Eu não ganho nenhum centavo escrevendo fanfiction, embora me divirta muito. ;D
Música utilizada neste capítulo e que não pertence, juntamente com o resto dos personegens e tudo mais: Collide, Dishwalla.
Capítulo Dezenove
O começo do fim
"When I came here there was more.
Now I've come back to destroy,
And I've got nothing left,
And it's a shame what we've become,
When we hurt the ones we love,
And it's a place I can not go,
Anymore."
Hermione encarava Draco com a boca entreaberta e um ar de espanto totalmente novo no rosto da jovem que sempre sabia todas as respostas.
Draco deu um sorriso presunçoso. Só ele conseguiria deixar Hermione com aquela cara. Era lindo.
- Então, Hermione? O que acha do meu... – Draco olhou para seu antigo professor que estava com uma das sobrancelhas erguida e o encarava, - Ahn... Nosso plano?
A jovem levou um minuto inteiro para responder e quando o fez, o sorriso foi lentamente sumindo do rosto de Draco.
Repentinamente, ela voltou a parecer a garota que havia lhe batido quando tinham treze anos de idade.
- O que eu acho?! O que eu acho?? Agora você pergunta o que acho? Depois de meses, Draco Malfoy, meses me dizendo que tudo o que você fazia eram missões para ele e eu descubro que durante este tempo todo, você estava... estava... planejando pelas minhas costas? – ela avançava na direção do loiro, um passo de cada vez, uma palavra a cada passo, e Draco recuava em direção à parede. Talvez manter tudo escondido dela não tivesse sido uma idéia tão boa assim.
- Hermione, eu não queria que você se machucasse ou se arriscasse...
- E o que foi que nós já conversamos sobre isso, Draco? – ela havia, finalmente, lhe alcançado e Draco estava prensado contra a parede, os olhos castanhos de sua esposa fuzilando os seus. Salazar, ela ficava linda quando estava zangada, mas, por algum motivo, Draco achou que o elogio não iria tirá-lo deste problema.
- Srta. Granger, ou melhor... senhora Malfoy, Draco tem toda a razão. A quantidade de vezes que Bellatrix esteve aqui... Mulheres grávidas são mais suscetíveis à Legilimência, ela poderia ter descoberto tudo no que estivemos trabalhando durante tanto tempo. Aquele idiota do Potter nunca ia conseguir nada sem ajuda, pequeno incompetente e arrogante que é. Sempre contou com você e Weasley e agora que se viu sozinho, ele está um verdadeiro desastre. Se eu não o tivesse encontrado em Hogwarts, se não tivesse ameaçado Aberforth para que lhe dissesse como entrar no castelo, ele nunca teria conseguido a última daquelas... coisas.
- O senhor o viu, professor? Como ele está? – a irritação e a raiva haviam desaparecido da voz de Hermione, sendo substituídas por pura preocupação e Draco sentiu um mínimo vestígio de ciúme. E se tudo acontecesse outra vez, teria ela ficado ao lado de Potter? Teria vindo com ele? Se ela pudesse realmente ter escolhido, em quem ela teria depositado sua confiança? Draco balançou a cabeça. Pensamentos inúteis. O presente é o que é e nada consegue mudá-lo.
- Sim. – Snape respondeu, conciso, - Eu acabei tendo de ajudá-lo a recuperar a tal tiara, ou ele nunca teria destruído aquela coisa. E tive que usar as minhas próprias memórias para que ele compreendesse o que eu estava fazendo. Só espero que ele tenha cérebro suficiente para entender tudo sem ninguém ao lado dele, desenhando os esquemas e explicando tudo em palavras curtas o suficiente para que ele entenda.
O ar preocupado não sumiu do rosto dela, mas agora havia uma expressão determinada em sua face.
- Muito bem. E agora, qual é o nosso próximo passo?
- Nosso? – Draco indagou, um leve tom de indignação na voz.
- Nosso, Draco, porque eu estou no meio desta guerra muito antes de você pensar em escolher um lado. E não existe uma única maneira de vocês dois saírem por aí agindo estúpida e impulsivamente sem que eu vá junto. – os dois homens lhe lançaram olhares de desgosto, - Afinal, ninguém pode ser estúpido e impulsivo sem ter a companhia de um verdadeiro Grifinório. – ela complementou, sorrindo.
"When we collide we lose ourselves.
When we collide we break in two,
And as we push and we shove and we hurt the ones we love,
It's a hard mistake.
When we collide,
We break."
Harry encarava a penseira sem realmente vê-la.
Amigos.
Como Sirius e James, como ele e Hermione, como Lee e George, amigos desde sempre, desde crianças. E sua mãe, de certa forma, havia dado às costas a Snape. Assim como ele havia dado às costas à Hermione. Ou Hermione havia dado às costas a ele. Mas Snape a amava.
Ele amava Lily. Ele havia matado Dumbledore porque o homem havia o feito prometer que o mataria... Ele já estava morrendo...
E os planos? Com Draco Malfoy e Andromeda e todos eles protegendo Hermione porque ela estava grávida. Grávida. Sua melhor amiga tinha um filho e ele nem ao menos conhecia a criança. E Snape...
Snape, que ele odiou por tanto tempo, a pessoa que ele desejou matar com suas próprias mãos por tanto, tanto tempo, o homem que havia matado Dumbledore na sua frente, que havia traído seus pais, que havia causado a morte deles...
E que estava pagando com a própria alma pelo erro que cometeu.
Não que ele fosse uma alma boa e pura, mas ele não merecia ter que fazer tudo que já havia feito, lhe proteger por tanto tempo e nunca, nunca, jamais, receber nada que não rancor e raiva de volta.
Por Merlin, o homem amara tanto a sua mãe que havia lhe protegido a vida toda em memória dela. A amava tanto que morreria e mataria, como realmente havia matado, por ela, somente ela.
E o que era ele? Quem ele havia pensado que era durante todo esse tempo para julgar um homem como Snape? Alguém que havia dado às costas à sua melhor amiga por um erro que ela, aparentemente, não havia cometido. Alguém que não procurou entender as razões por traz as ações, apenas se contentou em julgar todos à sua volta, um após o outro, que só se preocupou com seu próprio sofrimento, sem perceber que todos estavam sofrendo. Talvez nem tanto quanto ele, talvez não tão intensamente, mas ninguém estava vivendo em nenhum paraíso, e ele não tinha direito de julgar ninguém.
Um sentimento começou a corroê-lo por dentro, lenta e continuamente: remorso.
Passou as mãos pelos cabelos bagunçados, em frustração, e soltou uma respiração que nem havia percebido que estava segurando.
Merlin, como ele queria o fim daquela maldita guerra.
Uma batida leve na janela, com uma coruja negra e um bilhete que ele ansiosamente desprendeu de sua pata desviaram o rumo dos seus pensamentos.
"Meia-noite. Spinner's End."
Reconheceu a letra imediatamente daquela vez. A caligrafia do seu antigo professor de Poções, do amigo de infância da sua mãe, do homem a quem ele devia a vida. Diversas vezes.
E ele iria. Snape, mais do que ninguém, merecia confiança. A sua confiança.
"When the cold comes crashing down,
And the fight lost what it's about.
I could tell that you'd left.
It's a shame what we've become,
When we hurt the ones we love.
It's a place I cannot go,
Anymore."
Snape encarava a porta de sua casa desconfortavelmente. Nunca havia se exposto daquela maneira com ninguém, muito menos com um Potter, de todas as criaturas, mas estavam em guerra, e ele sabia, melhor do que ninguém, que na guerra, sacrifícios têm de ser feitos.
Um "pop" do lado de fora da sua porta o fez reagir instantaneamente e ele a abriu e puxou o garoto para dentro, trancando-a em seguida. Baixou o olhar para Potter e, como tantas vezes antes, esqueceu de perceber o rosto ou os cabelos dele, e viu seus olhos. Exatamente iguais aos de Lily.
Por vezes ele chegava a se perguntar se o garoto não tivesse aqueles olhos, se ele teria o ajudado tanto. Provavelmente teria. Dumbledore era ótimo em obter tudo o que queria de... bem, qualquer um.
Mas ele morreria por aqueles olhos. Sabia disso.
- Ahn... Snape. – Harry disse, tentando parecer qualquer coisa próximo a educado. O homem lhe lançou um olhar quase que duvidoso e fez um gesto indicando as cadeiras da sala, para onde Harry foi e sentou-se na ponta de uma das poltronas, como se a qualquer movimento brusco fosse capaz de sair correndo dali e desaparecer.
- Vejo então que decidiu que eu sou confiável, Potter. – ele falou, encarando Harry sem pestanejar, o que fez o rapaz um tanto desconfortável.
- Eu... As memórias... Ahn... Eu... Confio. - Harry acabou por declarar, respirando fundo e encarando Snape que havia se sentado de frente para ele, parecendo decidido, repentinamente. – Eu confio no senhor. Eu... Eu confio.
- Sua habilidade na arte da retórica me surpreende, Potter. – Snape disse, mas faltava o verdadeiro veneno à sentença. Por quanto tempo na sua vida, quantas vezes, ele não quis olhar naqueles olhos verdes e ver aquela confiança ali? Quantas vezes?
- Bem... Para que me chamou aqui? – Harry perguntou, um tanto desconfortável. A mudança de perspectiva na maneira como via Snape havia lhe deixado extremamente perturbado. De repente o seu professor mais odiado havia se tornado um homem que ele passara a admirar incondicionalmente. Era muito, muito estranho.
- Porque temos a chance de acabar com essa guerra de uma vez por todas, Potter, e por causa aquela... profecia precisamos de você. – Harry ficou em silêncio, atento, e o homem prosseguiu – O Lorde está se sentindo mais seguro, hoje em dia, mas ele não é estúpido. Conseguir atacá-lo será uma façanha quase impossível se você não tiver ajuda interna. – Harry aquiesceu com um aceno de cabeça e Snape continuou, - Em quatro dias haverá uma festa no Ministério. O Lorde vai estar presente, pois é uma festa fechada, assim como os Malfoy. Eles são quem irão ajudá-lo.
Harry ficou confuso por um momento, pensando em dizer que os Malfoy estavam mortos, até que ele percebeu. Os Malfoy. Draco e Hermione... Malfoy. Pelo sorriso de canto que apareceu no rosto de Snape, Harry concluiu que seu espanto deve ter sido visível e acabou sorrindo para Snape, mesmo contra a vontade e razão.
Snape viu o sorriso e ficou francamente sem ação. De todas as reações que esperou que Potter tivesse, de tudo que imaginou que o rapaz sentiria, a simpatia que via estampada naquele sorriso, a confiança que via nos olhos dele não estavam inclusas.
Imaginou que, apesar de compreender o porquê de suas ações, Potter ainda fosse lhe detestar, afinal, era pela sua mãe que ele estava apaixonado por boa parte de sua vida. Imaginava que o rapaz fosse reagir como seu pai havia reagido, o detestando ainda mais, mas não. Ele parecia ter ganhado a confiança total e completa do rapaz, simplesmente porque havia provado ser capaz de amar.
Honestamente, Dumbledore deveria estar dançando a polca em seu túmulo de tanta alegria.
- Então... Me ajudar como? – perguntou Harry apenas para quebrar o silêncio, que já começava a enervá-lo. Snape parecia ter acabado de adquirir a capacidade de Dumbledore de ler a sua alma através de um olhar.
Durante mais de uma hora, Snape explicou seu plano com Draco e fez Harry repetir tudo, diversas vezes, apenas para ter certeza de que o rapaz havia entendido tudo e que não cometeria nenhum erro.
Depois de garantir diversas vezes que havia entendido tudo, finalmente, Snape disse que Harry podia voltar para casa.
Ele já estava pronto para desaparatar, quando Snape lhe entregou dois cordões, com um pequeno vidrinho em cada um, com uma coisa que lembrava terrivelmente sangue dentro deles.
- Isso é uma espécie de chave do portal. Caso algum problema realmente aconteça e nós sejamos descobertos antes que você consiga fazer o que tem de fazer, basta segurá-la e dizer "Hogwarts" e você irá parar na escola. É o último recurso e não deve ser utilizado levianamente. Dentro deste vidro há uma poção misturada ao meu sangue, que vai passar pelas guardas de anti-aparatação e anti-chave do portal do castelo. Mas é apenas para ser utilizado se todo o resto falhar. Entendeu, Potter?
- Sim... Mas por que você está me dando duas?
- Humpf, - fez Snape, com um ar de desgosto, - Como se você fosse deixar aquele lobisomem de fora deste plano. Caso ele decida seguir ou ir com você, tenha certeza de que ele tem uma dessas e sabe como usá-la. Afinal, se algo der errado, nós vamos precisar de toda a ajuda possível.
Harry acenou com a cabeça e desaparatou e Snape ficou encarando o lugar onde seu ex-aluno havia acabado de sumir. Quem diria que Potter era capaz de manter uma conversa inteira e ser coerente, não é mesmo?
Sorrindo contra todas as probabilidades, ele foi para a cama.
Seriam longos quatro dias.
"When we collide we lose ourselves.
When we collide we break in two,
And as we push and we shove and we hurt the ones we love,
It's a hard mistake.
When we collide,
When we collide.
It's a hard mistake,
When we collide."
Hermione conferiu uma última vez sua aparência no espelho e Draco sorriu, mesmo sem querer. Ela estava linda e era dele. Usava um vestido longo, prateado, frente única, com luvas que iam até acima dos cotovelos, da mesma cor. O vestido por si só era simples, mas Hermione dava um ar belo a ele. Os cabelos presos em um coque, com alguns fios soltos e uma maquiagem leve, que realçava os olhos dela, e ela estava, na opinião de Draco, a imagem da perfeição.
Era uma pena que em algumas horas aquele vestido ia acabar indo para a batalha.
Ela virou-se e o encarou, também sorrindo. Depois de alguns instantes o encarando, ela começou a rir e Draco se aproximou, tendo acabado do colocar a gravata borboleta de seu smoking negro.
- Está rindo do quê?
- Do fato que nós estamos casados há um ano, nós temos um filho, e este é o nosso primeiro encontro. – Draco acabou rindo com ela, um pouco, até tomá-la nos braços e beijá-la de leve, para não manchar a maquiagem.
- E eu não trocaria um segundo disso por todos os encontros do mundo. – ele disse, a voz rouca.
- Nem eu. – ela respondeu, sorrindo de leve.
Perderam-se no olhar um do outro, até ouvirem a exclamação de Andromeda da porta.
- Hermione! Você está linda! – e então se virou para analisar Draco, criticamente, - Por que você está vestindo roupas trouxas, Draco?
Draco assumiu uma expressão de profundo nojo, enquanto se olhava no espelho, enquanto respondia.
- O Lorde disse que nós somos a representação da miscigenação. Nós, e mais alguns casais mais novos, vestidos como trouxas vai ficar lindo na capa do jornal. Quer dizer, quem vai se importar se cinco famílias de nascidos trouxas desapareceram essa semana, se na capa do Arauto vai haver sangue-puros vestidos como trouxas e com esposas, ou maridos, ou acompanhantes, vestidos como trouxas e tudo mais?
O sarcasmo era evidente na voz dele e Hermione realmente percebeu o quanto amava aquele homem.
Ele havia escolhido batalhas para lutar. Ele havia mudado conceitos de vida, assumido lutas que não precisaria, tudo apenas para provar que era digno dela, que a amava, que a prezava. Ele era mais do que ela jamais poderia pedir, o amava mais do que a tudo no mundo. Ele e Edward eram tudo o que realmente importava.
E aquilo a lembrou do que estava por vir àquela noite.
- Andromeda... Snape já deixou as chaves de portal com vocês?
A mulher mais velha assumiu um ar quase solene e acenou com a cabeça.
- Sim. Estão com Ted.
- Certo. Exatamente às dez horas, Andie, por favor...
- Eu jamais esqueceria disso, Mione. É a vida do meu sobrinho-neto. – ela abriu um largo sorriso, - Você, Draco e Ed são o que restou da minha família e eu jamais colocaria a vida de nenhum de vocês em perigo, assim como sei que vocês jamais colocariam a minha, ou a de Ted. Nós estamos lado a lado agora.
Os olhos de Hermione encheram-se de lágrimas e ela correu até a mulher e a abraçou.
- Eu sei. Nós nunca vamos conseguir agradecer o suficiente a vocês, Andie.
- Fiquem seguros, minha filha. Só isso. Fiquem seguros e esse será todo o agradecimento que eu peço.
- Está na hora de vocês irem. – disse Ted, que aparecia no quarto naquele instante, segurando o embrulinho de cobertores verdes que era Edward.
- Certo. – disse Draco, se aproximando do homem e tomando o bebê em seus braços. – Se comporte, rapaz, exatamente como um Malfoy. Sem bagunças e sem chorar e obedeça à sua tia. – ele sorriu, meio bobo, para o bebê que deu uma pequena risada em resposta e então beijou a ponta do nariz dele, fazendo o bebê gargalhar mais uma vez.
Hermione pegou o filho em seguida e o abraçou apertado contra o peito, como se a separação lhe doesse fisicamente.
- A mamãe te ama, filho. Mais do que tudo.
Deu um último beijo no bebê e o deu para Andie, enquanto Draco a tomava pela mão e aparatava para o saguão do Ministério.
Estava na hora do show.
"It's a mistake,
When we collide we lose ourselves,
When we collide we break in two,
And as we push and we shove and we hurt the ones we love,
It's a hard mistake,
When we collide,
When we collide."
Lupin não confiava em Snape. Lupin, na verdade não confiava em mais ninguém, ultimamente, apenas em Harry, e como Harry confiava em Snape, Lupin imaginou que o homem merecia algum crédito, mas não muito.
Neville não havia voltado para a sede da Ordem àquela noite. Isso não era uma ocorrência incomum, mas Harry queria ter certeza de que o amigo não se colocaria em uma posição difícil, caso eles sumissem. Neville parecia ter uma propensão imensa a sumir nas horas mais estranhas e sempre voltar são e salvo das missões falhas que faziam.
Eram exatamente dois minutos para as dez horas quando Harry e Lupin entraram no beco ao lado do Ministério. Alguém deveria ter deixado senhas de acesso em um lugar daquele beco e eles começaram a procurar. Às dez horas em ponto eles conseguiram entrar no lugar, disfarçados de garçons com as roupas que Snape havia lhe dado ontem.
Quando havia visto as roupas, Harry havia indagado o porquê de garçons se haviam elfos para servirem os bruxos. Snape havia respondido que era a nova moda do Lorde. Usar humanos – nascidos trouxas, obviamente – para realizar trabalhos antigamente realizados por elfos ou outras criaturas. Os bruxos, obviamente, não reclamavam. Trabalhar como um elfo ainda era melhor do que o extermínio.
O plano era simples, mas passível, muito passive de falhas: misturar-se com os convidados e achar o momento propício para matar a cobra de Voldemort e então, Tom Riddle.
Tom usava Nagini como uma peça de luxo em seu guarda roupas, não se afastava da cobra por nada no mundo. Era, supostamente simples. Mate a cobra, mate Tom, acabe com a guerra.
Claro, muito, extremamente, simples.
Harry tremia quando pôs os pés no salão de festas decorado em prata, vermelho e verde claro. Ele podia ver dúzias de bruxos sangue puros vestidos como trouxas, longos vestidos de festa e smokings, contrastando com as vestes tradicionais. Os repórteres e fotógrafos registravam tudo, certamente iriam usar as imagens da "integração" para mais uma maravilhosa reportagem sobre como Voldemort era bom e igualitário para todos os seus... súditos.
Finalmente, Harry conseguiu avistá-lo. No centro de um grande número de bruxos, conversando com alguns deles como um soberano receberia os plebeus, Tom Riddle estava, vestido de negro e prata. Suas feições ainda ofídicas e assustadoras, mas pela calma com que todos à sua volta se comportavam, já deveriam estar acostumados.
Harry sabia que só precisava esperar pelo sinal de Snape para atacar. Esperar pelo sinal de Snape de quando o Lorde fosse ir embora, em mais alguns minutos, já que ele nunca ficava muito tempo junto ao povo e então ele poderia atacar.
Mas não foi isso que aconteceu. Porque junto ao círculo mais próximo de Voldemort, junto a Petter Pettigrew e Anthony Dolohv, estava Neville Longbttom.
Harry viu o mundo brilhar em vermelho. Traidor! Fizera ele acreditar que Hermione, justo Hermione, era uma traidora, fizera ele se desfazer de sua melhor amiga, colocara todas, absolutamente todas as pessoas que estavam na Ordem em perigo por diversas vezes, fizera ele se sentir culpado por cada falha deles, se sentir inadequado para liderá-los, porque nunca eram bem sucedidos.
Tudo culpa do garoto meio gorducho e nada valente.
No instante em que Harry tentava retomar a calma, Neville, como se tivesse sentido o olhar de Harry dobre ele, o viu. E foi então que o caos começou.
Neville alertou os demais comensais à sua volta e Harry viu, entre eles, Draco Malfoy, que foi o único que não iniciou nenhuma ação que não buscar a orientação de Snape. O antigo professor de poções acenou em direção à cobra que estava no chão, enquanto Voldemort e seus aliados disparavam um feitiço em cima do outro na direção em que Neville havia apontado, enquanto Harry e Lupin se abaixavam e tentavam se aproximar e ao mesmo tempo evitar serem vistos.
As pessoas gritavam e corriam, tentando se proteger dos ataques, ou tentando atacar, um lado ou o outro. Lupin e Harry tentaram se esconder em meio à multidão descontrolada e ir lentamente em direção aonde estavam a maioria dos comensais e Voldemort.
Foi Neville quem avistou Harry, a alguns metros de distância de onde Voldemort estava. O rosto quase sempre temeroso e bondoso do garoto se abriu em um sorriso maldoso, mirando a varinha para o pescoço de Harry, quando conseguiu derrubá-lo no chão. Harry encarou o antigo amigo quase sem ação, até ouvir os lábios dele formarem as palavras "Avada...", mas ele nunca terminou a maldição, porque a voz desdenhosa de Snape cortou o ar e um jato de luz verde atingiu as costas do garoto, no mesmo instante em que Harry via Draco Malfoy acertar Nagini com uma adaga de prata, retirada de seu bolso.
Os olhos vermelhos de Voldemort brilhavam em pura fúria, quando ele levantou a varinha para Snape, que reagiu rapidamente e pegou o braço de uma mulher em um vestido prata.
- AGORA! – ele gritou, - AS CHAVES!
- HOGWARTS! - gritaram cinco vozes e os jatos de luz verde atingiram nada a não ser as paredes do Ministério.
O plano A havia falhado.
Agora restava torcer para que o plano B funcionasse.
Assim que eles fizessem um plano B.
"It's a hard mistake,
When we collide, we break,
We break"
MEUBOMSALAZAAAAAAAAAARR!!!!!!!!!!!!!!!!
Está acabando! Salazar, está acabando!
Eu nem acredito e estou tendo trecos de antecipação, mas o fim está próximo.
Enfim, maior capítulo da fic toda, espero que tenham gostado e não me matem pelo fim assim, nessas de mudança de capítulo da novela da globo, ok? É que eu precisava mudar de música para a próxima cena! XD
Que eu vou ir lá, escrever agora.
Ela e o Epílogo.
Amo vcs, mas amo mais quem deixa Review!
Bjs e
R E V I E W !
