Lynne Graham
Adaptação.
Personagens pertencentes a Lynne Grahame e Stephenie Meyer
Historia pertence a Lynne Graham.
AMANTE E ESPOSA
Capítulo 8
E LAUREN...? - sussurrou Bella olhando-o impaciente e insegura. Ele se pôs a rir antes de responder.
- Lauren acabou assim que a tive em meus braços. Desejava algo que só você podia me dar, cara.
- Me alegro - alegrava-se tanto que não podia expressá-lo com palavras.
Falar era um esforço quando o que queria era perder-se nele, que a abraçava com tal força que apenas podia respirar; porém ela não se queixou, pois desejava essa intensidade com todo seu coração.
- Enquanto estiver com você, não haverá ninguém mais em minha vida - prometeu levantando-a nos braços como se fosse uma pluma. - Assim foi sempre e assim será.
Havia uma recriminação tácita nessa afirmação. Aquele foi o momento em que Bella soube que devia despedir do passado se não queria arruinar o presente. Para Edward era tudo ou nada. Ao abandoná-lo havia devolvido a liberdade e ele logicamente tinha continuado com sua vida, assim não tinha nenhum direito a lhe jogar nada no rosto. Tinha julgado-o injustamente sem lhe dar a oportunidade de defender-se sequer. Depois lhe tinha impedido de passar tempo suficiente com seu filho, o que não tinha feito mais que aumentar suas barreiras. Mas essas barreiras tinham caído uma a uma e isso era a única coisa que importava. Ali estava a segunda oportunidade que ela tinha pedido e não ia rejeitá-la.
Na metade da escada, Edward se deteve para saborear aquela boca deliciosa uma vez mais. Nunca havia sentido tal desejo por ninguém. Precisava estar com ela e ali a tinha. O resto não importava, pensou enquanto a deixava brandamente sobre a cama.
- Bells... - sussurrou com uma intensidade que a fez estremecer.
- Me alegro de que não aceitasse um não por resposta.
- Quando desejo algo, luto por isso, minha cara – disse-lhe acariciando a bochecha.
- Pois não deixe de me desejar - murmurou tensa como as cordas de um violino.
- Teria que me dizer como fazê-lo - confessou Edward.
- Jamais me ocorreria fazer uma coisa assim - respondeu ela vigorosa por sua admissão e com a inquietação de não ter adotado nunca esse papel, começou a lhe tirar a jaqueta. Ele a olhou fixamente, lhe dando energia para que continuasse. - Parece que não me dou muito bem nisto - disse fazendo uma confusão com a gravata.
- Pode praticar comigo sempre que quiser, mas esta noite não precisa de tanto refinamento - opinou despojando-se da gravata e a camisa sem ocultar sua impaciência e com seu forte torso nu, levantou-a do colchão para colocála entre suas pernas.
Uma sucessão de beijos apaixonados e depois mais doces lhe arrebatou toda a concentração. O mordisco de seus dentes no lábio inferior desencadeou um prazeroso calafrio. Enquanto e quase sem que ela o notasse, estava-a despindo.
- Eu adoro sua boca - rugiu ele brandamente baixando o rosto, pelo peito até chegar ao estômago. - Eu adoro sua pele - acrescentou lhe tirando a camiseta. - Mas sobre tudo, eu adoro olhá-la, bela mia.
- Não sei por que... - sussurrou ela timidamente.
Seus olhos se detiveram nos seios brancos e os mamilos que o esperavam impacientes.
- Para mim... é perfeita. Uma química como a que há entre nós não desaparece só porque a gente quer.
- E você queria que desaparecesse? - perguntou ela ofendida.
Ele a olhou surpreso.
- Che altro...? O que outra coisa ia fazer? Claro que quis que desaparecesse o desejo que sentia por você quando me abandonou. Era como se tivesse levado com você uma parte de mim - confessou pesaroso ao recordar. - Como ia viver assim?
O coração lhe estremeceu dentro do peito e os olhos lhe umedeceram, mas antes que pudesse parar para pensar nisso, Edward afundou uma mão em seu cabelo e a beijou com uma paixão explosiva que a fez esquecer até seu nome.
Acariciou-lhe os seios, seus dedos brincaram com os mamilos e um rio de fogo percorreu o centro de seu corpo. Elevou os quadris para aproximar-se ainda mais a ele, pois o desejo se converteu em dor fazendo da paciência um gesto impossível. O roçar de sua língua na pele a fazia retorcer-se de prazer, mas nada comparado com o que sentiu quando seus dedos penetraram abaixo do tecido que ainda cobria o triângulo entre suas pernas. Algo dentro dela ardia de um modo incontrolável.
- Edward... - estirou-se até encontrar sua boca e o saboreou atentamente.
Com uma espécie de rugido animal, levantou-lhe as pernas e lhe tirou a calcinha. Acariciou o úmido centro de seu corpo enquanto sua língua penetrava uma boca que o recebia ansiosa de ser possuída.
- Rendo-me, bela mia - grunhiu lhe apertando os ombros contra o colchão.
- Não me faça esperar - sussurrou ela impulsionada por uma necessidade contra a que não podia lutar.
- Não poderia...
Separou-se dela apenas para tirar a roupa que ainda retinha aquela poderosa excitação. Com a mesma impaciência que a atormentava, aproximou-se e lhe separou as coxas para encontrar o lugar que o esperava ansioso.
- Noite após noite, habitou meus sonhos e agora estou fazendo realidade minha fantasia.
Com um só movimento entrou nas profundidades de seu corpo. O prazer foi imediato e infinito. Bella arqueou as costas ao mesmo tempo em que soltava um gemido.
- Você gosta? - olhou-a satisfeito ao comprovar sua resposta embora ela não pudesse nem pensar. - Quero que você goste para que não possa se afastar de mim.
- Me encerre... e tire a chave! - brincou ela desenfreada.
- Não, bela mia - disse movendo os quadris em círculos -. Já conhece as regras. É você que deve escolher livremente se quer estar comigo.
- Escolho-o... escolho estar com você - era tudo o que podia dizer entre gemidos de prazer.
Ele reclamou sua boca com um beijo que lhe acelerou o sangue e ela o sentiu seu em corpo e alma, era uma sensação eletrizante que jamais tinha experiente.
Edward levantou o rosto e a olhou cheio de satisfação antes de afundar-se ainda mais e mais rápido dentro dela. Bella claudicou enquanto sussurrava seu nome quase sem fôlego. O doloroso desejo foi subindo até que algo estalou dentro dela levando-a a alturas desconhecidas. Depois do êxtase, tevea sensação de ser capaz de voar, embora o corpo de Edward a tinha presa, algo que jamais lhe tinha sido tão prazeroso.
Ele a abraçou com o carinho que em outro tempo lhes tinha sido tão natural. Com a felicidade iluminando seu coração, foi percorrendo com beijos o peito de Edward, que a olhava sorrindo.
- Bells... - murmurou lhe beijando a palma da mão.
- Quero que saiba que escolhi estar com você já faz muito tempo - disse ela entusiasmada.
Seu corpo experimentou uma tensão quase imperceptível.
- Tente não esquecer que também escolheu me abandonar quando as coisas ficaram difíceis.
Bella ficou lívida ao ouvir aquilo.
— Não... Não foi assim.
- Tome cuidado, bela mia - continuou lhe dizendo com a suavidade da seda. - A próxima vez, pode que seja eu que a abandone.
A felicidade desapareceu como se alguém acabasse de apagar sua luz interior. Girou a cabeça para o outro lado. Edward observou seu pesar não sem certa desconfiança. Parecia tão tranqüila e tão inocente que teria jurado que nela não havia sequer um ápice de maldade. E, entretanto, quando se tratava de sair-se com a sua, convertia-se em uma espécie de aríete aterrador e muito eficaz que sempre conseguia o que queria.
Entre seus triunfos figurava haver lhe feito trocar a simples aventura que procurava na primeira vez que lhe tinha pedido um encontro por um anel de diamantes em só um mês. Perplexo por sua própria rendição, tinha planejado continuar comprometido anos e anos, mas ao ver que ela se negava a ir viver com ele, tinha acabado passando pelo altar. Quando lhe havia dito que estava muito ocupado para a lua de mel, ela tinha decidido voltar a trabalhar também, mas claro, ela teria que passar duas semanas com seus estudantes nas remotas terras altas escocesas. Esse mesmo dia tinha organizado a lua de mel. Com todas aquelas conquistas femininas na cabeça, Edward saiu da cama e se meteu no banheiro.
Estava a ponto de meter-se na ducha quando Bella entrou com gesto beligerante.
- Pois faça agora.
- Que faça o que?
— Me abandonar - desafiaram-no seus olhos furiosos. - Vamos, estou esperando.
- Mas eu não quero abandoná-la!
- Então... eu o farei por você - replicou ela com total suficiência.
- Dannazione! A que demônios está jogando?
- Eu não gosto das ameaças, assim não se atreva a falar de me abandonar só porque eu deixei que volte a se colocar em minha cama - advertiu-lhe acaloradamente.
Mordendo a língua para não dizer nada inapropriado, Edward agarrou uma toalha e a atou à cintura, depois passou a mão pelo cabelo em um gesto de desespero.
- Estava brincando...
- Se o levasse até a borda de um precipício e o abandonasse ali, a cinqüenta metros de altura, pareceria uma brincadeira?
- Quem disse que me dá medo a altura? - perguntou surpreso e furioso.
- Sua irmã - confessou ela com certo sentimento de culpa. - Jamais o teria deixado saber que sabia se não houvesse dito o que disse. Sobretudo depois de quão valente foi subindo pelo balcão.
Edward se esforçou por continuar zangado, mas falhou estrepitosamente; de fato um malévolo sorriso apareceu ligeiramente a seus lábios.
- Você vai contar às pessoas? Ou me recordará disso cada vez que a zangue comigo?
- Eu jamais faria isso.
Edward lhe agarrou ambas as mãos entre as suas e lhe deu um beijo na fronte.
- De repente me impressionou voltar a estar com você, bela mia.
Bella sentiu a imperiosa necessidade de saber o que queria dizer exatamente com que se impressionou, mas não era o momento de submetê-lo a um interrogatório.
- Foi uma noite cheia de emoções.
- Precisamos nos relaxar - sugeriu tirando a toalha que levava na cintura.
- Edward!
- Se isso a escandalizar... - sussurrou com os olhos faiscantes. - ... espere para ver o que posso fazer na ducha.
Acabava de amanhecer quando Edward se levantou da cama sem despertá-la e se vestiu sigilosamente depois de olhá-la um instante. Definitivamente, James Hunter tinha ficado fora de jogo. Cruzou o corredor até o quarto em frente e observou Masen com imenso orgulho. No andar de abaixo, Jake começou a uivar ao notar sua presença e teve que abrir a porta da cozinha para conseguir que se calasse... embora logo descobriu que isso não bastaria para satisfazer o mimado mascote. Depois de uma incrível interpretação em que o vira-lata se jogou ao chão com as patas para cima e o olhou com cara de fúria, Edward não pôde fazer outra coisa que procurar a caixa de bolachas.
- Temos que fazer um trato — disse ao caprichoso arbusto de pêlos, que parecia sentir certa aversão por ele. - Terei que suborná-lo para que me permita andar pela casa tranqüilamente. Aqui tem...
Jake aceitou a bolacha encantado. Edward o olhou orgulhoso, como teria olhado qualquer novo projeto ou desafio. Mas quando o cão abandonou seu prêmio para celebrar a latidos sua ida, Edward não pôde fazer outra coisa que rir.
- Volte a dormir, mia cara... descanse e recupere as forças - recomendou-lhe
Edward com um provocador sorriso nos lábios e a satisfação masculina de um homem que acabava de deixar exausta uma mulher.
Com a indolência provocada pela recente overdose de prazer, Bella lhe estendeu os braços abertos.
- Eu adoro ficar na cama. Suponho que isso quer dizer que você se encarrega de levantar Masen e lhe dar o café da manhã.
Edward esteve a ponto de dizer que não, pois ainda não estava familiarizado com a quantidade de trabalho que implicava criar um filho.
- Era uma brincadeira... - reconheceu ela sorrindo malévola. - Só queria ver sua reação.
- Que bruxa! - protestou Edward com fingida irritação ao mesmo tempo em que pensava quão bonita e radiante estava Bella pelas manhãs. Entretanto no fundo havia algo que lhe preocupava. Seu divórcio já era definitivo. O tinham notificado no dia anterior e ainda não se atreveu a dizer a Bella por medo de desgostá-la. Na realidade também tinha pensado que possivelmente era melhor se a informasse seu advogado.
- O que acontece? - perguntou-lhe ela como se pudesse ler o pensamento.
- Nada - encolheu-se os ombros e se levantou da cama com aparente tranqüilidade.
Mas não podia tirar da cabeça. Estava deitando-se com sua ex-mulher! Os dois eram felizes e Masen também, assim possivelmente não haveria problema; de todos os modos, podia comprar algo para lhe demonstrar que continuava ali. Umas flores... em troca de um aliança de casamento. Não, não, melhor uns diamantes... Não, Bella não tinha uma especial fraqueza pelas jóias. Também poderia levá-la para jantar a algum lugar especial, mas não queria atrair a atenção dos paparazzi e acabar saindo nos jornais, isso poderia desgostá-la ainda mais. O melhor seria lhe dar de presente a melhor samambaia que pudesse encontrar. Isso seguramente a impressionava.
- Está seguro de que não aconteceu nada? - insistiu sentida saudades por quão distraído estava.
- Não, só estava pensando. O que necessitamos... o que necessita - apressou-se a corrigir ao mesmo tempo em que se perguntava que demônios acontecia com seu cérebro e a seus normalmente temperados nervos. - ... é uma babá que a ajude com Masen.
Edward fingiu não precaver do deslize que dava a entender que, uma vez mais, Edward estava pensando neles como casal, mas morria de vontades de sorrir de orelha a orelha.
- Sue Clearwater, a babá que trabalhava para mim em Oxford, disse-me que não lhe importaria tentar a sorte na grande cidade.
- É italiana? - perguntou gratamente surpreso.
- Seus pais, mas ela fala italiano perfeitamente. Acreditei que seria bom para Masen escutar o idioma paterno também em casa.
Edward ficou de pedra. Inclusive acreditando-o infiel, Bella tinha decidido respeitar a herança cultural de seu filho. Parecia que ele também tinha sido injusto com ela.
- Parece perfeita.
Enquanto ele estava na ducha, Bella lançou um olhar a seu redor. O quarto estava cheia de coisas de Edward; roupa no chão, vários disquetes na mesa, jornais. Era evidente que estava acostumado a que alguém recolhesse tudo a seu lugar, mas o certo era que para ela era uma verdadeira maravilha ver todas essas coisas em seu quarto. Tinha vivido dois anos em uma casa em que não teria podido encontrar nem rastro de Edward. Nem sequer queria pensar em quão desgraçada tinha sido sem ele. por que pensar no passado quando o presente era tão maravilhoso?
Levava só duas semanas em Londres e cada vez passava mais tempo com ele. Virtualmente estava vivendo com Masen e com ela. Já não ia trabalhar às seis da manhã e durante o fim de semana inclusive tinha desligado o telefone celular. Para alguém tão pouco acostumada a ter uma vida familiar satisfatória, aquilo era um verdadeiro presente que ela apreciava em cada segundo do dia. Devia admitir que Edward tinha mudado durante o tempo que tinham estado separados. Tornou-se muito menos arrogante e egoísta e muito mais paciente. Tinha-lhe demonstrado uma e outra vez que estava disposto a sacrificar-se por Masen e por ela, quando fazia só dois anos tinha sido o típico homem que fazia o que queria quando queria sem contar com ninguém.
Possivelmente tivesse se casado com ela, mas tinha continuado levando sua vida de solteiro durante aquele ano que tinham vivido juntos. Tinha conservado seu apartamento de solteiro embora ela o tivesse detestado, tinha continuado trabalhando dez horas ao dia e não tinha deixado de fazer viagens de negócios. Tinham compartilhado a cama, mas pouco mais que isso. Por isso a Bella tinha sido tão difícil imaginá-lo como um bom pai, com todas as mudanças que isso implicava.
Mas já não parecia tão resistente à mudança. Parecia desejoso de demonstrar sua capacidade de adaptação, inclusive quando Masen estava de mau humor, ele continuava tendo a mesma paciência com o pequeno. E no terreno mais pessoal, pensou Bella com um sorriso nos lábios, Edward era incrivelmente apaixonado, generoso e atento.
Só havia uma pequena nuvem no horizonte. Bella sempre gostava de saber em que posição se encontrava e lhe era difícil viver com a pouca certeza que tinha sobre o futuro. Edward estava com ela naquele momento, mas não sabia até quando nem em condição do que. Precisava saber se havia um futuro para eles.
- O que lhe pareceria fazer uma viagem a Itália, cara? - perguntou de repente Edward, que acabava de sair da ducha embelezado com um elegante traje Armani que lhe dava um aspecto arrebatador.
- A Itália? - depois de abandonar seus pensamentos de repente, Bella estava um pouco confusa.
- Tenho uma vila há poucos quilômetros de Florência, ali poderíamos desfrutar de completa intimidade - explicou orgulhoso pela solução que tinha encontrado. - Sairemos esta tarde.
- Tão logo? - disse ela enquanto se perguntava quando teria comprado essa vila, pois ela só conhecia a que tinha em Roma, que tinha pertencido a sua família.
- Me faria muito feliz, bela mia. Esse tipo de sinceridade com seus sentimentos não era habitual nele. Seu refúgio na Toscana era o lugar ideal, ali não poderiam encontrá-los nem os paparazzi nem os advogados.
- Então não lhe posso negar isso - concordou Bella encantada.
Umas horas mais tarde, um mensageiro trouxe uma linda aspidistra que deixou Bella estupefata por quão incomum eram esses detalhes em Edward; não obstante o chamou para agradecer-lhe.
- Sei quanto você gosta das samambaias, cara mia —lhe disse ele orgulhoso.
Bella esteve a ponto de lhe dizer que uma aspidistra não era uma samambaia, mas lhe deu pena. De todos os modos, era uma planta linda.
Kate a chamou no meio da amanhã e Bella esteve encantada de saber algo de sua irmã, embora não demorou para ter que enfrentar-se a algumas incômodas perguntas.
- Quanto tempo tem até que o divórcio seja definitivo? - perguntou.
- Pois não estou do todo segura... - reconheceu repentinamente tensa por ter que falar da única coisa em que tinha evitado pensar nos últimos dias.
- Não seja tola. Tem que sabê-lo - pressionou-a sua irmã sem o menor olhar.
Bella nunca tinha querido o divórcio. Edward o tinha solicitado fazia uns meses depois da regulamentar a separação de dois anos e ela tinha assinado os papéis por orgulho; mas tinha chorado toda a noite depois de fazê-lo.
Depois disso a petição tinha passado aos tribunais e embora não tivesse querido prestar muita atenção ao processo, sabia que deviam passar seis semanas e um dia até obter a sentença definitiva. Estava segura de que o ditto período não podia ter transcorrido ainda e de que ainda havia uma pequena possibilidade de que Edward mudasse de opinião e decidisse continuar casado com ela.
- Isabella! - chamou-a sua irmã impacientemente. - Escute... - já não queria continuar falando do divórcio. Enquanto procurava a maneira de lhe dar a notícia da viagem, abriu o envelope que lhe tinham mandado seu correio de Oxford. Parecia que só continha o catálogo de sementes que ela mesma tinha pedido... Possivelmente o melhor fosse ser sincera com sua irmã.
- Edward e eu vamos a Itália esta tarde.
- Sério? Me alegro muito por vocês - disse em um tom surpreendentemente animado.
- De verdade?
- Claro, por que não ia alegrar me? Eu também tenho algo que lhe contar... o dia que confundi seu extrato bancário com o meu e o abri... e não pude evitar comprovar que Edward tinha ingressado uma soma muito generosa.
- Meu deus! Está segura?
- Bom, você lhe pediu um pouco de dinheiro e ele não se atrasou. Seus números vermelhos desapareceram. Ingressou-lhe um quarto de milhão de libras! - anunciou emocionada.
- Tanto? Não pode ser - concluiu paralisada.
- É estupendo para ambas. Estou desejando começar de novo agora que pode me fazer um empréstimo livre de interesses.
- Um empréstimo?
- Vamos, agora que voltou com Edward... poderá prescindir de cem mil libras para que eu comece meu novo negócio...
Bella respirou fundo sem saber o que dizer ante tão direta petição.
- Mas eu não voltei com Edward, ao menos não como você acredita. Não sei se vamos continuar juntos - confessou aflita. - Sinto muito, mas não posso emprestar seu dinheiro.
- Por que não? Lhe sobra! - assinalou Kate frustrada. - Mas está se deitando com ele, não?
Bella preferiu ignorar o comentário de sua irmã.
- O primeiro é que esse dinheiro estava destinado a resolver meus problemas econômicos e garantir o bem-estar de Masen. Eu agora mesmo não tenho nenhum salário, nem minha própria casa, mas sim tenho que fazer frente à hipoteca - recordou-lhe incômoda. - A situação em que estou é temporária...
- Está-me dizendo que agora é a amante de Edward?
Aquela pergunta foi como uma navalha.
- Olhe, eu adoraria poder ajudá-la, mas neste momento...
- Não, você não adoraria, porque sempre foi uma egoísta! - espetou sua irmã irada por não ter obtido o que queria. - Edward está fazendo o que quer com você. Não posso acreditar. Há três anos se negava a deitar-se com ele até que estivessem comprometidos...
- Kate... por favor! - interrompeu-a envergonhada.
- E agora só tem que ingressar uma boa soma de dinheiro para que se comporte como uma qualquer!
E com esse ofensivo final, Kate deu por terminada a conversa.
