N.A: Em tempo, chego com o segundo capítulo! Pretendo (e vou conseguir, tenha esperança) de atualizar de semana em semana, sempre nos sábados ou domingos.
Obrigada a todos que deixaram review para o primeiro capítulo *-* E obrigada a Ana e à Karina, principalmente, que tiveram ideias, pressionaram, leram, releram, revisaram, riram, e outras coisas mais :D
Segundo capítulo narrado do POV... da Hermione! :O
Capítulo 2
A multidão de crianças e adolescentes se acotovelava para ver os visitantes franceses de Beauxbatons enquanto eles subiam as escadarias para o castelo. Hermione Granger olhava a cena com tédio e uma má disfarçada superioridade ao ver as garotas olhando e dando risadinhas quando os meninos passaram. Os homens, ela percebeu, não ficaram de fora e concentravam seus esforços em persuadir uma garota alta de cabelos longos e prateados a prestar atenção neles. Hermione achou-a tão insossa quanto um suco de abóbora sem açúcar.
Para sua surpresa, Rony e Harry não pareciam interessados nas meninas que subiam os degraus como se pisassem em cristal. Ela lançou uma frase apenas para provocá-los amigavelmente:
- Vamos lá, vocês dois, podem olhar e babar, eu não vou ficar com ciúmes.
Eles se entreolharam confusos.
Do que você está falando, Hermione? -Rony perguntou.
- Bem, só me pareceu que vocês dois são os únicos desse colégio que não parecem ter acabado de ver uma veela... - ela hesitou - Agora fiquei curiosa para saber o porquê, mas me parece que vocês nem perceberam o que faziam...
E eles não tinham mesmo, pelo modo que levantaram as sobrancelhas confusos. Ela fez um gesto para deixar o assunto de lado; Harry e Rony que se entendessem com suas paixonites. Ela se voltou para frente para aguardar a chegada dos alunos de Durmstrang, o que não tardou a acontecer.
Hermione agradecia internamente que Durmstrang apenas aceitava homens entre seus alunos - fato que ela leu em Uma avaliação da educação em magia na Europa -, assim o embaraçante assunto amoroso não entraria novamente na conversa. (N.A.: Pobre Hermione...)
Por isso foi com espanto que ela viu os olhos de Rony brilhar ao ver a delegação de Durmstrang chegando e o modo com ele cutucava Harry e apontava; ela não sabia se ele estava alegre ou angustiado. Era impossível não reparar os olhares fortuitos que ele lançava à mesa da Sonserina, onde os alunos de Karkaroff se acomodaram, bem como o modo que ele corava depois de alguns minutos de contemplação.
Isso tudo incomodou Hermione demais, por mais que ela tentasse se convencer de que tudo não passava de excesso de imaginação. Esse espinho de inquietação e desconfiança apenas crescia quando se lembrava das vezes em que (pensou que) viu Vitor Krum, o apanhador da Bulgária e aluno de Durmstrang, retribuir os olhares casuais do outro lado da mesa da Corvinal.
Com esse estado de espírito, Hermione passou uma semana.
-x-
Era uma tarde fria e cinzenta de começo de outono, o sol nem se preocupando e em sair de trás das nuvens e iluminar a mesa da biblioteca onde Hermione estava. Assim, ela tinha dificuldade em distinguir as letras do Guia da feitiçaria medieval para fazer seu trabalho de História da Magia, mas nada que a impedisse de terminar a redação. Ela fechou o livro e colocou-o de lado quando uma sombra apareceu por trás. Ela virou a cabeça para descobrir seu dono.
- Com licença, a senhorita irá usar esse livro? - ele falou com um forte sotaque búlgaro. Krum.
Suas sobrancelhas rapidamente se inclinaram em uma carranca de suspeita, mas sua voz continuou amável.
- Claro, você pode pegar - e Hermione lhe estendeu o livro. Ele segurou o livro com dedos indecisos.
Vendo que Krum permanecia imóvel mesmo conseguindo o livro, ela perguntou de forma ríspida:
- Mais alguma coisa?
- Sim, na verdade sim - Krum se encheu de coragem - Eu ouço muito sobre você do pessoal da Sonserina.
Hermione se levantou, totalmente irritada.
- Se você veio aqui apenas para zombar de mim ou de qualquer pessoa da Grifinória, faça o favor de se retirar. Não importa quem você seja ou quantos pomos de ouro tenha capturado!
Krum empalideceu com sua explosão de temperamento e apressou-se em se desculpar o mais polidamente possível.
- Não era minha intenção te irritar, me desculpe. Eu queria conversar um pouco com você justamente para desmentir os boatos que circulam pela Sonserina, porque acho impossível que uma menina bonita como você que vejo constantemente na biblioteca seja arrogante ou orgulhosa. Ao contrário, penso que você é extremante dedicada e inteligente.
Hermione corou ao ouvir tantos elogios. Qualquer que fosse o objetivo de Krum com isso, ela não podia negar que ele sabia cativar.
- Muito obrigada - ela disse baixinho - Não acho que mereça tanto.
Ele sorriu e puxou uma cadeira, sentando-se ao seu lado. Para um búlgaro, Krum não era nem um pouco retraído, Hermione pensou.
- Lição de que matéria? - ele perguntou, apontando para o caderno.
- História da Magia - ela respondeu - Idade Média - ela acrescentou, vendo sua expressão confusa.
- Em Durmstrang não aprendemos história. Não é algo inútil aprender algo que já aconteceu?
- Talvez aprendemos com o passado a não repetir os erros no presente.
Ele resmungou.
- Eu só lembro das coisas que já aconteceram para justificar o que faço agora. Muitas vezes não sei se o que estou fazendo vai valer a pena, mas procuro me lembrar o que me motiva e sempre sigo em frente.
- Talvez - ela concordou, atordoada com a espécie de confissão que Krum lhe fizera e que não fazia sentido algum.
- Você tem mais alguma lição para fazer? - ele perguntou após alguns minutos de silêncio.
- Por quê?
- Não duvido de sua capacidade, Hermione, mas estou no último ano do colégio. Talvez eu possa ajudá-la em alguma coisa.
- Ah, não, já terminei tudo que tinha para fazer. Os professores não estão passando muita lição esses dias. Acho que estão ansiosos para o Torneio Tribruxo tanto quanto nós. Você já colocou seu nome no Cálice?
- Claro. Estou aqui, não? Karkaroff não traria alunos que não quisessem participar e que também não fossem competentes para as tarefas até a Inglaterra. Nós todos já se apresentamos ao Cálice de Fogo.
- Entendo... - ela respondeu simplesmente - Harry queria tanto participar, só que não tem idade suficiente. Rony também.
Krum fez uma cara feia; brava ou preocupada, Hermione não sabia dizer.
- Eu concordo com a proibição. Essa é uma competição perigosa em que os concorrentes podem se machucar seriamente ou até mesmo morrer. Eles não devem entrar.
- Tanto faz - ela deu de ombros - Eles não vão conseguir passar pela linha etária de Dumbledore, de qualquer jeito.
- Sim, eu reparei neles olhando tristemente para a faixa quando fui depositar meu nome no Cálice... - ele comentou, seu olhar distante, o que não passou despercebido à Hermione.
O olhar da garota vagou para o relógio.
- Pelas calças de Merlin, estou atrasada para a aula de Runas Antigas! - ela pegou a pilha de livros nos braços e virou-se para sair. Parou ao se lembrar do búlgaro com quem estava conversando e voltou a olhá-lo. - Bem, lhe verei novamente, Vitor Krum?
- Claro, Hermione.
Hermione já saía apressada da biblioteca, mas se permanecesse mais alguns minutos na sala poderia ver o sorriso que Krum deu, satisfeito como se um plano seu tivesse dado certo.
N.A: Krum não é um verdadeiro príncipe encantado? X) Mas eu acho que eu exagerei nos elogios i-i
Até semana que vem, Rosicleide :)
