...but will be forgiven?

Alguns dias se passaram e o médico ainda esperava que ela recuperasse a memória para lhe dar alta. Ela já tinha se lembrado de várias coisas que aconteceram pouco antes do acidente, só restava uma. Chuck tinha passado grande parte do tempo conversando com ela, estava mais carinhoso e dedicado do que nunca, quem sabe se ele fosse um bom namorado ela o perdoaria quando se lembrasse?

Um dia ele foi para casa descansar e Serena ficou conversando com Blair, durante a conversa S. tentou algumas indiretas, algumas provocações, pois queria que a amiga descobrisse o que Chuck tinha feito, ele não podia ficar impune, não podia deixar sua amiga continuar enganada. Toda vez que começava a se lembrar de algo sentia uma forte dor de cabeça, e as investidas de S. pareciam estar funcionando. De repente a cabeça de Blair parecia um túnel do tempo, passaram várias imagens aleatórias na sua mente, e quando pararam ela começou a relembrar tudo que havia acontecido, aquilo além da dor de cabeça, gerava uma dor no peito, um aperto, uma falta de ar, ela tentou se controlar, mas algumas lágrimas rolaram. E ela começou a dizer repetidamente que não acreditava que ele tinha sido capaz de fazer aquilo com ela, em meio ao seu desespero, ele apareceu na porta do quarto com flores nas mãos, mas ao ver o desespero dela percebeu que era o fim, ela havia se lembrado e jamais o perdoaria.

- Sai daqui agora! – ela começou a gritar – engula suas flores, não quero te ver nunca mais na minha frente, como você foi capaz? Eu achava que você me amava, mas você não consegue segurar o zíper da calça fechado, não é? Você não pode ver uma mulher na sua frente, não se importa com os meus sentimentos, e seus sentimentos também somem, né? Bem que dizem que homens pensam com outra cabeça, desapareça da minha vida Charles Bartholomew Bass, pra mim você está morto!

- Me desculpe, eu te amo...

As palavras dela esmagaram o coração dele, esgotaram suas forças, não era capaz de falar mais nada, apenas pronunciou essas palavras e saiu do quarto, enquanto andava pelos corredores viu uma garotinha muito doente e pálida com os pais ao seu lado chorando, foi até a garotinha, deu as flores a ela e disse:

- Você parece ser uma boa garota, a vida é gentil com pessoas boas, continue assim, pessoas más são castigadas algum dia...

O dia, que antes estava levemente iluminado, havia fechado, nuvens tinham se formado e começou a chover, e ele ficou algum tempo de baixo da chuva enquanto suas lágrimas se misturavam com as gotas da chuva, afinal de contas um Bass não chorava no meio da rua. Foi para casa, ficou dias arrasado, S. vendo o quanto a amiga estava magoada e sofrendo resolveu ajudá-los, no dia em que ela saiu do hospital avisou Chuck para ir vê-la em casa. Ele foi até a casa dela, ficou esperando por ela na sala com flores nas mãos, quando ela entrou ainda um pouco debilitada, ela tentou voltar para trás, mas S. e Nate não deixaram, antes que ela começasse a dizer algo, Chuck começou:

- Por favor, me ouça.

- Está bem, pode começar... – disse ela o mais seca que conseguiu.

- Eu sei que eu fui um idiota, não mereço seu perdão, mas eu te amo, você sabe, eu não vivo sem você! Você sabe, depois que você entrou na minha vida, o que é Chuck Bass sem Blair Waldorf? Nada! Eu preciso de você, por favor, me perdoa.

- Ah que lindo você, né? Apronta e depois acha que é só vir aqui falar palavras bonitas e estará perdoado? Eu sinto muito Chuck, eu acho que nossa história foi muito bonita enquanto durou, mas vamos ser realistas, sabíamos que uma hora isso ia acontecer, é a hora de acabar com o jogo.

Oh não, rainha B. dando game over para Chuck Bass, ele devia ter tomado mais cuidado, confiança é como vidro, uma vez quebrada não tem como consertar.

Dois meses se passaram sem que nenhum dos dois se procurassem, mas o destino se encarregou disso, chegou o aniversário de Serena e ambos foram convidados. Ela já recuperada, estava linda, realmente uma rainha, mas não podia esconder a sua angustia por trás da sua beleza. Quando se encontraram até faíscas saíram, cuidado para não incendiar a festa. Mas assim que avistou Chuck, ela mudou de direção, e assim ficou a festa inteira, fugindo dele, mas não poderia evitar para sempre. Em um momento ela foi até a sacada e ficou olhando para o céu e pensando em tudo o que havia acontecido e o quanto estavam doendo esses dias sem ele, estava tão distraída que não percebeu quando ele se aproximou, apenas sentiu suas mãos que ela tão bem conhecia tocando seus ombros.

- Ah, não acredito, me deixe em paz! - disse ela se afastando.

- Hey, eu só quero conversar, - disse segurando seu braço - eu fiz besteira, mas eu já paguei um preço alto demais por isso, você não sabe o quanto doeu ficar dias naquele hospital me martirizando porque você poderia morrer por minha culpa! Não acha que isso já me machucou o suficiente? Acha que não aprendi a lição? Eu te amo, Blair, você é a única mulher que eu quero pra mim.

- Você não pensou assim quando levou aquela vadia pro seu quarto né?

- Eu cometi um erro, mas eu mereço ser perdoado, eu nunca mais farei nada que te magoe, por favor...

- Ok, não precisa dizer mais nada – ela disse com o dedo tampando a boca de Chuck – eu te amo e te perdôo, mas se você fizer isso novamente você perderá o seu parque de diversão!

Ele deu um leve sorriso apesar da ameaça, sabia que não daria motivos para isso nunca mais. Ela o beijou e ele disse o quanto a amava, o quanto tinha sentido sua falta, falta do seu corpo, seu perfume, tudo. Depois de algum tempo juntos na sacada e de muitas declarações de amor e pedidos de perdão, finalmente foram o quarto de S. que ficou feliz em ajudar o casal.

Parece que o nosso conto de fadas teve um final feliz, quer dizer, pelo menos até a rainha B. se vingar dele, nós sabemos que ela não vai deixar isso barato, mas isso será outra história. Xoxo, gossip girl.