Música do capítulo Take a Look Around, Limp Bizkit. (é, a do Missão Impossível II, eu sei, mas o espírito da ação me pegou...)
NADA ME PERTENCE, EU NÃO GANHO DINHEIRO COM ISSO \o
Capítulo Dezoito
Resultados
"All the teachin' in the world today
All the little girls fillin' up the world today
When the good comes to bad the bad comes to good
But I'm gonna live a life like I should (like I should)"
Minerva McGonagall não era uma mulher fácil de se conviver. Ela era incrivelmente disciplinada, absurdamente organizada e irritantemente correta. Severus Snape, diretor de Hogwarts, nomeado pelo próprio ministro, detestava Minerva McGonagall por diversas razões. Mas a admirava por diversas outras, não que algum dia ele fosse admitir isso em voz alta.
Ela tinha o sangue frio digno de um Slytherin e naquele momento, ver Minerva um tanto alterada, um certo nervosismo em cada ação dela, durante todo o jantar, o estava deixando ansioso. Snape estava certo de que mais ninguém havia notado aquele comportamento, ele tinha a experiência de anos observando comportamentos alheios e cuidando o seu próprio, ser espião não era uma vida fácil, mas tinha suas compensações. Uma delas foi notar o tom leve que a vice-diretora tentou imprimir à voz quando saiu do salão principal, dizendo ir se recolher cedo.
Snape apostaria todo o seu laboratório de poções de que em menos de quinze minutos, ela estaria fora de Hogwarts. E ele teria que verificar o porquê. Já estava mais do que na hora de tomar providências para que aquela batalha entre o Ministério e os remanescentes da Ordem acabasse.
"Now all the critics wanna hit it
Shit can ever did it
just Because they don't get it
But I'll stay fitted
new era committed
Now this red cap
Gets a rap from his critics"
Minerva era uma mulher discreta, acima de tudo. Ela era uma das poucas que sempre soube que Aberforth Dumbledore era o garçom – e proprietário – do Hog's Head. Portanto, não foi exatamente uma surpresa para este quando uma gata simplesmente passou pela porta e se dirigiu para o fundo do seu estabelecimento sem maiores preocupações.
Aberforth se negou a tomar conhecimento do fato. Não havia problemas, ele poderia até esconder os encontros, mas isso não o faria participar deles. Fingiu que não sabia o que estava acontecendo, exatamente como nos últimos cinco ou seis meses e continuou a limpar o seu copo. Um leve senso de responsabilidade, uma noção de que ele deveria ajudar aquele rapaz que seu irmão havia morrido tentando treinar começou a penetrar em seu cérebro, mas ele se recusou a tomar conhecimento daquele fato também. Ele não ia se envolver na guerra. Não ia.
Na sala dos fundos, a gata transformou-se na professora de Transfiguração e vice-diretora de Hogwarts, lançando um olhar de desaprovação, mas extremamente preocupado, a um rapaz coberto por uma capa preta.
- O que você tem na cabeça, Potter? – ela sibilou, extremamente irritada, mas em voz baixa, para que ninguém pudesse ouvir, mesmo que estivessem com um feitiço silenciador na porta. Precauções nunca eram demais. – Vir até Hogsmeade! Se o Ministério o encontrar...
- Professora! – Harry a interrompeu, - Eu preciso entrar em Hogwarts.
A mulher o encarou como se ele tivesse acabado de anunciar o seu desejo de se tornar Comensal da Morte.
- Como disse, Potter?
- Eu preciso entrar em Hogwarts. Hoje.
- Você está maluco? Em Hogwarts? Severus Snape é o diretor de Hogwarts, Potter! Além do mais, o que você poderia querer fazer dentro da escola?
- Isso, professora, é algo que eu não posso contar, mas eu preciso entrar lá. O mais breve possível. De preferência agora!
- Não, Potter, absolutamente não! Não existe nenhuma maneira de você entrar naquela escola!
- Mas eu preciso! Professora, é a única maneira de destruir Voldemort!
- A única maneira de derrotar Voldemort é cometer suicídio, Potter? – ela indagou, beirando a exasperação. – Não, de maneira nenhuma, eu não tenho como colocar você lá dentro!
- Professora, se a senhora não me ajudar, eu vou ter que tentar entrar sozinho. – ele declarou, a voz calma, mas definitiva. Minerva encarou o garoto à sua frente. Por Merlin, como ela ia fazer para colocar o homem mais procurado do país dentro da escola, sem que ninguém notasse? E, pior, como é que ela iria tirá-lo de lá, depois?
- Eu o proíbo, Potter! Você não pode colocar a sua vida em risco!
- É a nossa única e última chance! – o rapaz gritou exasperado e Minerva quase se compadeceu. Ele havia perdido tanto, tão mais que todos os outros, estava tão pedido, tanta responsabilidade nos ombros de alguém tão absurdamente jovem... Mas não podia deixar que ele se destruísse. Se um símbolo como Harry Potter morresse, então eles estavam realmente perdidos.
- Não. Eu não vou nem mais ouvir esta besteira.
- Mas... – começou ele, apenas para ser interrompido.
- Não! Você não vai entrar em Hogwarts e está decidido! – no momento em que Minerva transformava-se de novo em gata, Aberforth entrou no quarto dos fundos e ela saiu, deixando-o a sós com o rapaz.
- Por que você quer entrar lá? – perguntou, desconfiado.
- Porque eu preciso. – disse Harry, a voz cansada e o corpo tremendo de exaustão. Havia momentos em que pareceria tão mais fácil simplesmente desistir. O que havia sobrado para ele lutar, no fim das contas?
- Eu posso te ajudar a entrar. – disse Aberforth, surpreendendo o garoto. – Mas não garanto que vá conseguir sair.
- Não importa! – respondeu o rapaz, os olhos verdes brilhando mais uma vez, - Eu só preciso entrar lá.
- Muito bem... – respondeu Aberforth e sem maiores explicações, conduziu Harry até um quadro na parede que, uma vez aberto, revelou um túnel.
- Essa passagem...
- Não pode ser mapeada e eu não sei onde ela vai dar, dentro do castelo, mas vai te levar até Hogwarts. Volte ao mesmo lugar quando conseguir fazer o que tem de fazer e ela vai te trazer de volta para cá.
Harry acenou com a cabeça, já entrando no túnel.
- Mais uma coisa! – o garoto voltou a encarar o irmão de seu mentor. – Pediram que quando você aparecesse aqui eu lhe entregasse isso. – era um pedaço de pergaminho, com o mesmo tipo de letra disfarçada que havia sido o primeiro. – Eu vou acabar me arrependendo de fazer isso, mas eu só faço o que me pedem, isso não quer dizer que eu estou do seu lado.
Harry acenou com a cabeça mais uma vez e entrou no túnel. Uma vez lá dentro, acendeu a ponta de sua varinha e leu o que havia escrito nele.
"O fantasma de Ravenclaw. A Lady Cinzenta."
"Do we always gotta cry? (gotta cry)
Do we always gotta live inside a lie (inside a lie)
Life's just a blast
It's Movin really fast
Better stay on top
or life will kick you in the ass"
- Draco? Draco! – o loiro olhou para a sua esposa e sorriu. Sua esposa. – Ele consegue dormir sem você vigiando, sabia? – ela perguntou, sorrindo.
- Ele é tão pequeno, não é? – a voz dele era baixa, enquanto olhava para o bebê adormecido no berço, os poucos cabelos escuros e a pele clara, a boca pequena, as mãozinhas que seguravam os cantos da manta em que estava envolto. Draco sorria, como um bobo, sabia que estava sendo meio idiota, mas não conseguia deixar de sorrir. Ele era tão perfeito, tão bonito, já ocupava um lugar tão grande em seu coração com tão pouco tempo ali.
- Quando eu recebi a minha carta de Hogwarts, - começou Hermione, com a voz baixa, - os meus pais não hesitaram nem um único segundo em me dar autorização para ir para lá, mesmo que eu tivesse uma vaga garantida em uma das melhores escolas trouxas. Eu lembro que fiquei triste quando eles disseram sim tão rápido, mesmo que eu quisesse muito ir. Mas pareceu tão fácil para eles abrirem mão de mim, entende? Tão fácil. Porque uma vez nesse mundo, no nosso mundo, eles nunca mais iam fazer parte da minha vida como faziam antes e eles sabiam disso. Então uma noite, eu estava no meu quarto, começando a arrumar as malas, e minha mãe me viu chorar e eu disse para ela o porquê. Ela chorou comigo e disse que nada no universo a faria mais triste do que me perder. Mas ela também disse que sabia que aquele era o meu caminho e que amor de verdade, do tipo que mães e pais sentem, superam qualquer coisa, aceitam qualquer escolha, porque pais fazem qualquer coisa pelos filhos. É o único tipo de amor que nunca acaba, que nunca muda, que aceita tudo. – ela juntou-se a Draco, olhando para o berço e ele passou um braço pelos ombros dela, enquanto ela descansava a cabeça no ombro dele, - Eu entendo isso agora.
Draco apenas beijou os cabelos dela e ela virou-se para encará-lo.
- Eu entendo o que a mãe do Harry fez, agora.
Diante dos intensos olhos castanhos Draco soube que havia feito a escolha certa quando havia mandado a carta para Potter.
- Eu também entendo, Hermione. Eu também entendo.
"I know why you wanna hate me
I know why you wanna hate me
I know why you wanna hate me
Cuz hate is all that the world has even seen lately
I know why you wanna hate me
I know why you wanna hate me
Now I know why you wanna hate me
Cuz hate is all the world that's even seen lately
Now you wanna hate me
Cuz hate is all the world that's even seen lately
Now you wanna hate me
Cuz hate is all the world that's even seen lately"
Entrar no castelo não havia sido um problema, então. O túnel saía na Sala Precisa e Harry pegou a capa da invisibilidade e colocou-a sobre os ombros, tirando o mapa do maroto do bolso.
Quanto tempo fazia que não usava aquele mapa. Os fantasmas marcados pelo castelo eram mais difíceis de localizar, mas por fim ele encontrou a Lady Cinzenta vagando próxima às masmorras da Slytherin. "Ótimo." Ele pensou, "De todos os lugares no castelo, tinha que ser justo lá!"
Com o mínimo de barulho possível, conseguiu se aproximar da fantasma. Ela era uma moça ainda, jovem, e pela maneira como seus cabelos prateados eram ainda mais claros do que a vaga fumaça a seu redor, ele julgava que ela deveria ter sido loira. Ela tinha feições bonitas, ainda que um tanto amarguradas.
Fantasmas normalmente gostavam de falar, principalmente sobre suas mortes e seu passado, mas essa era diferente. Ela não queria companhia, não queria falar e, quando perguntada sobre a tiara de Ravenclaw, exclamou algo sobre todos quererem roubar o tesouro de sua mãe.
- Rowena Ravenclaw era sua mãe? – ela lhe lançou um olhar de profundo desprezo.
- Era. E mais de um aluno tentou saber onde a tiara estava e eu nunca contei. Não que isso os impedisse de procurar. Aquele rapaz que a atirou na sala que some... Maldito seja. – e com aquelas palavras ela sumiu, deixando um Harry invisível pensando sobre as palavras dela.
Sala que some? Seria alguma sala secreta, ou a sala Precisa? E então Harry lembrou-se de seu sexto ano, quando havia descoberto onde Draco estava e onde Trelawney escondia suas garrafas. A tiara estava na sala precisa.
Conferindo o mapa mais uma vez e cuidando para não passar por nenhum lugar habitado – o que não eram muitos, considerando-se a hora – Harry chegou mais uma vez à sala. Concentrando-se em um lugar onde pudesse esconder alguma coisa, a porta apareceu e ele se viu em frente ao grande salão bagunçado mais uma vez.
A busca levou pelo menos três horas, mas, enfim, ele encontrou a tiara. Ao tocá-la, conseguia sentir a magia nela, magia negra, a essência de Voldemort.
Tomado por uma euforia como não sentia há meses, correu para fora da sala, colocando a capa quando terminava de atravessar a porta.
- Impedimenta!
Os olhos arregalados em choque, Harry viu-se encarado de cima pela segunda pessoa que ele mais odiava no mundo.
- Deveria ter mais cuidado, Potter. Quem sabe quem vai encontrá-lo andando sozinho pelos corredores inimigos, não é mesmo? – Snape sorriu e o sangue de Harry gelou. -Estupefaça!
"Does anybody really know the secret
Or the combination for this life and where to keep it
Its kinda sad when you don't know the meaning
But everything happens for a reason"
Snape observava o garoto desacordado no sofá de sua sala. Ele parecia tão... pequeno. Magro, mal cuidado, as roupas enormes caindo em volta do corpo, a pele em um tom pálido que parecia não ver a luz do sol há meses. Os cabelos mais longos, as feições mais duras... Ele era um retrato da guerra.
Lembrou da primeira vez em que havia visto o menino. Um retrato vivo de James Potter, dos cabelos bagunçados aos óculos redondos. Mas não os olhos... Os olhos eram de Lily, sempre foram da Lily, zangados ou felizes, verdes, brilhantes de uma maneira quase desconcertante. Os olhos da Lily. Havia protegido aquele garoto por tanto tempo, tudo por causa dos olhos dela...
Voltou o olhar para a tiara que estava em cima da mesa. Sabia onde ela estava, durante todo aquele tempo. Ele mesmo havia convencido a Lady Cinzenta a ajudar o garoto caso ele aparecesse. Precisava dele ali, no castelo. Precisava, simplesmente precisava atraí-lo até ali. Era o seu trabalho, no fim das contas.
Percebeu que ele se remexia no sofá e ficou pronto para o ataque que certamente viria quando ele acordasse. Os olhos verdes se abriram e piscaram, sem entender, quando se viu na sala do diretor, deitado sobre um sofá e Snape quase conseguia sentir a confusão que emanava do rapaz.
Harry, no entanto, apenas fechou os olhos mais uma vez quando encontrou o olhar negro de Snape lhe encarando. Derrotado. Era o que a imagem dele dizia. Ele passou a mão pelo rosto e suspirou alto, quase com alívio.
- Quanto tempo, Snape?
- Você está desacordado há meia hora, Potter.
Harry lhe encarou, incrédulo.
- Não foi isso que eu perguntei. Quanto tempo até que Voldemort chegue aqui? Quanto tempo até que você me entregue a ele? – ele se sentou no sofá e olhou em volta. Os diretores fingiam dormir em suas cadeiras, mas ele conseguiu identificar Dumbledore lhe dando uma piscadela antes de voltar a fingir que dormia.
- Eu certamente não espero que o Lorde das trevas chegue aqui em nenhum momento próximo, Potter. – respondeu Snape e se permitiu um sorriso cínico quando viu a reação confusa de Potter, que arregalou os olhos. – O que você precisa para destruir a Horcrux? – desta vez, o queixo de Harry definitivamente caiu e ele ficou a abrir e fechar a boca diversas vezes antes de levantar do sofá e dar um passo em direção a Snape, tentando parecer ameaçador, mas não tendo sucesso, pois suas pernas pareciam fracas e ele deixou-se cair no sofá novamente, limitando-se a lançar um olhar do mais profundo ódio ao seu antigo professor.
- Do que, Potter?
- Por que você quer saber?
- Porque eu não pretendo ficar com uma anormalidade dentro do meu escritório para sempre e para você poder ir embora eu preciso destruir essa coisa.
- Veneno. – disse Harry, mais pelo choque de ouvir do que real vontade de responder, - Veneno de basilisco mataria, eu ia descer até... – mas foi interrompido quando com um aceno da varinha Snape conjurou um vidrinho com um líquido verde claro e derramou-o todo sobre a tiara.
Harry acompanhou com uma alegria descrente a tiara se dissolver em meio ao veneno, uma fumaça negra envolver o objeto até que nada mais restasse a não ser cinzas e uma forma metálica retorcida.
Quando o leve chiado que acompanhou a destruição da Horcrux sumiu, Harry levantou o olhar para Snape. Lágrimas involuntárias estava marejando o verde dos seus olhos e Snape se descobriu incapaz de desviar o olhar.
- Por que você fez isso? – a voz do rapaz era um sussurro incrédulo e Snape o encarou por um minuto inteiro antes de agir. Pegando o mesmo vidro que antes continha veneno, ele levou a varinha até a têmpora e de lá, suas lembranças fluíram até o vidrinho que ele lacrou com um toque da varinha e entregou a Harry.
- Por isso.
Sem saber como agir, Harry se viu saindo de Hogwarts da mesma maneira que havia entrado e entendendo muito menos do que queria.
Snape havia destruído uma Horcrux do seu mestre.
Por quê?
"Everybody wanna run (wanna run)
Everybody wanna hide from the gun (hide from the gun)
You can take this ride through this life if you want
But you can't take the edge off the knife (no sir)
And now you want your money back (money back)
But your denied cuz your brains fried from the sack
And there ain't nothing I can do
Cuz life is a lesson you learn it when your through"
Já eram quase quatro horas da manhã quando Hermione acordou, sentindo a ausência de Draco ao seu lado. Assustada, levantou e encontrou seu marido no escritório, ao lado do seu quarto.
Com Severus Snape.
Quando Draco a viu, sorriu e fez sinal para que ela entrasse.
- Eu já estava indo acordar você. Snape trouxe boas notícias.
- Quais? – ela indagou, ainda desconfiada.
- Potter destruiu a Horcrux que faltava. – Hermione pareceu espantada não pela notícia, mas pela satisfação que havia na voz do seu antigo professor.
- Como?
- Antes de responder isso, acho que seu marido tem de lhe explicar algumas coisas. Muitas coisas.
O olhar que Draco recebeu quase fez Snape rir mais uma vez. Casais inesperados. Mas que traziam uma certa paz. Havia, ainda, esperança para o mundo.
"Now I know why you wanna hate me
Now I know why you wanna hate me
Now I know why you wanna hate me
Cuz hate is all the world that's even seen lately"
Ufa!
Demorei, mas vim! Espero que tenham curtido esse capítulo, eu sei que teve pouco DHr (desculpaaaaaaaaaaa, Ana, mas Draco de pijama ainda vai demorar um pouquinho huahauhauhauahuahuahuahauhauhau), mas eu preciso desses capítulos mais... explicativos xD.
Então, muito obrigada a quem deixou review, eu amo vcs!
E agora, eu preciso da paciência e da colaboração de vcs. Harryzito vai acabar com uma pessoa... ahn... Inesperada. XDDD E eu preciso que vcs me digam agora: vcs se importariam se essa história tivesse um fim slash (tipo, menino com menino xD) para Harry? Se sim, me deixem saber e aí eu vou no implícito e não deixo nada mto claro, mas Harry não vai ficar com Ginny no fim.
Hauhauahuahuahauhauahua
Enfim, muito obrigada, galera, beijos e até o próximo capítulo!
R E V I E W !
