N.A: Ei, eu voltei! :D O que aconteceu com aquele capítulo enorme que eu estava prometendo? Bem, eu mudei meus planos para a história, estava ficando muito repetitivo e filosófico, pior que aula de geografia. (não, acho que não chegou a esse cúmulo! XD) Então tive que parar para pensar um pouco no que eu tinha que que fazer para algumas mudanças acontecerem. Algumas coisas do capítulo-gigante ainda estão por ai, misturadas nos próximos... três capítulos? Algo assim. Outras ideias eu resolvi não usar (não, nada de cavernas e unicórnios, pessoa ^^'). Eu também tentei suavizar o jeito que eu escrevo, estava parecendo bula de remédio. i-i Vejam se conseguem perceber as diferenças (:
Obrigada a Karina e a Ana, boa sorte na sua procura por um cara de olho roxo.
Capítulo 7
Hermione sentou-se no parapeito da janela e olhou para fora. A neve se acumulava sobre os jardins de Hogwarts, mas já havia parado de cair.
"Eu devia ir procurá-los", ela pensou. Já fazia três horas que Vítor e Rony saíram, e ela não tinha visto nenhum dos dois retornar ao castelo.
No começo, a ansiedade era pouca e ela podia se divertir e lidar com perguntas como "O que será que aconteceu?" ao mesmo tempo. Mas com o passar das horas as perguntas mudaram - "O que, pelas calças de Merlin, aconteceu?" -, bem como a quantidade de preocupação. Não conseguia se ocupar com mais nada a não ser vasculhar com o olhar os terrenos da escola, procurando-os.
"Eles não estão em lugar algum! Onde duas pessoas podem se esconder em uma paisagem totalmente branca? Se eles não voltaram a Hogwarts, não estão no jardim..." A resposta veio em um estalo: o navio da Durmstrang. "É bastante provável", ela pensou, "mas será que eu deveria ir até lá procurá-los? Se eles se esconderam, o lógico é que não querem ser achados...". Hermione estremeceu quando uma série de imagens ainda pouco agradáveis lhe passou pela cabeça. "Na teoria tudo é mais fácil", ela ponderou.
"E se toque, Hermione. Como você acha que vai entrar no navio? E você pretende atravessar montanhas de neve com um vestido de baile?" Como para completar sua conclusão, um vento gelado veio pela janela, fazendo-a se arrepiar.
- Desculpe me intrometer, mas se você está com frio deveria sair de perto da janela.
Hermione olhou assustada em direção ao dono da voz desconhecida. Não tinha percebido que enquanto reclamava consigo mesma alguém tinha se juntado a ela no parapeito da janela.
- Porque... você tremeu duas vezes seguidas, sabe, e está vindo um vento gelado de lá de fora - o menino sorriu.
Ele estuda em Durmstrang, foi o que ela percebeu primeiro. Mais pelo sotaque carregado do que pelas roupas, aliás. Podia muito bem se passar por um aluno de Hogwarts que resolve colocar um casaco de pele. Uma camiseta roxa quebrava a monotonia habitual do uniforme da escola búlgara e sua postura era despojada e leve. Tinha cabelos claros, como caramelo, que quase batiam em seu ombro, mas que lhe caiam bem, e não aparentavam descuido como os cabelos de Carlinhos. Seus olhos eram escuros, estranhamente de um preto quase roxo.
- Ora, eu sei o seu nome, mas você não conhece o meu. Eliacov, prazer. - e ele voltou a sorrir de uma forma nada sutil, com interesse, e Hermione logo traçou, com desgosto, o perfil do rapaz. Ele era simpático, simpático demais. Se aproximando, puxando assunto... "Idiota", ela pensou, "Deve ter visto que eu não estava mais acompanhada e achou, não é do tipo que tem certeza, que iria conseguir alguma coisa." Precisava inventar uma desculpa para se retirar, tinha mais com que se preocupar.
Ela respondeu para ganhar tempo:
- Como me chamo, então?
Seu olhar era cético, zombeteiro, mas ainda assim ele não desistiu.
- Hermione Granger - ele falou animado.
- Como sabe meu nome? - "Pense, arranje uma desculpa! Que tal 'Ei, eu acho que uma mesa acabou de ser transfigurada em um unicórnio!'. Péssimo... 'Bufadores de chifre enrugado!' Não..."
- Ei, qualquer um de Durmstrang, querendo ou não, sabe o que Vítor está fazendo.
"Hum, te dou cem galeões se você souber o que ele está fazendo agora..." Hermione pensou em meio a uma desculpa esfarrapada e outra. "Se você soubesse realmente onde ele está... Ou talvez ele possa ir até o navio procurá-lo para mim! Melhor, ele vai me levar até lá. Sim, não é uma má ideia." Ela pensava freneticamente, formando um plano, pensando no que dizer a Eliacov para convencê-lo a levá-la até o lago.
- Você é o par dele, todos estão sabendo disso. Por acaso, onde foi Vítor? Não o vejo há horas. Pensei que estivesse com você, entende - ele piscou e sorriu - mas pelo visto ele não está por perto.
- Ah! - Ela hesitou - Ele saiu, foi buscar alguma coisa no navio da sua escola, mas até agora não voltou. Queria tanto ir até lá, - ela olhou em direção ao lago como uma mulher que fica no porto vendo um navio com destino à guerra partir. Deixou a voz doce e delicada e olhou diretamente nos olhos de Eliacov, que parecia surpreso - mas o caminho está tão gelado!
Eliacov imediatamente se empertigou, colocando-se pronto. Hermione sorriu satisfeita.
- Eu posso levá-la até lá. É claro, se você quiser.
- Ah, você me faria esse favor? - ela sorria mais que o normal, mostrando os dentes perfeitos. - Eu te agradeço, você é muito gentil.
Atordoado, mas contente, ele a levou pelo braço até a porta, onde fez questão de dar seu casaco a Hermione, que, depois de recusas e insistência planejadas e educadas respectivamente, aceitou.
- Estou mais acostumado ao frio do que você. - ele dizia, e desconversava quando ela argumentava.
Enquanto seus pés derrapavam por um caminho de neve compactada, Eliacov tentava iniciar conversa, como sempre.
- Em que casa - é assim que vocês chamam? - de Hogwarts você estuda, Hermione?
- Grifinória.
Ela estava muito ocupada pensando, porque o problema de despistar o garoto ainda existia.
Ele não desistia, parecia se animar com sua antipatia, somente para irritá-la.
- É bom que Hogwarts considere todas as habilidades. Em Durmstrang parece que só apreciam artes das trevas. Krum é um que eu acho meio deslocado. É o que acho. Um jogador internacional de quadribol fica meio perdido na escola onde Grindewald andou. Eu me sinto assim, pelo menos. Krum e eu temos alguma semelhança, isso é bom, não acha?
"Isso é bom para quê? Ele está pretendendo se associar à imagem de Krum para me agradar? Como ele ainda não percebeu que está perdendo seu tempo?"
Ele caminhava com as mãos protegidas nos bolso, olhando para frente como se tivesse se esquecido de onde estava.
- Não sou o tipo de pessoa popular na escola. Erm, eu toco violão, isso não é uma coisa normal na Bulgária. Filho de mãe estrangeira, que toca violão e usa roupas coloridas. Um pouco fora do padrão, demais para Durmstrang.
- O que você mais gosta de estudar, Hermione? - ele mudou de assunto rapidamente e ela respondeu novamente com palavras simples, mas a história de Eliacov vagava por sua mente, fazendo com que ela se sentisse culpada por ser tão rude com o rapaz.
Algumas tentativas do menino de passar o braço pelo seu ombro, com a desculpa mais que óbvia do frio, diminuíram-no um pouco em seus conceitos, mas no geral Hermione achou-o uma pessoa interessante.
Eles haviam chegado à beira do lago há essa hora, sua água só visível perto do casco do barco, que quebrava o gelo. A prancha estava abaixada sobre a margem e por ela os dois subiram.
Eliacov a guiou por uma escada que descia aos aposentos internos. No fim desta, um corredor se abria. À esquerda, era o que Hermione imaginou ser a cozinha; à direita, várias portas de cabines, bem próximas uma das outras.
- A minha é aquela do canto - o garoto apontou.
- E a de Krum? - ela emendou, correndo os olhos pelas portas, impaciente, tentando descobrir qual delas levava ao quarto de Vítor, como se existisse alguma diferença que pudesse ajudá-la nas portas todas desgastadas.
- Ah, a de Vítor - ele levou a mão à cabeça e bagunço ligeiramente os cabelos, como se lembrasse de algo ou estivesse decepcionado, ou mesmo constrangido. - É no andar de baixo.
Ele foi na frente pelo próximo lance de escadas, Hermione atrás. Ela se perguntava por que, com tantas cabines acima, a cabine de Krum ficava no andar de baixo.
Logo veio a resposta. Só duas portas existiam no novo corredor, uma de cada lado, indicando que o tamanho dos quartos que elas guardavam era quase o dobro do que os quartos em cima.
- Esse é o dormitório e escritório do diretor Karkaroff. - Eliacov disse com severidade ao indicar o quarto da direta.
Hermione enrubesceu. Ela se esquecia da importância que Krum tinha, já que costumava enxergá-lo "apenas" como um grande amigo. Sentiu-se mal por Eliacov e entendeu porque o menino ficara desajeitado ao levá-la para baixo.
- Hermione, é melhor você entrar primeiro. - Eliacov chamou - Eu não costumo entrar no quarto de Vítor.
- Ah, claro - ela concordou e bateu na porta.
Ninguém respondeu.
Ela girou a maçaneta sem hesitar e entrou do mesmo jeito.
- Bom. Gosto de pessoas desimpedidas - ela ouviu Eliacov murmurar antes de segui-la.
N.A.: Digam 'olá' ao Eliacov! :D Eu fiz o possível para tirar esse OC de clichês, mas ainda assim ele é uma mistura estranha de James Potter com Remus Lupin, XD! Gostaram dele? '-' O destino dele depende do retorno que eu tiver dos leitores. Eu posso fazê-lo sumir do mapa. Ou se não, eu já tenho sobrenome, familia e história de vida pro coitado! :B
Só eu acho que esse cap. ficou com muitos pensamentos? E não sei porquê, a Hermione parece tão fora de caráter aqui. .-.
Por favor, deixem um review! Vocês acham que eu não notei que não recebi reviews no último capítulo? :o
Bjs, Rosicleide (x
