Lynne Graham
Adaptação.
Personagens pertencentes a Lynne Grahame e Stephenie Meyer
Historia pertence a Lynne Graham.
AMANTE E ESPOSA
Capítulo 4
COM A DETERMINAÇÃO de não deixar-se vencer por suas emoções, Bella levantou o telefone e se dispôs a chamar sua irmã. Não houve resposta, por isso sua preocupação se foi fazendo mais e mais intensa enquanto esperava que respondesse ao telefone celular.
- Bella? - disse por fim Kate, cuja voz soava afogada pelo ruído ensurdecedor da música de fundo. - Por que me liga?
Era incrível que a música não a aturdisse, mas agora entendia que não tivesse ouvido o telefone que se encontrava no saguão da casa.
- Estava preocupada. Parece ser que James esteve aí antes, mas você tinha saído.
- Não tinha saído - respondeu depois de um comprido silencio. - Mas quando vi que era ele não me incomodei em abrir a porta. É tão aborrecido.
- Eu também vou ser aborrecida e vou pedir que baixe um pouco a música; se Masen chorar não poderá ouvi-lo. Escute, tinha pensado ficar aqui à noite e voltar pela primeira hora da manhã, mas se preferir que volte esta noite...
- Não seja tola. Não faz falta que volte - assegurou sua irmã com impaciência. ouviu-se o ruído de uma porta ao fechar-se e depois um agradável silêncio.
- Masen está bem... dormindo como um tronco. Como foi com Edward?
- Mau - confessou derrubando-se sobre a cama. - Está saindo com Lauren Mallory, a modelo. É linda.
- Vá, querida! - exclamou rindo malévola. - Parece que não é seu dia. Adverti-lhe isso, não é certo?
- Sim.
- Edward é um desgraçado. Pediu-lhe o dinheiro?
- Sim... não haverá nenhum problema.
- Genial! - exclamou Kate entusiasmada.
Então lhe pareceu ouvir outra voz do outro lado da linha.
- Há alguém com você?
- Por que me pergunta isso? - replicou sua irmã indignada.
- Acreditei ouvir alguém mais.
- Pois não... É a televisão. Até manhã!
E pendurou o telefone sem lhe dar tempo de despedir-se. Bella ficou ali tentando fazer algo com a dor que lhe perfurava o coração. Fazia mais de três anos desde o dia em que tinha saído correndo da festa de Alice depois de ver Edward com outra mulher muito bonita. Ele a tinha seguido até a rua.
— Então sente por mim o mesmo que eu por você — lhe havia dito com tremenda satisfação. - Não se preocupe por meu acompanhante, não significa nada.
- Ela sabe? - tinha-lhe perguntado Bella escandalizada.
- É com você que quero estar, bela minha - tinha assegurado ele encolhendo os ombros. - As demais não são mais que substitutas e se quer culpar alguém disso, culpe a si mesma.
- Não tente me fazer responsável por ser um mulherengo!
- Sou solteiro... não engano a ninguém nem faço nada mau. Não seja tão puritana. Se fosse tão formal como acreditava que você gostaria que fosse, estaria casado e com filhos e, portanto moralmente fora de seu alcance. Sendo como sou, estou disponível para você, a única coisa que tem que fazer é deixar de correr como uma menina fugindo do que sabe que há entre nós.
As três da madrugada se apresentou em sua casa e ela o tinha deixado entrar aliviada de que ao menos não estivesse passando a noite com a outra.
- Com você será diferente, cara. - tinha-lhe assegurado estreitando-a em seus braços. - Você me terá só para você.
Bella tinha ficado boquiaberta ao comprovar que lhe oferecia como um extra algo que ela tinha dado como obvio.
- E vou fazê-la muito feliz. É tão simples, por que fazê-lo tão complicado? —tinha acrescentado com um suave sussurro acompanhado por beijos.
Mas a única coisa que tinha resultado simples tinha sido saber que o amava, algo no que por outra parte, não acreditava que tivesse outra escolha. Viam-se sempre que podiam, mas nunca era suficiente para nenhum dos dois. Bella tinha se apaixonado loucamente e não tinha tido nenhuma dúvida sobre sua relação por isso aceitou sua proposição quando dois meses mais tarde lhe pediu que se casasse com ele. Não suspeitava que uma vez lhe tivesse posto o anel de compromisso, desapareceria a intimidade da qual tinham desfrutado até então.
Os amigos de Edward a elogiavam em sua presença, mas o certo era que em um círculo tão distinto como aquele todo mundo se sentia insultado por que tinha escolhido como futura esposa uma professora de universidade pouco sofisticada. As contínuas alusões à reputação de Edward com o gênero feminino ou sua falta de encanto afetaram enormemente à auto-estima de Bella e a sua fé em seu futuro marido.
Naquele momento Bella não estava consciente daquela realidade. O dia das núpcias tinha sido o mais feliz de sua vida e a curta lua de mel uma verdadeira delícia. Entretanto, só dez meses mais tarde Bella se sentia sozinha e triste; mas não fosse pela história de Tanya Denali, teria continuado com ele. Edward nunca tinha chegado a entender por que o tinha abandonado. Sua aparente infidelidade a tinha convencido de que o divórcio era a melhor opção que podia dar a um homem que tinha deixado claro durante as últimas semanas que lamentava haver-se casado com ela...
Bella se meteu no banheiro contíguo ao dormitório e com lágrimas de dor lhe empapando o rosto decidiu tomar um banho quente com a esperança de que a ajudasse a relaxar-se. Já inundada na água, uns minutos depois se encontrou perguntando-se por que Kate detestava tanto Edward. Sua irmã jamais tinha tido uma palavra amável sobre ele e, para ser sincera, o certo era que ele tampouco tinha sido nunca muito amável com ela. Provavelmente se devia unicamente a um choque de personalidades. Bella respirou fundo e desejou ter o pequeno Masen junto a ela.
Uma suave batida na porta do banheiro a tirou de seus pensamentos com um sobressalto que a fez salpicar água por todos os lados.
- Não estou vestida! - avisou rapidamente a quem estivesse chamando.
- Não importa - disse Edward do outro lado. - Pedi que lhe subissem uma bandeja com comida, mas como me disseram que não respondia decidi subir eu.
- Não tenho fome.
Ao atravessar a soleira da porta, seus claros olhos se entrecerraram para observá-la com uma intensidade estremecedora. A primeira coisa com que se encontrou foi com a tentadora visão de uns delicados peitos de pele branca coroados por uns suculentos mamilos rosáceos. Ela tentava ocultar sua nudez apertando os joelhos ao peito, como sempre, despojada de todo artifício.
Tinha o cabelo úmido e alvoroçado, os olhos brilhantes e a boca tão sensual como um pecado...
- Pois eu sim - respondeu ele ferozmente.
- Então fique você com a bandeja - sugeriu Bella tentando afastar o olhar dele e fracassando estrepitosamente em tal intento. Tinha uns olhos preciosos que emitiam brilhos de bronze e ouro, uns olhos que ao olhá-la provocaram nela um ardor na zona pélvica e então pensar razoavelmente se converteu em uma verdadeira provocação. Tirou a jaqueta e a gravata e desabotoou os botões superiores da camisa; com o que tinha um aspecto mais atrativo e perigoso que nunca. Todos os sentidos de Bella reagiram disparando por seu corpo multidão de calafrios.
- Por que não me pede que vá? -perguntou provocador.
Bella sabia perfeitamente por que, mas era muito covarde para dizer-lhe.
Em só uns segundos sua mente se encheu de imagens nas que ele se aproximava dela e a tirava da água para levá-la diretamente à cama e saciar o desejo irrefreável que sempre tinha despertado nele.
Edward inclinou a cabeça para trás; tinha lido a resposta no olhar desprotegido e cheio de esperança de Bella. Com o estilo que lhe caracterizava, assumiu que tinha chegado o momento de dar o primeiro passo para que ela não se sentisse mal pelo que estava fazendo. Mas descobriu com surpresa que essa vez queria algum tipo de contribuição de sua parte. Por que tinha que lhe fazer sempre as coisas tão fáceis? Depois de tudo, ele já tinha orquestrado toda a situação para provocar o presente desenlace. Tinha-a dissuadido de que não partisse da casa para estar com o camundongo de biblioteca porque tinha a intenção de seduzi-la e passar a noite com ela. Mas agora de repente, tinha tomado a determinação de fazê-la escolher e agir em conseqüência...
- Se quer dormir comigo esta noite, estarei no quarto do lado esperando-a. - viu como seu rosto se ruborizava um pouco mais com cada palavra.
- Como... como pode me dizer isso? -perguntou quando conseguiu superar ligeiramente o abafado.
- A vida é muito curta. Estou tentando evitar que nos façamos velhos antes que lhe ditas a agir. Decida se me deseja o suficiente para se arriscar ou não. -apesar do ultimato, sua voz soou suave e sedutora. - Você decide.
Bella ouviu mortificada como a porta se fechava. Foi-se. Levantou-se da banheira tremendo e começou a secar-se. Conhecia-a tão bem; tinha reconhecido sem problemas o desejo que sentia, deu-se conta de que estava ali sentada esperando que ele fora por ela. Mas em lugar de fazer o que sempre tinha feito, burlou-se de sua passividade e lhe tinha arrojado uma incrível provocação.
Ela nunca tinha sido das que se arriscavam, por isso, tudo o que tinha feito durante o dia lhe resultava agora bastante irreal. Tinha ido em busca de Edward não uma, a não ser duas vezes. E o que tinha conseguido com tanta valentia? Só a tinha feito desentupir todas as mentiras que esteve dizendo a si mesma durante os últimos anos. Tinha-a obrigado a enfrentar a realidade, quão desgraçada que era sem ele. E agora a tinha obrigado a considerar uma via para ressuscitar seu casamento em que nem sequer tinha pensado.
Apesar da deslumbrante beleza de Lauren Mallory, Edward continuava sentindo-se atraído por sua esposa. Em lugar de escandalizar-se de sua proposição, possivelmente deveria pensar que era afortunada por seguir despertando seu interesse sexual. Além disso, se Edward não a achasse atraente, não teria existido possibilidade alguma de reconciliação. Queria isso dizer que devia ir a sua chamada?
Por acaso não era muito cedo para voltar a acabar na cama com ele? Edward não sofria suas inibições e sempre tinha tido uns impulsos sexuais muito fortes. Ao fim e ao cabo, ainda estavam casados e se tinham se separado, tinha sido por sua culpa. Tinha passado o dia inteiro lhe dizendo que queria voltar com ele, assim não tinha direito de queixar-se de que ele tivesse entendido suas palavras da maneira mais literal. E se a desafiava a arriscar-se por ele, não estaria lhe dando a entender que havia esperança de que houvesse um futuro para eles?
Aquele não era o momento de questionar-se se era o bastante sexy ou não porque provavelmente aquela seria a última oportunidade que ia ter de salvar seu casamento, assim não podia permitir-se desperdiçá-la por culpa do acanhamento. Sem pensar duas vezes, vestiu a roupa interior e, como lhe parecia um pouco estúpido vestir-se por completo, colocou por cima a colcha da cama e saiu do quarto antes que os nervos se apoderassem dela.
Cruzou a soleira da porta do lado só para descobrir que... o quarto estava completamente às escuras e vazio. Tampouco estava no quarto da frente. Em busca de um marido, pensou histérica. Teria mudado de opinião?
- Não tem necessidade que reviste a casa inteira, estou aqui... - anunciou Edward com sarcasmo.
Bella deu a volta assustada, mas ao fazê-lo tropeçou com o extremo da colcha e caiu de bruços em metade do corredor.
- Dio mijou... Está bem? - Edward se agachou e lhe estendeu uma mão para ajudá-la a levantar-se.
- Perfeitamente! - respondeu com tremenda frustração. Já lhe era difícil atuar com dignidade em um terreno no que nunca se sentiu segura, mas estar ali vestida de sofá e acabar de bruços a seus pés como uma tonta supunha ter caído ainda mais baixo.
Por questões práticas, Edward a levantou nos braços e a levou até seu quarto.
- Bom... E agora o que? - perguntou ela tentando manter-se firme.
- Pois vou tirar lhe tudo isto antes que quebre uma perna. - dito e feito, agarrou a colcha e a fez girar sobre si mesmo antes que tivesse sequer a oportunidade de protestar.
- Ai! - despojada da única coisa que podia ocultá-la, Bella cruzou os braços sobre o peito e então o olhou atentamente pela primeira vez.
Só usava umas cueca que lhe cobriam unicamente até a parte superior das coxas. Além disso, seu corpo bronzeado e musculoso se desdobrava ante ela com todo seu encanto e atrativo. Os ombros largos, os peitorais ligeiramente cheios de pêlo e o estômago liso como uma prancha. Um pouco parecido ao vôo de centenas de mariposas se desatou no interior de Bella.
- É... tão estranho estar aqui com você outra vez. - confessou com a respiração entrecortada.
- Eu diria que é erótico... - matizou ele aproximando-se para lhe passar a mão pelo cabelo alvoroçado. - Sinto-me como um sultão, tenho uma pulseira e tenho a sensação de que esta noite posso conseguir tudo o que deseje.
Bella se pôs a rir com nervosismo porque pensou que devia estar brincando.
- Eu não chegaria tão longe...
- Acredito que chegaria tão longe como eu desejasse, minha bela - assegurou saboreando seus lábios entreabertos com ardente precisão.
Era como ver uma chama aproximando-se da dinamite e não podia evitar que seu corpo tremesse espectador. Edward levantou o rosto para observá-la atentamente e depois a beijou de novo com uma paixão que reclamava uma resposta por sua parte, mas que a obrigou a agarrar-se a seus ombros para não cair.
Foi baixando as mãos até despojá-la do sutiã, instintivamente ela tratou de ocultar os seios com as mãos, mas ele a impediu. Seus olhos dourados pousaram na pele nua com gesto de admiração.
- Senti falta de seu corpo... - confessou ele.
Apesar da satisfação que lhe dava ouvir aquilo, sentia-se nua e desprotegida ante tanta atenção.
- Vai ser um verdadeiro prazer me reencontrar com ele. - sussurrou enquanto seus dedos acariciavam os mamilos eretos provocando um gemido afogado. agachou-se ligeiramente e a levantou do chão em seus braços.
- Onde... aonde nos leva tudo isto... a você e a mim? - perguntou gaguejando.
- A minha cama... não me faça perguntas com armadilha - sugeriu-lhe ele. - Não é o bastante sutil.
Deixou-a brandamente sobre o leito. Não lhe havia dito nenhuma mentira. Tinha sido direto com ela, assegurou-se Edward a si mesmo. Se ela escolhia continuar sendo a eterna otimista e chegar a conclusões errôneas, era problema dele. Ele a desejava e ela estava disposta. Por que complicar as coisas? A tênue luz iluminava sua juba ao mesmo tempo em que acentuava a perfeição de sua pele e de sua fina figura.
Tinha-a agarrado pelos pulsos, presa contra a cama e em seus lábios havia um tímido sorriso. Não havia nada suspeito em seu interesse por ela, nada cruel em sua provocação; era evidente que a desejava. A dúvida de quanto teria desejado Lauren Mallory ameaçou danificando o momento, mas Bella afastou tal pensamento de sua mente tão rápido como pôde.
- É muito bela... em suas pequenas proporções. - acrescentou Edward grosseiramente, como se tivesse medo de que tal completo pudesse fazê-la pensar algo que não era.
- Isso é o que você acredita.
- James não pensa o mesmo?
- James? – abriu os olhos surpresa porque não entendia como era possível que Edward soubesse sequer da existência de seu amigo; mas a dúvida não era o bastante importante para ficar a investigá-la naquele momento. - Não acredito que nunca parou para pensar em meu aspecto. Como eu, acha mais interessantes as questões práticas...
- Dio mio... que romântico. - murmurou Edward entre dentes e contrariado pela maneira em que Bella comparava sua natureza com a desse outro homem. - Pois eu acredito que neste momento... tudo conta, bellezza.
- Claro que sim - assentiu com o coração na mão.
- Então deixe de se esconder entre os lençóis. Passou-se muito tempo, me deixe que desfrute da vista. - sussurrou dirigindo seu olhar para a calcinha que ainda usava e dispondo-se automaticamente a tirar-lhe. - Muito melhor assim...
Seus olhos verdes passearam por seu corpo com sensualidade antes de afastar-se um pouco para tirar a cueca. Sua excitação era mais que evidente e parecia que ter público o animava em lugar de inibi-lo. Ela, entretanto se ruborizou e teve que fechar os olhos para ocultar as sensações que estava notando no baixo ventre.
- Me olhe... - ordenou-lhe Edward deitando-se a seu lado. Suas pálpebras se abriram lentamente e viu a mão dele passeando-se delicadamente por seus seios, entretendo-se especialmente nos mamilos. Arqueou as costas ao mesmo tempo em que uma rajada de calafrios lhe percorria a espinha dorsal.
- Edward...
Ele baixou a cabeça até que sua língua pôde passear-se pelo terreno que já tinham reconhecido seus dedos e ela moveu os quadris tentando dirigir o calor ardente que sentia entre as coxas. Fazia tanto que não a tocava, que a surpreendeu a resposta de seu próprio corpo. Apertou as mãos e tratou de fazer-se com o controle que rapidamente voltou a perder para mergulhar-se de cheio no prazer.
Edward voltou a estirar-se, dessa vez para inundar sua língua no delicioso interior de sua boca. Moveu-se uma e outra vez até que Bella o envolveu entre seus braços e notou sua respiração entrecortada pelo desejo. Já em cima dela, foi acomodando a mão até dar com o fogo líquido que se escondia entre suas coxas.
- Necessita-me, cara... - sussurrou com uma risada de masculina satisfação enquanto seus dedos exploravam com mestria aquelas profundidades de seu corpo. O prazer era uma tortura que a fazia retorcer-se e gemer.
- Edward, por favor... - ouviu-se suplicar, mas não lhe importou. O desejo era tão forte que a controlava sem que ela pudesse fazer nada.
Entrou nela com um grunhido primitivo e ela se estremeceu ante o poder de sua penetração e levantou as pernas para poder senti-lo no mais profundo de seu corpo. Em meio a uma excitação selvagem que nunca tinha conhecido, Bella apreciou a mudança que Edward tinha experimentado, mas o prazer a arrastou afastando-a por completo de qualquer pensamento. Abandonou-se à explosão que estava tendo lugar dentro de seu corpo, inundando-a em um clímax intenso e arrebatador.
Depois da tormenta de prazer, Bella ficou fraca e indefesa e se abraçou a ele tentando recuperar o fôlego. Estava incrivelmente feliz, pensou com alívio e gratidão. Estavam juntos de novo; sabia que ainda havia muitas coisas que limar, mas a separação tinha acabado e agora se abria ante eles uma nova oportunidade.
- Não podia viver sem você. - murmurou tentando não deixar-se levar pela emoção, embora fosse muito difícil não tornar a chorar de felicidade.
- Não me diga, cara! - disse ele lhe dando um beijo na frente.
Tentou não rir do modo no que ela se aferrava a ele, lhe fazendo sentir o poder de ser indispensável. Por um momento habitaram juntos aquele breve intervalo em suas vidas, mas a lembrança dos últimos dois anos não demorou para voltar para a mente de Edward, enchendo sua alma de novo com a frieza do aço.
Inconsciente da mudança, Bella acariciava seu peito admirando a perfeição de sua pele e depois levantou o olhar para seu rosto.
- Eu... ainda o amo.
- Que honra. - respondeu elevando a mão e marcando um pequeno espaço com dois dedos. - Quer-me assim? Ou assim? - perguntou separando mais os dedos.
Ela sorriu timidamente pensando que estava brincando.
- Quero ao menos o dobro disso...
- Mas eu não pedi esse amor... eu só queria sexo.
Uma careta de dor transformou o rosto de Bella.
- Não fale assim.
- Se me tanto ama, me perdoará. - assegurou Edward sarcasticamente.
Só então identificou o tom escuro e frio de sua voz, algo ia mal. Edward a separou de seu lado e se levantou da cama enquanto ela não deixava de olhálo.
Era como se acabasse de lhe atirar uma punhalada que a tinha partido em dois. Entregou-se a ele, tinha-lhe devotado seu amor, mas ele a tinha rejeitado. «Eu só queria sexo». A humilhação a fez estremecer.
O telefone que havia na mesinha de noite soou de repente. Edward respondeu amaldiçoando em italiano e a expressão de seu rosto mudou automaticamente.
- Sim, sou Edward Cullen. O que aconteceu? O tom de sua voz fez com que Bella se incorporasse na cama e o observasse; a cor de seu rosto se converteu em branco imaculado.
- Que hospital? Como está? - inquiriu com seriedade. - Como aconteceu?
Enquanto escutava as feições do rosto foram endurecendo até converter-se em pedra.
- Obrigado. Agora mesmo vou para lá.
Ao mesmo tempo em que pendurava o telefone lançou a Bella um gélido olhar de reprovação.
- Era a polícia. Masen está no hospital, tem cortes e machucados. Encontraram-no sozinho na rua.
- Co...Como? - perguntou Bella perplexa.
- Sua irmã tentou leva-lo com ela, mas pelo visto estava muito bêbada para tomar conta dele. Parece que o tinha levado a uma festa da qual escapou sem que ninguém se desse conta. - explicou Edward subindo paulatinamente o tom de voz.
- Meu deus! - aterrada por que seu filho tivesse sofrido algum dano, Bella tentou não pensar em como era possível que tivesse acontecido algo tão terrível e se concentrou no que verdadeiramente importava. - Masen está no hospital? Mas... está bem?
Edward não respondeu, seus olhos continuavam cravados nela com um brilho ameaçador.
- Como demônios lhe ocorreu deixar meu filho aos cuidados dessa bruxa egoísta?
- Por favor me diga se Masen está bem! - insistiu Bella muito alterada.
- Dannazione! A que lhe chama estar «bem»? Tem cortes e machucados e está morto de medo. Poderiam havê-lo seqüestrado ou assassinado, poderia ter acontecido algo! Graças a Deus que nada disso ocorreu! -Edward continuou vociferando enquanto tirava a roupa do armário. - Alguém terá que pagar por isso.
E ai o que acharam ?
Muito mal esse Edward Nao?
Bjssssss... Review?
