Música de fundo: 'ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, ALELUIA, ALE-ELUIA'


4. Duas semanas atrás

Tec.

Três.

Tec.

Dois.

Tec.

Um.

Toc, toc.

— Entra, a porta está aberta!

— Você devia parar de deixar a porta aberta, mulher, algum dia entram aqui e nos assaltam.

— Deixa de ser bobo, ninguém vai roubar a nossa casa.

Era noite, eu estava sentada em cima de um telhado de um pequeno edifício, ao lado de uma pequena casa da onde eu ouvira uma breve conversa entre um casal. A mulher devia não saber, mas também não seria eu quem lhe contaria o porquê de seu marido chegar tarde em casa na maioria das noites. E não era por causa do trabalho.

Ouvi o barulho da porta sendo fechada e trancada. Apesar do homem ser um canalha, ele tinha razão em querer trancar a casa, não que isso fosse realmente adiantar se alguém estivesse tomado pela vontade de assaltar o local. No caso dessa pessoa ser eu, valeria menos ainda.

Eu estava em Volterra. Havia a pouco passado da meia-noite, o céu estava bonito e tinha uma brisa fraca de verão. Meus olhos percorriam as casas adormecidas a procura de nada realmente específico. Não sabia realmente o que estava fazendo ali, talvez para não pensar em nada, mesmo. Tinha brigado com Jane, nós sempre vamos nos desentender, e agora eu só queria, mais uma vez, voltar no tempo.

— Apaga essa luz, eu quero dormir.

Uma voz mais infantil veio da mesma casa. A luz que eu via pelas frestas da janela sumiram e a rua escureceu. O único ponto luminoso era um poste a vários metros, apesar de haver dois antes desse, quebrados. A lua, que era cheia, também ajudava na iluminação, deixando a noite tranqüila. Desejei mais do que tudo poder dormir agora.

Dormir. Dormir bem e esquecer do resto.

Me pergunto se eu não teria nenhum pesadelo, mas mesmo assim, eu preferia dormir com pesadelos nesse momento.

Minha vida — ou não-vida — não estava das piores. Mas também não era uma das melhores. Eu queria fazer as coisas certas. Mas eu já tinha feito a escolha errada no passado.

Rangi meus dentes, com uma forte vontade de passar por cima das regras. Mais uma vez.

Essa não era a primeira vez que eu queria matar alguém só por raiva e desapontamento, e com certeza também não seria a última. Na hora em que eu mato, me sinto um mostro mostrando a mim o quanto idiota eu era. Me machuco por dentro a cada gota de sangue, um jeito de me castigar pelo que eu era, provar para mim mesma o que eu era agora e que isso não pode mudar. Eu sou uma vampira. Matar é o que vampiros fazem. Sangue humano é do que precisamos. Não é só porque eu conheci outros que pensavam diferente que eu devo seguir o mesmo.

Não que eu não queira.

Mas não é o que eu devo fazer vivendo aqui.

Me levantei da onde eu estava sentada parada não sei bem por quanto tempo, mas no máximo uma hora, e comecei a caminha silenciosamente pelo telhado. Pulei no telhado da pequena casa. A minha vítima já estava marcada. Com calma eu andei até o pequeno feixe de luz fraca que marcava uma janela. Um assovio e o barulho da água caindo me indicavam que alguém, mas especificamente minha vítima, estava tomando banho.

Desci para o chão, me encontrando em um quintal, e facilmente consegui abrir uma porta que me revelou uma pequena área de serviço. O cheiro forte de sabão me dava náuseas, apesar de não poder vomitar.

A respiração fraca e compassada mostrava que os outros dois moradores da casa estavam dormindo. Só tinha a minha vítima e eu. Num futuro próximo, só eu.

O barulho do chuveiro parou assim que eu cheguei a porta do banheiro que se encontrava em um estreito corredor. O assovio do homem continuava a medida que o tempo passava. Em alguns minutos a porta se abriu e a luz foi apagada, fazendo com que eu ficasse nas sombras e ninguém me visse.

Agora, sem a luz que passava por debaixo da porta, a casa estava totalmente no escuro. A pessoa deu alguns passos em direção a parede a sua frente, localizando-se, e então virou para a esquerda seguindo em direção de uma porta.

Antes que o homem pudesse andar muito, segurei-lhe pelo pulso com uma mão e com a outra tampei-lhe a boca. Um gritou foi abafado enquanto eu puxava a minha vítima de volta ao banheiro e cravava meus dentes em seu pescoço.

Assim que eu senti o gosto do sangue em minha boca, eu não era mais Bella. Eu também não era uma Volturi. Eu era apenas um mostro que tentava com aquele ato se livrar das mágoas. Egoísta.

Se eu pudesse chorar, provavelmente estaria fazendo-o agora.

Choraria de raiva. Raiva de mim mesma.

Logo não tinha mais sangue e eu queria poder correr para o quarto ao lado e atacar a pobre alma que dormia. Sentia o cheiro do sangue mais tentador agora, me chamando, convidativo para eu ir lá e deixar mais um pouco da certeza de que eu nunca seria diferente se eu não tivesse feito a escolha de ser transformada por Aro. Seria igual ao que eu sou agora.

Deixei o corpo ali e corri para fora da casa antes que eu atacasse os outros da casa. A brisa ajudou a me livrar do cheiro de sangue, apesar de eu não estar satisfeita.

Saberia que assim que eu chegasse até os outros, meus olhos vermelhos me denunciariam e eu teria que contar para que eu fosse encoberta novamente. Seria melhor que fosse antes do amanhecer, mas seria bom um pouco de confusão, também. Eu não me importaria se quisessem tirar a minha quase vida de mim agora. Não mesmo.

Fui até a rua e comecei a caminhar lentamente sem rumo, provavelmente acabaria em cima de outro telhado olhando o nada, me torturando com o cheiro de sangue a minha volta.

Pelo menos a mulher se livrou de um canalha que a traía.


Eu não vou falar NADA, mesmo... Acho que estou com moral baixa para falar aqui. Mas vamos dizer que... uma boa surpresa — até para mim — para a estréia de New Moon, que aliás, eu estou muito ansiosa e vou ver amanhã :B HAHA'

Agradeço a quem deixou reviews há muuuuuito tempo no capítulo passado dessa fic (shindou, Mimy Cullen e Dada Cullen) e sério, nada justifica a minha demora. Eu tinha tempo livro, só que eu estava mais dedicando esse tempo em LER fanfics em vez de ESCREVER. Eu amo ler e simplesmente não aguentava . Desculpa para quem ficou esperando (já deu para perceber que eu posso ser irresponsável quando eu quero, não é legal :/ Estou melhorando isso, nas últimas semanas não tenho deixado as coisas para a última hora como andava fazendo no tempo das últimas atualizações. Minha escola andou muito estressante, é um motivo pela minha falta de responsabilidade com relação a escrever fanfics. Agora que as férias estão aí, vou relaxar de toda aquele mal-humor que eu tenho por causa da escola e vou ficar bem de novo (: Minha sala é quase um INFERNO = dica, apesar de claro, isso não ser uma desculpa. É mais uma explicação de como anda a minha vida).

Não vou dizer quando vem a próxima atualização. O dia em que eu não tiver me estressado na aula por causa das injustiças, eu escrevo. Eu vou escrever essa fic, digo. Porque de escrever fics eu não parei, só mudei um pouco para as interativas. Apesar de não ter nenhuma eu um site, viciei, tanto de escrever quanto de ler esse tipo. É TÃAO legal (: E, ah, esse domingo eu preciso de sorte, vou fazer prova para tentar entrar no segundo grau da UTFPR, quem ainda gostar de mim pode me desejar boa sorte? Porque eu vou precisar de MUITA, mesmo. Obrigada (que cara de pau a minha -p Mas às vezes é necessário, não? (: Eu acho que sim...)

Para quem disse que não ia falar nada, escrevi demais.

Tchau gente, um beijo para vocês (:
Ruu