O negócio ia bem… tão bem que Bella mal tinha tempo para sentir saudades de Edward, mas, ainda assim, sentia imenso a sua falta.
E pensava se o sentimento era mútuo. Não acreditava muito nisso, caso contrário ele ter-lhe-ia telefonado em vez de ir trabalhar assim que chegara a Londres.
Não. Era provável que sentisse a sua falta, mas isso era incompatível com o seu horário apertado.
Mas depressa se habituou à sua rotina diária. Como estava frio, só podia levar os cães à rua por volta do meio-dia.
A neve começara a derreter, mas muito lentamente, e apenas nos sítios onde o sol incidia. O boneco de neve era cada vez mais pequeno e, à medida que o fim-de-semana se aproximava, Bella interrogava-se se o boneco ainda estaria ali quando Edward chegasse… se é que chegaria. Quando se foi embora, já não parecia tão certo disso, além disso andava sempre a viajar para Nova Iorque.
Sabia-lo pelas mensagens de correio electrónico que lhe enviava.
Havia um certo tom de repreensão nas mesmas. Edward contava tudo aquilo que fazia durante o dia.
Na quinta-feira pela manhã, olhou para o correio electrónico e recebeu uma mensagem de Edward.
Comprámos uma empresa nova. Necessita de uma página Wen. Podemos falar disso este fim-de-semana? Vejo-te no sábado pela manhã.
Edward.
Bella respondeu:
Não. Os fins-de-semana são sagrados. Vemo-nos no sábado. Bella.
«Assim, vou ver a seriedade com que ele está a levar a nossa relação», pensou. Se ele falasse naquele assunto, matá-lo-ia… mas só depois de fazer amor com ele, pelo menos duas vezes. De repente, percebeu que estava desejosa que o fim-de-semana chegasse.
Na sexta-feira foi a Inverless e comprou todo o tipo de manjares para sábado à noite.
Não sabia quanto tempo é que Edward ia lá ficar, nem se chegaria demasiado cansado. Iria directamente de Nova Iorque para Glasgow? Ou viria de carro a partir de Londres? Não sabia, ele nada lhe dissera a respeito disso. Talvez apanhasse o avião em Londres…
E também não sabia a que horas é que ele chegava.
Nessa tarde, mudou os lençóis da cama, no caso de Edward chegar cedo, pela manhã, e a apanhar desprevenida. Após um banho, deitou-se. E se aquilo não corresse bem? E se…
Tardou em adormecer e depois os cães acordaram-na às cinco da manhã. Bella aproximou-se da janela, mas não conseguia ver nada.
Desceu as escadas e chamou os cães. Depois, aconchegou o roupão e abriu a porta.
Os animais saltaram sobre ele, lambendo-o e ladrando. Edward apoiou-se na parede e sorriu.
- Que bela recepção – disse ela, e ele sorriu-lhe. – Chegaste cedo.
- Apanhei o primeiro avião que saía de Boston e depois fiz a ligação até Glasgow. Estou a viajar há doze horas, não tens pena de mim?
- Adoras fazer essas coisas.
Edward abraçou-a com força.
- Fico feliz por estar aqui – adiantou, fechando a porta com o pé.
- Apetece-te beber algo?
- Quero apenas tomar um duche e depois dormir. Volta para a cama e espera lá por mim.
Beijou-lhe o cabelo e soltou-a. Bella subiu até ao quarto e deitou-se. Ouviu a água a correr, Edward a falar com os cães e, finalmente, o ruído dos seus passos nas escadas. Quando chegou, enfiou-se na cama e abraçou-a na escuridão.
- Senti saudades tuas – confessou ela, e Edward abraçou-a ainda com mais força.
- Também senti saudades tuas. Foi uma semana bastante longa e dura.
Bella acariciou-lhe o rosto. Não se barbeara… fizera-o de propósito? Beijou-o e mordiscou-lhe o lábio inferior.
- Andas à procura de problemas – murmurou Edward.
- Mmm – disse ela, e voltou a fazer o mesmo. Ele mordiscou-a com cuidado e Bella excitou-se.
Não conseguiu conter um gemido de desejo e isso alentou-o. Edward continuou a beijar-lhe o corpo, deixando as marcas de uma ardente paixão. No fim, Bella já não suportava mais aquela tortura e agarrou-o pelos ombros, cravando-lhe as unhas para que parasse ou para que continuasse, e terminasse o que tinha começado.
- Estou aqui, tem calma.
Beijou-a na boca e penetrou-a. Bella começou a mover-se ritmicamente e sentiu que ele se continha para a esperar, levando-a ao êxtase, e juntos alcançaram o clímax do prazer. Depois, deixou-se cair sobre ela e apoiou a cabeça no seu ombro. Permaneceu ali por uns segundos, para se retirar mais tarde sem deixar de a abraçar.
- Amo-te – confessou Bella, sentindo a tensão por parte do marido.
- Ainda bem – disse ele. Nada mais.
Bella sentiu-se magoada. Queria que Edward se abrisse, que demonstrasse os seus sentimentos.
Conteve as lágrimas. Não queria chorar diante dele para que ele não se sentisse culpado. Não era justo.
- Tenho que ir à casa de banho – afirmou ela, afastando-se. E foi aí que soltou o primeiro soluço, mas Edward deve tê-la ouvido, pois seguiu-a. Abraçou-a, enquanto chorava.
- Desculpa. Não queria magoar-te. Vamos para a cama.
Bella sorriu-lhe. Subiram as escadas e voltaram a deitar-se.
Edward beijou-a com doçura.
- Amo-te. – murmurou ele, enquanto a abraçava.
- Ainda bem, porque eu também te amo – ele sorriu e, com um sorriso nos lábios, Bella adormeceu.
Edward dormiu até ao meio-dia. Ela deixou-o na cama e foi dar de comer aos animais. Preparou um café e sentou-se na cozinha, desejando que ele não trabalhasse tanto. Além de não ter tempo para estar com ela, acabaria por apanhar um esgotamento.
Começou a fazer os preparativos para o jantar.
Como Edward não se levantava, levou os cães ao jardim. Durante a noite, a neve tinha derretido um pouco graças à quente brisa que soprava de sudeste. Bastava que chovesse um pouco para que a neve desaparecesse.
Ouviu que a chamavam e ergueu a vista. Viu Edward à janela. Tinha um aspecto sexy e encantador.
- Bom dia, beleza – disse, e Bella não conseguiu conter um sorriso.
- Bom dia, querido – retorquiu, colocando-se debaixo da janela para o ver melhor. – Vais levantar-te ainda hoje?
- Talvez. Depende daquilo que me oferecerem.
- Fiz café.
- Eu sei. Cheira bem. Desço já de seguida.
Bella entrou com os animais em casa e Edward apareceu pouco depois. Usava uma camisa de seda branca e umas calças muito bonitas. Usava a camisola sobre os ombros e, no conjunto, estava estupendo.
- Queres comer alguma coisa?
- Comer? Não me lembro da última vez que comi algo decente.
- Que tal uma sandes de bacon, alface e tomate?
- Pensei que eras vegetariana.
- E sou. Mas tu não, por isso é que comprei bacon. Sei que adoras sandes de bacon.
- Seria maravilhoso… Obrigado.
Edward observou-a, enquanto preparava a sandes. Tinha bom aspecto. Parecia descontraída e relaxada, e não magoada e triste como da última vez. Sentia-se um pouco culpado por fazê-la sofrer. Bella sabia que ele a amava, por isso que sentido fazia escondê-lo?
- Aqui tens.
«Está linda», pensou Edward. Era linda aos vinte e um anos e continuaria a sê-lo aos sessenta, mas não estava certo se iria estar por perto nessa altura.
- Um cêntimo pelos teus pensamentos – afirmou ela.
- Não. Subiria demasiado a tua auto-estima.
Bella sorriu e corou, e Edward sentiu um ardente desejo por ela.
- Que tal descansarmos um pouco depois de comermos? – sugeriu.
- Acho boa ideia.
Edward quase se engasgo com o resto da sandes.
«Foi um fim-de-semana maravilhoso», pensou ela. Edward ia-se embora na segunda-feira, de madrugada, pelo que se deitaram cedo.
Tinham passado muito tempo na cama durante aqueles dias. No domingo de manhã, levaram os cães a Dornoch e deixaram-nos correr pela praia, enquanto eles passeavam de mão dada. De regresso a casa, pararam para comer num pub.
E Edward nada disse sobre trabalho durante todo o tempo, excepto para lhe dizer onde estaria na semana seguinte: Londres, Hong-Kong e depois regressaria a Londres a tempo de ir para Nova Iorque.
- Quer dizer que não vens cá no próximo fim-de-semana?
- Não posso, mas vem tu comigo a Hong-Kong. Ias adorar.
-Não posso deixar aqui os cães, além disso, não tenho tempo. Estou cheia de trabalho – não era inteiramente verdade, mas não queria que Edward pensasse que ela deixaria tudo por ele.
- Talvez noutra altura – sugeriu ele, mas ela não respondeu e mudou de assunto.
Quando regressaram a casa, voltaram a fazer amor e, após o jantar, voltaram a deitar-se para que ele pudesse levantar-se cedo.
Não que dormisse muito. Bella já mal se lembrava da última vez em que se desejaram tanto. Não podia queixar-se. Era maravilhoso passar tanto tempo com ele.
Acordou às duas e meia da madrugada quando o despertador de Edward tocou. Voltaram a fazer amor antes de Edward se levantar e deixá-la na cama. Bella levantou-se por volta das sete para levar os cães à rua e dirigiu-se até à cozinha para preparar um chá.
De repente, viu um papel escrito junto a um CD.
Dá-lhe uma vista de olhos quando puderes e diz-me o que te parece. Depois falamos. Obrigado por um fim-de-semana estupendo. Amo-te. Edward.
Ela olhou para o CD com curiosidade. O que seria?
A nova empresa. Tinha-o proibido de falar nesse assunto e ele respeitara-a, mas, de todos os modos, deixara-lhe informação. Chamou os cães para dentro de casa, encheu a banheira e comeu uma torrada, enquanto tomava banho. Depois, dirigiu-se ao escritório e introduziu o CD no computador.
Era interessante. Muito interessante. Já tinha ouvido falar daquela empresa, mas a sua página Web era horrível e necessitava de uma boa mudança. Era o tipo de desafio de que gostava, pelo que começou a trabalhar de imediato.
Edward telefonou-lhe ao meio-dia para lhe dizer que chegara bem e Bella revelou-lhe as suas ideias.
- Parece-me bem. Podes enviar-me alguma coisa para eu ir estudando?
- Ainda não, tenho alguns compromissos.
- Claro. Quando puderes. Achas que podes fazer isso no final da semana?
Bella riu-se.
- Nunca te rendes, pois não? Tenho que trabalhar, cuida de ti.
- Tu também.
Telefonou-lhe para casa no sábado à noite para falar da nova empresa e Edward atendeu, meio atordoado.
- Estás bem?
Ele riu-se.
- Mais ou menos. Acabei de chegar de Hong-Kong. O voo atrasou-se e estava a dormir uma sesta. E tu, como estás?
- Bem. Desculpa se te acordei.
- Não importa, gosto de falar contigo. Como estão os cães?
- Bem. Sentem a tua falta - «tal como eu», pensou. – Dei uma vista de olhos pela página electrónica. É espantosa, não é?
- A quem o dizes. O mais ridículo é que a empresa tem muito para oferecer e óptimas ideias, ma não possui estratégia de marketing nenhuma… tiveste alguma ideia?
Bella contou-lhe o que pensara.
- É uma pena que não possas cá vir – afirmou Edward. – Para conheceres a empresa e veres o espaço.
- Não posso – disse, apesar de pensar que talvez pudesse deixar os cães num hotel canino durante uns dias. Midas ficaria bem, estava acostumado, mas não sabia se a cadelinha aceitaria essa novidade de ânimo leve. Além disso, estava cheia de trabalho. – Vou enviar-te um e-mail com os arquivos para me dares a tua opinião. Podes alterar o que quiseres.
Edward riu-se.
- Não sei se me atreveria.
- Nunca hesitaste em fazê-lo – relembrou-lhe, e ele voltou a rir-se.
- Está bem. Envia-mos. Depois telefono-te. Basta que durma uma cinco horas para pôr as mãos à obra.
Mais tarde, Bella sentou-se junto à lareira com um bom lite com chocolate na mão. Percebeu que sentia imensas saudades de Edward e que não era aquilo que queria. Mas, por outro lado, também não queria sentir-se prisioneira na casa do marido, esperando que este a levasse a algum lado. Como andava sempre tão ocupado, mal tinham tempo para estar juntos. Se conseguissem alterar a forma de vida do marido… mas isso era uma missão impossível.
O telefone voltou a tocar e Edward sentou-se na cama, passando a mão pela cara antes de atender.
Porque é que não tinha desligado aquele maldito aparelho?
- Edward Cullen – atendeu.
- Edward, olá! É a Victoria. A Bella está?
Ele suspirou. Victoria era uma das melhores amigas de Bella e era evidente que não sabia que ela tinha ido para a Escócia.
- Lamento, Victoria, mas ela não está. Foi para a Escócia descansar. Alugou lá uma casa e levou o cão com ela. Queres que te dê o número de telefone dela?
- Oh…, não, bom, não importa. Ia convidá-los para cá virem, mas se ela não está… não faz mal. Porque é que não vens tu? Já não nos vemos há algum tempo.
Edward lamuriou-se em silêncio. As festas de Victoria costumavam ser muito animadas, mas ele não se sentia animado para esse tipo de eventos.
- Vai ser um jantar tranquilo. Amanhã à noite. Vais ver que gostas.
Odiava estar sozinho em casa. Parecia que ia enlouquecer, talvez lhe fixesse bem ver os velhos amigos.
- Está bem. A que horas?
- Às oito?
- Está bem.
E despediram-se. Pensou em voltar a adormecer, mas decidiu ir consultar o correio electrónico no caso de ter alguma mensagem de Bella.
Tinha um texto breve, demasiado breve, juntamente com as páginas electrónicas e algumas sugestões interessantes.
Eram quase dez horas, mas telefonou-lhe, mais para falar com ela do que para outra coisa.
- Estás em frente ao computador? – perguntou Edward, disposto a discutir alguns detalhes de uma das páginas.
- Não, estou na sala com os cães. Ia-me deitar. Queres que vá para o escritório?
- Não. Não faz mal. Falaremos disto amanhã. Além disso, gosto de conversar contigo.
- Ah, sim? – murmurou Bella e Edward imaginou-a sentada no sofá. Uma parte sua desejava estar com ela, mas a outra, a mais sensata, dizia-lhe que nada daquilo era real.
Tal como o tempo que tinham passado juntos na Escócia. Não era real. Estavam apenas a representar e se ela regressasse a casa, voltaria a sentir-se infeliz, já que ele não podia alterar a sua forma de vida.
Conversaram mais um pouco e depois despediram-se, e Edward voltou para a cama. Estava esgotado e tinha muito que fazer. Lembrou-se, de repente, que se esquecera de dizer a Bella que fora convidado para jantar em casa de Victoria. Pensou em telefonar-lhe de novo, mas não o fez. Ela estava cansada, pelo que decidiu deixá-la dormir.
Telefonar-lhe-ia no dia seguinte quando regressasse do jantar.
- Edward! Querido, entra.
Victoria usava um lindo vestido, justo nos sítios mais adequados. Mas Edward nem reparou nisso.
Ouvia-se música à distância e não havia mais carros na entrada.
- Fui o primeiro a chegar? – perguntou ele, desejando ter ficado em casa.
- O único - informou ela com um sorriso. – Os outros acabaram por não poder vir… Não importa, vais ver que vai ser um serão agradável. Entra.
Guiou-o até à sala e Edward olhou em redor. Havia velas acesas e música tranquila, e Edward viu que a mesa estava servida para duas pessoas. Ele parecia não acreditar no que estava a acontecer.
- Onde está o James? – perguntou.
- Está fora. Está sempre fora, Edward. É como tu… nunca está em casa. Organizo a maior parte dos jantares sozinha. Mas isso não impede que passemos um bom bocado. Além do mais, a Bella também está fora.
Edward olhou-a nos olhos e sentiu um aperto no peito. Aquela era uma insinuação directa e ele queria fugir dali a sete pés.
- Lamento, Victoria, mas não vou entrar nesse jogo.
- Jogo? A que te referes? É apenas um jantar, Edward… uns velhos amigos a jantar juntos. Que mal é que pode haver nisso?
Nada, claro. Para jogar bastavam dois e ele não ia entrar no jogo. Pobre Victoria.
Pobre James.
Mas, afinal, que diabo se estaria a passar com toda a gente?
- O jantar está pronto. Queres uma bebida?
- Estou faminto. Acho que não me importava de jantar já – afirmou Edward, desejando sair dali o quanto antes.
O comer estava delicioso. Victoria era muito boa cozinheira e uma anfitriã estupenda, e assim que percebeu que ele não estava interessado nela, mudou de táctica e começou a desabafar, falando acerca de James.
- Ele nunca aqui está. É horroroso, Edward. Não seria tão mau se tivéssemos filhos, mas não temos, e sinto-me muito só quando ele não está.
- Talvez necessites de um trabalho… como a Bella – sugeriu.- É desenhadora de páginas web. E é muito boa no que faz.
Victoria ficou petrificada.
- A sério? Pensava que não a víamos porque estava deprimida, ou algo parecido, por causa do bebé – agarrou-o pelo braço.- Desculpa, Edward. Sei o quanto desejam ser pais e compreendo-vos. Não podem submeter-se a um tratamento de fertilização in vitro?
Não estava disposto a discutir sobre os seus problemas pessoais num jantar nem a ouvir as queixas de Victoria acerca do seu casamento.
Retirou o braço e forçou um sorriso.
- Acho que isso seria demasiado precipitado para já.
A caminho de casa reflectiu sobre o acontecido e concluiu que tinha sido uma lição. Tinha sorte, a sua esposa encontrara algo produtivo para fazer, enquanto Victoria matava o tempo com os maridos de outras mulheres. Contudo, ele perdera Bella, tal como James perdera Victoria… ou, pelo menos, perdera a sua fidelidade.
Contudo, Bella fora-lhe fiel.
Apesar da relação de ambos ter terminado. Esfumara-se com o vento devido ao abandono e à sua preocupação com os negócios.
Estava sempre tão ocupado… e isso significava perder Bella para sempre. Não havia outra hipótese.
Sentiu uma dor no peito.
Aumentou o volume da música e cantou em voz alta, afogando os seus pensamentos dolorosos.
Olá a todos.
Mais um capítulo que terminou.
Espero que gostem.
Vamos lá a ver se com este episódio com a Victoria o Edward se apercebe das atitudes que tem tido com a Bella e esta seja uma forma de ele mudar.
Beijinhos e até ao próximo capítulo.
