada na casa dos Cullen. Uma jovem simples vinda do interior, sem o menor conhecimento da vida. Mesmo já sendo casado com Esme, o desgraçado a seduziu. Quando ele descobriu que ela estava grávida a despediu imediatamente deixando-a sem nada. Felizmente Esme descobriu tudo e o obrigou a cuidar de nós dos.

- Foi muito generoso da parte dela. Depois de ser traída aceitar a amante em sua própria casa.

- E corajoso também, ela teve que enfrentar a ira de Carlisle. Esme é sempre foi uma mulher incrível. Quando Elizabeth morreu no parto ela me aceitou na mansão e me tratou com a um filho, ela foi a melhor mãe que eu poderia ter, não fazendo diferença entre mim e Mike.

Até essa parte eu sabia, Alice não se coube em elogios a minha sogra naquela tarde. Mas eu queria saber mais.

- Então porque você tem tanta raiva dele. – Observei seus postura ficar tensa. Eu não deveria ter colocado meu futuro marido da conversa.

- Por que apesar do amor e esforço de Esme para me incluir na família, sempre fui tratado como um bastardo por Mike e Carlisle. E alem do mais o maldito sempre conseguiu o melhor sem esforço algum. - respondeu me lançando um breve olhar penetrante, antes de se voltar novamente a vista da janela.

A dúvida me assolou, ele se referia a mim ou ao controle da maldita empresa?

Eu sabia da briga dos irmãos pela presidência do império familiar após a enfermidade do velho. Primeiramente Mike tinha conseguido, mas depois de quase falir a multinacional foi gentilmente retirado, e a contra gosto de Carlisle o conselho decidiu pela posse de Edward.

Mesmo controlando a maior parte do dinheiro da família, Edward estava sempre preocupado por não estar incluindo na herança. O que me deixava na duvida. Ele se referia a todo o dinheiro que o Mike herdaria e ele não, ou a meu casamento com seu irmão?

- Você está falando da empresa? – perguntei temerosa da resposta.

Ele me olhou sorrindo e respondeu.

- Também. – depois seus olhos voltaram para a vista da janela. Isso era tudo o que eu precisava.

Caminhei até ele o abraçando pelas costas. Pressionei meus seios contra os músculos fortes e distribui beijos em seus ombros. Respirando fundo o cheiro másculo disse:

- No final você vai ter tudo o que é dele, Edward. Eu prometo.


Sinceramente, odiei escrever esse cap, drama pesado não é comigo. Revisei-o milhões de vezes, mas não consegui chegar onde desejava. Espero que vocês não me abandonem por isso.

No próximo cap mais da relação Cullens/Bella, e talvez um pouco de hot!

Respondendo aos reviews:

Acsa Black: Obrigada flor, comentários me ajudam muito. Espero que você tenha entendido melhor a relação deles. Qualquer duvida pode perguntar, se não for um spoiler eu explico.

July: Obrigada! Eu também adoro o Ed pervo.

Elizandra: Infelizmente só posso postar uma vez por semana mesmo. To no 3º ano e estou me dividindo entre escola, cursinho, e o curso de espanhol (nem sei pq fui inventar de fazer ele esse ano). Mas pode ter certeza que toda segunda tem post. Continue comentando, seus reviews são muito importantes para mim. :)

Bjs e até semana que vem!