Disclaimer : Eles não me pertecem, todos os direitos são do Eric Kripke, não ganho nada escrevendo isso além de diversão.

Agradecimento : Essa fic foi escrita por mim e pelo meu deuso de wincest, ViniSaporta. Obrigada menino, me ajudou muito com a fic, inclusive com as partes mais quentes XD

Nota : Conteúdo adulto. Relação homossexual incetuosa. Não gosta, não leia. Simples.

Nota² : Sem beta, perdoem os errinhos básicos XD

Resumo : Um caso em um lugar bem diferente do que estão acostumados. E um segredo guardado a sete chaves revelado. Wincest.


Essa foi, sem dúvida, a melhor noite de Sam. Ele se sentiu no paraíso, ou melhor, ele estava no paraíso. Ele estava com seu irmão. Quando Sam acordou, Dean ainda o abraçava. Olhou para ele e sorriu. Como Sam queria o beijar, mas sabia que não podia. Se remexeu um pouco e saiu dos braços do irmão, apesar de querer ficar neles para sempre. Foi buscar o café da manhã.

Deu uma passadinha no mercado e foi para a pensão. Chegou no quarto e Dean ainda estava dormindo. Resolveu arrumar a mesa para o café da manhã. Pegou um vaso com uma flor que havia no corredor, uma toalha de mesa que estava no armário e pediu a dona da pensão garfos, facas e colheres. Sam tinha arrumado a mesa inteira para eles dois, apenas para eles dois. Aproveitou para tomar um banho.

Dean ouviu barulho de água e acordou. Olhou para o lado e Sam não estava. Então era ele no banho, quem mais poderia ser?

Espreguiçou-se, olhou ao redor e viu uma mesa de café da manhã completamente arrumada. Havia uns cinco pães numa cesta, uma jarra de suco de laranja, uma caixa de leite e uma lata de achocolatado. Sam havia preparado tudo, ele queria um café da manha com seu irmão, só eles dois, juntos apreciando um belo café da manhã brasileiro. Dean trocou de roupa, e se sentou a mesa esperando seu irmão.

Sam saiu do banho, só de toalha, e olhou para Dean, que tentava não manter contato visual com ele. Sam riu.

- Bom dia, dorminhoco.

- Bom dia, Sam. – Disse Dean, encarando o chão. - Vejo que arrumou a mesa para nós.

- Veja isso como um agradecimento da noite passada. - Sam piscou para Dean, com um sorriso divertido no rosto.

Dean estava vermelho que nem o diabo. Seu irmão só de toalha, mandando indiretas assim, piscando para ele. Ele estava matando Dean aos poucos, e ele estava gostando disso. Seu irmão não era muito de fazer esse tipo de brincadeiras, esse era mais o estilo de Dean. Mas agora estava vendo realmente quem Sam era, um homem brincalhão e tão malicioso quanto ele. Pegou suas roupas e foi se trocar no banheiro.

Sam estava completamente perdido, não sabia qual seria sua prioridade, Dean ou o caso. É claro que Dean sempre viria em primeiro lugar, mas nesse caso, seria melhor Dean ficar em segundo, pois era um dos seus maiores problemas. Enquanto Dean limpava a mesa do café e sonhava acordado com Sam e seu corpo perfeito, o mais novo pesquisava sobre mortes e sumiços em São Cristóvão nos jornais antigos que pegou na biblioteca. Descobriu que antes desses assassinatos começarem, houve uma morte no parque: um garoto de oito anos foi sufocado e afogado num poço. Os policiais só conseguiram achar o corpo, que havia marcas de mãos em seu pescoço. Como o assassino nunca foi encontrado, o caso foi fechado.

- Dean, o espírito que está matando essas pessoas é o espírito desse garoto. Ele se chamava Pedro Guimarães.

- Então nós só precisamos salgar e queimar os ossos dele?

- Aí seria simples demais, Dean. Ele foi cremado, então não teria como fazermos isso.

- Maravilha.

- Podemos perguntar ao policial que pegou o caso para onde foram as cinzas. Talvez a gente ache por lá algum resto mortal do garoto.

- É né, fazer o que? Não tem outra opção, então...

- Cara, vamos logo.

-x-

Isso é tão fodidamente estranho. Pensou Dean quando entrou naquele lugar.

- Cara, a gente não pensou numa coisa... – Sam falou, de repente com o tom de voz preocupado.

- O que?

- Ahn... eu não acho que as nossas identidades do FBI irão servir nesse momento...

- Caralho! É mesmo, eu esqueci! – O loiro disse com os olhos arregalados – Agora você me pegou. 'Tamos fodidos.

O cérebro de Sam imediatamente fez um duplo sentido com o 'você me pegou', mas ele preferiu ignorar. Tinham problemas maiores no momento. Ficaram um tempo pensando numa solução, até que Dean estalou os dedos, chamando a atenção do mais novo.

Ahá! Já sei – Disse, com um sorriso triunfante. – Podemos dizer que somos mesmo do FBI, mas que viemos investigar esse caso direto dos EUA! Que tal? – Disse Dean, com o seu típico sorriso de felicidade no rosto.

- Hum... bom, é a melhor idéia que temos, mas... – Sam relutou – Bom, tudo bem, eu acho.

Sam parou o primeiro policial que viu, e começou a falar com ele em espanhol. Ele, que se chamava Vinícius Sampaio, os guiou até uma sala pequena e com cheiro de café velho.

- Bom... Esperem aqui, sim? O delegado já vem atender vocês. – Disse o policial.

- Gracias. – Disse Sam.

Sam olhou para Dean, e este o encarava com um olhar terno.

- Que? – Perguntou, sustentando o olhar do loiro.

- Nada... só acho fofo quando você fala em espanhol.

Sam corou levemente e deu um sorriso sem graça. Estava bem claro que o que sentia pelo irmão era recíproco, mas nem por isso deixava de ser errado. Não poderiam cometer aquela loucura.

Alguns minutos depois, o delegado entrou na sala. Cumprimentou os dois e se sentou em frente a eles, quase não cabendo atrás do espaço apertado da mesa.

- Distintivos, por favor? – Ele pediu, com o ar sério. Os irmãos deram graças que ele sabia falar inglês, e mostraram os distintivos.

- Hm... ok. – Devolveu os distintivos. – Então, vocês estão aqui pelo caso do menino Pedro Guimarães?

- Sim, senhor.

- Mas vocês sabem que ele foi fechado há quatro anos, não é?

- Sim, mas... o FBI resolveu investigar agora.

- E o que levaria o FBI a se interessar por um caso já esquecido no Brasil?

- Bom, foi uma morte muito estranha a do garoto, e suspeitamos que o assassino possa ser um dos nossos procurados.

- Ah sim... então, o que querem saber?

- Bem... – Sam começou. – O menino foi cremado, não foi?

- Sim.

- Para onde foram as cinzas?

- Para a casa da prima dele, Daniela Guimarães, que era a parente mais próxima quando ele morreu. - Sam teve um leve arrepio ao ouvir esse nome. - O garoto era um verdadeiro bastardo.

- E você poderia nos informar o endereço da prima dele? Só queremos fazer algumas perguntas.

- Desculpe, mas eu não sei. Parece que ela se mudou, e nós não sabemos o novo endereço.

- Ah, tudo bem. Se tiverem alguma informação que possa nos ser útil, ligue para esse número. – Sam entregou um papel contendo seu celular. – Obrigado pelo seu tempo.

-x-

Chegaram na Big Bi que tinha ali perto para comer qualquer coisa. Sentaram e pediram.

- Aí, Dean... – Sam começou. – Você acha que essa tal de Daniela Guimarães ainda tá viva?

- Eu não sei Sammy, mas é bom que esteja, porque senão, fodeu!

Sam ficou pensando. Não gostava muito da idéia de ir atrás dessa garota, pois se lembrava da Daniela com quem tivera um "caso'' virtual, e isso ainda machucava bastante. Sua vontade era que ela estivesse morta e que eles voltassem logo para os Estados Unidos, de onde nem queria ter saído. Mas não seria egoísta a esse ponto, pois precisava ajudar o espírito desse garoto, e a tal da prima dele.

A garçonete trouxe os pedidos e eles comeram em silêncio. Depois de algum tempo, pagaram e foram embora. Entraram no carro e começou a chover, fazendo o clima esfriar mais ainda.

Dean foi cantando uma música qualquer que estava tocando na rádio, e que Sam nem se deu ao trabalho de descobrir qual era. Estava ocupado demais perdido nos lábios perfeitos do mais velho, carnudos e macios. De repente foi invadido por uma vontade insana de beijá-los, e sabia que Dean não iria lutar contra, mas não podia fazer isso. Já estavam com problemas demais, e um deles era esse clima tenso que havia se estabelecido entre eles. Toda brincadeira que faziam, antes inocente, agora poderia mexer com eles e os levar para um caminho sem volta.

Chegaram à pensão e Sam foi tomar banho, enquanto Dean se jogou preguiçosamente na cama. Já estava no final da tarde, e tudo o que Sam queria era se jogar na cama e ficar assistindo televisão até dormir. Mas parece que Dean tinha outros planos.

- Hey Sammy, que tal sairmos hoje a noite? Sabe, ir a um bar, jogar, beber e se divertir um pouco. – Dean falou assim que Sam saiu do banho, com a toalha enrolada na cintura.

Sam deu de ombros, num sinal mudo de "tanto faz'' e foi se vestir. Dean entrou no banheiro e foi tomar banho também.


Dessa vez nem demorei tanto, né ? .

Enfim, espero que tenham gostado do capítulo. Beijos, e deixem reviews please ! :D