N.A: demorei, mas vim \º Enfim, prometi um capítulo antes do ano novo, e cá está ele. Capítulo de transição entre duas fases, então, não muita ação, muita informação, mas ele precisava estar aqui.

Espero que todos tenham tido um bom Natal e desejo um ótimo ano novo para os leitores de Além! Tudo de bom pra vcs em 2008! \o

Música utilizada City of Devils, Yellowcard.


Capítulo Dezessete

Time Flies

"Man once sang to me, look at you saving the world on your own
And I wonder how things are gonna be
'cause the time here it passes so slow
In the city of devils we live
A city of devils we live"

Uma sala com uma grande árvore de Natal a um canto e pessoas animadamente almoçando juntas. Presentes ao pé desta mesma árvore, grandes pacotes com roupas de bebê e roupas de gestante, roupas masculinas e um grande anel com o brasão da família Malfoy.

Seria um Natal comum, com neve caindo do lado de fora e o vento fustigando as janelas, em que todas as pessoas ficariam felizes em estarem perto da lareira, tomando chocolate quente e aproveitando a companhia uns dos outros. Seria absolutamente comum, não fossem as pessoas.

Andromeda e Ted Tonks haviam aparecido na casa cedo da manhã. Com eles, uma refeição digna de um almoço de Natal, uma árvore magicamente encolhida que foi ampliada e devidamente enfeitada. A sala que tinha um aspecto levemente sombrio ganhou vida com o fogo crepitante da lareira e quando o casal entrou no lugar mal reconheceu o ambiente.

Hermione não tinha palavras para descrever o quão grata ela estava por tudo que Andromeda estava fazendo por eles. Havia ficado no escuro até aquele momento, sem jornais, sem notícias e, apesar de uma parte grande dela ainda estar magoada com Harry por não ter acreditado nela, uma parte maior sentia falta dele, o único que havia restado do trio. Sentia falta das bagunças do Natal na torre da Grifinória, sentia falta do riso dos meninos, sentia falta da inocência deles todos. Sentia falta até mesmo das implicâncias com o então "Malfoy". Mas deixou todos aqueles pensamentos de lado. Tinha um marido em que pensar, um filho a proteger e uma guerra a lutar, mesmo que estivesse do lado errado. Sabia que, por mais tempo que passasse, se houvesse uma oportunidade, tentaria ajudar a Ordem, mesmo que não soubessem que a ajuda era dela.

Draco se aproximou da mãe do seu filho e a abraçou por trás, passando os braços pela sua barriga, sentindo a barriga mais pronunciada aos quatro meses de gravidez. Hermione sorriu e continuou fitando a neve que caía lá fora, um ar feliz, mas ocultando a saudade que Draco sabia que ela sentia.

- Um dia, Hermione, isso vai ser só passado. E nós vamos ter dezenas de Natais bons e tranqüilos e felizes, e em paz. Eu prometo. Você confia em mim?

Hermione o olhou e sorriu.

- Com a minha vida.

"Find somebody to learn
Boy you gotta love someone more than yourself
I can feel the fire of the city lights burn
And it's hard to find angels in hell"

Talvez fosse Natal, talvez já tivesse passado, mas, na verdade, não importava. Importava que ele tinha que destruir Horcruxes, importava que ele precisava de ajuda, importava que ele estava sozinho e já não havia ninguém ali para ajudá-lo.

Harry Potter estava na biblioteca, dezenas de livros empilhados à sua volta, os cabelos já revoltos transformados em uma verdadeira bagunça pelo constante gesto de exasperação, em que ele passava a mão por eles, continuamente. Faltava uma, apenas uma e a cobra. Uma única.

E ele havia estado tão feliz. Havia sido mesmo apenas dois, três meses atrás? Parecia outra vida. Ele estava feliz e contando a Hermione que faltava apenas uma Horcrux e então... Então Hermione havia traído a Ordem e Tonks estava morta e Malfoy era um traidor e Andromeda recusava-se a falar com qualquer pessoa da Ordem. Os Comensais fugidos começavam a fazer aparições em público e Voldemort ganhava apoio popular com a sua política de estabilizar o mundo mágico.

Por Merlin, quando foi que tudo havia ficado tão fora de controle? Quando que o mundo havia enlouquecido?

Horas depois Lupin entrou na biblioteca, entregando um sanduíche para ele e sentando-se em uma cadeira, comendo o seu.

- Feliz Natal, Harry.

- Feliz Natal, Remus.

"Flying along
And I feel like I don't belong
And I can't tell right from the wrong
Why have I been here so long
In a city of devils we live
A city of devils we live"

Em Janeiro houve o inverno mais frio dos últimos 27 anos na Inglaterra e Harry Potter foi indiciado no Ministério por ações subversivas de caráter de traição ao país e foi condenado um fora da lei quando não apareceu nas audiências.

Fevereiro teve o anúncio de que qualquer pessoa integrante do grupo chamado Ordem da Fênix seria imediatamente condenado à Azkaban, sem direito a julgamento. Qualquer pessoa que detivesse informações sobre tal grupo e não viesse prontamente ao Ministério sofreria a mesma pena.

Março trouxe o fim do governo do Ministro e, durante o pandemônio criado no desaparecimento do homem, Lord Voldemort assumiu o controle, anunciando-se como o novo governante bruxo da Grã-Bretanha. Esta ação causou pânico a princípio, mas quando nenhuma ação drástica aconteceu, mortes pararam de aparecer todos os dias nos jornais, a população desistiu da revolta. Melhor vivos do que lutando.

Abril foi o mês em que o novo Ministro anunciou como ilegal qualquer publicação jornalística que não o Arauto. Qualquer outro tipo de jornal, revista, folhetos ou informações e notícias eram contra a lei. A população pensou em contrariar, mas a falta de mortes – ou a falta de anúncio delas – os induzia a uma forma de conformismo. Afinal, quem havia restado para lutar por eles, se Harry Potter havia desaparecido? Naquele mesmo mês, Hermione e Draco mudaram-se, em segredo, para a Mansão Malfoy, de volta à Inglaterra.

Maio foi o mês em que desaparecimentos começaram a acontecer. Famílias de nascidos trouxas e trouxas. Sumiam, para interrogatórios, ou entrevistas, e nunca mais eram vistos. Poucos sabiam disso, no entanto, já que o Arauto divulgava apenas o que o Ministério deixava divulgar.

Na madrugada do dia 12 de maio foi o dia em que Hermione Malfoy entrou em trabalho de parto. Às três e trinta da tarde do mesmo dia, Lucius Edward Malfoy chorava pela primeira vez e Hermione conseguiu, sem esforço algum, sorrir verdadeira e amplamente. Nem o fato de que Bellatrix e Rodolphus Lestrange eram os padrinhos da criança e escolheram o primeiro nome dele conseguiu tirar o sorriso do seu rosto.

Draco olhava seu filho, tão pequeno, tão indefeso e sorria. Ele era um homem agora, com um filho, uma esposa e uma família para cuidar. Estava na hora de tomar atitudes dignas de um homem e ajudar o mundo em que seu filho cresceria.

Naquela noite, quando Hermione e o bebê descansavam no quarto, vigiados por Andromeda, que insistira em ficar para ajudar Hermione nos primeiros dias com o bebê, Draco foi até o porão de sua casa. Com um pedaço de pergaminho na mão, escreveu apenas uma linha e passou horas encarando o papel. Tomando um último sopro de coragem, encantou o pergaminho para que apenas o destinatário pudesse ler e chamou uma das corujas da família.

Depois que viu o pássaro alçar vôo, voltou para seu quarto, com sua esposa e filho. Dormiu com a consciência mais leve àquela noite.

Ele podia não estar fazendo a coisa certa.

Mas isso não queria dizer que não pudesse ajudar os outros a fazê-lo.

"Questions I can't seem to find
To the answers I already have
And you can't see the sky here at night
So I guess I can't make my way back"

Passava da meia noite e Harry estava em seu quarto, em Grimmauld Place, quando uma coruja das torres bateu na janela do seu quarto. Desconfiado, abriu a janela com a varinha pronta para atacar. A coruja largou um pequeno pedaço de pergaminho sobre a cama e foi embora, sem esperar por resposta.

Aproximando-se cautelosamente do pedaço de papel, Harry o ergueu e colocou os óculos para lê-lo.

Uma única linha estava escrita ali, mas ele sentia como se todo o mundo estivesse se abrindo para ele.

Enfim uma chance e ele, na verdade, já não se importava se fosse uma armadilha, ou qualquer coisa do gênero. Enfim, uma pista.

Em uma caligrafia simples, que Harry reconheceu como um feitiço para que a verdadeira letra não fosse reconhecida, estava escrito:

"Em Hogwarts. A tiara de Ravenclaw."

"In a city of devils we live
In a city of devils we live
A city of devils we live
In a city of"


N.A: Capítulo meio curto, sorry, mas eu precisava dele. XD Só para avisar, capítulo que vem vai haver spoilers gigantescos de Deathly Hallows, porque eu preciso andar com essa história que aposto que vcs querem o fim dela, não é mesmo? E eu já tenho um plot para uma nova DHr \o.

Respostas das reviews:

Kagome LilyE: Obrigada pela review! Espero que continue curtindo xD

Mione G. Malfoy: Mione é Malfoy agora (puppy eyes). E nós vamos dominar o mundo \o

Kitri: Amor eterno à reviews gigantes. Mesmo (aperta as reviews) E, sim, mudou bastante e ia ser só o romance, mas me empolguei com a Mione virando Comensal (risadas malignas) Só me aguardem. XD Bjs!

Fla: Epílogo lindo, lindo, lindo! E tu postou antes do Natal! (amor eterno pra ti) E o mundo é nosso \o

Lauh: Ah, Draquenho é do povo. Hauhauahuahuahauhau E eu não prometo não matar ninguém... Dá mais emoção assim ;D Bjs!!!

Jackie: famílias são amor! E bem, na song? Ahn... feliz??? (Dark sai correndo) Bjs e valeu pela review!

Brwendally Malfoy: Cara, as samba canções de Merlin me deu uma crise de riso tão grande que eu quase caí do sofá.

Hauhauahuahuahauhauahuahuahauhauahua

Amei a tua review, obrigada mesmo! Fiquei super feliz! Espero que continue curtindo! Bjs!

Laly: Obrigada, floooooor!!

Valeu mesmo! Bjs!

Kika: Bem, eu sempre disse que o Dark tinha um sentido. E, na verdade, quem sofre bastante aproveita melhor a vida. Huahauhauahuahuahauhauhaua

Beijos megalomaníacos pra ti tbm! Valeu pela review!

Malu Chan: menina, o Neville. Eu pensei em trocar, pq tava TÃO óbvio, mas mudei de idéia. Guhauahuahauhau Aguardem a vingança da Mione (risadas malignas) Bjs e valeu pela review!

Licca: Filhotaaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!!!!! (pula no pescoço) Obrigada pela review, saudade tua! Tudo de bom pra ti em 2008! Bjs bjs!

Lê Oliveira: Obrigada mesmo! O meu mal no 3V é que eu tenho preguiça de pôr as tags pra mandar. Huahauhauahuahuahauhauahuahua Valeu pela review! Bjs!

Recado para Vick: viu? Tu é a madrinha do filinho deles. XD

Era isso! Beijos e um ÓTIMO ANO PARA VOCÊS!!!

Bjs e

R E V I E W !