Capítulo 2

- Eu sei que você está aí, cowboy.- a voz dela murmurou, doce e convidativa. – Por que não entra e vem me dar banho?- ela passou as mãos insinuantes pelo corpo nu. – Vem...pode entrar e fazer o que quiser comigo porque te quiero Sawyer...te quiero...

Ele adentrou a pequena cabana atraído como um imã, já não agüentava mais de desejo, iria tê-la para si sem preliminares. Sim, tudo o que precisava era se afundar dentro dela, no calor de seu corpo luxurioso.

- Baby...- disse carinhoso, abraçando a cintura fina, sentindo a pele quente entre seus dedos. Começou a beijar-lhe o pescoço quando sentiu um soco na boca do estômago. Lutou por ar e abriu os olhos.

Viu Michael olhando para ele com uma expressão confusa nos olhos e Jin morrendo de rir ao lado dele, enquanto os demais o fitavam com desconfiança, especialmente as mulheres.

- Cara, quando me contaram que você estava lá fora espiando a Ana-Lucia tomar banho eu imaginei o quanto estivesse necessitado, mas me agarrar acho que é um pouco demais né?

Bernard sentiu vontade de rir, mas conteve-se. Libby e Cindy voltaram a se deitar, um pouco amedrontadas, uma ao lado da outra. Mr. Eko permaneceu sentado no chão segurando seu cajado e olhando de maneira ameaçadora para ele. Mas o olhar que mais o incomodou foi o dela, simplesmente porque não conseguia decifrar o que queria dizer.

Estava ainda sonolento quando Michael começou a falar, mas quando seu olhar se cruzou com o de Ana-Lucia, Sawyer ficou totalmente desperto. Ela nada disse, apenas voltou a se acomodar ao lado do seu guarda-costas.

- O que está acontecendo com você, cara?

- Desculpa, acho que estava sonhando, sei lá!- respondeu ele e se afastou de Michael e Jin se aquietando em seu canto.

Começou a lembrar-se da confusão que acontecera naquela noite, quando Mr. Eko o pegou na porta da cabana onde Ana-Lucia se banhava, observando-a com pensamentos lascivos, literalmente "na mão". O homem dissera com muita calma, apontando seu enorme cajado para ele:

- Se tem amor aos seus bens pessoais, não ouse ultrapassar essa porta.

- Eko!- Sawyer ouviu a voz de Ana-Lucia, vinda de dentro do banheiro.

- Está tudo bem, Ana-Lucia, apenas peguei um intruso aqui na porta.

- Um intruso?- indagou ela do outro lado, enxugando-se com um pedaço de pano e vestindo-se depressa.



Sawyer tratou de arrumar calças e ela logo apareceu, vestida e com o rosto vermelho de raiva, mais vermelho do que ele se lembrava.

- Você estava me espionando, caipira dos infernos?- ela bradou enfurecida.

Ele não respondeu e Ana-Lucia ergueu a mão para estapeá-lo, mas algo no olhar dele a fez parar e ela simplesmente disse:

- Fica de olho nesse tarado, Eko. Temo pela integridade das mulheres do nosso grupo.

Dessa vez ele não apanhou e ficou bastante intrigado com isso, será que ela conseguira ler nas entrelinhas todo o desejo que ele estava sentindo por ela? Quando eles voltaram para a cabana maior, Eko contou aos outros o que ele tinha feito e pediu que as mulheres tivessem cuidado, por isso elas começaram a olhar de um jeito estranho para ele. Sawyer ficou com ódio, Ana-Lucia estava dentro daquele banheiro improvisado, se tocando e gemendo o nome dele e ele que era o tarado? Não tinha sangue de barata e não tinha como ficar alheio à situação quando uma mulher bonita se despia, se tocava e ainda por cima sussurrava em espanhol que o queria.

Foi dormir pensando nisso e acabou tendo outro sonho erótico com ela, dessa vez ainda mais real agora que a tinha visto nua. A imagem do banho não lhe saía da cabeça e ele não conseguiu mais pegar no sono depois disso.

Por isso, cerca de uma hora depois estranhou quando viu Mr. Eko sair da cabana e fechar a porta. Imaginou que ele não fosse demorar, talvez tivesse ido cuidar de alguma necessidade fisiológica. Mas o homem demorou e demorou e Sawyer começou a ficar inquieto. Olhou ao seu redor e todos dormiam profundamente, inclusive ela, sua tigresa de unhas afiadas.

Levantou-se do chão e caminhou na ponta dos pés até onde ela estava, se não bateu nele era porque a declaração que fizera durante o banho era verdadeira. Olhou para ela deitada no chão, dormindo e não conseguiu sentir ódio, só um tesão absurdo que precisava ser saciado ainda naquela noite.

Ajoelhou-se ao lado dela e deitou-se, aconchegando seus corpos, encaixando-se com o quadril dela. Ana-Lucia não se mexeu e ele cheirou seu pescoço, aspirando o aroma de rosas que ainda se encontrava impregnado em seu corpo.

Dessa vez Ana-Lucia se mexeu e Sawyer a segurou com toda a força com seu corpo e tapou-lhe a boca antes que ela pudesse chamar a atenção dos outros.

- Shiiii...quietinha morena, agora quem quer silêncio sou eu.- ele arriscou, mas por incrível que pareça ela ficou quieta. – Você já me expôs ao ridículo deixando o Sr. Eko contar pra todo mundo que eu a estava espiando, mas o que ninguém sabe é o que você estava fazendo antes do seu amigo me descobrir.

- Hum! Hum!- gemeu Ana, tentando fazê-lo soltar sua boca. Sawyer pensou que ela fosse usar o joelho como uma arma perigosa e tratou de afastar a virilha para longe dela, porém Ana só queria falar.



- Eu vou soltar sua boca, mas seja boazinha.- ele não resistiu e deu uma pequena mordida no ombro dela antes de tirar a mão de sua boca.

Sawyer esperou por palavras de ódio que acordariam todo mundo e que mais uma vez o colocariam numa situação difícil, no entanto, ela simplesmente disse, numa voz baixa, quase sussurrante:

- Você é um idiota!

- Como é?

- Eu sabia que você estava lá! Eu senti quando você se aproximou e vi seus olhos brilhando, me querendo...tirei a roupa pra provocar você e me toquei...porque sei que quer me tocar...ou não quer?

O sangue dele ferveu nas veias.

- O que você acha?- ele retrucou.

Ana deu uma risadinha.

- Eu achei que você tivesse dito que eu tinha bigode.

- Não se preocupe, é que sou meio cego, perdi meus óculos na jangada, óbvio que você não tem bigode nenhum. Aliás, quando eu vi você dando showzinho naquela cabana eu milagrosamente voltei a enxergar muito bem.

Ana ergueu uma sobrancelha.

- Vi que você tem peitos deliciosos, um umbiguinho gostoso...preciso falar mais ou quer que eu te mostre o que mais eu penso de você?

A voz dele no ouvido dela era sedutora, sussurrante, a respiração quente em sua nuca. Sim, Ana queria muito que ele mostrasse o que achava dela. Mas regras precisavam ser estabelecidas.

- Eko disse que ainda vamos levar pelo menos dois ou três dias para chegar ao seu acampamento, portanto, acho que a gente pode se entender nesse meio tempo. Mas só quando estivermos sozinhos, se fizer alguma coisa na frente de alguém, eu o mato sem pensar duas vezes, me entendeu?

- Hum, deixa eu ver se entendi. Você quer me usar sexualmente durante esses dias e eu não posso fazer absolutamente nada na frente dos outros.

- Exatamente.- respondeu ela. – Mas poderá fazer absolutamente tudo quando estivermos sozinhos, o que me diz?

- O que ainda estamos fazendo aqui, chica?



Eles se levantaram com cuidado e caminharam para o lado de fora da cabana. Sawyer mal podia acreditar no que estava indo fazer e com quem. Seu corpo inteiro palpitava de ansiedade.

Quando finalmente estavam do lado de fora, ela caminhou alguns passos em direção à mata fechada. Sawyer ficou parado, era uma situação estranha, não sabia como deveria começar. Ficou observando para ver o que ela ia fazer.

Os cabelos dela estavam presos com um elástico de couro, elas os soltou e os cachos negros envolveram seus ombros, os fios em completa desordem, mas Sawyer achou o gesto muito sexy.

- Vai ficar aí parado como se fosse uma árvore?- a pergunta dela tinha um ar zombeteiro e Sawyer sorriu antes de se aproximar dela e agarrá-la por trás.

O gesto foi inesperado e brusco, e Ana-Lucia adorou isso. O rosto dele enterrou-se em seu pescoço, beijando-o e as mãos agarraram seus seios com força. Ana soltou um pequeno suspiro e encostou-se no corpo dele sentindo que ele estava em ponto de bala.

- Por quê?- ele indagou, mordiscando o pescoço dela.

- Por que o quê?- ela perguntou de volta, arrepiada com as carícias dele.

- Por que quer transar comigo? Você me odeia desde a primeira vez que nos encontramos...

- È exatamente por isso, porque eu te odeio.- ela respondeu, apertando mais as mãos dele em seus seios.

Sawyer apalpou os dois montes, puxando os mamilos e excitando-os, sua mente lembrando-o de como eram e ele pegou-se desesperadamente querendo se alimentar dela, sugar até a última gota de sua fantasia.

Ana-Lucia percebeu que ele estava erguendo sua blusa, e sussurrou:

- Aqui não, vamos nos esconder nas árvores. Não quero que ninguém nos veja.

Ela segurou na mão dele e Sawyer sentiu seus dedos trêmulos, o corpo dela estava tão ansioso quanto o dele.

- Precisamos ter cuidado!- ela advertiu quando eles se afastaram um pouco da cabana. – "Eles" podem estar nos observando.

Sawyer assentiu e a escorou em uma árvore. Olhou para ela de um jeito tão intenso que Ana-Lucia sentiu que estava queimando de tesão. Pensou que ele fosse arrancar-lhe as roupas e traçá-la ali mesmo, de pé encostada à arvore, mas ele a surpreendeu acariciando devagar seus cabelos e se preparando para beijá-la.

Ana-Lucia sentiu o estômago dar voltas, o pulso acelerou e ela disse a ele:



- Não precisa fazer isso!

- Isso o quê?- ele indagou, acariciando o rosto dela com ternura.

- Isso que está fazendo, sendo carinhoso, não preciso disso homem! Sabemos porque estamos aqui, podemos ir ao que interessa. Não precisa me recitar poemas de amor nem me dar beijos apaixonados, aliás, não precisa me beijar!

Sawyer deu um sorriso cínico e encostou seu corpo no dela com violência, puxando-a pelos quadris, mais uma vez Ana-Lucia sentiu o quanto ele estava duro e arfou de necessidade, há quanto tempo não transava? Uns seis meses? Um ano?

- Mas eu quero te beijar, rambina.

- rambina?- ela repetiu.

- È, rambina, porque você é uma mulher muito má, mas mesmo assim quero te beijar. Sei que está ansiosa pra me ter enterrado em você até o punho, mas sou um amante à moda antiga, baby, gosto de beijar as minhas amantes antes de traçá-las. Não vai me negar esse prazer...

- Se insiste...- ela respondeu.

Ela era muito petulante e Sawyer odiava isso, mas essa noite ele ia tirar esse ar debochado da cara dela, ia fazê-la gozar tantas vezes que ela iria gritar de prazer, render-se a ele, transformar-se em um manso cordeirinho para que pudesse desfrutar daquela beleza selvagem à vontade.

- Você tem uma boca muito linda.- ele elogiou. – Sua língua é ferina, mas eu estou imaginando muitas outras utilidades pra ela além de destilar veneno, que tal?

- Você fala demais!- ela queixou-se, de repente estava com muita vontade de ser beijada por Sawyer.

Ele segurou-lhe o rosto entre as mãos e aproximou as bocas. Roçou o nariz no dela e estendeu a língua para fora, Ana-Lucia fez o mesmo e as pontas vermelhas se encontraram, passando uma pela outra num encontro erótico até que as bocas finalmente se uniram.

Ana-Lucia deixou escapar um suspiro quando sentiu a língua provocante de Sawyer dentro de sua boca, as salivas se misturando como ele idealizara quando ela lhe ofereceu água de seu cantil de manhã. Ele estava bebendo da fonte, mas havia outra fonte da qual ele queria 

beber, uma fonte que ele sabia deveria estar cheia de mel agora. Sawyer não via a hora de provar.

Beijavam-se com fúria e ímpeto, agarrando-se um ao outro. Ana-Lucia estava gostando de ser beijada e sem querer gemeu em protesto quando ele afastou sua boca da dela.

- O que foi?- ele indagou com a voz carinhosa. – Já sente falta da minha boca? Mas eu estou apenas aqui decidindo aonde vou colocá-la agora.

A vagina dela palpitou de ansiedade e Sawyer notou que os olhos dela escureceram mais. As mãos dela foram para sua camisa e começaram a desabotoar rapidamente até que ela jogou o pedaço de pano encardido no chão.

Ficou olhando o peito dele por alguns segundos. Sawyer era um tesão, o tórax repleto de músculos bem definidos, a pele bronzeada pelo sol da ilha. Os mamilos pequenos e tão eriçados quanto os dela estavam agora nesse momento. O peito dele não tinha pêlos aparentes, mas havia um caminho interessante de pêlos finos e dourados que começavam no umbigo e iam ficando um pouco mais escuros à medida que desciam em direção ao caminho do que ela sabia ser o paraíso onde se deleitaria.

- Está gostando do que vê?- ele indagou notando que ela apenas o observava.

- Muito.- ela respondeu com sinceridade e Sawyer voltou a imprensá-la na árvore e beijá-la. Ana-Lucia espalmou as mãos no peito dele, sentindo a maciez da pele sob os seus dedos.

Quando Sawyer parou de beijá-la, ela começou a lamber o peito dele bem devagar e rodeou os mamilos com a língua antes de sugá-los levemente, enquanto suas unhas arranhavam um pouco abaixo do umbigo. Sawyer deu um gemido de excitação e afastou-a gentilmente.

- Se continuar fazendo isso, não vou durar muito e não quero que isso seja rápido.

- Por mim você pode ser rápido.- ela respondeu. – E depois fazer de novo e de novo e de novo...

Sawyer a agarrou novamente e começou a erguer-lhe a camiseta preta. Ela levantou os braços para ajudá-lo e logo estava nua da cintura para cima. Ele gostou de poder ver os seios dela novamente, especialmente agora que podia tocá-los.

- O seu corpo é perfeito, muito em forma. Você é o quê? Professora de educação física?



- Policial.- ela respondeu. – Pelo menos costumava ser.

- Costumava?

- Sim. Eu agora sou apenas uma mulher que tem de levar seu grupo para um lugar seguro e que quer desesperadamente fazer sexo com um caipira dos infernos!

Sawyer deu uma risada e pôs as mãos nos seios dela, juntando-os, apertando-os, amassando-os, manipulando os mamilos escuros com os dedos, fazendo tudo o que desejou quando a viu tomar banho.

Abaixou-se e começou a amamentar de um, sugando o bico com força, fazendo nítidos sons à medida que sua língua lambia e sugava. Ana-Lucia gemia baixinho, sem tirar os olhos do que ele fazia, vendo-o abocanhar sua auréola como um homem faminto. Depois passou para o outro seio, fazendo a mesma coisa, deixando-a com ainda mais vontade dele.

- Isso é gostoso... tão bom...oh sim...- ela dizia entre os gemidos, instigando-o mais. – Me sugue cowboy, tome tudo o que puder de mim...

Ele agarrou a cintura dela e intensificou os movimentos, passando a morder além de chupar. Quando se afastou dela, a pele dos seios estava vermelha, mas seus olhos ainda mais acesos de excitação.

Sawyer desceu beijando a barriga dela, e enfiou a língua dentro da profundidade do umbigo, tentando chegar ao fundo. Ana-Lucia sentia espasmos em seu abdômen, seu corpo alertando-a de que ele estava próximo da onde ela queria.

Querendo estimulá-lo mais, ela colocou sua mão sobre o pênis dele, ainda preso na calça jeans e acariciou, Sawyer soltou algo parecido com um grunhido e disse:

- Mulher dos diabos, me deixa terminar de explorar teu corpo, senão vou te pegar agora e não quero reclamações.- ele afastou a mão dela de sua masculinidade. – Deite no chão!- ele mais ordenou do que pediu.

Ana-Lucia se deitou na relva e sua pele se arrepiou ao sentir o mato e a areia úmida debaixo de suas costas. Sawyer ajoelhou-se e soltou o botão da calça dela, começou a descer o zíper tão lentamente que o barulho a irritou.

- Tira logo isso, homem!



Mas Sawyer continuou abrindo a calça dela devagar até começar a deslizá-la pelo quadril e dessa vez ele assobiou, em alto e bom som.

- Você é gostosinha!- disse apreciando os quadris largos dela e as coxas fartas. Parou seu olhar sob a calcinha branca e os olhos masculinos concentraram-se na linha que marcava sensivelmente o tecido, delineando o sexo dela. Notou também que a peça íntima estava marcada pela umidade que se desprendia do corpo dela. Lambeu os lábios.

Ana abriu as pernas provocante e Sawyer enganchou os dedos no elástico, pronto para se livrar da peça.

- Aposto que é apertadinha!- comentou, libidinoso.

- Não imagina o quanto!- ela provocou ainda mais. – Principalmente porque imagino o quanto você seja um cara talentoso.

- Com certeza, espera só até eu te mostrar o meu talento.

Ele começou a tirar a calcinha dela, e à medida que o tecido deslizava pelas pernas ele beijava-lhe entre as coxas, mas sem chegar na vagina ainda, queria apenas tentá-la para o melhor.

- Que saudade desse cheiro de mulher!- disse ele quando terminou de despi-la. – Que coisa linda que você é!- os polegares dele acariciaram os pêlos de seu sexo e Ana arqueou os quadris instintivamente. Mas Sawyer os segurou, mantendo-os baixo enquanto a provocava com palavras:

- Que gosto será que você tem? – o dedo dele escapuliu pelas reentrâncias dela e penetrou-a. Ana gemeu um pouco mais alto. – Você está muito quente e deliciosamente molhada, baby...

- Sawyer...- ela gemeu mais uma vez, tentando erguer os quadris novamente.

- Macia e suave...- ele brincou com a intimidade dela e separou os lábios, viu o clitóris inchado e rodeou-o com os dedos.

- Filho da puta!- ela xingou, louca pra sentir prazer, estava quase gozando só com aquelas provocações.

- Sim, eu tinha razão, você é apertada, acho que vou ter de me esforçar pra caber aqui dentro desse recanto gostoso...



Ana gritou, estava ficando cada vez mais molhada e na posição em que ela estava Sawyer podia ver isso, o sexo dela inchado e lubrificado em demasia, preparado para ele.

- Lulu, eu quero provar você, senti-la gozar na minha boca...- com as pernas dela estrategicamente passadas por cima de seus ombros ele começou a lambê-la, primeiro devagar, depois mais rápido até que chupou o clitóris fazendo-a gritar outra vez.

- Sí...sí...estas a molestarme hombre...yo te quiero tanto...ohhhhh...

Os gemidos roucos dela eram extremamente excitantes e Sawyer estava tentando manter seu controle o máximo que podia para não terminar a brincadeira ainda. Continuava provando dela, afogando-se entre suas coxas, sorvendo tudo o que podia, sentindo que quanto mais a agradava, mais era recompensado com o mel que brotava de sua fonte palpitante.

- Ya no puedo mas, ya no puedo mas...- ela choramingou sentindo o orgasmo batê-la, enviando ondas convulsivas por todo seu corpo. Agarrou os próprios seios e deu vários gritinhos, de olhos fechados.

Sawyer já não podia agüentar mais e baixou as calças rapidamente, junto com a cueca. Ana-Lucia estava enxergando turvo e o coração batia descompassado, mas ela lambeu os lábios à visão da nudez dele. Simplesmente perfeito, o pênis grande, ereto parecia chamá-la.

- Eu o quero...eu o quero...- ela gemeu e Sawyer se posicionou entre as pernas dela, mas antes que a penetrasse, ela completou: - Eu o quero em minha boca!

Ele fez a vontade dela e se aproximou. Ana-Lucia se sentou e suas mãos envolveram o membro duro e acariciaram o órgão masculino em movimentos de vai e vem, da base até a cabeça.

- Você é lindo!- ela elogiou e se abaixou beijando a ponta do pênis dele antes de começar a sugá-lo, colocando tudo o que podia agüentar dentro de sua boca.

Dessa vez foi Sawyer quem fechou os olhos e viajou no próprio prazer. Enquanto o chupava, Ana-Lucia emitia sons eróticos de satisfação e Sawyer não resistiu provocá-la mais:

- Tão bom sentir a sua boca...mas vai ser melhor ainda te penetrar bem fundo, estirar esse seu cantinho apertado...

As palavras fizeram com que ela o sugasse mais forte e antes que Sawyer pudesse gozar, ele a afastou.



- Quero terminar dentro de você!- ele exigiu e Ana o deixou, ainda saboreando nos lábios o contato íntimo com o corpo dele.

Ele a fez deitar novamente no chão e ficou por cima dela, começou a investir em sua vagina e sentiu que os músculos dela sugavam seu pênis para dentro, tal qual sua boca fizera antes.

- Oh sim, Ana, me tome, me tome inteiro...você é tão apertada!

A princípio, a investida do grosso membro dele causou dor, tanto tempo sem transar e agora experimentava um homem como aquele, tinha que ter paciência consigo mesma. Mas ela não demonstrou para ele o quanto estava doendo, apenas tentou relaxar os músculos à medida que ele ia mais fundo.

- Mais?- ele perguntou, segurando as coxas dela.

- Mais!- ela assentiu, a dor começando a se transformar em prazer à medida que seu corpo ia se acostumando com o dele.

E Sawyer foi fundo, enfiando-se nela até o punho como tinha prometido. Estar dentro dela era como passear no céu de tão prazeroso. Moviam-se muito rápido com pressa de atingirem o orgasmo merecido. E o prazer não demorou a vir, lento, penetrando em todos os seus poros.

Ana-Lucia gozou primeiro, sentindo seu corpo ser inundado por um absurdo calor. Sawyer sentiu os espasmos do orgasmo profundo dela massageando seu pênis e deixou que sua liberação viesse, jorrando dentro dela em jatos fortes.

Permaneceram unidos por um bom tempo, esperando as respirações normalizarem. Ana-Lucia achou que ele já estivesse cansado, tanto quanto ela, mas para sua surpresa, ao invés de retirar-se dela, Ana sentiu que o membro dele endurecia novamente dentro dela e eles apenas trocaram de posição, dando início a mais uma sessão de sexo selvagem.

Sawyer a colocou por cima e deixou que ela o cavalgasse. Adorou ver o sorriso de satisfação nos lábios dela e as mechas sedosas de cabelo escuro caindo-lhe pelos ombros, os seios balançando na direção dele enquanto ela gemia como louca e repetia o nome dele sem parar falando sobre o quanto ele estava lhe dando prazer.

Ana alcançou um novo orgasmo, ainda mais forte que o primeiro e desabou sobre o peito dele, arfando, não agüentava mais nada. Sawyer gozou mais uma vez dentro dela, só que agora lentamente, acompanhando as palpitações do corpo de Ana-Lucia.



Tudo terminado, eles não ousaram se mexer do lugar. Sawyer pensou comigo, se a primeira vez tinha sido assim, imagina o que viria pela frente. À medida que a excitação sexual ia passando, as respirações normalizando e a tensão findando um grande silêncio abateu-se sobre eles.

Sawyer ficou imaginando como ele deveria agir. Estava acostumado a dar carinho às mulheres com quem transava, mesmo nos golpes, será que Ana queria carinho, ou apenas vestiria suas roupas e eles voltariam para seus acampamentos como se nada tivesse acontecido?

Ana-Lucia, por sua vez, estava pensando, será que ele estava desesperado para que ela saísse de cima dele agora que tinham acabado? Mas o calor do corpo dele era tão bom, ela não queria sair de lá.

Foi Sawyer quem deu o primeiro passo.

- Nada mal, hein Lulu?

- Sim...- ela respondeu com um suspiro e deu um beijinho no peito dele. Observou o ferimento no ombro dele e disse:

- Homem, isso está feio! Muito feio! Tem que se cuidar!

- È, ta feio mesmo! Graças a você quando me pisoteou!- ele falou, mas logo se arrependeu do que disse ao ver uma sombra de tristeza transpassar o olhar dela.

- Temos que nos vestir e voltar, ou então darão por nossa falta e as coisas vão ficar confusas.

- Hey, águas passadas tá bom? Só não quero que me machuque mais, pelo menos não do jeito que costumava fazer antes.- ele comentou, malicioso. – Prefiro esse novo jeito.- ele puxou o rosto dela e a beijou, surpreendendo-a. Ele ainda queria beijá-la, mesmo depois do sexo.

Mas Ana-Lucia era muito desconfiada e não queria envolvimento romântico com ele, isso não seria bom, por isso levantou-se e começou a vestir suas roupas em silêncio. Sawyer fez o mesmo, mas sabia que a partir daquele momento as coisas seriam muito diferentes entre eles. Gostou de estar com ela e esperava que os próximos três dias juntos revelassem mais a respeito daquela mulher tão amargurada, que fora tão apaixonada e intensa quando fizeram amor aquela noite.

- Vamos embora!- ela disse por fim e Sawyer a seguiu de volta para a cabana.



Continua...