N.A.: Digitei esse capítulo rapidinho entre o jogo da Alemanha e da Argentina e vim aqui para postar pra vocês. É, hoje vou passar o dia vendo futebol. Me ajudem a torcer para o México, gente! XD Na minha pressa, não deu para ninguém rever esse capítulo depois de digitado, então é possível que tenha algum erro ortográfico. Obrigada aos que deixaram review e às minhas amiguinhas pacientes. É, o Podolski marcou gol, pessoas (intriga nossa, relevem xD).


Capítulo 4

- Por aqui.

Hermione girou a chave que abria a Torre de Astronomia com um clique audível e empurrou a porta dupla com as duas mãos, cada parte jogada para um lado enquanto ela entrava na sacada de pedra em uma verdadeira entrada triunfal. Passando por vários telescópios enfileirados, ela foi direto para o parapeito e tomou uma grande lufada de ar, fresco e amigável.

A quantidade de informações que recebera em pouco tempo foi grande, mas nenhuma delas lhe causou mal-estar. Não, à medida que respirava calmamente e organizava seus pensamentos ela se sentiu feliz. Primeiro: ela conseguiu achar a resposta para algo que a incomodava há tempos; um problema a menos para encher sua cabeça. Segundo: por mais que dois de seus melhores amigos estivessem juntos, e isso fizesse ela rever seus conceitos, isso não a perturbava nem um pouco. Ela não poderia desejar uma pessoa melhor para Krum do que Rony, e vice-versa. Ambos ficariam felizes.

Mas ela também percebeu os desentendimentos entre os dois. Lhe doía ver como Rony não se dava conta do modo que machucava Krum fugindo de suas intenções; como Rony não entendia os momentos de alegria que estava jogando fora. Ela não podia ficar parada vendo isso acontecer.

Ela sentiu Krum parado à entrada da sacada atrás dela. Reavaliando seus motivos rapidamente e decidindo que eles eram corretos, se virou para encará-lo.

- Hermione, qual é o objetivo disso? - foi Krum que falou primeiro.

- Você tinha um plano, Vítor? Você traçou uma estratégia para encontrar com Rony? - Hermione ignorou sua pergunta, já que logo ela seria respondida.

Ele abaixou o olhar e virou-o para o lado. Era visível sua tristeza.

- Não estou com ânimo para falar sobre isso, Hermione.

Se sensibilizando ainda mais, ela se aproximou e colocou sua mão no ombro de Krum amigavelmente.

- Vamos Vítor, eu posso ajudá-lo.

Ele a olhou de soslaio, sem confiança. Pareceu hesitar, mas disse:

- Me desculpe se isso te magoar, Hermione, mas no começo eu planejava apenas fazer amizade com você para me aproximar de Rony.

- Isso não importa agora.

- Claro que importa, muito mais agora, que a considero como uma amiga. Isso mancha nossa amizade!

- Obrigada pela consideração, de verdade - ela sorriu, acanhada. Mas ela estava determinada: - Mas me conte o que aconteceu, por favor.

Seu rosto se escureceu, assim como seus olhos. Ele piscou uma ou duas vezes, tentando conter as lágrimas que serviriam para extravasar os sentimentos que doíam em seu peito. Foi preciso muita força de vontade para repassar os aconteci8mentos da biblioteca a uma quieta e atenta Hermione.

Quando terminou, ele não conseguia mais manter o rosto estável e teve que se virar de frente para a parede. Ele encostou a testa na rocha, respirando rápido e suando frio. O corpo respondia ao estado de nervos que estava, por mais que tentasse contê-lo.

- Calma, calma - Hermione falou em uma voz doce, como uma mãe cuidando de seu filho.

Ela esperou até que a respiração de Krum voltasse a um ritmo normal antes de prosseguir:

- Você quer ir comigo no Baile de Inverno?

Vitor se virou, de boca aberta, assustado e com raiva ao mesmo tempo.

- Você está brincando com a minha cara?

- Não, não, longe disso! Ouça: tenho um plano.

Ele levantou uma sobrancelha, ainda não acreditando em Hermione. Ele não colocava muita fé em planos ultimamente.

- Me leve para o baile - ela continuou - Andarei junto a Harry e a Rony, e quem quer que seja a garota que eles convidem para dançar. Sou amiga deles, então isso não irá chamar atenção. A chave é, você, como meu acompanhante, irá junto comigo. Pronto! Uma aproximação a Rony feita da forma mais casual possível!

- E... - Vítor incentivou, ainda não entendendo onde ela queria chegar.

- Ora! Você não consegue mesmo enxergar que consegui uma oportunidade para você conversar com Rony? Chame-o para um canto afastado e particular enquanto os outros estiverem distraídos e insista na profundidade de seus sentimentos! Sinto que você não foi exatamente claro quanto a isso na biblioteca. Posso apostar mil galeões que Rony reavaliará suas decisões se ouvi-lo falando. Você é ótimo com as palavras, Vítor, ainda mais se elas refletirem o que seu coração sente.

- Hermione... - ele tentava não desapontá-la, porque podia ver que ela estava realmente entusiasmada com seu plano - Esse plano se apóia em muitas coisas incertas, que podem ou não acontecer. Quem pode dizer se conseguirei arrastar Rony para um lugar reservado? E a pior: Rony pode ou não aceitar o que sinto, mas provavelmente negará novamente meus pedidos. Se o pouco que lhe falei na biblioteca já o assustou, achará muito pior ouvir sobre essas emoções de forma mais entusiasmada.

- Krum, Krum... - ela retrucou, inabalável - Você não saber que Rony o ama de volta. Eu posso ver isso! Em cada palavra, em cada gesto e olhar ele deixa escapar um admiração por você que ultrapassa a de qualquer fã de quadribol. Ele faria qualquer coisa para deixá-lo feliz e para saber que ele é alguém especial para você.

Essas palavras não fizeram efeito algum em Krum. Contudo, a firmeza com que a garota defendia seus argumentos lhe dava até um pouco de medo. Por isso:

- Certo, Hermione - ele concordou.

E ela sorriu, radiante por ter convencido Krum. Até mesmo de Hermione Krum roubava sorrisos.

- Obrigada, eu sei que vai dar certo, confie em mim.

- E eu tenho escolha? Talvez essa seja a última chance que tenho para fazer ony voltar a falar comigo.

Hermione mordia os lábios nervosa e assentiu. Uma longa pausa se seguiu até que Krum resolveu quebrar o gelo:

- Então, você irá ao baile comigo, senhorita? - tirando um chapéu imaginário da cabeça.

Ela riu, e imitou uma reverência.

- Vou sim, cavalheiro.

E os dois saíram da Torre de Astronomia, rindo com o plano mirabolante que tinham concordado em fazer.


N.A.: Espero que tenham curtido o capítulo. Possivelmente eu vou atrasar o próximo capítulo, porque eu ainda não escrevi ele x_x Pra variar, estou atrasada com a história. Mas mantenham-se pacientes, eu irei deixar a preguiça de lado!
Bjs, Rosicleide (: