Título: Além do Espelho
Autora: DarkAngel
Sinopse – Dois lados de um mesmo espelho. Dois lados de uma mesma guerra. Dois lados de uma mesma história. Não há caminhos errados para quem não tem escolhas.
Shippers: Draco Malfoy\Hermione Granger (e mais alguns outros sem importância ao longo do caminho, como Remus\Tonks, Andromeda\Ted, Harry\Ginny, Harry\Snape e por aí vai)
Gênero: Romance\Songfic\Angst\Drama
Classificação: NC-17\M
Spoilers: até Enigma do Príncipe fielmente seguindo o canon e, depois disso, alguns pedaços de Deathly Hollows, mas não tudo e não necessariamente canon.

Disclaimer: Nem as músicas dos capítulos, nem os personagens do universo de Harry Potter me pertencem, e eu definitivamente não ganho dinheiro com isso.

Música do Capítulo: Low, Coldplay.


Capítulo Três

Defensores e indefesos

Draco estava começando a ficar preocupado. No dia em que Lupin lhes confiou a missão, ele havia pensado que não seria nada de mais, apenas uma simples verificação, em um lugar neutro. Mas a cada dia que passava, ele encontrava mais motivos para desconfiar de tal simplicidade. E, o que mais o preocupava, embora relutasse em admitir, era o fato de que o próprio Lupin parecia estar no escuro sobre o que o tal orfanato significava. O loiro conseguia perceber, pela tranqüilidade do homem, que ele julgava o prédio trouxa como um lugar seguro e parecia bastante satisfeito consigo mesmo por, aparentemente, ocupar Potter em alguma coisa e mantê-lo fora de risco, junto com o resto de sua trupe.

Mas o lobisomem não passava o tempo todo na Ordem, não via o brilho nos olhos de Potter; não via Weasley e ele discutindo estratégias ofensivas e de retirada, debruçados sobre os mapas que haviam recebido; não via Hermione mergulhada em maços de anotações que pareciam ter sido feitas pelo testa rachada; não via os três confabulando até a madrugada, sobre algo que os fazia parar de falar assim que a Weasley ou qualquer outro se aproximasse.

E, como se não bastasse a inquietação que tudo isso trazia, ele ainda se via preocupado com Granger. A cada dia mais estranha (sim, isso parecia impossível, mas, aparentemente, não era), mais calada, parecendo... desprotegida. Draco irritava-se consigo mesmo, por estar se preocupando com o bem-estar de uma Sangue-Ruim, metida a sabe-tudo; mas irritava-se ainda mais com os dois patetas que a garota insistia em chamar de amigos. Sobretudo Weasley. Potter ainda parecia ter alguma consideração pelo bem geral, provavelmente advinda de um complexo de heroísmo, e, quando se reuniam para discutir a missão, mostrava três ou quatro idéias que havia tido para proteger todos os outros, exceto ele mesmo. Weasley, no entanto, pensava na irmã, e apenas isso. Despejava sobre Granger metade das coisas que não entendia e parecia esperar que ela resolvesse todos os seus problemas. E, o que mais deixava o loiro boquiaberto, era que aquele parecia ser um comportamento tão comum entre eles, que a garota nem ao menos protestava. O loiro, por mais de uma vez, divagou que o conceito grifinório de amizade era extremamente estranho. E o de Weasley sobre namoros era ainda mais. Repetidamente pensou em perguntar a Granger se ela não tinha orgulho algum, ou se simplesmente não se importava de fazer tudo para o inútil do namorado, mas não queria conflitos. A morena se mostrara uma companhia surpreendentemente agradável. De fato, era sua única. Weasleys em geral lhe ignoravam, o que ele até agradecia; Potter mal lhe olhava e os outros membros da Ordem só lhe falavam para confirmar ou pedir informações. Hermione havia se provado... útil. Nada mais.

E era por tudo isso que ele não estava exatamente ansioso pelo dia de sua primeira missão de campo pela Ordem. Mas isso não impediu que tal dia chegasse.

You see the world in black and White
No colour or light
You think you'll never get it right
But you're wrong... you might
The sky could fall, could fall on me
The parting of the seas
But you mean more, mean more to me
Than any colour I can see

Já fazia quinze minutos que Hermione estava com o olhar fixo na nuca de Ronald Weasley. Era o entardecer do dia anterior a sua ida ao orfanato e ela, Ron, Harry, Ginny e Malfoy estavam na cozinha, escutando Lupin e o Sr. Weasley revisarem o plano de ação, mas ela não estava ouvindo. Sabia aquele plano decor desde o dia em que fora passado pela primeira vez, e, na verdade, ela, Ron e Harry tinham planos bem diferentes daquele, então, não se sentia culpada em não ouvir. Pusera-se a divagar sobre seu relacionamento com Ron. Relacionamento indefinido, diga-se de passagem, pois nem por todos os galeões do mundo aquilo poderia ser chamado de namoro. A única diferença entre o que ela tinha com Ron e o que tinha com Harry, ou mesmo Ginny, era as trocas ocasionais de beijos, que não eram lá essas coisas, ela refletiu, Krum beijava muito melhor; e o fato de que ele precisava infinitamente mais dela. Fato que nunca a havia incomodado no passado, mas que agora lhe tirava do sério. Ela sentia-se sozinha sem seus pais, queria que alguém, ao menos às vezes, a tratasse como se ela fosse a protegida, e não a protetora. Reconhecia que nunca havia querido aquilo no passado, mas agora queria, e o que estava acontecendo era que ela servia de mãe extra para o ruivo. Nada contra a Sra. Weasley, Hermione a adorava, mas, definitivamente, não era isso que tinha planejado para sua vida. Sentia falta de tanta coisa que não conseguia definir. Se ao menos soubesse o que era, ficaria mais fácil, ela pensava.

A morena foi arrancada de seus devaneios com o fim da reunião e foi direto para o quarto dos meninos. Tinham seus próprios planos a traçar e repassar e precisavam dormir cedo. Esforçou-se para parar de pensar na confusão de sua pseudovida sentimental e concentrar-se na batalha e somente na batalha.

Afinal, a guerra era tudo que importava agora, não era?

All you ever wanted was love
But you never looked hard enough
it's never gonna give itself up
All you ever wanted to be
Living in perfect symmetry
Nothing is as down or old as us
as us

Uma noite mal dormida e nada reconfortante precedeu o dia ensolarado e com temperatura agradável de fim de inverno em que iriam para a tal missão. Tomaram o café da manhã mergulhados em um silêncio nervoso que só fez inquietar Draco ainda mais. Lupin parecia ter percebido algo estranho também, sabia que nenhum dos integrantes do trio maravilha era medroso ou covarde, e os via com as faces tensas e temerosas. Por um momento, o loiro se viu desejando que o ex-professor cancelasse a verificação e ele pudesse ficar trancado por mais alguns dias na Mansão Black que, repentinamente, não parecia mais tão decrépita ou desagradável. Mas, obviamente, isso não aconteceu. Como um mero professor iria barrar Potter de fazer alguma coisa? Nada nunca saía do jeito que Draco queria, de qualquer forma.

Passava um pouco das nove da manhã quando tiveram permissão para aparatar em um beco, de um bairro trouxa de Londres, e seguirem a pé para o tal prédio. Suas ordens eram para entrarem, verificarem visualmente todos os cômodos, procurarem sinais mais evidentes de magia, e saírem, tendo encontrado algo ou não. Sua tarefa era a verificação, não o combate. E, de maneira alguma, Lupin havia frisado mais de uma vez, deveriam separar-se. Tinham que ficar juntos o tempo todo.

Não demoraram a sair para uma rua ampla, mas já não muito movimentada, e encaminharam-se para um prédio quadrado, cercado por altas grades. Não havia uma única delas que não mostrasse sinais de ferrugem, e Draco suspeitou seriamente que abrir o portão seria um ato temerário, pois a peça parecia prestes a se desmanchar. Não queria nem pensar em como era o interior do prédio, o local já pareceria sinistro mesmo se não parecesse estar a um sopro do desabamento.

O sangue do loiro estava gelado quando conseguiram entrar no local, subindo por uma pequena escada que levava a porta. Um alomorra destrancou-a e eles entraram em um corredor, que algum dia havia sido azulejado, mas que agora, pela falta de diversas peças, estava quase desaparecendo, deixando em seu lugar apenas o cimento nu. Andaram mais alguns passos até saírem do hall, e foi ali que Draco escutou as palavras que esperava, e receava, escutar desde que saíram da Ordem.

- Ginny, você vigia a porta, Ron e Mione vêm comigo, Malfoy, você pode revistar... – Potter pareceu pensar por um momento – o escritório. – e indicou uma porta que dava para uma salinha.

- Potter, eu não sei se você lembra, mas nós temos ordens para não nos separarmos. – o olhar do loiro estava frio, e a voz, espantosamente baixa – Nós entramos juntos, revistamos juntos e saímos juntos.

- Olha, Malfoy, se você está com medo de ficar sozinho...

- Bom, talvez eu esteja, Potter. Andar com você por aí não é nenhum certificado de segurança. Ou ficamos juntos ou eu aparato para a Ordem agora, e você explica ao lobisomem porque é que estava descumprindo as ordens dele.

Harry abriu a boca para berrar a resposta, quando a voz de Hermione soou, segura.

- Malfoy está certo, Harry. Mas precisamos acabar com isso logo, quanto antes terminarmos o que viemos fazer, mais cedo saímos daqui e grupos são mais rápidos. Mas não é bom que ninguém fique sozinho. Ginny vai com vocês dois e eu vou com Malfoy. Procuramos o que temos que procurar e vamos embora, certo? – ela lançou um olhar para os meninos, que pareceram entender o que ela quis dizer e apenas assentiram sua concordância. A Weasley apenas os observava, não se pronunciando, e Draco estranhou tal comportamento, normalmente a ruiva era insuportavelmente cheia de opiniões.

- Certo. – a morena continuou, - Nós pegamos a ala esquerda, vocês, a direita. Vamos começar pelo segundo andar.

Todos assentiram e começaram a subir os degraus de pedra. Draco observava os movimentos de Potter, aquilo era estranho. Todos haviam estudado os mapas e tudo mais, mas o moreno parecia já ter estado ali, tamanha era sua segurança em andar no local. Assim que alcançaram o segundo patamar, Potter virou e entrou na primeira porta de um comprido corredor. O loiro e Hermione seguiram para o outro lado. Assim que se afastaram o suficiente, Draco se pôs na frente da morena e a fez parar de caminhar.

- Por que ele está desobedecendo às ordens que recebemos, Hermione? – ela apenas o encarou, parecendo chocada e Draco percebeu que havia usado o primeiro nome dela. Droga, ele pensou.

- Para acabarmos mais rápido, Malfoy, você escutou o que a gente disse antes. – ela declarou, desviando o olhar e seguindo em frente.

- Não foi por isso. Eu nunca vi pessoas mentirem tão mal como vocês. Chega a doer. Tem mais algum motivo e eu apreciara muito se alguém me contasse, porque não quero correr riscos sem saber. Eu já fui Comensal, talvez eu pudesse ajudar mais, se soubesse mais.

- Não é nada que Comensais soubessem, Draco. – ela estacou mais uma vez, e o loiro não saberia dizer se era por ter usado o primeiro nome dele, ou por ter revelado a informação sem querer. Talvez fosse um pouco dos dois. Sorriu para ela.

- Então algo que o resto da Ordem não sabe.

- Não foi isso que eu disse. – a morena declarou, tentando retomar a procura e entrando em um quarto qualquer. Draco ia voltar ao assunto, quando ouviram vários estampidos e um grito, que parecia vir da Weasley. Hermione arregalou os olhos e Draco sentiu, pela primeira vez, um impulso de querer proteger alguém, que não a si mesmo. A morena simplesmente saiu correndo em direção ao grito, sem tempo para que o loiro a pegasse pelo braço e aparatasse para o Ordem, a levando na carona, que era o que planejou fazer. Mas no segundo em que demorou para formular o raciocínio, já era tarde demais. A garota já havia deixado o cômodo e Draco fez algo pelo que se condenaria o resto da vida, tinha certeza.

Foi atrás dela.

You see the world in black and white
Not painted right
You see no meaning to your life
You should try
You should try

Ele não precisou realmente entrar no quarto para ter desejado não ter tomado uma das atitudes mais burras da sua vida. Mal havia cruzado o batente da porta, uma mulher com longas vestes negras, que, no momento, estava dominando, sem muita dificuldade, a Weasleyzinha, pareceu se espantar e, quase sem sentir, soltou a garota, que correu e afastou-se, ficando alinhada com os outros três. Não havia outra atitude para ele tomar que não se alinhar junto a eles, em posição de defesa.

Ao vê-lo ficar ao lado de Hermione e, quase inconscientemente, verificar se estava realmente tudo bem com ela, os olhos cinzas da mulher se estreitaram, brilhando de malícia.

- Ora, ora, ora. Vejam se não é meu sobrinho favorito, na melhor companhia possível. Uma sangue-ruim, dois traidores do sangue e o nosso baby Potty. Sinceramente, Draco, você é surpreendente.

- Olá, tia Bella, como vai? – ele perguntou, retomando o sangue frio. Analisou o resto do lugar. Mais três Comensais mantinham-se atrás de sua tia. Pelo tamanho de dois deles, ele podia adivinhar quem eram, Crabbe e Goyle, pais. Haviam abandonado a guarda de seu pai, para tornarem-se da sua tia, mas não ofereciam nenhum risco maior. Estava preocupado com o terceiro homem e com sua tia. Eles, sim, eram problemas.

- Bem, Draco, digamos que... desapontada. Então você admite que é fraco demais para ser um de nós, abandona a nossa luta, a luta pela qual seus pais deram a vida, e não só deserta, como troca de lado? Você me decepcionou, Draco. Me decepcionou.

- Meus pais não deram a vida, Bellatrix. A vida foi tomada deles, é muito diferente. – a voz dele saiu quase que num sussurro, ele desejou não ter deixado transparecer tanta dor quanto deixou.

- Não seja um idiota sentimental, Draco, por favor. - o rosto belo e moreno, se contorceu numa careta de contrariedade e nojo, - Sim, eles morreram, mas eu cuidaria de você como meu próprio filho, se tivesse me deixado.

- E teria me dado para o Lord, como disse que faria se tivesse seus próprios filhos, tia. Não, obrigada, mas eu gosto de pensar que minha vida pertence a mim, e a ninguém mais. – o tom dele era frio e objetivo e ele percebeu Hermione e, até mesmo Potter, lançarem-lhe um olhar de aprovação. Que se danasse sua tia, e o resto dos Comensais. Ele poderia morrer ali, e não iria esconder o que sentia.

- Um mês fora, e ele já fala como um integrante da Ordem – a voz dela transbordava desprezo, - que vergonha para seus pais, Draco. Que vergonha. Realmente é uma pena que vá acabar de maneira tão estúpida, exatamente como o resto de seus novos amiguinhos. Mas antes do fim, vamos nos divertir um pouco.

Os olhos dela tinham um brilho desvairado e Draco percebeu que não era uma boa idéia permanecer do lado oposto de sua tia, quando ela resolvia divertir-se.

- Como soube que estávamos aqui? – perguntou Potter, numa voz calma e alta, dando um passo à frente, numa atitude tipicamente Potteriana, imbecil e corajosa.

- O Lord teve idéias, Potter. Por algum motivo achou que você apareceria aqui, cedo ou tarde. E então começamos a movimentação para chamar a atenção. Vocês são tão óbvios, Potter, que é ridículo que ainda não tenham sido eliminados um a um.

Draco sentiu Hermione retesar-se ao seu lado. Ela havia percebido algo, e também Potter e Weasley, nas palavras da bruxa, que havia escapado a Ginny e ele.

O homem atrás de Bellatrix remexeu-se, inquieto, e ela apenas sorriu.

- Mas já falamos demais. Vamos a diversão.

Sem que ninguém tivesse tempo de esboçar alguma reação, Bellatrix atingiu Weasley com um feitiço que fez suas vestes rasgarem e se peito começar a sangrar. Antes que ele tivesse tempo de reagir, Crabbe atingiu-o com um Crucio e o ruivo caiu no chão, gritando desesperadamente. Potter tentava chegar até Bellatrix, ou atingí-la, mas não conseguia, pois o terceiro homem o impedia. Não o atacava, não o machucava, não tentava capturá-lo. Apenas o impedia de ajudar qualquer dos outros. Ao mesmo tempo, Goyle aproximava-se da ruiva e tentava desarmá-la, mas ela era rápida, e conseguia proteger-se, Draco só não sabia por quanto tempo. Ele mesmo estava sendo atacado por Bellatrix, que parecia tomar sua troca de lado como algo pessoal, e, agora, Crabbe havia voltado sua atenção para Hermione, que não parecia estar se saindo muito bem. Seus feitiços eram rápidos e bem executados, mas ela verificava a cada dois segundos todos a sua volta antes de atacar. Era claro para quem observava que não estava tão preocupada em se defender quanto estava em chegar até o sardento, e ajudá-lo. Draco viu quando o Weasley se levantou, e pensou que finalmente a morena ia obter alguma ajuda.

Não fazia idéia do quanto estava enganado.

And all you ever wanted was love
but you never looked hard enough
it's never gonna give itself up
All you ever wanted to be
Living in perfect symmetry
Nothing is as down or old as us

Não era para haver um combate. Ela não sabia o que fazer. Haviam planejado planos de fuga, mas só agora ela percebia o quanto tudo aquilo era inútil. No momento em que ouviu a explicação de Bellatrix sobre o porquê de estarem ali, ela soube, e sentiu que Harry e Ron também, que não havia Horcrux alguma a ser procurada ali. E o pior, Voldemort deveria desconfiar de algo, para deixar Comensais de plantão ali, caso aparecessem. Ainda mais Comensais como Bellatrix Lestrange. Ela não conseguia se concentrar no combate, via Harry acuado pelo Comensal cujo nome não sabia e via Ginny lutando contra Goyle, pelo menos a ruiva estava se saindo bem; e estava preocupada com Ron, ainda caído e Draco, lutando com sua própria tia.

Distraiu-se tanto quando Ron finalmente levantou-se, que simplesmente baixou a varinha. Draco desviou um feitiço que Crabbe havia lançado contra ela, e Bellatrix voltou sua fúria para a garota. Era ela, sozinha, contra Lestrange e Crabbe. E ela era boa, mas não era páreo para dois Comensais experientes.

Pensou que Ron viria ajudá-la, mas ele lançou-se na direção da irmã, claramente tentando segurá-la para aparatar com a garota para algum lugar seguro. O homem que impedia Harry de tomar parte no combate percebeu a intenção do ruivo também, e lançou repetidos Sectumsempra no ruivo.

Harry gritou, e, junto com ele, Hermione. O sangue do ruivo escorria em profusão, ele caiu no chão e não fez menção de levantar-se, nem ao menos gritou quando o homem lhe lançou outro Crucio. Harry pôs-se a lutar com o homem, aproveitando sua distração e Hermione apenas ouviu um grito dele, quando algo lhe atingiu. Virou-se para procurar o olhar do amigo e foi aquele segundo de distração que poderia ter lhe custado a vida.

Escutou a voz de Bellatrix berrar um feitiço, percebeu o vulto de Draco ao seu lado, parecendo tentar defendê-la, e então não viu mais nada.

Apenas a escuridão.

And don't you wanna see it come soon
Floating in a big white balloon
Or given on your own silver spoon
Don't you wanna see it come down
There for throwing your arms around
And say "you're not a moment too soon"
'Cause I feel low


Bjs e

R E V I E W !