Lynne Graham

Adaptação.

Personagens pertencentes a Lynne Grahame e Stephenie Meyer

Historia pertence a Lynne Graham.

A Noiva do Deserto

Lynne Graham

CAPÍTULO VII

— Fique longe de mim! — Isabella gritou ao descobrir-se encurralada contra a cama.

Edward afastou-se alguns passos e começou a despir-se.

— Nunca mais dirá isso. É de você que tem medo. A rendição pode ferir seu orgulho, mas só terá a ganhar com a experiência. Uma mulher que nega a própria feminilidade não é completa.

— Nunca ouvi tamanha bobagem em minha vida! — ela disse, vendo as roupas caírem no chão e sentindo o coração galopar, — Não se atreva a chegar perto de mim.

— Francamente, só um homem especial é capaz, de encarar uma noite de núpcias como essa. — Edward jogou a camisa no chão com ar determinado. — Mas vai descobrir que estou sempre pronto a aceitar desafios. E ainda não cheguei ao ponto de me humilhar e fazer o trabalho doméstico para merecer a graça de ser aceito em sua cama, como fez meu antecessor.

— O que disse? — Isabella estava confusa, tomada de assalto por fantasias secretas e embaraçosas. A visão de um peito nu e forte a impedia de raciocinar, e imaginar o que poderia haver por trás das roupas que ainda restavam era o suficiente para deixá-la tonta.

— Estou falando sobre aquele arremedo de homem que aceitou em sua casa há três anos! Ouvi as piadas... As pessoas o chamavam de sua governanta e riam porque ele limpava seu apartamento, preparava sua comida e a esperava sempre de joelhos, disposto a qualquer coisa para agradá-la.

Por um segundo Isabella prestou atenção ao que ele dizia. James era um excelente cozinheiro, mas a necessidade quase obsessiva de estar sempre arrumando e limpando tudo a sua volta acabara por irritá-la. Evidentemente, Edward não percebera o pequeno detalhe que a levara a aceitar o amigo como hóspede... sua orientação sexual.

— Mas... mas isso... — Isabella cometeu o engano de encará-lo novamente, e a visão a fez esquecer o que pretendia dizer. Agora ele usava apenas uma cueca sumária sobre o corpo de proporções perfeitas, e deparar-se com a evidência de sua excitação era quase assustador.

De repente, Edward abaixou-se para despir a última peça que restava, e ela fechou os olhos apressada. Infelizmente atrasara-se um segundo, e a demora foi fatal. De repente a timidez entrava em conflito com a curiosidade adolescente que, satisfeita, levou-a a amparar-se na cama para não cair. Deus, seriam todos os homens tão...?

— Não vou barganhar favores com você — Edward informou com intensidade. — Mas prometo que conhecerá um prazer completo sobre essa cama, sensações que jamais esquecerá.

Chocada com a maneira como reagia à primeira visão de um corpo masculino excitado, Isabella agarrava-se à cama para não cair.

— Sei que está zangado comigo...

— Buscar alívio nos segredos gloriosos de seu corpo dispersará a raiva — ele cortou, aproximando-se até parar diante dela. — E saiba que, ao amanhecer, ainda estará em meus braços, como convém a uma esposa em sua noite de núpcias.

Antes que pudesse se preparar para responder, Edward tomou-a nos braços e deitou-a sobre a cama.

— Por favor...

— Por que insiste em me rejeitar? Por acaso a assustei?

— É claro que não! Só estou tentando fazê-lo ouvir a voz da razão — ela respondeu, fechando os olhos para não se deixar hipnotizar pelo rosto de traços perfeitos.

— Olhe para mim.

Não podia! Se o fitasse, sua resistência seria reduzida a zero e acabaria se rendendo ao desejo que ameaçava tomá-la como um incêndio incontrolável. Saber que ele estava deitado a seu lado, nu, já era o bastante para reduzir a rigidez de sua habitual postura à consistência de geléia.

— Não leve isso adiante — pediu.

— O que esse homem fez com você? — Edward perguntou com súbita ferocidade. — Está apavorada! Se esse sujeito a feriu de alguma forma, juro que irei buscá-lo no inferno, se for necessário, e o matarei com minhas mãos!

— Não estou apavorada! — Isabella protestou com o orgulho espicaçado. — Só estou tentando fazê-lo desistir de algo de que certamente nos arrependeremos.

Edward inclinou-se sobre ela como um tigre pronto para o ataque.

— O que esse homem fez com você?

— Nada, seu idiota! Ele é gay!

— Você disse... gay?

— Isso mesmo. Agora que esclarecemos esse importante ponto, será que pode começar a pensar nas conseqüências de consumarmos esse casamento ridículo?

— Gay...

— Exatamente. Um homem que não sente atração por mulheres!

De repente Edward deitou-se de lado e apoiou-se sobre um cotovelo para fitar o rosto congestionado e furioso de Isabella. Havia um sorriso em seus lábios, e isso a irritou ainda mais.

— Sou realmente um idiota...

— Do que está rindo?

— Quer que eu apague as luzes? iria se sentir menos tímida?

— Não sou tímida! Só estou tentando impedir um terrível engano, e por isso preciso que escute...

— Estou ouvindo — ele cortou.

— Nós dois sabemos que esse casamento é um erro, certo?

— Errado.

— A luz desse ponto, acho que... Errado?

Olhos chocolates e assustados foram aprisionados por outros, verdes e decididos, e ela parou de respirar, vítima de uma antecipação sensual tão intensa que fazia sua cabeça girar.

Edward murmurou alguma coisa em árabe e, devagar, inclinou-se para beijá-la com delicadeza. Aos poucos o beijo foi mudando, tornando-se mais íntimo e provocante, e quando se deu conta Isabella estava tensa, os punhos cerrados numa tentativa de controlar o desejo que a invadia. Queria resistir, empurrá-lo e exigir que nunca mais a tocasse, mas a linguagem do corpo gritava palavras diferentes.

— Edward... — ela ainda tentou.

Mas a tentativa foi um terrível engano, porque ele ergueu a cabeça, fitou-a nos olhos e, lentamente, deslizou as alças da camisola sobre seus ombros. A realidade ameaçou infiltrar-se em seu cérebro confuso, e um movimento apavorado traiu a intenção de resistir. Rápido, o príncipe beijou-a novamente e, quando ele voltou a erguer a cabeça, Isabella já estava nua até a cintura, os seios expostos às carícias eróticas que ameaçavam levá-la à loucura.

Edward era uma especialista na arte da sedução, e suas mãos foram derrubando todas as barreiras que ela erguera ao longo dos anos para se proteger contra a ameaça do sexo oposto. Havia sido sempre assim... Desde a primeira vez em que o vira na porta da biblioteca, dois anos atrás. O tempo havia parado quando ele caminhara em sua direção, os olhos sobre seu corpo como se ja a possuísse, como se só tivesse de olhar para tê-la, como se ela houvesse vivido apenas para esse momento, quando o encontraria e se entregaria... Naquele instante tivera uma visão. Imaginara-o jogando-a sobre uma cama e acariciando seu corpo até obter a mais completa rendição sexual, e a imagem fora tão forte e devastadora, que precisara de vários dias para recuperar-se do choque.

— Você sempre quis estar em meus braços — ele disse, como se pudesse ler seus pensamentos.

— Não!

— Desde o primeiro momento... sentiu um reconhecimento sexual tão imperioso que nós dois vimos a mesma coisa.

— Não...

Edward moveu a mão experiente até encontrar a essência de sua feminilidade, e Isabella gritou ao sentir o prazer intenso provocado pelo toque delicado.

— Admita — ele exigiu com um sorriso malicioso, os dedos executando uma melodia sensual em seu corpo.

— Seu bastardo! — ela soluçou numa explosão de frustração e stress emocional. — Está bem... está bem... sim, sim, sim...

Triunfante, o príncipe inclinou-se e deslizou a ponta da língua sobre um de seus seios.

— Você é minha mulher...

— Não...

— E se a houvesse beijado e acariciado, em vez de tentar me comunicar num idioma que não dominava, teria caído aos meus pés.

— Não! — ela gemeu angustiada, furiosa a ponto de temer a própria reação. O corpo não obedecia aos comandos do cérebro, e estava à beira do mais completo descontrole.

Edward prosseguia com a doce tortura, usando lábios, mãos e língua para mantê-la cativa.

Isabella contorcia-se, aturdida com a intensidade das sensações que experimentava pela primeira vez.

De repente ele moveu-se e deitou-se sobre ela.

— Vou tentar não machucá-la — disse.

O príncipe a levara a tal ponto de excitação, que mal podia ouvi-lo. Nada mais importava, nada penetrava a névoa de desejo que a cercava, nada exceto a necessidade de satisfazer aquela insuportável urgência.

A primeira onda de dor encheu seus olhos de lágrimas.

— Relaxe — ele pediu, movendo-se devagar.

— Por favor... — Queria dizer não, mas os lábios negavam-se a pronunciar a palavra. Estava tão excitada, tão cheia de desejo, que os primeiros movimentos do corpo másculo destruíram sua habilidade de raciocinar e falar.

— Agora é realmente minha, aziz.

A voz rouca, os movimentos febris, a dor, o desejo... De repente todos os ingredientes se combinavam para provocar a mais intensa e incrível das sensações, e Isabella explodiu em espasmos que brotavam de seu ventre e espalhavam-se por todo o corpo. E então, no momento em que estava mais indefesa, a verdade a atingiu como um raio. Amava-o! Sempre o amara!

Era como cair num grande buraco negro. Nada a abalara tão profundamente quanto a colisão frontal com as emoções que tanto lutara para sufocar. Tentara se convencer de que tudo não passava de uma tola paixão, mas paixões não duravam tanto tempo, nem causavam dor e conflitos contínuos. Edward era tudo que não devia querer num homem. Devia odiá-lo! E tentara, mas o fracasso havia sido tão estrondoso que se negara a encarálo.

Ainda estava chocada quando Edward rolou para o lado e a levou com ele. Agora ambos sabiam quem estava no controle da situação, e essa certeza a feria como ferro em brasa. O amor penetrara em sou coração e transformara em bobagem o esforço que fizera para proteger-se.

Devia ter imaginado que ele usaria o desejo sexual como uma arma, especialmente depois de ter visto a raiva e o ultraje provocados pela rejeição de sua aliança de casamento. Edward decidira colocá-la em seu lugar, que era na cama dele. Agora compreendia que ele jamais a teria deixado dormir sozinha, não depois de como se comportara, não quando isso era o que ele sempre quisera.

Pela primeira vez desde que se reconhecia como uma adulta, sentia-se fraca e inadequada. Jamais precisara de ninguém desde a infância, mas Edward despertara essa necessidade por ele.

— Desculpe se a machuquei — ele suspirou.

Rangendo os dentes, Isabella lembrou a satisfação que vira estampada no rosto dele naquele primeiro momento de possessão sexual. Tentou livrar-se da sufocante intimidade do abraço, mas ele a segurou com mais força.

— Você gostou — Isabella acusou-o.

Edward empalideceu e, tenso, encarou-a com um olhar tão furioso que ela se encolheu.

— Não gostei de machucá-la. Mas reconheço que senti um enorme prazer ao descobrir sua pureza. Jamais havia me deitado com uma virgem. Não esperava encontrá-la inocento, e um presente como esse em nossa noite de núpcias tem grande significado. Não vou me desculpar pela alegria que ainda sinto.

— Gostaria de ter dormido com uma centena de homens!

— Mas não dormiu. Esperou por mim.

— Não esperei por ninguém!

— Agora a questão é acadêmica. Por que está tentando brigar, depois de todo o prazer que descobrimos juntos?

Amava-o. Jamais acreditara em amor à primeira vista, mas de repente se descobria vítima de uma armadilha do destino. Se tivesse tido a coragem de reconhecer os próprios sentimentos, certamente teria subido naquele helicóptero.

— Isabella... — Edward chamou intrigado. — Por que o silêncio? — Agora ele sorria, a mão deslizando por suas costas numa carícia sensual e provocante. — É incrível como consegue ser sexy, apesar do ar preocupado. Esqueça o mundo lá fora. Este é nosso mundo, e nada pode ameaçála entre essas paredes.

Nada além dele.

— Edward...

— Não diga nada. Quero você outra vez...

— Não... — ela gemeu, afastando-se dele como se houvesse sido ameaçada de violência física.

Edward puxou-a de volta.

— Eu a machuquei? — o príncipe perguntou preocupado.

— Sim... — Isabella mentiu, abaixando a cabeça para esconder o rosto vermelho.

— Existem muitas maneiras de fazer amor...

— Não quero saber!

— Ah, mas saberá — ele sorriu. — Venha, vamos nadar um pouco.

— Nadar?

— Se tenho de conter meu desejo por você, aziz, o equivalente a uma ducha fria será de grande utilidade.

— Ah... vá em frente — ela disse com entusiasmo.

O príncipe jogou a cabeça para trás e riu com gosto. Antes que ela pudesse perguntar o que havia de tão engraçado, Edward já a tomara nos braços e a carregava novamente.

— Desta noite em diante dividiremos tudo.

— Não preciso de um banho frio.

— Mas merece um, aziz. Se não houvesse reconhecido o prazer que sentiu em meus braços, agora estaria me culpando por ser um amante deficiente.

— Oh, você foi perfeito. Não se preocupe com isso — ela ofereceu com tom ácido. — E agora, quer fazer o favor de me pôr no chão? Não sou dessas mulheres que tremem e se arrepiam diante de uma demonstração de força física!

Edward apoderou-se de seus lábios e beijou-a até deixá-la tonta e desorientada.

— E isso é suficiente para fazê-la tremer e arrepiar-se? E quanto a ser perfeito... com quem me comparou? Também fantasiava a meu respeito?

— Jamais tive uma única...

— Como você é mentirosa... teimosa, agressiva, ferina... Felizmente não me casei com você esperando doçura e tranqüilidade.

— Casou-se comigo para me levar para a cama.

— Mas não precisava. Podia tê-la levado para a cama na Inglaterra, mas achei melhor não pôr à prova sua capacidade de controle. Devia estar grata.

— Grata?

— Teria sido reprovada no teste. Podia tê-la possuído logo na primeira vez que a beijei.

Furiosa, Isabella tentou esbofeteá-lo e um instante depois seu corpo encontrou a água fria. Tossindo, ofegante e chocada, ela se agarrou à borda da piscina e afastou os cabelos molhados dos alhos.

— Não vou permitir que me agrida. Enquanto for minha esposa, terá de me tratar com respeito.

Seu corpo era uma silhueta dourada à luz da lua, a metade inferior oculta pela água cristalina.. "Enquanto for minha esposa..." Sempre o limite de tempo. Não que isso tivesse alguma importância, pois amá-lo não a tornara cega para a impossibilidade de um relacionamento mais duradouro. Por outro lado. ressentia-se contra a arrogância com a qual ele presumia poder tomar o que lhe convinha da instituição do casamento e ignorai-os inconvenientes.

— Não só não acredito em casamento, como não me sinto sua esposa e não quero ser sua esposa. Não me sinto honrada, mas usada. Aquelas cerimônias foram um deboche, e não pense que essa aliança em meu dedo me fará fechar os olhos para a realidade.

— Então sente-se usada. É claro... Que significado a palavra ternura pode ter para você? E só mais alguma coisa a ser desprezada, como despreza tudo que partilhamos, com sua mente estreita e seu ridículo sentimento de superioridade!

— Não me sinto superior! — ela se defendeu, devastada pela fúria que, mais uma vez, conseguira desencadear.

— Mas concedeu-me seu corpo, nada mais. Se nosso casamento não tem mesmo nenhuma importância para você, errei ao fazê-la colocar a aliança novamente. — Edward puxou-a pelo pulso e arrancou a aliança de seu dedo com um movimento brusco, jogando-a longe. — Ela ficará lá pela eternidade, pois teria de vir a mim de joelhos para me convencer a deixá-la usá-la novamente.

Era loucura, mas no instante em que ele arrancara a aliança de seu dedo, Isabella a desejara de volta com uma paixão tão forte quanto o ódio que via nos olhos dele. Superior, egoísta, mente estreita... Era essa a opinião de Edward a seu respeito? Isso doía... Doía muito!

— De qualquer maneira, não precisa usar minha aliança para que eu possa desfrutar do que é meu por direito.

Antes que pudesse reagir, Edward a ergueu pela cintura e colocou-a sentada na beirada da piscina.

— O que está fazendo?

— O que desejo fazer — ele respondeu, obrigando-a a deitar-se e colocando o corpo sobre o dela. — Se acredita que a usei, então posso cometer o pecado de que já fui acusado.

Isabella pensou em gritar, espernear e lutar, mas então ele a beijou e, com esse único gesto, baniu todos os pensamentos racionais de sua mente.

E ai o que acharam…..?