A electricidade não voltou, mas nessa altura já Bella sabia que não teria tamanha sorte.

Restava pouca lenha na lareira, e como tinham que a manter acesa toda a noite, Edward tomou a iniciativa de cortar alguns dos troncos que se encontravam no alpendre.

Bella observou como manejava o machado e fixou a atenção nos ombros musculosos. Recordou o que tinha perdido e foi invadida pela nostalgia.

Tentou não pensar na bonita casa de Londres, que tinha aquecimento central e uma cama enorme, com um edredão de luxo sob o qual costumavam enroscar-se como um par de apaixonados. Recordou as vezes que tinham feito amor até ela se render por já não conseguir mais.

A Fofinha estava no chão a cheirá-lo e Bella abriu a porta para que os dois fossem dar um breve passeio. Edward entrou com os braços cheios de lenha e Bella inalou a mistura do aroma a pinho e a corpo masculino, e sentiu que morria de desejo.

- Não achas que já partiste lenha suficiente? Não arrefeças.

- Não tive oportunidade… mas o vento é gelado, pelo que vou parar. Além disso, já temos lenha para um dia inteiro.

Os cães regressaram ao cabo de um momento e foram directamente para o sofá antes de Bella lhes dizer para ficarem deitados na carpete.

- Vamos jantar? – perguntou Edward, enquanto metia lenha na lareira. Bella pensou nos alimentos que tinham e interrogou-se sobre o que é que podiam cozinhar. Tinham almoçado feijão com torradas; não era grande coisa, mas, pelo menos, era saboroso.

Além de leite, o seu vizinho tinha-lhes levado um bolo de fruta confeccionado pela esposa. Talvez pudessem comê-lo como sobremesa e para prato principal…

- Imagino que não tens nada fácil de preparar, uma lata…

- Não. Mas ainda tenho massa. Não sei como é que posso fazê-la sobre o fogo. Posso tentar fazer risotto.

- Boa ideia! Vamos experimentar.

Ficou mais ou menos bem. Colocaram queijo ralado por cima e deixaram os pratos junto ao lume para que este derretesse.

- Não é mau – comentou ele. – Já comi pior.

Bella não podia imaginar onde, mas nada disse.

Era o melhor que podiam cozinhar, tendo em conta as circunstâncias, e, pelo menos, não morreriam de fome.

Olhou para o Midas e para a Fofinha, e viu que ambos os contemplavam com esperança.

- Nem pensem – disse, e Midas grunhiu e agachou a cabeça. A Fofinha fez o mesmo, mas continuou a olhá-los com fome. Bella sentiu pena dela e deu-lhe um pouco do seu comer misturado com ração.

- Que tal chá com bolo? – perguntou Edward.

Bella assentiu.

- Esta noite, vão ter que dormir no chão – afirmou. – Eu não vou dormir lá em cima.

- Dorme comigo no sofá – sugeriu ele, e Bella sentiu um aperto no peito.

- Nem penses!

Edward suspirou e passou a mão pelo cabelo.

- Bella, vamos dormir vestidos. Além disso, estamos casados há cinco anos. Acho que consigo passar uma noite sem te chatear.

«Não és tu que me preocupa», pensou.

- Logo se vê.

Mas não conseguiu fazer com que nenhum dos dois animais dormisse no chão. Midas gemeu e a cadela olhou-a com ar de reprovação, como se Bella fosse uma verdadeira assassina.

- Está bem, fiquem no sofá – grunhiu. – Edward, deita-te para um dos lados. Eu fico na ponta.

Ele suspirou e encolheu as pernas.

Ela sentou-se na ponta do sofá e envolveu-se com o edredão. Não tinha frio, mas depressa começou a sentir dores nas costas e nas pernas, e desejou deitar-se.

- Estás a comportar-te como uma estúpida – salientou Edward ao fim de meia hora. – Deita-te aqui.

O seu tom de voz era suave e persuasivo, e Bella sentia-se tão mal que cedeu e deitou-se a seu lado, mas de costas viradas.

- Faço tudo isto para não expulsar os animais do outro sofá, não penses que me rendi – ameaçou ela, e ouviu-o rir-se.

- Claro que não – rodeou-lhe a cintura com o braço e atraiu-a até si. Bella suspirou de alívio e tentou descontrair-se.

Era maravilhoso tê-la nos seus braços. Descontraída e confortável.

Curiosamente, Edward não se excitou ao abraçá-la, sentia-se apenas feliz. Tentou recordar a última vez que dormira com a esposa nos braços, mas não conseguiu. Mal se lembrava da última vez que dormira com ela! Além disso, preocupava-se sempre mais em engravida-la do que em oferecer-lhe o seu amor.

Engoliu em seco e abraçou-a com mais força. Onde é que tinham errado? Não sabia. Sabia apenas que era maravilhoso abraçá-la! Pouco a pouco, foi-se descontraindo e adormeceu.

Estava excitado. Apesar de estarem ambos vestidos, Bella sentiu isso devido à sua proximidade. Edward ainda dormia, embora a mantivesse agarrada à sua cintura. A jovem podia sentir o ar que lhe saía da boca ao respirar.

«Contacto humano», pensou ela, «é só isso», mas sabia que, no fundo do seu coração, havia algo mais. Ainda o amava, mas não podia fazer nada a respeito disso. A menos que Edward mudasse, jamais voltaria a viver com ele, por muitas saudades que sentisse.

Levantou o edredão e afastou o braço dele com todo o cuidado. Voltou a tapá-lo e levantou-se. Os cães estavam sentados junto ao sofá abanando a cauda, e Bella abriu a porta para os deixar sair.

O céu estava limpo e o sol espreitava pelo horizonte. Abraçou-se a si mesma e contemplou a beleza da paisagem branca.

Era lindo! O sol já roçava as montanhas; ao longe, ouvia-se o ladrar de um cão. Midas e Fofinha ergueram a cabeça, mas não se incomodaram em responder. Estavam demasiado ocupados, tentando convencê-la a entrar e a dar-lhes comer. Bella sorriu e levou-os até à cozinha para lhes dar o pequeno-almoço.

Encheu um recipiente com água e dirigiu-se até á sala.

Avivou o lume e pôs a água a ferver. Observou Edward, enquanto este dormia. Mas ele abriu os olhos e olhou-a com seriedade.

- Bom dia – disse ela, ignorando o forte bater do seu coração.

- Bom dia. Dormiste bem?

- Estupendamente. És uma boa almofada. Já me tinha esquecido.

Edward possuía o aspecto de um homem forte e vital, saudável e em plena forma, e depois de acordar em seu lado, Bella pensou que aquilo era a última coisa de que necessitava.

Tentou ignorá-lo.

- Vou lavar-me. Suponho que a luz ainda não veio, não é?

Ela lançou-lhe um olhar penetrante.

- Achas que estaria a fazer o chá na lareira?

Edward sorriu-lhe.

- Nunca se sabe. Às vezes, fazes coisas muito curiosas.

Bella observou-o e ele sorriu, para depois sair.

- Estou farta! Está muito frio, a água está gelada, quero tomar um banho quente e dormir na minha cama… e, acima de tudo, quero que este homem se vá embora antes que eu enlouqueça! – disse para si mesma.

Edward voltou a entrar na sala com uma toalha em redor do pescoço e procurou roupa no interior da sua mala.

- Vou tomar um duche – anunciou.

- Enlouqueceste?

- Não sei. Respondo-te mais tarde, quando estiver a beber um chá quente.

Não demorou muito. Bella ouviu um grito e teve que conter o riso. Preparou-lhe uma chávena enorme com leite e deixou-a perto da lareira para que se mantivesse quente.

Edward entrou, ainda nu, e começou a secar-se com a toalha. Aproximou-se do lume e vestiu-se.

Bella tentou não ceder à tentação e olhou para outro lado.

Não era grande ajuda ter aquele corpo esbelto ali, à sua frente, seminu.

- Tens aí o chá – informou, levantando-se. – Vou lavar-me.

Bella foi até à casa de banho com a água quente que sobrara do chá. Cheirava a sabão e a champô. Um aroma familiar e tentador. Encolheu os ombros e misturou a água quente com um pouco de água fria. Despiu-se e lavou-se rapidamente, tentando não se lembrar do jacuzzi que tinha em casa. Decerto que a electricidade depressa voltaria.

A luz voltou às onze e Edward e Bella comprovaram que a caldeira estava a funcionar. Depois, ela olhou para a garagem e disse:

- Tenho que ir ver o correio electrónico.

- Posso ver o meu? - inquiriu ele. – O mais certo é ter milhares de mensagens do Jasper; ele fica logo nervoso quendo não me localiza.

- Claro que sim. Podemos ligar o aquecedor.

Estava muito frio, mas enquanto Edward lia as suas mensagens e respondia a algumas enviadas por Jasper, Bella ficou junto ao aquecedor e olhou pela janela. Estava um lindo dia, demasiado bonito para estar fechada num escritório. De repente, o seu negócio deixou de ter atractivos.

- Já terminei. Agora é a tua vez.

Bella deu uma vista de olhos pelo correio e encolheu os ombros, o sol chamava-a e, naquele instante, nada lhe parecia mais importante.

- Fica para mais tarde – disse, desligando o computador. – É domingo, o meu dia de folga. Gostava de ir dar um passeio com os cães e ver o aspecto das redondezas.

- Posso ir contigo?

- Claro que podes – respondeu, surpreendida.

Pelos vistos estava a levar a sua independência mais a sério do que ela!

Regressaram a casa e calçara meias e camisolas extra, e saíram, caminhando sobre as marcas geladas deixadas pelo tractor.

Os animais saltavam e ladravam, perseguindo-se um ao outro. Bella e Edward passeavam lado a lado, tendo cuidado em manter uma certa distancia entre ambos. A estrada estava completamente bloqueada pela neve.

- Olha, o vento esculpiu a neve – disse ela, mas a única coisa que Bella podia ver era que Edward não podia sair dali com um carro, pelo menos durante a próxima semana.

Sentir que podia morrer de frustração… se não morresse de fome. Tendo em conta o estado da despensa, era fácil que isso acontecesse.

Bom, decerto que a comida para cães era nutritiva, apesar de não ser muito tentadora, pelo que o mais provável era que a frustração acabasse antes com ela!

Regressaram a casa e quando chegaram junto à cerca, Bella disse:

- Nem me apetece entrar. É tudo tão bonito! E como não está vento, não faz frio.

- Podemos fazer um boneco de neve – sugeriu Edward. E a jovem sentiu um aperto no coração.

- Sim.

- Eu faço o corpo e tu, a cabeça.

Foi-lhes difícil encontrar um sítio adequado para realizar aquela tarefa, mas no final conseguiram e dentro de meia hora o boneco de neve estava terminado. Encontraram um pequeno ramo e colocaram-lho na boca, e duas pedras nos olhos.

De repente Bella fez uma pequena bola de neve e mostrou-lha, ameaçando-o.

- E que tal? – perguntou, tentando ocultar o seu sorriso, mas Edward agachou-se e fez uma bola ainda maior, esboçando um dos seus sorrisos mais sensuais.

- Experimenta – desafiou-a, e Bella atirou-lhe a bola de neve.

Edward agachou-se e esquivou-se, mas ao lançar a sua acertou nela em cheio.

- Ai! Está gelada! – gritou Bella. – Guerra!

Correu até à garagem e, de caminho, lançou uma bola de neve, mas calculou mal e voltou a falhar. Escondeu-se numa esquina e preparou umas quantas bolas mais. Depois, espreitou cuidadosamente.

- Apanhei-te! – gritou ele, rindo-se, e Bella agachou a cabeça, tirando a neve do rosto. Edward tinha-se colocado atrás de um arbusto, mas ela subia onde ele estava e teria cuidado para não ser apanhada de novo.

Saiu do seu esconderijo com uma bola na mão, mas não o viu em lado nenhum.

- Onde é que… aiiii!

Edward riu-se e Bella virou-se para limpar a neve da cabeça.

- Assim não vale! – gritou, tentando não se rir, e agarrou num bocado de neve, atirando-se sobre ele. A força foi tanta que Edward caiu no chão e Bella conseguiu enfiar-lhe a neve pelo pescoço abaixo. Ele gritou, riu-se e começaram ambos a lutar, embora não com muito empenho.

- Bella? – murmurou, e ela levantou-se com o coração acelerado.

- Olha, estamos cobertos de neve! Temos que nos sacudir…

- Bella.

Ela deteve-se e virou-se para o observar. O calor do seu olhar provocou-lhe um arrepio, pelo que chamou os cães e regressou a casa. Como o desejava! Queria que ele a acariciasse, abraçasse e fizesse amor com ela.

Idiota. Tinha estado a brincar com o fogo! Um fogo tentador, que a atormentava, mas nada mudara. A sua relação continuava ameaçada e nada daquilo mudaria essa realidade.

Edward estava justamente atrás de Bella e seguiu-a até ao interior da casa. Ela foi à casa de banho e fechou a porta com firmeza, esperando que ele captasse a indirecta. E assim foi. Pelo menos, não a seguiu. Despiu o casaco com as mãos a tremer e sacudiu-o na banheira. Depois, colocou-o junto do aquecimento.

- Vou tomar um banho – gritou. – Espero que a luz não volte a faltar.

Edward disse algo, mas Bella não o ouviu. Encheu a banheira e entrou, olhando para a porta com algum nervosismo. Poderia Edward entrar a qualquer momento?

«Não, por favor», pensou com desespero, mas ele acabou por entrar. Deixou-lhe um chá e uma fatia de bolo sobre a bancada junto à banheira, deixando-a ainda mais confusa do que nunca.

Bella interrogou-se sobre se ele voltaria a entrar, mas ao ver que não, descontraiu-se e bebeu o seu chá, desfrutando da água quente. Não sabia como seria o seu próximo encontro com ele, mas sabia que lhe traria sofrimento. Não podia permanecer na banheira todo o dia. Saiu de dentro da água, cobriu-se com uma toalha e apercebeu-se de que não tinha ali roupa lavada.

Estúpida. Espreitou pela porta e viu que a porta da sala estava fechada. Pensou que Edward estava lá dentro com os cães e apressou-se a ir até ao quarto. Vestiu uma camisola de lã e umas calças escuras. Ficavam-lhe muito bem, demasiado bem para passar uma tarde à lareira.

Agarrou no secador do cabelo e, nesse momento, bateram à porta. Retirou o cabelo molhado do rosto e abriu-a.

- O que é que queres? Tenho de secar o cabelo.

- Eu faço isso.

Edward tirou-lhe a escova da mão e indicou-lhe que se sentasse. Depois, começou a penteá-la. Era um processo lento, mas ele fazia-o com paciência e Bella sentia-se cada vez mais tensa.

Contudo, ele nada fez para a alarmar. Nada disse, continuando apenas a penteá-la sob o ar quente do secador. Depois, passou os dedos pelos sedosos cabelos femininos e a jovem sentiu a suavidade da sua pele. De repente, Edward baixou os braços e recuou um passo.

«E agora?», pensou ela.

Edward deixou a escova de lado, desligou o secador e dirigiu-se até à porta.

- Estou a preparar um chá, no caso de te apetecer.

- Obrigada. Desço já – murmurou Bella e, por algum motivo, começou a maquilhar-se.

Desceu as escadas e encontrou-o na cozinha com os cães a seus pés. Estava a cortar verduras, cebolas e cenouras, e numa panela já tinha as batatas a cozer.

- Estou a preparar o jantar.

Bella estava espantadíssima. Não fazia ideia que ele sabia cozinhar. Sentou-se do outro lado da mesa e ficou a observá-lo.

- E o que vamos jantar?

- Bola de legumes assados com uma base de puré de batata e aquela horrível lata de doce de baunilha que encontrei no armário.

- Deve ser bom.

- Acompanhado de uma garrafa de vinho que tinhas escondida – adiantou, e ela corou.

- Ah…

- Estavas a guardá-la para um dia de chuva? – apesar de sério, Edward expressava um sorriso que a fez sentir bastante vulnerável.

- Mais ou menos – na realidade, tinha-a comprado para comemorar a sua liberdade, contudo chegara à conclusão que não havia nada para celebrar. – Queres que te ajude?

- Não, obrigado. Fica sentada e conversa comigo.

- Sobre o quê?

Edward encolheu os ombros.

- Podes falar acerca da tua actividade.

E foi isso que Bella fez. Explicou-lhe como tinha começado e como conseguira dar-se a conhecer.

- Fiz uma página web e toda a gente adorou. Entraram em contacto comigo para me pedir informação, e foi assim que comecei. Ofereço um serviço e as pessoas compram-no. Dou-lhes aquilo que procuram.

- Deve ser fácil.

- Nem sempre. Há gente muito difícil de satisfazer.

- A quem o dizes. Tens de me mostrar aquilo que já fizeste. Talvez possas executar o mesmo para algumas das nossas empresas.

- Já o fiz.

Edward ficou gelado.

- Já?

Ela assentiu.

- Para a nova filial da empresa de Nova Iorque. O Jasper entrou em contacto comigo através da Internet. Irónico, não achas? Ficou muito satisfeito com o meu trabalho.

- Eu sei. Ele mostrou-me. É bom. Não disse que tinhas sido tu.

- Não sabe. Achei que não fazia sentido dizer-lhe.

- Tudo faz parte do teu plano de independência?

- Achei melhor não ser acusada de favoritismo. Queria consegui-lo por mim mesma, e não por ser tua esposa – encolheu os ombros. – Correu bem. Ele ficou contente e eu também. Não te estava a enganar.

- Não – Edward deitou a última cenoura no tabuleiro e introduziu-o no forno, depois serviu-se de um chá e sentou-se em frente a Bella. – Estás muito bonita – adiantou com suavidade e ela ruborizou-se.

- Obrigada – murmurou.

Maldição! Tudo aquilo fazia parte do seu plano ofensivo, mas, subitamente, nada disso importava. O que é que tinha a perder? Não importava se sucumbia aos seus encantos. Afinal, eram casados… mas como ela tinha fugido, era tudo ainda mais emocionante. E mesmo se sucumbisse, nada mudaria. Edward continuaria a trabalhar horas seguidas. Enquanto esperavam pelo jantar, jogaram xadrez e Bella ganhou.

Só uma vez, mas era um milagre e interrogou-se se ele não estaria mais nervoso do que aparentava. Que interessante. Dissimulou um sorriso e permitiu ser desafiada para outra partida. Edward ganhou com facilidade, isto porque Bella apenas pensava nas intenções ocultas do marido.

Depois de guardar o xadrez e dar de comer aos cães, foram jantar.

Estava delicioso. O vinho não lhe fazia justiça, mas Bella bebeu-o de igual modo. Tinha um efeito tranquilizante, e foi precisamente isso que a fez descontrair e desfrutar da companhia de Edward.

Após a sobremesa, mudaram-se para a sala e sentaram-se à frente da lareira para terminarem de beber o vinho. A beira do sofá era dura, pelo que Edward pegou em Bella e colocou-a entre os seus braços, para que apoiasse as costas contra o seu peito e a cabeça contra o seu ombro. Assim, desfrutaram do calor do lume e do efeito tranquilizante do vinho.

Ela podia ter ido dormir, mas não queria perder aquele momento, pelo que permaneceu sentada deleitando-se com o roçar da barba incipiente de Edward sobre o seu peito.

Não imaginava nada mais maravilhoso. Então ele agachou a cabeça e beijou-a suavemente. Bella virou-se e contemplou aqueles olhos expressivos. E soube que estava perdida.

Olá a todos.

Aqui está mais um capítulo.

Desculpem pela demora, mas não deu mesmo para postar mais cedo.

Espero que gostem.

Beijinhos e até ao próximo capítulo.