Capítulo final
3 dias não são suficientes
O ombro voltou a doer miseravelmente e Sawyer mordeu o lábio inferior fazendo careta, o efeito do remédio milagroso de Mr Eko tinha acabado e ele não agüentava dar mais nenhum passo, era o último da fila, por isso quando o grupo passou por debaixo de uma enorme árvore ele não hesitou em sentar-se no chão, deixando cair o corpo pesadamente.
O grupo não tinha percebido isso, mas Ana-Lucia estava atenta ao movimento de todos ao seu redor mesmo indo à frente e quando o viu cair, disse:
- Parem!
Todos pararam e ela pediu à Cindy:
- Me dá sua água!
Aproximou-se de Sawyer e lhe estendeu o cantil, dizendo:
- Está atrasando a gente, desse jeito vamos ter que te deixar para trás.
- À vontade, pode me deixar para trás.- respondeu ele, bebendo a água do cantil em grandes goles.
- Tá legal, até!- respondeu Ana com petulância, dando as costas para ele.
- Mas eu tenho uma pergunta.- disse Sawyer, antes que ela se afastasse muito.
- Fala!- autorizou Ana, dando atenção a ele novamente.
- Já que o seu grandalhão foi embora, como vai achar o meu acampamento sem mim?- questionou com jeito cínico.
Já tinha passado do meio-dia e Mr. Eko e Jin ainda não tinham voltado. Naquela manhã ocorrera um incidente. Ana-Lucia tinha acordado cedo depois de passar a noite nos braços de Sawyer na floresta, tendo uma das melhores transas de sua vida. Por causa disso acordou todos pouco depois do amanhecer e montou grupos para irem atrás de comida.
Porém, Michael que estava coletando frutas com Cindy aproveitou para desaparecer e Jin decidiu que iria procurá-lo, Eko tentou demovê-lo da idéia, mas o coreano era teimoso, então
o guarda-costas de Ana acabou se unindo a ele na missão de encontrar Michael. Desde então, Ana-Lucia seguia com o grupo pela floresta tentando se manter na direção certa e pedindo internamento que Mr. Eko voltasse logo.
Olhou para Sawyer, jogado no chão, com os cabelos oleosos e desgrenhados, a barba crescida e os botões da camisa metade abertos, o ferimento no ombro estava feio, mas ele a atraia mesmo assim. Seria incapaz de deixá-lo para trás, ou outro alguém de seu grupo, mas gostava de provocá-lo ao máximo, era sua diversão, além disso, seria uma pena se ele ficasse para trás, tinham concordado em ter três dias de encontros sexuais e tinham tido apenas um, intenso, mas apenas um.
Respondeu a pergunta dele sobre como encontraria o acampamento deles com convicção.
- A gente vai cruzar a ilha, ir pela praia. E o Eko vai voltar.
Sawyer ficou quieto por alguns segundos apenas olhando para ela, antes de fazer outra pergunta com ar malicioso e olhares sensuais para o corpo dela:
- È casada?
- O quê?- perguntou Ana, surpresa com a pergunta.
- Você.- ele enfatizou. – È casada?
Ana respirou fundo, se perguntando por que isso era importante, mas respondeu a verdade:
- Não.
- Que pena! Já ta prontinha!- ele respondeu debochado se lembrando do quanto ela tinha sido fogosa nos braços dele na noite passada.
- Boa!- Ana disse com divertimento. – E você é?
- Hum, não senhora
- Você é gay?- ela provocou um pouco mais.
Ele riu, e disse: - Boa!- levantou-se do chão segurando a pesada faca que Mr. Eko tinha lhe dado para sua proteção alguns dias antes e devolveu o cantil a ela, dizendo:
- Vamo nessa! Tá esperando o quê?
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Quando escureceu, Eko retornou como Ana-Lucia havia previsto e trazia Jin e o fugitivo Michael consigo. Alguns minutos antes deles voltarem, Sawyer e Ana-Lucia tinham tido uma pequena discussão sobre o caminho a prosseguir e ele fez acusações a ela, culminando com um: - O Michael não é meu amigo...
- Bom saber disso!- respondeu Michael, com seriedade.
Sawyer ficou se sentindo profundamente culpado por ter dito aquilo para Michael, principalmente porque não era verdade, imaginou que nunca mais fosse vê-lo. Mas fazer o quê? Já tinha dito. Eko fez a gentileza de lhe dar mais do remédio que tinha lhe dado na noite anterior e que deixara seu ombro anestesiado, fazendo com que ele se esquecesse da dor e pudesse desfrutar do intenso momento que teve com Ana-Lucia depois. Surtiria efeito novamente?
Dormiu pensando nisso depois de tomar o remédio e comer um pouco de peixe, no entanto, ele foi acordado duas horas depois por um par de mãos macias que acariciavam seu peito. Abriu os olhos e viu Ana-Lucia com os olhos negros cheios de desejo, fitando-o com grande interesse.
- Só podia ser você.- disse ele. – Então, quando cai a noite a mulher se transforma em loba ou é o contrário?
- Isso depende.- disse ela, se abaixando e dando um beijinho no peito dele.
- Depende do quê?- perguntou ele, acariciando uma mecha do cabelo dela que escapava da liga de couro.
- Do que você quer que eu seja, mulher ou loba?
Sawyer deu um sorriso cínico e disse: - Desculpe Lulu, adoraria me divertir com você de novo, mas essa noite declinarei de seu convite tendo em vista que você ameaçou me deixar para trás hoje e eu não costumo durmir com o inimigo, meu bem.
Ana fez cara de chateação:
- Eu não acredito que você levou aquilo tudo a sério, cowboy, acha mesmo que eu deixaria você para trás?
- O que você acha?- Sawyer retrucou, muito sério.
- Você ficou magoado?- indagou Ana, incrédula.
Sawyer franziu o cenho: - Mas é claro que não! Por que eu ficaria? Não dou a mínima para como você me trata e quer saber, se está precisando de sexo tanto assim por que não pede uma caridade para o seu amigo Eko. Aproveita que ele voltou pra você.
Ana-Lucia deu um tapa no rosto dele. Sawyer reclamou:
- Au!- e ele ia dizer alguma coisa logo após receber o tapa, mas suas palavras e seus pensamentos foram calados pelos lábios agressivos de Ana-Lucia sob os dele, beijando-o.
Ela era muito atrevida e Sawyer não conseguiu não sucumbir aos beijos da garota má. Seus lábios eram ariscos, mas ao mesmo tempo de uma doçura que ele não se lembrava já ter provado, tinham o gosto forte da paixão, loucura e sincero desvario.
Quando ela se afastou, Sawyer sentiu que estava com febre de amor, a temperatura de seu corpo estava muitos graus acima e mais uma vez a dor no ombro foi esquecida. O resto do grupo dormia ao redor, pesadamente, não faziam a menor idéia do que acontecia, exceto Mr. Eko, que dormia com um olho aberto e o outro fechado e protegia a Ana como a uma filha. Porém, naquele momento sua filha parecia feliz e ele não ousaria interrompê-la, como não o fez na noite anterior quando seguiu ela e Sawyer para dentro da floresta depois de voltar de uma rápida vigília e ouviu seus gemidos e sussurros na calada da noite.
- Vampira! È isso o que você é!- acusou Sawyer envolvendo os braços ao redor da cintura dela. - Vamos sair daqui, cowboy...- ela pediu, beijando e mordendo-lhe o pescoço.
Dessa vez ele obedeceu, era o segundo dia de loucuras e proezas sexuais com aquela mulher imprevisível. Eko os viu sair de perto dos outros, mas dessa vez não os seguiu, sabia o que estavam indo fazer e sabia que Ana-Lucia era esperta o suficiente também para ter cuidado.
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De mãos dadas, Ana-Lucia e Sawyer caminharam até um riacho próximo. Aquela região era toda recortada por esses pequenos córregos, que além de proporcionarem água potável para beberem, podiam tomar refrescantes banhos para aplacar o calor daquela ilha tropical.
Aquela noite em particular estava muito quente, por isso, Ana-Lucia tivera a idéia de irem até o riacho onde tinham se abastecido de água um pouco antes de pararem para dormir.
Ao chegarem à beira do riacho, ela começou a despir-se sem cerimônia, tirou as botas e as calças, soltou os cabelos. Mas antes de tirar a camiseta, ela parou e olhou para Sawyer que permanecia inteiramente vestido apenas fitando-a com expressão indecifrável.
- Hey, tire a roupa!- disse ela, impaciente.
Sawyer sorriu e começou a desabotoar os gastos botões da camisa. A noite estava mais clara que a anterior porque havia uma lua cheia alta no céu, iluminando a floresta com um brilho prateado e Sawyer tinha ficado parado ao se dar conta do contraste da luz da lua na pele morena dela quase nua diante de seus olhos.
- Por que você é tão agressiva?- ele perguntou quando terminou de tirar as calças.
- O quê?- indagou Ana-Lucia, terminando de despir a blusa.
- Sei que fizemos um acordo.- disse ele. – Mas por que não tornar esse acordo cada vez mais prazeroso para ambos, qual o problema em trocarmos carinhos? Ontem, você nem queria ser beijada por mim.
Ana-Lucia cruzou os braços sobre os seios nus, ouvindo o que ele dizia com uma sobrancelha erguida:
- Sabe caipira, confesso que estou decepcionada com você. Esperava que você fosse mais...
- Mais o quê?- questionou ele, se aproximando dela e puxando-a pela cintura. – Violento e agressivo como você? E o que eu ganharia com isso, amor? Eu disse a você que sou amante à moda antiga e hoje vai ser do meu jeito.
Ana se afastou dele, o coração batendo forte.
- E se eu não quiser que seja do seu jeito?
- Prometo que não se arrependerá, chica, confie em mim, vou te fazer gozar muito mais do que ontem.
Ela deixou escapar um gemido quando o ouviu dizer isso e seus mamilos se intumesceram diante dele, como um convite a serem saboreados pela boca masculina.
- Eu sei que você quer, tem medo de se entregar, de confiar, mas pode confiar em mim.- aquele era um discurso que Sawyer já tinha feito a outras mulheres quando dava seus golpes, mas aquela era a primeira vez em que estava sendo realmente sincero.
Ana soltou os braços ao lado do corpo e deixou que Sawyer a envolvesse, beijando-a e deslizando as mãos pelas curvas femininas fazendo-a suspirar.
- Gostei muito de fazer amor com você ontem.- ele sussurrou, com o intuito de provocá-la. – Mal posso agüentar de vontade de te ter de novo, Ana-Lucia.
Ele separou seus lábios dos dela, mas seus olhares permaneceram conectados, esta noite ele daria a ela além de prazer selvagem, o doce carinho que ele sentia que ela necessitava para relaxar, esquecer todas as agruras que vinha passando desde que caíra naquela ilha.
Encheu a mãos com um dos macios seios dela e abaixou a cabeça para sugar o bico do outro. Gostava muito de fazer isso, trazia-lhe uma sensação prazerosa de conforto e intimidade. Ana-Lucia também apreciava o ato, sentindo seu corpo formigar de prazer a cada vez que a língua dele sondava o bico de seu seio e a boca sugava com vontade.
Estava difícil manter os corpos em pé e eles acabaram deitando em um monte de gramíneas fofas e macias que havia na beira do pequeno lago, como um tapete verde. Quando Sawyer ergueu seu rosto para fitar os olhos dela novamente gostou de ver o prazer e a luxúria estampados na face dela.
- Te quiero...te quiero...- dessa vez foi ele quem disse, fazendo Ana-Lucia sorrir, imitando o que ela dissera quando ele a espiara tomando banho e clamando por ele.
As mãos dele desceram para o resto do corpo dela, acariciando a cintura fina bem devagar. Tirou-lhe a calcinha e o olhar dele perdeu-se entre as coxas dela. Ana-Lucia era suave, um rude contraste com seu comportamento hostil.
Ela não podia agüentar aquele olhar de desejo febril para o corpo dela, sentindo seu sexo ficar liso, sendo inundado por ondas sucessivas de líquido cremoso deixando Sawyer com água na boca.
- Cowboy, vem pra dentro de mim!- ela pediu, esfregando uma coxa na outra devagar. – Coloca esse pênis gostoso dentro de mim, me faz gozar, preciso de você...
- Oh sim, baby, vou te dar muito prazer, te tomar bem devagar, sentir o calor do seu corpo...
- Me faz esquecer...- ela deixou escapar quando ele mordiscou em volta de seu umbigo.
- O que você quer esquecer, baby?
- Tudo...- sussurrou ela. – Tudo.
Sawyer beijou-lhe o sexo e deslizou a língua na fenda úmida e macia, arrancando suspiros de prazer e palavras ininteligíveis dos lábios dela. Mas dessa vez ele não conseguiu esperar muito pelo prazer dela, os gemidos dela o deixavam cada vez mais excitado e sem que Ana esperasse, ele despiu a cueca , deitou em cima do corpo morno dela e a penetrou de um só golpe, preenchendo-a.
- Hummmmm...- ela começou a gemer devagar e espaçadamente de um jeito mais que provocante, dessa vez não sentia dor. Sua vagina parecia ter se acostumado rapidamente ao comprimento e espessura do membro dele, recebendo-o com boas-vindas.
- Eu podia morar aqui!- ele sussurrou. – Nesse corpo quente e gostoso. – Oh Ana!- ele aumentou a pressão e as investidas no corpo dela.
Ana gritou e suas unhas o arranharam nas costas. As coxas dela subindo e descendo pelas dele, provocando, instigando enquanto o movimento dos quadris não parava. Com um movimento rápido Sawyer levantou do chão, sentando sobre o próprio corpo e trazendo-a consigo. O movimento intensificou o prazer dela, fazendo com que subisse e descesse pelo corpo dele, bem devagar.
- Sawyer...Sawyer...- ela gemeu o nome dele, várias vezes enquanto buscava por ar, o fôlego lhe faltando no peito.
Olhou nos olhos dele e sentiu uma coisa tão forte, que não pôde explicar. Tomou-lhe o rosto entre as mãos e beijou-lhe a boca com uma paixão tão ardente que Sawyer sentiu que seria asfixiado pelos beijos de Ana-Lucia. Era uma sensação incrível, abrasadora e durante aqueles momentos ele se esqueceu de que estava em uma ilha, e de suas pretensões de vingança quando aceitou fazer parte daquele acordo sexual de três dias.
- Meu amor...- ele se permitiu sussurrar, como se estivesse amando a mulher que desejara pela vida inteira e não sua inimiga na ilha.
- Sim...sim...sim...- foi só o que ela conseguiu dizer quando Sawyer a deitou no chão novamente e o orgasmo a tomou sem controle, como uma onda capaz de sacudir todo seu corpo.
Sentindo-se sugado e massageado pelo corpo dela, Sawyer investiu seu pênis, recuando e tomando Ana várias vezes antes da própria liberação, enchendo seu corpo com mais prazer. Ana-Lucia gemeu preguiçosa e manteve seus olhos fechados enquanto sentia-se inundada pelo calor da semente masculina liberada dentro de seu ventre.
- Oh Deus, você é uma delícia, morena linda!- disse ele, arfando, abraçado ao corpo dela.
Ana-Lucia abriu os olhos e viu que Sawyer descansava a cabeça entre seus seios, dando pequeninos beijos nos mamilos. Ela achou o gesto meigo e ficou quieta, desfrutando da carícia.
- Baby?- ele chamou dengoso.
- Yeah?- respondeu Ana, morrendo de vontade de acariciar os cabelos dele.
- Acabei de descobrir que gosto de ficar com você e muito. É estranho, levando em conta as circunstâncias em que nos encontramos agora, mas...
- Precisamos voltar.- disse Ana, com frieza.
- O quê?- indagou ele, rolando para o lado, deixando o corpo dela.
- Precisamos voltar, ainda temos muito que andar até o seu acampamento.- respondeu ela, se levantando e procurando por suas roupas.
Sawyer fez o mesmo, mas apenas vestiu a cueca e a calça jeans e antes que Ana-Lucia pusesse as calças ele a agarrou.
- O que está fazendo?- ela indagou.
Ele respondeu com beijos, tomando-lhe a boca sem deixar que ela falasse. Ana-Lucia o empurrou, mas Sawyer a segurou pelos punhos, com força.
- Você disse que eu não podia fazer nada na frente de alguém, mas que eu poderia fazer absolutamente tudo quando estivéssemos sozinhos. Então por que fica agindo assim comigo? Não quebrei sua regra.
Ana não soube o que dizer.
- Òtimo! È muito divertido transar com o Sawyer todas as noites, mas depois que você fica satisfeita nem olha na minha cara! O que você vai fazer agora que terminamos? Me devorar?- ele perguntou com sarcasmo evidente.
Ana-Lucia riu.
- Você devia saber que é isso o que a fêmea faz depois de fazer sexo com o macho.
E surpreendendo-o ela o beijou, afundando os dedos nos cabelos dele, acariciando-lhe a nuca. O sangue esquentou novamente e ao invés de terminarem de se vestir, eles se despiram novamente e caíram no riacho, rindo e brincando como um casal de namorados.
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Na manhã seguinte, o grupo deixou a selva para fazer a travessia pela praia, depois retomariam a segurança da copa das árvores. Durante o trajeto, Sawyer sentiu as costumeiras pontadas no ombro novamente e concluiu que o chá milagroso de Mr. Eko tinha um período de duração.
Caiu de joelhos na areia quando eles estavam se preparando para subir as pedras e foi amparado por Libby.
- Hey, bonitão!- disse ela. – Ainda não chegamos.
- Por mim tudo bem.- respondeu ele. – Não me importaria de fazer destas pedras meu novo lar.
- O que está acontecendo aqui?- indagou Ana-Lucia com as mãos na cintura e o semblante sério.
Sawyer olhou para ela e sorriu, apesar da febre. Imaginou-a usando botas de couro, lingerie preta, meias e ligas, os cabelos voando sob seu rosto.
- Eu perguntei o que está acontecendo aqui?- insistiu ela, tentando manter a postura de durona, mas seu coração estava acelerado pela forma que ele olhara para ela naquele minuto, o que deveria estar pensando?
- O Sawyer está mal Ana, não está vendo?- retrucou Libby.
- Precisamos continuar!- disse ela.
- Mas o Sawyer...- insistiu Libby.
- Ana!- chamou Mr. Eko.
Quando Ana-Lucia se virou, Sawyer seguiu os passos dela, ainda sorrindo.
- Ela fica linda de lingerie preta...e as botas...
- Ana de lingerie?- inquiriu Libby com um sorriso, observando Ana-Lucia conversar com Mr. Eko. – Sawyer você está delirando! Pobrezinho!
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- Não é uma boa idéia irmos pelas pedras, Ana. O Sawyer não terá condições de subir.
- Mas se continuarmos indo pela mata estaremos correndo perigo, precisamos despistá-los indo pelas pedras. Acho arriscado passarmos mais uma noite na floresta.
- Mas e quanto ao Sawyer?- questionou Eko. – Ele não agüenta dar mais nenhum passo.
- Você pode dar mais um pouco daquele seu chá pra ele.- argumentou ela.
- Imagino o quanto seria cômodo para você.- respondeu ele.
Ana-Lucia ergueu uma sobrancelha:
- Como é que é? Eu não entendi.
- O que estou dizendo é que a ação do chá diminui a cada dose, pois apenas mascara os sintomas, o ombro dele não está sendo tratado e vem piorando sensivelmente.
- Entendo o que quer dizer, mas não podemos pôr em risco a segurança do grupo só por causa dele.
Eko olhou sério para ela, e disse:
- Nós iremos pela floresta.
Ana-Lucia bufou, mas não discutiu com ele. Horas mais tarde, quando anoiteceu, eles estavam de volta á trilha da floresta. Sawyer piorara bastante, se continuasse assim teria que ser carregado até o acampamento.
Apesar do que disse à Ana, Eko preparou o chá para ele outra vez. Mentira para ela, o efeito do chá seria o mesmo todas as vezes em que ele tomasse, mantendo-o bem e vivo até que o médico que havia no acampamento pudesse cuidar do ferimento dele. Havia mentido para ela com o propósito de fazê-la refletir a respeito de suas próprias ações, era óbvio que ela gostava de Sawyer, mas usava a violência e a agressividade para esconder seus sentimentos. Já estava convivendo com ela na ilha há quase 48 dias e sabia que Ana-Lucia não se sentia
merecedora do amor de alguém, especialmente alguém a quem machucara tanto. Ela não queria dar o braço a torcer.
Meia-hora depois de tomar o chá, Sawyer já estava se sentindo melhor e faminto. Jin havia pescado pela manhã e o que sobrara do peixe estava assando na fogueira para ser dividido entre todo o grupo.
Quando o peixe ficou pronto, Ana-Lucia começou a fazer a divisão. Cortou o peixe em partes iguais e distribuiu a todos. Levou pessoalmente um pedaço a Sawyer que estava sentado, escorado à uma árvore, um pouco longe do grupo.
- Não está com fome?- ela indagou, segurando uma tábua improvisada onde havia um pedaço de peixe assado para Sawyer.
Ele retirou o pedaço de peixe da tábua e comeu rapidamente, antes de responder:
- Sim, eu estou com fome, faminto por comida, mas especialmente com fome dos seus beijos.
Ana se agachou ao lado dele e sussurrou: - Cowboy, tem certeza que está em condições essa noite? Você não me parece bem.
- Eu estou ótimo, rambina, tomei o chá milagroso do Sr. Eko e quer saber? Acho que toda vez que eu tomo esse chá eu fico empolgado. Qual será o ingrediente principal? Viagra?
Ana-Lucia começou a rir, baixinho e Sawyer também, o que chamou a atenção do grupo.
- Eles estão rindo e conversando como duas pessoas normais?- indagou Michael a Libby.
- È o que parece.- respondeu Libby. – Eles estão estranhos desde àquela noite em que o Eko o pegou a espiando no banho.
- Verdade.- concordou Cindy. – Talvez haja mais coisa aí que eles não estão nos contando.
- Talvez.- concordou Michael. – Mas se for assim, acho que é melhor pro Sawyer, quem sabe ele não conseguiu amansar a fera?
Naquela noite, para azar de Sawyer e Ana-Lucia, Mr. Eko achou que seria imprudente se alguém se afastasse do grupo, mesmo que por alguns minutos e resolveu ficar acordado de vigia. Logo, eles não iam poder sair para seu encontro furtivo no meio da noite, o último segundo o acordo que tinham feito porque no dia seguinte eles provavelmente chegariam ao acampamento de Jack.
Os dois ficaram inquietos e não conseguiam dormir, loucos para estarem nos braços um do outro. Em dado momento, Sawyer não agüentou mais, viu que todos estavam dormindo e levantou-se devagar de seu lugar, perto da árvore, indo até onde Ana tentava cochilar, ao lado da amiga Libby.
- Hey, vem comigo!- cochichou para ela.
- Não.- respondeu Ana. – O Eko vai ver e perguntar aonde vamos.
- Não vamos muito longe. Anda, vem! Tô desesperado!
Ana-Lucia mordeu o lábio inferior e se levantou para acompanhá-lo, estava desesperada também. Não queria admitir, mas desde que o jogo começara ela se sentia diferente, feliz apesar de tudo o que lhe acontecera desde que caíra naquela ilha e durante o dia inteiro ansiava por aquele momento roubado de prazer com Sawyer à noite.
Eles caminharam apenas alguns passos para longe de seu grupo e Sawyer sentou-se novamente no chão, escorando-se em outra árvore e a trazendo consigo.
- Como vamos fazer?- indagou ela. – Estão todos tão perto! Eles vão nos ver!
- Não vão não, baby. Relaxa!- ele pediu.
Ana-Lucia sentiu arrepios em seu pescoço, ocasionados pela respiração quente dele, tão próxima, atrás dela. Ouviu o barulho de algo se mexendo e seu coração apertou.
- Relaxa!- Sawyer pediu de novo, dessa vez num sussurro. – Deve ser o Eko fazendo a ronda. Daqui ele não pode nos ver, mas também saberá que não estamos longe, não nos deixará de castigo, não se preocupe.
- Mas ele saberá que estamos juntos.- disse ela.
- Não tô nem aí! Só quero te traçar de novo, morena. È a nossa última noite, não se esqueça!
Ana estava usando seu casaco marrom e Sawyer o abriu, para colocar a mão dentro de sua blusa preta, pressionando um dos seios. O toque excitou Ana e instintivamente ela levantou os quadris e o provocou, fazendo uma dança lenta e sensual no colo dele. A situação era de pura adrenalina, o medo de serem descobertos fazendo coisas ilícitas aumentava a excitação de ambos.
A mão no seio dela se apertou e Ana ouviu Sawyer gemer em seu ouvido.
- Mexe gostoso assim pra mim baby, mexe!
Ele mordiscou o lóbulo da orelha dela, contornando-a com a língua antes de descer para o pescoço. Ana se arqueou contra ele, esfregando as mãos nas coxas dele até alcançar seu membro excitado, acariciando-o. Estava queimando por dentro, todo o medo de ser descoberta nos braços de Sawyer dando lugar á uma feroz excitação.
Sentindo-a acalentar seu pênis, Sawyer puxou o mamilo dela causando-lhe dor e prazer. Ana deixou escapar um gemido e ele disse a ela:
- Shiiiii...quietinha, não pode gritar ou nossos companheiros da selva vão saber do que estamos brincando e eu não quero brincar com mais ninguém, só com você!
O sexo dela ardia de desejo e Ana não parava de se esfregar no pênis dele, as sensações eram fortes para ambos.
- Ah Sawyer, eu quero mais...quero mais...- ela gemia baixinho.
A mão dele tateou a coxa dela e tocou-lhe a vagina protegida de seus avanços pelo tecido grosso e impenetrável do jeans. Ele resmungou: - Por que você não está usando saia? Quero tocar você, deve estar quente e molhada...
- Hummmmm...- Ana gemeu e Sawyer achou melhor tapar-lhe a boca para evitar acordar os outros.
A outra mão dele abriu o botão da calça jeans dela e Ana sentou-se no colo dele de um jeito que desse para ele enfiar a mão dentro de sua calcinha. Sorriu quando ele conseguiu tocá-la e descansou a cabeça no ombro dele. Nunca se sentira assim tão desavergonhada e libertina, sabia que jamais seria capaz de fazer uma coisa dessas fora daquela ilha.
Dois dedos dele penetraram o corpo dela, deslizando para dentro e para fora com a ajuda da umidade. Ana-Lucia teve seu grito abafado pela mão dele, e apertou as coxas com força para intensificar o prazer.
- Linda!- ele elogiou. – Eu gosto assim, apertadinha e macia...
O grito dela foi mais alto dessa vez e Sawyer a calou com um poderoso beijo. Manipulou o corpo dela até levá-la ao clímax, tocando com destreza o botão inchado e palpitante entre os lábios do sexo dela. Ana-Lucia estava adorando, mas ainda não era o suficiente, precisava dele dentro dela.
Afastou gentilmente a mão masculina que a provocava e virou de frente para ele, já não estava mais nem se importando se seus amigos estavam ali perto. Do jeito que estava excitada não se importaria de ser a estrela pornô da ilha por uma noite.
- O que está fazendo?- ele indagou.
E Ana sorriu para ele, adoravelmente, soltando o zíper de sua calça.
- Libertando o tigre para devorar a tigresa!
Sawyer respirou fundo, se contendo para não colocá-la em uma posição favorável a ele e possuí-la sem nenhum cuidado. Esperou que ela descesse o jeans e a calcinha o suficiente para que ele pudesse tomá-la.
Ana se posicionou sobre seu colo novamente, de frente e Sawyer colocou as mãos no traseiro dela, beliscando a carne macia. Ela envolveu ambas as mãos no pênis dele, guiando-o para sua entrada quente.
- Assim amor...aqui...- sussurrou ela antes de sentir o membro dele invadir-lhe a vagina, colocando-se inteiro, puxando-a pela cintura, de forma que ela ficasse encostada ao peito dele.
Sawyer começou a mover-se para frente e para trás em movimentos ora rápidos, ora lentos. Voltou a cobrir os lábios dela com uma das mãos quando percebeu que ela se empolgava e mordeu seus lábios para conter os próprios gemidos selvagens.
Ana-Lucia pulou no colo dele por várias minutos antes do primeiro clímax, mas Sawyer continuou inacreditavelmente duro depois que ela gozou mais duas vezes e a brincadeira demorou bastante para acabar.
Quando ele finalmente explodiu de prazer dentro dela, inundando-a por vários segundos, Ana-Lucia o beijou na boca e o abraçou, mantendo-se colada à ele.
- Foi muito bom.- disse ele. – Muito bom para uma última noite.
Ana-Lucia não respondeu, não queria que fosse a última noite, mas não tinha coragem de dizer isso a ele. Quando os corpos esfriaram, ela se levantou do colo dele e arrumou as roupas. Sawyer também fechou o zíper da calça.
- Então é assim, chica? Acabou o acordo e a gente termina aqui sem mágoas?- indagou ele, se levantando e ficando de frente para ela.
- È o que parece.- respondeu, mas sua expressão tinha um ar malicioso. – A não ser que...
- Ainda te quero.- disse ele.
Ela não disse sim, nem não para ele, apenas o puxou para si e o beijou. Eles se abraçaram e voltaram para junto de seus amigos, deram um último beijo antes de se separarem. Estavam tão entretidos que não notaram que alguém os observava.
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Ùltimo dia da longa viagem. O grupo já estava exausto de tanto caminhar e dormir ao relento. Principalmente Sawyer. Quando o ombro voltou a atormentar-lhe outra vez, ele foi direto falar com Mr. Eko.
- Sr. Eko!
O homem voltou sua atenção para ele, baixando seu cajado no chão.
- Você ainda tem daquele chá?
- As ervas que eu tinha acabaram.- respondeu ele. – Eu as tinha colhido no primeiro riacho que passamos há quatro dias atrás.
Sawyer assentiu, o que poderia fazer? Apenas continuou andando até não agüentar mais. Quando caiu no chão, Michael e Jin foram em seu socorro.
- Tragam água pra ele!- pediu Michael e Bernard entregou-lhe um cantil.
Ana-Lucia ficou olhando para ele e sentiu vontade de ajoelhar-se ao seu lado, ajudá-lo a beber água e acalentá-lo. Mas sabia que não podia, pelo menos não ainda. Talvez pudesse se aproximar dele de verdade quando estivessem em segurança no outro acampamento. Mas por ora, sabia que deveria ajudá-lo.
- Sawyer, consegue andar?- ela perguntou e ele respondeu com um suspiro de derrota, sentia-se quase morto.
- È óbvio que ele não consegue andar, mulher! O que vai fazer? Bater nele para obrigá-lo a andar?- indagou Michael com indignação.
Porém Ana ignorou a explosão de raiva dele:
- Nós vamos carregá-lo! Faremos uma maca e iremos carregá-lo.
- È uma excelente idéia.- concordou Libby.
- Eu sou engenheiro, sei como podemos fazer uma maca segura.- acrescentou Michael.
Rapidamente eles prepararam uma maca e o colocaram nela. Ana-Lucia não resistiu acarinhar os cabelos dele e sussurrar que tudo ficaria bem. Achou que seu gesto tivesse passado desapercebido, mas não passou. Libby notou isso, assim como os viu se beijando ardentemente enquanto voltavam do meio das árvores na noite anterior.
O grupo o carregou por horas, seguindo o difícil trajeto de transportá-lo por mato, pedras e barrancos. Quando pararam para comer e descansar, ele deu sinal de alguma melhora e começou a conversar com Jin e Michael.
Ana-Lucia ficou louca de vontade de ir falar com ele, mas permaneceu quieta em seu lugar, apenas fitando-o com o canto do olho.
- Hey, Ana!- disse Libby, oferecendo-lhe um pedaço de manga suculenta enquanto sentava ao seu lado.
- Hey!- respondeu ela.
Libby sorriu.
- Por que não vai até lá cuidar dele? Sei que está morrendo de vontade.
- Do que está falando?- inquiriu Ana.
- Não é de que e sim de quem. Estou falando do Sawyer. Sei que está rolando algo intenso entre vocês, só não entendo como isso aconteceu, vocês se odiavam tanto.
Ana ficou lívida e foi incapaz de mentir.
- È verdade, estamos juntos há três noites.
- Desde aquela noite em que ele a espionou no banho, presumo?
Ana assentiu.
- Não sei o que foi que deu em mim, quando ele foi até a cabana e ficou me olhando, me deu vontade de provocá-lo e depois as coisas aconteceram. Fizemos até um acordo ridículo de sexo por três noites.
Libby ergueu uma sobrancelha:
- Oh, então três noites com o bonitão foram suficientes para você?
- Tenho me perguntado isso.- ela admitiu. – Mas seja lá como for, não posso dizer a ele que gosto dele, sou apenas uma diversão e quando ele se cansar não quero ser a mulher abandonada, você entende?
- Por que ele iria abandoná-la? Estamos em uma ilha deserta, Ana.
- As coisas não são tão simples assim.- foi tudo o que ela disse antes de ordenar ao grupo que prosseguissem, já estavam muito perto.
Uma chuva fina começou a cair. Sawyer sentiu-se em condições de andar um pouco e deu um descanso para seus amigos. A noite se aproximava e eles gostariam de chegar antes disso. Mantinham o passo. Sawyer olhava para Ana-Lucia o tempo inteiro, seus belos olhos azuis pedindo carinho, mas ela mantinha sua atenção para o grupo todo, embora estivesse com vontade de ceder à vontade dele.
"Quando chegarmos cowboy, quando chegarmos eu cuidarei de você"- ela pensava enquanto caminhava.
De repente, sussurros sinistros na floresta chamaram-lhe a atenção e Ana-Lucia colocou-se em estado de alerta.
- Onde está Cindy?- perguntou Libby.
E o grupo inteiro desesperou-se, ela havia desaparecido. Ana sacou sua arma e começou a apontá-la em todas as direções, mas sem puxar o gatilho. Passos foram ouvidos se aproximando cada vez mais. O coração dela acelerou e um mal pressentimento tomou-lhe o coração.
Viu uma mulher correndo descontrolada em meio a chuva vindo na direção de seu grupo, ela tinha uma arma carregada e ia atirar em ...
- Sawyer! Não!- Ana gritou colocando-se na frente dele, absorvendo o impacto da bala que partira da arma da outra mulher, despedaçando seu peito, caindo aos pés de Sawyer.
- Shannon, o que você fez?- gritou uma voz masculina desesperada.
- Não! Não!- gritou Sawyer abraçando o corpo trêmulo de Ana-Lucia junto a si.
- Três noites.- ela sussurrou. – Jamais vou esquecer!
- Foi sem querer...eu não quis...- balbuciava Shannon, a mulher que atirara nela. – Pensei ter ouvido o Walt em perigo. Oh Deus!
- Precisamos levá-la ao seu médico.- a voz de Eko soou alta e intimidadora em meio ao caos que se formara ao redor do corpo inerte de Ana-Lucia.
Com o ombro latejando de dor, Sawyer sentia-se incapaz de carregá-la em seus braços, mas Eko notou isso e a levantou com facilidade do chão, pousando-a em suas costas, manchando sua camisa branca com o sangue dela.
- Me leve até o médico.- ele pediu a Sawyer e ele assentiu imediatamente, tentando esquecer a dor no ombro e juntando forças.
Correu pela mata com Eko até que finalmente encontrou Jack jogando golfe com Kate em um riacho. Eles levaram Ana para uma espécie de abrigo militar encravado na terra, uma escotilha.
Sem cerimônias, Sawyer ajudou Jack a despir Ana para que a bala fosse retirada e ela medicada. Jack reconheceu ela do aeroporto de imediato e empenhou-se em salvar-lhe a vida. Kate ficou surpresa com a preocupação de Sawyer com aquela mulher, mas nada disso.
Jack realizou uma cirurgia improvisada, retirando a bala, depois deu a ela analgésicos para a dor. Ana-Lucia sobreviveu e acordou três dias depois em uma cama.
- Onde estou?- foi a primeira coisa que perguntou quando viu Sawyer sentado em uma cadeira de frente para ela, usando uns óculos ridículos e lendo alguma coisa.
- Hey, Ana! Você está bem?
- Eu acho que sim.- ela tentou erguer-se, mas sentiu o corpo dolorido, o lençol que a cobria escorregou até a cintura e ela se viu nua, com os seios expostos.
- Mas o quê...?
- Hey, calma, está tudo bem. Houve um acidente, mas conseguimos te salvar a tempo.
Ela tentou cobrir o corpo e Sawyer a ajudou erguendo o lençol e cobrindo seus seios novamente.
- Estamos no meu acampamento. Esse lugar é a sétima maravilha que o doutor descobriu. Você está sendo bem cuidada.
- E onde estão as minhas roupas?
- Nós tiramos para você ficar confortável e a boa Sra. Rose, esposa do nosso amigo Bernard encarregou-se de lavá-las e conseguir roupas novas pra você. – Sawyer acariciou-lhe os cabelos. – Mas por que uma deusa precisaria de roupas? Especialmente agora que estamos sozinhos.
- Nosso acordo acabou, caipira.- ela lembrou-o por pura provocação.
- Pode ser. Mas a gente pode fazer outro agora. Ao invés de três noites poderíamos ter infinitos dias inteiros de prazer, nesta cama, na floresta, no riacho, onde você quiser.
Ele puxou novamente o lençol do corpo dela, deixando-a completamente nua na cama. O olhar dele fez seu corpo pulsar.
- Ainda não estou totalmente recuperada.- ela disse, ansiosa para beijar os lábios dele. – Não poderei fazer muita coisa.
- Eu farei por você. Tudo o que quiser.- respondeu ele, beijando-lhe o delicado umbigo. – Além disso, sempre existe o chá milagroso do Mr. Eko.
Ana sorriu e deixou que ele a beijasse, primeiro nos lábios, depois em seu corpo inteiro. Três noites? Nem a eternidade seria o bastante para eles.
The End
