Voltei! Agora pra valer. Depois da morte do computador da minha irmã, agora ganhei meu próprio notebook, só pra mim XD. Agora não tenho desculpa para não atualizar mais rápido... ;-)

Então deixo aqui o capitulo três que, se me desculpam, demorei em postar por problemas de estudo (muitos deveres e falta de tempo!)

BRANCA DE NEVE

– Você é nojento! – exclamou Matilde para Sirius, mas não pode evitar soltar um suspiro quando ele levou um cigarro aos lábios e aspirou, sorrindo, apoiado no tronco de uma árvore ao lado do lago. A jaqueta de couro dava-lhe um ar sensual e o cabelo caía-lhe sob os olhos. Logo expirou a fumaça para o lado e observou a loira.

Matilde não entendia por que agora Sirius viciara em essa porcaria trouxa, o pior de tudo era que todas as garotas ficavam doidas com isso.

– Mas você adora – afirmou ele, jogando a ponta do cigarro no chão, fazendo-a desaparecer com a varinha e abraçando a loira com um braço sob os ombros dela. – Vamos sair hoje?

– Sai fora, seu pervertido! – ralhou ela pegando a mão do garoto e tirando-a de cima. – E pára com seus planos ridículos. Lily quase me matou o mês passado depois de aquilo na torre norte. Pensou que eusinha tive alguma coisa a ver.

– Ah, e não teve? – perguntou ele irônico. A loira grunhiu.

Continuaram caminhando pela beira do lago, em silêncio. Era cedo, e a visita a Hogsmeade seria só em duas semanas, coisa que deixava Matilde com os nervos a flor de pele: Zonko's - Logros e Brincadeiras seria o primeiro alvo de Sirius para conseguir coisas para seus planos malucos. Agradecia que ele ainda não tivesse planos concretos dessa vez, mas o título "Branca de neve" a assustava. Imaginou sua amiga deitada em uma caixa de cristal e deu-lhe arrepios.

– Sirius...

– Mmm – murmurou o garoto, desconfiado. Sabia que quando ela o chamava assim, com os olhos baixos e esticando seu nome com doçura fazendo beicinho, era por que queria pedir alguma coisa.

– Pode parar com essa loucura, por favor? Vai terminar matando um deles – pediu ela, olhando-o, mas Sirius só sorriu. – Você não vai dar uma maçã envenenada pra Lily, vai?

Sirius gargalhou, o cabelo balançando suavemente, e umas garotas que passavam por ali suspiraram e deram um gritinho. Matilde mordeu o lábio inferior para não dizer nada.

– Uma maçã não. Pensei em uma banana... É mais simbólico.

– Sirius! – gritou ela escandalizada, dando um tapa na omoplata do garoto com força. Ele disse "Ai!" e voltou a rir. – Ta. Desisto. Vou embora!

Com os braços rígidos ao lado do corpo, caminhou até os portões de Hogwarts com passo rápido, os punhos fechados e cara amarrada. Sirius chamou-a um par de vezes, mas a loira continuou com a cabeça erguida, andando com decisão até a Sala Comunal. Lá encontrou Remus fazendo uns deveres no sofá perto da lareira, quase escondido atrás de uma coluna de livros que ela nunca ouvira falar. Ele estava inclinado sob um pergaminho grande fazendo desenhos geométricos cheios de rabiscos, e várias líneas de tinta dançavam de lá para cá formando teias e nomes. Matilde espichou o pescoço para ler melhor.

– O quê está fazendo, Lupin?

O garoto pulou no sofá de susto, fazendo que seu rabo-de-cavalo caísse sobre suas costas. Em seu rosto havia um curativo que estava ali fazia dias, coisa que não surpreendeu a loira. Sabia que ele vivia se machucando com facilidade. A cabeça de Peter surgiu de atrás do sofá, assustado.

– Ah! Oi, Matilde! – Lupin sorriu amarelo, empurrando o pergaminho até escondê-lo debaixo de uns livros. Rabicho saudou-a com a mão timidamente, sorrindo de leve. – Não é nada, não. E o Sirius? Vocês não tinham saído juntos? – perguntou Aluado para desviar o assunto.

Morreu – grunhiu ela mudando de expressão quando seu amigo mencionou o nome do garoto. Balançou a cabeça franzindo a boca e foi para seu quarto.

James levantou a cabeça para olhar por cima da pilha de livros; ele estava sentado em frente à lareira, sob o tapete, brincando com o pomo em suas mãos.

– Quem morreu? – perguntou, no instante em que Sirius chegava fedendo a aquela droga trouxa em que estava viciado agora. Primeiro tinha sido cerveja e uísque trouxa, logo passara para os licores e por último, agora, o cigarro. De onde tirava tudo aquilo?

– Oi! Matilde subiu?

Remus revirou os olhos e Peter confirmou. James foi o único que se pôs de pé e pegou Sirius pelo braço antes que ele começasse a subir as escadas até o quarto das garotas.

– Você vem comigo, hoje não foge do meu treino de Quadribol para as meninas do terceiro ano que prometeram que iam ir – disse o moreno com rapidez, sorrindo torto de felicidade e pegando a mochila que estava no sofá, jogando-a sobre um ombro só.

– Garotas! Por que não disse isso antes? – sorriu Sirius, metendo a mão no bolso para pegar mais um cigarro e levá-lo à boca.

- J - L -

– Posso falar com você?

Remus deteve Matilde na saída da aula de encantamentos da segunda feira, minutos antes do almoço. Ela o olhou com a boca entreaberta, com a mão segurando uma das alças da mochila cor de rosa e estreitando os olhos para vê-lo melhor a causa do sol que lhe dava na cara. O cabelo loiro estava amarrado em dois rabos-de-cavalo debaixo das orelhas. Por uns instantes, ele esqueceu o que tinha que dizer até que ela falou.

– O que foi, Lupin?

– Quer dar uma volta? – pediu ele, com um gesto respeitoso apontando ao seu redor. Ela balançou a cabeça, confirmando, percebendo que era importante. Caminharam pelo pátio em silêncio até que Remus decidiu começar a falar. – Você sabe que Sirius está com uma idéia de juntar Lily e James...

– Sei – murmurou ela, o salto soando no chão a cada passo.

– E você da uma força para ele também.

Matilde olhou-o com tal velocidade que os seus cabelos pularam dos ombros e caíram na suas costas. Ele ficou vermelho.

– É... No começo – aclarou ela, defendendo-se. – Agora tô tentando que ele pare com isso. Já foi absurdo o que fez com James aquela vez. Agora acho que ele quer dar uma "banana envenenada" para um dos dois agora.

Remus observou-a incrédulo, com os olhos muito abertos.

– Envenenar?

– É, pela história da Branca de Neve...

Remus se deteve, olhando o chão e vincando a testa com preocupação. Uma mecha de cabelo castanho caiu na sua cara, escapando do rabo-de-cavalo rebelde e desalinhado.

– Então é isso.

– Isso o quê? – indagou a loira, parando de frente para ele. Remus nunca tinha percebido a altura que ela ficava com os saltos até agora, que só via frente aos seus olhos os voluminosos peitos da garota, em vez de sua cara. Corou e levantou os olhos, endireitando-se para não ficar tão pequeno diante daquela grande mulher.

– Ele não devolveu o livro, devolveu? – perguntou ele.

– Que livro? – voltou a indagar ela, sem entender.

– O livro de histórias trouxas da Evans.

Matilde abriu a boca para responder, mas paralisou. Fechou e abriu a boca duas vezes, mas nada saiu dela até que pôde dizer:

– Aquele canalha! Fez Lily chorar a noite inteira e logo vem me dizer que ele conhecia aquelas histórias. Que... Mentiroso! Vou matar ele! – e saiu em disparada para o castelo.

Remus suspirou, pensando que devia falar com Lily antes que Matilde a alcançasse. Ou falar com Matilde para que ela possa convencer Sirius de não continuar com essa maluquice. Correu desajeitado até alcançar a loira, detendo-a segurando seu braço. Os dois se olharam, parados em frente ao Salão Principal.

– Escuta, por favor. Olha. Me dá um tempo, eu convenço Sirius – pediu ele com velocidade. – Eu sou monitor.

– Muitas vezes você esquece isso – retorquiu Matilde, colocando as mãos na cintura em um gesto de repreensão. Fulminou-o com o olhar e, com um longo e profundo suspiro marcado com o bater do pé direito, assentiu. – Okey. Tudo bem. Você tem um mês! Céus! Sirius vai matar minha melhor amiga – disse, enquanto abria as portas imensas do Salão Principal para ir almoçar.

- J - L -

Lily rabiscou uns desenhos na beirada do pergaminho, distraída. Desde quando ela começara a não prestar atenção ao professor Slughorn? Sentia o olhar de James em sua nuca de vez em quando, e virava a cabeça para Matilde, mas olhando para ele. Tinha que usar os 180 graus que seus olhos permitiam de visão, né? Suspirou. Ouviu Slughorn dois minutos mais. Colocou raízes de asfódelo em sua poção. Riu de uma piada que não ouviu contada por Matilde. E não percebeu que as duas horas de poções haviam passado tão rápido.

– Lily, vem cá.

A ruiva deu meia volta e encontrou-se com Sirius Black, quem lhe dedicava um sorriso maroto. Ela revirou os olhos sem poder conter seus lábios que se curvaram em um sorriso em resposta. Como aquele garoto podia fazer que tudo rira ao seu redor?

– O que você quer? – perguntou ela, ríspida, observando com o nariz franzido o maço de cigarros que ele tirava do bolso da capa. – E não se atreva a acender isso – avisou-o ela, cruzando os braços. Ele, para não contrariá-la em esse momento crucial, voltou a guardá-lo.

– É com os elfos da cozinha! – começou ele, levando uma mão ao peito como se o que ia falar doesse muito. – Eles estão revoltados, sei lá. Acho melhor você ir ver.

Lily estreitou os olhos, apertando os braços ainda mais contra seu corpo.

– Sei – murmurou ela, sem crer.

– É, serio. Eu e James fomos lá no último recreio para merendar e nos tacaram bolo na cara! – exclamou ele, abrindo os braços e levantando as sobrancelhas.

– Não tô vendo chantilly na sua cara – espetou ela, batendo o pé de saco cheio.

– Acho que o sabão foi descoberto faz uns séculos – retorquiu ele rindo, apoiando-se em uma coluna e tirando uma mecha de cabelo do seu rosto para trás. Lily revirou os olhos.

– Ta legal. Vou verificar, mas se eu descobrir que é brincadeira sua, eu mato você, entendido? – disse ela em um tom ameaçador, dando logo meia volta e dirigindo-se até a cozinha. Antes de desaparecer em um corredor, virou-se para dar uma última olhada para o garoto, que continuava na mesma posição, e saudou-a com a mão. Ela fechou os olhos e sacudiu a cabeça.

Sirius só deixou passar dois segundos logo que Lily desapareceu para sair correndo.

- J - L -

A cozinha estava como todos os dias, com os elfos trabalhando febrilmente, mas não havia nenhuma confusão ali. Estreitou os olhos com raiva e apertou a cintura com as mãos. Outra vez fora feita de boba pelo garoto Black. Como podia continuar crendo nele? Era uma idiota mesmo. Sentou-se na cadeira que lhe oferecia um dos elfos, olhando como eles trabalhavam sem cessar. Isso não devia continuar, pensou, tentando esquecer por que fora ali.

Mas um latido a tirara de seus pensamentos e um cachorro enorme e preto se precipitou para o aposento, abanando o rabo com felicidade. Lily pulou da cadeira, mas logo franziu a testa tentando entender como aquele cão aparecera ali sem que nenhum dos professores tivesse visto. O pior de tudo era que os elfos pareciam acostumados a ele.

– Oi, cachorrinho... O que você está fazendo aqui? – disse ela, se colocando de pé e inclinando-se para o enorme cão, apoiando as mãos nos joelhos. O cachorro latiu alto e abanou o rabo rapidamente, com a língua de fora. Pulou de um lado para o outro e ficou frente à mesa, empurrando com o focinho um prato com uma maçã enorme e vermelha para a Lily, quem olhou o gesto do cão sorrindo. – Sei, Sirius mandou você aqui... – falou ela, observando o cachorro ladear a cabeça como se não entendesse o que ela estava dizendo.

A ruiva sorriu, olhando ao seu redor. Sete elfos a rodeavam atenciosos a cada movimento dos dois, e a garota então fixou o olhar na maçã sobre a mesa. Sorriu, pensando que agora sim ela era a princesa, rodeada pelos sete anões, e a bruxa acabara de chegar transformada em um enorme cão preto lhe oferecia a maçã envenenada. Não estava James para estragar tudo. Riu pela analogia, sacudiu a cabeça e pegou a fruta do prato, observando-a.

– Em que bobagem estou pensando? – pensou em voz alta, e abriu a boca para mordê-la.

- J - L -

Matilde procurou por sua amiga por toda a mesa da Grifinória, mas não a achou. Perguntou por segunda vez a Alice e a Frank, mas também não sabiam nada da ruiva; a última vez que a tinham visto fora quinze minutos atrás na aula de poções. Suspirando, voltou a olhar ao seu redor e viu que Remus também se inclinava sobre a mesa procurando alguma coisa, e viu que James e Sirius não estavam ali. Os olhos da loira encontraram com os de cor castanho de Remus, e os dois pareciam pensar o mesmo como uma mente só:

(Lily + Sirius + James) x desaparecidos = confusão

Como se tivessem sido empurrados por uma mola, os dois pularam da cadeira e saíram do Salão Principal quase correndo.

– Branca de Neve você disse – lembrou Remus enquanto trotavam pelo saguão. Matilde assentiu, tento dificuldades para andar rápido sobre os saltos de suas sandálias. – Então vamos começar pela cozinha, ali tem bananas suficientes para envenenar quem quer que seja.

Matilde teve que se livrar das sandálias para poder alcançar a velocidade de Remus, e demoraram pelo menos dez minutos em chegar à cozinha. Tremendo, os dois entraram na cozinha ao mesmo tempo, batendo no marco da porta e caíram ao chão. Matilde se pôs de pé rapidamente e paralisou, enquanto Remus se sentava, com as mãos suando frio. Lily estava deitada em três cadeiras pequenas, uma junta à outra; a mão direita pendurada no ar e uma maçã mordida no chão debaixo dela.

– Ah, não! – exclamou Matilde, pegando Aluado pela gola da camisa e sacudindo-o, desesperada. Ele balançou com os olhos bem abertos, o cabelo batendo em seu rosto. – Chegamos tarde! Ela foi envenenada já!

– Fica tranquila, Matilde! – falou Remus, se soltando e ajustando a roupa. Aproximou-se à Lily, tomou seu pulso e franziu a testa. – Ela está bem... Temos que levá-la à Ala hospitalar.

Matilde assentiu e fez beicinho, zangada.

– Mas se Sirius aparecer morto, você sabe por quê. Não vem encher depois não! – avisou a loira em tom ameaçador, os olhos azuis furiosos e amarrando o cabelo com velocidade com a borracha que levava sempre em seu pulso. Ajudou ao castanho a levantar Lily e a colocá-la nos braços dele, logo saíram da cozinha no momento em que James Potter vinha chegando. Os três paralisaram nesse mesmo instante.

– O que aconteceu com Lily...? – gaguejou o moreno, deixando cair um bilhete.

– Foi envenenada. Vamos levá-la à Ala hospitalar – explicou Remus, com a testa suando de preocupação. James escancarou a boca e piscou varias vezes.

– Mas ela me mandou um bilhete que queria me ver aqui – disse James, agora assustado de verdade. Levantou o bilhete e o guardou no bolso, ajudando Lupin a levar a garota.

Antes de virar a esquina no final do corredor, Sirius Black surgiu com um cigarro na boca e o isqueiro aceso a ponto de queimar a ponta. Congelou também ao ver os garotos naquela estranha situação. Os quatro se olharam e a primeira em reagir foi Matilde, quem jogou a maçã envenenada com tal força que o garoto não teve tempo de desviar, e ela deu em cheio na bochecha direita e o isqueiro americano voou e bateu em um dos quadros ainda aceso. A pintura começou a arder e os personagens saíram em disparada para os quadros mais próximos, gritando enquanto corriam para mais e mais longe.

– Você matou minha melhor amiga! – berrou a loira, correndo até ele e segurando-o pela gola da jaqueta de couro (Por que sempre que me vê ela tem que me segurar assim? Um abraço não cairia mal... pensou ele, sorrindo de leve). Ela o sacudiu varias vezes, furiosa, com os olhos cintilando de fúria. – Eu vou...

– Matilde! – ofegou Lupin, cansado já pelo peso da jovem Evans. – Por favor, fica tranquila!

Mas já era tarde demais. A barulheira causada pelos personagens dos quadros havia armado alvoroço nos alunos e professores que se encontravam por perto, que estavam a caminho para ali. Os passos ouviam-se perto, e os garotos não conseguiram se mexer, e meio segundo depois a professora McGonagall estava frente a eles com vários alunos curiosos atrás dela querendo ver o quê estava acontecendo. A mulher viu primeiro Matilde, segurando Sirius com uma expressão no rosto que parecia querer esfolá-lo vivo; logo observou James, quem acariciava o cabelo de Evans, o rosto preocupado como nunca vira nele, e por último passou os olhos por Remus, quem tentava se esforçar por manter-se de pé com peso morto de Lily em seus braços.

– Poderiam explicar o que está acontecendo aqui? – perguntou a professora, sacudindo a varinha e apagando o fogo que ameaçava tomar os demais quadros. Estreitou os olhos e fixou o olhar em James e Sirius. – E por que Evans está em seus braços, Lupin? – indagou lançado ao garoto um olhar agudo.

As mãos de Matilde se abriram como reflexo e Sirius caiu no chão, levando logo a mão à cara para palpar o machucado roxo que começara a surgir em seu pômulo. James deu um passo à frente, sorriu torto e desarrumou o cabelo, pigarreando para começar o seu discurso.

– Olhe só, professora. Eu aqui e meus amigos estávamos ensaiando uma peça – disse o moreno, apontando com um gesto de sua mão os garotos ao seu redor. McGonagall levantou uma sobrancelha, estreitando os olhos cada vez mais, e os alunos que vieram ver o que estava acontecendo cochichavam e riam baixinho. – Para Halloween! – acrescentou, pegando a maçã do chão e lançando-a no ar varias vezes com um sorriso maroto no rosto.

– Potter... Explique-se – pediu a professora, vincando a testa e apertando os lábios até que só se pudesse ver uma línea fina. – Não entendo por que Evans está inconsciente nos braços de Lupin, pode explicar isso sem que sua resposta me obrigue a levá-lo à sala do diretor?

James deu um rápido olhar até Lily.

– Claro que sim – o sorriso ficou maior. – Evans é a protagonista, que sofre uma morte horripilante no meio da obra. A senhora chegou no meio do ensaio.

– E por que Evans não deixa de fingir? – espetou McGonagall, com as mãos na cintura e olhando-o por cima de seus óculos.

– Fingir o quê?

A voz de Lily surgiu de atrás de James, e o garoto deu meia volta e a viu colocar-se de pé com a ajuda de Remus e Matilde. Observou ao seu redor e seus olhos se abriram como duas moedas, sem entender o que estava acontecendo ali, e logo encontrou o olhar desesperado de sua melhor amiga, como se pedisse que ficasse em silêncio. Logo contemplou a professora McGonagall, quem parecia furiosa. Um cheiro a queimado pairava no ar, e a ruiva viu então o quadro esturricado ao seu lado, os personagens chorando nos quadros vizinhos. E James parado na sua frente, sorrindo por vê-la ali, logo viu Sirius... E seu coração acelerou no peito, sorriu em resposta ao sorriso dele, sentiu-se corar... E não entendeu por quê.

– Evans... Pode confirmar o que Potter está dizendo? – perguntou a mulher. Lily olhou Sirius, quem sacudia a cabeça com cuidado para que a professora não o visse. Sentiu vontade de se lançar até ele e curar seu machucado com beijinhos. – É verdade que vocês estão fazendo uma peça de teatro?

– Sim – disse ela com convicção, corando quando Sirius dedicou-lhe um sorriso de agradecimento.

– Viu? – exclamou James, pegando Sirius com um braço e Lily com o outro. A garota fulminou-o com o olhar. – É só ensaio.

McGonagall respirou fundo, dispensou os alunos que tinham vindo atrás dela e voltou a olhar os garotos na sua frente, falando só quando estava segura que não tinha ninguém por perto.

– É uma lástima, mas vou ter que tirar dez pontos para a Grifinória – disse ela, apertando os olhos. James, Sirius e Matilde abriram a boca em protesto, Remus e Lily se entreolharam. – Isso – acrescentou antes que James começara com seus discursos para convencê-la do contrário – pelo desastre com o quadro.

– Isso só foi acidente de ensaio – retorquiu Sirius, fazendo a melhor cara de inocência. James assentiu, sorrindo torto que tanto conquistava a mulherada.

– Não esperava isso de vocês monitores, Evans e Lupin. Espero que isso não volte a acontecer – e dizendo isso deu meia volta, desaparecendo ao virar em uma esquina. Os garotos liberaram o ar ao mesmo tempo, como se o tivessem retido todo esse momento.

Lily avançou até Sirius, acariciou-lhe o rosto e verificou a ferida, preocupada.

– Você está bem? – perguntou-lhe ela, seus olhos estavam úmidos.

James abriu a boca de espanto. Matilde ficou paralisada e Remus fechou os olhos lentamente batendo a mão na testa, desejando não querer saber como todo o plano de Sirius chegou a esse ponto.

A maçã não estava envenenada, tinha uma poção do amor. O inteligente do Sirius tal vez tivesse errado em um pequeno detalhe, tal vez no ingrediente mais importante, e Lily, em vez de se apaixonar por James, estava agora apaixonada pelo garoto que planejara tudo. Remus sabia que agora a confusão só estava começando...

Não queria saber como isso ia continuar...

– J – L –

Espero que tenham gostado desse. Levou trabalho, muitas correções e idéias mirabolantes que acabei deletando ou modificando. Mas logo logo prometo que vem o capitulo quatro, sem demoras exageradas desta vez. O mês das provas passou agora tenho mais tempo para minhas fics!

Souhait, espero que perdoe o atraso!

Beixus!