Nota da tradutora: Desculpem-me pela demora desse capítulo. Acontece que eu finalmente voltei a escrever minhas próprias fics, então acabei atrasando um pouco minhas traduções. Além do mais, estou de volta às aulas... Triste T.T
Bom, aproveitem a fic ;)
P.S.: Onde estiver marcado com * possui uma nota no final.
Disclaimer: Não possuo a música nem os personagens
Capítulo 2: Como Posso Eu Lembrar
O pinga-pinga da chuva de manhã progrediu em baldes de chuva batendo contra sua janela. A luz azul baixa intromete-se nos devaneios de Tomoyo.
Uma vez mais, ela encolhe-se de frio no assento à janela, observando atentamente pela janela - fios de água se formaram e então distorcem o mundo.
How can I remember things that never happened? (Como posso eu lembrar de coisas que nunca aconteceram?)
Arms that never held me, (Braços que nunca me seguraram,)
Lips I've never kissed. (Lábios que eu nunca beijei.)
How can I remember? (Como posso eu lembrar?)
Ela treme e culpa o frio, sua mão involuntariamente alcançando seus lábios. Aqueles olhos pareciam tão familiares para ela. Ela sabe que eles nunca se apresentaram um ao outro, mas Kurogane surge de uma memória que vai além de seu subconsciente. Ele tem os mesmos olhos vermelhos de sua memória, mas eles guardam menos dor do que os escarlates de que ela, de alguma forma, se lembra. Inexplicavelmente, isso a deixa alegre.
Why do I keep seeing someone's face before me? (Por que eu fico vendo a face de alguém a minha frente?)
Eyes that say they know me, (Olhos que dizem me conhecer,)
Shining through the mist, (Brilhando através da névoa,)
Eyes that I remember. (Olhos de que me lembro.)
Ela se aconchega mais perto de seu cobertor, com uma sensação de paz que ela não consegue se lembrar de ter alguma vez.
I don't know why or when or where (Eu não sei porque ou quando ou onde)
I feel suspended in mid-air (Me sinto suspensa no meio do ar)
Somewhere between a dream and a mem'ry (Em algum lugar entre um sonho e uma memória)
Where then and now (Onde então e agora)
We meet somehow (Nos encontramos de alguma forma)
Café, temperos, chá de ervas e chocolates se misturam no ar do pequeno restaurante. Ele é quente, seguro, convidativo… Mas isso não alivia a ansiedade de Kurogane.
Ele anda.
Ele para.
Ele começa de novo.
Ele para de novo.
Seu pai acompanha, perplexo. A compreensão manifesta-se e o homem, um modelo mais velho de seu filho, ribomba quando sua forma colossal sacode com hilaridade.
"Há!"
"O quê," Kurogane reclama com uma expressão tão perversa, que gárgulas se agitariam de inveja.
"Você sofreu uma queda forte por alguma garota pelo que parece." O sorriso do homem apensa serve para perturbar seu filho, mas Kurogane mantém-se firme, respira, senta-se, e levanta-se de novo, continuando sua rotina estonteante.
Seu pai senta-se em uma cadeira com um barulho reverberante.
"Quer conversar?"
Não."
Seu pai lança um pano de louça suja em sua cabeça. Ele se pendura em sua orelha por uma fração de segundo, e então cai no chão.
"Então volte ao trabalho. O garoto na mesa três era aparentemente alérgico a nozes, mas quis o bolinho de banana com nozes de qualquer forma. Adivinhe o que um médico sugeriu que eles fizessem."
Kurogane suspira. "Deixe-me adivinhar."
"Então ou você fala alto e deixa seu irmão limpar, ou você limpa você mesmo."
Kurogane suspira em derrota e encara, enviando seu fãs gárgulas a desmaios de êxtase, e eesliza próximo a seu pai.
"Sim, é uma garota."
"Conte."
"Você andou pegando conselhos paternos com mamãe de novo, não é?" tom apático de Kurogane faz a pergunta parecer mais uma declaração.
"Não." Seu pai rebate. "Mas há na mesa três -"
"Já entendi. Hum… Alguma vez você já… hum… encontrou alguém que você sabe que nunca encontrou antes… hum… mas sabe que conhece tudo sobre essa pessoa?" A face de Kurogane encontra seus olhos e seu pai ri, levanta-se e dá tapinhas na cabeça de seu filho. Kurogane resmunga.
"Sua mãe."
"Bem, é, mas quero dizer, você sonhou com essa pessoa antes de… ah… encontrá-la. Quero dizer que nunca a vi antes, e hoje estava ficando louco porque sentia falta de alguém que nunca conheci, e aqui estava ela! Eu até imaginei a cor dos olhos dela, e não é como se ela tivesse olhos comuns. Eles são púrpura! E eu ainda consegui adivinhar. Isso não é normal. Eu nunca a vi antes e sei a cor de seus olhos, e ela era perfeita: exatamente o que eu imaginava, mas não lembro de nada."
Seu pai ri de novo.
"Essa pequena garota realmente te deixou em uma confusão."
"Ugh, pai, eu não preciso que você comece a rimar!"*
"Ela te pegou!"
"Pai!"
Why do I keep hearing some familiar music? (Por que eu continuo ouvindo música familiar?)
Half forgotten love songs (músicas esquecidas pela metade)
Running through my mind (correndo por minha mente)
Why do I remember? (Por que eu me lembro?)
Seu pai ri consigo mesmo e então fica sério.
"Talvez você a conheceu em outra vida?"
"Pai, eu não estou brincando dessa porcaria. Eu conheci ela. Quer dizer, eu já conheço ela, mas antes não."
"É o que estou querendo dizer, garoto. Eu sei o que quer dizer. Sua mãe e eu -"
"É, eu sei, você foi até aquela bruxa estranha e ela disse que vocês dois se conhecem em cada mundo, cada vez que renascem, blá, blá, blá. Você sabe que eu não acredito nessas coisas."
"Bem, você não tem que acreditar, mas está vivenciando isto. Quem sabe, você pode ter sido algum lorde, ou um ninja protegendo uma nobre, e teve algum romance proibido." Ele meneia suas sobrancelhas cheias e Kurogane zomba em desgosto, mas as palavras atingem um tom baixo.
There are many things I may not understand (Há muitas coisas que não posso entender)
But somehow I knew that you would take my hand (Mas de algumas forma eu sabia que você poderia pegar minha mão)
I always knew you'd find me (Eu sempre soube que você ia me encontrar)
Always knew you'd love me. (Sempre soube que iria me amar.)
Kurogane balança a cabeça e seu pai lhe dá um tapinha nas costas. "Anime-se, homem. Mesmo que sua princesa não se lembre de você, você ira despertar a memória dela, hein?"
Com a palavra princesa, Kurogane engasga, e seu pai acha que acertou sei filho com muita força.
"Ei, desculpa aí, garoto. Vou trazer um pouco de água para você. Kurogane, você vai ficar bem, isso não é tão ruim."
Ele está sem ar e sem fala, e imagens de uma princesa de olhos violeta acendem em sua mente, junto de um nome, ele sabe seu nome! Tomoyo.
Long before I met you (muito antes de te encontrar)
Don't ask how I knew (Não pergunte como eu sabia)
Ever since I can remember (Desde quando eu posso me lembrar)
I remember you (Eu me lembro de você)
Notas da Autora
Eu particularmente não gosto do cantor, a música em si é amável, mas depois que comecei a escrever, percebi que era a música perfeita. Eu fiquei muito animada de escrever este capítulo quando lembrei - me sinto estranha usando essa palavra - How Can I Remember. Por favor, deixem review.
Aqui está o link para a música:
http:/www .youtube .com/ watch?v= l78whoEEM2k
Retirem os espaços, e vocês irão ouvir. Como eu disse, o cantor não é um de meus favoritos, ele certamente não se compara a Sting ou Sinatra ou Bennett ou Cole, mas a música é boa, e ele vai bem até os poucos últimos traços. Por favor, deixem-me saber o que pensam.
(Nota da tradutora: Hum… Nem de longe entendo tanto de música quanto ela! n.n" Bom, ela não está mais recebendo os reviews daqui, mas insisto que deixem. Talvez um dia eu consiga passá-los para ela. Please, review!
*- No original, o pai de Kurogane faz uma fala rimada, por isso Kurogane reclama. Infelizmente, ainda não consegui adaptar este trecho. ~.~")
