1 ª Autora: Gaby.
Capitilo: 04.
Estavam todos entusiasmados com o plano de Sara. Ouviram atentamente e imaginavam se aquilo realmente daria certo. Depois de todo o "esquema" explicado, Greg e Sara começaram a conversar sobre roupas e pontos turísticos de NYC. Pareciam amigos de infância, daqueles que tem tudo em comum. Riam e conversavam como nunca. Grissom ouvia as palavras saírem como a musica mais perfeita da boca de Sara, não deixando de reparar e apreciar a beleza daquela que há tempos era seu maior desejo. O sorriso dela parecia hipnótico. O garçom os interrompeu trazendo os pedidos. Greg estava super ansioso para as tais compras e falava o tempo todo. Nick depois de umas duas taças de champagne, já entrava no tipo clima alegre de Greg Sanders.
- Você não vai beber isso. – alertou Grissom, pegando a taça das mãos de Sara.
- Ouu... – interveio ela.
- Você não vai beber mais uma taça. – disse Grissom, colocando a taça na mesa.
- Por quê?
- Porque eu sei que bebida é seu ponto fraco e além do mais, amanhã temos muito trabalho a fazer.
- Ah. – disse ela, fazendo uma cara de surpresa. – E vai me dizer que você se importa com isso?
Grissom nada respondeu. A tensão entre os dois era quase palpável.
- Grissom nunca ficou preocupado assim comigo. – disse Greg, debochado –E com você, Nick?
- Não. - Negou Nick, segurando o riso.
Sara olhava para Grissom, achando que ali, naquele lugar e naquela situação ela poderia enfim ouvir dele o que esperara ouvir a anos. Mas para sua total decepção, Grissom nada disse... de novo.
- Grissom, da parte que me consta, sou maior de idade. – provocou Sara.
- E eu sou seu supervisor.
- Grande coisa. – disse ela, bufando.
- Pessoal não vamos ter uma briga de marido e mulher aqui né? – interveio Nick.
- Não. – negou Grissom.
- Ótimo. – concordou Sara, levantando-se da mesa. – Se me dão licença senhores...
- Sara... Você nem terminou o jantar. – argumentou Greg.
- Perdi a fome. – informou Sara, encarando seu supervisor. - Boa noite. – despediu-se ela, saindo da mesa e subindo ao quarto.
Ô menina teimosa. Eu não vou deixa-la sair fazendo besteira por ai. Como supervisor é meu dever cuidar dela. Agora ela vai ficar o resto do caso sem falar comigo. – pensou Grissom, nada satisfeito.
- Grissom, você tem um problema. – disse Greg.
Grissom suspirou, parecendo pensar no "problema" – Eu sei.
- Como pretende resolvê-lo? – perguntou Nick.
- O futuro só a Deus pertence. – respondeu Grissom, dando fim ao assunto.
Grissom e os rapazes jantaram silenciosamente. No quarto, Sara por sua vez, estava jogada na cama, olhando para o teto, com uma imensa vontade de chorar. Porque tem que ser assim? – pensava ela. – Ele sabe que o amo... Mas eu tinha que amar logo ele? Logo Gil Grissom? - Qual é o meu problema?- Perguntou ela, a si mesma, em voz alta. Após alguns minutos, ela ouviu o barulho da porta. Rapidamente se cobriu e fechou os olhos, fingindo dormir. Grissom ao entrar nada ouviu. Presumiu que Sara já estivesse dormindo. Calmamente, ele caminhou ate o quarto. Ao vê-la deitada na cama, "dormindo" como uma menininha, Grissom sentiu uma culpa imensa. Ele não sabia por que era tão difícil dizer a ela o quanto a amava. O quanto a queria em seus braços. O quanto ela o faria feliz. Grissom ficou velando o sono dela por algum tempo. Ele teria que se segurar. Trabalhar com Sara Sidle e não poder tocá-la de uma forma pessoal era o purgatório. Agora dormir no mesmo quarto que ela, a poucos metros da cama dela, sem tê-la em seus braços seria uma tortura das grandes. Ele se apressou em sair do quarto. Ficar ali, não estava ajudando muito. Encaminhou-se a cozinha, pegou um copo d'água e sentou-se no sofá da sala. Tirou o celular do bolso, pensando em ligar para Catherine.
Mas o que eu vou dizer pra ela? – pensava Grissom - Ah oi Cath, aqui é o Grissom. Você poderia me ajudar? É que estou com um problema. Sabe, é a Sara. Ela me deixa, meio, como posso dizer: fora de mim?Ele tomou a água. Pensou mais um pouco e decidiu ligar para ela. Já era tarde da noite, mais Catherine devia estar no lab em uma hora dessas. O celular chamou por algum tempo, até Catherine atender.
- Alô? –atendeu ela.
- Catherine aqui é o Grissom.
Ele ouviu uma musica baixinha, com certeza ela não estava no LAB.
- Ah! Oi Griss... Como vão as coisas?
- Bem! Você esta no LAB? –Perguntou ele, ao ouvir a voz de um homem com ela.
- Não. Sabe hoje é minha folga, a Lindsay foi dormir na casa daquela amiguinha dela: a Alice e eu resolvi... Sei lá, me divertir. – esclareceu ela.
- Ah, claro!
Cath, vou buscar alguma coisa pra gente na cozinha. – disse o homem, do outro lado da linha. - Não demora viu? – pediu ela.
- Onde paramos? – perguntou Catherine votando á conversa com Grissom ao celular.
- Eu só liguei para saber como estavam as coisas. – disse ele, sem jeito.
- Estão ótimas. Qualquer coisa me avise.
- Ok.
Grissom desligou o telefone e se deitou no sofá. Aquela acabara de ser uma tentativa frustrada de pedir conselhos a Catherine Willows. – Até ela esta se divertindo. – pensava Grissom. – [/iEu consigo me controlar. É apenas um caso de ter controle de si mesmo. E eu tenho total controle de mim... Pelo menos longe da Sara eu tenho certeza disso.
Na casa de Catherine...
- Olha o que eu trouxe pra gente! – disse Warrick, entrando no quarto, com um pote em mãos.
- O que? – perguntou Catherine, ajoelhada na cama.
- Sorvete!
- Hã? – questionou ela, espantada. - Você trouxe sorvete?
- É. – confirmou Warrick. - Peguei na geladeira, se for da Lind você diz pra ela que você comeu. – ele sentou-se na cama ao lado de Catherine, colocando o pote e as duas colheres, sob a mesinha de cabeceira. -Você acha mesmo que o Grissom vai "engolir" aquela sua mentira?
- Eu não menti. Eu apenas escondi algumas coisas. E além do mais ele não faz ideia da gente. – argumentou Catherine.
- Nem ele, nem a Lindsay, nem o Ecklie e nem ninguém.
- Melhor assim. – concordou ela.
- Vamos esquecer isso? Ainda temos a noite toda pra gente. – pediu Warrick.
- É o que eu mais quero e preciso. – disse Catherine, abraçando o amado.
No quarto de hotel...
Sara percebeu que Grissom havia deitado, pois as luzes haviam se apagado e o silencio voltara a reinar na sala. Se levantou da cama, já havia trocado á roupa, vestia uma camisola rosa de seda e calçava suas pantufas de joaninha. Esquecendo completamente que não estava em sua casa, ela andou ate a distraidamente até a sala, onde bateu com toda a força o joelho na estante.
- Aiii! – disse ela, com as mãos no joelho.
- Sara, tudo bem? – perguntou Grissom, se levantado e acendendo as luzes.
- Tudo. Eu só bati com o joelho. Te acordei? – perguntou ela, vendo ele se aproximar.
- Não. Na verdade acho que não vou conseguir dormir essa noite.
- É, nem eu.
- Esta um pouco frio pra você dormir de camisola, não? – perguntou Grissom, não deixando de reparar nos trajes dela.
- Ar condicionado. O quarto tem e eu só durmo com o ar quente.
Por um milésimo de segundo, o olhar dele se encontrou com o dela. Ambos se sentaram em silencio no sofá. Sem jeito ele abaixou a cabeça, abrindo um sorriso ao ver as pantufas de joaninha que ela calçava.
- O que foi? – perguntou Sara, vendo o sorriso no rosto dele.
- Sua pantufa. – respondeu Grissom, apontando para a mesma.
- Ganhei do Greg ano passado. Uso toda noite.
- Sara, eu queria te pedir desculpa pelo jeito que falei com você no jantar. – pediu ele, olhando nos olhos dela.
- Eu é que te devo desculpas. Agi como uma criancinha birrenta.
- Agiu mesmo. – concordou ele.
- Vou me deitar antes que você comece a listar os meus defeitos. – argumentou ela, se levantando do sofá.
- Chega uma hora em que a vida para de nos dar para começar a nos tirar. – pensou ele, em voz alta.
- Hã? – questionou ela, virando-se para ele.
- Nada não. Eu... Eu só pensei alto. – disse Grissom, olhando para Sara. – Boa noite.
- Minha noite poderia ser melhor, pode ter certeza. – disse ela, indiretamente á Grissom.
Grissom ajeitou-se no sofá, ignorando as ultimas palavras de Sara. - Amanhã temos muita coisa pra fazer.
- Grissom, qual é o seu problema? – perguntou Sara, seriamente.
Vendo que Grissom nada entendera ou simplesmente fingiu não entender, Sara se retirou para seu quarto sem sequer se despedir.
Grissom acordou cedo, com os raios de sol que entravam pelas janelas da sala. Após se arrumar no banheiro, percebeu que Sara já havia saído, pois a mesma não se encontrava no quarto. Desceu ao salão para com Nick e Greg tomar o café da manhã.
- Bom dia Grissom. – disse Nick, com um sorriso no rosto.
- Bom dia meninos. – disse Grissom, se sentando á mesa.
- Como foi a noite chefe? – perguntou Greg, com um sorriso malicioso no rosto.
Sabendo onde ele queria chegar, Grissom simplesmente respondeu: - Boa.
- Boa? – repetiu Greg. – Boa como?
- Ora Greg tive uma boa noite, só isso.
- A minha foi perfeita. Nick, aquela cama é tudo. Devíamos comprar uma daquela pro nosso "apê". – Pediu Greg, virando-se para o companheiro.
- Claro. – concordou Nick. – Onde está a Sara? –perguntou ele.
- Não sei. Ela não estava no quarto quando acordei. – esclareceu Grissom.
E mais uma vez o Grissom não deve ter feito nada. Esse homem tem problema, só pode. – pensou Nick.
- Ela deve estar na aula de ioga. – disse Greg.
- É mesmo. – concordou Nick. -Vamos comer e esperar a Sara pra sabermos se ela conseguiu ou não conversar com a suspeita.
- MEU CA-BE-LO! – disse Greg, passando a mão no cabelo.
Grissom e Nick se olharam. – O que tem seu cabelo, Greg? – perguntou Gris
- Você não esta vendo? – perguntou Greg, apontando para o mesmo.
- Não. – respondeu Grissom.
- Nicholas Stokes você quebrou meu secador? – perguntou Greg, seriamente.
- Eu não mexo no seu secador, você sabe disso. – respondeu Nick.
- Você sabe o quanto demora pra arrumar o meu cabelo? – perguntou Greg. - E se o secador não secar direito, meu cabelo fica molhado e o penteado que eu fiz desfaz, entendeu? – disse Greg, encarando seriamente seu companheiro.
- Entendi. Mas o que eu tenho a ver com isso? – perguntou Nick nocente.
- Nada! – onfirmou Greg, irônico. –Ai que raiva. – dsse Greg, se levantando da mesa e subindo ao quarto batendo o pé.
- Crise? – prguntou Grissom.
- O nome disso é vaidade. Esse é o lado Greg Sanders que só eu e agora você conhece. -disse Nick.
No café conversaram muito pouco. Após meia hora Greg desceu do quarto, de cara fechada e terminou o café. Esperaram impacientes Sara por meia hora, quando viram a mesma se aproximar.
- E então Sarinha? –perguntou Greg, curioso.
- Conversou com a suspeita? –perguntou Nick, eufórico.
- Deixem ela falar. –pediu Grissom, fazendo com que todos ficassem em silencio.
- Conversei muito pouco com a suspeita, mas consegui um programa. –informou Sara.
- Conversou muito pouco por quê? –perguntou Grissom.
- Porque na aula de ioga não se fala sem parar, é uma aula de concentração. –disse ela, encarando seu supervisor. –Mas pelo que a Senhora Anne me disse...
Greg a interrompeu: - Você conseguiu um nome? –perguntou ele.
- Consegui. –Confirmou ela. – E de acordo com a Senhora Anne, a tarde temos caminhada ao ar livre e aula de pintura. E a noite, temos uma festinha no salão de festas. –informou ela, sorridente.
- Muito Bom. –disse Grissom.
- Muito Bom? –repetiu Nick. – Excelente!
